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quarta-feira, 6 de março de 2013

A VINHA DE NABOTE


A VINHA DE NABOTE - Lição 7

OBJETIVOS
Identificar o objeto da cobiça de Acabe.
Citar as causas da cobiça.
Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça


APRESENTAÇÃO - ler Rm 15.4. 
Cobiça: Desejo veemente de possuir bens materiais; avidez, cupidez.

A cobiça é uma consequência da visão de mundo que o ser humano possui; que pode ser influenciada por três elementos principais que atuam no mundo: 

Materialismo
Um estilo de vida pautado somente nas coisas materiais. Após essa vida, dizem os materialistas, tudo acaba.

Hedonismo
Ética pautada na busca intensa pelo prazer inteiramente pessoal. O sexo, a paz interior e a prosperidade são os sonhos de vida do ser humano.

Pragmatismo
É o estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Os relacionamentos de ordem sentimental, espiritual e profissional são baseados numa perspectiva de barganha.

Apesar de Acabe ser o rei do Reino do Norte de Israel; poder comprar qualquer terra ou vinha em Israel, desejou a vinha de Nabote. Que tinha não apenas valor financeiro; mas familiar. 
Influenciado pela sua esposa, Jezabel. Acabe comete uma das maiores injustiças narradas na Bíblia, permite a morte de Nabote e toma a sua vinha. 

Aplicação. Devemos eliminar a cobiça do nosso coração, pois poderemos ser injustos e cruéis com pessoas inocentes. 


INTRODUÇÃO  
- Episódio histórico, que envolver o rei Acabe e a vinha de Nabote; 

- É um dos mais tristes registrados na Bíblia porque nos mostra: 
1. Uma grande injustiça cometida contra um homem inocente; 
2. Do que um coração cobiçoso é capaz. (advertência) Pv 4.23 ler. 

- Nos mostra também a justiça de Deus: Acabe matou Nabote e apropriou-se de suas terras. Mas não pôde usufruir do fruto de seu pecado, porque o Senhor, através do profeta Elias, o denunciou e o disciplinou.

Reflexão. 
Apesar de reis e governantes injustos governem; O mais importante é saber que o Rei justo governa todo o Universo. 

I. O OBJETO DA COBIÇA
1. O direito à propriedade no Antigo Israel.
- Ler (Lv 25.23; Nm 36.7). 

- O objetivo de Deus: 
1. Proteger seu povo da cobiça; 
2. Garantir o direito de cultivar a terra para sua subsistência. 

Aplicação. 
Não devemos cobiçar aquilo que é do próximo, nem tampouco jogar fora aquilo que o Senhor nos confiou como despenseiros.

2. A herança de Nabote. (vinha). 
- (dinâmica rápida) Ler (1 Rs 21.2,3). Com dois alunos, um fará o papel de Acabe e o outro o papel de Nabote. 

- Caráter de Nabote: Obediente ao Senhor e estava amparado na Lei de Deus (Lv 25.10-34) para proteger-se. 

- A frustação e tristeza de Acabe... (1 Rs 21.4). 

- Caráter e plano de Jezabel para tomar a vinha de Nabote (1 Rs 21.5-7, 8-14).

- Reflexão. 
Muitos têm consciência da ilegalidade de determinada transação, mas procuram justificativas que a tornem legal. Ex. Ananias e Safira (At 5.1-5); Administrar o dízimo.  

II. AS CAUSAS DA COBIÇA 
A raiz da cobiça - Mc 7.22-23  
1. A casa de campo de Acabe. 
- Em (1 Rs 18.45,46) mostra que Acabe tinha uma casa de verão e que a vinha de Nabote estava ao lado do palácio real (1 Rs 21.2). 

- Reflexão. 
Muitos ricos não se satisfazem com o que têm; Querem cada vez mais e mesmos assim não encontram satisfação (visão materialista).  

Aplicação. 
Nenhum ser humano conseguirá satisfazer-se plenamente se o centro da sua satisfação não estiver em Deus.

2. A horta de Acabe.
- Acabe estava dominado pelo desejo de “ter”, de “possuir”, (1 Jo 2.16). 

- Queria construir ao seu lado uma horta para que seus desejos pudessem ser realizados. Mesmo quebrando os mandamentos de Deus: “Não cobiçarás” (Êx 20.17; Ez 46.18). 

Aplicação
Jamais devemos incorrer no erro de achar que os fins justificam os meios, e assim quebrar a Palavra do Senhor na busca de um desejo meramente egoísta.

III. O FRUTO DA COBIÇA 
1. Falso testemunho.
- Através da cobiça de Acabe => Jezabel contrata duas falsas testemunhas contra Nabote (1 Rs 21.10).  

2. Assassinato e apropriação indevida. 
- Um jejum deveria ser proclamado, como sinal de lamento por haver Nabote blasfemado contra o Deus de Israel (1 Rs 21.9). 

- Uma prática religiosa foi usada para dar uma roupagem espiritual ao caso. 

Aplicação. 
Quantas vezes a Bíblia é usada para justificar práticas pecaminosas! 

-Um abismo chama outro (Sl 42.7). 


IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA 
1. Julgamento divino 
- Tanto Acabe como a sua esposa, Jezabel, estavam convencidos de que ninguém mais sabia dos seus intentos. 

- De fato, ninguém dentre o povo, exceto Elias, o Tisbita. Tão logo Acabe apossou-se da vinha de Nabote, ordena Deus ao profeta Elias (1 Rs 21.19,20). 
Ex. Davi, Ananias e Safira.  

- Alguém pode enganar aos homens, mas nunca ao Senhor. Diante dEle todas as coisas estão patentes (Hb 4.13).

2. Arrependimento e morte.
- Duas atitudes podem ser tomadas diante de uma sentença divina de julgamento:
1. Arrepender-se; 
2. Rejeitar a correção. 

- No caso de Acabe, ARREPENDEU-SE (1 Rs 21.27-29), contudo, sofreu as consequências (1 Rs 22.29-40; 2 Rs 1.1-17). 

- Jezabel, REJEITOU A CORREÇÃO (2 Rs 9.30-37).  

CONCLUSÃO 
Lendo a história de Acabe, constatamos logo que o pecado não compensa. Todas as nossas ações terão consequências, e algumas delas extremamente amargosas. Deveríamos medir nossas intenções primeiramente pela Palavra de Deus e somente assim evitaríamos dar vazão aos nossos instintos. Nossas ações glorificariam a Deus em vez de satisfazer nossos egos. Acabe fracassou porque esqueceu-se da Palavra de Deus, preferindo ouvir e seguir a orientação de uma pagã que nada sabia sobre a Lei do Senhor. Quando alguém quebra a Palavra de Deus, na verdade é ele quem está se quebrando! 


Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD


sábado, 2 de março de 2013

ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO


Elias no Monte da Transfiguração - Lição 9

OBJETIVOS
Descrever o episódio da transfiguração de Jesus.
Explicar a tipologia representada em Moisés e Elias.
Conscientizar se de que Jesus era o Messias esperado.


INTRODUÇÃO
- A transfiguração é um dos eventos mais marcante do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36). 

- Na transfiguração, apesar de aparecer a figura de Moisés, Elias e os discípulos: Pedro, Tiago e João, Cristo, o Messias a figura central do episódio. 

I. ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO
- Relação entre Elias e o Messias: Elias aparece juntamente com Moisés na transfiguração.  

1. Transfiguração. Ler: Mt 17.2
Transfiguração. Grego, metamorfose: Mudança de aparência, ou forma, mas não mudança de essência.

- A transfiguração mostrou aos discípulos: 
A divindade do Senhor Jesus, O verbo divino encarnado (Is 9.6; Jo 1.1).

- A aparência Glorificada de Cristo observado pelos discípulos: (Jo 17.5). 
1. Seu rosto resplandeceu como o sol (Mt 17.2); 
2. Suas vestes brancas como a luz (Mt 17.2). 

- Esses fatos Testificam a realidade Messiânica.

2. Glória divina. 
- ... durante a transfiguração “uma nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). 

- “nuvem”, é uma das formas da manifestação da presença de Deus:
1. Vista no Monte Sinai, Êx 24.15-17;
2. Vista no Templo de Salomão, 1 Rs 8.10,11; 
3. Vista por Ezequiel, Ez 1.4; 10.4. 

- Tanto Moisés como Elias, quando estiveram no Sinai (Êx 24.15-17; 1 Rs 19.11-12) viram a glória de Deus.  

- Todavia, não como os discípulos na Transfiguração (Mt 17.1,2).

II. ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO
Relação entre Elias e o Messias: Restauração espiritual do povo de Israel. 

1. Tipologia. 
- Na transfiguração, aparecem Moisés e Elias como figura tipológica e escatológica respectivamente (Mt 17.3). 

- Para a Igreja, tipifica: 
Moisés => A Lei; 
Elias => Os profetas;
Messias => A graça (Jo 1.17). 
- Os três não se alimentaram por quarenta dias e quarenta noites. 

- A transfiguração revela que a Lei e os Profetas se cumprem plenamente na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. (a graça). 

2. Escatologia. (refutação à reencarnação).  
- Além de tipológico, Elias aparece em um contexto escatológico para RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL do povo de Israel. 

- Conforme (Ml 4.5,6), Elias viria como o precursor do Messias.

- Esta profecia se cumpriu em João Batista (Lc 1.17). (ler) 

- A presença de João Batista, o Elias que havia de vir, era um sinal da vinda do Messias (Jo 1.29). 

III. ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO
Relação entre Elias e o Messias: Elias seria um sinal para a vinda do Messias; Como Elias não aparece em “carne e osso”, o Messias é rejeitado. 

1. O Messias esperado. 
- O Messias era esperado pelos judeus;  
- Os judeus aguardavam um sinal antes da vinda do Messias, este sinal era o profeta Elias (Ml 4.5,6; Mt 17.10). 
- Como Jesus poderia ser o Messias se Elias ainda não havia vindo? Pensavam os judeus. - Jesus revela que o Elias já havia vindo e eles não o reconheceram (Mt 17.12) 

SEMELHANÇA ENTRE ELIAS E JOÃO BATISTA
Elias havia sido um profeta do deserto, João também o foi; 
Elias pregou em um período de transição, João prega na transição entre as duas alianças; Elias confrontou reis (1 Rs 17.1,2; 2 Rs 1.1-4), João da mesma forma (Mt 14.1-4). 
Ambos enfrentaram confrontos (Mt 3.7); 
Foram ousados (Lc 3.1-14) e
Rejeitados (Mt 11.18).
Elias foi o primeiro homem a exercer o ministério profético no Antigo Testamento;
Elias foi um profeta da fala, ou seja, não escreveu livros como os demais; 
João foi o último profeta a exercer o ministério profético no Novo Testamento nos moldes do primeiro dos profetas (Elias), também foi um profeta da fala e não deixou livros escritos;
João Batista fecha o ciclo dos profetas, para inicio da graça. 

- Elias foi o Mais uma vez fica claro: João era o Elias que havia de vir e Jesus era o Messias. 

2. O Messias rejeitado. 
- O texto de Mateus 17.1-8, que narra o episódio da transfiguração, inicia-se com a frase: “Seis dias depois” (Mt 17.1), ou uma semana depois, ou ainda quase oito dias conforme citou Lucas (Lc 9.28). 

- A transfiguração ocorre após a confissão de Pedro (Mt 16.13-20) e o discurso de Jesus sobre a necessidade de se tomar a cruz (Mt 16.24-28).  

- Semelhante a João Batista, a mensagem do Messias não agradou a muita gente o que provocara rejeição. 

- Aplicação. Assim também somos nós, a Igreja de Cristo. O mundo nos refeita.  

IV. ELIAS, O MESSIAS E A EXALTAÇÃO
Relação entre Elias e o Messias. Elias seria o sinal de restauração de todas as coisas, sendo assim o Messias não poderia morrer em um contexto de restauração.  

1. Humilhação. (a morte de Jesus não foi um mártir, mas um sacrifício vivo, perfeito e voluntário, pois sendo Ele a vida jamais poderia permanecer morto, entretanto, deu a sua vida para tornar a toma-la. (Jo 10.17)). 

- Se Elias era um sinal para o Advento do Messias; e que Elias viria para restaurar todas as coisas (Ml 4.5-6; Mt 17.11).  Os discípulos não entendiam como o Messias pudesse morrer em um contexto de restauração, sendo Elias o seu precursor. 

- Cristo enfatiza a questão da humilhação, assemelhando-se a João Batista (Mt 17.12; Is 53.3), mas mostra que tal humilhação faz parte do plano da Redenção (Is 53.5; Rm 8.34). 

2. Exaltação. 
- Pedro testifica da glorificação do Senhor Jesus Cristo, O Messias. (2 Pe 1.16,17).
  
CONCLUSÃO 
Vimos, pois, que os eventos ocorridos durante a Transfiguração servem para demonstrar que Jesus era de fato o Messias esperado. Tanto a Lei, tipificada aqui em Moisés, como os Profetas, representado no texto pela figura de Elias, apontavam para a revelação máxima de Deus — o Cristo Jesus. Essas personagens tão importantes no contexto bíblico não possuem glória própria, mas irradiam a glória proveniente do Filho de Deus. Ele, sim, é o centro das Escrituras, do Universo e de todas as coisas (Cl 1.18,19; Hb 1.3; Fl 2.10,11).


BIBLIOGRAFIA 
Bíblia de Estudo – SHEDD.