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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lição 10: As Setenta Semanas


Lição 10: As Setenta Semanas
Data: 07 de Dezembro de 2014

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos(Dn 9.24).

Texto base: Daniel 9.20-27. 
20 - Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus,
21 - estando eu, digo, ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde.
22 - E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.
23 - No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão.
24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos.
25 - Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
26 - E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.
27 - E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

OBJETIVOS
Conhecer que Daniel compreendeu o futuro de Israel após estudar as profecias de Jeremias.
Compreender as setenta semanas profetizadas no livro de Daniel.
Saber os propósitos da septuagésima semana.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Soberania. Qualidade ou condição de soberano; superioridade derivada de autoridade, domínio, poder.
- Nesta lição, estudaremos sobre uma das profecias feitas pelo profeta Jeremias, concernente ao fim do exílio babilônico, a qual foi analisada por Daniel e mencionada em Dn 9.2. 

- Analisaremos as setenta semanas proféticas, e aprenderemos sobre o inicio e o fim do seu cumprimento, além de situar esta profecia em um tempo histórico e escatológico e sua relação com Israel e a Igreja.  

I. DANIEL INTERCEDE A DEUS PELO SEU POVO (Dn 9.3-19)
1. O tempo da profecia de Jeremias (vv.1,2). 
- Daniel, agora um ancião. Daniel estava com aproximadamente 87 anos (com 17 anos foi exilado + 70 anos de exílio = 87). 

- Daniel verifica as profecias de Jeremias e percebe que há um período de 70 anos determinado. 
Para o império babilônico, FINDANDO os 70 anos, o império chegaria ao fim (Jr 25.12), (605-539 a.C); 
Para Israel, DURANTE os 70 anos, cativeiro nas mãos do império babilônico (Jr 25.12);
Para Israel, FINDANDO os 70 anos, liberdade, retorno à terra natal (Jr 29.10; II Cr.36:21). 

- Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel (Dn 9.3). 

A oração de Daniel. 
Nos subpontos 2. A confissão dos pecados de um povo (vv.3-11,20) e 3. Daniel reconheceu a justiça de Deus (vv.7,16), estudaremos sobre a oração de Daniel, vejamos algumas particularidades: 
- A oração de Daniel tem o seu ponto de apoio em uma visão de alianças entre Deus e o seu povo (bênção pela obediência (Dt 28.1-14) e maldição pela desobediência (Dt 28.15-68)); 
- Daniel demonstra um espírito de arrependimento verdadeiro, o mesmo que Deus sempre quis ensinar ao seu povo, já que eles não escutavam a voz dos profetas. Deus continua nos ensinar sobre o arrependimento, agora diretamente pelo Seu Espirito Santo (Jo 16.8-11);
- A oração de Daniel se divide em quatro partes: a. adoração (v.4); b. confissão de pecado (vs. 5-11); c. reconhecimento da justiça de Deus em seu julgamento contra o pecado (vs 11-14); e d. um apelo pela misericórdia de Deus com base na preocupação pelo seu nome, pelo seu Reino e pela sua vontade (vs. 15-19); 
- Além de esta oração está alicerçada sobre as alianças de Deus com o seu povo, está também firmada nas promessa de Deus sobre situações específicas (v.2); 
- É feita com espírito contrito e coração quebrantado (v.3), (Sl 51.17); 
- Se assemelha a oração de Neemias 9; 
- É um modelo de oração eficaz. 
- Daniel deixa claro em sua oração, que a desgraça é proveniente do afastar-se dos mandamentos de Deus (v.5), de não atentar aos avisos dos profetas (v.6), de pecar (v.8), de se rebelar (v.9), de desobedecer (v.10) e de não se converter (v.13). 
  
II. DEUS REVELA O FUTURO DO SEU POVO (Dn 9.24-27)
"Durante 490 (quatrocentos e noventa) anos, o povo de Israel não havia observado o mandamento do ano sabático, ou seja, não havia deixado a terra descansar e confiado em Deus para que lhe fosse dado o sustento mesmo sem produção, ano sabático que se incluía no sinal que tinha de existir entre Deus e o povo que havia escolhido para ser a Sua propriedade peculiar entre os povos (Ex.31:13,17) e, por isso, o cativeiro foi de setenta anos (II Cr.36:21). Agora, seriam necessários novos 490(quatrocentos e noventa) anos para a redenção de Israel. Como o nosso Deus é justo, amados irmãos!" (Caramuru: 2014). 

1. As setenta semanas (v.24). 
- Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2Cr 36.21). "Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas". (Am 3.7). A Palavra se confirma. 
- O espaço de tempo das setenta semanas. Este espaço de tempo está associado ao povo de Daniel, os judeus, e à santa cidade Jerusalém (v. 24), além de falar da primeira e segunda vinda de Cristo (v.26). Portanto é uma profecia sobre o futuro de Israel e não está relacionada com a Igreja, isso pode ser mais uma defesa para a interpretação PRÉ-TRIBULACIOANISTA. 

- Seguindo uma das interpretações principais sobre esta profecia, define-se assim: As setenta semanas representam 490 anos, cada semana sendo um período de sete anos (ver Lv 25.8 e 2 Cr 36.19-21). 

Início da contagem das setenta semanas de Daniel. 
O início desta profecia deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém (v.25). Observa-se que saíram duas ordens, a PRIMEIRA foi por Ciro o Persa, para reedificar o templo (Ver 2 Cr 36.23; Ed 1.2; 6.3), que foi concluído no dia 3 do mês de Adar fevereiro/março de 515 a.C, mais ou menos 72 anos depois da destruição do templo de Salomão.  

A SEGUNDA ordem foi promulgada pelo decreto de Artaxerxes, Longímano, baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2.1-8), que se refere a restauração e edificação de Jerusalém (Dn 9.25). Por tanto, inicia-se a contagem a partir de data, 05 ou 14 do mês de Nisã (março/abril) do ano 444 ou 445 a.C, data em que foi emitida a ordem para reedificação da cidade Santa. 

As primeiras das sete semanas (49 anos). Refere-se ao período de conclusão da reconstrução de Jerusalém, que foram 49 anos (sete semana).

Sessenta e duas semanas (v.25). (434 anos, -434 a.C a 29/30d.C). Este período é compreendido desde a dedicação do segundo templo até o advento do Messias, não do seu nascimento, e sim quando o seu ministério é publicamente anunciado (Lc 19.38) em sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19.28-40), concluído o período com a Sua crucificação em (c.29/30d.C). 

Obs. O nascimento de Cristo se deu em 4a.C, por isso que trabalhamos com 29/30 d.C e não 33d.C, logicamente, quem não considera “4 a.C” trabalhará com 33d.C. 

v.26 Assim, finaliza as sessenta e nove semanas, inicia-se o intervalo até a ultima semana, que ainda está para acontecer. 

v.26 o povo de um príncipe que há de vir. Esta profecia já se cumpriu, quando da destruição do templo e da cidade de Jerusalém por Roma, em 70 d.C, liderado pelo general Tito. 

v.27. A ultima semana será iniciada com a aliança do anticristo com Israel. Esta semana ainda não se cumpriu. Vejamos. 
- A ultima semana (7anos), ao que tudo indica, separada das demais, será assim: 
1. Haverá um acordo feito pelo príncipe romano com os judeus, Dn 7.8;
2. No meio da semana este príncipe (o mesmo de 2 Ts 2 e Ap 11.2-3; 12.6,14 e 13.5), porá a abominações no santuário; 
3. Ele começará uma perseguição contra os judeus; 
4. No fim da semana Deus trará o julgamento e um reino de justiça será estabelecido. 

2. Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26). 
O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém e o santuário em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). 

O terceiro príncipe surgirá no futuro. Este príncipe procederá de Roma, tendo em vista que o povo (exército) de Roma destruíram Jerusalém e o templo em 70 d.C. Portanto, trata-se de um príncipe “escatológico” do mal (v. 27; 2Ts 2.3-9; 1Jo 2.18).

3. O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27). 
Tempo dos gentios. Pode se referir a duas coisas. 
1. Se refere ao tempo de opressão dos gentios sobre os judeus, que finalizará quando da implantação literal do Reino Messiânico; 

2. O tempo da graça de Deus sobre os gentios, formando a Igreja do Senhor Jesus, ou seja, seria o tempo que os gentios receberam de Deus para experimentar o Seu Reino (Ef 2.12-16; 1Pe 2.9,10), neste caso o tempo dos gentios findaria com o arrebatamento da igreja, assim poderíamos nos perguntar terá salvação para os gentios “desviados” ou não, durante a grande tribulação?. 

Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. 
- Proposta de um só governo mundial;
- Proposta de uma só religião; 
- União de blocos econômicos. 

São os três poderes do anticristo (Político, Religioso e Econômico)

Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor será arrebatada antes do tempo da tribulação (1Co 15.51,52).

III. OS PROPÓSITOS DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA (Dn 9.27)
1. Revelar o “homem do pecado” (2Ts 2.3).
2. A Grande Tribulação (Mt 24.15,21).
3. Revelar a vitória gloriosa do Messias.

Os "propósitos" acima são consequências de outros propósitos primários, para o povo de Israel, quais sejam: 
v.24. 
- Extinguir a transgressão; 
- Dar fim aos pecados; 
- Expiar a iniquidade; 
- Trazer a justiça eterna; 
- Selar a visão e a profecia e; 
- Ungir o Santo dos santos.

CONCLUSÃO
Vivemos um tempo de incredulidade. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos.

Referência
Bíblia de Estudo (ARA) - SHEDD, Russel (ed.). Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1997.
Bíblia Sagrada (ARC) - Bíblia de Estudo Plenitude.Barueri, SP: SBB, 2001. 
Bíblia Sagrada (ARA) - Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª Edição. 
Bíblia de Estudo (ARC) - Pentecostal, Edição de 1995. 
Bíblia Sagrada (ARA) - Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo. 2ª Edição. Barueri, SP: SBB, 2009.    
JOSEFO.Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 11ª Edição. Rio de Janeiro, RJ. CPAD. 2007. 
BOYER. Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP. Ed. Vida.2000. 

2 comentários:

  1. Dear friend Pb Alan, good morning. This first part of comment is very good. Congratulation... God bless your studies.

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    1. Dear Dc Neto, the Lord Jesus Paz, this subject is very interesting, but the same complex time ... thank you for participating. God continue to bless you.

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