Páginas

domingo, 20 de janeiro de 2013

A LONGA SECA SOBRE ISRAEL


A LONGA SECA SOBRE ISRAEL - LIÇÃO 3

OBJETIVOS 
Explicar o porquê da longa estiagem.
Relatar as consequências e lições deixadas pela seca.
Conscientizar-se de que Deus é soberano.

INTRODUÇÃO
A longa seca predita pelo profeta Elias e que teve seu fiel cumprimento nos dias do rei Acabe (1 Rs 17.1,2; 18.1,2) é citada em o Novo Testamento pelo apóstolo Tiago: “Elias [...] orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tg 5.17). 

Conceito de estiagem e seca: É um fenômeno do clima, causado pela insuficiência de chuva por um período bem longo. 

Estiagem. Insuficiência de chuva em períodos curtos e periódicos
Seca. Permanente ausência de chuva. 
Utilizada como instrumento profético de justiça de Deus. Outros exemplos: Ex: dilúvio. 
Este fato revela a soberania de Deus sobre a história e os fenômenos naturais.

I. O PORQUÊ DA SECA
A seca veio para disciplinar a nação de Israel e para revelar que Ele era o verdadeiro Deus e dominador da natureza.   

1. Disciplinar a nação. 
- Contexto religioso. O culto a Baal financiado pelo reino do norte e o povo estava adorando a Baal invés de adorar o verdadeiro Deus. 

- Exortação/Disciplina. “... até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). 

Correlação: Lc 16.13; Ap 3.16. 

Aplicação. Não podemos servir a Deus e ao mundo.

2. Revelar a divindade verdadeira. 
Contexto histórico. A vinda de Jezabel à Israel juntamente com os principais deuses fenícios, que tinham um sistema religioso politeístas, valorizavam a força da Natureza e os princípios da reprodução (macho e fêmea). Eram os seus deuses, entre outros, Baal, Astarote e Aserá, o culto a estas divindades contavam com sacríficos humanos (Jr 19.5).  

Sequencia de acontecimentos com o povo de Israel. 
- O culto a Deus é substituído (1 Rs 16.30-33); 
- Decadência moral e espiritual; 
- Intervenção divina – cessou a chuva; 

- A seca criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal (quando não chovia, dizia-se que Baal estava irado, então ofereciam-lhe sacrifícios para apaziguar lhe) e provasse que tal divindade não passava de um deus falso (1 Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39).

II. OS EFEITOS DA SECA 
1. Escassez e fome. 
- Fome extrema em Samaria (1 Rs 18.2); 
- Animais morrendo (1 Reis 18.5); 
- Escassez geral...

- A seca mostrou que: Baal era um deus sem domínio da natureza; 
- A fome mostrou que: Somente o Senhor é a fonte de toda provisão. 

- Escassez e forme – consequências do pecado. 

2. Endurecimento ou arrependimento. 
Efeitos: 
- Acabe: Endurecimento (1 Rs 18.17); Arrependimento tardio (morte de Nabote) (1 Rs 21. 27-29). 
- Jezabel: Endurecimento. (1 Rs 18.4; 19.2); 
- Povo: Arrependimento imediato (1 Rs 18.39); longo ou curto?

Correlação. Percebemos que à semelhança de Faraó (Êx 9.7); 

Aplicação. Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7,8).

III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA 
1. Provisão pessoal. 
Deus cuida de Elias. 
- Apesar da escassez generalizada Deus providencia para Elias: 
1. Afasta-o do local onde o julgamento seria executado (1 Rs 17.3); 
2. O Senhor o orienta a se esconder (1 Rs 17.3); 
3. Providencia o alimento (1 Rs 17.6). 

Aplicação. Sl 23. 

2. Provisão coletiva. 
- Através de Obadias, providencia abrigo e alimento para cem profetas (1 Rs 18.4); 
- Deus havia protegido mais sete mil pessoas que não haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal (1 Rs 19.18). 

Aplicação. Deus cuida de seus servos e sempre lhes prove o pão diário. 

IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA 
1. A majestade divina. 
Manifestação dos atributos incomunicáveis de Deus: 
1. Onipotência. Tem todo poder. Demonstra controle sobre os fenômenos naturais (1 Rs 17.1); 
2. Onipresença. Presente em toda parte. Elias se refere a Ele como um Deus sempre presente 
(1 Rs 17.1); 
3. Onisciente. Sabe todas as coisas. O profeta disse que não haveria nem orvalho nem chuva, e não houve mesmo! (1 Rs 17.1).

2. O pecado tem o seu custo
- Elias encontra-se com Acabe durante o período da seca (1 Rs 18.18); 
- Ananias encontra-se com Davi (2 Sm 12.10); 
- Ananias e Safira (At 5.5,7); 
- Paulo escreve, “O salário do pecado é a morte....(Rm 6.23)

Aplicação. O pecado não vale a pena!

CONCLUSÃO

A longa seca sobre o reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os propósitos do Senhor foram alcançados. O povo voltou para Deus e o perigo de uma apostasia total foi afastado.
A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é um Deus soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus revela-se de forma maravilhosa.


Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD

2 comentários:

  1. Dios les continue bendiciendo.
    Les dejo un saludo afectuoso de El Salvador Centroamerica, desde mi blog www.creeenjesusyserassalvo.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Minha irmã, seja bem vinda, que Deus continue te abençoando em tudo.

    ResponderExcluir

- Deixe o seu comentário;
- Assim que puder responderei;
- Faça desse espaço um lugar de crescimento espiritual;
- Grato por sua visita;
- Deus te abençoe.