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domingo, 13 de maio de 2012

SARDES, A IGREJA MORTA

SARDES, A IGREJA MORTA - LIÇÃO 7
 
“Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14).
 
OBJETIVOS
Identificar os problemas pertinentes à igreja de Sardes.
Compreender que não podemos viver de aparência.
Reconhecer que somente o Espírito Santo pode vivificar uma igreja espiritualmente morta.
 
INTRODUÇÃO - Palavra Chave=> Morte: Fim; desaparecimento gradual de qualquer coisa que se tenha desenvolvido por algum tempo.

- A igreja em Sardes foi morrendo aos poucos até esvaziar-se por completo do Espírito Santo (extinguiu o Espírito – 1 Tss 5.19).
- Aos olhos humanos - bem viva Agora;
- Aos olhos de Deus - um cadáver.
Aparentemente. Bem maquiada e vestida ricamente, impressionava por sua vida sem vida.

Contextualização atual.
- Muitas igrejas, hoje, assemelham-se a Sardes. Morreram e não o sabem.

Solução
- Era só angustiar-se por um avivamento (arrependimento/quebrantamento – Sl 51.17).

Consequência
- Renovação, restauração.
 
I. A IGREJA EM SARDES
1. A cidade de Sardes.

Aspectos gerais:
- Situava-se a quinhentos metros acima do nível do mar;
- Considerava-se inexpugnável;
- Orgulhava-se também de seus fabulosos tesouros;
- Suas abundâncias vinham, em parte, do rio Pactolos, que lhe fornecia ouro e prata em grandes quantidades.
- Suas águas, eram indispensáveis à boa saúde.
- Haja vista o fabuloso Creso. Ascendendo ao trono no sexto século a.C, este rei acumulou tantos bens, que o seu nome veio a tornar-se sinônimo de riqueza. No mundo antigo, este ditado era corrente: “Rico como Creso”.

2. A igreja em Sardes. R-1 e R-2
Trajetória:
- Fundada provavelmente pelo apóstolo Paulo, tinha vida abundante;
- Formada por pessoas oriunda de várias etnias;
- Aos poucos começou a necrosar-se; morria e não percebia que estava morrendo (Ap 3.1);

Resultado:
- Vivia de aparências. Embora parecesse avivada, jazia sem vida.

Aplicação
- Este é o retrato de algumas igrejas. No exterior, beleza; no interior, o acúmulo de mortos (Mt 23.27).

II. A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA
- Jesus apresenta-se como aquele que tem os sete Espíritos de Deus;
- Enfatizando:
1. A ação plena do Espírito Santo na Igreja de Cristo;
2. Somente o Espírito de Deus tem a capacidade de vivificar uma igreja morta. Ex. (Ez 37). R.3

1. O que tem os sete Espíritos de Deus (Ap 3.1).
- O Senhor Jesus se identifica “indiretamente”, mas ao mesmo tempo revela que é O Messias fazendo menção à uma profecia Messiânica, Isaías 11.2 “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor”.

- Outro Exemplo de identificação indireta do Senhor Jesus Cristo:
Mt. 11.4-5; Is 35.5-6

- Aqui Jesus declara o Seu nome.

2. Os sete Espíritos de Deus.
- Existe apenas um único Espírito Santo (Ef 4.4).
- Aplica-se ao Espírito Santo para indicar que Sua ação, Seu poder e Sua autoridade são totais.  “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11.2).
- Revela a Divindade do Espírito Santo, pois compartilha dos atributos incomunicáveis de Deus, Onisciente, Onipresente, Onipotente, imutabilidade e etc....

3. As sete estrelas.

- Simbolizam os sete pastores das sete igrejas da Ásia (Ap 1.20);
- Jesus se revela como o Soberano da Igreja (local e universalmente);
- Ele é a cabeça da Igreja, pois resgatou-a com o seu precioso sangue (Ef 5.23; 1 Pe 1.17-19).

- Aqui Jesus declara que é o Cabeça da Igreja.
 
III. A DOENÇA E A MORTE DE UMA IGREJA

- Aos olhos das demais igrejas, Sardes exibia-se bela e viva. Mas aos olhos de Cristo, não passava de um defunto bem produzido. Aliás, a sua certidão de óbito já estava lavrada com a explicitação da causa mortis.

1. Perda de memória.
A primeira doença: R.4
- Esquecimento espiritual;
- Esqueceu-se das primeiras obras, do primeiro amor, das bênçãos espirituais, dos dons, dos milagres, das revelações, das profecias e da intimidade com Deus (Ap 2.5);

- Exortação:  “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te” (Ap 3.3), voltar (Ap 2.5).
Comparação:

- Sardes (morta) era mais grave do que a de Éfeso (esqueceu o 1º amor).
- Efeso => lembra-te, arrepende-te e volta;
- Sardes=> lembra-te, arrepende-te, (novo nascimento) e vigiar.

Aplicação. O Senhor Jesus, porém, tanto nos restaura a memória espiritual, como nos faz ressurgir dentre os mortos (Ef 5.14).

2. Desleixo.
A segunda doença: Desleixo.

- Apesar de não sejamos perfeitos, nossas obras têm de primar pela excelência.
- A igreja em Sardes, todavia, desprezando o padrão divino, conforme descrito:
“Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Ap 3.2). Jr 48:10 (obra relaxadamente).

Aplicação.
- No Reino de Deus, a perfeição é o padrão mínimo aceitável, conforme recomenda o apóstolo: “se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12.7.8, Ec 9.10).

3. Descaso para com o remanescente fiel.

- Responsabilidade de quem está em pé:
- Ajudar os que estão fracos na fé (1 Ts 5.14)
- O Senhor recomenda: “Sê vigilante e confirma (na fé, na dedicação, no Evangelho de Cristo) o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Ap 3.2).

- Jesus estava dando outra oportunidade para a igreja de Sardes, transformando o seu estado espiritual reprovado (orgulho, rebelião, adultério, fornicação, heresias, roubo, cobiça, calúnias).

Aplicação
- É hora de confirmar os que ainda respiram.
Através da Palavra de Deus, da oração, da comunhão dos santos e do serviço evangelístico e missionário.

CONCLUSÃO
Se o anjo da igreja em Sardes não cumprisse os seus deveres, teria o nome riscado do Livro da Vida: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5). Sabe o que isso significa? Separação eterna de Deus. Sim, desempenhar o ministério cristão de forma relapsa e profana pode levar o obreiro a comprometer a própria salvação. Muito cuidado!
Finalmente, irmãos, a Igreja de Cristo é lugar de vivos. Nosso Deus não é Deus de mortos (Mc 12.27).

Bibliografia
Bíblia de Estudo SHEDD;
Novo Testamento - King James

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