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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Lição 13: O tempo da profecia de Daniel

Lição 13: O tempo da profecia de Daniel
Data: 28 de Dezembro de 2014

Texto base
Daniel 12.1-4,7-9,11-13 
1 - E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.
2 - E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.
3 - Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.
4 - E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.
7 - E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a sua mão direita e a sua mão esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo, e quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas essas coisas serão cumpridas.
8 - Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso, eu disse: Senhor meu, qual será o fim dessas coisas?
9 - E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.
11 - E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.
12 - Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.
13 - Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias.

OBJETIVOS
Compreender o tempo do cumprimento da profecia entregue a Daniel.
Explicar a doutrina da ressurreição do corpo na Bíblia.
Reconhecer a nossa limitação e finitude como seres humanos.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Ressurreição. Ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar; retorno da morte à vida.

Chegamos ao fim de mais um trimestre e bem como ao de mais um ano. Os meus votos são de que ao longo deste trimestre você tenha crescido no conhecimento e na graça de nosso Senhor! Que a esperança da iminente volta de Jesus possa inflamar o seu coração!
Na lição desta semana estudaremos o capítulo 12 do livro de Daniel. Nele, não encontramos nenhum aspecto profético em relação às histórias das nações, como encontramos até o capítulo 11.35, excetuando Daniel 9.27. Mas veremos os seguintes temas mencionados no último capítulo de Daniel: O tempo da profecia, a ressurreição dos mortos, a recompensa dos justos e o castigo eterno dos ímpios. Bons estudos!

I. O TEMPO DA PROFECIA (Dn 12.1) 
1. Qual é o tempo? (v.1). 
A expressão “naquele tempo” se refere ao período da Grande Tribulação. Quando o Anticristo liderará o mundo política e belicamente. Será um período de brutal e sangrenta perseguição contra os judeus e tantos quantos estiverem a favor de Israel (Dn 11.35,40).
Em suas terras, o povo judeu sofreu muitas invasões de inimigos. Porém, nem as piores incursões contra Israel, como as da Babilônia e os horrores do holocausto nos dias de Hitler (1939-1945), podem se comparar com o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (v.1). A proporção deste conflito ultrapassará qualquer outro momento da história da civilização (Mt 24.21,22; cf. Jr 30.5-7).

2. A libertação de Israel. 
No livro de Daniel, o arcanjo Miguel, príncipe de Deus, entrou em batalha contra as forças do mal a fim de que o anjo Gabriel levasse a mensagem ao profeta. Miguel é o guardião de Israel contra as potestades satânicas, identificadas como “reis e príncipes da Pérsia e da Grécia”. Estes criavam obstáculos aos desígnios divinos.
No capítulo doze, para proteger o povo de Deus, Miguel entrou mais uma vez em batalha contra as forças opositoras de Satanás. Aqui, há uma relação escatológica com a passagem de Apocalipse 12.7-9, isto é, a batalha de Miguel com o Dragão e os seus anjos. Segundo a visão do apóstolo João, no meio desta batalha havia uma mulher vestida com o sol, a lua sob os pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (Ap 12.1). Esta visão não é a respeito da Igreja, mas de Israel, que receberá de Deus uma intervenção através do arcanjo Miguel (Ap 12.7,8).

3. Os anjos no mundo hoje. 
O mundo espiritual é real e muitas vezes não o percebemos. Os anjos são espíritos ministradores em favor não só da nação de Israel, mas especialmente da Igreja de Cristo. Eles não recebem adoração de homens e nem podem interferir na vida espiritual dos filhos de Deus sem a expressa ordem do Pai. Portanto, não sejamos meninos nem infantis neste assunto (Cl 2.18; Gl 1.8). Os anjos de Deus terão uma participação especial antes e após o arrebatamento da Igreja e nas circunstâncias que envolverão Israel e o resto do mundo na Grande Tribulação (1Ts 4.13-17; Ap 12.1-9). 
  
II. RESSURREIÇÃO E VIDA ETERNA (Dn 12.2-4) 
1. Ressurreição. 
Quando lemos o Antigo Testamento temos a impressão de não vermos a doutrina da ressurreição dos mortos com clareza, principalmente nos livros da Lei, o Pentateuco. Entretanto, aqui, Daniel não nos deixa dúvidas quanto à veracidade desta gloriosa doutrina: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno” (v.2).

2. As duas ressurreições. 
O texto de Daniel, versículo 1, nos informa um livro onde constam os nomes dos santos a ressuscitar para a vida eterna e dos ímpios para a vergonha e o desprezo eterno. Entretanto, o versículo 2 não se refere a uma ressurreição geral, isto é, de todos os que já dormem. O texto diz apenas “muitos dos que dormem”. Esta expressão pode se referir aos “mártires da grande tribulação que ressuscitarão” (Ap 7.14,15). O texto sugere também o advento das duas ressurreições conforme vemos no Apocalipse (20.12,13). A primeira ressurreição refere-se aos justos e a segunda, após o Milênio, aos ímpios (Jo 5.29; Mt 25.46; cf. Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1Co 15.51,52).

3. “A ciência se multiplicará” (v.4). 
Muitos pensam que esta expressão é uma profecia sobre os avanços do conhecimento científico e da tecnologia. Todavia, precisamos compreender a completude desse versículo. Estamos diante de um texto que menciona uma ordem expressa de Deus para Daniel: guardar a revelação até o tempo do seu cabal cumprimento. O Senhor ainda diz a Daniel que “muitos correrão de uma parte para outra”, em busca da verdade. Entretanto, “a ciência se multiplicará”.
O sentido da palavra “ciência”, no texto de Daniel, tem a ver com o saber das coisas, “ser ou estar informado” ou “ter conhecimentos específicos sobre algo”. Por isso, a multiplicação da ciência refere-se ao aumento do conhecimento sobre o conteúdo expresso da profecia de Daniel, não tendo relação alguma com o avanço da ciência formal.
Louvado seja Deus! pelos muitos estudiosos que vêm se debruçando sobre estas profecias. Compreendendo o seu contexto histórico e cultural, evitando falsos alardes e preservando a gloriosa esperança de que a profecia de Daniel um dia se cumprirá fielmente: Veremos o advento da plenitude do Reino de Deus no mundo!

III. A PROFECIA FOI SELADA (Dn 12.8-11) 
1. A profecia está selada. 
Daniel recebeu a ordem de “fechar” e “selar” o livro da profecia sobre a história do mundo (v.4). O ato de selar o livro, à época do profeta Daniel, dava a garantia da veracidade ao que havia sido lhe revelado. Não tinha mais segredos e nada mais estava escondido que Deus não houvesse trazido à luz. O selo do livro assegurava que a revelação era dada por Deus.
A profecia quando dada pelo Senhor, como no livro de Daniel e de todos os santos profetas, não é uma palavra impenetrável, fechada ou restrita a poucas pessoas que se acham “capazes”. Não! A palavra de Deus é a revelação divina para todos os homens. Não foi somente para a nação de Israel, mas a todos quantos temerem a Deus e porfiarem por compreender os desígnios do Senhor para o mundo.

2. O “tempo do Fim”. 
“Qual será o fim dessas coisas?” Foi a pergunta de Daniel. Note a resposta do homem vestido de linho ao profeta: “Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim” (v.9). O profeta foi orientado pelo homem vestido de linho a prosseguir a sua peregrinação existencial porque a profecia já fora “fechada” e “selada”. E Daniel tinha de viver a vida sem a informação requerida.

3. Humildade e finitude. 
Uma declaração de Daniel chama-nos atenção: “Eu, pois, ouvi, mas não entendi” (v.8). Após o homem vestido de linho afirmar que depois “de tempos e metade de um tempo” e “quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo” virá o fim; Daniel o ouviu, mas não o compreendeu! O profeta havia recebido a visão de Deus, todavia, não a entenderia. Aqui, Daniel demonstrou a sua humildade e reconheceu a sua finitude! Não devemos sentir-nos inferiores a outras pessoas quando não entendermos um assunto bíblico. O que não devemos é inventar teorias que contrariam as Escrituras. E para isso é preciso entender o que a Bíblia diz.
As palavras de Daniel são uma grande advertência para quem lida com as profecias e a interpretação da Bíblia em geral. Atentemos para as palavras de Jesus quando foi indagado pelos discípulos a respeito da restauração do reino a Israel: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7).


CONCLUSÃO 
Neste trimestre estudamos o livro de Daniel. Vimos como a soberania de Deus age na história. Aprendemos sobre a importância de mantermos um caráter íntegro na presença de Deus e diante dos homens. Vivendo à luz da esperança do arrebatamento da Igreja, é urgente vigiar, orar e dedicar-nos ao estudo da Palavra de Deus.
Jesus Cristo voltará! Esta era a esperança dos apóstolos e da Igreja Primitiva. E igualmente era a esperança de muitos cristãos até o século IV. Mas por muitos anos, parte da Igreja se descuidou a respeito desta esperança. Contudo, com o advento da Reforma Protestante, a esperança quanto à vinda de Jesus foi renovada na Igreja. Com o Movimento Pentecostal Clássico deu-se a explosão dessa mensagem. Em nosso país, qual o pentecostal que não conhece a célebre frase: “Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e breve voltará”? Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

VOCABULÁRIO 
Belicamente: Concernente à guerra ou ao belicismo; belicoso.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
GILBERTO, Antônio. Daniel & Apocalipse. RJ: CPAD, 2006.
MACARTHUR JR., John. A Segunda Vinda. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013.
HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2001.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO 
Subsídio Teológico 
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão (2). Essa é a revelação mais clara da doutrina da ressurreição no Antigo Testamento. Ela nos lembra que é Cristo que ‘trouxe à luz a vida e a incorrupção’ (2Tm 1.10). Alguns intérpretes acreditam que a ressurreição mencionada aqui é uma ressurreição parcial relacionada somente aos judeus que morreram na tribulação. Calvino insiste em que esse estreitamento do escopo é injustificável. Para ele, esse texto ressalta o aspecto do mal e do bem, ou seja, alguns serão separados para a vida eterna e outros para a vergonha e condenação eterna. Ele entende que a palavra muitos significa ‘os muitos’ ou ‘todos’ e que aqui se tem em mente a ressurreição geral” (PRICE, Ross; GRAY, C. Paul (et al). Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. 1ª Edição. Volume 4. RJ: CPAD, 2005, pp.543-44).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO 
O tempo da profecia de Daniel 
Prezado professor, a décima terceira lição marca o final de mais um trimestre. E neste caso, o final de mais um ano. Época de avaliarmos o nosso ano educativo como educadores cristãos. Como se deu o ensino? Os objetivos propostos foram alcançados? O que os alunos acharam dos métodos pedagógicos usados? São perguntas que valem a pena ser feitas. Então o professor poderá fazer uma avaliação honesta e sincera, consigo mesmo.
Como estamos na última lição é importante o prezado professor fazer uma revisão do conteúdo aplicado ao longo deste quarto trimestre. Em seu plano de aula para ministrar a décima terceira lição, destaque os assuntos considerados mais importantes. Aqui, você poderá relembrar a condição de cativos do profeta Daniel e dos seus amigos; o sonho de Nabucodonozor; a estátua que o rei da Babilônia erigiu etc. Enfim, assuntos não faltam.
O livro de Daniel encerra descrevendo um tempo de angústia, sofrimento, engano, genocídios e atrocidades perpetradas por ímpios que não conhecem a Deus e não respeitam a dignidade humana. Mas em meio a esse tempo de angústia há promessa de intervenção divina na história (12.10).
Três versículos devem nos chamar atenção: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo” (v.4); “Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim” (v.9); “Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias” (v.12). Estes versículos demonstram o conselho de Deus para o profeta Daniel. Diante da visão que ele recebera era natural o profeta ter uma atitude de medo acerca do futuro. Mas a palavra de Deus encorajou o profeta, que por certo estava no final da vida, a “ir” até ao fim da existência vivendo em confiança em Deus.
A Escatologia Bíblica não pode paralisar a vida. Quando as profecias concernentes ao futuro foram escritas, Deus inspirou os autores com o objetivo de nos trazer esperança. A escatologia não pode fazer terrorismo às pessoas. Quando João recebe a revelação mediante Jesus triunfante, era para lembrar as igrejas que, apesar do mal aparente, o Senhor nosso Deus é o dono da história e nunca será pego de surpresa. A vida é dom de Deus! Por isso, temos de vivê-la alegremente. Enquanto o nosso Senhor não vem, vivamos a vida com fé, amor (amando a Deus e o próximo) e esperança no aparecimento glorioso do Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Adaptado do site: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-04-13.htm

Alan Fabiano

Lição 12: Um tipo do futuro Anticristo

Lição 12: Um Tipo do futuro Anticristo
Data: 21 de Dezembro de 2014

Texto base
Daniel 11.1-3,21-23,31,36.

1 - Eu, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levantei-me para o animar e fortalecer.
2 - E, agora, te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, esforçando-se com as suas riquezas, agitará todos contra o reino da Grécia.
3 - Depois, se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver.
21 - Depois, se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente e tomará o reino com engano.
22 - E, com os braços de uma inundação, serão arrancados de diante dele; e serão quebrantados, como também o príncipe do concerto.
23 - E, depois do concerto com ele, usará de engano; e subirá e será fortalecido com pouca gente.
31 - E sairão a ele uns braços, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abominação desoladora.
36 - E esse rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.

OBJETIVOS 
Conhecer as predições proféticas do capítulo onze de Daniel.
Destacar o caráter perverso de Antíoco Epifânio, o imperador da Síria.
Saber que Antíoco Epifânio prefigura o Anticristo que há de vir.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Anticristo. Falso Cristo; falso profeta. 
No capítulo onze, Deus revela a Daniel eventos proféticos que se cumpriram no período interbíblico, ou seja, o período entre o Antigo e o Novo Testamentos. Nesta revelação profética destaca-se o personagem histórico que estudaremos nesta lição, Antíoco Epifânio. Esse personagem prefigura o Anticristo revelado em o Novo Testamento (Mt 24.15; 2Ts 2.3-12).

I. PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS COM EXATIDÃO (11.2-20) 
Essas profecias reveladas a Daniel cumpriram-se fielmente por uns 500 anos até o período interbíblico, que vai do fim de Malaquias ao início de Mateus.

1. A revelação sobre o fim do Império Medo-Persa (11.2). 
Aparece no versículo primeiro o nome do rei “Dario, o medo” que é o mesmo de Daniel 5.31. A história bíblica diz que Ciro constituiu a Dario como rei. No capítulo onze é revelado a Daniel uma sucessão de reis que vai de Ciro até o desmoronamento do reino de Alexandre. Foi revelado a Daniel que o rei valente (v.3), Alexandre, se levantaria e dominaria muitos reinos, todavia o Senhor mostrou também que embora imponente, o reino de Alexandre seria partido aos quatro ventos do céu (v.4). Os reinos deste mundo, por mais importantes que sejam, são todos passageiros. Somente o Reino de Deus é eterno.
A história apresenta diferentes datas quanto a estes reis, mas isso não afeta o cumprimento, com exatidão, dos fatos proféticos do capítulo onze.

2. Um rei valente (11.3). 
O rei valente que seria levantado era Alexandre Magno. A importância dessa profecia está no fato de que é Deus que dirige a história para que sua soberana vontade seja exercida especialmente em relação a Israel.
Até o versículo 35 a profecia de Daniel se concentra em revelar os reinos gentílicos. Depois, o foco principal passa a ser o povo de Deus e seus sofrimentos.
Os reis do Sul descritos no versículo cinco eram os Ptolomeus, sucessores de Ptolomeu Soter, general de Alexandre. E os reis do Norte (v.6) eram os Selêucidas, sucessores de Seleuco I, que governou parte da Ásia Menor e Síria.

3. A divisão do reino entre quatro generais (11.4-20). 
Afirma o versículo quatro que “estando ele em pé, o seu reino será quebrado”. Alexandre morreu na Babilônia aos 33 anos de idade. O seu reino, como havia sido revelado pelo Senhor, “foi repartido para os quatro ventos do céu” (v.4). Alexandre não teve um sucessor e seu reino foi dividido entre os seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. Ainda que os historiadores neguem a questão da soberania de Deus no destino das nações, não podemos duvidar que Ele permite que reinos sejam estabelecidos e destruídos. “Os quatro ventos do céu” (v.4) lembra a profecia sobre a figura das quatro cabeças do leopardo alado (7.6) e a visão do bode com quatro chifres notáveis (8.8). As figuras são diferentes, mas as representações dessas figuras são as mesmas, porque falam do Império Grego e sua divisão, depois da morte de Alexandre. Cassandro reinou na Macedônia; Lisímaco reinou na Trácia e Ásia Menor; Ptolomeu reinou no Egito e Seleuco reinou sobre a Síria e o restante do Oriente Médio.
Nos versículos 5 a 20, temos uma sucessão de guerras entre esses quatro reis, especialmente entre Egito e Síria, entre os reinos do Norte e do Sul. O rei do Norte, Antíoco Epifânio (entre 175 e 164 a.C.) o qual tornou -se um tipo do Anticristo.

II. O CARÁTER PERVERSO DE ANTÍOCO EPIFÂNIO (11.21-35) 
Os quatro generais de Alexandre que se tornaram reis não se contentaram com seus territórios e passaram a lutar entre si. Seleuco IV ocupava o trono da Síria em Antioquia e reinou de 187 a 175 a.C. Ele morreu envenenado e seu filho deveria assumir o trono, mas seu tio Antíoco Epifânio tomou o trono da forma mais ignominiosa e detestável possível. Assumiu o trono sírio e mudou seu título de Antíoco IV para Antíoco Epifânio, isto é, o glorioso.

1. Antíoco Epifânio foi um rei perverso e bestial.
Ele chegou ao poder em 175 a.C. e tinha apenas 40 anos de idade. O vocábulo Antíoco significa adversário, e Epifânio significa ilustre, o que é uma contradição. Segundo a história, reinou apenas onze anos, e morreu em 164 a.C. Porém, em seus poucos anos de reinado usou artifícios mentirosos, enganosos e cruéis como ninguém. Antíoco Epifânio não tinha escrúpulo. Sua ascensão ao trono da Síria foi através de intrigas e engano (11.21). Ele derramou muito sangue em guerras. Enriqueceu com os despojos quando lutou contra o Egito (11.25-28). O versículo vinte e um o chama de “homem vil”, porque fingindo amizade e aliança, entrou no Egito e se apoderou do reino de Ptolomeu Filometer.

2. Antíoco Epifânio invadiu Jerusalém (11.28). 
Antíoco Epifânio, depois de ter entrado no Egito e ter tomado posse do reino de Ptolomeu VI (vv.25,26), resolveu investir contra a Terra Santa, especialmente, Jerusalém. Ele tinha um ódio enorme de Israel. Por isso, partiu para a profanação do Templo e fez cessar os sacrifícios diários (11.30,31). Houve resistência da parte de judeus fieis que não cederam aos abusos de poder e a arrogância desse rei sírio. Ele ordenou o sacrifício de porcos sobre o altar sagrado para profanar o Santuário.

3. Antíoco Epifânio era cruel (vv.31-35). 
Ao invadir Jerusalém, Antíoco Epifânio desrespeitou valores morais e éticos da sociedade israelita. Estabeleceu regulamentações contra a circuncisão, a observância do sábado e outras práticas dietéticas do povo hebreu. O versículo 31 fala da “abominação desoladora”, quando Epifânio construiu um altar a Zeus, deus grego, sobre o altar dos holocaustos no Templo.

III. ANTÍOCO EPIFÂNIO, TIPO DO ANTICRISTO 
1. O “ homem vil” que chega ao poder. 
Até o versículo 35 a história se cumpriu perfeitamente. A partir do versículo 36, os fatos acontecem de modo especial e fala de um rei que agirá segundo a sua própria vontade. Trata-se de um homem que chega ao poder, prospera, cresce em força e, então, investe contra o Deus de Israel. Esse rei, na figura de Antíoco Epifânio, assume o papel de divindade. Essa profecia tem o respaldo do Novo Testamento nas palavras de Paulo, quando diz que “se opõe contra tudo que se chama Deus ou se adora” (2Ts 2.4).

2. O futuro governante mundial no “tempo do fim”. 
Nos versículos 36 a 45 do capítulo onze está escrito que ele fará conforme sua própria vontade. O versículo quarenta fala do “fim do tempo” apontando para a Grande Tribulação que é a septuagésima semana do texto de Daniel 9.27. Nesse período, os reis do Norte e do Sul se unirão numa coligação de nações na “terra gloriosa” (11.41) para a grande batalha do Armagedom, onde o Anticristo será derrotado na Segunda Vinda de Cristo (Ap 19.11-20).

3. Precisão profética. 
Como vimos, Antíoco Epifânio é um personagem da história que representa o rei futuro, o Anticristo, que provocará o grande conflito com Israel e fará tudo para destruir a nação, até que venha o Senhor para aniquilar o seu poder.

CONCLUSÃO 
A Bíblia declara que o “último dia” não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja manifestado “o homem da iniquidade, o filho da perdição” que é o Anticristo (2Ts 2.3). Isto se dará no período da Grande Tribulação, todavia, a Igreja do Senhor não estará mais na Terra e assim não verá o Anticristo.

VOCABULÁRIO 
Ignominiosa: Que provoca horror, vergonha.
Escrúpulo: Consciência dotada de sentido moral; caráter íntegro.
Despojos: O que se toma ao inimigo; presa, espólio.
Profanar: Tratar desrespeitosamente; ofender, afrontar, macular.
Dietética: Relativo a dieta.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LAHAYE, Tim; HINDSON (Ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004.
SILVA, Severino Pedro. Daniel Versículo por Versículo: As visões para estes últimos dias. 13ª Edição. RJ: CPAD, 2005.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico 
“A advertência de nosso Senhor parece sugerir que os falsos messias irão, na verdade, se infiltrar nas fileiras daqueles que fogem. Embora o povo de Deus possa fugir das perseguições do Anticristo, eles não conseguirão escapar dos agentes mentirosos de Satanás, que irão evidentemente segui-los até o esconderijo. Mesmo em seu exílio da ameaça da aniquilação, os refugiados constantemente ouvirão pessoas mentirosas afirmar, ‘Eis que o Cristo está aqui’; ‘Ali’ (v.23).
‘Eis que ele está no deserto!’ Ou, ‘Ele está nas salas interiores!’ Todas estas afirmações serão mentiras, talvez até deliberadamente planejadas para atrair os refugiados para fora do esconderijo. Os crentes são, com antecedência, solenemente instruídos a não darem atenção a elas” (MACARTHUR JR., John. A Segunda Vinda. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.117).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II 
Subsídio Teológico

“A Marca da Besta (13.16-18) O versículo 18 oferece uma pequena lista para se entender o sentido da marca e do nome, ou caráter, da besta. O número 666, no entanto, tem-se tornado mui controvertido, e vem promovendo mais especulações que qualquer outra coisa da Bíblia. Antes da invenção dos números arábicos (0,1,2,3...), os judeus e gregos tinham de escrever os números por extenso. Com o passar do tempo, começaram a substituir as letras do alfabeto pelo nome dos números. Assim, as primeiras dez letras eram usadas para os números de 1 até 10. A letra seguinte designava o 20, a outra 30, e daí por diante.
Vem se constituindo num passatempo popular adicionar letras aos mais diversos nomes para se obter a identidade da besta. Alguns concluem que o Anticristo haja sido Nero César, pois tal nome em caracteres hebraicos soma 666. Contudo, o Apocalipse está no grego, e fala do Alfa e do Ômega, letras do alfabeto grego; e não ‘Alefe’ e ‘Tau’, letras do alfabeto hebraico. Assim há somente especulação ao atribuir-se o número 666 a Nero.
Através da história, vem-se tentando identificar nos ditadores e tiranos. Quando me encontrava em Israel em 1962, um judeu convertido disse-me para prestar atenção no nome de Richard Nixon, pois vertido em hebraico soma exatamente 666. Mais tarde, um irmão da Itália contou-me que a inscrição dedicada ao papa, e que pode ser vista no interior da basílica de São Pedro, em Roma, em algarismos latinos, também soma 666. É digno de nota que alguns escribas antigos substituíssem o número 666, por 6I6, para que se encaixasse com o nome de calígula. A igreja primitiva, unanimemente, rejeitou o artifício.
O Apocalipse, contudo, nada fala sobre a soma de números do nome da besta. A única chave é esta: ‘é o número de um homem’. Expositores da Bíblia interpretam o seis para simbolizar a raça humana. O três para designar a Trindade. A tripla repetição — 666 — pode simplesmente significar que o Anticristo é um homem que crê ser um deus, membro de uma trindade composta pelo Anticristo, Falso Profeta e Satanás (2Ts 2.4; Ap 13.8)” (HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.185).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Um tipo do futuro anticristo 
Antíoco IV Epifânio foi um déspota selêucida cruel, vingativo e opressor. Para a aula do capítulo 11 do livro de Daniel, precisamos conhecer um pouco mais sobre as ações desse rei que procurou “helenizar” a Palestina entre 168-164 a.C.
A história nos conta que a partir das rixas locais em Jerusalém Jasão, por exemplo, tentou se reconduzir ao cargo de Sumo-Sacerdote matando partidários de Menelau Antíoco Epifânio invadiu a Cidade Santa massacrando muitos judeus, saqueando o Templo e reempossando Menelau a função de Sumo-Sacerdote. Note que o Sumo-Sacerdócio há muito havia deixado de ser uma instituição nomeada por Deus. Era uma instituição marcada pela conquista do poder pelo poder. Essa cultura permaneceria assim com o advento do Senhor Jesus. Através dessa cultura de poder o nosso Senhor foi assassinado em plena Palestina.
Anos mais tarde Antíoco Epifânio voltou a atacar a Palestina. Dentre as suas intenções para com aquela região estava não somente o ataque, mas a mudança da mentalidade cultural dos judeus, da sua religião e da sua identidade como povo. Veja as seguintes ações de Epifânio:
1.    Forçou a aculturação dos judeus na cultura helênica.
2.    Ordenou uma perseguição amarga e sangrenta aos que resistiram à cultura e à religião helenísticas na Palestina.
3.    Em 167 a.C., erigiu um ídolo consagrado a Zeus e sacrificou porcos sobre o altar no Templo de Jerusalém.
4.    Proclamou-se divino. Seu sobrenome, “Epifânio”, significa “deus manifestado”.
A figura de Antíoco Epifânio representa o ápice do cumprimento da profecia bíblica. Foi um ser cruel e histórico. Entrou no lugar santo o blasfemou. Voltou-se contra o Deus de Israel profanando o altar do Templo. Antíoco Epifânio é uma prova de como uma profecia bíblica cumpri-se na história. Mostra como Deus é atemporal e encontra-se para além da história. De acordo com os estudiosos da linha dispensasionalista, até o versículo trinta e cinco do capítulo onze de Daniel vemos a exata descrição de Antíoco Epifânio.
Pelo caráter traiçoeiro, cruel, astuto e enganador de Antíoco Epifânio é que muitos estudiosos colocam como um tipo do Anticristo de acordo com o Novo Testamento. Estudar a história de um povo para compreendermos o todo de uma profecia é uma tarefa importantíssima.

Adaptado do site: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-04-12.htm

Alan Fabiano. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Lição 11: O Homem vestido de linho

Lição 11: O Homem vestido de linho

Data: 14 de Dezembro de 2014

Texto base: 
Daniel 10.1-6,9,10,14.

1 - No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar; e a palavra é verdadeira e trata de uma guerra prolongada; e ele entendeu essa palavra e teve entendimento da visão.
2 - Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por três semanas completas.
3 - Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas.
4 - E, no dia vinte e quatro do primeiro mês, eu estava à borda do grande rio Hidéquel;
5 - e levantei os meus olhos, e olhei, e vi um homem vestido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz.
6 - E o seu corpo era como turquesa, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos, como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés, como cor de bronze açacalado; e a voz das suas palavras, como a voz de uma multidão.
9 - Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido.
10 - E eis que uma mão me tocou e fez que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
14 - Agora, vim para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.

OBJETIVOS
Discorrer sobre a visão celestial de Daniel.
Explicar o significado do homem vestido de linho.
Saber que os anjos de Deus são seres espirituais ajudadores.

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Visão. Concepção ou representação, em espírito, de situações, questões, etc. Interpretação.

- Vimos no cap. 9, que no primeiro ano do rei Dario (539 a.C), Daniel (87) recebe uma visão da parte de Deus através do anjo Gabriel (9.21). No cap 10, cerca de 4 anos depois recebe outra visão da parte de Deus, agora com a idade de +/- 91 anos (Jl 2.28). 
- Apesar da idade avançada Daniel não desiste do seu povo, e faz mais um grande propósito diante de Deus. 
- Estudaremos sobre a última visão do profeta Daniel a respeito dos acontecimentos escatológicos e destinados ao povo de Israel (10.14). 

I. UMA VISÃO CELESTIAL (Dn 10.1-3) 
1. “Foi revelada uma palavra a Daniel”. 
- Estamos no inicio da visão que Daniel recebera de Deus. A frase em destaque confirma a veracidade da visão e as próprias Escrituras, conforme diz Amós 3.7, Aleluia!

- Daniel estava naquele momento, como profeta para o povo e de intercessor do povo para Deus, era ele quem “pagava o preço” se humilhava, clamava, jejuava, era consagrado a Deus, dedicado, se vestia de pano de saco, como sinal de máxima humilhação e dependência de Deus. 

- Em face dessas atitudes, recebe as benevolências do Criador, inclusive de ouvir “és mui amado” (9.23;10.19). 

Aplicação
- É necessário e urgente nos quebrantar na presença de Deus, depender mais dEle, a fim de conhecermos os seus mistérios (Jr 33.3).  

2. Daniel um homem de oração. 
- Da mesma forma que em ocasiões anteriores, vemos Daniel orando a Deus com adoração, fé, humilhação, jejum, confiança nas promessas de Deus e com propósitos firmes (10.2). 

- Mesmo durante a adversidade espiritual, moral e social sofrida pelo povo de Israel, Daniel continua perseverando, clamando, orando e jejuando em favor do seu povo, com o objetivo de receber a misericórdia de Deus e a restauração da Cidade santa (9.1619). 

- Diante de tamanho quebrantamento, Deus revela a Daniel acontecimentos futuros para o seu povo (10.14; Jr 33.3), além de mostrar que em um determinado tempo o seu povo será completa e eternamente restaurado (9.24). 

- Daniel nos mostra um modelo de oração eficaz. Contudo, o Senhor Jesus nos deixou os mais excelentes exemplos de oração e adoração ao nosso Pai celeste.

3. A tristeza de Daniel.
 “Estive triste por três semanas completas” (10.2). Esta tradução é da Bíblia (ARC), já na Bíblia (ARA), trás “pranteei durante três semanas”. O texto é claro, Daniel pranteia por três semanas (vinte e um dias) após receber da parte de Deus, a revelação de uma palavra verdadeira que envolvia grande conflito. 

- Talvez Daniel tenha pranteado a fim de saber o tempo em que tal conflito irai se cumprir sobre o povo de Israel, após vinte e um dias, ele é consolado (10.14). 

II. A VISÃO DO HOMEM VESTIDO DE LINHO (Dn 10.4,5) 
1. Um “homem vestido de linho”. 
- A visão de Daniel. Se assemelha a de João na ilha de Patmos (Ap 1.12-20) e com a do profeta Ezequiel (Ez 1.26). 

- Da mesma forma que João, Daniel desfaleceu diante da glória do homem vestido de linho. (Dn 10.8; Ap 1.17). 

- Homem algum pode permanecer diante da glória total do Senhor. Por este motivo, o Espírito Santo nos ensina, que o Senhor Jesus se despiu da sua glória (Fp 2.7), prestes à sua morte o Senhor Jesus ora ao Pai pedindo a glória que possuía desde a fundação do mundo (Jo 17.5). Logo, a descrição de Daniel e Ezequiel pode ser que se trate do próprio Senhor Jesus.  

2. “Eis que uma mão me tocou”.
- Uma mão. A consolação divina não é só para nossa alegria, mas também para nos reforçar em nossa vocação.  

- Os anjos são seres celestiais, reais, enviados por Deus para servir os salvos em Cristo Jesus (Hb 1.14). 

- Daniel menciona o anjo, Gabriel, que ajudou a Daniel a compreender as revelações divinas (Dn 9.21-27) e o arcanjo Miguel, protetor de Israel (Dn 12.1). 

- Na Bíblia os anjos também foram utilizados como agentes na execução do julgamento divino (Gn 19.1).

- No Antigo Testamento, uma das atribuições dos anjos era guardar o povo de Deus (2Rs 6.17). 

3. “O príncipe do reino da Pérsia”. 
- O príncipe do reino da Pérsia. O poder satânico manifesto através do culto pagão dos persas. Paulo nos ensina que quem adora a ídolos está servindo aos demônios, 1Co 10.20.  

- Precisamos de discernimento em relação aos anjos, pois a Palavra de Deus afirma que o próprio Satanás pode disfarçar-se em anjo de luz (2Co 11.14).

III. DANIEL É CONFORTADO POR UM ANJO (Dn 10.10-12) 
1. Daniel é confortado por um anjo (10.10-12). 
Diante da visão o profeta perdeu as suas forças. Porém, o Senhor envia um anjo para tocar Daniel e restaurar as suas forças físicas. A mão do anjo tocou o profeta e o ergueu. Observe que Daniel, “o homem mui desejado,” ficou como morto e depois de joelhos diante do Senhor. No grande dia, como ficarão aqueles que rejeitam e desprezam o Filho de Deus?

2. O conflito entre o Arcanjo Miguel e o príncipe do reino da Pérsia (10.13). 
No capítulo dez do livro de Daniel, dois príncipes das milícias satânicas são identificados: “o príncipe do reino da Pérsia” (v.13) e o “príncipe da Grécia” (v.20). Estes príncipes não eram homens comuns, mas anjos satânicos. Estes anjos caídos só foram derrotados depois que Deus enviou Miguel, o príncipe de Israel (v.21). O anjo que falava com o profeta explicou que o príncipe da Pérsia estava impedindo que a mensagem de Deus fosse entregue. O propósito de Satanás era impedir que Daniel recebesse a revelação do Senhor.

3. A hostilidade espiritual contra o povo de Deus. 
O Inimigo tenta de todas as formas destruir Israel, todavia o Senhor tem uma aliança eterna com o seu povo. Satanás não pode impedir a bênção de Deus para Israel. O Inimigo também tenta de todas as formas destruir a Igreja de Cristo. Ele se opõe a Igreja assim como o rei da Pérsia se opôs a Daniel e ao anjo do Senhor.
Há resistência espiritual às nossas orações e a nós. Quando oramos entramos em batalha contra as potestades do mal (Ef 6.12). Israel tem o seu ajudador, o arcanjo Miguel. A Igreja é guardada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, aquele que venceu as forças do Inimigo ao morrer e ressuscitar ao terceiro dia.

CONCLUSÃO 

Duas vezes o anjo de Deus tocou em Daniel para que ele pudesse recobrar as suas forças físicas. O toque de Deus nos anima e nos fortalece para que possamos, como Daniel, servir ao Senhor com temor e amor.


Referência
Bíblia de Estudo - SHEDD

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lição 10: As Setenta Semanas


Lição 10: As Setenta Semanas
Data: 07 de Dezembro de 2014

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos(Dn 9.24).

Texto base: Daniel 9.20-27. 
20 - Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus,
21 - estando eu, digo, ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde.
22 - E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido.
23 - No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão.
24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos.
25 - Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
26 - E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.
27 - E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

OBJETIVOS
Conhecer que Daniel compreendeu o futuro de Israel após estudar as profecias de Jeremias.
Compreender as setenta semanas profetizadas no livro de Daniel.
Saber os propósitos da septuagésima semana.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Soberania. Qualidade ou condição de soberano; superioridade derivada de autoridade, domínio, poder.
- Nesta lição, estudaremos sobre uma das profecias feitas pelo profeta Jeremias, concernente ao fim do exílio babilônico, a qual foi analisada por Daniel e mencionada em Dn 9.2. 

- Analisaremos as setenta semanas proféticas, e aprenderemos sobre o inicio e o fim do seu cumprimento, além de situar esta profecia em um tempo histórico e escatológico e sua relação com Israel e a Igreja.  

I. DANIEL INTERCEDE A DEUS PELO SEU POVO (Dn 9.3-19)
1. O tempo da profecia de Jeremias (vv.1,2). 
- Daniel, agora um ancião. Daniel estava com aproximadamente 87 anos (com 17 anos foi exilado + 70 anos de exílio = 87). 

- Daniel verifica as profecias de Jeremias e percebe que há um período de 70 anos determinado. 
Para o império babilônico, FINDANDO os 70 anos, o império chegaria ao fim (Jr 25.12), (605-539 a.C); 
Para Israel, DURANTE os 70 anos, cativeiro nas mãos do império babilônico (Jr 25.12);
Para Israel, FINDANDO os 70 anos, liberdade, retorno à terra natal (Jr 29.10; II Cr.36:21). 

- Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel (Dn 9.3). 

A oração de Daniel. 
Nos subpontos 2. A confissão dos pecados de um povo (vv.3-11,20) e 3. Daniel reconheceu a justiça de Deus (vv.7,16), estudaremos sobre a oração de Daniel, vejamos algumas particularidades: 
- A oração de Daniel tem o seu ponto de apoio em uma visão de alianças entre Deus e o seu povo (bênção pela obediência (Dt 28.1-14) e maldição pela desobediência (Dt 28.15-68)); 
- Daniel demonstra um espírito de arrependimento verdadeiro, o mesmo que Deus sempre quis ensinar ao seu povo, já que eles não escutavam a voz dos profetas. Deus continua nos ensinar sobre o arrependimento, agora diretamente pelo Seu Espirito Santo (Jo 16.8-11);
- A oração de Daniel se divide em quatro partes: a. adoração (v.4); b. confissão de pecado (vs. 5-11); c. reconhecimento da justiça de Deus em seu julgamento contra o pecado (vs 11-14); e d. um apelo pela misericórdia de Deus com base na preocupação pelo seu nome, pelo seu Reino e pela sua vontade (vs. 15-19); 
- Além de esta oração está alicerçada sobre as alianças de Deus com o seu povo, está também firmada nas promessa de Deus sobre situações específicas (v.2); 
- É feita com espírito contrito e coração quebrantado (v.3), (Sl 51.17); 
- Se assemelha a oração de Neemias 9; 
- É um modelo de oração eficaz. 
- Daniel deixa claro em sua oração, que a desgraça é proveniente do afastar-se dos mandamentos de Deus (v.5), de não atentar aos avisos dos profetas (v.6), de pecar (v.8), de se rebelar (v.9), de desobedecer (v.10) e de não se converter (v.13). 
  
II. DEUS REVELA O FUTURO DO SEU POVO (Dn 9.24-27)
"Durante 490 (quatrocentos e noventa) anos, o povo de Israel não havia observado o mandamento do ano sabático, ou seja, não havia deixado a terra descansar e confiado em Deus para que lhe fosse dado o sustento mesmo sem produção, ano sabático que se incluía no sinal que tinha de existir entre Deus e o povo que havia escolhido para ser a Sua propriedade peculiar entre os povos (Ex.31:13,17) e, por isso, o cativeiro foi de setenta anos (II Cr.36:21). Agora, seriam necessários novos 490(quatrocentos e noventa) anos para a redenção de Israel. Como o nosso Deus é justo, amados irmãos!" (Caramuru: 2014). 

1. As setenta semanas (v.24). 
- Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2Cr 36.21). "Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas". (Am 3.7). A Palavra se confirma. 
- O espaço de tempo das setenta semanas. Este espaço de tempo está associado ao povo de Daniel, os judeus, e à santa cidade Jerusalém (v. 24), além de falar da primeira e segunda vinda de Cristo (v.26). Portanto é uma profecia sobre o futuro de Israel e não está relacionada com a Igreja, isso pode ser mais uma defesa para a interpretação PRÉ-TRIBULACIOANISTA. 

- Seguindo uma das interpretações principais sobre esta profecia, define-se assim: As setenta semanas representam 490 anos, cada semana sendo um período de sete anos (ver Lv 25.8 e 2 Cr 36.19-21). 

Início da contagem das setenta semanas de Daniel. 
O início desta profecia deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém (v.25). Observa-se que saíram duas ordens, a PRIMEIRA foi por Ciro o Persa, para reedificar o templo (Ver 2 Cr 36.23; Ed 1.2; 6.3), que foi concluído no dia 3 do mês de Adar fevereiro/março de 515 a.C, mais ou menos 72 anos depois da destruição do templo de Salomão.  

A SEGUNDA ordem foi promulgada pelo decreto de Artaxerxes, Longímano, baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2.1-8), que se refere a restauração e edificação de Jerusalém (Dn 9.25). Por tanto, inicia-se a contagem a partir de data, 05 ou 14 do mês de Nisã (março/abril) do ano 444 ou 445 a.C, data em que foi emitida a ordem para reedificação da cidade Santa. 

As primeiras das sete semanas (49 anos). Refere-se ao período de conclusão da reconstrução de Jerusalém, que foram 49 anos (sete semana).

Sessenta e duas semanas (v.25). (434 anos, -434 a.C a 29/30d.C). Este período é compreendido desde a dedicação do segundo templo até o advento do Messias, não do seu nascimento, e sim quando o seu ministério é publicamente anunciado (Lc 19.38) em sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19.28-40), concluído o período com a Sua crucificação em (c.29/30d.C). 

Obs. O nascimento de Cristo se deu em 4a.C, por isso que trabalhamos com 29/30 d.C e não 33d.C, logicamente, quem não considera “4 a.C” trabalhará com 33d.C. 

v.26 Assim, finaliza as sessenta e nove semanas, inicia-se o intervalo até a ultima semana, que ainda está para acontecer. 

v.26 o povo de um príncipe que há de vir. Esta profecia já se cumpriu, quando da destruição do templo e da cidade de Jerusalém por Roma, em 70 d.C, liderado pelo general Tito. 

v.27. A ultima semana será iniciada com a aliança do anticristo com Israel. Esta semana ainda não se cumpriu. Vejamos. 
- A ultima semana (7anos), ao que tudo indica, separada das demais, será assim: 
1. Haverá um acordo feito pelo príncipe romano com os judeus, Dn 7.8;
2. No meio da semana este príncipe (o mesmo de 2 Ts 2 e Ap 11.2-3; 12.6,14 e 13.5), porá a abominações no santuário; 
3. Ele começará uma perseguição contra os judeus; 
4. No fim da semana Deus trará o julgamento e um reino de justiça será estabelecido. 

2. Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26). 
O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém e o santuário em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). 

O terceiro príncipe surgirá no futuro. Este príncipe procederá de Roma, tendo em vista que o povo (exército) de Roma destruíram Jerusalém e o templo em 70 d.C. Portanto, trata-se de um príncipe “escatológico” do mal (v. 27; 2Ts 2.3-9; 1Jo 2.18).

3. O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27). 
Tempo dos gentios. Pode se referir a duas coisas. 
1. Se refere ao tempo de opressão dos gentios sobre os judeus, que finalizará quando da implantação literal do Reino Messiânico; 

2. O tempo da graça de Deus sobre os gentios, formando a Igreja do Senhor Jesus, ou seja, seria o tempo que os gentios receberam de Deus para experimentar o Seu Reino (Ef 2.12-16; 1Pe 2.9,10), neste caso o tempo dos gentios findaria com o arrebatamento da igreja, assim poderíamos nos perguntar terá salvação para os gentios “desviados” ou não, durante a grande tribulação?. 

Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. 
- Proposta de um só governo mundial;
- Proposta de uma só religião; 
- União de blocos econômicos. 

São os três poderes do anticristo (Político, Religioso e Econômico)

Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor será arrebatada antes do tempo da tribulação (1Co 15.51,52).

III. OS PROPÓSITOS DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA (Dn 9.27)
1. Revelar o “homem do pecado” (2Ts 2.3).
2. A Grande Tribulação (Mt 24.15,21).
3. Revelar a vitória gloriosa do Messias.

Os "propósitos" acima são consequências de outros propósitos primários, para o povo de Israel, quais sejam: 
v.24. 
- Extinguir a transgressão; 
- Dar fim aos pecados; 
- Expiar a iniquidade; 
- Trazer a justiça eterna; 
- Selar a visão e a profecia e; 
- Ungir o Santo dos santos.

CONCLUSÃO
Vivemos um tempo de incredulidade. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos.

Referência
Bíblia de Estudo (ARA) - SHEDD, Russel (ed.). Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1997.
Bíblia Sagrada (ARC) - Bíblia de Estudo Plenitude.Barueri, SP: SBB, 2001. 
Bíblia Sagrada (ARA) - Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª Edição. 
Bíblia de Estudo (ARC) - Pentecostal, Edição de 1995. 
Bíblia Sagrada (ARA) - Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo. 2ª Edição. Barueri, SP: SBB, 2009.    
JOSEFO.Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 11ª Edição. Rio de Janeiro, RJ. CPAD. 2007. 
BOYER. Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP. Ed. Vida.2000. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lição 9: O prenúncio do Tempo do Fim


Lição 9: O prenúncio do Tempo do Fim
Data: 30 de Novembro de 2014

Texto áureo
E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; porque ela se exercerá no determinado tempo do fim(Dn 8.19).

Texto base
Daniel 8.1,3-11. 
1 - No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio. 
3 - E levantei os meus olhos e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha duas pontas; e as duas pontas eram altas, mas uma era mais alta do que a outra; e a mais alta subiu por último.
4 - Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhuns animais podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia.
5 - E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos;
6 - dirigiu-se ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o ímpeto da sua força.
7 - E o vi chegar perto do carneiro, irritar-se contra ele; e feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou por terra e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão.
8 - E o bode se engrandeceu em grande maneira; mas, estando na sua maior força, aquela grande ponta foi quebrada; e subiram no seu lugar quatro também notáveis, para os quatro ventos do céu.
9 - E de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa.
10 - E se engrandeceu até ao exército dos céus; e a alguns do exército e das estrelas deitou por terra e os pisou.
11 - E se engrandeceu até ao príncipe do exército; e por ele foi tirado o contínuo sacrifício, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.

OBJETIVOS 
Conhecer os símbolos proféticos do carneiro e do bode.
Identificar a visão do chifre pequeno.
Compreender o período do tempo do fim. 

INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Tempo. Período contínuo no qual os eventos se sucedem.

- No capítulo sete, estudamos o significado dos animais que representavam os quatro impérios mundiais, Babilônia, Medo-persa, Grego e Romano. Agora vamos estudar sobre algumas peculiaridades de dois impérios, Medo-persa e Grego. 
 
- Veremos ainda alguns acontecimentos históricos e analisaremos quais suas influencias no cumprimento das Santas Escrituras.

I. A VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE (Dn 8.3-5)
1. A visão do carneiro (Dn 8.3,4,20).
- Esse carneiro simbolizava o império Medo-persa (v.20). 
 
Contexto histórico. Os reis persas levavam como emblema uma cabeça de carneiro em ouro sobre a cabeça, principalmente quando passavam em revista os seus exércitos, sendo este objeto um símbolo nacional, da mesma forma que o leão era para a Babilônia.

O carneiro. Identificado como o império medo-persa, que no ano de 539 a.C, derrotou o império babilônico (Dn 5.30) na pessoa de Dario (Is 13.17,18 e Jr 51.11,28), com o auxilio de Ciro, o Persa (Is 45.1). Dario, 62 anos, se apoderou do reino (Dn 5.31; 6.1), sendo co-regente de Ciro (Ed 1.1; 2 Cr 36.22) que libertou o povo do exílio. 

2. Os chifres do carneiro. 
8.3 um mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. A história do Império Medo-Persa esclarece o simbolismo. Os medos tornaram-se independentes da Assíria depois do ano 612 a.C. Os persas estavam sob o controle dos medos, finalmente, tornaram-se proeminentes e após (17 a 21) anos de Império persa, Ciro, o Grande, conquistou a Média em 550 a.C.  

- Eventos importantes aconteceram no período desses dois reis até que o carneiro foi vencido, surgindo na visão de Daniel a figura de um bode que ataca o carneiro e o vence (vv.5-7).

3. A visão do bode (Dn 8.5-8). 
8.5 um bode vindo do ocidente... tinha um chifre notável. De acordo com o v.21, o bode representava a Grécia, e seu grande chifre refere-se a Alexandre, o Grande (356-323 a.C). Sobre toda a terra, mas sem tocar no chão. Esta imagem corrobora com a imagem das asas sobre o leopardo alado (7.6), o que representa a notável velocidade e extensão das conquistas de Alexandre, o Grande, em apenas três anos derrotou o poderoso Império Medo-persa. 

8.8 O bode se engrandeceu sobremaneira. O império de Alexandre, o Grande, logo ultrapassou o Império Persa em extensão territorial. Na sua força. Alexandre morreu ainda muito jovem, aos 33 anos, depois de já haver realizada a conquista. Quatro chifres notáveis. Simbolizam os quatro generais de Alexandre (Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu), que após sua morte, dividiram o império em quatro dinastias independentes, sendo regidas respectivamente: (a Macedônia ficou com Cassandro; a Trácia e a Ásia Menor, com Lisímaco; a Síria, com Seleuco; e o Egito com Ptolomeu).

II. O CHIFRE PEQUENO (Dn 8.9)
1. A visão da ponta pequena. 
Chifre pequeno. Não é o mesmo da visão anterior (7.24,25), no qual o chifre faz parte do quarto reino, isto é, Roma, (7.8). Já o chifre pequeno em estudo, surge do império grego, após a morte de Alexandre, o Grande [ponta notável] e se refere a Antíoco Epifânio, descendente de Seleuco [um dos generais de Alexandre que recebeu o território da Síria após sua morte], governante da Dinastia Selêucida de 175 a 164 a.C, foi um opressor terrível contra os judeus. 

Maiores informações sobre Antíoco Epifânio.  

Antíoco Epifânio é o mesmo Antíoco IV Epifânio. 

2. A ultrajante atividade desse rei contra Israel (Dn 8.10,11). 
8.10 Exército dos céus. A expressão “exército dos céus” ou “estrelas” (cf.Jr 33.22) simboliza o povo de Deus (cf. 12.3; Gn 15.5) ou um exército celestial (Is 14.13; ver também 2 Macabeus 9.10). O ataque contra o povo de Deus equivale a um ataque contra o céu e tem consequências eternas. Comp. At 9.4, onde o Senhor Jesus considera o perseguidor dos crentes como se fizesse ao próprio Senhor. 

8.11 Tirou o sacrifício diário. (ver 12-13) Em 168 a.C, Antíoco Epifânio sumariamente, proibiu todas as cerimônias, circuncisão, observação do shabbat, as interdições alimentares e a adoração a Deus no templo de Jerusalém e nas cidades de Judá. 

O lugar do seu santuário foi deitado abaixo. Antíoco Epifânio entrou no Santo dos Santos e saqueou os utensílios de ouro e de prata. Ele erigiu um altar ao deus grego Zeus do Olimpo sobre o altar de Deus, no átrio do templo, onde sacrificou porcos (11.31), além de destruiu cópias das Escrituras. 

8.12 Por causa das transgressões. Naquela época, a cultura grega ameaçava a fé e a prática dos judeus que a abraçavam. 

3. A purificação do santuário (Dn 8.14). 
No verso 14 temos duas sentenças, quais sejam: 
8.14 Duas mil e trezentas tardes e manhãs. Os sacrifícios eram oferecidos duas vezes ao dia, às 9 da manhã e às 3 da tarde. Aqui se refere a dias normais e não proféticos (que valem um ano), 2.300 dias abrange o período das perseguições realizadas por Antíoco Epifânio de 171 a 165 a.C.  

o santuário será purificado. Judas Macabeu, mais tarde, retomou Jerusalém e reconsagrou o templo e o altar em dezembro de 164 a.C. 

A purificação do santuário ocorreu três anos e dois meses depois de o altar do Senhor ter sido removido por Antíoco, que ocorreu em 168 a.C. 

Obs. Ao pesquisarmos sobre as datas antigas de eventos bíblicos, sempre verificamos algumas divergências entre os pesquisadores e escritores, portanto, ao ministrar sobre este assunto devemos deixar claro que algumas datas são aproximadas. 

III. ANTÍOCO EPIFÂNIO, O PROTÓTIPO DO ANTICRISTO
1. Antíoco Epifânio. 
Nascimento: 215 a.C; 
Morte: 162 a.C (53 anos); 
Pai: Antíoco III Magno; 
Mãe: Laódice (esposa de Antíoco III Magno).

- Sobre a vida de Antíoco Epifanio, já foi mostrado acima. 

Protótipo do anticristo. 
Antíoco Epifânio é também um tipo do anticristo escatológico, em razão de suas práticas terríveis contra o povo de Deus e a assolação que realizou com as coisas santas do templo e ainda profanou o altar onde eram oferecido os sacrifícios sagrados, porém foi morto não por mãos de homens, morreu de desordens nervosas por não ter conseguido roubar um certo templo, segundo (1 Macabeus 6.1-16; 2 Macabeus 9). 

Tais práticas serão realizadas pelo anticristo escatológico e seu fim será não por esforços humanos (2 Ts 2.3-4,8). 


Obs. O chifre pequeno do cap 7.8, se amolda melhor à pessoa do anticristo escatológico. 

2. A visão do anjo Gabriel (Dn 8.16). 
Anjo Gabriel. Lit. “Poderoso de Deus” ou “Deus mostrou-se poderoso”. É um anjo de alta categoria, contudo, não é chamado de arcanjo nas Santas Escrituras, não por questões de hierarquia angelical, mas por pertencer a outra classe de seres celestiais, como veremos. 

Pelos textos Sagrados onde Gabriel aparece, podemos concluir que se trata de um mensageiro vindo diretamente de Deus e executando as ordens emanadas do Criador. 

Vemos então que Gabriel não pertence a uma classe de anjos guerreiros, como o Arcanjo Miguel (Jd 9; Ap 12.7), que luta contra os demônios nas regiões celestes, mas como um anjo que trás revelações profundas e boas novas. Maravilha!. 

Gabriel aparece ou é citado nas Bíblia Sagrada quatro vezes: 
Em (Dn 8.16; 9.21), trouxe a explicação de duas visões;
Em (Lc 1.19, 26) aparece a Zacarias e a Maria, trazendo o anúncio do nascimento de João Batista e do Salvador da raça humana. Que boas notícias!. 

Em Dn 8.18, quando falava com Daniel, acredito, que tamanha era a glória desse anjo, que Daniel caiu desacordado, esta glória talvez não seja do seu resplendor - mas do poder da sua presença e voz. Para Daniel continuar a receber a revelação, Gabriel o levanta. Que maravilha! que sena!. 

3. O tempo do fim (Dn 8.17). 
O tempo do fim. Neste caso é uma alusão a todo o período entre o final do exílio e a segunda vinda de Cristo, ou seja, o tempo em que os judeus estão sob o julgo dos gentios. 

Para maiores informações veja aqui. 

CONCLUSÃO
Deus é soberano e a história do mundo faz parte dos seus desígnios. Ele conhece toda a história, começo e fim. O futuro do homem e do mundo está sob o olhar do Altíssimo. Ele ainda revela mistérios aos seu povo e sua Grandeza é real. 


Por Alan Fabiano

Biblioigrafia
Bíblia de Estudo (ARA) - SHEDD, Russel (ed.). Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1997.
Bíblia de Estudo (ARC) - Plenitude
Bíblia de Estudo (ARA) - Genebra, 2ª Edição
Bíblia de Estudo (ARC) - Pentecostal, Edição de 1995
JOSEFO.Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 11ª Edição. Rio de Janeiro, RJ. CPAD. 2007. 
BOYER. Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP. Ed. Vida.2000.