Páginas

sábado, 28 de janeiro de 2012

AS BÊNÇÃOS DE ISRAEL E O QUE CABE À IGREJA

As Bênçãos de Israel e o que Cabe à Igreja - Lição 5
Objetivos:
Identificar o caráter pessoal das bênçãos sobre Abraão;
Compreender o aspecto nacional da bênção de Desus sobre Israel;
Coscientizar-se de que através da igreja as bênçãos de Deus têm um alcance universal.

Princípios para a interpretação das promessas bíblicas
1. Promessas feitas a indivíduos específicos não foram formuladas com a intenção de serem válidas para todos os crentes.
2. Promessas feitas aos israelitas do Antigo Testamento geralmente não se aplicam a pessoas de hoje.
3. Algumas promessas bíblicas feitas no Antigo Testamento são aplicáveis aos dias de hoje. Nessa categoria estão as promessas bíblicas baseadas na natureza de Deus, promessas com paralelos em o Novo Testamento e promessas gerais para ‘os que confiam no Senhor’.
4. Os ‘ditos de sabedoria’ do livro de Provérbios não foram escritos para serem considerados como promessas bíblicas.
5. Palavras ditas por seres humanos registradas na Escritura não são, necessariamente, promessas bíblicas.
6. Algumas promessas bíblicas são incondicionais, enquanto outras são condicionais.
7. Ao interpretar as promessas de Deus, tenha sempre em mente o que outras passagens sobre o mesmo assunto revelam.
8. Ao interpretar as promessas de Deus, deixe o contexto determinar o significado apropriado das palavras bíblicas.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Promessas: Ato amoroso por meio do qual o Senhor estabelece um compromisso fiel e santo com seus servos.
Nesta aula teremos uma visão maior sobre as bênçãos de Deus destinadas aos seus filhos nas esferas: 1)Pessoal; 2)Nacional e 3)Universal, neste sentido verificamos que há uma progressão ou um reflexo das bênçãos de Deus sobre a vida de alguém, é como se cumprisse o que está escrito sobre a fidelidade do servo fiel, Mt 25.23. 
- Estudaremos as bênçãos sobre a vida de Abraão – individual, e os reflexos dessas bênçãos nas vidas de pessoas do nosso convívio;
- As bênçãos prometidas por Deus especificamente a Israel – Nacional;
- As bênçãos destinadas à sua Igreja, analisando as promessas divinas do Antigo Testamento em seus respectivos contextos – Universal.
- Veremos através da através da Bíblia, o que foi prometido a Israel e o que cabe à Igreja de Cristo.
I. ABRAÃO E O ASPECTO PESSOAL DA BÊNÇÃO. veja Dt.28.1-14.
- Nesse primeiro ponto da aula, estudaremos o aspecto das bênçãos de Deus sobre pessoas, ou seja, o homem recebendo e/ou deixando de ganhar as bênçãos de Deus, para tanto o comentarista usou o Patriarca Abraão como exemplo. No primeiro momento veremos as bênçãos de Deus e seu alcance INDIVIDUAL, em seguida veremos seu alcance na COLETIVIDADE, ou seja, sobre as pessoas que convivemos direta e indiretamente e que muitas vezes podem ser abençoado através do servo de Deus.
1. O alcance individual das bênçãos.
- A Bíblia revela que Deus trata com pessoas e não apenas com nações. O principio desse entendimento é: INDIVIDUO => FAMILIA=> SOCIEDADE=> NAÇÃO, logo, quando um indivíduo é abençoado por Deus – essas bênçãos alastram-se e alcançam outras pessoas. - Exemplo de Abraão.
- Na Antiga Aliança, as bênçãos contemplavam o presente, mas também o porvir. A nossa visão aqui deve ser MACRO, ou seja, quando se trata de ALIANÇA, (Deus com o Homem) sabemos que a Antiga Aliança era a sobra da Futura Aliança, que fora revela em Cristo, por este motivo as bênçãos que pairavam sobre a Antiga Aliança se estenderam à Nova Aliança, ou seja, para o futuro (Gn 12.3; Gl 3.15-22), assim podemos dizer que tais bênçãos eram temporais (porque os seus recebedores eram abençoados no seu tempo) e eternas (porque apontava para o resgate da Humanidade). Tais bênçãos se concretizavam após uma promessa, e quem fez a promessa é Fiel para a cumprir  e não pode negar a Si mesmo, além das bênçãos serem temporais e eternas – são também materiais com seu objetivo final Espiritual. Uma vez que a história da Salvação tem seu desfecho na história real, envolvendo toda humanidade. 
- Bênçãos temporais: Aquelas que diziam respeito à realidade pessoal do patriarca;
- Bênçãos eternas: Referiam-se às promessas que estavam por se cumprir na plenitude dos tempos (Gl 4.4).
Contexto da chamada de Abraão:
- Quando Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus, este atendeu o seu chamado motivado em cumprir a vontade divina, e não por interesse materiais e/ou financeiros;
- Por este motivo Abraão foi abençoado em tudo, inclusive com bens materiais (Gn 24.35);
- Destaca-se que Abraão sabia como lidar com o transitório, pois tinha a mente no eterno.


2. O alcance social das bênçãos.
Continuando o exemplo de Abraão... agora no aspecto social.
- De nada adianta possuir bênçãos materiais, se aqueles que estão ao nosso redor, não forem alcançados em decorrência de nossa confissão e testemunho (Gn 12.3). Neste parágrafo, nos chama à atenção pela atualidade dessa realidade, pois vimos em Abraão que apesar de ser próspero materialmente (Gn 13.2) – era um adorador do Senhor (Gn 13.4) e uma pessoa desprendida das coisas terrenas (Gn 13.9), assim abençoou outras pessoas com liberalidade, e não por obrigação.
- Outro fator indispensável na vida de um cristão é o TESTEMUNHO. Abraão nos revela seu caráter com suas atitudes, seriedade e compromisso com Deus (Gn 12.8).
- Abraão desfrutava de um excelente conceito por parte dos que o cercavam, além de muitas pessoas serem abençoadas por ele (Gn 12.3; Ne 1.7,8).
- Por fim, além das bênçãos materiais, financeiras ou apenas para subsistência, que muitas pessoas receberam de Abraão diretamente ou indiretamente; hoje desfrutamos de uma benção muito maior, mesmo vivendo em uma geração tão distante daquela; por meio da fé de Abraão a benção da salvação em Cristo Jesus chegou até nós (Gl 3.14).
Aplicação.
Meu irmão apesar das maselas que o mundo nos apresenta constantemente, temos a nobre responsabilidade de anunciar o Reino de Deus, que as bençãos do Senhor que estão sobre nós alcance os nossos familiares, colegas de trabalho, vizinhos, na escola em fim em qualquer lugar. Faça a diferença
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". Mt 5.16.

II. ISRAEL E O ASPECTO NACIONAL DA BÊNÇÃO
Para este ponto da aula, se intere da história e da criação do Estado de Israel, veja, quando Israel foi reconhecido mundialmente como nação. links abaixo.
- Contexto Histórico da divisão dos Reinos até a Criação do Estado de Israel.
- Vídeos Históricos, sobre a criação do Estado de Israel.

1. O alcance geográfico das bênçãos.
- Vimos que dentre as bênçãos prometidas a Abraão, encontra-se a benção da conquista de uma terra, onde seria formada uma grande nação (Gn 12.2, 17.8). Tal promessa marcou a História do povo judeu, que por muitos anos lutaram para tomar posse da benção prometida (Gn 12.2; Ex 13.5; 23.23,28; 33,2; Js 3.10; 13.1-6), em maio de 1948, Israel é reconhecido como Nação independente sob muito esforço e votações acirradas, então, os judeus de várias partes do mundo começam a retornar para sua terra (Jr 30.10).
 - É uma bênção que diz respeito unicamente ao povo de Israel (Dt 28.8).
2. O alcance político das bênçãos.
- As bênçãos prometidas a Abraão, também tinha cunho político, uma vez que as mesmas se estenderam também na esfera geográfica. Logo, estamos falando de conquistas, guerras, lutas e muitos conflitos que o povo de Deus iria enfrentar para tomar Possi da benção completamente (Gn 12.2; Ex 13.5; 23.23,28; 33,2; Js 3.10; 13.1-6), assim sendo necessitavam de uma boa diplomacia para avançarem nas conquistas. Nesse aspecto havia sobre eles a intervenção divina (Dt 28.10).
- Para não incorrermos em erros de interpretação Bíblica, no que se refere as bênçãos de Deus à Israel e o que nos cabe, é necessário observamos o contexto histórico e o público a quem se destina a promessa, uma vez que algumas são exclusivamente ao povo hebreu.

3. O alcance global das bênçãos.
- O alcance da benção prometida a Abraão (Gn 12.3), transcende ao natural, se trata da segunda referência ao nascimento do Messias, Jesus Cristo (Gn 3.15). Nesse texto Deus está prometendo: a) Que o Messias haveria de descender ou haveria de nascer da família de Abraão (Mt 1.1); b) Que a mesmo tipo de FÉ utilizada por Abraão (Rm 4.16) era a mesma que justificariam os gentios (Gl 3.8); c) Que a Salvação não era apenas para a posteridade de Abraão; mas, para todos os povos (Rm 4.9-25).
- Outro exemplo de promessa ilimitada quanto aos seus recebedores: O derramamento do Espírito Santo, apesar de ser feita a Israel, acha-se disponível a todos os que recebem a Jesus como salvador (Jl 2.28-31; cf. At 2.39), Paulo entendeu exatamente essa promessa (Gl 3.14).

III. A IGREJA E O ASPECTO UNIVERSAL DA BÊNÇÃO
Para este ponto, sugeri-se uma visão espiritual por parte do nobre leitor, uma vez que algumas bênçãos prometidas na Antiga Aliança só foram possíveis com o advento do Messias (Hb 8.8-12; 10.10). Mesmo porque a Igreja não está ligada aos ritos e cerimônias judaicas. Face o exposto, estudaremos agora as bênçãos em Cristo Jesus (Ef. 1.3). Foi consumado (Jo 19.30), tome posse.  A igreja revela o aspecto universal das bênçãos de Deus prometidas a Abraão, uma vez que a igreja é a instituição visível/espiritual estabelecida pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 16.18), e através dela o Reino de Deus é manifesto e conhecido de todos os principados e potestades (Ef 3.10).

1. Transitório versus eterno. - As bênçãos na Antiga Aliança eram: material; social e espiritual.
- Contudo, enfatizaremos mais a natureza espiritual, podendo fazer uma comparação entre as duas Alianças, colocando as promessas respectivamente:
Antiga Aliança
- Era sombra da Nova Aliança (Cl 2.17; Hb 10.1)
- Imperfeita (Hb 8.7);
- Transitório (2 Co 3.13; Hb 8.13);
Nova Aliança
- Perfeita (Hb 8.6);
- Promessas superiores (Hb 8.6);
- Bênçãos eternas (Hb 10.34); 
- É o cumprimento das promessas feitas na Antiga Aliança (Rm 16.25)
Assim vemos que desfrutamos da plenitude, das bênçãos que estavam ocultas desde os tempos antigos. (Rm 16.25).
2. Material versus espiritual.
Neste ponto vimos o tema da revista, afinal, o que pertencia a Israel e que pode ser também desfrutado pela Igreja?
- À Igreja de Cristo, cabem as bênçãos espirituais, não significa que não caibam também as bênçãos materiais, entretanto, as bênçãos espirituais devem ser buscadas e desejadas em primeiro lugar na vida dos cristãos (Mt 6.19-21). Até porque as bênçãos espirituais não têm valor financeiro – foram conquistadas pelo sangue de Jesus (1 Pe 1.18-19). 
- Assim podemos dizer que a Igreja é abençoada com todas as bênçãos espirituais em Cristo Jesus (Ef 1.3), bênçãos estas conquistada na consumação da obra de Cristo na cruz do Calvário (Jo 19.26).
- Bênçãos conquistadas para Igreja com a o advento da Nova Aliança:
a) Justificação (Gl 2.16,21);
b) Dom do Espírito Santo (Gl 3.2);
c) Herança espiritual de filho de Deus (Rm 8.14);
d) Vida eterna (Gl 3.21; Rm 8.2) e
e) Verdadeira liberdade em Cristo (Gl 4.8-10; 5.1).
- Essas bênçãos foram conquistadas na cruz do Calvário, quando o nosso Senhor Jesus exclamou em alto e bom som “Está consumado” (Jo 19.26), Satanás não esperava ouvir esta Palavra, foi o fim do poder da morte sobre a humanidade. Pois todos que olharem para o Senhor podem ser salvos e herdeiros da Vida Eterna.
3. Pobreza e riqueza.
Aqui deve ser apresentada a moderação, considerando a cosmovisão cristã, não é razoável que o cristão se dedique o seu tempo inteiramente  às conquistas, esquecendo-se das espirituais, pois, a nossa estadia na terra é transitória (Hb 13.14). Deus quer que experimentemos a sua presença intensamente, portanto, corramos e prossigamos em conhecer ao Senhor (Os 6.3). Contudo, sem se esquecer das nossas responsabilidades como pai, responsável por trazer o sustento para sua família, sabendo ainda que Deus é provedor, que não depende só de nós se conquistamos ou deixamos de conquistar os nossos sonhos e objetivos; mas dependemos da misericórdia de Deus (Rm 9.16), é Ele quem abre portas aonde não há portas (Ap 3.7), e quem tem a competência e exclusividade de nos abençoar (Gn 12.3). 
- Pessoas piedosas que possuíam bens terrenos (Jo 3.1; 19.39) e desfrutavam perfeita saúde (3 Jo 2).
- O fato de termos irmãos carentes e enfermos (1 Tm 5.23; 2 Tm 4.20), não significa rebeldia contra Deus ou que não são filhos de Deus ou ainda que estejam amaldiçoados. Isso é mentira de Satanás, a seu tempo Deus abrir as portas, basta sermos fieis a Ele.

CONCLUSÃO
- Com esta aula identificamos o caráter pessoal das bênçãos sobre Abraão, compreendemos o aspecto das bênçãos sobre a nação de  Israel e estamos conscientes de que através da Igreja a multiforme sabedoria de Deus é revelada aos homens (Ef.3.10), sendo essa benção de caráter universal.
- Vimos ainda que o cristão deve ser moderado sobre as conquistas dos bens materiais, uma vez que a Bíblia nos os riscos do materialismo (Mt 6.21), portanto o nosso coração deve estar em algo superior (Fp 3.20). Por esse motivo, coloquemos o Senhor Jesus sempre em primeiro lugar.

Está consumado, tome posse das bênçãos de Deus para sua vida.

Boa aula!.

Bibliografia
Bíblia de Estudo - SHEDD.
Bíblia Online - Mundo Bíblico.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

COMO SOU VISTO POR MEUS COMPANHEIROS DE GRUPO?

OBJETIVO:
Descoberta e avaliação das qualidades pessoais na perspectiva dos outros.

TEMPO DE DURAÇÃO:
10 a 20 minutos

MATERIAL NECESSÁRIO:
Folhas de papel (uma para cada pessoa), caneta ou lápis

EXPLICAÇÃO DA DINÂMICA:
Distribua uma folha de papel para cada integrante do grupo. Peça que cada um deles olhe para a pessoa que está a sua direita e tente encontrar pelo menos 3 (três) qualidades positivas do caráter desta pessoa. Dê um tempo de 3 a 5 minutos para que todos possam refletir, analisar e anotar tais qualidades no papel. Agora pessa que cada um compartilhe suas anotações. Isto deve ser feito um após outro. Dê oportunidade para que as pessoas concordem ou discordem das observações feitas sobre si.

APLICAÇÃO:
1. Procure mostrar ao grupo a importância de sermos conhecidos de modo autêntico.
2. Mostre ao grupo como pode acontecer surpresas sobre as observações que os outros fazem a nosso respeito. Procure ajudá-los a responder as perguntas:
a) Quem, de fato, sou eu?
b) Você tem receio de que os outros lhe conheçam, como de fato você é?
c) Como você tem programado sua vida?
  • Como os outros querem que você seja;
  • Como você gostaria que os outros lhe enxergassem;
  • Como de fato você é.
d) A que conclusões você está chegando depois desta dinâmica?


Bibliografia
SOLONCA. Paulo, Dinâmicas, Ed. Socep, 3ª Ed. 2009, Santa Bárbara d'Oeste - SP.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO

A Prosperidade em o Novo Testamento - Lição 4

Leitura Bíblica em classe
2 Coríntios 8.1-9.9 - porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis.Este versículo nos mostra quatro verdades que precisamos saber para fortalecimento de nosso ponto de vista sobre a verdadeira prosperidade.

Nótula Homilética. 8.9 A oferta de Cristo. 1) Sua origem: graça de Deus (Hb 2.9; Jô 3.16); 2) Sua qualidade: um esvaziamento da riqueza infinita (Jo 17.5) para a pobreza completa (Fp 2.8); 3) Sua motivação: “por amor de vós” (9) e do mundo inteiro; 4) Seu fim: a troca da nossa miséria total por sua riqueza celestial (Rm 8.17).
Objetivos:
Saber
que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica.
Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter.Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.
INTRODUÇÃO
Palavra ChaveFilantropia: Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.

Nesta aula aprenderemos verdades que nos ajudarão a fortalecer nosso pensamento sobre prosperidade à luz da Bíblia, além de termos mais argumentos para refutamos a falsa Teologia da prosperidade, que coloca o dinheiro e os bens desta terra no lugar de Deus.
- Aprenderemos o que significa a prosperidade para o cristão (1 Co 16.2; 3 Jo 2); 
- Como o Senhor Jesus e seus apóstolos definiram a verdadeira prosperidade? (Jo 10.10; Fp 4.12,18).
- O sentido de prosperidade, no Novo Testamento, vai além das posses materiais.
- Por fim aplicaremos em nosso dia-a-dia, as verdades aprendidas nesta aula.

I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
1. Prosperidade e consumo.

- Comparando a doutrina do Novo Testamento sobre a prosperidade com o ensino de determinados mestres.
- Determinados mestres: Incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, (2 Pe 2.1-3);
- O Senhor Jesus e seus apóstolos: Desencorajam tal idéia (Mt 6.19; 1 Tm 6.8-10; ).
- Muitos cristãos, ....não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus, (Mt 13.22).
Visão do mundo:

- Sucesso + Consumo = Vida próspera.

Visão dos Apóstolos:
- Prosperidade = Comunhão com Deus.
- A Bíblia incentiva a perda desses bens: (Fp 3. 7-8; Lc 18.22; 19.2,8). Isso não significa que pra seguir a Cristo é necessário ser pobre financeiramente. Já vimos pessoas renunciarem bons salários, empregos e até mesmo posição social, por amor à obra de Deus; também vemos pessoas que preferem as riqueza do que servir a Cristo de verdade, neste caso devemos atentar para o equilíbrio.
2. Prosperidade e futuridade.
- A PROMESSA de uma vida absolutamente saudável, rica, bem-sucedida e livre de aflições (prosperidade) nada tem a ver com a visão escatológica dos primeiros cristãos (2 Co 4.17; Ef 3.8.9);
- Visão escatológica dos cristãos: (1 Ts 4.17; 2 Co 5.8; 2 Tm 2.4). 

Aplicação/Conscientização:
- Resgatar a Visão Escatológica da Igreja Primitiva (Mt 6.31). 
A Palavra nos exorta a:
- Não confiar nas riquezas (1 Tm 6.17);
- Não acumulá-las (Mt 6.19) e;
- Não colocar o coração nela (1 Tm 6.9,10).


Conseqüências:
- Cair na cobiça (1 Tm 6.9,10);
- Opressão e engano (Tg 2.6; 5.4).


II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER
1. Tesouros na terra.

- O Novo Testamento adverte-nos quanto ao perigo da inversão dos valores eternos (colocar as riquezas no lugar de Deus; colocar as riquezas em primeiro lugar)
- Exemplo: (Lc 12.13-21)
- O TER - Está relacionado com aquilo que possuímos;
- O SER- Com aquilo que somos.
- A riqueza em si não é má – mas, o amor a ela e ao dinheiro é condenável na Bíblia (Sl 62.10; 1 Tm 6.10).
- Exemplos de homens ricos que tinham Deus em 1º Lugar em suas vidas (Mt 27.57; Lc 19.2).
- Exemplos de pessoas que preferem as riquezas (Lc 18.24).
2. Tesouros no céu.
- Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais.
- Verdadeira riquezas são: as espirituais e não as materiais.
Contexto cultural:
Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino, ou evidência de salvação (hoje vimos a mesma idéia). Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência (hoje vimos a mesma idéia).
- Jesus refuta essa visão: “Quão dificilmente, entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24,25; 12.15).
- Paulo mostra que: Os bens espirituais transcendem sem comparação, os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31; 2 Co 4.17; Fp 3.7,8).
- CRISTO deve ser  BUSCADO e ALMEJADO, por que nEle estão todos os Tesouros e Riquezas (Cl 2.2,3)
III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA
1. Uma igreja com diferentes classes sociais.
Contexto histórico:
- Nos dias de Jesus, havia diferentes classes sociais (ricos, classe média, diaristas, escravos e pessoas que dependiam do governo).
- Esses grupos de pessoas agregaram-se à nova fé (At 6.7), Paulo e os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10-18).
- A Igreja Primitiva, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32).


- A igreja não fazia acepção de pessoas – revela UNIDADE.
- Hoje há igrejas que recebem a oferta proporcional aos milagres. 1 Pe 2.1-3
2. Não esquecer dos pobres.
- O cuidado com os menos favorecidos é um dever da Igreja (Gl 2.10)
Contexto histórico: - A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da fome que acabou por atingir o mundo daquela época (At 11.28). Paulo iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os crentes pobres de Jerusalém. As igrejas gentias responderam generosamente ao apelo do apóstolo (Rm 15.26). Mas, os irmãos de Corinto, não se mostraram entusiasmados para cooperar. Paulo os exorta (2 Co 8-9).
- Há muitos crentes que, embora ricos espiritualmente, carecem de bens materiais para a sua sobrevivência. Os quais, devemos ajudar com alegria.
- A prosperidade legitima-se com a GENEROSIDADE.
CONCLUSÃO
A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior. Embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores espirituais. É o que nos ensina o Novo Testamento.

Fontes:
Bíblica Sagrada - SHEDD, Nova Vida, 1ª Ed.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

OS FRUTOS DA OBEDIÊNCIA NA VIDA DE ISRAEL

Os frutos da obediência na vida de Israel - Lição 3
OBJETIVOS
Compreender
que obediência a Deus é a condição indispensável para um viver próspero.
Conscientizar-se de que a desobediência é a causa da maldição.
Citar algumas das conseqüências da obediência na vida do crente.


Palavra Chave:
Obediência: Sujeição voluntária a Deus e às suas leis.
Ilustre sua aula.
http://espadaflamejante.blogspot.com/2012/01/barbeiros-existem-logo-deus-existe.html
http://espadaflamejante.blogspot.com/2010/01/deus-existe.html

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que, no Antigo Testamento, há muitas e grandiosas promessas para os israelitas, ao mesmo tempo há muitas advertências para esse mesmo povo. Tais promessas não eram absolutas e sim CONDICIONAIS, ou seja, veremos sempre no texto “se, se o meu povo... se obedecerdes....”, é no Antigo Testamento que conhecemos um Deus que tem prazer em abençoar o seu povo, entretanto, exige uma obediência voluntária. Conforme vimos em Dt. 27 e 28, a vida diária dos israelitas estava intimamente ligada ao seu relacionamento com Deus. Para o seu povo, a igreja, não é diferente, devemos obedecê-Lo voluntariamente, de todo o nosso coração, alma, pensamento e com todas as nossas força, isso é amar a Deus verdadeiramente, Mt. 22.37. 

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO
1. Deus fala e quer ser ouvido.

- Moisés chama a atenção [...]  se “ouvir a voz do Senhor”, .... viver próspero, desde que obedecessem à voz de Deus, (Dt 28.1 - 14). Podemos destacar as bênçãos prometidas: As seis bênçãos de 3-6 têm paralelo nas seis maldições de 16-19. Destaca-se a exposição do texto. As seis bênçãos tratam de: 1) Relações estrangeiras de Israel (7); 2) Relações domésticas (8); 3) Relações espirituais (9,10); 4) Relações domésticas (11,12a); 5) Relações estrangeiras (12b,13). Se Israel fosse fiel, em sua relação com Deus, prosperaria em todos os sentidos, Desfrutaria de abundância na própria pátria e seria bem sucedido em todo encontro militar ou comercial, com outras nações. 
- Isto porque as bênçãos do Senhor são fundamentadas em sua Palavra... aqui é oportuno destacar que trata-se da Palavra já escrita, a Bíblia, e a Palavra que recebemos de Deus através de profecia (verdadeira), pois sua Palavra não falha. Devemos obedecê-la atentamente, pois é na Palavra de Deus que encontramos as saídas da vida, ou seja, as respostas para os nossos anseios e necessidade mais complexas, ela é luz para o nosso caminho e lâmpada para os nossos pés, Sl 119.105, é através dela que sonhamos nossos ideais para vivemos uma vida de bênçãos aqui na terra e por fim, é através dela que temos viva esperança em Cristo Jesus e a certeza de uma vida eterna. Portanto, o homem que obedece à Palavra de Deus, é bem aventurado integralmente, logicamente, isso não significa ausência de lutas ou triunfalismo, todos passamos por lutas, a diferença é que a nossa vitória é certa, pois em Cristo jamais seremos confundidos Rm 9.33.
 
2. A obediência e suas reais motivações. - Em Deuteronômio, observamos que a verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato. Aqui podemos concluir que Deus requeria do povo uma obediência voluntária e não por obrigação, mas com alegria.
- Dentre inúmeras motivações que o povo de Israel tinha para obedecer a Deus, podemos destacar algumas: 1) A grandeza de Deus (10.17-22); 2) As maravilhas por Ele operadas (11.1-7); 3) As bênçãos que desfrutaremos (11.8-17). Para a Igreja, não há motivação maior para obedecê-Lo, do que a Graça que nos foi revelada, Cristo Jesus.

II. DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO

MALDIÇÕES SEGUNDO DEUTERONÔMIO 28
• Pestilência (v.21);
• Consumo pela ferrugem e destruição das sementeiras (v.22);
• Enfermidades (febre, inflamação, úlceras, tumores, sarna) (vv.22,27);
• Seca (v.24);
• Céus de bronze e terra de ferro (v.23);
• Não poderiam resistir os inimigos (v.25);
• Dispersão do povo de Deus (v.64);
• Redução do povo (v.62).

1. A quebra da aliança.
- A quebra da aliança sempre ocorreu e ocorre por parte do homem, pois Deus não pode negar a Si mesmo, ainda que sejamos infiéis Ele permanece Fiel, 2 Tm 2.13, se Ele prometeu vai cumprir!.
- Em Deuteronômio 27.15-26 e 28.16-19, a maldição aparece como resultado da desobediência, ocasionando a quebra da aliança divina. Observa-se que, assim como a bênção está associada à obediência a Deus, da mesma forma a maldição vem associada à desobediência! A lei da retribuição, tanto no seu sentido positivo como negativo, é bem clara no Antigo Testamento (Dt 28.47,48). Quando olhamos para o Velho Testamento, vimos a resposta de Deus imediatamente à prática cometida, talvez esta resposta imediata fosse em virtude da necessidade de se cumprir a Lei, hoje apesar de sabermos que o principio é o mesmo, há em nosso subconsciente a realidade da GRAÇA, e muitos acabam por quebrar as alianças estabelecidas com Deus, pois se apóiam na Longanimidade do nosso Pai Celestial e andam defraudando a Sua Palavra ou até mesmo, não crendo mais nela. Contudo, a sentença para estes é certa, o juízo lavrado há longo tempo não tarda, 2 Pe 2.1-3.
- Renove a aliança hoje, não deixe passar a oportunidade, o Senhor te fortalece... Is 40.29.
2. A maldição da idolatria.
- Idolatria
. Colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus. A idolatria é o caminho mais curto para o cristão extinguir, apagar a presença do Espírito Santo em sua vida (1 Tss 5.19), devemos está centrados na Palavra e não se comunicar com o pecado (Ef 5.11), antes, condená-lo. Mesmo servido a Deus, estamos sujeitos a cair no pecado da idolatria, a Bíblia relata pelo menos três tipos de idolatria, 1) A ídolos (deuses) Lv. 26; 2) A pessoas Rm 1.25 e 3) dinheiro Cl. 3: 5; 1 Tm 6.10.
 Observamos que a idolatria a um falso deus, por parte de um cristão é remota, em virtude de já ter uma satisfação espiritual, ou seja, Deus já habita em seu coração e preenche essa necessidade. Contudo, há circunstâncias que podem levá-lo à idolatria a pessoas, dinheiro ou até programas de televisão, por exemplo: Há pessoas que idolatram um pregador, um cantor, uma cantora; há outros que são tão materialistas, que não fazem nada absolutamente nada se não lucrar, outras não vivem sem assistir um capítulo da novela preferida, chegam atrasados nas reuniões, mas não pedem o horário da novela ou de um programa de TV.
Todas essas práticas trazem maldição sobre o cristão, da mesma forma que traziam grandes prejuízos para o povo de Israel, dentre elas a escassez. Note que estamos estudando sobre o fruto da obediência. Como está o nosso celeiro? Está com bons frutos? Ou está vazio?. Coloquemos em prática esta palavra assim seremos homens e mulheres de sucesso material e espiritual. Medite: é tempo de deixar Gl 5.19-21 e abraçar
definitivamente Mt 22.37-38.

III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES
1. A bênção como instrumento de proteção.

- Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas. Apesar de essa proteção ser condicionada à obediência, os israelitas tinha a certeza absoluta que as bênçãos de Deus estariam sobre eles, caso obedecessem aos mandamentos e estatutos ordenados por Deus.
- Muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2 Tm 3.12).
- Apesar das adversidades que passamos, há promessas de proteção e segurança para nós. É necessário confiar nas promessas (Ef 1.3), somos a propriedade particular de Deus (1 Pe 2.9), somos mais que vencedores em Cristo Jesus (Rm 8.37), nada e ninguém pode ou tem a capacidade de nos afastar de seu Amor (Rm 8.31-35) e da sua Paz (Jo 14.27), sabemos que Ele é o nosso Pastor e nada vai nos faltar (Sl 23).  São essas bênçãos que nos trás sensação de segurança espiritual.


2. Período tribal e monárquico. - No período dos juízes, o povo fazia o que achava mais correto (Jz 21.25). O comentarista trouxe o contexto do dos Juízes e monárquico, para mostrar que há uma importância significativa na forma de governo de uma nação. É muito importante comentarmos em sala de aula sobre a desigualdade social que assola o nosso país, quantos políticos nós temos que se preocupa com o povo realmente, quantos lugarejos no Nordeste do país, onde a comunidade sofredora serve apenas de massa de manobra política entre outros que podemos elencar.
- A pobreza é causada também pelas injustiças cometidas pelos governantes e a prosperidade advém como resultado do temor que os mandatários nutrem por aquele que governa todas as coisas: o Todo-Poderoso Deus (2 Cr 31.20). Estamos nós cuidando dos
mais necessitados? Estão os nossos governantes merecendo o nosso voto?

3. As falsas ideias sobre maldição. “A maldição do SENHOR habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos ele abençoará”. PV 3.33. Entendo que há algumas pessoas que não têm o conhecimento da verdade, e por isso têm uma história familiar de graves pecados, como por exemplo: feitiçaria, casa de prostituição, práticas de crimes violentos, suicídios, entre outros, e muitos dessas pessoas são atraídas para o mal, eles têm prazer em praticar o mal.
- Em face dessas situações, a solução é de fato a conversão, para que essa pessoa seja regenerada, tenha um novo nascimento em Cristo Jesus, feito isso, torna-se nova criatura e as coisas velhas passaram (2 Co 5.14). Mas enquanto o pecador estiver sob o julgo de satanás, está vivendo em maldição, não que Deus tenha o amaldiçoado – mas a própria pessoa busca o mal para si.

 
CONCLUSÃONesta lição destacamos que Deus quer fazer prosperar o seu povo e para isso deu-lhe muitas promessas. Igualmente, precisamos deixar bem claro que o fato de um crente passar por lutas e dificuldades não significa que ele esteja em pecado ou em desobediência a Deus, pois o próprio Cristo alertou-nos de que no mundo seremos afligidos (Jo 16.33). Mas que o pecado traz consequências para a vida do crente, não o podemos negar (Gl 6.7). Por isso, devemos agir com muito equilíbrio e sobriedade ao tratar desse assunto.

Teste seu aproveitamento na aula... http://sidonemeditandonapalavra.blogspot.com/2012/01/licao-3-os-frutos-da-obediencia-na-vida.html

Bibliografia
Bíblia de Estudo SHEDD
Roteiro de estudos

AVALIANDO MINHAS PRIORIDADES

DINÂMICA
Avaliando minhas prioridades

OBJETIVOAvaliar suas prioridades à luz da Palavra de Deus.

TEMPO DE DURAÇÃO
30 minutos


MATERIAL NECESSÁRIO
Cópia da FASE 1 e FASE 2, deve ser entregue para cada participante.


EXPLICAÇÃO DA DINÂMICAO líder faz a leitura do texto e distribui as folhas para serem respondidas individualmente. As resposta podem ser discutidas em grupos pequenos ou no grande grupo. Todos devem falar. Ao fianl, orem uns pelos outros,

LEITURA BÍBLICA
Mt. 6.24-34.


PARÁFRASE DO TEXTO
"Vocês não podem servir a dois patrões: Deus e o dinheiro. Porque vocês odiarão um e amarão o outro ou vice - versa. Portanto, meu conselho é: Não fiquem preocupados a respeito de coisas: O que comer, o que beber e o que vestir. Porque vocês já têm a vida e o corpo, e eles são mais importantes do que o comer ou o vestir. Olhem os passarinhos! Eles não se preocupam com a comida, eles não precisam semear, colher, ou guardar comida - pois o Pai Celeste de vocês os alimenta. E para Deus, vocês valem mais do que os passarinhos. Será que com todas as preocupações juntas poderão acrescentar um único momento à vida de vocês?
E porque ficar preocupado com a roupa? Olhem os lírios do campo! Eles não se preocupam com isto. Até o rei Salomão, em toda sua glória, não se vestiu tão bem como qualquer delas. E se Deus cuida tão maravilhosamente das flores, que hoje estão aqui e amanhã desapareceram, será que Ele não vai, com toda a certeza, cuidar de vocês? Vocês têm uma fé muito fraca.
Portanto não se preocupem de forma alguma com a necessidade de comida e roupa suficientes. Não sejam como pagãos! Pois eles se orgulham dessas coisas todas, e estão muitíssimo interessados nelas, e ele as dará a vocês, se O colocarem no primeiro lugar de suas vidas.
Portanto não fiquem preocupados com o dia de amanhã. Deus cuidará do dia de amanhã para vocês também. Já é suficiente a preocupação de cada dia"

FASE 11. Uma das primeiras coisas que me tocou ao ler este texto foi:
a. Estou tentando servir da dois senhores, e isto não funciona;
b. Minha preocupação é sinal de que meus valores estão confusos;
c. Eu não deveria me preocupar com o futuro;
d. Eu dou muita importância as coisas materiais;
e. Nenhuma dessas;
f. Todas as alternativas.


2. Honestamente, o que deseja atualmente é: (numere em ordem de importância)
______ ter bastante amigos;
______ ter bastante dinheiro;
______ ter bom relacionamento com Deus;
______ desenvolver ao máximo minhas capacidades (físicas ou mentais);
______ ter uma verdadeira paz interior;
______ ter sucesso profissional;
______ contribuir para o bem da humanidade;
______ fazer uma pessoa muito feliz.


3. Jesus revelou mais coisas em seu modo de vida do que em palavras. Nós geralmente esquecemos o comportamento do Mestre, que não somente revelou como Deus é em seu caráter, mas também o que o homem deve tornar-se. O que você pensa disso?
a. difícil de entender;
b. difícil de aceitar;
c. difícil de praticar.


FASE 21. Se eu fosse tomar o texto anterior a sério, isso significaria:
a. uma radical mudança em meus valores;
b. uma radical mudança em minhas prioridades;
c. uma radical mudança em meu modo de vida;
d. nenhuma delas.


2. Eu quero a total vontade de Deus em minha vida: (pra quanto)
a. todo tempo;
b. grande parte do tempo;
c. uma parte do tempo;
d. numa crise;
e. vagamente;
f. não sei.


Bibliografia.SOLONCA. Paulo, Dinâmicas, Ed. Socep, 3ª Ed. 2009, Santa Bárbara d'Oeste - SP

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BARBEIROS EXISTEM? Logo, DEUS EXISTE!!

Ilustração


Barbeiros existem? Logo, Deus existe!!

Certa feita um homem foi ao barbeiro – enquanto tinha sua barba e cabelos cortados, conversava com o barbeiro [...] Falava da vida e de Deus, daí a pouco, o barbeiro, incrédulo, não agüentou e falou:
- Deixa disso, meu caro, Deus não existe! - Por quê? - perguntou o homem.
- Barbeiro, ora, se Deus existisse não haveria tantos doentes, mendigos, pobres, etc... Olhe em volta e veja quanta tristeza..... é só andar pelas ruas e enxergar! - Cliente, bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? - Sim, Claro! Respondeu o barbeiro.
O cliente pagou o corte e ao sair do estabelecimento, avistou um mendigo maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. O cliente não agüentou...., voltou depressa ao barbeiro e o interpelou, dizendo...
- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem! - Barbeiro, Como?! - Se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas! - Barbeiro, ora, existem tais pessoas porque evidentemente não vêm a mim; não vão ao barbeiro... eu não tenho culpa...
- Cliente, agora você me respondeu porque existe tanta tristeza em torno de nós...
Esta simples ilustração retrata exatamente, o reflexo da vida espiritual que a sociedade atual está vivendo, muitos querem culpar Deus, quando passam dificuldades financeiras ou de outra natureza, contudo, não buscam obedecê-Lo, e chegar-se a Ele, pois só Ele tem descanso para nossas “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. Mt 11.28-30.

Aproveite e veja o vídeo abaixo..
http://espadaflamejante.blogspot.com/2010/01/deus-existe.html

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

AUTO AVALIAÇÃO

AUTO AVALIAÇÃO
Quem sou eu no meu próprio conceito?


- OBJETIVO:
Primar por se conhecer, assim como de deixar conhecer
- TEMPO DE DURAÇÃO:
5 a 10 min (depende da quantidade de pessoas)
- MATERIAL NECESSÁRIO:
Caneta ou lápis, e uma folha contendo uma lista de palavras capazes de identificar uma pessoas
- EXPLICAÇÃO DA DINÂMICA:
Distribua as folhas para o grupo. Peça para cada pessoa assinalar os itens que, na sua própria avaliação, o caracterizam. Depois cada um deve compartilhar com o grupo o que marcou.
- LISTAS DE PALAVRAS SUGERIDAS
Acolhedor
Agradável
Alegre
Asseado
Ativo
Atraente
Ativo
Autocontrole
Bom filho
Bom pai
Boa mãe
Bondoso
Carinhoso
Caseiro
Colaborador
Compreensivo
Comprometido com Cristo
Confiável
Cortês
Culto
Detalhista
Disciplinado
Econômico
Educado
Eficaz
Elegante
Equilibrado
Esperançoso
Fiel
Honesto
Humilde
Inteligente
Interxessor
Maduro
Misericordioso
Modesto
Não ciumento
Organizado
Otimista
Paciente
Pacificador
Perdoador
Praíto
Prudente
Resposnável
Rômantico
Seguro
Sentimental
Servo
Simples
Sincero
Sóbrio
Sociável
Trabalhador
Valente.
Fonte:
Paulo Solonca, Dinâmicas, 3ª Ed. 2009, Editora: Socep

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

CAROS LEITORES AJUDE A MELHORAR A QUALIDADE DOS COMENTÁRIOS, DEIXE SUA OPINIÃO NO RODA PÉ DOS TEXTOS, Alan Fabiano.  
 
 A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO - LIÇÃO 2

OBJETIVOS
Conceituar a prosperidade no Antigo Testamento.
Identificar as fontes da prosperidade no Antigo Pacto.
Compreender os princípios veterotestamentários que dão base para a prosperidade.

 
TEXTO ÁUREO
“Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão” (Gn 39.3).


LEITURA DIÁRIA
Na leitura diária, destacarei duas leituras sugeridas, Dt 8.18 e 1 Sm 2.7, tais leituras é muito interessantes, contudo, devem ser consideradas ligadas entre si, se não vejamos;
Na primeira, Dt 8.18, A prosperidade associada ao trabalho. Entendemos que ninguém consegue prosperar financeiramente se não for detentor de conhecimento para aquilo faz, conhecimento este adquirido através de anos de estudos, ou na falta deste, habilidade, muito esforço e vontade para trabalhar.


Na segunda leitura, 1 Sm 2.7, A prosperidade como resultado do agir soberano de Deus. Vimos as mãos de Deus estendidas, sobre nós, abrindo as portas para que possamos desempenhar nossas habilidades, então ele nos dá saúde, ânimo, estratégias, intrepidez para semearmos quando não há perspectiva de colheita, em fim, é Ele, com a sua Soberania, quem nos faz prosperar e o instrumento são os nossos recursos, como está escrito, “...sem mim nada podereis fazer.” Jo 15.5. É Ele quem nos faz florescer em terra seca, abrindo porta onde não há porta. Aleluia.
 

INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Prosperidade: Estado do que é ou se torna próspero; abundância.




- As Escrituras Sagradas nos diz muito sobre a prosperidade do povo de Deus, sendo sua maior ênfase no Antigo Testamento.
- O hebraico possui cerca de vinte e cinco palavras que podem ser traduzidas respectivamente como prosperidade, riquezas e bens.
- O termo hebraico mais comum é tsalach (Gn 39.2; Js 1.8; Sl 1.3) e no grego é euodoo (1 Co 16.2).
- Todavia, a prosperidade no Antigo Pacto está diretamente ligada ao íntimo relacionamento com o Senhor.
- Nesta lição aprenderemos que é possível alguém ser rico, possuir boa saúde e muitos bens e mesmo assim não ser próspero, ter sucesso, mas não uma vida abundante.
- Veremos que a verdadeira prosperidade é o resultado de uma vida com Deus.


I. RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NA ANTIGA ALIANÇA.
Neste primeiro ponto da aula, veremos a PROSPERIDADE associada a três elementos (solidariedade, espiritualidade e o bem estar físico), os quais são indispensáveis ao ser humano, independente do seu nível cultural ou o seu ciclo social. Logo, para se ter uma prosperidade verdadeira à luz do Antigo Testamento, é ser solidário, estar em comunhão com Deus e experimentar a cura de Deus sobre as enfermidades (conforme a sua vontade).  
1. Prosperidade e solidariedade. 
- Desde os tempos do A.T a riqueza e pobreza andam lado a lado (Rt 2.1,2), isso é algo que sempre vai existir, pois há várias circunstância que levam alguém a ser próspero ou pobre;
- Há duas idéias erradas sobre os conceitos de POBREZA e RIQUEZA. 
- A 1ª idéia - Mostra a riqueza como dádiva de Deus, e a pobreza como marca do julgamento divino. Essa idea deve ser refultada, pois Deus não faz acepção de pessoas, o certo é que Deus abençoa a todos que se dedicam ao trabalho e se esforçam para ter uma vida digna;   
- A 2ª idéia - Associa a riqueza à maldade e a pobreza à piedade. Essa ideia tambem deve ser refultada pois a riqueza está diretamente associada ao trabalho e dedicação das pessoas e, a pobresa assoaciada desde a forma de governo de uma nação (ex: Africa, regiões onde a renda é má distribuida, ou não oferece condições básicas para o estudo e trabalho) à pessoas que "cruzam os braços" e esperam viver dependente de outras;    
- Pobreza não é sinônimo de maldição - e nem Riqueza sinônimo de ser abençoado. A benção da prosperidade apenas no ponto de vista financeiro, esta ligada ao trabalho e dedicação, uma vez que quem veio para matar, roubar e destruir foi Satanás, Deus tem interesse em nos abençoar com bens, desde que seja para sua glória;
- Tanto o pobre como o rico dependem do favor de Deus (1 Sm 2.7,8). Todos dependemos do favor de Deus, riqueza não compra a vida e nem a saúde.

- Mas a ideia principal desse subponto é SOLIDARIEDADE, a Bíblia mostra primeiramente que os mais abastados devem se importar com os menos favorecidos (Dt 15.4,11). 
- A prosperidade só é genuína quando converte-se em solidariedade, ou seja, quando não é egoísta. Quando praticamos a solidariedade, quebramos o EGOÍSMO e o MATERIALISMO, portanto deve ser praticado principalmente para nós cristãos que temos o conhecimento dessa verdade.
2. Prosperidade e espiritualidade. 
- A idéia de prosperidade no A.T, vai além do acúmulo de bens materiais ou o bem estar físico, ou seja, os bens e o bem estar físico, são os resultados de uma vida espiritualmente prospera. (Sl 73). 
- O Antigo Testamento nos revela alguns elementos mais valiosos que os bens materiais, quais sejam: o conhecimento (Pv 3.13; 20.15), a integridade (Sl 7.8; 78.72), a justiça (Sl 15.2; Pv 8.18; 14.34), o entendimento (Pv 15.32; 19.8), a humildade e a paz (Pv 15.33; 18.12; 12.20).

3. Prosperidade e bem-estar físico. 
- O Antigo Testamento apresenta uma variedade de doenças que afligiam o povo (Jó 2.7; Is 38.21). Contudo, Deus sempre foi o Médico do seu povo (Êx 15.26).
- O Deus que sara a ferida é o mesmo que permite o ferimento (Dt 7.15; Jó 5.18)
- O Antigo Testamento revela que Deus tem o domínio e propósito sobre o bem estar físico do homem (Sl 119.67) pois a enfermidade não significa maldição ou abandono por parte de Deus - as vezes Ele nos mostra que além de provedor, é o Deus que nos cura (Jó).


II. A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E DO FAVOR DE DEUS.

1. O trabalho como propósito divino. 
- No Antigo Pacto, riqueza e trabalho também estão intimamente relacionados. Logo, não se pode falar de prosperidade e riqueza sem o trabalho. 
- Enriquecimento ilícito, ou seja, por meios fraudulentos é crime e é antibíblico. 
- O instrumento usado por Deus para nos fazer prosperar é o nosso trabalho, sendo assim, engana-se quem deseja prosperar financeiramente, sem trabalho digno Dt 8.18. 
- Desde os tempos do Antigo Testamento, a preguiça é condenável Pv 21.25). 
- Portanto, um servo de Deus verdadeiro deve primar pelo seu sustento, dedicar-se ao seu trabalho e empreender nele todas as suas forças, sempre pensado no que nos fala Ec. 9.10; Pv 6.6. 
- Temos os exemplos dos grandes homens de Deus, os quais eram homens dedicados  ao trabalho, inclusive o nosso Mestre Jesus. 


2. A bênção de Deus como favor divino. 
- Desde o Antigo Testamento a prosperidade deve ser vista como um favor divino, mesmo sem merecermos, pois não somos prósperos porque somos "bonzinhos" ou porque somos crentes, na realidade prosperamos porque somos beneficiados com a graça comum, vinda da parte de Deus aos homens, é Ele quem administra essa graça em nossas vidas, dando a cada um conforme o seu querer. 
- Esta graça é derramada sobre todos os homens sem exceção (Mt 5.45), até mesmo como uma resposta moral de Deus aos homens, pois Ele não poderia nos criar e nos abandonar - "como professam algumas seitas", Ele está conosco e provê o nosso sustento.
- O bom servo de Deus O reconhece como Senhor de sua vida, dando graças a Ele pelo seu sustento, sendo fiel a Ele nas ofertas e dízimos, levando uma vida conforme as suas posses e com a benção de Deus, não sendo cobiçosos de vã glórias ou coisas fúteis, desta vida. Esse é um principio que não podemos negligenciar, Deus é a fonte de tudo que necessitamos (Sl 127.1,2).
 
III. PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE
Neste ultimo ponto da aula, aprenderemos alguns princípios bíblicos, os quais são necessários para se alcançar a prosperidade tão desejada por todos os homens, logicamente podemos agregar outros elementos que também são indispensáveis, contudo, é bom que seja discutido em sala de aula juntamente com os alunos. 


1. Retribuição. 
- A RETRIBUIÇÃO, é um principio infalível para quem deseja prosperidade, nos foi mostrado esta verdade através dos grandes homens de Deus, como por exemplo: Abraão (Gn 14.18-20; 25.11; 30.43). Na realidade o principio da retribuição nada mais é do que a lei da semeadura, "colhemos o que plantamos" portanto lance o seu pão sobre as águas, não tenha medo... no tempo certo você colherá os frutos, Deus sempre nos surpreende. 
- Conforme Dt 28, a OBEDIÊNCIA à voz de Deus é a causa das bênçãos de prosperidade, mas podemos observar no texto, que tais bençãos de estende aos nossos descendentes v.11, por outro lado observamos que a desobediência seria a causa de maldição, contratempos constantes, (desemprego, escassez, os negócios não fluem, doenças, despesas desnecessárias e etc...) na vida de muitas pessoas, contudo, sempre há tempo de voltar arrepender-se e viver novamente as benção de Deus. 
- Não sejamos como os israelitas que viviam diante de Deus como numa roda gigante, ora obedecia e outrora desobedecia, trazendo sobre si a desolação como resposta moral de Deus para suas vidas, aqui encontramos outra verdade, da qual não podemos esquecer, "Deus é justiça" se tudo quanto temos vem dEle. Logo, devemos ser sempre gratos e fieis a Ele, o que não com o povo de Israel (Jz 21.25). 
- Face o que vimos acima, fica uma verdade para nós, a qual deve ser renovada e jamais esquecida, a minha RETRIBUIÇÃO para Deus é a OBEDIÊNCIA à sua Palavra, assim receberei as benção do céu sem medidas, conforme descrito na sua Palavra Santa e Infalível, esta semente não falha. 

2. Soberania divina. 
- Este é outro princípio que não podemos esquecer, a SOBERANIA DIVINA, atributo incomunicável ao homem, ou seja, é exclusivo dEle. Quando o homem perde a compreensão dessa soberania, ele está propenso a "andar sem rumo, sem direção" esquecendo-se que Deus está no controle da situação, busca a prosperidade a qualquer custo, inclusive de forma fraudulenta. Por outro lado, quando o cristão compreende a soberania de Deus, ele entende perfeitamente que só Deus tem o poder de abrir e fechar portas, porque a terra e sua plenitude pertencem a Ele, porque dEle e por Ele e para Ele são todas as coisas. 
- Não se preocupe Deus está no controle, Ele tem uma porta aberta para você. 
- Por ser Deus soberano e dominador do Universo, Ele pode a qualquer momento resolver abençoar alguém, mesmo se esta pessoa estiver em desobediência à sua Palavra, pois o fato de Deus está prosperando alguém, não significa que Ele está satisfeito com o nosso comportamento, mas, exclusivamente pela sua benevolência.
- Pois se assim não fosse, como explicaríamos o fato de que os justos sofrem e os maus prosperam (Sl 73). Apesar de os injustos prosperarem e o justo continuar na "prova" ou na dificuldade financeira, este tem em si o que o injusto não tem, que é a presença gloriosa de Deus e uma esperança viva de uma vida eterna com o Senhor 2 Co 4.17,18. 
- O maior exemplo para nós é o livro de Jó (Jó 4.8), apesar de mostrar uma das faces ou aspectos do relacionamento de Deus com o homem, tal forma de relacionamento pode ser correlacionado com o de 2 Co 12.7. 



CONCLUSÃO
A prosperidade no Antigo Testamento é resultado da bênção do Senhor sobre os empreendimentos do seu povo. Tal prosperidade não se fundamenta em méritos pessoais, mas é uma resposta à obediência que se constrói como resultado de um relacionamento correto com Deus. A prosperidade, portanto, não é meramente circunstancial, nem tampouco pode ser entendida apenas como uma lei de causa e efeito, mas deve levar em conta os atos soberanos do Senhor. 
Portanto, o Antigo Testamento nos ensina que a prosperidade é: 
Resultado das bençãos de Deus sobre o seu povo; 
Resultado da obediência à Palavra de Deus;
Ato soberano de Deus; 
Não se submete a lei de causa e efeito. 


Deus te abençoe e que você seja prospero em tudo, para a glória de Deus. 


Fontes
Lições Bíblicas - 1º Trimestre 2012; 
Bíblia Sagrada - SHEDD.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

TEXTO ÁUREO

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?(Rm 9.20).

VERDADE PRÁTICA

O pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus.

OBJETIVOS
  • Explicar as raízes da Teologia da Prosperidade.
  • Descrever os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade.
  • Analisar as principais consequências da Teologia da Prosperidade.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Teologia da Prosperidade: Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.

Neste trimestre, estudaremos a verdadeira prosperidade em contraposição à Teologia da Prosperidade, também conhecida como Confissão Positiva, que se constitui em uma ameaça à igreja cristã. Veremos que o fundamento da chamada Teologia da Prosperidade é um equívoco, mas que isso não anula a prosperidade ensinada na Palavra de Deus.

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

1. Gnosticismo. Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo. Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos. Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.
Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria. Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão. A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo. Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau. Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3,15).
Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.
2. Crenças perigosas. Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29). Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado “Novo Pensamento”. Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade. Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente. Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”, tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.
3. Confissão positiva. A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas idéias. A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.
Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã. Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos. Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.
Deus “tornou-se” refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado. O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser. Uma das mais utilizadas é a do determinismo. Fórmula essa que tem a força de mandar até mesmo em Deus! Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam a procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).

II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Divinização do homem. A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos “pequenos deuses”. Kenneth Kopeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”. A intenção dessa doutrina é ensinar a “teologia do domínio”. Sendo deus, o crente agora pode tudo. A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).
2. Demonização da salvação. Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação. Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação. Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou “Está consumado!”, mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno. Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação. A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).
3. Negação do sofrimento. Os crentes não precisam mais sofrer. Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes. Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento. A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)


III. CONSEQUÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!
2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.
3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

CONCLUSÃO

A Bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico. Devemos nos resguardar dos absurdos criados pela Teologia da Prosperidade no que concerne à doutrina cristã. Nenhum crente, a fim de prosperar, necessita aderir às fórmulas inventadas pelos pregadores da prosperidade. A verdadeira prosperidade vem como resultado de um correto relacionamento com Deus que é fruto de um coração obediente.

VOCABULÁRIO

Hipnose: Prática que leva uma pessoa ao estado de transe, a fim de analisar o seu inconsciente.
Mesopotâmia:
Região situada entre rios.
Ocultismo:
Estudos e práticas de arte divinatórias.
Parapsicologia:
Estudos pseudocientíficos dos fenômenos da psique humana.
Platonismo:
Doutrina de Platão, filósofo grego.