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domingo, 22 de janeiro de 2012

A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO

A Prosperidade em o Novo Testamento - Lição 4

Leitura Bíblica em classe
2 Coríntios 8.1-9.9 - porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis.Este versículo nos mostra quatro verdades que precisamos saber para fortalecimento de nosso ponto de vista sobre a verdadeira prosperidade.

Nótula Homilética. 8.9 A oferta de Cristo. 1) Sua origem: graça de Deus (Hb 2.9; Jô 3.16); 2) Sua qualidade: um esvaziamento da riqueza infinita (Jo 17.5) para a pobreza completa (Fp 2.8); 3) Sua motivação: “por amor de vós” (9) e do mundo inteiro; 4) Seu fim: a troca da nossa miséria total por sua riqueza celestial (Rm 8.17).
Objetivos:
Saber
que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica.
Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter.Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.
INTRODUÇÃO
Palavra ChaveFilantropia: Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.

Nesta aula aprenderemos verdades que nos ajudarão a fortalecer nosso pensamento sobre prosperidade à luz da Bíblia, além de termos mais argumentos para refutamos a falsa Teologia da prosperidade, que coloca o dinheiro e os bens desta terra no lugar de Deus.
- Aprenderemos o que significa a prosperidade para o cristão (1 Co 16.2; 3 Jo 2); 
- Como o Senhor Jesus e seus apóstolos definiram a verdadeira prosperidade? (Jo 10.10; Fp 4.12,18).
- O sentido de prosperidade, no Novo Testamento, vai além das posses materiais.
- Por fim aplicaremos em nosso dia-a-dia, as verdades aprendidas nesta aula.

I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
1. Prosperidade e consumo.

- Comparando a doutrina do Novo Testamento sobre a prosperidade com o ensino de determinados mestres.
- Determinados mestres: Incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, (2 Pe 2.1-3);
- O Senhor Jesus e seus apóstolos: Desencorajam tal idéia (Mt 6.19; 1 Tm 6.8-10; ).
- Muitos cristãos, ....não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus, (Mt 13.22).
Visão do mundo:

- Sucesso + Consumo = Vida próspera.

Visão dos Apóstolos:
- Prosperidade = Comunhão com Deus.
- A Bíblia incentiva a perda desses bens: (Fp 3. 7-8; Lc 18.22; 19.2,8). Isso não significa que pra seguir a Cristo é necessário ser pobre financeiramente. Já vimos pessoas renunciarem bons salários, empregos e até mesmo posição social, por amor à obra de Deus; também vemos pessoas que preferem as riqueza do que servir a Cristo de verdade, neste caso devemos atentar para o equilíbrio.
2. Prosperidade e futuridade.
- A PROMESSA de uma vida absolutamente saudável, rica, bem-sucedida e livre de aflições (prosperidade) nada tem a ver com a visão escatológica dos primeiros cristãos (2 Co 4.17; Ef 3.8.9);
- Visão escatológica dos cristãos: (1 Ts 4.17; 2 Co 5.8; 2 Tm 2.4). 

Aplicação/Conscientização:
- Resgatar a Visão Escatológica da Igreja Primitiva (Mt 6.31). 
A Palavra nos exorta a:
- Não confiar nas riquezas (1 Tm 6.17);
- Não acumulá-las (Mt 6.19) e;
- Não colocar o coração nela (1 Tm 6.9,10).


Conseqüências:
- Cair na cobiça (1 Tm 6.9,10);
- Opressão e engano (Tg 2.6; 5.4).


II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER
1. Tesouros na terra.

- O Novo Testamento adverte-nos quanto ao perigo da inversão dos valores eternos (colocar as riquezas no lugar de Deus; colocar as riquezas em primeiro lugar)
- Exemplo: (Lc 12.13-21)
- O TER - Está relacionado com aquilo que possuímos;
- O SER- Com aquilo que somos.
- A riqueza em si não é má – mas, o amor a ela e ao dinheiro é condenável na Bíblia (Sl 62.10; 1 Tm 6.10).
- Exemplos de homens ricos que tinham Deus em 1º Lugar em suas vidas (Mt 27.57; Lc 19.2).
- Exemplos de pessoas que preferem as riquezas (Lc 18.24).
2. Tesouros no céu.
- Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais.
- Verdadeira riquezas são: as espirituais e não as materiais.
Contexto cultural:
Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino, ou evidência de salvação (hoje vimos a mesma idéia). Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência (hoje vimos a mesma idéia).
- Jesus refuta essa visão: “Quão dificilmente, entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24,25; 12.15).
- Paulo mostra que: Os bens espirituais transcendem sem comparação, os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31; 2 Co 4.17; Fp 3.7,8).
- CRISTO deve ser  BUSCADO e ALMEJADO, por que nEle estão todos os Tesouros e Riquezas (Cl 2.2,3)
III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA
1. Uma igreja com diferentes classes sociais.
Contexto histórico:
- Nos dias de Jesus, havia diferentes classes sociais (ricos, classe média, diaristas, escravos e pessoas que dependiam do governo).
- Esses grupos de pessoas agregaram-se à nova fé (At 6.7), Paulo e os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10-18).
- A Igreja Primitiva, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32).


- A igreja não fazia acepção de pessoas – revela UNIDADE.
- Hoje há igrejas que recebem a oferta proporcional aos milagres. 1 Pe 2.1-3
2. Não esquecer dos pobres.
- O cuidado com os menos favorecidos é um dever da Igreja (Gl 2.10)
Contexto histórico: - A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da fome que acabou por atingir o mundo daquela época (At 11.28). Paulo iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os crentes pobres de Jerusalém. As igrejas gentias responderam generosamente ao apelo do apóstolo (Rm 15.26). Mas, os irmãos de Corinto, não se mostraram entusiasmados para cooperar. Paulo os exorta (2 Co 8-9).
- Há muitos crentes que, embora ricos espiritualmente, carecem de bens materiais para a sua sobrevivência. Os quais, devemos ajudar com alegria.
- A prosperidade legitima-se com a GENEROSIDADE.
CONCLUSÃO
A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior. Embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores espirituais. É o que nos ensina o Novo Testamento.

Fontes:
Bíblica Sagrada - SHEDD, Nova Vida, 1ª Ed.

Um comentário:

  1. Nobre Alan, paz [...]

    Muito bom o comentário. Impactante e direto[...]

    Profº Francisco Netto

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