Páginas

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA

LIÇÃO 4: A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA

OBJETIVOS 
Analisar o significado da Páscoa para os israelitas, egípcios e para os cristãos.
Saber quais eram os elementos principais da Páscoa.
Conscientizar-se de que Cristo é a nossa Páscoa.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Páscoa. “Passar por cima, poupar” (12.27). Uma das mais importantes festas do povo hebreu em que comemoravam a saída do Egito (Ex 12.1-20; Mc 14.12). 

- A Páscoa, foi instituída por Deus ao seu povo para que estes celebrassem a noite em que os seus primogênitos foram livres da no Egito (Ex 12.14).  

- A Páscoa é uma festa cheia de significados para judeus e cristãos. 

- A Páscoa deveria ser comemorada no dia 14 do mês de Abib/nisã, que corresponde parte do mês de março e parte de abril em nosso calendário (gregoriano).

I. A PÁSCOA 
1º objetivo
1. Para os egípcios. (acontecimentos físicos) 
Contexto: 
- Povo sofredor (Ex 3.7), hebreus; 
- Benevolência de Deus em querer libertar o seu povo (3.7); 
- Deus envia 09 pragas (10.22); longanimidade de Deus. 
- Faraó continua com o coração endurecido (10.28);

Deus anuncia seu juízo sobre o Egito
- Deus anuncia a 10ª praga, mais terrível do que as anteriores (11.1-6); 
- Deus envia a 10ª praga (12.29). 

2. Para Israel. (12.27) - (acontecimentos físicos)
- Um novo calendário, Um novo começo (12.2), uma nova história; 
- O dia em que Deus fez distinção entre o seu povo e os egípcios (11.7); 
- O dia em que Deus poupou seus primogênitos (11.7); 
- Um dia de adoração nacional (12.27);
- Saída da casa da servidão (13.3); 
- Início do cumprimento da promessa feita a Abraão (Gn 12.2), contudo, para um povo se tornar uma nação reconhecida mundialmente é necessário quatro elementos, quais sejam: POVO + CULTURA + TERRITÓRIO = NAÇÃO/identidade nacional + GOVERNO/leis próprias = ESTADO/NAÇÃO (aspecto físico e político), que veio a se concretizar 1948


3. Para nós. (acontecimentos espirituais) 

A Páscoa dos hebreus apontava o CALVÁRIO 

Quando ceamos olhamos para o CALVÁRIO

II. OS ELEMENTOS DA PÁSCOA 
2º objetivo
1. O pão. 
Pães asmos. Pão sem fermento – preparo rápido.  
Fermento. Massa de pão azedo, em alto estado de fermentação, que deveria ser misturado com a massa nova. Exigia tempo para ser completado.   

- Pão assado sem fermento, os judeus não tinham tempo para preparar o pão com fermento (Êx 12.8). 

- Fazia parte do memorial da Páscoa, simbolizando que o Senhor os tirou do Egito “apressadamente” (Dt 16.3). 

Fermento e seu sentido metafórico: No Antigo Testamento não em esse sentido; No Novo Testamento representa: 1. Doutrina dos fariseus e saduceus (Mt 16.6,11,12); 2. A hipocrisia dos fariseus (Lc 12.1); 3. Comportamentos do “velho homem” (1 Co 5.6-8); 4. Falsa doutrina (Gl 5.9).  

2. As ervas amargas (Êx 12.8). 
- Ervas amarga. Congêneres da alface. 

Seguindo o raciocínio de que a Páscoa deveria ser celebrada apressadamente (ler 12.11) e seus alimentos preparados de forma mais rápida, imagina-se que as ervas amargas seriam: 

a. Talvez por não haver tempo para cozinhar ou preparar; 
b. Ou pela necessidade de colher ervas do campo, em vez de comprar verduras. 

Sentido metafórico. Representa toda a amargura e aflição sofridas no Egito pelos hebreus. Foram 430 anos (Ex 12.40), de opressão, dor, angústia. 

3. O cordeiro (Êx 12.3-7). 
- Sem defeito, macho de um ano; 
- Um por família; 
- Seus ossos não poderiam ser quebrados. 

III. CRISTO, NOSSA PÁSCOA – (efeitos espirituais)
3º objetivo
1. Jesus, o Pão da Vida (Jo 6.35,48,51). 
- O Pão que alimenta a alma do homem (Jo 6.35);  
- O Pão que produz vida (Jo 6.53,50); 

2. O sangue de Cristo (1Co 5.7). 
O Sangue de Cristo e alguns de seus Atributos exclusivos: 
Superior a sangue de animais concernente a purificação de pecados (Hb 9.13,14; 10.4); 
Justifica-nos diante de um tribunal, no qual estaríamos condenados (Rm 3.23; Cl 2.14); 
Poder para comprar almas humanas (Ap 5.9); 
Purifica-nos de todo pecado (1 Jo 1.7); 
Reconciliou-nos com o Deus (Rm 5.10); 
Temos garantia de paz (Cl 1.20). 

3. A Santa Ceia. 
A Ceia do Senhor não é um mero símbolo; é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda: “Em memória de mim” (1Co 11.24,25). É um memorial da morte do Cordeiro de Deus em nosso lugar. O crente deve se assentar à mesa do Senhor com reverência, discernimento, temor de Deus e humildade, pois está diante do sublime memorial da paixão e morte do Senhor Jesus Cristo em nosso favor. Caso contrário, se tornará réu diante de Deus (1Co 11.27-32).

CONCLUSÃO 
Deus queria que o seu povo Israel nunca se esquecesse da Páscoa, por isso a data foi santificada. A Páscoa era uma oportunidade para os israelitas descansarem, festejarem e adorarem a Deus por tão grande livramento, que foi a sua libertação e saída do Egito. Hoje o nosso Cordeiro Pascal é Cristo. Ele morreu para trazer redenção aos judeus e gentios. Cristo nos livrou da escravidão do pecado e sua condenação eterna. Exaltemos ao Senhor diariamente por tão grande salvação.

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo, SP: Vida, 2006.
W.E.VINE; MERRIL F. UNGER; WILLIAM WHITE JR. Dicionário VINE. 6ª ed., RJ: CPAD, 2006.


Alan Fabiano

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AS PRAGAS DIVINAS E AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARAÓ

Lição 3: As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó

Texto base
Êxodo 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24. 
Êxodo 3
19 - Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir. 
Êxodo 7
4 - Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.
5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles. 
Êxodo 8
8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.
25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra. 
Êxodo 10
8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais são os que hão de ir?
11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó.
24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

OBJETIVOS 
Analisar as pragas deferidas e a primeira proposta de Faraó.
Saber que assim como Faraó, Satanás não desiste facilmente.
Discutir a proposta final de Faraó. 

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Proposta. Aquilo que se propõe; sugestões de Faraó ao povo de Deus.
Nesta aula aprenderemos alguns acontecimentos que ocorreram durante o êxodo do povo de Deus da terra do Egito. 1. A ordem de Deus. Deus havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19,20). 2. Os objetivos dos flagelos. a. Julgar o governo e o povo por seus atos; b. Apressar a saída dos hebreus e c. Mostrar o poder de Deus sobre os deuses egípcios (Êx 7.4,5). 3. As propostas de Faraó. A partir da 2ª praga (a das rãs, Êx 8.1-15), Faraó passa a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés e Arão. 4. O contexto dos acontecimentos. O ambiente e as circunstâncias em que ocorreram as pragas e as propostas de Faraó ao povo de Deus.

I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ 
Devemos salientar que cada praga enviada ao Egito, era uma resposta do Deus verdadeiro aos deuses falsos adorados na terra do Egito. Segue a lista das pragas e as possíveis respostas de Deus a Faraó, além de trazer os seus deuses contra eles mesmos.  

Primeira praga: As águas tornam-se em sangue
O rio Nilo era adorado pelos egípcios, aliás o Egito era considerado uma dádiva do Nilo.
Eles criam que os principais deuses governavam o Nilo e o principal era o deus Hâpi, criador de todas as coisas, que da lama do Nilo formou o homem.
Quando as águas do Nilo se tornaram em sangue por sete dias e toda vida do Nilo cessou, Deus derrotou a Hâpi.

Segunda praga: A praga das rãs
Os egípcios criam na deusa-Rã Heqt, a deusa da ressurreição. Porém ao invadir o Egito com rãs, Deus venceu Heqt, e a Bíblia fala que depois de orar para que cessasse a praga, as rãs foram juntadas aos montões e a terra cheirou mal, cheirou a morte. Onde estava então a deusa da ressurreição?

Terceira praga: A praga dos piolhos
O pó da terra se transformou em piolhos e isto foi considerado magia pelos egípcios, então os magos invocaram a Tot, senhor da magia, mas eles foram totalmente desmoralizados.

Quarta praga: A praga das moscas
O Egito adoravam a Ptah, como o criador de todas as coisas, inclusive das moscas, e toda a terra do Egito foi invadida pelas moscas, com excessão da terra de Gósen, onde o povo de Israel vivia. Deus guardou seu povo e derrotou a Ptah.

Quinta praga: A praga da peste nos animais
Alí Deus derrotou dois deuses em uma cajadada só. Derrotou Hathor, a deusa-vaca e derrotou Àpis, o deus-touro, aquele mesmo bezerro de ouro que os israelitas quiseram adorar depois.

Sexta praga: A praga da úlceras
Naquele momento, tanto homens como animais foram acometidos de furúnculos e sarnas e os magos clamaram com certeza a Imhotep, deus da medicina, mas este não pode fazer nada por eles, Deus o derrotou.

Sétima praga: A praga da Saraiva
Os céus do Egito se encheram de trovões e fogo, imaginem o desespero daquele que olhava para o céu. Foi aí que Deus mostrou que tanto Reshpu, controlador das chuvas e trovões, quanto Nut, deus-céu não tinham poder nenhum.

Oitava praga: A praga dos gafanhotos
Faraó confiava em sua força e na força de seu deus Min, protetor das lavouras, para  guardar seus celeiros, mas Deus derrotou a Min, enviando uma praga de gafanhotos que não deixou nem uma folhinha sobre toda a terra do Egito.

Nona praga: A praga das trevas
Por três dias o Egito ficou mergulhado em densas trevas, trevas que eram palpáveis de tão densas. A luz do Egito, representada pelos deuses Rá, deus-sol; Hórus e Aten, deuses solares, foi apagada. Deus derrotou a todos eles.

Décima praga: A morte dos primogênitos
Alí Deus derrotou a faraó, pois ele era considerado a encarnação de Osíris, o doador da vida e também a Ísis, deusa da vida. Nem Faraó, nem Ísis e nem Osíris puderam trazer os primogênitos de volta a vida. Deus é Senhor sobre tudo e todos.

1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19 — 12.33)
- A ordem de Deus. Deus ordenou que Moisés e Arão fossem até o palácio de Faraó para pedir-lhe que deixasse o povo hebreu partir.

Acontecimentos que antecederam as pragas: 
- Deus constitui Moisés como Deus sobre Faraó (4.16; 7.1);
- O que falou Faraó e como reagiu? (5.2)
- Quem é o SENHOR para que lhe ouça a voz e deixe ir a Israel?
- Não conheço o SENHOR; 
- Não deixarei ir a Israel; 
- Aumentou o volume de trabalho dos hebreus (Êx 5.8,9). 

Diante de Faraó Moisés fez alguns milagres (sinais e maravilhas), qual o objetivo?
a. Subjugar a autoridade de Faraó (era considerado um deus);
b. Para que faraó acreditasse nele (7.9);
c. Para que faraó contemplasse uma amostra do poder do Altíssimo (8.10) e 
d. Libertasse o povo de Deus. 

- Faraó endureceu o seu coração e não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). 

As pragas: 
1ª praga: As águas se tornam em sangue (7.17); 
2ª praga: Rãs (8.6);
3ª praga: Piolhos (8.17); 
4ª praga: Moscas (8.24). 

- Após a 4ª praga Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão.

2. A primeira proposta (Êx 8.25). 
- Faraó se vê em dificuldade e pretende obedecer à ordem divina, mas queria ditar as regras. 

 Proposta: “Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus no próprio Egito, em meio aos falsos deuses”. 

Consequências: 
Israel iria servir a Deus sem separação do mal; 
Seria um povo chamado por Deus e misturado com os egípcios, como um só povo;
Seria um ecumenismo;
Contraria a vontade de Deus (Lv 20.26); 
Seria uma abominação ao Senhor. 

Tal proposta não poderia ser aceita:
1. Os animais para o sacrifício ao SENHOR, eram deuses para o Egito (26);
2. Não era essa a vontade de Deus (3.18). 

Aplicação
Vimos o Egito convidando Israel para adorarem ao Senhor no seu território, o que poderia resultar numa mistura religiosa. 
O mundo está convidando a Igreja para adorar ao nosso Deus em seus territórios, parecendo que há comunhão entre a luz e as trevas (2 Co 6.14-18). 

II. FARAÓ NÃO DESISTE 
1. A segunda proposta de Faraó (Êx 8.28).
Proposta: “Somente que indo, não vades longe”. 

Consequências: 
O povo de Deus iria sair da terra do Egito, mas o Egito não sair deles; 
Faraó continuaria vigiando e controlando o povo de Israel. 

Aplicação
“Não vades longe” pode ser aplicada nas seguintes situações: 
- No caso da esposa de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). 
- O crente que sai do mundo, mas o mundo não sai dele (Tg 4.4,5; 1Jo 2.15);  
- O rompimento parcial com o mundo; 
- É a vida cristã sem profundidade, sem expressão e por isso vulnerável;
- O crente que viver sem compromisso com Deus, com a doutrina, com a igreja, com a santidade;
- Vida cristã superficial;
- Sem consagração a Deus e ao seu serviço.  

2. A terceira proposta de Faraó (Êx 10.7).
Após a oitava praga, Faraó faz mais uma proposta a Moisés. 

Proposta:Deixa ir os homens”, sairiam do Egito apenas os chefes de famílias e os homens adultos, os demais membros da família permaneceriam. Tal proposta contrariava a vontade de Deus (10.26) e a formação familiar de Israel (Êx 6.14,15,17,19). 

Consequências: 
a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção; 
b) Maridos sem as esposas; crianças sem os pais. 
c) Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam com moças pagãs, idólatras.
d) As jovens deixadas no Egito se casariam com os incrédulos egípcios. 
e) Perda de identidade dos hebreus como povo do Senhor.

Aplicação
O Diabo quer a ruína do casamento (Êx 1.16). 
Ele vem para matar roubar e destruir (Jo 10.10) 

III. A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ 
1. A situação caótica do Egito. 
Em face das pragas que já haviam ocorrido, a nação do Egito se encontrava em estado de emergência, fato este já constatado após a sétima praga (10.7). 

Mesmo diante dos reveses que enfrentara, Faraó não deu ouvidos aos seus oficiais e nem a Moisés. 

Aplicação
Quem pode resistir ao Senhor? Se Deus está falando com você, atenda-o. Não resista! Muitos já viram e experimentaram os milagres do Senhor, porém, seus corações permanecem duros e inflexíveis, como o de Faraó. Lembre-se de que há um preço alto a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala.

2. A quarta e última proposta. 
Após a nona praga, Faraó faz a quarta Proposta: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as ovelhas e vossas vacas” (v.24).

A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a Deus na época da Lei (cf. 1Pe 2.25; Hb 13.15,16). 

Consequências:
- Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios; 
- Não haveria entrega ao Senhor. 

Aplicação
- Significa: Os nossos negócios e interesses materiais, não santificados e não sujeitos à vontade de Deus (10.24). O crente precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também diante dos homens (2Co 8.21). A santidade é um imperativo na vida do cristão até mesmo nos negócios. ou seja, tudo o que pertence ao cristão ou estar sobre seu domínio, devem ser consagrados ao Senhor. 

CONCLUSÃO
A atitude do cristão hoje ante as traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26). Satanás figurado em Faraó não mudou em relação à sua luta contra o povo de Deus. Ele continua a tentar o crente de muitas maneiras para fazê-lo cair, inclusive com más insinuações, sugestões, conclusões etc. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).

Boa aula!

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.

UM LIBERTADOR PARA ISRAEL

LIÇÃO 2: UM LIBERTADOR PARA ISRAEL

LEITURA BÍBLICA BASE 
Êxodo 3.1-9. 
1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
2 - E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
3 - E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima.
4 - E, vendo o SENHOR que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.
5 - E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
7 - E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.
8 - Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do a morreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu.
9 - E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.

OBJETIVOS 
Compreender como se deu a chamada e o preparo de Moisés.
Saber quais foram as desculpas apresentadas por Moisés ao Senhor.
Analisar como foi a apresentação de Moisés a Faraó.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave. Libertador: O que liberta; que concede a liberdade. 
- Nesta lição, aprenderemos a forma e as circunstâncias em que Moisés foi chamado por Deus para libertar o seu povo do Egito. 
- Moisés foi um dos primeiros homens a ser preparado por Deus para executar sua obra, posteriormente, vimos no decorrer da história bíblica, Deus preparando homens e mulheres para executar a Sua vontade em suas respectivas gerações.
- Da mesma forma que Deus chamou e preparou Moisés e os demais homens mencionados nas Escrituras Sagradas, Ele nos chama e nos capacita hoje (Is 41.10), para fazermos a diferença na nossa geração.  
- Aprenderemos ainda algumas características de Moisés. 

I. MOISÉS — SUA CHAMADA E SEU PREPARO (Êx 3.1-17). 
MOISÉSFilho de Aram, neto de Caat, bisneto de Levi, trineto de Jacó e tetraneto de Isaac. Quando Moisés nasceu vigorava o decreto do Faraó do Egito que condenava todos os meninos recém nascidos à morte. Sua mãe, para salvá-lo, colocou-o num cesto e soltou-o no rio Nilo. O menino foi encontrado pela filha do Faraó que, penalizada, permitiu que a mãe de Moisés “disfarçada” o amamentasse e o criasse. Quando Moisés cresceu sua mãe entregou-o à princesa que o adotou e deu-lhe o nome de Moisés que significa: “Salvo do Rio”. 

Moisés um plano perfeito de Deus para socorrer o seu povo, veja algumas características importantes sobre este homem:
- Foi livrado da morte duas vezes ainda recém-nascido: 1º Decreto do Faraó (Ex 1.16) e do 2º Decreto (Ex 1.22; 2.3); 
- Filho de hebreus; Cresceu em lar egípcio; Conhecedor da ciência e cultura egípicia; Sabia que os hebreus eram oprimidos pelos egícios (2.11,23);  Não aceitava a injustiça; Tinha coragem (2.12,17); Tinha disposição para aplicar a justiça (2.17,19); Foi pastor de ovelhas (3.1).  

1. Deus chama o seu escolhido. 
- Quando o Senhor escolheu. Deus escolhe o homem no ventre (Is 44.1; 49.1; Jr 1.5; Gl 1.15), e chamou. A chamada é posterior à escolha (1 Sm 3.11; Mc 6.2). 

- Moisés pastoreava ovelhas quando foi chamado por Deus (Ex 3.1); 

- Um excelente aprendizado (Sl 77.20). Moisés foi pastor de ovelhas (Ex 3.1); Davi foi pastor de ovelhas (1 Sm 16.11) e o Senhor Jesus é Pastor de nossas almas (Jo 10.11), Aleluia!. 

- Deus usa a ovelha para representar o seu povo. (Is 53.6; Sl 100.3, 79.13; Ez 34 5-8); para melhor compreensão dessa peculiaridade, destacamos algumas qualidades desse animal: Mansa e Submissa, Js 53.7; Jr 11.19. Incapazes de se defenderem do leão e do lobo, Mq 5.8; Mt 10.16; Jo 10.12. Propensa a cair em covas, Mt 12.11. Conhece a voz do pastor, Jo 10.2-5.

- Deus sempre tem alguém para alimentar e cuidar do seu rebanho; 

- O Senhor chama, mas cabe ao homem cuidar do seu preparo para ser útil a Deus. (Rm 12.7-8; 1 Tm 3.1-10).

2. O preparo de Moisés (Êx 3.10-15). 
Moisés experimentou o silêncio e a solidão do deserto em Midiã (Êx 3.1). Moisés teve toda sua vida preparada por Deus, porém só descobriu quando lhe foi revelado pelo próprio Deus (3.2), é como se fosse um milagre oculto, ou seja, de uma forma velada, Deus estava preparando Moisés para libertar o seu povo, em outras palavras, Deus estava preparando o milagre que os hebreus precisavam; 

Aplicação
- O seu milagre está sendo preparado, e no tempo certo, vai chegar..

- Os primeiros 40 anos de sua vida, passou no lar de seus pais e no palácio de faraó:
No lar de seus pais recebeu preparação religiosa; 
No palácio de faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, além de treinamento militar. 

- Os segundos 40 anos, passou refugiado no deserto de Midiã, onde se casou, meditando e trabalhando como pastor

Exemplos de outros homens de Deus que passaram pelo deserto: Elias, 1 Rs 19.4; João Batista, Mt 3.1-3 e Jesus, Mt 4.1. 

- Moisés foi preparado por Deus durante 80 anos, para cumprir sua missão de libertador, condutor, escritor e legislador para o povo de Deus no deserto durante 40 anos. 

Aplicação
Talvez Ele o esteja chamando para a realização de uma obra. Qual será sua resposta?

3. O objetivo da chamada divina (Êx 3.10). 
- O objetivo da chamada de Deus a Moisés, era a retirada do povo de Israel do Egito (3.10), em razão das seguintes circunstâncias: Aflição do povo de Deus no Egito, Ex 3.7-11 e que Deus tinha planos de fazer de seu povo uma grande nação, Gn 12.2.  

Nota/observação.
Deus pode, segundo o seu querer, agir diretamente. Contudo, o seu método é usar homens e mulheres junto aos seus semelhantes. 

Comparação:
Hoje, em relação a muitas igrejas, Deus está dizendo à seus dirigentes: “Tira o ‘Egito’ de dentro do meu povo”. É o mundanismo entre os crentes, na teoria e na prática; no viver e no agir, enfraquecendo e contaminando a igreja. É Israel querendo voltar para o Egito (Êx 16.3; 17.3). Deus com mão poderosa tirou Israel do Egito, mas não tirou o ‘Egito’ de dentro deles, porque isso é um ato voluntário de cada crente que, quebrantado e consagrado, recorre ao Espírito Santo.

- Deus sempre encoraja, e anima os seus profetas para resolver as crises do seu povo: 
“Certamente eu serei contigo” (v.12). 
Ex.: Moisés, 3.12; Josué, Js 1.9; Gideão, Jz 6.14; Isaías, Is 6.7; Jeremias, Jr 1.8-9; Paulo, 2 Co 12.9. 

Aplicação: 
Hoje, muitos já perderam essa divina presença em sua vida e em seu ministério, por acharem que são alguma coisa em si mesmos, daí, a operação do Espírito Santo cessar em sua vida. Paulo exclamou: “Nada sou” (2Co 12.11). Tudo que temos ou somos na obra de Deus vem dEle (1Co 3.7).

II. AS DESCULPAS DE MOISÉS E A SUA VOLTA PARA O EGITO 
1. O receio de Moisés e suas desculpas. 
- Ao ser chamado pelo Senhor para ser o libertador dos hebreus, Moisés apresentou algumas desculpas — “eles não vão crer que o Senhor me enviou”; “não sou eloquente”. 

- Além de Moisés, outros homens de Deus apresentaram desculpas ao serem chamados: Gideão, Jz 6.15; Elias, 1 Rs 19.4; Jeremias, Jr 1.6. Isaías. Isso ocorre em virtude da grande crise social, moral, política ou espiritual que o povo está enfrentando, sendo estes problemas de conhecimento do profeta, sendo necessário sair do anonimato para fazer a vontade de Deus, tal atitude humanamente é impossível, portanto, estas "desculpas" são naturais, mas, devemos ter em mente que se Deus chamar Ele providenciará os meios necessários para cumprir Sua vontade. 

Aplicação
Quantas desculpas também não damos quando Deus nos chama para um trabalho específico? As escusas de Moisés, assim como as nossas, nunca são aceitas pelo Senhor, pois Ele conhece o mais profundo do nosso ser. Se o Senhor está chamando você para uma obra, não tema e não perca tempo com desculpas. Confie no Senhor e não queira acender a ira divina como fez Moisés, que tentou protelar sua chamada dando uma série de desculpas a Deus (Êx 4.14).

2. Deus concede poderes a Moisés. 
A fim de encorajar Moisés e confirmar o seu chamado, o Senhor realiza alguns sinais (Êx 4.1-9). Da mesma forma Deus ainda demonstra sinais para nos mostrar o seu poder e a sua vontade.

3. O retorno de Moisés. 
- Moisés não revela ao seu sogro Jetro o que Deus mandou ele fazer no Egito. Ainda não era a hora certa para isso. Moisés tinha um segredo com Deus, assim como Neemias, Ne 2.12. O líder precisa saber o momento adequado para revelar seus projetos. 

Aplicação
O cristão deve ter maturidade e compreender que nem todos os membros da Igreja, estão preparados para ouvir o que Deus nos prometeu ou nos falou. 

Moisés recebe a bênção do seu sogro (4.18) e leva consigo sua família (4.20). Moisés não poderia partir sem a bênção do seu sogro nem tampouco poderia partir e deixar sua família para trás

Aplicação
Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação da sua família. Se você ainda não o tem, ore a Deus nesse sentido.

III. MOISÉS SE APRESENTA A FARAÓ (Êx 5.1-5)
1. Moisés diante de Faraó. 
- Após o encontro que Moisés já tivera com Deus, estava preparado para apresentar-se ao rei do Egito juntamente com seu irmão Arão, procuraram Faraó para comunicar-lhe a vontade de Deus para o povo de Israel. 

- Destaca-se que Faraó era tido como mais um deus para o povo do Egito.

Respostas de Faraó (5.2)
- Quem é o SENHOR para que lhe ouça a voz e deixe ir a Israel?
- Não conheço o SENHOR; 
- Não deixarei ir a Israel; 
- Aumentou o volume de trabalho do povo (Êx 5.8,9). 

Aplicação
Talvez você esteja realizando alguma obra em obediência ao Senhor, mas isto não vai impedir que surjam dificuldades, problemas e aflições. Esteja preparado. Não podemos nos esquecer de que “por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14.22). Enquanto estivermos neste mundo, estamos sujeitos às dificuldades (Jo 16.33).

2. A queixa dos israelitas (Êx 5.20,21). 
- A ingratidão dos hebreus 
O povo hebreu fica descontente com Moisés e Arão e logo começam a murmurar. Certamente todos esperavam que a saída do Egito fosse imediata. Mas este não era o plano de Deus. 

Atitude de Moisés: 
Moisés, aflito com a piora da situação, busca o Senhor e faz várias indagações. 

Aplicação
Quem de nós em semelhantes situações, estando em obediência a Deus, na vida cristã e no trabalho, já não indagou: “Por que Senhor?”. 

- Moisés não conseguia entender tudo o que estava ocorrendo, mas Deus estava no controle.

Aplicação
Às vezes não conseguimos entender o motivo de certas dificuldades, mas não podemos deixar de crer que Deus está no comando de tudo.

3. Deus promete livrar seu povo (Êx 6.1). 
- O livramento seria de uma forma sobrenatural; 
- A promessa foi cumprida, quando Israel saiu do Egito. 

Promessas de Deus para Israel: 
- Redimir Israel (v.6); Adotá-lo como seu povo (v.7), e Introduzi-lo na Terra Prometida. 

Todo o Israel e os egípcios tiveram a oportunidade de ver o poder de Deus.

CONCLUSÃO 
 Na lição de hoje aprendemos como o grande “Eu Sou” escolheu e preparou Moisés para que ele libertasse seu povo da escravidão egípcia. Deus continua a levantar e preparar homens para a sua obra. Você está disposto a ser usado pelo Senhor? Moisés apresentou algumas desculpas, mas não foram aceitas. Não perca tempo com justificativas, mas diga “sim” ao chamado de Deus.


Boa aula!


Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A VIDA DE MOISÉS

A Vida de Moisés - Três períodos de 40 anos. 

Os primeiros 40 anos de sua vida, Moisés passou no lar de seus pais e no palácio do faraó. Nascido em Gósen, mais ou menos em 1525 a.C., foi o segundo filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi. No lar paterno, Moisés recebeu sua formação religiosa,  e na corte do faraó adquiriu conhecimento intelectual e político, além de treinamento militar. 

Os segundos 40 anos, passou exilado em Midiã, fugindo do faraó, meditando e trabalhando como pastor de ovelhas. Casou-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote, e nasceram-lhe dois filhos, Gérson e Eliezer (Ex 18.34). 

Os últimos 40 anos de sua vida, os viveu  no Egito e no deserto, na condição de primeiro líder de Israel. Serviu ao Senhor como profeta, sacerdote e rei, muitos antes de esses cargos serem estabelecidos entre os judeus. Ensinou a todos como um profeta; como um sacerdote; intercedeu por eles quando caíram na idolatria e, como líder, retirou-os da servidão e os organizou como o povo da aliança de Deus. 

Alan Fabiano


Bibliografia
ELLISEN, S. Conheça melhor o Antigo Testamento: Um guia com esboços explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. São Paulo - SP, Editora VIDA, 2007. 

O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO

 Lição 1: O Livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 1.1-14. 
1 - Estes, pois, são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:
2 - Rúben, Si meão, Levi e Judá;
3 - Issacar, Zebulom e Benjamim;
4 - Dã, Naftali, Cade e Aser.
5 - Todas as almas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.
6 - Sendo, pois, José falecido, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração,
7 - os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.
8 - Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José,
9 - o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós.
10 - Eia, usemos sabiamente para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra.
11 - E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.
12 - Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
13 - E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;
14 - assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza. 

O LIVRO DE ÊXODO 
Título: Êxodo.
Autor: Moisés.
Data e local: Aproximadamente 1450-1410 a.C. Foi escrito no deserto, durante a peregrinação de Israel, em algum lugar da península do Sinai.
Propósito: Registrar os acontecimentos da libertação de Israel do Egito e seu desenvolvimento como nação. 
Estrutura:
I. Israel no Egito (1.1 — 13.20).
II. Israel no deserto (12.1 — 18.27).
III. Israel no Sinai (19.1 — 40.38).

Lugares-chaves: Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, mar Vermelho, península do Sinai e monte Sinai.
Características: Relata mais milagres do que qualquer livro do Antigo Testamento.
Versículo-chave: Êxodo 3.7,10.
Pessoas-chave: Moisés, Faraó, Miriã, Jetro, Arão.

INTRODUÇÃO

Palavra Chave: Cativeiro. Escravidão, servidão dos hebreus pelos egípcios.

Neste trimestre estudaremos o segundo livro das Escrituras Sagradas, Êxodo. Nesta primeira lição, destacamos a aflição pela qual o povo hebreu passou no Egito por 430 anos. O povo escolhido do Senhor foi cruelmente oprimido por Faraó. Porém, Deus jamais se esquece das suas promessas. Ele vela por sua Palavra. Diante das atrocidades cometidas por Faraó, os israelitas clamaram a Deus. O Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los. Veremos ao longo das lições que o livro de Êxodo é o livro da redenção efetuada pelo Senhor.

I. O LIVRO DE ÊXODO 
1. Seu propósito. O vocábulo êxodo significa saída. O livro de Êxodo foi escrito por Moisés e, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, foi “escrito para que tivéssemos um registro permanente dos atos históricos e redentores de Deus, pelos quais Israel foi liberto do Egito”. Este livro figura a redenção. Segundo o Dicionário Wycliffe, “o conceito de libertação da morte, da escravidão e da idolatria é encontrado ao longo de todo o livro”.
2. A escravidão. O livro de Êxodo foi escrito entre 1450 e 1410 a.C. Nesse livro vemos como os hebreus foram duramente afligidos por Faraó (Êx 1.14). Como escapar de tão grande opressão? Para os israelitas seria impossível. Somente Deus poderia resgatá-los e libertá-los do jugo do inimigo. Somente o Pai também poderia ter nos resgatado do pecado e do mundo. Cristo morreu na cruz para nos libertar do poder do pecado. Ele morreu em nosso lugar.
3. Clamor por libertação. O povo hebreu, ao ser cruelmente oprimido pelos egípcios, em grande angústia clamou ao Senhor, e a Palavra de Deus nos diz que ouviu o Senhor o gemido do seu povo (Êx 2.24). Não desanime! O Senhor ouve suas súplicas e está atento às suas dores. Deus já estava providenciando um libertador para o seu povo. Como nos ensina a Verdade Prática desta lição: “Os propósitos de Deus são imutáveis e se cumprirão no tempo determinado por Ele”. 

II. O NASCIMENTO DE MOISÉS 
1. Os israelitas no Egito. Eles “frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente, e a terra se encheu deles”. Estas mesmas bênçãos Deus têm hoje para a sua igreja. Observe com atenção as seguintes palavras do texto bíblico de Êxodo 1.7:
a) Frutificaram, aumentaram muito, multiplicaram-se (At 9.31; Lc 14.22,23). Este foi um crescimento vertiginoso. Que Deus nos faça crescer na igreja em quantidade e qualidade.
b) “Fortalecidos grandemente”. Na esfera espiritual, uma igreja deve sempre fortalecer-se em Cristo (1Pe 5.10; Fp 4.13). Lembremo-nos sempre de que a nossa fonte suprema e abundante de poder é o Espírito Santo (Ef 3.16; Zc 4.6).
c) “A terra se encheu deles”. A igreja precisa se encher não só em determinado distrito, município, estado, região, país e continente, mas em todo o mundo (Mc 16.15; At 1.8).
2. Um bebê é salvo da morte. Preocupado com o crescimento dos hebreus, Faraó deu uma ordem às parteiras no Egito para que todos os meninos israelitas recém-nascidos fossem mortos. Porém, as parteiras eram tementes a Deus e não mataram as crianças (Êx 1.17,21). Então, Faraó voltou à cena macabra, ordenando aos egípcios que todos os meninos dos hebreus fossem lançados no rio Nilo (a fim de que se afogassem ou que fossem devorados por crocodilos) (Êx 1.22). Isso mostra o quanto esse rei era cruel e maligno. Atualmente esta atrocidade está generalizada. Muitas crianças estão sendo mortas, vítimas do aborto. É o infanticídio generalizado e legalizado pelas autoridades. O bebê Moisés foi salvo da morte porque seus pais eram tementes a Deus. Precisamos de pais verdadeiramente cristãos para que possam zelar pela vida de seus filhos, como Moisés foi preservado da morte. Os pais de Moisés, pela fé em Deus, descumpriram as ordens do rei e esconderam o bebê em casa (Hb 11.23). Por mais um milagre de Deus, o nenê Moisés continuou sendo criado pela própria mãe (Êx 2.3-10).
3. A mãe de Moisés (Êx 6.20). Joquebede aproveitou cada minuto que passou ao lado do seu filho para ensiná-lo acerca de Deus, da sua Palavra, do seu povo, do pecado, das promessas divinas e da fé no Criador. Sem dúvida, é um exemplo a ser seguido.
4. A Filha de Faraó (Êx 2.5,6). A filha de Faraó desceu para se banhar no rio Nilo e teve uma grande surpresa — havia ali um cesto com um bebê. Não sabemos como, mas Deus tocou no coração da filha de Faraó para que adotasse o menino hebreu. Certamente a princesa sabia das ordens do seu pai contra os israelitas. Porém, operando o Senhor, quem impedirá? (Is 43.13).
Deus, em sua bondade, usou a filha de Faraó para que encontrasse alguém, a fim de criar o bebê Moisés. Tal pessoa foi justamente Joquebede, a mãe de Moisés (Êx 2.9). Há uma recompensa para os pais piedosos e obedientes. Você tem ensinado a Palavra de Deus aos seus filhos? Então, persevere em conduzi-los no caminho correto (Pv 22.6).

III. O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA (ÊX 2.11-22) 
1. Moisés é levado ao palácio (Êx 2.10). Apesar de ter sido adotado pela filha de Faraó, Moisés foi criado por sua mãe. Não sabemos quanto tempo ele ficou na casa dos seus pais, porém, em determinado tempo o menino foi levado para o palácio. Deus cuidou de Moisés em cada etapa de sua vida. Ele também tem cuidado de você. Todos os acontecimentos em sua vida são parte do plano do Senhor. Não desanime! Deve ter sido difícil para Moisés deixar a casa dos seus pais. Entretanto, no tempo certo, ele o fez.
2. O preparo de Moisés (Êx 3.9,10). Moisés passou sua juventude no palácio real. Como filho de uma princesa egípcia, ele frequentou as mais renomadas universidades egípcias, inclusive a de Om (At 7.22; Gn 41.45). O Egito era então uma potência mundial. Na educação superior egípcia constavam, conforme a História e as descobertas arqueológicas, administração, arquitetura, matemática, astronomia, engenharia, etc. Esse conhecimento adquirido por Moisés, e empregado com sabedoria, foi-lhe muito útil em sua missão posterior de libertador, condutor, escritor e legislador na longa jornada conduzindo Israel no deserto para a terra de Canaã. Deus pode utilizar nossas habilidades adquiridas em benefício de sua obra.
3. A fuga de Moisés (Êx 2.11-22). Moisés foi criado como egípcio, porém, ele sabia que era hebreu. Estava no Egito, mas não pertencia àquele lugar. Certo dia, ao ver um egípcio maltratando um israelita, Moisés tomou as dores do seu povo e resolveu defender um de seus irmãos. Moisés acabou matando um homem e enterrando o corpo na areia. Ele queria libertar seu povo pela força humana, mas a libertação viria pelo poder divino e sobrenatural, para que ninguém dissesse: “Nós fizemos, nós conseguimos”. Moisés, assim como os demais hebreus, precisava ver e saber que fora o Senhor que os libertara. Quem nos libertou da escravidão do pecado? Deus. Somente Ele poderia quebrar o terrível jugo do pecado que estava sobre nós. Não demorou muito para Faraó descobrir que Moisés matara um egípcio. Ele deveria ser preso e morto. Então, com medo, fugiu para Midiã (Êx 2.15). Ali foi convidado para a casa de Jetro, um sacerdote. Moisés casou-se com uma das filhas de Jetro e constituiu uma família, longe da casa dos seus pais e do seu povo. Teve que ir para um lugar desconhecido e tornou-se um estrangeiro, mas tudo fazia parte do plano de Deus. Em Midiã, Moisés pôde comprovar o cuidado providente do Senhor por ele. Talvez você tenha que ir também para um lugar distante, todavia, não tenha medo. Deus está com você. Pode ser parte do treinamento do Senhor em sua vida. 

CONCLUSÃO 
Ao estudar os primeiros anos da vida de Moisés, vemos que o Senhor tem um plano definido para cada filho seu. É nosso dever obedecer a Deus, mesmo com nossas imperfeições, assim como fez Moisés; conseguimos fazer isso pela poderosa presença em nós, do Espírito Santo, que Deus dá àqueles que lhe obedecem (At 5.32).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. 2 ed., RJ: CPAD, 2007.