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domingo, 13 de outubro de 2013

ADVERTÊNCIA CONTRA O ADULTÉRIO

Lição 2: Advertências contra o adultério

Texto base: Provérbios 5.1-6. 
1 - Filho meu, atende à minha sabedoria: à minha razão inclina o teu ouvido;
2 - para que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento.
3 - Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite;
4 - mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.
5 - Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno.
6 - Ela não pondera a vereda da vida; as suas carreiras são variáveis, e não as conhece.

APRESENTAÇÃO 
O livro dos Provérbios, talvez, seja o principal dos livros bíblicos a falar sobre o adultério, os seus caminhos e suas artimanhas destruidoras. O sábio não economiza palavras e ironias ao denunciar a pessoa que adere essa prática como um estilo de vida: ela não passa de um jovem displicente (Pv 7). Displicência, imaturidade e fraqueza são palavras que denotam o perfil do homem que, inexplicavelmente, deixa a casa da sua esposa a fim de unir-se com uma estranha. Esta não é a mãe dos seus filhos, a mulher que, juntamente com ele, conquistou tudo o que tem. Não! A estranha é a mulher que deseja tirar tudo o quanto ele construiu: a sua família e a sua vida.

OBJETIVOS 
Conhecer os conselhos do sábio sobre a sexualidade humana.
Identificar as causas da infidelidade conjugal e suas consequências.
Previnir-se da infidelidade conjugal.

ESBOÇO DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS 

I. Prólogo: Propósito e Temas de Provérbios (1.1-7) 
II. Treze Discursos à Juventude sobre a sabedoria (1.8-9.18)
A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conselhos (1.8,9)
B) Recuse Todas as Tentações dos Incrédulos (1.10-19)
C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Senhor (1.20-33)
D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22)
E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35)
F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.1-13,20-27)
G) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19)
H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14)
I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.15-23)
J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19)
K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27)
L) O Convite da Sabedoria (8.1-36)
M) Contraste entre a Sabedoria e a Insensatez (9.1-18) 
III. A Compilação Principal dos Provérbios de Salomão (10.1-22.16)
A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o Ímpio (10.1-15.33)
B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16) 
IV. Outros Provérbios dos Sábios (22.17-24.34) 
V. Provérbios de Salomão Registrados pelos homens de Ezequias (25.1-29.27)
A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28)
B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedimentos (27.1-29.27) 
VI. Palavras Finais de Sabedoria (30.1-31.31)
A) De Agur (30.1-33)
B) De Lemuel (31.1-9)
C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Adultério: Violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial. 
O advento das mídias eletrônicas, e de forma mais específica as redes sociais, facilitou muito para a possibilidade de alguém vir a ter um “caso” extraconjugal. As estatísticas demonstram essa triste realidade. A cada dia, cresce o número de lares desfeitos e, juntamente com este fenômeno, as consequências nefastas para a sociedade. E as igrejas? Estas também têm sofrido o efeito de tais males.
Apesar de a infidelidade conjugal ser uma prática pecaminosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher desde sempre. O problema está na forma de expressão do desejo e em como é satisfeito. Segundo o entendimento mundano, não há regras para o homem e a mulher viverem a sua sexualidade. No entanto, as Escrituras demarcam um limite bem preciso: o casamento legitimamente instituído por Deus. Aqui, encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para orientar-nos contra as ilusões e as artimanhas do adultério.

I. CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA 
1. Uma dádiva divina. 
Boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito à sexualidade humana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de máximas que nos ensinam muito sobre como estabelecer o parâmetro de um relacionamento saudável.
Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas as suas carreiras” (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os caminhos do homem e a forma deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à humanidade. Se o Senhor “aplana todas as nossas carreiras”, demonstrando cuidado pelo exercício correto da sexualidade, concluímos não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.4; 1Pe 3.7).

2. Uma predisposição humana. 
Ao iniciar a sua coletânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salomão chama a atenção do seu “filho” para que ouças os seus conselhos e aja em conformidade com estes (Pv 5.1,2). O texto hebraico de Provérbios, nesse versículo, apresenta a palavra ben traduzida em nossas Bíblias como “filho”. O mesmo termo ocorre também nas advertências contra o adultério em Provérbios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos, a admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de vivermos o gozo da nossa sexualidade nos parâmetros estabelecidos pelo Criador, que é o casamento, ouçamos o conselho do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas somente no casamento. Antes do casamento e fora do casamento é pecado.

II. AS CAUSAS DA INFIDELIDADE 
1. Concupiscência. 
Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de “filho meu”. Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal. Desejos bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos! Por isso, o sábio aconselha: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos” (Pv 6.25; cf. Gl 5.16).

2. Carências. 
Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal. A frase “bebe a água da tua própria cisterna” mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água! Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta alguma coisa! Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em muitas famílias.

III. AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE 
1. Perda da comunhão familiar. 
Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a desonra da família. O sábio avisa que o “seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios” (Pv 5.4). Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas (Pv 6.33). O sentimento de vingança estará presente na consciência do cônjuge traído (Pv 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevitável é: “Deus perdoa quem cometeu tal ato?” Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as consequências ficam (Pv 5.9-14).

2. Perda da comunhão com Deus.
É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: “Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e esta designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos”, no hebraico, significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus (1Co 6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa é a consequência de quem cometeu esse pecado, mas não se arrependeu! Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas inevitavelmente o levará à morte (Pv 9.17,18).

IV. CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE 
1. Sexo com intimidade.
A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida conjugal. Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa frequência, mas sem intimidade! Há sexo na relação, mas não há amor nem intimidade! Observe o conselho de Salomão: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv 5.18-20).
Há maridos que não demonstram o mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro. Mas Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem às expectativas do cônjuge.

2. Apego à Palavra de Deus e à disciplina. 
Como antídoto e forma de prevenção contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina. Para não cairmos na cilada da infidelidade conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração. A Palavra do Senhor é luz que ilumina a nossa vida (Pv 6.20-24). O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações. Para isto, o crente deve meditar nela dia e noite. Por isso, seja disciplinado.

CONCLUSÃO 
A fidelidade conjugal é o que Deus idealizou aos seus filhos. Sabemos que a tentação é uma realidade, que vem acompanhada da natureza adâmica que herdamos, e ambas pressionam-nos a desprezar o santo ideal da fidelidade. Todavia, o Senhor deixou-nos a sua Palavra com dezenas de conselhos, a fim de prevenir-nos quanto ao abismo chamado adultério.

VOCABULÁRIO 
Nefasta: Nociva, danosa, prejudicial.
Coletânea: Conjunto de várias obras ou coisas.
Flerte: Relação amorosa mais ou menos casta, leve e inconsequente, geralmente, destituída de sentimentos profundos.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
CRUZ, E. Sócios, Amigos & Amados: Os Três Pilares do Casamento. 1 ed., RJaneiro: CPAD, 2005.
MILLER, M. A. Meu Marido Tem Um Segredo: Encontrando a Libertação para o Vício Sexual. 1 ed., RJ, 2010.
PARROT, L. A Batalha Pela Sua Mente: Entendendo a Personalidade Santificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

LIBERTANDO-SE DA ANSIEDADE

Libertando-se da Ansiedade


Texto base: Lc 12.22-34

E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis; nem pelo corpo, sobre o que vestireis.
Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que o vestido.
Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?
E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?
Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
E, se Deus assim veste a erva, que hoje está no campo, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.
Porque as gentes do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas.
Buscai, antes, o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não temas, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.
Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei, para vós, bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói.
Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará, também, o vosso coração

Introdução
Durante a sua viagem da Galileia para Jerusalém (Lc. 9.51-19.44), o Senhor Jesus apresentou aos seus discípulos e ao povo grandes ensinamentos, dentre eles, este, relatado na referência acima, por certo, percebendo a ansiedade de seus discípulos, em não saberem o que iria acontecer durante aquela viagem, Jesus passa-lhes a ensinar algo sobre a ansiedade, e é sobre este assunto que gostaria de expor algumas verdades bíblicas que podem trazer a cura para você, nobre leitor. 

Causas 
A ansiedade é um estado psicológico carregado de apreensão e incertezas e está intimamente vinculada à forma como interpretamos as situações da vida, podendo provocar agonia, aflição, impaciência, inquietação e etc. Portanto, qualquer coisa que cause apreensão e incertezas, pode levar uma pessoa a ansiedade, como por exemplo, a espera de um resultado de exame, problemas financeiros, até mesmo um simples toque numa campainha são motivos para causar ansiedade. Os discípulos estavam ansiosos e apreensivos sobre o que haveriam de comer e vestir, ou seja, do seu sustento. Atualmente vivemos em uma sociedade globalizada, onde nunca corremos tanto, sempre ouvimos pessoas dizerem que o tempo está curto, nunca temos tempo para fazer tudo que planejamos no dia-a-dia. Assim, em face dessa vida frenética, a ansiedade vem invadindo a vida de milhares de pessoas e causando danos em todas as áreas da vida.

Os males da ansiedade
Especialistas nesta área, afirmam que a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, consideram-na como o "gatilho" para deflagrar outras enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental, gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia, alergias e até depressão profunda, são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade, sendo ainda responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas. 

Além dos males causados na vida física e emocional como por exemplos, nos relacionamentos interpessoais, conjugais e sexuais, a ansiedade causa danos a nossa vida espiritual, conforme podemos ver em Lc 12.28, abala a nossa fé, causando dúvida e insegurança diante das situações do dia-a-dia, mas não podemos perder o foco, que o Deus que nós servimos é Provedor e poderoso para nos abençoar em tudo. 

Outro dano causado à nossa vida espiritual é o que Cristo falou na parábola do Semeador, a ansiedade sufoca a Palavra (Mc 4.19), sufocando a Palavra, o servo de Deus fica infrutífero no Reino de Deus, ao invés de proclamar o Evangelho de Cristo e meditar na Palavra, ele passa a murmurar e perder o amor pela Palavra de Deus, que é o alimento para os nosso ossos e luz para o nosso caminho. 

Onde deve estar nossa ansiedade?
Graças a Deus, que pela sua infinita benevolência manifestou a sua Graça na pessoa do seu Filho Amado, O qual nos trouxe uma boa notícia, a saber, a cura de todos os males, a libertação completa de qualquer opressão maligna, seja ela em qualquer esfera de nossas vidas, dentre ela nos apresentou a cura para a ansiedade, louvado seja Deus!. 

Neste momento você pode ser livre da ansiedade se lançá-la aos pés da Cruz de Cristo, conforme escrito em I Pe 5.7 "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós". O nosso Senhor Jesus te convida a lançar sobre Ele toda sua ansiedade, entregue a Ele neste momento todas as sua preocupações e apreensões, confie no cuidado do Senhor par sua vida. Em outro momento, o Senhor nos convida a nos aproximarmos dele, com todas as nossa fraquezas, perturbações, ansiedades, com todo peso que nos sobrevêm e nos oferece descanso (Mt. 11.28). Ele quer tirar de seus ombros, todo peso, quer libertar a sua mente de toda ansiedade, tudo o que tem te incomodado até aqui, entregue ao Senhor Jesus e confie no milagre de Deus para sua vida. 

Conclusão
Em face desse mal que afeta tantas pessoas, podemos refutá-lo com o poder do nome do Senhor Jesus e confiar na sua Palavra que é viva e tem o poder de limpar a nossa mente de todo mal (Jo 15.3). Confie no Senhor Jesus, só Ele tem poder para te abençoar e te curar de todo mal. 

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mt. 11.28-30.    

Um abraço, 
Que Deus te abençoe ricamente. 

Alan Fabiano

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O VALOR DOS BONS CONSELHOS

O VALOR DOS BONS CONSELHOS - LIÇÃO 1

Objetivos: 
Conhecer o conceito geral dos livros de Provérbios e Eclesiastes.
Identificar as fontes da sabedoria dos sábios antigos.
Compreender o propósito da sabedoria ensinada em Provérbios e Eclesiastes.

APRESENTAÇÃO
Estudaremos parte da literatura sapiencial judaica, isto é, os livros de sabedoria dos judeus que tratam dos conselhos divinos para a vida humana.
Veremos o quanto eles são atuais e relevantes em seus ensinamentos.

Palavra Chave: Sabedoria. Grande instrução; ciência, erudição, saber.

Para melhor compreensão e interpretação dos livros de Provérbios e Eclesiastes, a palavra sabedoria na literatura sapiencial judaica, tem o sentido de: Padrão Teológico de pensamento que aplica a sabedoria de Deus às questões práticas da vida. (Temor do Senhor aplicado). Portanto tem algumas características peculiares, quais sejam:
- É Teocêntrica (Deus é a base ou o centro de tudo que envolve a vida humana);
- Tende a aproximar o homem do seu Criador;
- Instrui o homem a obedecer os mandamentos divinos (Ec. 12.13);
- Ensina o sábio a reconhecer suas limitações e depender de Deus; 
- Tal sabedoria não entra em contradição com o todo da Bíblia.  

INTRODUÇÃO 
Nesta lição estudaremos, alguns conselhos populares que contém valores éticos, morais e sociais, que acabam por dirigir e influenciar as regras da vida em sociedade. Contudo, estes conselhos não podem ser levados como verdades absoluta para a vida do cristão. Pois para o cristão, a Bíblia é a fonte, de bons conselhos que revelam a sabedoria divina. A Bíblia apresenta grandes máximas, nas mais diferentes formas literárias, Parábolas, fábulas, enigmas, e provérbios e etc. Estudaremos os Conselhos Divinos contidos nos livros de Provérbios e Eclesiastes, tais conselhos se revelam na vida dos que temem ao Senhor.

I. JOIAS DA LITERATURA SAPIENCIAL
1. O Livro de Provérbios.
Provérbios. Afirmação breve de uma verdade universalmente aceita, formulada de um modo fácil de memorizar.
Data: +/- 700 a.C.
Autoria: Salomão:1-29; (principal); Agur: Cap. 30 e o Rei Lemuel: Cap. 31.
Gênero Literário: Sapiencial (literatura da sabedoria). Composto de: Provérbio e Instruções.  
Objetivo/Propósito: Dar sabedoria aos jovens (1. 1-7).

- O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias, e que posteriormente foram compilados pelos homens deste piedoso rei (Pv 25.1).

2. O livro de Eclesiastes.
Eclesiastes/Pregador. Homem da assembleia ou seu porta-voz, seu pregador. 
A palavra corresponde a tradução grega da Septuaginta, ekkesiastes, sendo apicado em português o título do livro de Eclesiastes. 

Data: +/- 935 a.C
Autoria: Salomão (Ec 1.1)
Gênero Literário: Sapiencial (literatura da sabedoria).  
Objetivo/Propósito: Dar sabedoria aos jovens (1. 1-7).

Diferença entre Provérbio e Eclesiastes:
Provérbios: É escrito em forma de poesia, com metáforas sucintas, vivazes, convincentes e admiráveis.

Eclesiastes: É escrito/apresenta-se como um discurso usado em assembleias ou templos.

II. A SABEDORIA DOS ANTIGOS
1. A inteligência dos sábios.
Apesar Provérbios fazem citação das “Palavras dos Sábios” (Pv 22.17; 24.23), não identifica quem eram esses sábios, sabemos ainda que encontramos outras referências bíblicas que dão conta da existências de muitos sábios daquela época. Mas, o sábio Salomão, teve lugar no Canon Sagrado, sendo ainda mencionado em (1Rs 4.29-31), que a sua sabedoria era superior aos demais.

2. A sabedoria de Salomão.
Neste ponto da nossa lição nos deparamos com a abrangência da sabedoria de Salomão, quais sejam: Honrar os pais, criar os filhos, lidar com o dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmente, relacionamento interpessoal, autocontrole”.

O princípio da sabedoria de Salomão nos revela que nosso relacionamento com Deus, reflete-se no nosso relacionamento interpessoal e consigo mesmo.

Isto significa que nada, em nossa vida, precede a Deus. Sem Ele nada podemos fazer.

III. AS FONTES DA SABEDORIA
1. A popular.
Os livros poéticos mostram, entre outras coisas como louvores e orações, muito da sabedoria do povo de Israel, ciente dessa verdade, Salomão apresenta máximas populares para compor os seus Provérbios (Pv 22.17; 24.23).
Deus dá inteligência aos homens para que a partir das situações da vida e tirem conclusões que sirvam para si mesmos e para outras pessoas, em forma de conselhos e advertências, como ocorre no livro de Provérbios. Em nossa cultura podemos destacar algumas dessa sabedoria popular: 
- Dai a César o que de César e a Deus o que de Deus.
- Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
- Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
- A pressa é a inimiga da perfeição.
- Cavalo dado não se olha os dentes.
- O seguro morreu de velho.
- Cada macaco no seu galho.
- Quem tudo quer nada tem.

É importante salientar que esta sabedoria não é uma verdade absoluta para o cristão, pois devemos analisar se os provérbios populares contradizem a Palavra de Deus, outro fator a ser observado é que abrangência desses provérbios é apenas na esfera social, enquanto que os provérbios bíblicos abrangem a esfera espiritual também. 

2. A divina.
Neste ponto vemos que a fonte da sabedoria também pode ser divina, uma vez que a sabedoria de Salomão procede de Deus, conforme pode se ver em (1 Rs 3.9-12), em (Tg 1.5) somo exortados pedir sabedoria para Deus, de onde emana todo dom perfeito (v.17).  

O cristão sábio é aquele que depende de Deus para tomar suas devcisões e busca orientação de Deus para aconselhar o próximo. 

IV. O PROPÓSITO DA SABEDORIA
1. Valores éticos e morais.
Já na introdução do livro de Provérbios (1-9), encontramos o seu propósito: (1) Conhecer a sabedoria e a instrução; (2) entender as palavras da prudência; (3) receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; (4) dar aos simples prudência e aos jovens conhecimento e sensatez; (5) ouvir e crescer em sabedoria; (6) adquirir sábios conselhos; (7) compreender provérbios e sua interpretação, bem como também as palavras dos sábios e suas metáforas (Pv 1.1-6). 
Tais instruções é direcionado ao jovem a refinar o seu comportamento nas esferas horizontal e vertical. 

2. Valores espirituais.
Além dos valore morais encontrados na Literatura Sapiencial judaica, encontramos também valores espirituais, as quais podem ser resumidas em ambos os livros conforme abaixo: 
No livro de Provérbios – O Temor o Senhor é o princípio da ciência (Pv 1.7);
No livros de Eclesiastes – Deus como a razão de toda a existência humana (Ec 12).

Podemos concluir ainda que os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura (estão ligados) milenar no contexto religioso judaico que, adaptado à nossa realidade, apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana de todos os homens.

CONCLUSÃO
A literatura sapiencial, representada neste trimestre pelos livros de Provérbios e Eclesiastes, revela que o temor do Senhor é o fundamento de todo o saber. Ninguém pode ser considerado sábio se os seus conselhos não revelarem princípios do saber divino. Segundo a Bíblia, um sábio não se caracteriza apenas por ter muita informação ou inteligência, mas é alguém que aprendeu o temor do Senhor como a base de toda sua vida e, por isso, sabe viver e conviver (Tg 3.13-18).


VOCABULÁRIO
Tessitura: Modo como estão interligadas as partes de um todo; organização, contextura.
Máxima: Princípio básico indiscutível de ciência ou arte.
Vivazes: Vivo, forte, enérgico. 

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD
Bíblia de Estudo - Pentecostal