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sábado, 22 de novembro de 2014

Lição 8: Os impérios mundiais e o reino do Messias

Data: 23 de Novembro de 2014

Texto base: Daniel 7.3-8,13,14. 

OBJETIVOS 
Descrever e explicar a visão dos quatro animais.
Identificar o clímax da visão do profeta.
Compreender a volta de Jesus à luz do capitulo sete de Daniel.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Império. Forma de governo monárquico, cujo soberano tem o título de imperador ou de imperatriz.

A partir desta lição iniciaremos uma série de estudos sobre o tempo de fim, ou como é conhecido escatológico. 

Veremos ainda que as lições serão apenas um resumo de cada assunto, tendo em vista a sua profundidade e complexidade de elementos simbólicos envolvidos nesses assuntos, temos que entender ainda que há várias interpretações e doutrinas sobre um mesmo assunto escatológico. 

Nesta aula estudaremos sobre os quatro animais vistos por Daniel em uma visão, os quais representam quatro impérios. 

Tais impérios já haviam sido simbolizados através de uma estátua (Dn 2), agora são representados através de animais. Onde a estátua representava o tempo e o poder político de cada império. Na visão do capitulo 8, os animais representam o caráter moral e espiritual de daqueles impérios. 

As duas visões se referem aos mesmos impérios, porem com objetivos diferentes.

Para Nabucodonosor, Deus revelou o mundo político e os respectivos tempos; Para Daniel, Deus revelou os mistérios espirituais de cada império inclusive o reino eterno do Messias. 

I. A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS (Dn 7.1-8) 
- Esta visão precede os acontecimentos do cap.5, pois foi no primeiro ano, aproximadamente 553 a.C, quando Belsazar era co-regente de seu pai Nabonido. 

- Note que os acontecimentos do cap. 5, ocorreram no fim do reino babilônico. 

- 7.2 Quatro ventos. Símbolo do poder divino a julgar as nações. O mar grande. Símbolo da agitação política e social entre os povos da terra (ver Is 57.20; 17.12; Lc 21.25; Ap 17.15). 


- 7.3 Quatro animais. Os mesmos reinos representados pela estátua no cap 2. Aqui se observa o mesmo número de símbolos: quatro partes da estátua, e um projétil externo para destruí-la, comparados com os quatro animais terrestres e um ser celestial.

1. A visão e 2. Interpretação. 
a) O “leão com asas de águia” (v.4). Leões alados eram comuns na arte babilônica, conforme pode ser visto em alguns achados que subsistem até hoje. Esses leões eram colocados na entrada de importantes edifícios públicos, além disso, o “leão” era um símbolo nacional da Babilônia.  

...foram arrancadas as asas. Talvez seja uma representação da humilhação de Nabucodonosor (4.25), momento em que o seu reino perdeu forças (4.14) e os inimigos já ameaçavam, depois colocado de pé e recebendo um coração de homem (4.16,34), mas seu alcance e força política já não eram mais a mesma. 

b) O urso (v.5). O reino medo-persa é simbolizado por um animal dotado de um apetite voraz. Um dos seus lados. A elite do duplo império vinha da Média. Três costelas. Talvez represente as três nações que o império Persa “engoliu” (Média em 550, Ásia Menor em 546 e Babilônia em 538 a.C) ou (Ásia Menor em 546, Babilônia em 538 e Egito em 525 A.C). 

c) O leopardo com quatro asas (v.6). O Império Grego é simbolizado pelo “Leopardo”, conhecido pela sua velocidade no ataque. Alexandre, o Grande (356 – 323 a.C), conquistou o Império Medo-Persa com grande rapidez. Quatro asas... quatro cabeças. Os quatro generais de Alexandre simbolizados pelas asas e cabeças do Império, dominavam o mundo na faixa que incluía a região da Grécia até a Índia. Após a morte de Alexandre aos 33 anos, o Império foi divido em quatro dinastias independentes, sendo regidas pelos seus generais: (a Macedônia ficou com Cassandro; a Trácia e a Ásia Menor, com Lisímaco; a Síria, com Seleuco; e o Egito com Ptolomeu). 

d) Uma aparência indescritível (vv.7,8). O Império Romano que conquistava tudo com as armas de ferro e não poupava nada. Dez chifres. Dez reis oriundos do Império Romano. 

Outro pequeno. Incorpora claramente o espírito do anticristo (2 Tss 2.3-4,8), alguns interpretes já entendem que se trata de fato, do anticristo, sendo esta a primeira referência bíblica a ele.  

Comparece com o “príncipe que há de vir” de Dn 9.26. 

II. O CLÍMAX DA VISÃO PROFÉTICA 
1. Tronos, “ancião de dias” e juízo divino (vv.9-14). 
Tronos. Uma sena de julgamento e justiça, semelhante a de Ap 4.2-5.14.  

- A profecia nos fala que o juiz do julgamento é o “ancião de dias”, isto é, Deus é retratado no livro tendo cabelos brancos e vestido de branco. É aquele que Abraão reconheceu como o “Juiz de toda a terra” (Gn 18.25). 


O julgamento do pequeno chifre

- Deus julgará “o pequeno chifre” e decretará a sentença final contra o quarto animal (Roma) (vv.11,12), o príncipe de há de vir (Dn 9.26), fato este confirmado pelo próprio Jesus em Jo 16.11, “... o príncipe deste mundo já está julgado”, ou seja, a sua sentença de condenação já é conhecida por Deus em razão de Sua Onisciência, entretanto, tal julgamento será concretizado em um tempo escatológico conforme (Ap 19.20; 20.10). 

- Aqui está o ponto mais alto da visão de Daniel, ou seja, o Altíssimo julgando as maldades, crueldades e perversidades das nações deste mundo!

2. O “Filho do Homem” (vv.13,14). 
Filho do homem. Um título do Senhor Jesus Cristo (cf. Mt 24.27,30; 26.63-65). 

3. A Grande Tribulação (vv.24,25)

Conservadora-tradicional e evangélica. Diferenciar das demais formas interpretações do Apocalipse. 

O chifre pequeno. Anticristo. Oriundo da região do quarto império, Roma, promoverá engano e assombro no planeta. 


Anticristo. Blasfemador de Deus e dos seus preceitos. Por “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”, três anos e meio, (Dn 12.7; 9.27; Ap 12.14; 7.14), terá autoridade no mundo. 


Metade dos sete anos finais prescritos como a Grande Tribulação e o fim do “tempo dos gentios” 9.26-27; Lc 21.21-24 (Morte de Cristo para salvação – até o fim da Grande Tribulação). 


Objetivo da Grande Tribulação. (Dn 9.24)

Para quem é destinado a Grande Tribulação (Dn 9.24; I Ts 1.10; 5.9) 

III. A VINDA DO FILHO DO HOMEM 
1. A visão (vv.13,14). 
O filho do homem. Voltará nas nuvens do céu. (At 1.9-11; Mc 14.62; Mt 24.30; Ap 1.7). O reino de Cristo será eterno, único e jamais perecerá (v.14).

Tata-se da segunda fase da segunda vinda de Cristo, note que na primeira fase, os salvos vão ao encontro do Senhor Jesus; já na segunda fase Ele vem com os seu santos glorificados. 


2. “Os santos do Altíssimo” (v.18). 

Os santos do Altíssimo. Esses grupos de mártires e santos são os crentes advindos da Grande Tribulação, de todos os lugares, tribos e nações, que tiveram as suas roupas lavadas no sangue do Cordeiro. (Ap 7.9-17). 

3. A destruição do Anticristo (vv.26,27). 

Juízo contra o Anticristo. Este será julgado e condenado para sempre (Ap 19.20; 20.10).  

A sua destruição dar-se-á quando do final do segundo período de “três anos e meio” da Grande Tribulação. 


Pré-Tribulacionista. A Igreja de Cristo (invisível), lavada e remida no sangue do Cordeiro, não passará pela Grande Tribulação (I Ts 1.10; 5.9). 

CONCLUSÃO 
Lamentavelmente, devido à multiplicação da “doutrina” da prosperidade, e de muitas igrejas e pregadores propalarem o “aqui e agora”, a profecia bíblica quanto ao futuro ficou de lado. Outros caem no erro de ensinar que as profecias de Daniel e do Apocalipse são alegorias e produtos de um tempo e de uma cultura sem conexão com a era atual. Estudemos a Palavra de Deus para não nos acharmos soberbos, deleitosos e não sejamos, pois, a Laodiceia contemporânea (Ap 3.14-22)!


Por Alan Fabiano



BIBLIOGRAFIA 

Biblia Sagrada - ARA – SHEDD
Bíblia Sagrada – ARA – Estudo de Genebra
Bíblia Sagrada – ARC – Estudo Plenitude
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2013.
GILBERTO, Antônio. Daniel & Apocalipse. RJ: CPAD, 2006.
Alan Fabiano

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