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sábado, 25 de outubro de 2014

A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA


Lição 4 - A Providência Divina na Fidelidade Humana


Objetivos
Analisar a tentativa de Nabucodonosor de instituir uma religião mundial.
Conscientizar-se de que não podemos aceitar a idolatria.
Compreender a fidelidade dos amigos de Daniel ante a fornalha ardente. 

INTRODUÇÃO

- A história narrada no capítulo 3, possivelmente ocorreu no final do reinado de Nabucodonosor (604 - 562), ele reinou 43 anos.
- O texto bíblico nos mostra que vala a pena ser fiel a Deus mesmo diante das maiores adversidades; 
- Nabucodonosor, se esquece do Deus de Daniel e se mostra um rei completamente autoritário, exigindo que os seus súditos adoracem uma estátua; 
- Contudo, apesar se suas exigências, havia três jovens hebreus que não atenderam as ordens do rei, a saber: Hananias, Misael e Azarias, pois estes jovens apesar de ocuparem posição de destaque na Babilônia (2.49), não se curvaram aos caprichos do rei; 
- Da mesma forma que estes jovens não perderam sua identidade de servos de Deus, é necessário que nós preservamos a nossa identidade cristã, a qual vem sendo perdida por muitos cristãos (Ap 3.11).  
 

Alan Fabiano.

domingo, 5 de outubro de 2014

DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO”




LIÇÃO 1: DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO”

TEXTO ÁUREO 
Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)(Mt 24.15).

REFERÊNCIA BÍBLICA 
Daniel 1.1,2; 7.1; 12.4.

APRESENTAÇÃO
Neste trimestre estudaremos o livro do profeta Daniel. Este livro é um dos indispensáveis para estudos Escatológicos, além deste assunto, aprendemos ricas lições afetos ao caráter cristão, através do estilo de vida deste grande profeta de Deus.

Daniel viveu grande parte dos seus anos como exilado em uma sociedade idólatra, servindo a reis ímpios, todavia não se contaminou.

OBJETIVOS 
Conhecer panoramicamente o livro de Daniel.
Explicar a autoria e a história por trás do livro de Daniel.
Compreender os fatos que propiciaram o exílio na Babilônia.


INTRODUÇÃO

Palavra Chave: Providência. Ação pela qual Deus conduz os acontecimentos e as criaturas para o fim que lhes for destinado.

Estudaremos neste trimestre o Livro de Daniel sob a perspectiva da escatologia bíblica. Este homem de Deus foi um exemplo de perseverança no seu tempo e continua em nossos dias para a Igreja de Cristo Jesus.

Embora vivendo em circunstâncias adversas e numa cultura pagã, Daniel não perdeu a fé no Deus Altíssimo e o vínculo com o seu povo. Assim como Daniel, convivemos com as imundícias deste mundo, contudo, sem nos contaminar, aguardando a vinda do nosso Mestre Jesus Cristo.

Veremos ainda a correlação das profecias de Daniel com outros livros, inclusive citações feitas pelo Senhor Jesus.

I. A HISTÓRIA POR TRÁS DO LIVRO DE DANIEL
Para compreendermos melhor o contexto histórico de Daniel, é necessária uma visão panorâmica de Israel até o cativeiro.

1. A formação histórica de Israel.
A história do povo judeu começa com Abraão e Sara (Gn 12.1-3). Eles tiveram um filho chamado Isaque, o filho da promessa de Deus (Gn 17.19). Isaque, por sua vez, gerou dois filhos, Esaú e Jacó (Gn 25.25,26). De Jacó surgiu um clã de 12 filhos (Gn 35.23-26), Jacó e seus filhos mudaram-se para o Egito (Gn 46).

No Egito, a família de Jacó aumentou em número, tornando-se um povo altamente abundante em terra estrangeira (Ex 1.8,9).

Sob a liderança de Moisés, os israelitas saíram do Egito cerca de seiscentos mil homens, além das mulheres e crianças (Ex 12.37) e peregrinaram pelo deserto até a terra de Canaã por quarenta anos (Ex 16.35).

A partir da libertação egípcia, Israel viveu sob a égide (proteção, amparo) de um governo teocrático, isto é, governado diretamente por Deus e através de homens chamados por Ele para esta função.

2. O governo teocrático – Data 1375-1075 a.C.
Após a morte de Moisés, Josué (Dt 34.9) assumiu o comando de Israel, conquistou a terra de Canaã e a repartiu às doze tribos (Js 13-21), sendo que, Judá recebeu a grande seção do sul porque Calebe era da sua tribo e Moisés havia lhe prometido a terra que espiara. Como foi dado a José o direito de primogenitura (1 Cr 5.1), seus dois filhos, Efraim e Manassés, receberam a grande parte do centro.

Após a morte de Josué, Israel ficou sem líder nacional por mais de 300 anos, neste período cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos (Jz 17.6; 21.25), caindo assim em um ciclo vicioso (Jz 3-16), APOSTASIA => OPRESSÃO=> ARREPENDIMENTO=> RESTAURAÇÃO E TRÉGUA. .

Nesta época Deus levantou vários juízes sendo: seis “maiores” (Otoniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão), e seis “menores” (Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom). Estes eram escolhidos por Deus para libertar o seu povo das mãos dos opressores.

A essa ação de Deus, dar-se o nome de TEOCRACIA, ou seja, a autoridade e o poder governamental emanavam de Deus.

3. O governo monárquico.
O povo estava vivendo em um estado de anarquia, foi então permitido por Deus que os israelitas escolhessem um rei para governar sobre eles (1 Sm 8.7,19,20).

Em 1050 Saul é ungido rei sobre Israel (1 Sm 9-10);
Em 1010 morre Saul e Davi torna-se rei em Judá (2 Sm 1-2);
Em 970 Salomão é constituído rei sobre Israel e morre em 931 a.C.

Em 931 a.C foi marcando assim a decadência política, moral e religiosa da monarquia.

Roboão (filho de Salomão), assumiu o reino, mas acabou dividindo-o em dois (1 Rs 12.20):

Do Norte, constituído de dez tribos: Dã, Aser, Naftali, Manassés, Zebulom, Issacar, Efraim, Gade, Ruben e Simeão.

Do Sul constituído de duas tribos: Judá e Benjamim.

Contexto espiritual do reino do Norte
Desde o reinado de Jeroboão I, no reino do Norte, houve muita idolatria, bezerros de ouro, imitações das festas sagradas e por fim o culto a Baal, foi nesse período que Deus levantou os profetas Elias e Eliseu para denunciarem o terrível pecado de Israel, contudo, o povo não atentaram à voz de Deus.

Cativeiro do reino do Norte
Em 722 a.C. o Império Assírio dominou o reino do Norte e subjugou o seu rei, os príncipes e todo o povo, destruiu Samanria e exilaram Israel para Assíria.

II. OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA 

1. O contexto político do reino de Judá.
O reino do Sul teve momentos de glória, mas igualmente de calamidades.

Constituído por 19 reis, sendo nove piedosos e outros 10 ímpios, o que propiciou a invasão do Império da Babilônia.

Contexto espiritual do reino do Sul – (2 Cr 36.10-16).
- O rei zedequias, o ultimo rei de Judá, não se humilhou diante do profeta Jeremias;
- Rebelou-se contra o rei Nabucodonosor;
- Os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam suas transgressões;
- Contaminavam a casa de Deus em Jerusalém;
- Zombavam dos mensageiros de Deus e desprezavam as Palavras de Deus.

2. Israel no exílio babilônico.
O cativeiro do reino de Judá
O cativeiro se deu em três etapas: Em 606 a.C, 597 a.C e 587 a.C., Nabucodonosor levou em cativeiro os nobres de Jerusalém: príncipes, intelectuais e homens de guerra, etc., deixando em Judá apenas os pobres e os deficientes, pessoas incapazes de montar um exército rebelde.

Em 606 a.C. Nabucodonosor invadiu Jerusalém e, além da nobreza, tomou da cidade todos os utensílios do Templo: ouro, prata e pedras preciosas. Jeoaquim, rei de Judá, não resistiu e tornou-se tributário da Babilônia, perdendo o domínio do seu reino e também a confiança dos seus valentes.

Entre os cativos expatriados para Babilônia estava o profeta Ezequiel (Ez 1.1-3).

O exército de Nabucodonosor destruiu o Templo, saqueou Jerusalém e arrasou política, moral e espiritualmente o reino de Judá.

Babilônia se impôs como império por mais de quatro décadas. Israel foi humilhado, passando de nação próspera à tributária da Babilônia!.

Quando uma liderança perde a intimidade com Deus e, por consequência, a credibilidade entre os homens, como aconteceu com os últimos reis de Israel e de Judá, a tragédia espiritual e moral é inevitável.

O cativeiro de 70 anos na Babilônia, profetizado por Jeremias, foi cabalmente cumprido (2Cr 36.21).

Aplicação pessoal
Deus nos ensina a conhecer os seus desígnios. Foi no exílio babilônico que Israel aprendeu a conhecer a Deus e não aceitar outro deus em seu lugar. O cativeiro propiciou a volta do povo de Deus à comunhão com o Altíssimo.

A partir desse panorama histórico compreenderemos o livro do profeta Daniel. Para isto, precisamos igualmente conhecer os aspectos gerais e a importância do livro e da pessoa do chamado “profeta do cativeiro”.

III. DANIEL, O AUTOR E O LIVRO 
1. O homem Daniel.
- Membro da família real (Dn 1.3,6);
- Nascido em Jerusalém, em 623 a.C, aproximadamente durante a reforma de Josias e no principio do ministério de Jeremias;
- Foi levado para a no primeiro exílio (606);
- Estudou por três anos na Babilônia;
- Em 604, aos 20 anos aproximadamente, foi declarado governador da Babilônia e chefe dos sábios;
- Era conselheiro-mor de Nabucodonosor.
- Durante quase 70 anos de cativeiro, Daniel serviu a seis governadores babilônicos e a dois persas. No governo de três deles (Nabucodonosor, Belsazar e Dario I), foi levado a primeiro ministro. Ocupou essa função durante o cativeiro final de Judá e o regresso dos cativos.
- Foi contemporâneo dos profetas: Jeremias e Ezequiel.

Caráter de Daniel
- Possuía firmes convicções no Deus de Israel;
- Citado por Ezequiel como homem sábio e justo (Ez 14.14).

2. A importância do livro.
O livro de Daniel trás algumas contribuições singulares, as quais merecem a nossa atenção:

1. Ênfase gentia em Daniel. Em contraste com os demais profetas, enfatiza mais os reinos gentios do que os de Israel. Menciona Israel ou Judá apenas 12 vezes, muito pouco em comparação com Ezequiel (201 vezes) ou Oséias (59 vezes).

2. Contribuição profética de Daniel. Sua principal contribuição para a previsão profética foi o fato de ele ter colocado o programa profético divino dento de um sistema cronológico. Forneceu o calendário gentio dos “tempos dos gentios” e o calendário judaico das “setenta semanas de Israel” (2.37-44; 7.3ss; 9.24-27).

3. Conteúdo sobrenatural do Livro. Nos seis primeiros capítulos observam-se acontecimentos de sabedoria ou poder sobrenaturais (1.17-20; 2.28; 3.25-27; 4.33,34; 5.5; 6.22). Nas quatro visões dos capítulos 7-12, ele descreve acontecimentos sobrenaturais do trono de Deus (7.9ss), Gabriel revelando visões do futuro (8.16; 9.21) e etc.

4. Objetivo prático de Daniel. Apesar do livro ser repleto de mensagens proféticas, está impregnado de muitos desafios para a vida prática e piedosa, fortalecimento de caráter e coragem, pureza, oração, estudo bíblico (1.8,9; 9.2-20).

5. Daniel apresenta o anticristo. Embora fale pouco do Messias, Daniel diz muito sobre o anticristo. Essa sinistra personagem aparece muitas vezes no livro representada por símbolos, que vão de um “pequeno chifre”, até o título específico de “rei” e “desolador” nas ultimas visões. Essa revelação pode ser observada na seguinte sequência de textos: (7.8-11; 8.9-25; 11.36-45; 12.1,11).  

De um modo geral o livro possui dois conteúdos:

HISTÓRICO (1-6). Contém experiências que revelam a soberania e o cuidado de Deus para com aqueles que lhe são fiéis

PROFÉTICO (7-12). Traz predições escatológicas, em sua maioria, ainda não cumpridas. Por este último conteúdo cremos na “contemporaneidade” de Daniel.

3. A autoria e as características do livro.
Argumentos que confirmam a autoria de Daniel
a. Narra as quatro visões (7-12), escreve na primeira pessoa, identificando-se muitas vezes: “Eu Daniel”.

b. Ezequiel reconheceu a historicidade de Daniel em sua época, mostrando assim que sua notável sabedoria e seu caráter íntegro eram comparáveis aos de Noé e Jó (Ez 14.14,20; 28.3).

c. O autor demonstra cabal conhecimento dos hábitos, costumes, história e religiões do século VI a.C (1.5,10; 2.2; 3.3,10 etc).

Autor: Daniel
Data: Cerca de 535 a.C.
Local: Iniciou na Babilônia e encerrou-a no palácio de Susã (Dn 8.2).
Língua em que foi escrito: Maior parte em hebraico; Da seção 2.4 até 7.28, em dialeto aramaico.
Gênero Literário: Apocalíptico.  

CONCLUSÃO 
O livro de Daniel nos mostra o compromisso de um homem que se dispõe a servir a Deus, mantendo a sua integridade moral e espiritual sem fazer concessões ao sistema idólatra e opressor da Babilônia. Aprendemos igualmente que a história humana não é casual, mas dirigida pelo Deus soberano, que faz todas as coisas contribuírem para o bem daqueles que amam ao Senhor.


Por Alan Fabiano

Bibliografia. 
Bíblia de Estudo SHEDD.
Bíblia de Estudo Plenitude.
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. 1ª Edição. São Paulo, SP: Vida, 2007.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP: Vida, 2000.