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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA

LIÇÃO 4: A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA

OBJETIVOS 
Analisar o significado da Páscoa para os israelitas, egípcios e para os cristãos.
Saber quais eram os elementos principais da Páscoa.
Conscientizar-se de que Cristo é a nossa Páscoa.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Páscoa. “Passar por cima, poupar” (12.27). Uma das mais importantes festas do povo hebreu em que comemoravam a saída do Egito (Ex 12.1-20; Mc 14.12). 

- A Páscoa, foi instituída por Deus ao seu povo para que estes celebrassem a noite em que os seus primogênitos foram livres da no Egito (Ex 12.14).  

- A Páscoa é uma festa cheia de significados para judeus e cristãos. 

- A Páscoa deveria ser comemorada no dia 14 do mês de Abib/nisã, que corresponde parte do mês de março e parte de abril em nosso calendário (gregoriano).

I. A PÁSCOA 
1º objetivo
1. Para os egípcios. (acontecimentos físicos) 
Contexto: 
- Povo sofredor (Ex 3.7), hebreus; 
- Benevolência de Deus em querer libertar o seu povo (3.7); 
- Deus envia 09 pragas (10.22); longanimidade de Deus. 
- Faraó continua com o coração endurecido (10.28);

Deus anuncia seu juízo sobre o Egito
- Deus anuncia a 10ª praga, mais terrível do que as anteriores (11.1-6); 
- Deus envia a 10ª praga (12.29). 

2. Para Israel. (12.27) - (acontecimentos físicos)
- Um novo calendário, Um novo começo (12.2), uma nova história; 
- O dia em que Deus fez distinção entre o seu povo e os egípcios (11.7); 
- O dia em que Deus poupou seus primogênitos (11.7); 
- Um dia de adoração nacional (12.27);
- Saída da casa da servidão (13.3); 
- Início do cumprimento da promessa feita a Abraão (Gn 12.2), contudo, para um povo se tornar uma nação reconhecida mundialmente é necessário quatro elementos, quais sejam: POVO + CULTURA + TERRITÓRIO = NAÇÃO/identidade nacional + GOVERNO/leis próprias = ESTADO/NAÇÃO (aspecto físico e político), que veio a se concretizar 1948


3. Para nós. (acontecimentos espirituais) 

A Páscoa dos hebreus apontava o CALVÁRIO 

Quando ceamos olhamos para o CALVÁRIO

II. OS ELEMENTOS DA PÁSCOA 
2º objetivo
1. O pão. 
Pães asmos. Pão sem fermento – preparo rápido.  
Fermento. Massa de pão azedo, em alto estado de fermentação, que deveria ser misturado com a massa nova. Exigia tempo para ser completado.   

- Pão assado sem fermento, os judeus não tinham tempo para preparar o pão com fermento (Êx 12.8). 

- Fazia parte do memorial da Páscoa, simbolizando que o Senhor os tirou do Egito “apressadamente” (Dt 16.3). 

Fermento e seu sentido metafórico: No Antigo Testamento não em esse sentido; No Novo Testamento representa: 1. Doutrina dos fariseus e saduceus (Mt 16.6,11,12); 2. A hipocrisia dos fariseus (Lc 12.1); 3. Comportamentos do “velho homem” (1 Co 5.6-8); 4. Falsa doutrina (Gl 5.9).  

2. As ervas amargas (Êx 12.8). 
- Ervas amarga. Congêneres da alface. 

Seguindo o raciocínio de que a Páscoa deveria ser celebrada apressadamente (ler 12.11) e seus alimentos preparados de forma mais rápida, imagina-se que as ervas amargas seriam: 

a. Talvez por não haver tempo para cozinhar ou preparar; 
b. Ou pela necessidade de colher ervas do campo, em vez de comprar verduras. 

Sentido metafórico. Representa toda a amargura e aflição sofridas no Egito pelos hebreus. Foram 430 anos (Ex 12.40), de opressão, dor, angústia. 

3. O cordeiro (Êx 12.3-7). 
- Sem defeito, macho de um ano; 
- Um por família; 
- Seus ossos não poderiam ser quebrados. 

III. CRISTO, NOSSA PÁSCOA – (efeitos espirituais)
3º objetivo
1. Jesus, o Pão da Vida (Jo 6.35,48,51). 
- O Pão que alimenta a alma do homem (Jo 6.35);  
- O Pão que produz vida (Jo 6.53,50); 

2. O sangue de Cristo (1Co 5.7). 
O Sangue de Cristo e alguns de seus Atributos exclusivos: 
Superior a sangue de animais concernente a purificação de pecados (Hb 9.13,14; 10.4); 
Justifica-nos diante de um tribunal, no qual estaríamos condenados (Rm 3.23; Cl 2.14); 
Poder para comprar almas humanas (Ap 5.9); 
Purifica-nos de todo pecado (1 Jo 1.7); 
Reconciliou-nos com o Deus (Rm 5.10); 
Temos garantia de paz (Cl 1.20). 

3. A Santa Ceia. 
A Ceia do Senhor não é um mero símbolo; é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda: “Em memória de mim” (1Co 11.24,25). É um memorial da morte do Cordeiro de Deus em nosso lugar. O crente deve se assentar à mesa do Senhor com reverência, discernimento, temor de Deus e humildade, pois está diante do sublime memorial da paixão e morte do Senhor Jesus Cristo em nosso favor. Caso contrário, se tornará réu diante de Deus (1Co 11.27-32).

CONCLUSÃO 
Deus queria que o seu povo Israel nunca se esquecesse da Páscoa, por isso a data foi santificada. A Páscoa era uma oportunidade para os israelitas descansarem, festejarem e adorarem a Deus por tão grande livramento, que foi a sua libertação e saída do Egito. Hoje o nosso Cordeiro Pascal é Cristo. Ele morreu para trazer redenção aos judeus e gentios. Cristo nos livrou da escravidão do pecado e sua condenação eterna. Exaltemos ao Senhor diariamente por tão grande salvação.

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo, SP: Vida, 2006.
W.E.VINE; MERRIL F. UNGER; WILLIAM WHITE JR. Dicionário VINE. 6ª ed., RJ: CPAD, 2006.


Alan Fabiano

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