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sábado, 21 de abril de 2012

ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR

ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR
 
OBJETIVOS
•    Identificar as principais características da igreja de Esmirna (confessante e mártir).
•    Descrever como Jesus se apresentou à igreja de Esmirna.
•    Saber as condições da cidade de Esmirna.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Mártir: Quem é submetido a suplícios ou à morte, pela recusa de renunciar os seus princípios.

A Igreja de Cristo está sendo impiedosamente perseguida. Embora localmente pareça tranquila, universalmente está sob fogo cerrado. A perseguição não é apenas física. Os santos são pressionados tanto pela cultura, quanto pelas instituições de um século que, por jazer no maligno, repudia e odeia os que são luz do mundo e sal da terra.

Esmirna é o emblema da igreja mártir. Se Laodiceia é a cara do mundo, Esmirna é o rosto do Cristo humilhado e ferido de Deus. Por isso, devota-lhe o mundo uma aversão insana e inexplicável. Mas como calar a voz daqueles, cujo sangue continua a clamar ao Juiz de toda a terra? Seu testemunho não será silenciado. Haverá de erguer-se tanto dos túmulos como dos lábios que se abrem com mansidão, para mostrar as razões da esperança cristã.
Compartilhemos o testemunho de Esmirna. Mesmo pressionada pelo inferno, soube como manter-se nas regiões celestiais em Cristo Jesus.

I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR1. Esmirna, uma cidade soberba.
- Esmirna, (hoje na região da Turquia) era uma colônia do império romano. Econômica e culturalmente desenvolvida, era submissa a Roma e ao culto ao imperador. Além disso, a grande comunidade judaica que vivia na cidade era muito hostil aos cristãos. Policarpo (69-155 d.C), um dos famosos “pais da igreja”, foi bispo cristão em Esmirna e martirizado por sua fé sincera e corajosa no Senhor.

2. A igreja em Esmirna.
- O objetivo da escola de Paulo (At. 19.8-11) foi de preparar evangelizadores, discipuladores (como ele), pastores e lideres para a igreja. Dois anos e três meses (v.8) foi o período mais longo que Lucas permaneceu em uma só localidade com o propósito missionário. Esse período fez parte da estratégia missionária internacional de Paulo, uma vez que este tinha o objetivo de evangelizar os grandes centros urbanos, comerciais independente de sua cultura. Os grandes grupos cristãos que iam surgindo nas grandes cidades eram responsáveis ou cuidavam de levar o evangelho aos interiores, zonas rurais e regiões adjacentes. As igrejas de Colossos, Hirápolis e Laodicéia foram fundadas por Epafras, amigo e cooperador de Paulo. Isso nos mostra o valor do investimento no discipulado e ensino da Palavra.
- Uma igreja comprometida com o Reino de Deus.

3. Esmirna, confessante e mártir.
- A igreja em Esmirna era confessional e mártir. Professando a Cristo, demonstrava estar disposta a sustentar-lhe o testemunho até o fim; sua fidelidade ao Senhor era inegociável (Ap 2.10).
- Esmirna não negava o Nome de Cristo diante das lutas e perseguições físicas.
 - Ainda hoje vemos em alguns lugares a igreja sendo perseguida, cristãos sendo queimados vivos, pastores com suas famílias sendo perseguidos e mortos, missionários presos e deportados para sua nação de origem, isso quando não morrem.
- Por outro lado temos pessoas que não confessam o nome de Cristo diante da sociedade apesar de não serem perseguidos e nem ameaçados de morte. Vemos pessoas (comuns, mestres e doutores) negarem a fé verdadeira diante de uma “pressão” política, social e/ou cultural, é comum vermos pregações distorcidas em prol do “ego”, usado como recurso para resolver problemas imediatos ou até mesmo um método inovador e espiritual de autoajuda.
- Não estamos vendo um evangelho pregado contra o pecado, (aos moldes da pregação de Jesus e de Paulo) mas muitas vezes vemos um evangelho que acolhe o pecador sem se preocupar com sua salvação e com sua transformação de vida. pense nisso”.
    
II. APRESENTAÇÃO DO MISSIVISTA
A uma igreja ameaçada no tempo, apresenta-se Jesus como a própria eternidade: “Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Ap 2.8). Nem a morte pode separar-nos do amor de Deus (Rm 8.35).

1. O Primeiro e o Último.
Sendo Jesus o Primeiro, todas as coisas foram criadas por seu intermédio. Sem Ele nada existiria, porque Ele é antes de todas as coisas (Jo 1.1-3). Por isso, o Senhor lembra ao anjo da Igreja em Esmirna que tudo estava sob o seu controle. Até mesmo os que lhe moviam aquela perseguição achavam-se-lhe sujeitos; tudo era criação sua. Aliás, o próprio Diabo estava sob a sua soberania, pois também era criatura sua, apesar de reivindicar privilégios de criador (Ez 28.14,15).
Sendo também o Último, Jesus estará na consumação de todas as coisas como o Supremo Juiz (Jo 5.27; Rm 2.16; 2 Tm 4.1). Portanto, os que se levantavam contra Esmirna já estavam julgados e condenados, a menos que se arrependessem de suas más obras.

2. Esteve morto e tornou a viver (Ap 2.8). 
Conforme Jesus antecipara ao pastor de Esmirna, o Diabo estava para lançar algumas de suas ovelhas na prisão, onde seriam postas à prova (Ap 2.10). Todavia, nada deveriam temer, pois ao seu lado estaria Aquele que é a ressurreição e a vida (Jo 11.25). Somente Jesus tem autoridade para fazer-nos semelhante exortação, pois somente Ele venceu a morte e o inferno.
Não desejava o Senhor Jesus que o anjo de Esmirna temesse aqueles, cujo poder limita-se a tirar-nos a vida física, mas aquele que, além de nos ceifar a vida terrena, tem suficiente autoridade para lançar-nos no lago de fogo (Mt 10.28). Por conseguinte, o martírio daqueles santos iria tão somente antecipar-lhes a glorificação ao lado de Cristo.

III. AS CONDIÇÕES DA IGREJA EM ESMIRNA
1. Tribulação (Ap 2.9)
O anjo da igreja em Esmirna sabia perfeitamente que a tribulação é um legado que recebemos do Senhor Jesus: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tranquilizado por essa promessa, o pastor de Esmirna refugiava-se na paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7). Roguemos, pois, ao Senhor que console os que, neste momento de suprema provação, estão selando a fé com o próprio sangue. Oremos pelos mártires do século XXI.
2. Pobreza. Se Laodiceia de nada tinha falta, Esmirna carecia de tudo. O próprio Senhor reconhece-lhe a extrema pobreza: “Conheço a tua (...) pobreza” (Ap 2.9). Essa pobreza, todavia, era rica. Complementa o Cristo: “Mas tu és rico”. Sim, ela era rica, pois fora comprada por um elevadíssimo preço: o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19).

3. Ataques dos falsos crentes. 
Além dos ataques externos, internamente a igreja em Esmirna era perseguida por falsos crentes a quem o Senhor Jesus desmascara: “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.” (Ap 2.9). O que buscava essa gente? Corromper a graça de Cristo através de artifícios humanos. Eles eram tão afoitos na disseminação de suas heresias e modismos, que se desfaziam em blasfêmias contra o pastor e a sua igreja. Mas na verdade estavam blasfemando de Cristo. Todavia, não haviam de ir adiante, pois em breve seriam julgados por aquele que sonda mentes e corações (Ap 2.23).
A Igreja de Cristo, nestes últimos dias, vem sendo atacada por falsos mestres e doutores. Disseminando heresias e modismos em nossos redis, fazem comércio dos santos. E abertamente blasfemam o nosso bom nome. Não irão, porém, adiante; sobre os tais paira o juízo de Deus.

4. Os crentes em prisão. 
Além dessas contrariedades, alguns membros da igreja em Esmirna (talvez os integrantes do ministério) seriam lançados na prisão, onde uma tribulação de dez dias aguardava-os (Ap 2.10). Foram eles executados? O que sabemos é que perseveraram até o fim, pois almejavam receber a coroa da vida.
Não são poucos os crentes que, neste momento, acham-se presos pelo único crime de professar a fé em Cristo (Mt 24.9). Nossos irmãos são torturados e executados. Em nossas orações, não nos esqueçamos dos mártires.
Oremos para que o nosso país jamais caia sob ideologias totalitárias e tirânicas como o nazismo e o comunismo.
 
CONCLUSÃO
Somente os que conhecem a natureza da segunda morte não temem as angústias da primeira. Esta, posto que é morte física, termina uma jornada temporal; aquela, ainda que morte, não morre: inicia um suplício eterno. Eis porque Esmirna sujeitava-se à primeira, porque temia o dano da segunda. Mas a sua principal motivação não era o medo da segunda morte e, sim, o amor que tinha por aquele que é a ressurreição e a vida.
Oremos pela igreja perseguida e mártir! As catacumbas de Roma não ficaram no passado. Num século que se diz tolerante e democrático, acham-se catacumbas e covas tanto nas metrópoles do Oriente quanto nas mégalopoles do Ocidente.
 
BIBLIOGRAFIA
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005.
Novo Testamento - King James

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO

ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO
OBJETIVOS
Identificar a singularidade da igreja de Éfeso.
Compreender seu grave problema.
Conscientizar-se que devemos voltar ao primeiro amor.


INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Amor: Intenso afeto por outra pessoa; devoção e dedicação.


Nesta aula estudaremos sobre a igreja de Éfeso. Localizada na Ásia Menor, era uma igreja dinâmica, primava pelo ensino correto das Escrituras, demonstrava ter um excelente conhecimento teológico, o que lhe capacitava a defender a sã doutrina (Ap 2.2). O Senhor Jesus reconhece a sua perseverança, seu labor e suas obras (2.2). Era referência naquela região.
Mas, lhe faltou entusiasmo para com o seu Senhor e irmãos, conforme nos orienta Paulo em 1 Co 13.


Esta aula de hoje nos apresenta uma interessante história nas entrelinhas das Escrituras Sagrada.

I. ÉFESO, UMA IGREJA SINGULAR
1. Paulo em Éfeso.

Éfeso, metrópole da Ásia Pro consular, na província de Lídia, perto da desembocadura do Caíster (hoje Baiindir), entre Mileto para o Sul e Esmirna no Norte. Era o maior centro comercial, político da Ásia menor, navios de várias partes do mundo faziam escalas em seu amplo porto. Seu grandioso templo consagrado a deusa romana, Diana (em grego, Ártemis), seu teatro e hipódromo eram conhecidos em toda Ásia.
O Evangelho chegou a Éfeso, conforme descrito (At 18.19), Paulo despediu-se de Áquila e Priscila, e rumou para uma viagem de vários meses à uma distância de uns 2.500 Km até Jerusalém, ida e volta. Áquila e Priscila realizaram um grande trabalho de evangelização onde permaneceram até o ano de 55 d.C, estavam em Roma no inicio de 57 d.C., quando Paulo escreveu sua carta aos Romanos.

Paulo retorna a Éfeso, onde permanece por três anos (At. 20.31), época em que fundara algumas das sete igrejas da Ásia (At 19).

2. A solidez doutrinária de Éfeso.
Paulo retornou a Éfeso (19.1), freqüentou a Sinagoga por três meses, onde pregava com ousadia (19.8). Paulo separa os discípulos (v.9), surge então uma "igreja local" em um ambiente separado da Sinagoga que abrigou os crentes cerca de um ano (18.19).
Escola de Tirano. Tirano era um filósofo grego que havia fundado uma escola para oferecer ao publico suas preleções. Um antigo manuscrito grego, conhecido como "código D" dá conta de que as aulas de Paulo eram das 11 às 16 horas, diariamente, talvez explique a profundidade Teológica quando escreve a Epístola aos Efésios.

O objetivo de do ensino de Paulo era preparar os discípulos para o evangelismo e pastorado, recebendo assim uma excelente base Teológica. As igrejas de Colossos, Hierápolis e Laodicéia, fundadas por Epafras, discípulo e conservo do apóstolo. Foram uma parte do fruto desse trabalho, que iniciou com Apolo, Áquila e Priscila. 
Podemos deduzir que a Igreja de Éfeso tinha uma solidez doutrinária, admirável, se considerarmos o poder do Espírito Santo aliado intimamente à Teologia Bíblica que paulatinamente ia sendo revelada ao Apóstolo Paulo, que por sua vez repassava aos irmãos, entendo que nesse contexto a fé e a razão andavam juntas, uma vez que Paulo era um profundo conhecedor da Filosofia grega, que era incapaz de apresentar ao homem uma revelação capaz de iluminar a sua consciência, iluminação esta encontrada só e somente só em Cristo Jesus.

3. Uma igreja de ministros excelentes.
A Igreja de Éfeso teve grandes homens de Deus em sua direção, como podemos ver, o seu inicio se deu por pessoas sérias e compromissadas com o Reino de Deus. Consta que os homens que por lá passaram, foram pessoas dignas de serem lembradas no CANON Sagrado, vimos então que se trata de pessoas, de fato comprometida com o Reino de Deus.
Podemos deduzir que não foi por falta de compromisso de seus lideres pioneiros, que a igreja entrou em atrofiamento no amor Ágape. No contexto das narrativas Bíblicas podemos ver uma sobre do legado Teológico deixado pelos pioneiros. Contudo, o amor enfraqueceu.

Esta situação é muito atual, no cristianismo brasileiro.
Nomes dos pastores de Éfeso, segundo narrativa Bíblica e História:
- Apolo, Áquila, Priscila, Paulo, Timótio, Tíquico e João.


II. O PROBLEMA DE ÉFESO
1. Um grave problema.

- A Igreja de Éfeso, havia abandonado o primeiro amor, o amor por Cristo e pela família cristã que tinham no início da vida cristã; o amor original, verdadeiro, puro, alegre e fervoroso, descrito em (1 Co. 13).

Motivos que abandonaram o primeiro amor.
Pelo contexto da igreja, podemos imaginar uma série de fatores, por exemplo, a) A cidade estava em constante crescimento, e isso melhora a condição financeira dos irmãos, podendo conduzi-los ao materialismo ou ao egoísmo; b) A tentação era intensa, haja vista que havia um templo para se praticar a prostituição à vontade, isso poderia atrapalhar o fervor espiritual de alguns irmãos; c) Havia na entre eles homens que se diziam apóstolos e não o era verdadeiramente, o que poderia escandalizar, entristecer ou decepcionar alguns irmãos.


Pontos Positivos: a) Era uma igreja perseverante; b) Primava pela ortodoxia teológica; c) Punha à prova os homens iminentes e suas profecias; d) Era uma igreja dinâmica; e) Igreja que suportava provas e perseguições por causa do nome de Cristo, uma vez que muitos se convertiam de deixavam de dar lucros ao templo de Artemis.

Ponto negativo:
Em face da narrativa supra, podemos deduzir que a igreja de Éfeso deixou de ser espiritual, passando a ser uma igreja mecânica e religiosa, não estavam apresentando a Deus um culto com a alma e sim um culto aparente, onde o fervor do Espírito apagou-se no coração dos irmãos.


"É como os nossos dias, muitas vezes fazemos algo para Deus por fazer, ou pra alguém vê, e não com o verdadeiro amor que Cristo requer de nós".

- Temos o exemplo do culto mecânico e aparente oferecido pelos Israelitas, e a sua trajetória (Jr 2.1-13) espiritual.
- Devemos fazer uma análise introspectiva e verificar as nossas atitudes, palavras e intenções que fluem do nosso coração, e verificar se estão alinhadas com o amor Ágape.

2. O primeiro amor. - Quem vive este primeiro amor é a novidade de vida gerada pelo novo nascimento, onde o homem tem sua vida espiritual regenerada, e recebe o amor Ágape, que só é concedido a quem aceita Cristo como Salvador se Senhor de sua vida.

- Esse amor é a força motriz que o cristão recebe ao descobrir o poder e a realidade do Espírito Santo, daí então ele (convertido) deseja só o Reino de Deus, quer ganhar almas, ir a todos os cultos, evita confusões, vivenciam o fruto do Espírito.

- O Primeiro amor é sentir o mover do Espírito Santo dentro de nós, momento em que espiritualmente sentimos uma fluidez na nossa comunicação direta com Deus.
- Portanto, Teologia, mestrado, doutorado, fama, cargos importantes, ser pastor de grandes igrejas, ter muitos bens, ser uma pessoa extremamente carismática, não é símbolo do PRIMEIRO AMOR.

- PRIMEIRO AMOR tem as características de 1 Co. 13.

3. Amnésia do amor. - Apesar de a igreja de Éfeso ser tão estruturada de conhecimento teológico e quem sabe até um grande número de membro, uma vez que houve em seu nascedouro muitas conversões, em razão do poder do Espírito Santo. Havia esta igreja, esquecido do seu primeiro encontro com Deus.

- Para refletir sobre este tema, não precisamos de nenhum conhecimento teológico, basta ser verdadeiros discípulos de Cristo.
- Sabemos que, se deixarmos de praticar a oração, leitura da Palavra, o jejum, consagração, adoração e freqüência nos cultos, logo vamos esfriando, aí bate a vontade de ficar em casa, vem também o desânimo, temos também as redes sociais, e outras coisas que podem sim tirar a atenção do homem/mulher de Deus das coisas espirituais.

- O próximo passo é perder a admiração e a vontade de ler a Palavra, daí por diante sentimos que Deus não nos escuta mais, sendo necessários muitos minutos de oração para sermos renovados e relembrarmos o primeiro amor.

- Portanto, está mais que provado que o primeiro amor pode ser esquecido.
- Mas, que não seja esquecido nem por mim nem por você, em nome de Jesus.


III. VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR
- Este retorno deve ser imediato, não podemos viver sem a presença do Espírito Santo, pois, sua presença é a razão da nossa PAZ.
1. Rica em obras, pobre em amor.
- Podemos ler o "rai x" da igreja de Éfeso:
- Sua natureza:
1. Enérgica em: a) obras, b) esforço, c) paciência;
2. Ortodoxa: a) provou os lideres, b) odiou sua doutrina.
Contudo,
3. Fria:
a) faltou o entusiasmo paro com o seu Senhor, b) faltou o amor para com os irmãos.

- Temos hoje muitos templos suntuosos, mas, vazios do amor de Deus, iniciando nos púlpitos até à porta de entrada.
- Temos que reler algumas vezes 1 Co. 13.

2. Amar é a mais elevada das obras.
- Para este sub ponto, não há argumento melhor do que este. 1 Co. 13.
1. AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. 2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. 3 E, ainda que distribuísse toda a minha fortuna, para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria. 4 A caridade é sofredora; é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade; não se ensoberbece; 5 Não se porta com indecência; não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; 7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 A caridade nunca falha, mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; 9 Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos; 10 Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. 11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 12 Porque, agora, vemos por espelho, em enigma, mas, então, veremos face a face; agora conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido. 13. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.


IV. LEMBRANDO SE DO PRIMEIRO AMOR
- Vemos agora o caminho proposto pelo Senhor Jesus, qual seja:
1) Lembrar-se, 2) Arrepender-se e 3) Voltar (que são os três passos da conversão) Ap. 2.5.

1. Lembrar-se de onde caiu.
... De onde. Trata-se de um lugar ou status espiritual, não se trata de um lugar físico, ou de uma posição na sociedade; caíram de um lugar aonde desfrutavam do poder e da unção de Deus, ou seja, é perder a intimidade com Deus.

- Quando isso acontece, o caminho a ser feito de forma imediata e indispensável é LEMBRAR-SE => ARREPENDER-SE E VOLTAR. Ex. Sl. 51

- Se voltarmos de forma nenhuma Ele nos rejeitará (Jo. 6.37).
- É certo que estamos sujeitos a de fato a cair de uma excelente posição espiritual. Contudo, devemos está em constante vigilância (1 Pe. 5.8; Ap. 3.11).
2. Voltar à prática das primeiras obras.
- Vimos no início do ponto três que há três passos, sendo o VOLTAR o ultimo deles, portanto antes desse ultimo passo, é necessário ARREPENDER-SE. Foi a orientação dada à Igreja de Éfeso.
Arrepender-se, quer dizer mudança de mente, ou seja, era necessário haver uma mudança da forma de pensar e de agir.

- Um arrependimento verdadeiro gera frutos de arrependimento, quais são, deixar de praticar as obras do velho homem e passar a andar em novidade de vida em Cristo Jesus, assim estaremos esperando a sua vinda a qualquer momento.
- Voltar à prática das primeiras obras é resultado de um verdadeiro arrependimento.
3. Amar a vinda de Cristo.
Assim como o Cristo ama a Noiva e suspira por sua chegada aos céus, também devemos nós, como o seu corpo místico, almejar por sua vinda: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.8). Você realmente ama a vinda de Cristo? Em breve Ele voltará. Amém. Ora vem Senhor Jesus!

CONCLUSÃO
Aprendemos muito com a igreja de Éfeso, pois nos mostra a trajetória espiritual de uma igreja, ou mesmo de um crente em Cristo Jesus. Vimos o seu nascedouro, seus ensinamentos, sua trejatória marcada por boas obras, mas, em determinado momento dessa trajetória, se vê em uma crise espiritual terrivel, quem sabe por influências externas, ou descuido dos lideres. Contudo, o nosso Deus por misericódia oferece uma oportunidade para arrependimento e restauração. Renove-se em Cristo Jesus, nesse momento.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A VISÃO DO CRISTO GLORIFICADO

A visão do Cristo glorificado - Lição 2
OBJETIVOS
Explicar o conceito e o objetivo da encarnação de Jesus.
Reconhecer que Cristo é o humilhado e ferido de Deus.
Compreender os eventos que abarcaram o Cristo Glorificado.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Cristo: Do hb.messiah”, ungido; do gr.christós”, ungido; significa Salvador do mundo.

Foi o Cristo glorificado que se apresentou a João na Ilha de Patmos. Aquele que no Calvário humilhara-se até ao inferno, no céu é soberanamente exaltado. Com a sua morte, Ele destruiu o poder da morte. Por isso revela-se não apenas em glória, mas como o Senhor de toda a glória. E já entronizado à destra do Pai, apresenta-se Jesus Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Fp 2.5-11).
Sim, aquele que esteve morto acha-se à direita do Pai. E triunfante virá buscar a sua Igreja (Ap 1.10-20). Está você preparado para receber o Cordeiro de Deus?
Mas, qual o verdadeiro significado da glorificação de Cristo? Só viremos a entendê-la se nos detivermos a compreender-lhe a encarnação.

I. O CRISTO ENCARNADO - JESUS HISTÓRICO
Por que a encarnação é o grande mistério da piedade? (1 Tm 3.16). Fazendo-se Filho do Homem, o Filho de Deus manifestou plenamente o amor do Pai (Jo 3.16). E assim Deus revelou-nos a sua graça (1 Jo 4.9).

1. A encarnação. 
A encarnação foi o ato pelo qual a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade foi concebida, virginalmente, no ventre de Maria (Is 7.14; Lc 1.27). Neste ato sobrenatural, levado a efeito por obra e graça do Espírito Santo, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem, e veio habitar entre nós (Jo 1.14). Eis porque afirmamos ser Jesus Cristo Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.
Na encarnação, o Senhor Jesus Cristo esvaziou-se não de sua divindade, mas da glória que usufruía ao lado do Pai, desde a eternidade mais remota (Fp 2.5-11). Jesus homem não deixou de ser Deus; Jesus Deus não deixou de ser homem. Nele, as naturezas divina e humana são plenas e harmônicas. Era Jesus, então, um homem igual a nós? Ele era melhor do que nós, pois foi achado sumamente perfeito.
Quem não aceita a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem o Espírito de Deus (1 Jo 4.2).

2. O objetivo da encarnação.  
Três foram os objetivos da encarnação do Filho de Deus: 1) Consumar o Plano de Salvação que, elaborado na eternidade, foi concretizado na plenitude do tempo (Gn 3.15; Gl 4.4; Ap 13.8);
2) Manifestar o Emanuel (Is 7.14; 9.6) para que, no Novo Testamento, exercesse plenamente os três ministérios do Testamento Antigo: profeta, sacerdote e rei;
3) Desfazer as obras de Satanás (1ª Jo 3.8b); e  
4) Revelar no Calvário a expressão maior do amor de Deus (Jo 3.16).
O Senhor Jesus, por conseguinte, fez-se Filho do Homem, a fim de que viéssemos a ser filhos de Deus (Jo 1.12). Em sua humilhação, exaltou-nos; em sua morte, reviveu-nos; em sua ressurreição, partilhou-nos sua glória e eternidade.

II. O CRISTO HUMILHADO E FERIDO DE DEUS - O CORDEIRO PASCAL
A morte de Cristo não foi entendida nem pelos judeus, nem pelos gregos. Aqueles consideravam-na escândalo; estes, loucura (1 Co 1.23). Se os primeiros buscavam compreendê-la através de uma interpretação equivocada da Lei e dos Profetas, os segundos esforçavam-se por tudo discernir à luz natural da razão. Em sua incredulidade, ambos os povos jamais vieram a aceitar as proposituras do Plano da Salvação.
Afinal, porque um homem teve de morrer para que os demais pudessem vir a ser salvos? É uma lógica humanamente desconhecida.
Todavia, tanto os judeus, quanto os gentios, ao receberem a Jesus, pela fé, passam a entender perfeitamente as implicações, temporais e eternas, da morte e ressurreição de Nosso Senhor (1 Co 1.24).
III. O CRISTO GLORIFICADO - REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES
A glorificação de Cristo abrange os seguintes eventos: ressurreição, ascensão aos céus, segunda vinda e triunfo sobre as forças do mal.

1. Ressurreição. 
 Afirmou Paulo que, sem a ressurreição de Cristo, a nossa fé seria vã (1 Co 15.14,17). Em toda essa passagem, o apóstolo mostra, com abundantes provas, ter sido a ressurreição do Senhor um fato histórico e não uma mitologia criada pelos discípulos. E foi como o Cristo ressurreto que Jesus apresentou-se a João na ilha de Patmos: “Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém!” (Ap 1.17,18). É fundamental que se realce que o Senhor Jesus ressuscitou física e corporalmente.
Já egresso dos mortos, o Senhor Jesus recebe do Pai todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18). Em suas mãos, as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18).

2. Ascensão aos céus. 
Ressurreto, apresentou-se o Cristo aos seus discípulos, por um período de quarenta dias, falando das coisas concernentes ao Reino de Deus (At 1.3). Em seguida, é assumpto aos céus numa nuvem, conforme o relato fidedigno e exato de Lucas (At 1.9). Agora, à destra do Pai, partilha daquela glória que sempre desfrutara ao seu lado desde a mais insondável eternidade (Jo 17.5; Hb 8.1). Esta também foi a visão que teve o primeiro mártir do Cristianismo: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56).
Portanto, o Senhor Jesus ascendeu aos céus num corpo glorificado, levando consigo as marcas do Calvário (Ap 5.6).

3. A segunda vinda. 
Se a ascensão de Cristo já foi gloriosa, como não será o seu retorno para buscar os redimidos? Em glória virá arrebatar a sua Igreja, para que os salvos participemos de toda a sua glória. Bendita seja a glória do Senhor! Paulo discorre sobre o evento em duas de suas epístolas (1 Co 15.50-58; 1 Ts 4.13-17). João, exilado em Patmos, teve o privilégio de contemplar o Senhor da glória (Ap 1.12-19). Em breve, muito em breve, também o veremos face a face. Aleluia!

CONCLUSÃO
Isaías viu o Cristo humilhado e ferido de Deus (Is 53.4). Jesus, porém, ressuscitou. Acha-se, agora, à destra do Pai Celeste. E logo virá buscar-nos. Está você preparado para este momento? Já recebeu a Jesus como o seu Salvador? Tem convicção de vida eterna? Aceite a Cristo, agora mesmo, para que possa desfrutar da glória do Senhor de toda a glória. Como Ezequiel, enalteçamos a glória do Cordeiro de Deus: “Bendita seja a glória do Senhor” (Ez 3.12).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

APOCALÍPSE, A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO

APOCALIPSE, A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO - Lição 1

OBJETIVOS
Definir
o Apocalipse como revelação divina.Conhecer as questões de autoria, data e local do livro.Saber que a leitura do Apocalipse é edificante.

INTRODUÇÃOPalavra Chave:
Revelação: Ato ou efeito de revelar um segredo.

- O Apocalipse é o livro no qual o Senhor Jesus nos mostra, através de símbolos e figuras como serão os últimos dias da humanidade sobre a terra.
- Se no Gênesis tudo é começo, no Apocalipse tudo é consumação. Uma consumação, porém, que recomeça quando a Nova Jerusalém desce dos céus “ataviada como noiva adornada para o seu esposo”. (implantação do Reino do Messias).

I. O LIVRO DO APOCALIPSE
1. Apocalipse, o único livro profético do NT.
- Embora haja profecias em quase todos os livros do Novo Testamento, (Mt.24; Mc.14.62; Lc. 21.27; Jo. 14; 2Tss. 2.3), somente Apocalipse é considerado um livro/documento rigorosamente profético.
- Título profético. Em grego, Apocalipse denota a remoção de um véu estendido sobre algo que deve e precisa ser exposto urgentemente por você e por mim.

- O Apocalipse é:Quanto ao conteúdo => Revelação;
Quanto à mensagem => Profecia;
Quanto ao gênero = > Epístola.

2. Um livro de advertências e consolações.
O Apocalipse não se limita a revelar o futuro.
Mas, adverte (Ap 3.11; 16.15), exorta (Ap 22.7) e ensina (Ap 3.3) os cristãos a esperar a segunda vinda de Cristo.

II. AUTORIA, DATA E LOCAL
1. Autoria.
- João, filho de Zebedeu;
- Autor do Evangelho de João e três epistolas (gerais) I, II e III João;
- Seu estilo literário é mais voltado para a Divindade de Cristo (Jo 20.31).

2. Data. O Apocalipse foi escrito entre 90 e 96 d.C.

3. Lugar. - Ilha chamada Patmos (Ap 1.9), Grécia. Distando 55 quilômetros da costa sudoeste da Turquia, faz parte do arquipélago conhecido como Dodecaneso. Sua área total é de 34,6 km² e sua população, hoje, gira em torno de três mil habitantes.

III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT
1. Tema do Apocalipse.
- Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer (Ap 1.1).
- Composto por visões (Ap 9.17;13.1;21.2;22.8), imagens, símbolos e figuras, o Apocalipse revela os conflitos do povo de Deus e a sua vitória final sobre o império das trevas. E conclui, mostrando os redimidos a desfrutar de todas as eternas bem-aventuranças (Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD).

2. Divisões do Apocalipse. Introdução, 1.1-8
1) “As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete candelabros, 1;
2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor, 2 - 3;
3) As coisas “que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e Celeste, 4-21.

Outra estrutura: oito partes1) As sete cartas às igrejas da Ásia Menor (1-3);
2) Os sete selos (4.1 a 8.1);
3) As sete trombetas (8.2 a 11);
4) As sete figuras simbólicas - a mulher vestida de sol, o dragão, o menino, a besta que saiu do mar, a besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião e o Filho do Homem sobre a nuvem;
5) O derramamento das sete taças (15, 16);
6) A condenação eterna dos ímpios (17-20);
7) As glórias da Nova Jerusalém (21-22.5);
8) Epílogo (22.6-21)”.

3. Objetivos do Apocalipse.1) Corrigir as distorções doutrinárias e desvios de conduta das igrejas da Ásia Menor;
2) Consolar os cristãos perseguidos pelas autoridades romanas;
3) Mostrar aos cristãos o que haveria de acontecer nos últimos dias; e:
4) Alertar-nos quanto à brevidade e urgência da vinda do Senhor.

IV. A LEITURA DO APOCALIPSE
1. A produção de livros no período do Novo Testamento.
O livro, na época de João, era um produto dispendioso e caro. Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas, sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico. Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira.

2. A leitura das Escrituras Sagradas. Contexto Histórico
- Na maioria das congregações, havia apenas um exemplar das Sagradas Escrituras. Para que todos fossem edificados, um oficial da igreja punha-se a ler a Palavra de Deus, enquanto a irmandade ouvia-o reverente e atentamente. Ap 1.3
- Devemos ler para sermos bem aventurados (Ap 1.3).

3. A liturgia da Palavra. Aplicação da leitura da Palavra.
- Embora tenhamos amplo acesso à Bíblia Sagrada, voltemos à liturgia da Palavra.
- Nesse ensejo, sugiro a leitura integral do Apocalipse, em voz alta, do púlpito de nossas igrejas, logo no primeiro domingo deste trimestre, para que todos, crentes e não crentes, ouçam-no e sejam bem-aventurados.

CONCLUSÃONesta aula fomo ricamente abençoados, pois tivemos a primeira aula sobre as cartas enviadas às sete igrejas da Ásia. Vimos ainda a importância de se ler e praticar a Palavra de Deus, é o alimento para o nosso espírito e sem ela não conheceremos jamais os propósitos de Deus para o seu povo. Portanto, na qualidade de servos do Senhor Jesus, leiemos a e meditemos em sua Palavra todoso os dias. Sl. 1.