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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RESUMO SOBRE A DEPRESSÃO


RESUMO SOBRE A DEPRESSÃO - Subsídio, Lição 5

O que é depressão 
A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há a presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto estima às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento, é imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.
Sintomas da depressão
São muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo, para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
  • Perda de energia ou interesse
  • Humor deprimido
  • Dificuldade de concentração
  • Alterações do apetite e do sono
  • Lentificação das atividades físicas e mentais
  • Sentimento de pesar ou fracasso

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são: 
  • Pessimismo;
  • Dificuldade de tomar decisões;
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas;
  • Irritabilidade ou impaciência;
  • Inquietação;
  • Isolamento social;
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer;
  • Chorar à-toa;
  • Dificuldade para chorar;
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...;
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou;
  • Sentimento de pena de si mesmo;
  • Persistência de pensamentos negativos;
  • Queixas frequentes;
  • Sentimentos de culpa injustificáveis;
  • Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual.

Pensamentos de morte ou tentativas de suicídio
Freqüentemente a pessoa pode pensar muito em morte, em outras pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando ser esta a " única saída " ou para " se livrar " do sofrimento, sentimentos estes provocados pela própria depressão, que fazem a pessoa culpar-se, sentir-se inútil ou um peso para os outros. Esse aspecto faz com que a depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem solitariamente. É bom lembrar que a própria tendência a isolar-se é uma consequência da depressão, a qual gera um ciclo vicioso depressivo que resulta na perda da esperança em melhorar naquelas pessoas que não iniciam um tratamento médico adequado.

A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Causa da depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor, tal explicação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. 

Nem todos os reveses da vida causassem depressão, pois se assim fosse, todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes (Perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave e etc...), provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. 

Pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. 

Para maiores informações acesse as fontes abaixo. 

FONTES
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?102
http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/depressao
http://psiscc.blogspot.com.br/2007/09/depresso.html
http://www.olgatessari.com/id658.htm


Alan Fabiano. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

UM HOMEM DE DEUS EM DEPRESSÃO


UM HOMEM DE DEUS EM DEPRESSÃO - LIÇÃO 5

TEXTO ÁUREO
“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2 Co 4.8,9).


TEXTO BASE
1 Reis 19.2-8.
2 - Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses e outro tanto, se decerto amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles.
3 - O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço.
4 - E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.
5 - E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.
6 - E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.
7 - E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque mui comprido te será o caminho.
8 - Levantou-se, pois, e comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

Outras referencias: Tg 5.18; Tg 5.17; 1 Rs 19.3; 1 Rs 19.4; 1 Rs 19.4,5,6; 1 Rs 19.7. 

APRESENTAÇÃO 
- No ambiente eclesiástico tem-se a sensação de imunidade das doenças físicas e psicológicas. Mas, a Palavra de Deus nos relata que muitos homens chamados por Deus para realizar a Sua obra, passaram por momentos de medo, dúvida, crises, insegurança, e etc. 
- Em face do exposto, concluímos que tais adversidades são comuns acontecerem com os cristãos. O certo é que, da mesma forma que Deus trouxe o socorro àqueles, trás também para nós, conforme escrito em Sl 34.19 “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”. 

OBJETIVOS
Compreender a humanidade do profeta Elias.
Identificar as causas e sintomas da depressão de Elias.
Detalhar o tratamento de Deus à depressão de Elias.


INTRODUÇÃO
- Apesar de vermos nas Escrituras muitos registros sobre homens e mulheres de Deus realizando grandes proezas no mundo sobrenatural, revelando assim uma profunda intimidade com Deus. Não podemos esquecer que eram homens e mulheres comuns, sujeitos as mesmas paixões que nós em nossos dias (Tg 5.17). 
- Contudo, o que diferencia eles de nós é exatamente a busca constante em crescer na graça e no conhecimento do Senhor, pois aqueles homens dependiam mais de Deus do que muitos “homens” de Deus da atualidade. 
- Aqueles que dependiam mais de Deus, aproveitavam momentos de crise para verem a glória de Deus sobre suas vidas. 
- Atualmente, em momentos de crises e conflitos, procuramos outras soluções – DEPOIS a Deus, nesta lição aprenderemos sobre as limitações humanas e sobre a provisão divina em nosso favor. 

I. ELIAS — UM HOMEM COMO OS OUTROS
Neste tópico compreender a humanidade do profeta Elias, consequentemente suas limitações. 

1. Um homem espiritual. 
- Elias era um homem espiritual, isso é visível nos relatos bíblicos; 
- Para ser um homem espiritual é necessário que o homem se relacione com Deus e ande em seus caminhos obedecendo a sua Palavra. 

- Características que Elias possuía, as quais o identificam como homem espiritual: 1. Envolvido com a Palavra de Deus (1 Rs 18.36); 2. Era Profeta (1 Rs 17.1,14); 3. Vida devocional (1 Rs 17.1; Tg 5.17); 4. Vida exercitada na oração (Tg 5.17); 5. fé (1 Rs 18.36,42,43); 6. Obedecia a voz de Deus (1 Rs 17.5); 7. Dependência de Deus (1 Rs 17.4). 

2. Um homem sentimental. (Mt 26.41) 
- Apesar de Elias ser uma pessoa diferenciada entre milhares outros, vimos também que ele era uma pessoa comum. Aliás, a Palavra de Deus foi aplicada a homens comuns, apesar de o contexto social, cultural, religioso, político e histórico serem diferentes, a mensagem da Palavra de Deus, foi aplicada a homens comuns. Elias era um desses homens, como um de nós, sujeitos aos desejos carnais (Tg 5.17; Gl 5.19), contudo, dominando-os. 

- Elias sofria com as mesmas intempéries que sofremos hoje, talvez, a diferença seja a forma com que elas aconteçam.  
- Elias era então um homem espiritual que lutava contra o homem natural, carnal e terreno. Este é um excelente exemplo de vida espiritual. 

Ideia central do tópico - I. 
Elias era um homem como outro qualquer. Sujeito às intempéries da vida.

II. AS CAUSAS DOS CONFLITOS DE ELIAS (depressão de Elias)

1. Decepção. 
- Esta foi a primeira causa que levou Elias ao seu quadro “depressivo”. 
- O capítulo 18 do Primeiro Livro de Reis nos mostra o ápice do ministério de Elias, quando ele obtém a vitória sobre os profetas de Baal, quando Deus responde à oração de Elias enviando fogo do céu (1 Rs 18.38). 

- Elias esperava que esta resposta de Deus publicamente sobre Israel, trouxesse um quebrantamento e um avivamento nacional sobre aquela nação, incluindo a casa real. Todavia, o avivamento não alcançou as proporções desejadas. 

- Além de o avivamento espiritual não haver ocorrido conforme esperado, Jezabel ameaça matar Elias (1 Rs 19.2), sendo necessário este profeta fugir para preservar sua vida (v.3). 

- O que tinha tudo para trazer uma transformação espiritual nacional – converteu-se em uma grande frustação de espirito para Elias, pois agora, de servo de Deus cheio de autoridade, passa a ser fugitivo. 

- Tal decepção trouxe o medo. 

2. Medo. 
- Diante da ameaça de morte, Elias teme por sua vida e foge para Berseba, (1 Rs 19.3).  

- Vimos então que Elias era um homem semelhante a nós, sujeito às mesmas adversidades e fraquezas que enfrentamos em nosso tempo (Mt. 26.41; Tg 5.17). 

Ideia central do tópico - II
Os conflitos tiveram sua origem na decepção e o medo. 

III. AS CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS. 
Neste tópico veremos alguns sintomas emocionais sofridos por Elias, os quais denotam que este servo de Deus enfrentou um momento de depressão. Já vimos que as causas que o levaram a este estado emocional, foram a decepção e o medo.  
Para melhor entendimento segue alguns sintomas da depressão. 
- Humor deprimido;
- Dificuldade de concentração;
- Sentimento de pesar ou fracasso;
- Isolamento social; 
- Pessimismo;
- Dificuldade de tomar decisões;
- Dificuldade para começar a fazer suas tarefas;
- Irritabilidade ou impaciência;
- Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer;
- Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...;
- Sentimento de pena de si mesmo;
- Persistência de pensamentos negativos e outros. 

As causas produziram consequências de ordem emocional na vida do profeta. Conforme se vê a seguir. 

1. Fuga e isolamento. (Isolamento social)
- O texto sagrado destaca a fuga do profeta Elias (1 Rs 19.3). 
- O homem de Deus que havia enfrentado e vencido situações adversas, agora se vê impotente diante das ameaças de uma rainha pagã. 

- Para preservar a sua vida, Elias foge e se isola da sociedade (1 Rs 19.4).  
- Essa é a marca de uma pessoa deprimida — ela busca o isolamento. 

2. Autopiedade e desejo de morrer. (sintomas da depressão)
- Vemos ainda outros sintomas de comportamento depressivo vivido pelo profeta: 
1. Autopiedade ou autocomiseração. Elias achava que somente ele ficara como um servo fiel do Senhor: “... não sou melhor do que meus pais. (1 Rs 19.4); Eu fiquei só (v.10)”. 
2. Pessimismo. Achava que todos haviam apostatado ou abandonado a fé (1 Rs 19.18); 
3. Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer. “... e pediu em seu ânimo a morte” (1 Rs 19.4). 

- São sintomas considerados pelos psicólogos, de um quadro de depressão profunda. 

- Apesar desse quadro vivido por Elias, não se pode afirmar com segurança que ele viveu uma depressão severa, em razão de esta enfermidade só poder ser diagnosticada ou confirmada, quando os sintomas persistem todos os dias pelo menos duas semanas seguidas. 

- Podemos falar com segurança que o profeta apresentou alguns sintomas de uma depressão severa, quando deseja para si a morte. Contudo, este quadro não se "instala" em razão do socorro divino que lhe ocorre imediatamente, não dando tempo a agressividade do seu estado de espírito. 

Ideia central do tópico - III
Algumas características que podem descrever a depressão de Elias são: desejo de fuga, isolamento, autopiedade e desejo de morrer.

IV. O SOCORRO DIVINO
1. Provisão física. 
O socorro do Senhor chegou até o profeta na forma de provisão física e material: “E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come” (1 Rs 19.5). Os psicólogos veem aqui um dos sintomas da depressão de Elias — a inapetência ou alteração dos hábitos alimentares. Nesse estado, a pessoa pode não querer comer como também pode possuir um apetite exagerado. Em ambos os casos é necessário o auxilio de terceiros. No caso do profeta, o anjo do Senhor é quem o auxilia providenciando-lhe alimento. Ele precisava alimentar-se e Deus fez com que isso fosse providenciado: “E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se” (1 Rs 19.6).

2. Provisão espiritual. 
Elias alimentou-se de pão e água — elementos de natureza material. Todavia, a forma e o instrumento usado por Deus para fazê-los chegar até ao profeta eram de natureza espiritual. Como já vimos, o texto sagrado diz que um anjo do Senhor foi quem providenciou aqueles víveres para o profeta (1 Rs 19.5,6). Mas não for apenas um anjo que prestou auxilio ao profeta; o próprio Deus a quem Elias servia o conduziu durante todo o tempo. A própria ida de Elias ao monte Horebe fez parte dessa terapia. Ali, Elias seria revitalizado não apenas na sua vida espiritual, mas também na sua vida emocional (1 Rs 19.8-15).

Ideia central do tópico - IV
O socorre divino trouxe provisão física e espiritual ao profeta Elias.

CONCLUSÃO
Acabamos de observar que os homens de Deus também têm conflitos. Padecem também dos males comuns a todos os mortais.
Todavia, é perceptível que o servo de Deus conta com uma forma de auxílio diferenciado — ele não está sozinho neste mundo. Por isso, não depende apenas dos recursos humanos que são tão limitados. O Senhor faz-se presente nas horas conflituosas da vida e presta-nos o seu auxílio. Lemos nos Salmos: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1).



Alan Fabiano

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD. 


sábado, 26 de janeiro de 2013

ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL

video

Para melhor entendimento sobre a aula em estudo, veja este vídeo, simples, porém muito explicativo. 

ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL


APRESENTAÇÃO 
Vivemos em um contexto religioso no qual há inúmeros falsos profetas tentando atormentar a vida daqueles que servem ao Senhor Jesus. O pior é que estes (falsos profetas) em geral conhecem os sentimentos, as necessidades existenciais e circunstanciais, a falta de preparo espiritual e conhecimento da Palavra, das pessoas que os ouvem, principalmente na televisão. Esta lição nos mostra como podemos refutar os intentos dos falsos mestres, falsos profetas e falsos deuses. Sejamos pois, homens e mulheres compromissados com a verdade e somente a verdade em Cristo Jesus. Boa aula. 

Texto base: 
1 Reis 18.36-40. 
36 - Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de lsaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas.
37 - Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu, SENHOR, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás.
38 - Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
39 - O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!
40 - E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.

Outras referências: Êx 12.38; 2 Rs 1.2,3; 2 Rs 10.11. 
OBJETIVOS 
Destacar a importância de se confrontar os falsos deuses.
Explicar quais são os perigos de dar crédito aos falsos profetas.
Conscientizar-se da necessidade de confrontar a falsa adoração.
INTRODUÇÃO 
- O confronto de Elias com os profetas de Baal (1 Rs 18), foi um dos fatos mais importantes da história bíblica, tal confronto culminou com a vitória de Elias sobre os falsos profetas. 
- Esta vitória contribuiu para a continuidade da existência de Israel como povo a quem Deus havia escolhido para cumprir seu propósito salvífico com a humanidade (Gn 12.3; Gl 3.8; Rm 3.2).
- Nesta lição, estudaremos como o profeta Elias foi usado pelo Senhor para confrontar e envergonhar os profetas de Baal. 
- O confronto e a vitória sobre os falsos profetas e o falso deus Baal, resultou na renovação da aliança do povo de Israel com o verdadeiro Deus, voltando assim a praticar a verdadeira adoração.
I. CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES
Confrontar. Ficar frente a frente; comparar.
Falso. Contrário à realidade; em que há falsidade.
1. Conhecendo o falso deus Baal. 
- Apesar de havermos visto várias características sobre o falso deus Baal, veremos mais algumas peculiaridades inerentes a esta falsa deidade, e assim entender porque ele causava tanto fascínio no mundo cananeu e também em Israel. 
- Ba'al. A primeira ocorrência do substantivo ba’al, está em (Gn 14.13), o significado primário do substantivo ba’al é “possuídor” e ocorre 84 vezes no Antigo Testamento, sendo 15 vezes com o significado de “marido” e 50 vezes como uma referência a uma “deidade”, outras 19 vezes com outras derivações. 
- Ba'al
1. Como “possuidor” ocorre em Is 1.3; 
2. Como “marido”, seria um significado secundário, em razão de aparecer literalmente nas escritura a frase “dono da mulher”, podendo ser traduzido por “marido” (Ex 21.3,22); 
3. Como uma “deidade” que não seja o Deus de Israel. Era o nome comum dado ao deus da fertilidade em Canaã. Muitas cidades fizeram de Baal um deus local e o honravam com atos de adoração: Baal-Peor (Nm 25.5), Baal-Berite, em Siquém (Jz 8.33), Baal-Zebube, em Ecrom (2 Rs 1.2-16), Baal-Zefom (Nm 33.7) e Baal-Hermom (Jz 3.3). 
2. Identificando a falsa divindade Aserá. 
- Aserá. Uma deusa da Síria e de Canaã, que representava a fertilidade, enquanto Ba’al seria o deus da fertilidade, Aserá, seria a deusa da fertilidade, conforme a crença cananéia. 
- Mencionam-se suas imagens em (1 Rs 15.13); seus profetas em (1 Rs 18.19); os utensílios utilizados nos cultos em (2 Rs 23.4b).  
- Poste-ídolo, a primeiro momento quando lemos nos dá a impressão que é um “suporte” para se colocar os ídolos, de maneira que ficasse alto para que todos pudessem ver. Mas na realidade seria um tronco de uma árvore, ou um poste, representando a deusa Aserá (Ex.34.13; 1 Rs 15.13; 2 Rs 21.7). 
- Bosque. A palavra é traduzida “Aserá” na Versão brasileira e Poste-ídolo na Edição Revisada. Não era um bosque conforme (Jz 6.25 e 2 Rs 23.6), assim podemos concluir que a palavra bosque tem o mesmo significado de Poste-ídolo, ambos eram feitos de troncos de árvores para representar a deusa Aserá.   
II. CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETAS 
Neste ponto temos que fazer uma comparação entre o verdadeiro e o falso profeta, pois há muitos profetas de Baal em nosso meio. 
1. Profetizavam sob encomenda. 
- Ao contrário dos profetas de Baal, Elias não se vendeu ao sistema político-religioso de sua época, conforme (1 Reis 18.19). Elias nos mostra que nenhum sistema é profético, nenhum profeta pertence ao sistema ou deve estar preso a este. 

- Já os profetas de Baal, trabalhavam para um sistema sujo e imoral, e profetizavam o que agradava a corte real, ou seja, tais profetas, agradavam ao rei Acabe e sua esposa Jezabel, é o que podemos concluir desse episódio, para entendermos melhor como agiam esses falsos profetas no reino de Acabe. (1 Rs 22.5,6). 

- Conforme (1 Rs 22.6 e Cr 18.5), esses profetas acompanhavam o rei Acabe em suas tarefas reais e profetizavam conforme os seus interesses. 

- Elias, porém não estava preso ao sistema político de sua época, da mesma forma que Micaías (1 Rs 22.8), ainda que isto custe um alto preço, isso é visto nos tempos dos apóstolos e vemos até hoje. 

- Os homens de Deus devem seguir os conselhos dos apóstolos (At 5.29; 1 Ts 2.4); 
- A Igreja de Cristo deve estar alerta, conforme orientações (2 Pe 2.1). 

2. Eram mais numerosos. 
- Acabe e sua esposa Jezabel havia institucionalizado a idolatria no reino do Norte (1 Rs 16.32,33). 

- Baal e Aserá não eram apenas os deuses principais, mas também os oficiais, era comum encontrar em suas casas um lugar reservado para se colocar uma imagem desses deuses (Jr 19.13; 32.29), tamanha era sua popularidade.   

- Para encucar na mente do povo a nova religião, eram necessários ministrações diárias, para isso haviam no reino de Acabe 850 falsos profetas, sendo 450 à disposição da adoração a Baal e mais 400 à disposição da adoração a Aserá (1 Rs 18.19). 

- Deus da mesma forma que deu vitória a Elias no monte Carmelo foi o mesmo que deu vitória a Davi contra Golias, foi o mesmo que deu vitória a Josafá (2 Cr 20.15), não importa a multidão que esteja contra nós, a peleja não é nossa – é do Senhor. 
III. CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO 
1. Em que ela imita a verdadeira. 
- Por certo, da mesma forma que fez Jeroboão em (1 Rs 12.31-33), que seria uma imitação da festa dos Tabernáculos. Acabe fez o mesmo, pois este seguiu os passos daquele, nas adorações a Baal havia altar, música, danças e também havia sacrifícios (Jr 19.13).

- Podemos ver que o falso culto tenta copiar, ou reproduzir, o verdadeiro.

- Encontramos ainda hoje dezenas de religiões e seitas tentando produzir fogo santo e não logram qualquer êxito. Somente o verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu (1 Rs 18.38).
2. No que ela se diferencia da verdadeira. 
- Conforme (1 Rs 18) podemos extrair algumas considerações essenciais. 
ADORAÇÃO VERDADEIRA: 
- Firma-se na revelação de Deus na história (1 Rs 18.36). Ex: Abraão, Isaque e Jacó, foram pessoas reais assim como foram reais as ações de Deus em suas vidas;  
- Envolve o adorador no culto. Ex: Elias disse: “E que eu sou teu servo” (1 Rs 18.36);  
- Utiliza a Palavra de Deus para concretizar seus planos e propósitos (1 Rs 18.36); 
- Recebida e procurada por Deus (Jo 4.24). 
- Produz verdade;
- Produz sinceridade;
- Produz sentimento nobre;
- Produz arrependimento; 
- Produz bom caráter; 
- Produz entrega voluntária. 

ADORAÇÃO FALSA
- Produz mentira; 
- Produz dissimulação; 
- Produz sentimento egoísta; 
- Produz espetáculo; 
- Produz um mau caráter; 
- Produz avareza e ganância. 
IV. CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATAL
Esse tema é muito atual, pois é comum tal prática em algumas igrejas que levam o nome de Cristo. Contudo, trazem em seus cultos, muitos “amuletos” (objeto que representam ou se atribui poder) que servem para “materializar” a fé dos ouvintes com o objetivo de alcançar seus objetivos.   
1. O perigo do sincretismo religioso. 
- Sincretismo. A fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originais. 

- Isso era exatamente o que estava acontecendo com os judeus no reino do Norte durante o governo de Acabe, pois coxeavam em dois pensamentos (1 Rs 18.21), em outras palavras havia uma mistura na adoração ao verdadeiro Deus.  Essa e problema da “mistura” do culto hebreu com outras crenças foi uma ameaça bem presente ao longo da história de Israel (Êx 12.38; Ne 13.3). 

- O sincretismo religioso é uma ameaça fatal ao povo de Deus, conforme (Ap 3.16). 
2. A resposta divina ao sincretismo. 
- Após o Senhor responder com fogo à oração de Elias (1 Rs 18.38), este deu instrução ao povo para matarem, literalmente, os profetas de Baal, pois sem os profetas não haveria culto ao deus falso Baal. Para tanto, a orientação de Elias deveria ser cumprida (1 Rs 18.40). 

- A decisão de Elias não foi tomada por sua própria conta, mas seguia a orientação divina dada pelo Senhor a Moisés (Dt 13.12-18; 20.12-13).

- Os Cristãos devem ter em mente que o Nosso Deus é ruptura com TUDO o que é contrário à Sua Natureza, Deus não compartilha com a mistura, Ele não divide sua Glória com ninguém, seja homem, seja um falso deus ou qualquer outra coisa, quem assim o faz, incorre em desobediência à Palavra de Deus (Mt 6.24).  
CONCLUSÃO 
- O desafio do profeta Elias contra os profetas de Baal foi muito além de uma simples luta do bem contra o mal. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e, portanto, merecedor de toda adoração. Foi decisivo para fazer retroceder o coração do povo até então dividido. Mostrou que o pecado deve ser tratado como pecado e que a decisão de extirpá-lo deve ser tomada com firmeza.

- A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus. Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos, alguns deles travestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça.


BIBLIOGRAFIA 
O.S. BOYER. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª ed., SP: VIDA, 2000.
W.E.VINE; MERRIL F. UNGER; WILLIAM WHITE JR. Dicionário VINE. 6ª ed., RJ: CPAD, 2006.
Bíblia de Estudo – SHEDD, 2ª ed., rev. e atual. no Brasil, SP: Vida Nova, 1997.


domingo, 20 de janeiro de 2013

A LONGA SECA SOBRE ISRAEL


A LONGA SECA SOBRE ISRAEL - LIÇÃO 3

OBJETIVOS 
Explicar o porquê da longa estiagem.
Relatar as consequências e lições deixadas pela seca.
Conscientizar-se de que Deus é soberano.

INTRODUÇÃO
A longa seca predita pelo profeta Elias e que teve seu fiel cumprimento nos dias do rei Acabe (1 Rs 17.1,2; 18.1,2) é citada em o Novo Testamento pelo apóstolo Tiago: “Elias [...] orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tg 5.17). 

Conceito de estiagem e seca: É um fenômeno do clima, causado pela insuficiência de chuva por um período bem longo. 

Estiagem. Insuficiência de chuva em períodos curtos e periódicos
Seca. Permanente ausência de chuva. 
Utilizada como instrumento profético de justiça de Deus. Outros exemplos: Ex: dilúvio. 
Este fato revela a soberania de Deus sobre a história e os fenômenos naturais.

I. O PORQUÊ DA SECA
A seca veio para disciplinar a nação de Israel e para revelar que Ele era o verdadeiro Deus e dominador da natureza.   

1. Disciplinar a nação. 
- Contexto religioso. O culto a Baal financiado pelo reino do norte e o povo estava adorando a Baal invés de adorar o verdadeiro Deus. 

- Exortação/Disciplina. “... até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). 

Correlação: Lc 16.13; Ap 3.16. 

Aplicação. Não podemos servir a Deus e ao mundo.

2. Revelar a divindade verdadeira. 
Contexto histórico. A vinda de Jezabel à Israel juntamente com os principais deuses fenícios, que tinham um sistema religioso politeístas, valorizavam a força da Natureza e os princípios da reprodução (macho e fêmea). Eram os seus deuses, entre outros, Baal, Astarote e Aserá, o culto a estas divindades contavam com sacríficos humanos (Jr 19.5).  

Sequencia de acontecimentos com o povo de Israel. 
- O culto a Deus é substituído (1 Rs 16.30-33); 
- Decadência moral e espiritual; 
- Intervenção divina – cessou a chuva; 

- A seca criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal (quando não chovia, dizia-se que Baal estava irado, então ofereciam-lhe sacrifícios para apaziguar lhe) e provasse que tal divindade não passava de um deus falso (1 Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39).

II. OS EFEITOS DA SECA 
1. Escassez e fome. 
- Fome extrema em Samaria (1 Rs 18.2); 
- Animais morrendo (1 Reis 18.5); 
- Escassez geral...

- A seca mostrou que: Baal era um deus sem domínio da natureza; 
- A fome mostrou que: Somente o Senhor é a fonte de toda provisão. 

- Escassez e forme – consequências do pecado. 

2. Endurecimento ou arrependimento. 
Efeitos: 
- Acabe: Endurecimento (1 Rs 18.17); Arrependimento tardio (morte de Nabote) (1 Rs 21. 27-29). 
- Jezabel: Endurecimento. (1 Rs 18.4; 19.2); 
- Povo: Arrependimento imediato (1 Rs 18.39); longo ou curto?

Correlação. Percebemos que à semelhança de Faraó (Êx 9.7); 

Aplicação. Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7,8).

III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA 
1. Provisão pessoal. 
Deus cuida de Elias. 
- Apesar da escassez generalizada Deus providencia para Elias: 
1. Afasta-o do local onde o julgamento seria executado (1 Rs 17.3); 
2. O Senhor o orienta a se esconder (1 Rs 17.3); 
3. Providencia o alimento (1 Rs 17.6). 

Aplicação. Sl 23. 

2. Provisão coletiva. 
- Através de Obadias, providencia abrigo e alimento para cem profetas (1 Rs 18.4); 
- Deus havia protegido mais sete mil pessoas que não haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal (1 Rs 19.18). 

Aplicação. Deus cuida de seus servos e sempre lhes prove o pão diário. 

IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA 
1. A majestade divina. 
Manifestação dos atributos incomunicáveis de Deus: 
1. Onipotência. Tem todo poder. Demonstra controle sobre os fenômenos naturais (1 Rs 17.1); 
2. Onipresença. Presente em toda parte. Elias se refere a Ele como um Deus sempre presente 
(1 Rs 17.1); 
3. Onisciente. Sabe todas as coisas. O profeta disse que não haveria nem orvalho nem chuva, e não houve mesmo! (1 Rs 17.1).

2. O pecado tem o seu custo
- Elias encontra-se com Acabe durante o período da seca (1 Rs 18.18); 
- Ananias encontra-se com Davi (2 Sm 12.10); 
- Ananias e Safira (At 5.5,7); 
- Paulo escreve, “O salário do pecado é a morte....(Rm 6.23)

Aplicação. O pecado não vale a pena!

CONCLUSÃO

A longa seca sobre o reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os propósitos do Senhor foram alcançados. O povo voltou para Deus e o perigo de uma apostasia total foi afastado.
A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é um Deus soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus revela-se de forma maravilhosa.


Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ELIAS, O TISBITA

TEXTO BASE

1 Reis 17.1-7. 
1 - Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.
2 - Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:
3 - Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.
4 - E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.
5 - Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR, porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão,
6 - E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.
7 - E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.

OBJETIVOS
Descrever a vocação e a chamada de Elias.
Compreender como se deu a atuação do profeta Elias.
Destacar o papel de Elias junto a monarquia e nas Escrituras.


INTRODUÇÃO 
Esta Lição é muito interessante, nela, aprenderemos algumas características peculiares ao profeta Elias, tais como: Sua identidade, seu ministério, seu relacionamento com a monarquia do seu tempo e sobre as diversas citações de sua pessoa e ministério nas Escrituras Sagradas. 

Apesar de termos poucas ou nenhuma informação sobre a genealogia, naturalidade, infância e vida pré-ministerial de Elias; Temos informações sobre sua vida moral e espiritual, informações estas, que nos convence de estarmos falando de um homem obediente a Deus e cheio de fé e coragem. 

Elias é um modelo de autenticidade e autoridade espiritual a quem devemos imitar.

I. A IDENTIDADE DE ELIAS 
1. Sua terra e sua gente. 
Sua terra. Tisbe, um lugarejo situado na região de Gileade e a leste do rio Jordão. Esse lugar não aparece em outras passagens bíblicas, mas é citado somente no contexto do profeta Elias (1 Rs 21.17; 2 Rs 1.3,8; 9.36). 

Sua gente. Não temos informações sobre sua genealogia. Contudo, tais informações não são essências como as fornecidas sobre sua pessoa e ministério. 

Aplicação. Todos nós deveríamos imitá-los e viver de tal modo que a nossa história se tornasse um testemunho para a posteridade.

2. Sua fé e seu Deus. 
Elias. Javé é o meu Deus ou ainda Javé é Deus. 

Elias era um israelita. Vimos na aula anterior que a identidade nacional espiritual de Israel é conhecida como nação escolhida do Senhor (1 Rs 8.16). Assim como os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) e outros (Moisés, Josué, Davi e etc..) confiaram no Senhor Jeová, O Grande EU SOU, Elias também confiava no Deus que ele servia. 

A fé que Elias tinha em Deus, se revela nas seguintes situações: (I Reis)
1. Quando leva a mensagem à Acabe (17.1);
2. Quando Deus o ordena que vá para o ribeiro de Querite (17.2-7);
3. Quando se encontra com a viúva de Sarepta (17. 8-24) e; 
4. Quando desafia os profetas de Baal (18). 

Aplicação. Assim como Elias, o crente deve saber de forma precisa quem é seu Deus para que dessa forma possa ter uma fé viva e não vacilante (Sl 125.1).  

II. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS 
1. Sua vocação e chamada. 
A vocação. Escolha, chamamento, disposição.

Elias é um dos profetas do período conhecido como, Pré-clássico, por ser considerado um profeta da fala e não da escrita, ou seja, ele não escreveu livros como alguns profetas, sendo o seu ministério desenvolvido através de mensagens recebidas diretamente de Deus, as quais transmitiam verbalmente ao receptor. 

A chamada de Elias não é descrita na Bíblia, tal como a de Moisés, Samuel, Isaias, Gideão, Paulo e etc. Porém, comprova-se nos relatos bíblicos através do relacionamento do profeta com Deus e como Deus era presente em seu ministério, por exemplo, vivia na inteira dependência de Deus, ou seja, não profetizava de si mesmo, mas, só quando Deus lhe mandava a Palavra (17.2); vivia em obediência ao seu Deus (1 Rs 18.36); tinha a colaboração direta de Deus (17.8-24; 18). 

Outro fator comprobatório de sua vocação, é o fato de Elias ser mencionado várias vezes no Novo Testamento. 

Aplicação. O cristão foi chamado para a salvação e para dar frutos (Mt 28.19-20; Jo 15.16).  

2. A natureza do seu ministério. 
A natureza do seu ministério é divina. Logo, sua fonte é o único Deus verdadeiro. 

Tal natureza é atestada pela inspiração e autoridade que o acompanhavam, uma vez que Elias é detentor de uma história de milagres e com intervenções divinas no reino do Norte (1 Rs 17.1; 2 Rs 9.35,36). 

Aplicação. De nada adianta possuir um ministério marcado pela popularidade e fama se ele é carente de autoridade e poder divino. 

III. ELIAS E A MONARQUIA 
1. Buscando a justiça. 
Na história do profetismo bíblico observamos a ação dos profetas exortando, denunciando e repreendendo aos reis (1 Rs 18.18). O livro de 1 Reis mostra que o profeta Elias foi o primeiro a atuar dessa forma. 

As ações dos profetas, maiores ou menores, revelam uma luta incansável não somente em busca do bem-estar espiritual, mas também social do povo de Deus. Quando um monarca como o rei Acabe se afastava de Deus, as consequências poderiam logo ser percebidas na opressão do povo. 

A morte de Nabote, por exemplo, revela esse fato de uma forma muito clara (1 Rs 21.1-16). 

Acabe foi confrontado e denunciado por Elias pela forma injusta como agiu!

2. A restauração do culto. 
A função dos reis. Os monarcas bíblicos serviam tanto de guias políticos como espirituais do povo, assim, se um rei não fazia o que era reto diante do Senhor, logo suas ações refletiam nos seus súditos (1 Rs 16.30). 

Contexto religioso dos tempos de Elias. Nos dias do profeta Elias, as ações de Acabe e sua mulher Jezabel sofreram oposição ferrenha do profeta porque elas estavam extinguindo o verdadeiro culto (1 Rs 19.10). 

Elias declara as práticas de Acabe. Em um diálogo que teve com Deus, Elias afirma que os filhos de Israel (por vontade de Acabe) haviam deixado a aliança com o Senhor, derrubaram os altares de culto a Deus e mataram os profetas (1 Rs 19.14). 

Restauração do culto a Deus. Como profeta de Deus coube a Elias a missão de restaurar o altar do Senhor que estava em ruínas (1 Rs 18.30).


IV. ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA


Samuel foi o ultimo dos juízes e o primeiro dos profetas em Israel a serem confirmado pelo Senhor e reconhecido pelo povo (1 Sm 3.20). Além de Samuel surgiram outros profetas no período da Monarquia (Davi a Salomão), como por exemplo: Samuel, Natan, Gade, Aías, profeta velho, Jeú, outros profetas que Obadias esconde de Jezabel.

Como podemos ver o ministério profético já existia antes de Elias. Contudo, Elias é destacado por ter um ministério diferenciado dos demais, pois sua forma de atuação miraculosa e intrépida.  

Segundo a tradição, Elias liderava três escolas de profetas, as quais ficavam em Gilgal, Betel e Jericó (2 Rs 2-4). 

1. No Antigo Testamento.  
Referências sobre Elias: (1 Rs 17, 18, 19, 21; 2 Rs 1, 2, 3.11, 9.36, 10.10, 10.17, 1 Cr 3.24, 21.12 e Ml 4.5).

O ministério de Elias além de ter sido profético e social, ele foi também escatológico (estudo das ultimas coisas), ou seja, ele é mencionado como um evento futuro.

Para não haver dúvidas sobre (Ml 4.5), devemos separar a personagem e seu ministério, ou seja, apesar de o versículo mencionar o nome do profeta; Deve ser entendido que o seu ministério e sua forma iria se manifestar outra vez sobre o povo de Israel. Tal fato aconteceu na vida de João Batista, que realizou o seu ministério no poder e no espírito de Elias (Lc 1.17), não se trata por exemplo, de uma reencarnação.

2. No Novo Testamento. 
Elias é mencionado varias vezes no Novo Testamento. Isso ocorre justamente em virtude da profecia de (Ml 4.5).

Para facilitar o nosso entendimento, podemos traçar um paralelo entre Elias e João Batista:
1. Ambos ministravam nas épocas em que Israel se havia afastado de verdadeiro Deus.
2. Tinham aparência semelhante (2 Rs 1.8; Mt 18.21).
3. Ambos pregaram o arrependimento nacional (1 Rs 18.21; Mt 3.2);
4. Ambos repreenderam reis ímpios (1 Rs 18.18; Mt 14. 3,4)
5. Ambos foram perseguidas por rainhas ímpias (1 Rs 19.1; Mt 14.8);
6. O sacrifício de Elias no Monte Carmelo e o batismo de João Batista marcam um tempo de arrependimento nacional.
7. Ambos no fim de seu ministério, passaram por momentos de incertezas, inseguranças e desânimo (1 Rs 19.4; Mt 11.2-6).



CONCLUSÃO

Os comentaristas bíblicos observam que os capítulos 17-22 do livro de 1 Reis, que cobrem o período do reinado de Acabe, mostram que o declínio religioso termina com arrependimento ou julgamento divino. De fato, observamos que a mensagem profética de Elias visava primeiramente a produção de arrependimento e não a manifestação da ira divina. Isso é visto claramente quando Acabe se arrepende e o Senhor adia o julgamento que havia sido profetizado para os seus dias (1 Rs 21.27-29). Fica, pois, a lição para nós revelada na história do profeta Elias: a graça de Deus é maior do que o pecado e suas consequências. Fomos alcançados por essa graça!


Alan Fabiano



BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo - SHEDD. 
Bíblia Online, Mundo Bíblico. 
PEARLMAN. Myer. Através da Bíblia Livro por Livro. Ed. revista e atualizada, SP: Vida, 2006. 
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª ed., São Paulo, SP: Editora Vida, 1978.