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sábado, 21 de abril de 2012

ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR

ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR
 
OBJETIVOS
•    Identificar as principais características da igreja de Esmirna (confessante e mártir).
•    Descrever como Jesus se apresentou à igreja de Esmirna.
•    Saber as condições da cidade de Esmirna.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Mártir: Quem é submetido a suplícios ou à morte, pela recusa de renunciar os seus princípios.

A Igreja de Cristo está sendo impiedosamente perseguida. Embora localmente pareça tranquila, universalmente está sob fogo cerrado. A perseguição não é apenas física. Os santos são pressionados tanto pela cultura, quanto pelas instituições de um século que, por jazer no maligno, repudia e odeia os que são luz do mundo e sal da terra.

Esmirna é o emblema da igreja mártir. Se Laodiceia é a cara do mundo, Esmirna é o rosto do Cristo humilhado e ferido de Deus. Por isso, devota-lhe o mundo uma aversão insana e inexplicável. Mas como calar a voz daqueles, cujo sangue continua a clamar ao Juiz de toda a terra? Seu testemunho não será silenciado. Haverá de erguer-se tanto dos túmulos como dos lábios que se abrem com mansidão, para mostrar as razões da esperança cristã.
Compartilhemos o testemunho de Esmirna. Mesmo pressionada pelo inferno, soube como manter-se nas regiões celestiais em Cristo Jesus.

I. ESMIRNA, UMA IGREJA MÁRTIR1. Esmirna, uma cidade soberba.
- Esmirna, (hoje na região da Turquia) era uma colônia do império romano. Econômica e culturalmente desenvolvida, era submissa a Roma e ao culto ao imperador. Além disso, a grande comunidade judaica que vivia na cidade era muito hostil aos cristãos. Policarpo (69-155 d.C), um dos famosos “pais da igreja”, foi bispo cristão em Esmirna e martirizado por sua fé sincera e corajosa no Senhor.

2. A igreja em Esmirna.
- O objetivo da escola de Paulo (At. 19.8-11) foi de preparar evangelizadores, discipuladores (como ele), pastores e lideres para a igreja. Dois anos e três meses (v.8) foi o período mais longo que Lucas permaneceu em uma só localidade com o propósito missionário. Esse período fez parte da estratégia missionária internacional de Paulo, uma vez que este tinha o objetivo de evangelizar os grandes centros urbanos, comerciais independente de sua cultura. Os grandes grupos cristãos que iam surgindo nas grandes cidades eram responsáveis ou cuidavam de levar o evangelho aos interiores, zonas rurais e regiões adjacentes. As igrejas de Colossos, Hirápolis e Laodicéia foram fundadas por Epafras, amigo e cooperador de Paulo. Isso nos mostra o valor do investimento no discipulado e ensino da Palavra.
- Uma igreja comprometida com o Reino de Deus.

3. Esmirna, confessante e mártir.
- A igreja em Esmirna era confessional e mártir. Professando a Cristo, demonstrava estar disposta a sustentar-lhe o testemunho até o fim; sua fidelidade ao Senhor era inegociável (Ap 2.10).
- Esmirna não negava o Nome de Cristo diante das lutas e perseguições físicas.
 - Ainda hoje vemos em alguns lugares a igreja sendo perseguida, cristãos sendo queimados vivos, pastores com suas famílias sendo perseguidos e mortos, missionários presos e deportados para sua nação de origem, isso quando não morrem.
- Por outro lado temos pessoas que não confessam o nome de Cristo diante da sociedade apesar de não serem perseguidos e nem ameaçados de morte. Vemos pessoas (comuns, mestres e doutores) negarem a fé verdadeira diante de uma “pressão” política, social e/ou cultural, é comum vermos pregações distorcidas em prol do “ego”, usado como recurso para resolver problemas imediatos ou até mesmo um método inovador e espiritual de autoajuda.
- Não estamos vendo um evangelho pregado contra o pecado, (aos moldes da pregação de Jesus e de Paulo) mas muitas vezes vemos um evangelho que acolhe o pecador sem se preocupar com sua salvação e com sua transformação de vida. pense nisso”.
    
II. APRESENTAÇÃO DO MISSIVISTA
A uma igreja ameaçada no tempo, apresenta-se Jesus como a própria eternidade: “Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Ap 2.8). Nem a morte pode separar-nos do amor de Deus (Rm 8.35).

1. O Primeiro e o Último.
Sendo Jesus o Primeiro, todas as coisas foram criadas por seu intermédio. Sem Ele nada existiria, porque Ele é antes de todas as coisas (Jo 1.1-3). Por isso, o Senhor lembra ao anjo da Igreja em Esmirna que tudo estava sob o seu controle. Até mesmo os que lhe moviam aquela perseguição achavam-se-lhe sujeitos; tudo era criação sua. Aliás, o próprio Diabo estava sob a sua soberania, pois também era criatura sua, apesar de reivindicar privilégios de criador (Ez 28.14,15).
Sendo também o Último, Jesus estará na consumação de todas as coisas como o Supremo Juiz (Jo 5.27; Rm 2.16; 2 Tm 4.1). Portanto, os que se levantavam contra Esmirna já estavam julgados e condenados, a menos que se arrependessem de suas más obras.

2. Esteve morto e tornou a viver (Ap 2.8). 
Conforme Jesus antecipara ao pastor de Esmirna, o Diabo estava para lançar algumas de suas ovelhas na prisão, onde seriam postas à prova (Ap 2.10). Todavia, nada deveriam temer, pois ao seu lado estaria Aquele que é a ressurreição e a vida (Jo 11.25). Somente Jesus tem autoridade para fazer-nos semelhante exortação, pois somente Ele venceu a morte e o inferno.
Não desejava o Senhor Jesus que o anjo de Esmirna temesse aqueles, cujo poder limita-se a tirar-nos a vida física, mas aquele que, além de nos ceifar a vida terrena, tem suficiente autoridade para lançar-nos no lago de fogo (Mt 10.28). Por conseguinte, o martírio daqueles santos iria tão somente antecipar-lhes a glorificação ao lado de Cristo.

III. AS CONDIÇÕES DA IGREJA EM ESMIRNA
1. Tribulação (Ap 2.9)
O anjo da igreja em Esmirna sabia perfeitamente que a tribulação é um legado que recebemos do Senhor Jesus: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tranquilizado por essa promessa, o pastor de Esmirna refugiava-se na paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7). Roguemos, pois, ao Senhor que console os que, neste momento de suprema provação, estão selando a fé com o próprio sangue. Oremos pelos mártires do século XXI.
2. Pobreza. Se Laodiceia de nada tinha falta, Esmirna carecia de tudo. O próprio Senhor reconhece-lhe a extrema pobreza: “Conheço a tua (...) pobreza” (Ap 2.9). Essa pobreza, todavia, era rica. Complementa o Cristo: “Mas tu és rico”. Sim, ela era rica, pois fora comprada por um elevadíssimo preço: o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19).

3. Ataques dos falsos crentes. 
Além dos ataques externos, internamente a igreja em Esmirna era perseguida por falsos crentes a quem o Senhor Jesus desmascara: “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.” (Ap 2.9). O que buscava essa gente? Corromper a graça de Cristo através de artifícios humanos. Eles eram tão afoitos na disseminação de suas heresias e modismos, que se desfaziam em blasfêmias contra o pastor e a sua igreja. Mas na verdade estavam blasfemando de Cristo. Todavia, não haviam de ir adiante, pois em breve seriam julgados por aquele que sonda mentes e corações (Ap 2.23).
A Igreja de Cristo, nestes últimos dias, vem sendo atacada por falsos mestres e doutores. Disseminando heresias e modismos em nossos redis, fazem comércio dos santos. E abertamente blasfemam o nosso bom nome. Não irão, porém, adiante; sobre os tais paira o juízo de Deus.

4. Os crentes em prisão. 
Além dessas contrariedades, alguns membros da igreja em Esmirna (talvez os integrantes do ministério) seriam lançados na prisão, onde uma tribulação de dez dias aguardava-os (Ap 2.10). Foram eles executados? O que sabemos é que perseveraram até o fim, pois almejavam receber a coroa da vida.
Não são poucos os crentes que, neste momento, acham-se presos pelo único crime de professar a fé em Cristo (Mt 24.9). Nossos irmãos são torturados e executados. Em nossas orações, não nos esqueçamos dos mártires.
Oremos para que o nosso país jamais caia sob ideologias totalitárias e tirânicas como o nazismo e o comunismo.
 
CONCLUSÃO
Somente os que conhecem a natureza da segunda morte não temem as angústias da primeira. Esta, posto que é morte física, termina uma jornada temporal; aquela, ainda que morte, não morre: inicia um suplício eterno. Eis porque Esmirna sujeitava-se à primeira, porque temia o dano da segunda. Mas a sua principal motivação não era o medo da segunda morte e, sim, o amor que tinha por aquele que é a ressurreição e a vida.
Oremos pela igreja perseguida e mártir! As catacumbas de Roma não ficaram no passado. Num século que se diz tolerante e democrático, acham-se catacumbas e covas tanto nas metrópoles do Oriente quanto nas mégalopoles do Ocidente.
 
BIBLIOGRAFIA
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005.
Novo Testamento - King James

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