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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lição 9: O prenúncio do Tempo do Fim


Lição 9: O prenúncio do Tempo do Fim
Data: 30 de Novembro de 2014

Texto áureo
E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; porque ela se exercerá no determinado tempo do fim(Dn 8.19).

Texto base
Daniel 8.1,3-11. 
1 - No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio. 
3 - E levantei os meus olhos e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha duas pontas; e as duas pontas eram altas, mas uma era mais alta do que a outra; e a mais alta subiu por último.
4 - Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhuns animais podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia.
5 - E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos;
6 - dirigiu-se ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o ímpeto da sua força.
7 - E o vi chegar perto do carneiro, irritar-se contra ele; e feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou por terra e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão.
8 - E o bode se engrandeceu em grande maneira; mas, estando na sua maior força, aquela grande ponta foi quebrada; e subiram no seu lugar quatro também notáveis, para os quatro ventos do céu.
9 - E de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa.
10 - E se engrandeceu até ao exército dos céus; e a alguns do exército e das estrelas deitou por terra e os pisou.
11 - E se engrandeceu até ao príncipe do exército; e por ele foi tirado o contínuo sacrifício, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.

OBJETIVOS 
Conhecer os símbolos proféticos do carneiro e do bode.
Identificar a visão do chifre pequeno.
Compreender o período do tempo do fim. 

INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Tempo. Período contínuo no qual os eventos se sucedem.

- No capítulo sete, estudamos o significado dos animais que representavam os quatro impérios mundiais, Babilônia, Medo-persa, Grego e Romano. Agora vamos estudar sobre algumas peculiaridades de dois impérios, Medo-persa e Grego. 
 
- Veremos ainda alguns acontecimentos históricos e analisaremos quais suas influencias no cumprimento das Santas Escrituras.

I. A VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE (Dn 8.3-5)
1. A visão do carneiro (Dn 8.3,4,20).
- Esse carneiro simbolizava o império Medo-persa (v.20). 
 
Contexto histórico. Os reis persas levavam como emblema uma cabeça de carneiro em ouro sobre a cabeça, principalmente quando passavam em revista os seus exércitos, sendo este objeto um símbolo nacional, da mesma forma que o leão era para a Babilônia.

O carneiro. Identificado como o império medo-persa, que no ano de 539 a.C, derrotou o império babilônico (Dn 5.30) na pessoa de Dario (Is 13.17,18 e Jr 51.11,28), com o auxilio de Ciro, o Persa (Is 45.1). Dario, 62 anos, se apoderou do reino (Dn 5.31; 6.1), sendo co-regente de Ciro (Ed 1.1; 2 Cr 36.22) que libertou o povo do exílio. 

2. Os chifres do carneiro. 
8.3 um mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. A história do Império Medo-Persa esclarece o simbolismo. Os medos tornaram-se independentes da Assíria depois do ano 612 a.C. Os persas estavam sob o controle dos medos, finalmente, tornaram-se proeminentes e após (17 a 21) anos de Império persa, Ciro, o Grande, conquistou a Média em 550 a.C.  

- Eventos importantes aconteceram no período desses dois reis até que o carneiro foi vencido, surgindo na visão de Daniel a figura de um bode que ataca o carneiro e o vence (vv.5-7).

3. A visão do bode (Dn 8.5-8). 
8.5 um bode vindo do ocidente... tinha um chifre notável. De acordo com o v.21, o bode representava a Grécia, e seu grande chifre refere-se a Alexandre, o Grande (356-323 a.C). Sobre toda a terra, mas sem tocar no chão. Esta imagem corrobora com a imagem das asas sobre o leopardo alado (7.6), o que representa a notável velocidade e extensão das conquistas de Alexandre, o Grande, em apenas três anos derrotou o poderoso Império Medo-persa. 

8.8 O bode se engrandeceu sobremaneira. O império de Alexandre, o Grande, logo ultrapassou o Império Persa em extensão territorial. Na sua força. Alexandre morreu ainda muito jovem, aos 33 anos, depois de já haver realizada a conquista. Quatro chifres notáveis. Simbolizam os quatro generais de Alexandre (Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu), que após sua morte, dividiram o império em quatro dinastias independentes, sendo regidas respectivamente: (a Macedônia ficou com Cassandro; a Trácia e a Ásia Menor, com Lisímaco; a Síria, com Seleuco; e o Egito com Ptolomeu).

II. O CHIFRE PEQUENO (Dn 8.9)
1. A visão da ponta pequena. 
Chifre pequeno. Não é o mesmo da visão anterior (7.24,25), no qual o chifre faz parte do quarto reino, isto é, Roma, (7.8). Já o chifre pequeno em estudo, surge do império grego, após a morte de Alexandre, o Grande [ponta notável] e se refere a Antíoco Epifânio, descendente de Seleuco [um dos generais de Alexandre que recebeu o território da Síria após sua morte], governante da Dinastia Selêucida de 175 a 164 a.C, foi um opressor terrível contra os judeus. 

Maiores informações sobre Antíoco Epifânio.  

Antíoco Epifânio é o mesmo Antíoco IV Epifânio. 

2. A ultrajante atividade desse rei contra Israel (Dn 8.10,11). 
8.10 Exército dos céus. A expressão “exército dos céus” ou “estrelas” (cf.Jr 33.22) simboliza o povo de Deus (cf. 12.3; Gn 15.5) ou um exército celestial (Is 14.13; ver também 2 Macabeus 9.10). O ataque contra o povo de Deus equivale a um ataque contra o céu e tem consequências eternas. Comp. At 9.4, onde o Senhor Jesus considera o perseguidor dos crentes como se fizesse ao próprio Senhor. 

8.11 Tirou o sacrifício diário. (ver 12-13) Em 168 a.C, Antíoco Epifânio sumariamente, proibiu todas as cerimônias, circuncisão, observação do shabbat, as interdições alimentares e a adoração a Deus no templo de Jerusalém e nas cidades de Judá. 

O lugar do seu santuário foi deitado abaixo. Antíoco Epifânio entrou no Santo dos Santos e saqueou os utensílios de ouro e de prata. Ele erigiu um altar ao deus grego Zeus do Olimpo sobre o altar de Deus, no átrio do templo, onde sacrificou porcos (11.31), além de destruiu cópias das Escrituras. 

8.12 Por causa das transgressões. Naquela época, a cultura grega ameaçava a fé e a prática dos judeus que a abraçavam. 

3. A purificação do santuário (Dn 8.14). 
No verso 14 temos duas sentenças, quais sejam: 
8.14 Duas mil e trezentas tardes e manhãs. Os sacrifícios eram oferecidos duas vezes ao dia, às 9 da manhã e às 3 da tarde. Aqui se refere a dias normais e não proféticos (que valem um ano), 2.300 dias abrange o período das perseguições realizadas por Antíoco Epifânio de 171 a 165 a.C.  

o santuário será purificado. Judas Macabeu, mais tarde, retomou Jerusalém e reconsagrou o templo e o altar em dezembro de 164 a.C. 

A purificação do santuário ocorreu três anos e dois meses depois de o altar do Senhor ter sido removido por Antíoco, que ocorreu em 168 a.C. 

Obs. Ao pesquisarmos sobre as datas antigas de eventos bíblicos, sempre verificamos algumas divergências entre os pesquisadores e escritores, portanto, ao ministrar sobre este assunto devemos deixar claro que algumas datas são aproximadas. 

III. ANTÍOCO EPIFÂNIO, O PROTÓTIPO DO ANTICRISTO
1. Antíoco Epifânio. 
Nascimento: 215 a.C; 
Morte: 162 a.C (53 anos); 
Pai: Antíoco III Magno; 
Mãe: Laódice (esposa de Antíoco III Magno).

- Sobre a vida de Antíoco Epifanio, já foi mostrado acima. 

Protótipo do anticristo. 
Antíoco Epifânio é também um tipo do anticristo escatológico, em razão de suas práticas terríveis contra o povo de Deus e a assolação que realizou com as coisas santas do templo e ainda profanou o altar onde eram oferecido os sacrifícios sagrados, porém foi morto não por mãos de homens, morreu de desordens nervosas por não ter conseguido roubar um certo templo, segundo (1 Macabeus 6.1-16; 2 Macabeus 9). 

Tais práticas serão realizadas pelo anticristo escatológico e seu fim será não por esforços humanos (2 Ts 2.3-4,8). 


Obs. O chifre pequeno do cap 7.8, se amolda melhor à pessoa do anticristo escatológico. 

2. A visão do anjo Gabriel (Dn 8.16). 
Anjo Gabriel. Lit. “Poderoso de Deus” ou “Deus mostrou-se poderoso”. É um anjo de alta categoria, contudo, não é chamado de arcanjo nas Santas Escrituras, não por questões de hierarquia angelical, mas por pertencer a outra classe de seres celestiais, como veremos. 

Pelos textos Sagrados onde Gabriel aparece, podemos concluir que se trata de um mensageiro vindo diretamente de Deus e executando as ordens emanadas do Criador. 

Vemos então que Gabriel não pertence a uma classe de anjos guerreiros, como o Arcanjo Miguel (Jd 9; Ap 12.7), que luta contra os demônios nas regiões celestes, mas como um anjo que trás revelações profundas e boas novas. Maravilha!. 

Gabriel aparece ou é citado nas Bíblia Sagrada quatro vezes: 
Em (Dn 8.16; 9.21), trouxe a explicação de duas visões;
Em (Lc 1.19, 26) aparece a Zacarias e a Maria, trazendo o anúncio do nascimento de João Batista e do Salvador da raça humana. Que boas notícias!. 

Em Dn 8.18, quando falava com Daniel, acredito, que tamanha era a glória desse anjo, que Daniel caiu desacordado, esta glória talvez não seja do seu resplendor - mas do poder da sua presença e voz. Para Daniel continuar a receber a revelação, Gabriel o levanta. Que maravilha! que sena!. 

3. O tempo do fim (Dn 8.17). 
O tempo do fim. Neste caso é uma alusão a todo o período entre o final do exílio e a segunda vinda de Cristo, ou seja, o tempo em que os judeus estão sob o julgo dos gentios. 

Para maiores informações veja aqui. 

CONCLUSÃO
Deus é soberano e a história do mundo faz parte dos seus desígnios. Ele conhece toda a história, começo e fim. O futuro do homem e do mundo está sob o olhar do Altíssimo. Ele ainda revela mistérios aos seu povo e sua Grandeza é real. 


Por Alan Fabiano

Biblioigrafia
Bíblia de Estudo (ARA) - SHEDD, Russel (ed.). Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1997.
Bíblia de Estudo (ARC) - Plenitude
Bíblia de Estudo (ARA) - Genebra, 2ª Edição
Bíblia de Estudo (ARC) - Pentecostal, Edição de 1995
JOSEFO.Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 11ª Edição. Rio de Janeiro, RJ. CPAD. 2007. 
BOYER. Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP. Ed. Vida.2000. 

2 comentários:

  1. Caro Pb e amigo Alan, paz e boa tarde. Realmente, gostei muito, ficou excelente mesmo, para a glória de Deus e para a expansão do conhecimento, sabedoria celeste.

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    1. Caro amigo Dc Neto, Paz do Senhor Jesus, muito obrigado pela participação.. continue orando por mim, um abraço... Que Deus continue te abençoando ricamente...

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