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domingo, 13 de outubro de 2013

ADVERTÊNCIA CONTRA O ADULTÉRIO

Lição 2: Advertências contra o adultério

Texto base: Provérbios 5.1-6. 
1 - Filho meu, atende à minha sabedoria: à minha razão inclina o teu ouvido;
2 - para que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento.
3 - Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite;
4 - mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.
5 - Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno.
6 - Ela não pondera a vereda da vida; as suas carreiras são variáveis, e não as conhece.

APRESENTAÇÃO 
O livro dos Provérbios, talvez, seja o principal dos livros bíblicos a falar sobre o adultério, os seus caminhos e suas artimanhas destruidoras. O sábio não economiza palavras e ironias ao denunciar a pessoa que adere essa prática como um estilo de vida: ela não passa de um jovem displicente (Pv 7). Displicência, imaturidade e fraqueza são palavras que denotam o perfil do homem que, inexplicavelmente, deixa a casa da sua esposa a fim de unir-se com uma estranha. Esta não é a mãe dos seus filhos, a mulher que, juntamente com ele, conquistou tudo o que tem. Não! A estranha é a mulher que deseja tirar tudo o quanto ele construiu: a sua família e a sua vida.

OBJETIVOS 
Conhecer os conselhos do sábio sobre a sexualidade humana.
Identificar as causas da infidelidade conjugal e suas consequências.
Previnir-se da infidelidade conjugal.

ESBOÇO DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS 

I. Prólogo: Propósito e Temas de Provérbios (1.1-7) 
II. Treze Discursos à Juventude sobre a sabedoria (1.8-9.18)
A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conselhos (1.8,9)
B) Recuse Todas as Tentações dos Incrédulos (1.10-19)
C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Senhor (1.20-33)
D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22)
E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35)
F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.1-13,20-27)
G) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19)
H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14)
I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.15-23)
J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19)
K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27)
L) O Convite da Sabedoria (8.1-36)
M) Contraste entre a Sabedoria e a Insensatez (9.1-18) 
III. A Compilação Principal dos Provérbios de Salomão (10.1-22.16)
A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o Ímpio (10.1-15.33)
B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16) 
IV. Outros Provérbios dos Sábios (22.17-24.34) 
V. Provérbios de Salomão Registrados pelos homens de Ezequias (25.1-29.27)
A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28)
B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedimentos (27.1-29.27) 
VI. Palavras Finais de Sabedoria (30.1-31.31)
A) De Agur (30.1-33)
B) De Lemuel (31.1-9)
C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)

INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Adultério: Violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial. 
O advento das mídias eletrônicas, e de forma mais específica as redes sociais, facilitou muito para a possibilidade de alguém vir a ter um “caso” extraconjugal. As estatísticas demonstram essa triste realidade. A cada dia, cresce o número de lares desfeitos e, juntamente com este fenômeno, as consequências nefastas para a sociedade. E as igrejas? Estas também têm sofrido o efeito de tais males.
Apesar de a infidelidade conjugal ser uma prática pecaminosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher desde sempre. O problema está na forma de expressão do desejo e em como é satisfeito. Segundo o entendimento mundano, não há regras para o homem e a mulher viverem a sua sexualidade. No entanto, as Escrituras demarcam um limite bem preciso: o casamento legitimamente instituído por Deus. Aqui, encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para orientar-nos contra as ilusões e as artimanhas do adultério.

I. CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA 
1. Uma dádiva divina. 
Boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito à sexualidade humana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de máximas que nos ensinam muito sobre como estabelecer o parâmetro de um relacionamento saudável.
Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas as suas carreiras” (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os caminhos do homem e a forma deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à humanidade. Se o Senhor “aplana todas as nossas carreiras”, demonstrando cuidado pelo exercício correto da sexualidade, concluímos não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.4; 1Pe 3.7).

2. Uma predisposição humana. 
Ao iniciar a sua coletânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salomão chama a atenção do seu “filho” para que ouças os seus conselhos e aja em conformidade com estes (Pv 5.1,2). O texto hebraico de Provérbios, nesse versículo, apresenta a palavra ben traduzida em nossas Bíblias como “filho”. O mesmo termo ocorre também nas advertências contra o adultério em Provérbios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos, a admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de vivermos o gozo da nossa sexualidade nos parâmetros estabelecidos pelo Criador, que é o casamento, ouçamos o conselho do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas somente no casamento. Antes do casamento e fora do casamento é pecado.

II. AS CAUSAS DA INFIDELIDADE 
1. Concupiscência. 
Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de “filho meu”. Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal. Desejos bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos! Por isso, o sábio aconselha: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos” (Pv 6.25; cf. Gl 5.16).

2. Carências. 
Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal. A frase “bebe a água da tua própria cisterna” mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água! Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta alguma coisa! Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em muitas famílias.

III. AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE 
1. Perda da comunhão familiar. 
Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a desonra da família. O sábio avisa que o “seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios” (Pv 5.4). Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas (Pv 6.33). O sentimento de vingança estará presente na consciência do cônjuge traído (Pv 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevitável é: “Deus perdoa quem cometeu tal ato?” Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as consequências ficam (Pv 5.9-14).

2. Perda da comunhão com Deus.
É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: “Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e esta designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos”, no hebraico, significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus (1Co 6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa é a consequência de quem cometeu esse pecado, mas não se arrependeu! Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas inevitavelmente o levará à morte (Pv 9.17,18).

IV. CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE 
1. Sexo com intimidade.
A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida conjugal. Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa frequência, mas sem intimidade! Há sexo na relação, mas não há amor nem intimidade! Observe o conselho de Salomão: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv 5.18-20).
Há maridos que não demonstram o mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro. Mas Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem às expectativas do cônjuge.

2. Apego à Palavra de Deus e à disciplina. 
Como antídoto e forma de prevenção contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina. Para não cairmos na cilada da infidelidade conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração. A Palavra do Senhor é luz que ilumina a nossa vida (Pv 6.20-24). O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações. Para isto, o crente deve meditar nela dia e noite. Por isso, seja disciplinado.

CONCLUSÃO 
A fidelidade conjugal é o que Deus idealizou aos seus filhos. Sabemos que a tentação é uma realidade, que vem acompanhada da natureza adâmica que herdamos, e ambas pressionam-nos a desprezar o santo ideal da fidelidade. Todavia, o Senhor deixou-nos a sua Palavra com dezenas de conselhos, a fim de prevenir-nos quanto ao abismo chamado adultério.

VOCABULÁRIO 
Nefasta: Nociva, danosa, prejudicial.
Coletânea: Conjunto de várias obras ou coisas.
Flerte: Relação amorosa mais ou menos casta, leve e inconsequente, geralmente, destituída de sentimentos profundos.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
CRUZ, E. Sócios, Amigos & Amados: Os Três Pilares do Casamento. 1 ed., RJaneiro: CPAD, 2005.
MILLER, M. A. Meu Marido Tem Um Segredo: Encontrando a Libertação para o Vício Sexual. 1 ed., RJ, 2010.
PARROT, L. A Batalha Pela Sua Mente: Entendendo a Personalidade Santificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

LIBERTANDO-SE DA ANSIEDADE

Libertando-se da Ansiedade


Texto base: Lc 12.22-34

E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis; nem pelo corpo, sobre o que vestireis.
Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que o vestido.
Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?
E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?
Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
E, se Deus assim veste a erva, que hoje está no campo, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.
Porque as gentes do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas.
Buscai, antes, o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não temas, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.
Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei, para vós, bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói.
Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará, também, o vosso coração

Introdução
Durante a sua viagem da Galileia para Jerusalém (Lc. 9.51-19.44), o Senhor Jesus apresentou aos seus discípulos e ao povo grandes ensinamentos, dentre eles, este, relatado na referência acima, por certo, percebendo a ansiedade de seus discípulos, em não saberem o que iria acontecer durante aquela viagem, Jesus passa-lhes a ensinar algo sobre a ansiedade, e é sobre este assunto que gostaria de expor algumas verdades bíblicas que podem trazer a cura para você, nobre leitor. 

Causas 
A ansiedade é um estado psicológico carregado de apreensão e incertezas e está intimamente vinculada à forma como interpretamos as situações da vida, podendo provocar agonia, aflição, impaciência, inquietação e etc. Portanto, qualquer coisa que cause apreensão e incertezas, pode levar uma pessoa a ansiedade, como por exemplo, a espera de um resultado de exame, problemas financeiros, até mesmo um simples toque numa campainha são motivos para causar ansiedade. Os discípulos estavam ansiosos e apreensivos sobre o que haveriam de comer e vestir, ou seja, do seu sustento. Atualmente vivemos em uma sociedade globalizada, onde nunca corremos tanto, sempre ouvimos pessoas dizerem que o tempo está curto, nunca temos tempo para fazer tudo que planejamos no dia-a-dia. Assim, em face dessa vida frenética, a ansiedade vem invadindo a vida de milhares de pessoas e causando danos em todas as áreas da vida.

Os males da ansiedade
Especialistas nesta área, afirmam que a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, consideram-na como o "gatilho" para deflagrar outras enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental, gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia, alergias e até depressão profunda, são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade, sendo ainda responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas. 

Além dos males causados na vida física e emocional como por exemplos, nos relacionamentos interpessoais, conjugais e sexuais, a ansiedade causa danos a nossa vida espiritual, conforme podemos ver em Lc 12.28, abala a nossa fé, causando dúvida e insegurança diante das situações do dia-a-dia, mas não podemos perder o foco, que o Deus que nós servimos é Provedor e poderoso para nos abençoar em tudo. 

Outro dano causado à nossa vida espiritual é o que Cristo falou na parábola do Semeador, a ansiedade sufoca a Palavra (Mc 4.19), sufocando a Palavra, o servo de Deus fica infrutífero no Reino de Deus, ao invés de proclamar o Evangelho de Cristo e meditar na Palavra, ele passa a murmurar e perder o amor pela Palavra de Deus, que é o alimento para os nosso ossos e luz para o nosso caminho. 

Onde deve estar nossa ansiedade?
Graças a Deus, que pela sua infinita benevolência manifestou a sua Graça na pessoa do seu Filho Amado, O qual nos trouxe uma boa notícia, a saber, a cura de todos os males, a libertação completa de qualquer opressão maligna, seja ela em qualquer esfera de nossas vidas, dentre ela nos apresentou a cura para a ansiedade, louvado seja Deus!. 

Neste momento você pode ser livre da ansiedade se lançá-la aos pés da Cruz de Cristo, conforme escrito em I Pe 5.7 "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós". O nosso Senhor Jesus te convida a lançar sobre Ele toda sua ansiedade, entregue a Ele neste momento todas as sua preocupações e apreensões, confie no cuidado do Senhor par sua vida. Em outro momento, o Senhor nos convida a nos aproximarmos dele, com todas as nossa fraquezas, perturbações, ansiedades, com todo peso que nos sobrevêm e nos oferece descanso (Mt. 11.28). Ele quer tirar de seus ombros, todo peso, quer libertar a sua mente de toda ansiedade, tudo o que tem te incomodado até aqui, entregue ao Senhor Jesus e confie no milagre de Deus para sua vida. 

Conclusão
Em face desse mal que afeta tantas pessoas, podemos refutá-lo com o poder do nome do Senhor Jesus e confiar na sua Palavra que é viva e tem o poder de limpar a nossa mente de todo mal (Jo 15.3). Confie no Senhor Jesus, só Ele tem poder para te abençoar e te curar de todo mal. 

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mt. 11.28-30.    

Um abraço, 
Que Deus te abençoe ricamente. 

Alan Fabiano

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O VALOR DOS BONS CONSELHOS

O VALOR DOS BONS CONSELHOS - LIÇÃO 1

Objetivos: 
Conhecer o conceito geral dos livros de Provérbios e Eclesiastes.
Identificar as fontes da sabedoria dos sábios antigos.
Compreender o propósito da sabedoria ensinada em Provérbios e Eclesiastes.

APRESENTAÇÃO
Estudaremos parte da literatura sapiencial judaica, isto é, os livros de sabedoria dos judeus que tratam dos conselhos divinos para a vida humana.
Veremos o quanto eles são atuais e relevantes em seus ensinamentos.

Palavra Chave: Sabedoria. Grande instrução; ciência, erudição, saber.

Para melhor compreensão e interpretação dos livros de Provérbios e Eclesiastes, a palavra sabedoria na literatura sapiencial judaica, tem o sentido de: Padrão Teológico de pensamento que aplica a sabedoria de Deus às questões práticas da vida. (Temor do Senhor aplicado). Portanto tem algumas características peculiares, quais sejam:
- É Teocêntrica (Deus é a base ou o centro de tudo que envolve a vida humana);
- Tende a aproximar o homem do seu Criador;
- Instrui o homem a obedecer os mandamentos divinos (Ec. 12.13);
- Ensina o sábio a reconhecer suas limitações e depender de Deus; 
- Tal sabedoria não entra em contradição com o todo da Bíblia.  

INTRODUÇÃO 
Nesta lição estudaremos, alguns conselhos populares que contém valores éticos, morais e sociais, que acabam por dirigir e influenciar as regras da vida em sociedade. Contudo, estes conselhos não podem ser levados como verdades absoluta para a vida do cristão. Pois para o cristão, a Bíblia é a fonte, de bons conselhos que revelam a sabedoria divina. A Bíblia apresenta grandes máximas, nas mais diferentes formas literárias, Parábolas, fábulas, enigmas, e provérbios e etc. Estudaremos os Conselhos Divinos contidos nos livros de Provérbios e Eclesiastes, tais conselhos se revelam na vida dos que temem ao Senhor.

I. JOIAS DA LITERATURA SAPIENCIAL
1. O Livro de Provérbios.
Provérbios. Afirmação breve de uma verdade universalmente aceita, formulada de um modo fácil de memorizar.
Data: +/- 700 a.C.
Autoria: Salomão:1-29; (principal); Agur: Cap. 30 e o Rei Lemuel: Cap. 31.
Gênero Literário: Sapiencial (literatura da sabedoria). Composto de: Provérbio e Instruções.  
Objetivo/Propósito: Dar sabedoria aos jovens (1. 1-7).

- O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias, e que posteriormente foram compilados pelos homens deste piedoso rei (Pv 25.1).

2. O livro de Eclesiastes.
Eclesiastes/Pregador. Homem da assembleia ou seu porta-voz, seu pregador. 
A palavra corresponde a tradução grega da Septuaginta, ekkesiastes, sendo apicado em português o título do livro de Eclesiastes. 

Data: +/- 935 a.C
Autoria: Salomão (Ec 1.1)
Gênero Literário: Sapiencial (literatura da sabedoria).  
Objetivo/Propósito: Dar sabedoria aos jovens (1. 1-7).

Diferença entre Provérbio e Eclesiastes:
Provérbios: É escrito em forma de poesia, com metáforas sucintas, vivazes, convincentes e admiráveis.

Eclesiastes: É escrito/apresenta-se como um discurso usado em assembleias ou templos.

II. A SABEDORIA DOS ANTIGOS
1. A inteligência dos sábios.
Apesar Provérbios fazem citação das “Palavras dos Sábios” (Pv 22.17; 24.23), não identifica quem eram esses sábios, sabemos ainda que encontramos outras referências bíblicas que dão conta da existências de muitos sábios daquela época. Mas, o sábio Salomão, teve lugar no Canon Sagrado, sendo ainda mencionado em (1Rs 4.29-31), que a sua sabedoria era superior aos demais.

2. A sabedoria de Salomão.
Neste ponto da nossa lição nos deparamos com a abrangência da sabedoria de Salomão, quais sejam: Honrar os pais, criar os filhos, lidar com o dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmente, relacionamento interpessoal, autocontrole”.

O princípio da sabedoria de Salomão nos revela que nosso relacionamento com Deus, reflete-se no nosso relacionamento interpessoal e consigo mesmo.

Isto significa que nada, em nossa vida, precede a Deus. Sem Ele nada podemos fazer.

III. AS FONTES DA SABEDORIA
1. A popular.
Os livros poéticos mostram, entre outras coisas como louvores e orações, muito da sabedoria do povo de Israel, ciente dessa verdade, Salomão apresenta máximas populares para compor os seus Provérbios (Pv 22.17; 24.23).
Deus dá inteligência aos homens para que a partir das situações da vida e tirem conclusões que sirvam para si mesmos e para outras pessoas, em forma de conselhos e advertências, como ocorre no livro de Provérbios. Em nossa cultura podemos destacar algumas dessa sabedoria popular: 
- Dai a César o que de César e a Deus o que de Deus.
- Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
- Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
- A pressa é a inimiga da perfeição.
- Cavalo dado não se olha os dentes.
- O seguro morreu de velho.
- Cada macaco no seu galho.
- Quem tudo quer nada tem.

É importante salientar que esta sabedoria não é uma verdade absoluta para o cristão, pois devemos analisar se os provérbios populares contradizem a Palavra de Deus, outro fator a ser observado é que abrangência desses provérbios é apenas na esfera social, enquanto que os provérbios bíblicos abrangem a esfera espiritual também. 

2. A divina.
Neste ponto vemos que a fonte da sabedoria também pode ser divina, uma vez que a sabedoria de Salomão procede de Deus, conforme pode se ver em (1 Rs 3.9-12), em (Tg 1.5) somo exortados pedir sabedoria para Deus, de onde emana todo dom perfeito (v.17).  

O cristão sábio é aquele que depende de Deus para tomar suas devcisões e busca orientação de Deus para aconselhar o próximo. 

IV. O PROPÓSITO DA SABEDORIA
1. Valores éticos e morais.
Já na introdução do livro de Provérbios (1-9), encontramos o seu propósito: (1) Conhecer a sabedoria e a instrução; (2) entender as palavras da prudência; (3) receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; (4) dar aos simples prudência e aos jovens conhecimento e sensatez; (5) ouvir e crescer em sabedoria; (6) adquirir sábios conselhos; (7) compreender provérbios e sua interpretação, bem como também as palavras dos sábios e suas metáforas (Pv 1.1-6). 
Tais instruções é direcionado ao jovem a refinar o seu comportamento nas esferas horizontal e vertical. 

2. Valores espirituais.
Além dos valore morais encontrados na Literatura Sapiencial judaica, encontramos também valores espirituais, as quais podem ser resumidas em ambos os livros conforme abaixo: 
No livro de Provérbios – O Temor o Senhor é o princípio da ciência (Pv 1.7);
No livros de Eclesiastes – Deus como a razão de toda a existência humana (Ec 12).

Podemos concluir ainda que os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura (estão ligados) milenar no contexto religioso judaico que, adaptado à nossa realidade, apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana de todos os homens.

CONCLUSÃO
A literatura sapiencial, representada neste trimestre pelos livros de Provérbios e Eclesiastes, revela que o temor do Senhor é o fundamento de todo o saber. Ninguém pode ser considerado sábio se os seus conselhos não revelarem princípios do saber divino. Segundo a Bíblia, um sábio não se caracteriza apenas por ter muita informação ou inteligência, mas é alguém que aprendeu o temor do Senhor como a base de toda sua vida e, por isso, sabe viver e conviver (Tg 3.13-18).


VOCABULÁRIO
Tessitura: Modo como estão interligadas as partes de um todo; organização, contextura.
Máxima: Princípio básico indiscutível de ciência ou arte.
Vivazes: Vivo, forte, enérgico. 

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD
Bíblia de Estudo - Pentecostal

domingo, 30 de junho de 2013

A VIÚVA DE SAREPTA

Lição 6: A viúva de Sarepta

TEXTO ÁUREO 
“Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva” (Lc 4.25,26).

VERDADE PRÁTICA 
Para socorrer e sustentar os seus filhos, Deus usa os meios mais inesperados.

1 Reis 17.8-16. 
8 - Então, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:
9 - Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.
10 - Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, numa vasilha um pouco de água que beba.
11 - E, indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me, agora, também um bocado de pão na tua mão.
12 - Porém ela disse: Vive o SENHOR, teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos.
13 - E Elias lhe disse: Não temas; vai e faze conforme a tua palavra; porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho.
14 - Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra.
15 - E foi ela e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.
16 - Da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de Elias.

INTERAÇÃO 
Professor, hoje estudaremos a respeito do cuidado e da provisão divina para com o profeta Elias. No decorrer da lição, procure enfatizar o cuidado de Deus para com aqueles que se dispõe a fazer sua vontade. O Senhor não mudou, como um pai amoroso Ele continua a cuidar de seus filhos. Elias foi fiel ao Todo-Poderoso ao cumprir sua missão — confrontar a apostasia no reino do Norte. A sua devoção e zelo pela Palavra do Senhor, fez com que ele precisasse de um lugar seguro para refugiar-se. O próprio Deus escolheu e preparou este lugar, em Sarepta. Ali, uma pobre viúva seria usada como parte do plano de provisão do Senhor. Aprendemos com este episódio que o Pai Celeste é o nosso Provedor. Ele, como o Bom Pastor, supre as nossas necessidades. Confie!

OBJETIVOS 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que Deus é o nosso provedor.
Explicitar o poder da graça de Deus para com os povos gentílicos.
Conscientizar-se do poder da Palavra de Deus e da oração.


INTRODUÇÃO 
Palavra Chave
Provisão: Abastecimento, fornecimento, mantimentos. 
A visita do profeta Elias a terra de Sarepta, onde foi acolhido por uma viúva pobre, é emblemática por algumas razões. Primeiramente, a história revela o cuidado de Deus para com os que se dispõem a fazer sua vontade. Não importa onde estejam, Deus cuida de cada um de seus filhos. Elias foi o agente de Deus para confrontar a apostasia no reino do Norte. Necessitava, pois, de um lugar seguro para refugiar-se. Em segundo lugar, o episódio revela a soberania de Deus sobre as nações. Mesmo tratando-se de uma terra pagã, Deus escolhe dentre os moradores de Sarepta, uma mulher que servirá como instrumento na construção de seu propósito.

I. UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA 
1. A fonte de Querite. Logo após profetizar uma grande seca sobre o reinado de Acabe, Elias recebeu a orientação divina: “Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Quente, que está diante do Jordão” (1 Rs 17.3). Elias havia se tornado uma persona non grata no reinado de Acabe. E, devido a esse fato, precisava sair de cena por um tempo. Seguindo a orientação divina, ele refugia-se primeiramente próximo à fonte de Querite. Era um lugar de sombra e água fresca, mas não representava o ponto final de sua jornada. Ele não poderia fixar-se naquele local porque ali não havia uma fonte permanente, mas uma provisão em tempos de crise (1 Rs 17.7). Quem faz de “Querite” seu ponto final terá problemas porque certamente secará!

2. Elias em Sarepta. Elias afasta-se de seu povo e de sua terra, indo refugiar-se em território fenício (1 Rs 17.9). A geografia bíblica informa-nos que Sarepta era uma pequena localidade situada a cerca de quinze quilômetros de Sidom, terra da temida Jezabel (1 Rs 16.31). Às vezes o Senhor faz coisas que parece não ter lógica alguma! No entanto, esse foi o único lugar no qual o rei Acabe jamais pensaria em procurar o profeta (1 Rs 18.10). São nas coisas menos prováveis que Deus realiza seus desígnios! Sarepta parecia ser uma terra de ninguém, mas estava no roteiro de Deus para a efetivação do seu propósito.
  
II. UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS 
1. A soberania e graça de Deus. Quando o Senhor ordenou ao profeta que se deslocasse até Sarepta, revelou-lhe também qual era o seu propósito: “Ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente” (1 Rs 17.9). Elias precisava sair da região controlada por Acabe e isso, como vimos, aconteceu quando ele se dirigiu a Sidom, na Fenícia.
O texto é bem claro em referir-se à viúva como sendo um instrumento que o Senhor usaria para auxiliar a Elias: “Ordenei ali a uma mulher viúva”. Quem era essa viúva ninguém sabe. Todavia, foi a única escolhida pelo Senhor, dentre milhares de outras viúvas, para fazer cumprir seu projeto soberano (Lc 4.25,26). Era uma gentia que, graças ao desígnio divino, contribuiu para a construção e desenvolvimento do plano divino.

2. A providência de Deus. A providência divina para com Elias revelou-se naquilo que Paulo, muito tempo depois, lembrou (1 Co 1.27). Um gigante espiritual ajudado por uma frágil mulher! Sim, uma mulher viúva e pobre. Muito pobre! Ficamos a pensar o que teria passado pela cabeça do profeta quando o Senhor lhe disse que havia ordenado a uma viúva que o sustentasse. Era de se imaginar que a mulher possuísse algum recurso. Como em toda a história de Elias, a provisão de Deus logo fica em evidência. A providência divina já havia se manifestado nos alimentos trazidos pelos corvos (1 Rs 17.4-6). Agora revelar-se-ia através de uma viúva pobre.

III. O PODER DA PALAVRA DE DEUS 
1. A escassez humana e a suficiência divina. A mulher que Deus havia levantado para alimentar Elias durante o período da seca disse não possuir nada ou quase nada: “nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos.” (1 Rs 17.12). De fato o que essa mulher possuía como provisão era algo humanamente insignificante! A propósito, o termo hebraico usado para punhado, dá a ideia de algo muito pouco! Era pouco, mas ela possuía! Deus queria operar o milagre a partir do que a viúva tinha. A suficiência divina se revela na escassez humana. O pouco com Deus torna-se muito!

2. Deus, a prioridade maior. O profeta entrega à viúva de Sarepta a chave do milagre quando lhe diz: “porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho” (1 Rs 17.13), O profeta era um agente de Deus, e atendê-lo primeiro significava colocar a Deus em primeiro lugar. O texto sagrado afirma que “foi ela e fez segundo a palavra de Elias” (1 Rs 17.15). Tivesse ela dado ouvidos à sua razão, e não obedecido as diretrizes do profeta, certamente teria perdido a bênção. O segredo, pois, é colocar a Deus sempre em primeiro lugar (Mt 6.33).

IV. O PODER DA ORAÇÃO 
1. A oração intercessória. O texto de 1 Reis 17.1 traz a profecia de Elias sobre a seca em Israel. E, de fato, a seca aconteceu. Tiago, porém, destaca que a predição de Elias foi acompanhada de oração: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tg 5.17). Novamente o profeta encontra-se diante de um novo desafio e somente a oração provará a sua eficácia. O filho da viúva morreu e Elias toma as dores da pobre mulher, pondo-se em seu lugar e clama ao Senhor (1 Rs 17.19,20). Deus ouviu e respondeu ao seu servo.

2. A oração perseverante. Elias orou com insistência (1 Rs 17.21). Ele estendeu-se sobre o menino três vezes! Isso demonstra a natureza perseverante de sua oração. Muitos projetos não se concretizam, ficam pelo caminho porque não são acompanhados de oração perseverante. O Senhor Jesus destacou a necessidade de sermos perseverantes na oração ao narrar a parábola do juiz iníquo (Lc 18.1). É com tal perseverança que conseguiremos alcançar nossos objetivos.

CONCLUSÃO 
A soberania de Deus sobre a história e sobre os povos e o seu cuidado para com aquele que o teme se revelam de forma maravilhosa no episódio envolvendo o profeta Elias e a sua visita a Sarepta. Não há limites quando Deus quer revelar a sua graça e tampouco há circunstância demasiadamente difícil que possa impedi-lo de mostrar o seu poder provedor.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I 
Subsídio Geográfico 
“Sarepta
Durante os três anos de seca sofridos por Israel nos dias de Acabe, Deus enviou Elias, que havia pronunciado o julgamento de Israel, à cidade fenícia de Sarepta, para que ali fosse sustentado. Nesta cidade, a viúva com a qual o profeta viveu desfrutou um suprimento perene de azeite e farinha, e experimentou a alegria de ter seu filho ressuscitado dos mortos (1 Rs 17.8-24). A cidade estava localizada a aproximadamente treze quilômetros ao sul de Sidom, ao longo da costa mediterrânea, na estrada para Tiro. Também é conhecida como Zarefate em algumas versões (Ob 1.20) e como Sarepta no NT (Lc 4.26) é a moderna Sarafand. Sarepta é mencionada em textos ugaríticos do século XIV a.C. e em papiros egípcios do século XIII a.C junto com Biblos, Beirute, Sidom e Tiro como uma das principais cidades da costa (ANET, p.477). Tanto Senaqueribe como Esar-Hadom reivindicam ter tomado Sarepta de acordo com as inscrições assírias (ela foi chamada Zaribtu, ANET, p.287)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.1768).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II 
Subsídio Devocional 
“1 Reis 17.8-16
Aqui nós temos um relato de outra proteção que Elias recebeu e de outra provisão que lhe foi feita durante o seu isolamento. Da assolação e da fome se rirá aquele que tem Deus por seu amigo para guardá-lo e mantê-lo. O ribeiro de Querite está seco, mas o cuidado de Deus por seu povo, e a bondade para com ele, nunca cessam, nunca falham, antes, são os mesmos, e continuam e se prolongam para aqueles que o conhecem (Sl 36.10). Quando o ribeiro secou, o Jordão não; por que Deus não o enviou para lá? Com certeza porque Ele mostrava que possuía uma variedade de formas de sustentar seu povo e não está preso a nenhuma. Deus agora proverá para ele onde ter alguma companhia e oportunidade de ser útil, e não ser, como tinha sido, enterrado vivo. Observe: [...] O lugar para onde ele é enviado, a Sarepta, uma cidade de Sidom, fora fronteira de Israel (v.9). Nosso Salvador observa esse fato como um sinal antigo do favor de Deus planejado para os pobres gentios, na plenitude dos tempos (Lc 4.25,26). Muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, e é provável que algumas teriam lhe oferecido as boas-vindas em suas casas; mas ele é enviado para honrar e abençoar com a sua presença uma cidade de Sidom, uma cidade gentia, e assim se torna (diz o Dr. Lightfoot) o primeiro profeta dos gentios. Israel tinha se corrompido com as idolatrias das nações e se tornado pior do que elas; justamente por isso a sua queda é a riqueza do mundo. Elias foi odiado e expulso pelos seus compatriotas; por isso, ele vai para os gentios como posteriormente se ordenou aos apóstolos que fizessem (At 18.6). Mas, por que para uma cidade de Sidom? Talvez porque a adoração de Baal, que então era o clamoroso pecado de Israel, tinha vindo recentemente dali com Jezabel, que era de Sidom (16.31); por essa razão, para lá ele devia ir, para que dali pudesse sair o destruidor daquela idolatria: ‘certamente de Sidom eu chamei o meu profeta, o meu reformador’. Jezabel era a maior inimiga de Elias; porém, para mostrar a ela a impotência da sua malícia, Deus encontrará para ele um esconderijo exatamente no país dela. Cristo jamais esteve entre os gentios, exceto uma vez, quando foi para as partes de Sidom (Mt 15.21).
A pessoa designada para hospedá-lo não é nenhum dos ricos mercadores ou dos grandes homens de Sidom, nem alguém como Obadias, que era mordomo da casa de Acabe e que alimentava os profetas; mas é ordenado a uma pobre viúva (isto é, ela é capacitada e disposta por Deus), desamparada e solitária, que o sustente. É o modo de Deus, e é a sua glória, fazer uso das coisas loucas deste mundo e honrá-las. Ele é, de forma especial, o Deus das viúvas, e as alimenta, e por isso elas devem pensar em como poderão retribuir a Ele” (HENRY, M. Comentário Bíblico do Antigo Testamento: Josué a Ester. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.512).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO 
A viúva de Sarepta 
Uma cena curiosa aparece na narrativa de Elias: Sua ida a Sarepta, uma cidade de Sidom, e seu encontro com uma mulher viúva. Com todo o cenário de caos em Israel, Deus se preocupa com uma mulher viúva da terra natal de Jezabel a ponto de enviar Elias não apenas para se manter vivo, mas para preservar a mulher e seu filho vivos também.
O perfil da viúva de Sarepta. Aquela era uma mulher que não tinha para si um provedor. O Texto Sagrado não diz há quanto tempo ela ficara viúva, mas diz que era uma mulher que além de viúva, não tinha mais recursos para se manter, a ponto de dizer ao profeta que ela não possuía nada mais que um punhado de azeite e farinha em casa, e que os usaria para fazer a última refeição de sua vida e da vida de seu filho. Foi nesse ambiente que Deus realizou a multiplicação dos únicos bens daquela mulher.
Aquela mulher também demonstrou fé naquilo que Elias disse. Quando surgem momentos de escassez, é comum as pessoas se tornarem mais egoístas. Mas aquela viúva fez o que Elias ordenou, e viu a providência divina em seu lar no período de seca.
A atitude de Elias. Quando o filho daquela viúva morreu, ela não se lembrou, em sua dor, da providência de Deus em seu lar por causa da presença de Elias. Na verdade, ela acusou o profeta de ser o responsável por aquela morte. E Elias precisava responder àquela situação. Ele não discutiu com a mulher. Apenas pediu que ela lhe entregasse o corpo do seu filho. Indo para o seu quarto, Elias roga ao Senhor que traga a vida do menino, e Deus responde à oração de Elias, realizando a primeira ressurreição da Bíblia. E quando devolveu o filho ressuscitado à sua mãe, Elias não discutiu. Em nenhum momento Elias chamou aquela mulher de incrédula, ou de ingrata (afinal, ela e seu filho estavam vivos graças à presença de Elias naquela casa). Ele agiu com mansidão, e Deus o honrou (1 Rs 17.24). Atente para o fato de que Elias agiu de forma mansa com aquela mulher, mas posteriormente agiu de forma impetuosa diante de Acabe e de sua idolatria, mostrando que há momentos certos para se ter atitudes certas diante de problemas diferentes. E por meio de Elias, o testemunho de Deus foi dado em terras estrangeiras por meio de milagres e da providência divina, a ponto de esse caso ser citado séculos depois pelo próprio Jesus.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A VINHA DE NABOTE


A VINHA DE NABOTE - Lição 7

OBJETIVOS
Identificar o objeto da cobiça de Acabe.
Citar as causas da cobiça.
Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça


APRESENTAÇÃO - ler Rm 15.4. 
Cobiça: Desejo veemente de possuir bens materiais; avidez, cupidez.

A cobiça é uma consequência da visão de mundo que o ser humano possui; que pode ser influenciada por três elementos principais que atuam no mundo: 

Materialismo
Um estilo de vida pautado somente nas coisas materiais. Após essa vida, dizem os materialistas, tudo acaba.

Hedonismo
Ética pautada na busca intensa pelo prazer inteiramente pessoal. O sexo, a paz interior e a prosperidade são os sonhos de vida do ser humano.

Pragmatismo
É o estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Os relacionamentos de ordem sentimental, espiritual e profissional são baseados numa perspectiva de barganha.

Apesar de Acabe ser o rei do Reino do Norte de Israel; poder comprar qualquer terra ou vinha em Israel, desejou a vinha de Nabote. Que tinha não apenas valor financeiro; mas familiar. 
Influenciado pela sua esposa, Jezabel. Acabe comete uma das maiores injustiças narradas na Bíblia, permite a morte de Nabote e toma a sua vinha. 

Aplicação. Devemos eliminar a cobiça do nosso coração, pois poderemos ser injustos e cruéis com pessoas inocentes. 


INTRODUÇÃO  
- Episódio histórico, que envolver o rei Acabe e a vinha de Nabote; 

- É um dos mais tristes registrados na Bíblia porque nos mostra: 
1. Uma grande injustiça cometida contra um homem inocente; 
2. Do que um coração cobiçoso é capaz. (advertência) Pv 4.23 ler. 

- Nos mostra também a justiça de Deus: Acabe matou Nabote e apropriou-se de suas terras. Mas não pôde usufruir do fruto de seu pecado, porque o Senhor, através do profeta Elias, o denunciou e o disciplinou.

Reflexão. 
Apesar de reis e governantes injustos governem; O mais importante é saber que o Rei justo governa todo o Universo. 

I. O OBJETO DA COBIÇA
1. O direito à propriedade no Antigo Israel.
- Ler (Lv 25.23; Nm 36.7). 

- O objetivo de Deus: 
1. Proteger seu povo da cobiça; 
2. Garantir o direito de cultivar a terra para sua subsistência. 

Aplicação. 
Não devemos cobiçar aquilo que é do próximo, nem tampouco jogar fora aquilo que o Senhor nos confiou como despenseiros.

2. A herança de Nabote. (vinha). 
- (dinâmica rápida) Ler (1 Rs 21.2,3). Com dois alunos, um fará o papel de Acabe e o outro o papel de Nabote. 

- Caráter de Nabote: Obediente ao Senhor e estava amparado na Lei de Deus (Lv 25.10-34) para proteger-se. 

- A frustação e tristeza de Acabe... (1 Rs 21.4). 

- Caráter e plano de Jezabel para tomar a vinha de Nabote (1 Rs 21.5-7, 8-14).

- Reflexão. 
Muitos têm consciência da ilegalidade de determinada transação, mas procuram justificativas que a tornem legal. Ex. Ananias e Safira (At 5.1-5); Administrar o dízimo.  

II. AS CAUSAS DA COBIÇA 
A raiz da cobiça - Mc 7.22-23  
1. A casa de campo de Acabe. 
- Em (1 Rs 18.45,46) mostra que Acabe tinha uma casa de verão e que a vinha de Nabote estava ao lado do palácio real (1 Rs 21.2). 

- Reflexão. 
Muitos ricos não se satisfazem com o que têm; Querem cada vez mais e mesmos assim não encontram satisfação (visão materialista).  

Aplicação. 
Nenhum ser humano conseguirá satisfazer-se plenamente se o centro da sua satisfação não estiver em Deus.

2. A horta de Acabe.
- Acabe estava dominado pelo desejo de “ter”, de “possuir”, (1 Jo 2.16). 

- Queria construir ao seu lado uma horta para que seus desejos pudessem ser realizados. Mesmo quebrando os mandamentos de Deus: “Não cobiçarás” (Êx 20.17; Ez 46.18). 

Aplicação
Jamais devemos incorrer no erro de achar que os fins justificam os meios, e assim quebrar a Palavra do Senhor na busca de um desejo meramente egoísta.

III. O FRUTO DA COBIÇA 
1. Falso testemunho.
- Através da cobiça de Acabe => Jezabel contrata duas falsas testemunhas contra Nabote (1 Rs 21.10).  

2. Assassinato e apropriação indevida. 
- Um jejum deveria ser proclamado, como sinal de lamento por haver Nabote blasfemado contra o Deus de Israel (1 Rs 21.9). 

- Uma prática religiosa foi usada para dar uma roupagem espiritual ao caso. 

Aplicação. 
Quantas vezes a Bíblia é usada para justificar práticas pecaminosas! 

-Um abismo chama outro (Sl 42.7). 


IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA 
1. Julgamento divino 
- Tanto Acabe como a sua esposa, Jezabel, estavam convencidos de que ninguém mais sabia dos seus intentos. 

- De fato, ninguém dentre o povo, exceto Elias, o Tisbita. Tão logo Acabe apossou-se da vinha de Nabote, ordena Deus ao profeta Elias (1 Rs 21.19,20). 
Ex. Davi, Ananias e Safira.  

- Alguém pode enganar aos homens, mas nunca ao Senhor. Diante dEle todas as coisas estão patentes (Hb 4.13).

2. Arrependimento e morte.
- Duas atitudes podem ser tomadas diante de uma sentença divina de julgamento:
1. Arrepender-se; 
2. Rejeitar a correção. 

- No caso de Acabe, ARREPENDEU-SE (1 Rs 21.27-29), contudo, sofreu as consequências (1 Rs 22.29-40; 2 Rs 1.1-17). 

- Jezabel, REJEITOU A CORREÇÃO (2 Rs 9.30-37).  

CONCLUSÃO 
Lendo a história de Acabe, constatamos logo que o pecado não compensa. Todas as nossas ações terão consequências, e algumas delas extremamente amargosas. Deveríamos medir nossas intenções primeiramente pela Palavra de Deus e somente assim evitaríamos dar vazão aos nossos instintos. Nossas ações glorificariam a Deus em vez de satisfazer nossos egos. Acabe fracassou porque esqueceu-se da Palavra de Deus, preferindo ouvir e seguir a orientação de uma pagã que nada sabia sobre a Lei do Senhor. Quando alguém quebra a Palavra de Deus, na verdade é ele quem está se quebrando! 


Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD


sábado, 2 de março de 2013

ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO


Elias no Monte da Transfiguração - Lição 9

OBJETIVOS
Descrever o episódio da transfiguração de Jesus.
Explicar a tipologia representada em Moisés e Elias.
Conscientizar se de que Jesus era o Messias esperado.


INTRODUÇÃO
- A transfiguração é um dos eventos mais marcante do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36). 

- Na transfiguração, apesar de aparecer a figura de Moisés, Elias e os discípulos: Pedro, Tiago e João, Cristo, o Messias a figura central do episódio. 

I. ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO
- Relação entre Elias e o Messias: Elias aparece juntamente com Moisés na transfiguração.  

1. Transfiguração. Ler: Mt 17.2
Transfiguração. Grego, metamorfose: Mudança de aparência, ou forma, mas não mudança de essência.

- A transfiguração mostrou aos discípulos: 
A divindade do Senhor Jesus, O verbo divino encarnado (Is 9.6; Jo 1.1).

- A aparência Glorificada de Cristo observado pelos discípulos: (Jo 17.5). 
1. Seu rosto resplandeceu como o sol (Mt 17.2); 
2. Suas vestes brancas como a luz (Mt 17.2). 

- Esses fatos Testificam a realidade Messiânica.

2. Glória divina. 
- ... durante a transfiguração “uma nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). 

- “nuvem”, é uma das formas da manifestação da presença de Deus:
1. Vista no Monte Sinai, Êx 24.15-17;
2. Vista no Templo de Salomão, 1 Rs 8.10,11; 
3. Vista por Ezequiel, Ez 1.4; 10.4. 

- Tanto Moisés como Elias, quando estiveram no Sinai (Êx 24.15-17; 1 Rs 19.11-12) viram a glória de Deus.  

- Todavia, não como os discípulos na Transfiguração (Mt 17.1,2).

II. ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO
Relação entre Elias e o Messias: Restauração espiritual do povo de Israel. 

1. Tipologia. 
- Na transfiguração, aparecem Moisés e Elias como figura tipológica e escatológica respectivamente (Mt 17.3). 

- Para a Igreja, tipifica: 
Moisés => A Lei; 
Elias => Os profetas;
Messias => A graça (Jo 1.17). 
- Os três não se alimentaram por quarenta dias e quarenta noites. 

- A transfiguração revela que a Lei e os Profetas se cumprem plenamente na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. (a graça). 

2. Escatologia. (refutação à reencarnação).  
- Além de tipológico, Elias aparece em um contexto escatológico para RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL do povo de Israel. 

- Conforme (Ml 4.5,6), Elias viria como o precursor do Messias.

- Esta profecia se cumpriu em João Batista (Lc 1.17). (ler) 

- A presença de João Batista, o Elias que havia de vir, era um sinal da vinda do Messias (Jo 1.29). 

III. ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO
Relação entre Elias e o Messias: Elias seria um sinal para a vinda do Messias; Como Elias não aparece em “carne e osso”, o Messias é rejeitado. 

1. O Messias esperado. 
- O Messias era esperado pelos judeus;  
- Os judeus aguardavam um sinal antes da vinda do Messias, este sinal era o profeta Elias (Ml 4.5,6; Mt 17.10). 
- Como Jesus poderia ser o Messias se Elias ainda não havia vindo? Pensavam os judeus. - Jesus revela que o Elias já havia vindo e eles não o reconheceram (Mt 17.12) 

SEMELHANÇA ENTRE ELIAS E JOÃO BATISTA
Elias havia sido um profeta do deserto, João também o foi; 
Elias pregou em um período de transição, João prega na transição entre as duas alianças; Elias confrontou reis (1 Rs 17.1,2; 2 Rs 1.1-4), João da mesma forma (Mt 14.1-4). 
Ambos enfrentaram confrontos (Mt 3.7); 
Foram ousados (Lc 3.1-14) e
Rejeitados (Mt 11.18).
Elias foi o primeiro homem a exercer o ministério profético no Antigo Testamento;
Elias foi um profeta da fala, ou seja, não escreveu livros como os demais; 
João foi o último profeta a exercer o ministério profético no Novo Testamento nos moldes do primeiro dos profetas (Elias), também foi um profeta da fala e não deixou livros escritos;
João Batista fecha o ciclo dos profetas, para inicio da graça. 

- Elias foi o Mais uma vez fica claro: João era o Elias que havia de vir e Jesus era o Messias. 

2. O Messias rejeitado. 
- O texto de Mateus 17.1-8, que narra o episódio da transfiguração, inicia-se com a frase: “Seis dias depois” (Mt 17.1), ou uma semana depois, ou ainda quase oito dias conforme citou Lucas (Lc 9.28). 

- A transfiguração ocorre após a confissão de Pedro (Mt 16.13-20) e o discurso de Jesus sobre a necessidade de se tomar a cruz (Mt 16.24-28).  

- Semelhante a João Batista, a mensagem do Messias não agradou a muita gente o que provocara rejeição. 

- Aplicação. Assim também somos nós, a Igreja de Cristo. O mundo nos refeita.  

IV. ELIAS, O MESSIAS E A EXALTAÇÃO
Relação entre Elias e o Messias. Elias seria o sinal de restauração de todas as coisas, sendo assim o Messias não poderia morrer em um contexto de restauração.  

1. Humilhação. (a morte de Jesus não foi um mártir, mas um sacrifício vivo, perfeito e voluntário, pois sendo Ele a vida jamais poderia permanecer morto, entretanto, deu a sua vida para tornar a toma-la. (Jo 10.17)). 

- Se Elias era um sinal para o Advento do Messias; e que Elias viria para restaurar todas as coisas (Ml 4.5-6; Mt 17.11).  Os discípulos não entendiam como o Messias pudesse morrer em um contexto de restauração, sendo Elias o seu precursor. 

- Cristo enfatiza a questão da humilhação, assemelhando-se a João Batista (Mt 17.12; Is 53.3), mas mostra que tal humilhação faz parte do plano da Redenção (Is 53.5; Rm 8.34). 

2. Exaltação. 
- Pedro testifica da glorificação do Senhor Jesus Cristo, O Messias. (2 Pe 1.16,17).
  
CONCLUSÃO 
Vimos, pois, que os eventos ocorridos durante a Transfiguração servem para demonstrar que Jesus era de fato o Messias esperado. Tanto a Lei, tipificada aqui em Moisés, como os Profetas, representado no texto pela figura de Elias, apontavam para a revelação máxima de Deus — o Cristo Jesus. Essas personagens tão importantes no contexto bíblico não possuem glória própria, mas irradiam a glória proveniente do Filho de Deus. Ele, sim, é o centro das Escrituras, do Universo e de todas as coisas (Cl 1.18,19; Hb 1.3; Fl 2.10,11).


BIBLIOGRAFIA 
Bíblia de Estudo – SHEDD.