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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Lição 6: Paciência: Evitando as dissensões

Lição 6: Paciência: Evitando as dissensões
Data: 05 de Fevereiro de 2017 


TEXTO ÁUREO 
“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação [...]” (Rm 12.12).

VERDADE PRÁTICA 
A paciência, como fruto do Espírito, é um antídoto contra a ansiedade e as dissensões.

LEITURA DIÁRIA 
Segunda — Rm 16.17
Evitando as dissensões

 Terça — 1Co 1.10
Evitando os que promovem dissensões

Quarta — 1Co 11.18
Não promover dissensões

Quinta — Rm 13.13
Fugindo das contendas e dissoluções

Sexta — Gl 5.20
As dissensões são obras da carne

Sábado — Gl 5.26
Não cobiçosos de vanglória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 5.7-11.

7 — Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia.
8 — Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a vinda do Senhor está próxima.
9 — Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta.
10 — Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.
11 — Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.

HINOS SUGERIDOS 
84, 193 e 427 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL 
Mostrar que a paciência deve ser praticada pelo crente nesses dias trabalhosos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar como Jó é um exemplo de paciência para o crente;
II. Entender que o crente deve abandonar toda dissensão;
III. Saber que o crente deve demonstrar paciência até pela volta de Jesus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, a paciência é um fruto do Espírito inestimável na vida e trabalho do professor de Escola Dominical. É preciso paciência na preparação — oração, estudo da Bíblia, treinamento e desenvolvimento. Ela também é necessária durante a ministração da sua aula. O apóstolo Paulo ensinou Timóteo sobre a necessidade de ministrar com paciência (2Tm 4.1,2,5). Durante suas aulas, busque orar, ensinar, corrigir, incentivar e realizar todas as outras obrigações que compete ao professor, com toda longanimidade. A paciência não é transferida de uma pessoa para outra. Ela é produzida em nós pelo Espírito Santo à medida que lhe permitimos que a imagem de Cristo seja formada em nós. Toda prova, tentação e demora em sua vida podem ser uma oportunidade para o Espírito Santo produzir em você o fruto da paciência.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO 
A impaciência é uma das características da vida moderna. As pessoas, a cada dia, estão mais ansiosas, o que contribui para o aumento das dissensões. Basta ler os noticiários para vermos casos de brigas e confusões. Muitos desses casos acabam em tragédia e famílias destruídas. Por isso, podemos de imediato perceber a relevância da lição de hoje para os nossos dias. Estudaremos a respeito da paciência, como fruto do Espírito, e as dissensões, como obra da carne.

PONTO CENTRAL 
A obra do Espírito Santo em nós aumenta a nossa tolerância.

I. PACIÊNCIA, ATO DE RESISTÊNCIA À ANSIEDADE 
1. A paciência como fruto do Espírito. 
O termo paciência no grego é makrothümia e significa longanimidade, perseverança e firmeza (Hb 12.1). A paciência, fruto do Espírito, nos habilita a suportar as provações e nos leva a ser complacentes com as falhas dos outros. Vivemos em um mundo onde as pessoas estão a cada dia mais ansiosas, mas os que têm esse aspecto do fruto sabem esperar em Deus com tranquilidade (Sl 40.1). O nosso maior exemplo de paciência está em Deus. Ele é longânimo para com os homens, esperando que ninguém se perca (2Pe 3.9). Moisés, ao ter um encontro com o Senhor no monte Sinai, declarou: “Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade” (Êx 34.6).

2. A paciência e a ansiedade. 
Muitos cristãos vivem sofrendo por antecipação, pois se esquecem do que Jesus nos ordenou: “[...] Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida [...]” (Mt 6.25). A ansiedade é uma perturbação interior causada pela incerteza, pelo medo. Ela gera angústia e sofrimento, porém Deus não quer que seus filhos vivam com o coração perturbado, ansioso (Jo 14.1). A paciência, fruto do Espírito, nos ajuda a enfrentar as lutas e os sofrimentos da vida sem desanimar. Os sofrimentos não são para nos destruir, mas servem para nos lapidar, para nos tornar mais pacientes e perseverantes (Hb 12.7-11). Precisamos aprender a esperar com paciência e tranquilidade em Deus, tendo a certeza de que todas as coisas cooperam para o nosso bem (Rm 8.28). Lancemos diante do Senhor tudo aquilo que nos aflige, pois Ele é bom e tem cuidado de nós (1Pe 5.7).

3. Jó, exemplo de paciência em meio à dor. 
Jó é um exemplo de paciência, fé e persistência diante das tribulações. Ele perdeu em um único dia seus filhos, seus bens e sua saúde, mas não perdeu a sua fé em Deus. Em meio à dor de tão grandes perdas, ele declarou: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). A fé que Jó tinha em Deus o levou a esperar com paciência pelo socorro divino. Se você está enfrentando alguma situação adversa, tenha fé. Não perca a sua paciência e em tudo dê graças, pois neste mundo tudo é passageiro, até mesmo as aflições (1Ts 5.18).
  
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
É possível vencer a ansiedade através da paciência. Um exemplo disso é Jó.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO 
“Tiago começa a carta encorajando os leitores a que aceitem com alegria as provações que são permitidas por Deus para dar-lhes maturidade. A partir daí, passa a mencionar as fontes que nos permitem suportar as perseguições duras e continuadas. Tiago adverte os ricos que oprimem os pobres. Os ricos, que hoje vivem na opulência, enfrentarão com certeza o juízo por maltratarem os inocentes (5.1-6). Nesse clima, os crentes devem ser pacientes, mantendo-se firmes até a Volta do Senhor. A certeza de que o Juiz está às portas, nos conforta e encoraja (vv.7-9). Entrementes, os crentes podem encontrar conforto no exemplo de outros. Como em Jó, que viveu no sofrimento e emergiu da experiência da misericórdia de Deus (vv.10-11). Na medida em que perseveramos devemos permanecer inabalavelmente comprometidos em falar e viver a verdade (v.12). Os crentes também dispõem do recurso da oração. Quando oferecida por uma pessoa justa, produz efeito grande e poderoso sobre a nossa experiência aqui e agora (vv.13-18). Finalmente, cada um de nós é um manancial para os outros. Quando uma pessoa se extravia devemos buscá-la e trazê-la de volta para uma vida em consonância com a verdade de Deus (vv.19-20)” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do leitor da Bíblia. RJ: CPAD, 2005, p.875).

CONHEÇA MAIS
“Longanimidade. A palavra grega makrothumía refere-se à paciência que temos com nosso próximo. Ser longânimo é tolerar a má conduta dos outros contra nós, sem nunca buscar vingança. Dentro em breve, os cristãos em Roma passariam por perseguições. Sob tensão e sofrimento, os cristãos podem vir a ter menos paciência uns com os outros, de modo que Paulo conclama: ‘Sede pacientes na tribulação’ (Rm 12.12). Ao ensinar sobre os dons, Paulo inicia tratando da paciência com pessoas e termina com a paciência nas circunstâncias (1Co 13.4,7)”. Para conhecer mais, leia Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.489.

II. DISSENSÕES, RESULTADO DA IMPACIÊNCIA 
1. Exemplos bíblicos de impaciência. 
A falta de paciência sempre é perigosa, pois nos faz tomar atitudes erradas e a falar o que não devemos. Na Bíblia encontramos exemplos de pessoas que foram extremamente pacientes e impacientes. A primeira da lista é Sara. Devido à sua esterilidade e idade avançada, ela é tomada pela impaciência e decide agir por conta própria, oferecendo sua escrava Agar a Abraão para que ele tivesse um filho com a escrava (Gn 16.1-4). Esperar com paciência até que as promessas de Deus se cumpram não é fácil. Por isso, precisamos estar cheios do Espírito Santo a fim de que não venhamos a tomar decisões por nossa conta (Ef 5.18). Outro episódio de impaciência e que serve de lição para nós é o caso de Saul. O Senhor havia ordenado que Ele ficasse em Gilgal até a chegada de Samuel (1Sm 13.1-9). Saul esperou durante sete dias, mas depois perdeu a paciência e ofereceu ele mesmo os holocaustos. Essa era uma tarefa exclusiva dos sacerdotes (Hb 9.7). O texto bíblico afirma que, acabando ele de oferecer sacrifício, Samuel chegou (1Sm 13.10). A impaciência de Saul e a sua desobediência o levaram a perder o trono e a alma (1Sm 13.11-14).

2. Deixe de lado toda dissensão. 
Se em uma igreja há brigas e divisões, isso mostra que os crentes são carnais (1Co 3.3). Quem é guiado pelo Espírito não incentiva e nem faz parte de discussões e contendas. Quantos ministérios já foram despedaçados e as ovelhas dispersadas por causa de contendas. Paulo, em Romanos 16.17, exorta os crentes a ficarem atentos àqueles que estavam promovendo dissensões e escândalos a fim de se apartarem deles. Não se associe com aqueles que promovem disputas. Siga a recomendação de Paulo e fuja destes. Onde há dissensões não existe vencedor, pois todos saem perdendo. Jesus disse que todo reino dividido não subsistirá, por isso, tenhamos cuidado (Mt 12.25).
Ser paciente e manso não é um sinal de fraqueza como alguns erroneamente acreditam, mas paciência e mansidão são exemplos de força e maturidade.

3. Evitando o partidarismo. 
Em toda a forma de partidarismo, existe sempre interesses que visam apenas o bem de alguns. O partidarismo quebra a unidade da igreja e impede a presença de Deus. Jesus não morreu na cruz por uma igreja dividida, mas para formar um só corpo a fim de que os perdidos possam se voltar para o Pai (Jo 17.21). Que venhamos a fazer todo o possível para manter o vínculo da paz, e não deixar que as disputas e partidarismos venham macular a Igreja do Senhor. 

SÍNTESE DO TÓPICO (II) 
A dissensão é uma situação que pode se instalar rapidamente entre as pessoas quando prevalece uma atitude desagradável.

SUBSÍDIO HISTÓRICO 
“Ainda sois carnais (Tg 3.3). A palavra aqui é sarkitos, que significa ‘carnal’ ou ‘da carne’. Embora possuam o Espírito, os coríntios não viviam pelo Espírito; sua perspectiva e comportamento expressam a natureza pecaminosa da humanidade.
Embora a tradução da NVI como ‘mundanos’ seja inadequada, ela nos lembra uma verdade importante. As coisas mundanas não são apenas aquelas que os cristãos ‘não devem fazer’, tais como fumar, beber, etc. as coisas mundanas estão relacionadas com ‘agir como meros homens’ (3.3), movidos pelos impulsos egoístas que guiam a humanidade perdida” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2007, p.328).


III. PACIÊNCIA, PROVA DE ESPIRITUALIDADE E MATURIDADE CRISTÃ
1. Pacientes até a volta de Jesus. 
Tiago consolou os irmãos que estavam sofrendo com a opressão dos ricos injustos, afirmando que a vinda de Jesus estava próxima. Se você está sofrendo e enfrentando alguma situação de injustiça, não se desespere, pois em breve Jesus voltará e dará fim a toda a dor, sofrimento e injustiça (Tg 5.7). Um dia todo sofrimento chegará ao fim, pois o Justo Juiz voltará para julgar toda a injustiça. Para fazer os irmãos crescerem em esperança e longanimidade, Tiago utiliza também o exemplo do agricultor. O lavrador cultiva a terra e lança nela a semente, mas ele precisa esperar com paciência até que a semente germine, a árvore cresça e apareçam os frutos.

2. Quando a paciência é provada. 
Sabemos que existem momentos em que a nossa paciência e fé são testadas, mas quem acredita e aguarda a vinda gloriosa de Cristo não se exaspera. O Senhor prova a paciência e a fé dos seus filhos. Ele provou a paciência e a fé de seu amigo, Abraão. O patriarca teve que esperar muitos anos até que a promessa de ter um filho com Sara se cumprisse. Depois, ele foi novamente provado quando o Senhor pede que ele lhe ofereça Isaque em holocausto (Gn 22.2,3). Se você está sendo provado, não desanime, permaneça firme no Senhor (1Pe 1.6,7).

3. Maturidade cristã. 
A paciência é uma característica da maturidade e do crescimento espiritual. O crente que não ora, não jejua e não medita na Palavra de Deus não pode alcançar a maturidade cristã. Sem disciplina, o crente permanece imaturo (Ef 4.14). Infelizmente, muitos estão sofrendo de “raquitismo espiritual”. Estes, além de não experimentarem um desenvolvimento espirital saudável, estão sempre envolvidos em confusão, pois são impacientes. O crente maduro permanece firme diante das perseguições e aflições. Tomemos como exemplo os profetas do Antigo Testamento, pois alguns deles sofreram terríveis perseguições por causa do nome do Senhor. Jeremias muito sofreu, mas permaneceu firme, não perdendo sua esperança e crendo nas misericórdias de Deus (Lm 3.21,26).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
A paciência como fruto do Espírito nos ajuda em nossa espiritualidade enquanto aguardamos a volta de Cristo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A ‘paciência’ (makrothumia) é seguramente o fruto que torna o homem semelhante a Deus. Como ocorre em outros termos, esta é característica de Deus; e do homem, segundo Deus quer que ele seja. Como Deus é paciente com os homens, então eles são pacientes nEle, tanto quanto em relação a seus semelhantes; pois as circunstâncias e os acontecimentos estão nas mãos de Deus.
Esta virtude bíblica vital não deve ser confundida com mera disposição tranquila, que permanece impassível diante de toda e qualquer perturbação. Tal modo de vida é mais uma característica nativa da personalidade do que uma qualidade do espírito. Longanimidade é exatamente o que a palavra sugere: ânimo longo, firmeza de ânimo, constância de ânimo, alguém que permanece animado por muito tempo sem se deixar abater. Sua essência primária é a perseverança (Desistir? Nunca!), suportando as pessoas e as circunstâncias. Como Deus é longânimo para conosco (cf. 1Tm 1.12-16), assim devemos ser longânimos para com nossos semelhantes (Ef 4.2), nunca admitindo a derrota por mais que os homens sejam irracionais e difíceis (cf. 1Ts 5.4). É este tipo de paciência que reflete verdadeiramente o amor cristão (agape cf. 1Co 13.4). Tal amor paciente não é nossa realização. É o trabalho de Deus no coração dos homens, pois é o fruto do Espírito” (Comentário Bíblico Beacon — Gálatas a Filemom. RJ: CPAD, 2006, p.75).

CONCLUSÃO
Que venhamos crescer em graça e sabedoria, buscando desenvolver o fruto do Espírito e deixando de lado toda discussão e partidarismo, pois em breve o Senhor Jesus voltará. Os que primaram por uma vida cheia do Espírito Santo receberão o seu galardão. Cultivemos o fruto do Espírito.

PARA REFLETIR
A respeito da paciência, evitando as dissensões, responda:

O que significa o termo paciência?
Longanimidade, perseverança e firmeza.

Segundo a lição, o que é ansiedade?
Uma perturbação interior causada pela incerteza, pelo medo.

Cite um exemplo bíblico de homem paciente.
Jó é um exemplo de paciência, fé e persistência diante das tribulações.

O que a impaciência e desobediência de Saul lhe causaram?
A perda do trono e da alma.

Cite o exemplo de um profeta do Antigo Testamento que se manteve paciente e esperançoso mesmo diante da dor e do sofrimento.
Jeremias.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Paciência: evitando as dissensões
Vivemos certamente um dos períodos mais ansiosos de nossa história. Tudo é mais rápido, “pra ontem”. A vida urbana explodiu demograficamente. Uma alta taxa de concentração dos habitantes numa mesma região da cidade. O resultado: ônibus lotados, engarrafamentos quilométricos, explosão de violência. Num país como o Brasil, onde o resultado dos índices educacionais é pífio, juntando a falência das políticas públicas, um Estado que não funciona na entrega dos serviços básicos necessários à sociedade (Saúde, Educação e Segurança), o que vemos se reproduzir é o caos social no país. Esse caos é refletido, além das grandes desgraças acerca da pobreza e da violência, principalmente nas periferias, nas filas do banco, do supermercado, do trânsito. A impressão: as pessoas não têm paciência.
Como os crentes da igreja local fazem parte desta sociedade, por isso acabam sendo um extrato dela, eles acabam reproduzindo esse espírito impaciente nos locais de encontros e de relacionamentos: família, igreja, círculo de amigos mais chegados. Ou seja, a falta de paciência também é um fenômeno entre os cristãos. Por isso, a Palavra de Deus, e principalmente o Novo Testamento, tem textos contundentes em relação à paciência na vida do crente. Um desses ensinos mais notórios é o que o apóstolo Paulo escreve aos romanos: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência” (Rm 5.3,4). Ora, a tribulação produz paciência, pois no tempo em que estamos nela, somos ensinados a esperar, ser mais lógico, perceber que o tempo não acontece segundo as nossas escolhas. Por isso, depois que passamos pelo momento de espera, e nos tornamos pacientes, então ganhamos experiência. Esta reflete na maturidade da vida em que aprendemos a esperar, aguardar, perceber as implicações práticas do ponto de vista negativo ou positivo da realidade que está a diante de nós. Enfim, aprendemos a viver segundo o ensino do Evangelho de Jesus (Mt 6.25-34).
Ora, a Palavra de Deus nos ensina a sermos longânimes. Ainda que estejamos sob uma intensa pressão, não nos entregaremos aos excessos de ira. O seguidor de Jesus é equilibrado, pois compreende que Deus suportou com toda a paciência quando éramos vasos de ira, pecadores, rebelados contra Ele por intermédio do pecado original. Mas fomós alcançados por Ele mediante a graça!

Fonte
http://www.estudantesdabiblia.com.br/

Alan Fabiano

Plano de Aula - Lição 5

Lição 5: Paz de Deus: Antídoto contra as inimizades
PLANO DE AULA
- Apresentação 

- Ler OBJETIVOS 

INTRODUÇÃO

- Estudaremos a PAZ => fruto do Espírito e a INIMIZADE => fruto da carne. 
- PAZ - exclusiva do novo homem nascido em Jesus Cristo. 
- Essa paz não depende de situações e circunstâncias. 
- Mesmo vivendo em uma sociedade violenta, podemos ter paz, pois é fruto do Espírito (Gl 5.22).

I. A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO (Fp 4.7)
Paz. Ausência de guerra, de conflitos; cessação de hostilidade; sossego, silêncio; harmonia. 
Diferença .... a primeira depende das circunstâncias; a segunda NÃO.

1. Paz. (fruto do Espírito)
- Definição da lição. Podemos definir paz como um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas. 
- No grego, o vocábulo paz é eirene e refere-se à unidade e harmonia. 

Contexto social
- Vivemos em uma sociedade onde a “violência contra a pessoa” tem feito muitas vítimas e tirado a tranquilidade do cidadão ordeiro, fazendo com que as pessoas adoeçam. 

- Aumento da Síndrome do Pânico, um transtorno da ansiedade que leva a um pavor incontrolável, mesmo que não haja nenhum perigo iminente. 

2. Paz com Deus. 
- Como podemos estar em paz com Deus?
Só existe uma maneira.... Mediante a nossa justificação. 

- A justificação ocorre quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Então, somos declarados justos diante de Deus (Rm 5.1). 

Vamos pensar um pouco....se o velho homem não tem paz...quer dizer que o que tira a paz com Deus é o pecado certo? E o crente dentro da igreja pode perder essa paz?

- Quando estamos em Jesus, a inimizade que havia entre nós e Deus é desfeita (2Co 5.18-20). 
- A nossa justificação, e reconciliação e a paz com Deus somente são possíveis por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo (Is 53.5; Ef 2.13-17).

3. Promotor da paz. 
- O crente que já recebeu a paz de Deus, em seu coração precisa partilhar dessa paz com todos os que estão aflitos, tornando-se um embaixador da paz (2Co 5.20). 

- A paz que recebemos não é somente para o nosso bem-estar, mas também para o bem do próximo, reflete o amor ao próximo (Mt 22.39). 

- Quem já experimentou a justificação e a reconciliação com Deus torna-se um pacificador (Mt 5.9). 

Exemplo de Isaque
- Mesmo sendo prejudicado por seus vizinhos que entulharam seus poços, não brigou, mas procurou a reconciliação (Gn 26.19-25). 

Reflexão
Os conflitos, seja na Igreja ou fora dela, são resultado da natureza adâmica, mas os que vivem segundo o Espírito já crucificaram a sua carne e, agora, procuram viver pacificamente com todos (Rm 12.18).

II. INIMIZADES E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ 
1. Três tipos de inimizades. 
No grego, a palavra inimizade é echthra. Esse vocábulo serve para identificar três tipos de inimizade. 

Vejamos:
Inimizade para com Deus (Rm 8.7; Tg 4.4 ler); 
Inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e 
Hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16). 

- Paulo apresenta a inimizade, como obras da carne (Gl 5.20).

2. Inimizade e soberba. 
- A inimizade, em geral é resultado da soberba.
- O Senhor abomina o coração altivo (Pv 6.16,17). 

- Quando o crente começa acreditar que é superior aos outros, ele torna-se um “semeador” de inimizades e contendas. 

Na Igreja (corpo de Cristo)
- Todos são servos, independente de seus dons e talentos; 
- Somos iguais em Cristo (Gl 3.28);
- Somos dependentes um do outro (1 Co 12.22); 
- Considerar o próximo superior a si mesmo (Fp 2.3);
- Todos devemos nos alegrar juntos e sofrer juntos (1 Co 12.26)

 - As inimizades e segregações são: “produto” da carne, de uma natureza pecaminosa. 

Aplicação
- Deus proíbe a acepção de pessoas e toda a sorte de inimizades. Logo, os que promovem tais ações não podem agradar a Deus (At 10.34; Tg 2.8,9). O crente que assim age é carnal e precisa arrepender-se dos seus pecados (1Co 3.3).

3. Inimizade e facção. 
Facção. Grupo de pessoas de mesma opinião que se opõem a outro grupo de opinião contrária. 

Inimizade dentro da igreja
- Geram facções e divisões. 

Como isso acontece
- Muitos, não se contentam em não se relacionar bem com as pessoas e acabam fazendo com que os outros também não tenham comunhão entre si. 

Exemplo: 
- Na igreja de Corinto, os irmãos começaram a se dividir e formar partidos em torno de Paulo, Apolo e Cefas. Uns diziam que pertenciam a Paulo, enquanto outros a Apolo (1Co 1.12). 

Aplicação - A inimizade é obra da carne e seu alvo é destruir a unidade na Igreja do Senhor, mas o crente que tem o fruto do Espírito busca o bem de todos, procurando manter o vínculo da perfeição, estendendo as mãos para ajudar e tratando a todos com amor e respeito (Cl 3.13,14). 

III. VIVAMOS EM PAZ 
1. O favor divino. 
Paulo exorta
- Aos gentios para que sejam sempre gratos a Deus, pois eram zambujeiros e foram enxertados na oliveira (Rm 11.17). 

- Aos judeus, ele pede que não se esqueçam de que foram colocados por Deus no mundo para abençoar as outras nações (Gn 12.3). 

Explicação teológica
- O Paulo explica que, em Cristo, gentios e judeus são iguais, por isso, devem viver em paz e unidade. 

Aplicação
- Vivamos em paz com todos e jamais venhamos a nos esquecer de que fomos alcançados pela graça divina, pois é esse favor divino que nos leva a amar o próximo e a viver em paz e união (Sl 133.1).

2. A cruz de Cristo. 
- Ler 

3. A nossa missão. 
- Jesus veio ao mundo com uma missão, morrer na cruz pelos nossos pecados (Hb 10.9,10).

- Ao ascender aos céus, Ele também nos deu uma missão (Mt 28.19,20). 

- Para darmos cumprimento a essa missão, precisamos viver em paz com todos. Anunciemos ao mundo que somente Jesus pode nos dar a verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6).


CONCLUSÃO 
- Ler 




Alan Fabiano

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Lição 5: Paz de Deus: Antídoto contra as inimizades

Lição 5: Paz de Deus: Antídoto contra as inimizades
Data: 29 de Janeiro de 2017

TEXTO ÁUREO
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27).

VERDADE PRÁTICA
A paz, como fruto do Espírito, não promove inimizades e dissensões.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Sl 4.8
A paz de Deus nos faz repousar em segurança
Terça — Sl 34.14
Aparte-se do mal e siga a paz  
Quarta — Sl 119.165
Os que amam a lei de Deus têm paz
Quinta — Is 9.6
Jesus é o Príncipe da Paz 
Sexta — Jo 16.33
Em Jesus Cristo encontramos a paz verdadeira
Sábado — Rm 12.18
Se possível, viva em paz com todos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 2.11-17.

11 — Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
12 — que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 — Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 — Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 — e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17 — E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;


HINOS SUGERIDOS
178, 245 e 474 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Compreender que a verdadeira paz só pode ser encontrada em Jesus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar que depois de receber a paz de Cristo, o crente deve transmiti-la as outras pessoas;
II. Explicar que existem três tipos de inimizade e o seu alvo é destruir a unidade da Igreja de Cristo;
III. Saber que temos a missão de anunciar o evangelho e para isso precisamos ter paz com todos.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, nesta lição você terá a oportunidade de tratar com seus alunos a respeito da paz, fruto do Espírito, em oposição à inimizade, como obra da carne. Sabe-se que paz é a ausência de guerra. Vivemos tempos trabalhosos. Em muitos centros urbanos a violência só aumenta e as cidades do interior também têm experimentado este aumento. Na esfera mundial, temos observado muitas guerras (de cunho religioso) no Oriente Médio.
Em Jesus, temos paz. Não estamos falando da paz que o mundo oferece. Estamos falando de uma paz que excede todo entendimento; uma paz com Deus que, mesmo em um mundo cheio de guerras e conflitos, podemos afirmar que vivemos em paz. A verdadeira paz resulta da fé em Deus, porque somente Ele incorpora todas as características da paz. Para encontrar a paz de espírito e a paz com os outros, você precisa encontrar a fé com Deus.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, estudaremos a paz como fruto do Espírito e a inimizade como fruto da carne. O homem guiado pela velha natureza não pode sentir a paz que Jesus Cristo nos oferece. Essa paz não depende de situações e circunstâncias. Mesmo vivendo em uma sociedade violenta, podemos ter paz, pois a serenidade que temos em nossos corações é fruto do Espírito, e não depende das circunstâncias ou dos recursos financeiros (Gl 5.22).

PONTO CENTRAL
A paz que Jesus oferece não depende de situações e circunstâncias.  

I. A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO
1. Paz. 
Podemos definir paz como um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas. No grego, o vocábulo paz é eirene e refere-se à unidade e harmonia. Vivemos em uma sociedade onde a violência tem feito muitas vítimas e tirado a tranquilidade das pessoas, fazendo com que as pessoas adoeçam. Ultimamente, temos visto o aumento da chamada Síndrome do Pânico, ou seja, um transtorno da ansiedade que leva a um pavor incontrolável, mesmo que não haja nenhum perigo iminente. A pessoa acometida por essa enfermidade perde a quietude. Quem está sendo acometido por esse mal precisa do acompanhamento de um psiquiatra, terapia e o carinho e a compreensão dos familiares e da igreja.

2. Paz com Deus. 
Como podemos estar em paz com Deus? Só existe uma maneira para estarmos em paz com o nosso Criador: mediante a nossa justificação. A justificação ocorre quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Então, somos declarados justos diante de Deus (Rm 5.1). Quando recebemos Jesus, a inimizade que havia entre nós e Deus é desfeita, somos reconciliados com o Pai e passamos a desfrutar de plena paz e comunhão com Ele (2Co 5.18-20). A nossa justificação, e reconciliação e a paz com Deus somente são possíveis por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo (Is 53.5; Ef 2.13-17).

3. Promotor da paz.
O crente que já recebeu a paz de Deus, em seu coração precisa partilhar dessa paz com todos os que estão aflitos, tornando-se um embaixador da paz (2Co 5.20). A paz concedida pelo Espírito não é somente para o nosso bem-estar, mas também para o bem do próximo. Não podemos nos esquecer que amar ao semelhante é um mandamento do Pai (Mt 22.39). Quem já experimentou a justificação e a reconciliação com Deus torna-se um pacificador (Mt 5.9). Ele não vive em brigas e contendas, não divide igrejas e não maltrata as pessoas. Isaque era um verdadeiro pacificador, um homem de paz. Mesmo sendo prejudicado por seus vizinhos que entulharam seus poços, não brigou, mas procurou a reconciliação (Gn 26.19-25). Os conflitos, seja na Igreja ou fora dela, são resultado da natureza adâmica, mas os que vivem segundo o Espírito já crucificaram a sua carne e, agora, procuram viver pacificamente com todos (Rm 12.18).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
O crente deve buscar a verdadeira paz mediante a justificação, em Cristo, pela fé.  

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Cristo, nossa paz, forma o novo homem
Ao sintetizar tudo o que Deus fez na salvação por intermédio de Cristo, Paulo diz que Cristo é a fonte da nossa paz (2.14-18). No contexto de Efésios, isso não quer dizer que Cristo seja a fonte da paz interior, mas que Ele é o meio de reconciliação entre judeus e gentios e entre os membros da nova comunidade e Deus. O objetivo da salvação não é apenas fazer com que os indivíduos estejam corretos diante de Deus, mas também que estejam corretos uns com os outros. À medida que Deus, por intermédio de Cristo, une judeus e gentios, a reconciliação opera de forma triangular entre os três. Judeus e gentios, quando entram na nova comunidade, não deixam de ser quem eram; todavia, agora, eles podem atuar juntos, lado a lado, como evidência do amor transformador e conciliador de Deus (1Co 7.17-24; Rm 14-15). Essa obra de reconciliação é o fundamento para a nova comunidade que Deus está edificando por intermédio de Cristo. Por isso, ao longo de Efésios 2.11-22, o termo dominante e repetido é o prefixo syn (‘juntos’). Deus formou uma nova unidade, na qual se diz que Ele de dois criou ‘um novo homem’” (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.347).

CONHEÇA MAIS
“Paz com Deus
Há uma transformação na vida do pecador quando passa a ser um crente verdadeiro, não importando o que tenha sido anteriormente. Sendo justificado pela fé, tem paz com Deus. O Deus santo e justo não pode estar em paz com um pecador enquanto este estiver sob a culpa do pecado. A justificação elimina a culpa, e assim abre caminho para a paz. Esta é concedida por meio de nosso Senhor Jesus; por meio dEle como o grande Pacificador, e Mediador entre Deus e o homem. O feliz estado dos santos é o estado de graça. Somos levados a esta graça. Isto significa que não nascemos neste estado”. Para conhecer mais, leia Comentário Bíblico de Matthew Henry, CPAD, p.929.

II. INIMIZADES E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ
1. Três tipos de inimizades.
No grego, a palavra inimizade é echthra. Esse vocábulo serve para identificar três tipos de inimizade. Vejamos: inimizade para com Deus (Rm 8.7), inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16). Em Gálatas, Paulo apresenta a inimizade, as contendas e as disputas como obras da carne (Gl 5.20).

2. Inimizade e soberba. 
A inimizade, em geral é resultado da soberba. Por isso, o Senhor abomina o coração altivo (Pv 6.16,17). Quando o crente começa acreditar que é superior aos outros, ele torna-se um “semeador” de inimizades e contendas. Na Igreja de Cristo, todos são servos, independente de seus dons e talentos. Paulo mostra que em Jesus Cristo todos são iguais: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). As inimizades e segregações são um “produto” da carne, de uma natureza pecaminosa. Deus proíbe a acepção de pessoas e toda a sorte de inimizades. Logo, os que promovem tais ações não podem agradar a Deus (At 10.34; Tg 2.8,9). O crente que assim age é carnal e precisa arrepender-se dos seus pecados (1Co 3.3).

3. Inimizade e facção. 
As inimizades, muitas vezes, acabam gerando na igreja as facções e divisões. Muitos, não se contentam em não se relacionar bem com as pessoas e acabam fazendo com que os outros também não tenham comunhão entre si. Na igreja de Corinto, os irmãos começaram a se dividir e formar partidos em torno de Paulo, Apolo e Cefas. Uns diziam que pertenciam a Paulo, enquanto outros a Apolo (1Co 1.12). Paulo dá fim à discussão e às inimizades perguntando aos irmãos: “Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós?” (1Co 1.13). O apóstolo exorta-os para o fato de que pertencemos unicamente a Cristo. E se pertencemos a Ele não podemos aceitar as inimizades e as facções. A inimizade é obra da carne e seu alvo é destruir a unidade na Igreja do Senhor, mas o crente que tem o fruto do Espírito busca o bem de todos, procurando manter o vínculo da perfeição, estendendo as mãos para ajudar e tratando a todos com amor e respeito (Cl 3.13,14). Que você como Filho de Deus possa se revestir de entranhas de misericórdia e de benignidade como recomenda as Escrituras Sagradas (Cl 3.12).  

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O objetivo da inimizade é destruir a unidade da igreja.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A unidade ao redor da pessoa de Jesus Cristo deve ser mantida
Por que são tão prejudiciais as murmurações e as contendas, as queixas e as discussões? Se tudo o que uma pessoa conhece a respeito de uma igreja é o fato de que os seus membros discutem, reclamam e fazem intrigas constantemente, ela terá uma falsa impressão do Evangelho de Cristo. A crença em Cristo deve unir os que confiam nEle. Se as pessoas na nossa igreja estão sempre reclamando e discutindo, elas não têm o poder unificador de Jesus Cristo. Deixe de discutir com outros cristãos, ou de se queixar sobre as pessoas e as condições na igreja, e permita que o mundo veja Cristo” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.260).

III. VIVAMOS EM PAZ
1. O favor divino.
Paulo exorta os gentios para que sejam sempre gratos a Deus, pois eram zambujeiros e foram enxertados na oliveira (Rm 11.17). Aos judeus, ele pede que não se esqueçam de que foram colocados por Deus no mundo para abençoar as outras nações (Gn 12.3). O apóstolo estava mostrando que, em Cristo, gentios e judeus são iguais, por isso, devem viver em paz e unidade. Vivamos em paz com todos e jamais venhamos a nos esquecer de que fomos alcançados pela graça divina, pois é esse favor divino que nos leva a amar o próximo e a viver em paz e união (Sl 133.1).

2. A cruz de Cristo. 
A cruz é um dos símbolos mais conhecidos do cristianismo, pois, mediante a fé no sacrifício de Jesus, somos reconciliados com Deus. Se Cristo não morresse na cruz pelos nossos pecados estaríamos para sempre separados da presença Deus; não deixaríamos de ser inimigos dEle. Jesus morreu na cruz por amor a nós e mesmo diante de uma morte tão cruel, Ele não abriu a sua boca para reclamar ou dizer palavras ofensivas aos seus algozes (Is 53.7; Jo 3.16). Jesus permaneceu quieto durante seu julgamento e castigo. Ele demonstrou ter paz e equilíbrio emocional mesmo vivendo uma situação tão terrível. Ele sabia o porquê de sua missão e que o seu sacrifício era necessário para que pudéssemos nos reconciliar com Deus.

3. A nossa missão. 
Jesus veio ao mundo com uma missão, morrer na cruz pelos nossos pecados. Ao ascender aos céus, Ele também nos deu uma missão (Mt 28.19,20). Para darmos cumprimento a essa missão, precisamos viver em paz com todos. Anunciemos ao mundo que somente Jesus pode nos dar a verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Para realizar a missão de anunciar o Reino de Deus aos povos, o crente precisa viver em paz uns com os outros.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Salmos 133.1-3
Davi declarou que a união é agradável e preciosa. Infelizmente, a união que deveria ser encontrada na Igreja nem sempre o é. As pessoas discordam e causam divisões por causa de assuntos sem importância. Alguns sentem prazer em causar tensão, depreciando e desacreditando os outros. Mas a união é importante porque: (1) faz da igreja um exemplo para o mundo e ajuda a aproximar as pessoas do Senhor; (2) ajuda-nos a cooperar conforme a vontade de Deus, antecipando um pouco do gozo que teremos no céu; (3) renova e revigora o ministério, porque existe menos tensão para extrair a nossa energia.
Viver em união não significa que concordaremos com tudo; haverá muitas opiniões, da mesma maneira que existem muitas notas em um acorde musical. Mas devemos concordar em nosso propósito na vida: trabalhar juntos para Deus. A união reflete a nossa concordância de propósitos” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2003, p.822).

CONCLUSÃO
A paz de que tratamos nesta lição é fruto do Espírito. Mesmo em meio às adversidades, podemos ter paz, pois é uma quietude interior que vem de Deus. Que você possa ser um pregoeiro da paz de Cristo, seja na Igreja ou fora dela.

PARA REFLETIR

A respeito da paz de Deus, antídoto contra as inimizades, responda:

Defina paz.
Um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas.

Como podemos estar em paz com Deus?
Mediante a nossa justificação.

Quando ocorre a justificação?
Quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador.

O que torna a nossa justificação possível?
A morte e ressurreição de Jesus Cristo.

De acordo com a lição, quais são os tipos de inimizades?
Inimizade para com Deus (Rm 8.7), inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Paz de Deus, antídoto contra as inimizades
O ser humano busca a paz. Todos desejam viver em paz. Sem paz a vida é difícil, angustiosa, frustrada, amargurada, traumática, violenta, impossível. A paz é uma espécie de direito natural. Em tese, todo ser humano nasceu com o direito de viver em paz. Entretanto, a paz é concomitantemente interrompida, obstaculizada e impedida pelos homens. Quem não se lembra do longo conflito entre judeus e mulçumanos?! E entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte?!
Atualmente, o conflito mais aterrador do mundo é a guerra civil na Síria. O Estado Islâmico tem dizimado famílias inteiras, religiões minoritárias e inimigos políticos, que segundo ele, não merecem viver. O conflito é tão intenso que um fenômeno na região tem chamado a atenção: o surgimento da Brigada Babilônia, uma milícia cristã armada de combate ao terror do Estado Islâmico. Aqui não é o fórum adequado para se discutir as implicações éticas desse fenômeno, mas é uma simples descrição de um fato que remonta as consequências da ausência da paz.
Entretanto, por detrás de um conflito bélico de grandes proporções, está um coração humano impaciente, angustiado e revoltado a ponto de explodir. Nosso Senhor disse que é do coração que “procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19). Logo, não é só em proporções mundiais que a ausência da paz está presente. Mas principalmente em proporções micros. Aqui, seu efeito é danoso, terrível. A ausência da paz na família é trágica. Na igreja local, desvia a motivação espiritual e nos torna carnais. No relacionamento com o colega, alimenta as rixas e as rivalidades. E uma tragédia humana! Na maioria das vezes, a busca pelo entendimento se torna ineficaz. Assim, acordos são desrespeitados e rompidos.
Todavia, a paz que a Bíblia se refere (do grego eirenè) é a que excede todo entendimento. E a paz que vem de Deus, que naturalmente não se refere a alguma suspensão frágil ou promessa superficial de trégua. Ela não depende dos acordos ou dos acontecimentos impostos pela “legislação ética” do sistema mundano contemporâneo. Essa paz depende única e exclusivamente de Deus, e para vivê-la não dependemos do estado externo das coisas que estão ao nosso redor. Filipenses 4.7 mostra que essa paz guardará o nosso coração e nosso sentimento. E isso que o Espírito Santo quer fazer na vida de nossos alunos. Boa aula!

Fonte
http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2017/2017-01-05.htm 

Alan Fabiano

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Plano de Aula - Lição 4

PLANO DE AULA - LIÇÃO 4

Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, hábito da Velha Natureza

OBJETIVOS 
I. Mostrar que Deus é a fonte da nossa alegria;
II. Entender que a inveja traz muitos males para o invejoso;
III. Saber que o crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.


INTRODUÇÃO

- Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne. 

- Veremos que a alegria que resulta do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias, mesmo nas adversidades a sentimos em nosso coração. 

- Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento inerente a natureza adâmica e que além de prejudicar o próximo, não agrada a Deus.


I. FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO

1. A alegria do Senhor. 
Alguns aspectos dessa Alegria
- Sendo fruto do Espírito, ela não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais, ou seja, ela é existencial e não circunstancial, pois está dentro do crente fiel ao Senhor. 

- Ela é permanente e ninguém a pode roubar inabalável (Jo 16.20-24; Mt 5.10). 

- Ela completa (Jo 17.13). 

- Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja. Isso não quer dizer que somos imunes às tristezas, angustia, ou desânimo às vezes, temos alguns exemplos bíblicos de angustias em homens de Deus (1 Rs 19.4; Rm 2.9). 

 Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria.
- “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). 
- “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém..” (Zc 9.9); 
- “Regozijai-vos sempre no Senhor..” (Fp 4.4) e; 
- “Servi ao Senhor com alegria..” (Sl 100.2). 

Aplicação
- A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida (Lc 10.20) e que Jesus em breve voltará.


2. A fonte da nossa alegria. 
- Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17). 

- Tudo que recebemos de bom, partiu de sua vontade, Ele quis nos abençoar com todas as bênçãos em Cristo Jesus (Jo 3.16; At 13.52; Tg 1.18; Hb 10.9,10). 


Contexto da igreja primitiva
- Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças (Ne 8.10) para enfrentar toda a sorte de perseguição (Mt 5.10; 1 Pe 4.13; At 5.41). 

- Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25).

3. A bênção da alegria. 
- Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai. 

- Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum. 

- O crente vive por fé e não por circunstâncias. 2 Co 5.7

Exemplo do Profeta Habacuque
“Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas. Todavia, eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação”. Hb 3.17,18 

Exemplo dos Apóstolos
- .... “regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”. At 5.41

Aplicação
- Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo.

II. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

- O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem. 

- A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro. 

- Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. 

Onde se originou a inveja?
- Tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20).

1. Definição. 
- Dicionário Bíblico Wycliffe. Inveja, É uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo. 

- Dicionário Vine. Inveja, gr. phthonos. É um sentimento de desgosto produzido por testemunhar ou ouvir falar da vantagem ou prosperidade de outrem (Mt 27.18; Mc 15.10; Rm 1.29; Gl 5.21; Fp 1.15; 1 Tm 6.4; Tt 3.3; 1 Pe 2.1). 

2. Inveja, fruto da velha natureza. 
- Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne. 

- Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas. 

Contexto evangélico atual
- Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam. 


3. Os efeitos da inveja. 
- Além dos males emocionais e de relacionamento interpessoal; 

- Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade. 

Exemplos VT
- Os irmãos de José (Gn 37.28); 
- Conflitos existentes entre Raquel e Lia (Gn 30.1); 
- A inveja de Saul em relação a Davi (1Sm 18.7,8, 10,11); 
- Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas.

Exemplos NT
- Jesus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18); 
- Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3); 

Aplicação
- A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.

III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA 
1. A alegria no viver. 
- Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece. 

- O Senhor Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10). 

- O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33). 

2. Alegria no servir. 
- Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2; Rm 12.8).  

Maior Exemplo
- Jesus declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). 
- Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados. 
- Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai. 
- O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).

Aplicação
--  Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre. 

3. Alegria no contribuir. 
- Você tem entregado seus dízimos e ofertas com alegria? Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio. 

- Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7).

- O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4). 

Aplicação
- Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor.

- Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma. 

- Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus. O Senhor merece o nosso melhor.

CONCLUSÃO 

Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações. Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso.


Pb Alan Fabiano