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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS

"E, pela cruz, reconciliar ambos com Deus, em um corpo, matando com ela as inimizades".Ef 2.16. 
SOMOS UM NO CALVÁRIO
A Igreja entre os gentios, página 4 do livro abaixo

História+da+igreja+cristã

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         A conversão de Paulo ao Senhor Jesus Cristo, foi a força motriz para que este evangelho chegasse até nós, foi Paulo quem "decodificou" a Lei em uma perspectiva espiritual (Rm 7.14), e pode então mostrar para os Judeus que a Lei serviu de aio, para conduzir todos a Cristo, para que pela fé todos fossem justificados (Gl 3.24), assim não haveria distinção entre judeus e gentios.

- O encontro com o Senhor Jesus ressurreto no caminho de Damasco, causou em Paulo uma inversão completa de opinião quase que instantaneamente, não sendo resultado de uma transformação gradual que pode ocorrer através de estudos, reflexões, debates ou discussões. Este encontro mudou seu ponto de vista com relação a: Jesus, os discípulos e a Lei.

- Conversão. Não é a melhor palavra para descrever a experiência de Paulo no caminho de damasco, visto que esse termo em nosso idioma carrega uma grande bagagem de transição completa de comportamentos. Além disso, Saulo não foi convertido da descrença à fé; do pecado à retidão; da falta de religião à religião; nem mesmo de uma religião a outra, pois considerava o cristianismo o verdadeiro judaísmo.
Ele foi convertido de um entendimento de justiça a outro – de sua própria justiça pelas obras à justiça de Deus pela fé (Rm 9.30 e ss.).

- A aparição de Jesus provou a Paulo que a proclamação cristã estava correta; que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos; e que Ele, portanto, tinha de ser o Messias, e não só o Messias, mas também o Filho de Deus (At 9.20). Em todos os três relatos da conversão de Paulo, o Jesus glorificado identificou-se como os cristãos: “Eu sou Jesus a quem tu persegues” (At 9.5). Isto demonstrou que a igreja que Saulo estava perseguindo, era de fato o povo do Messias. Mas, se um povo que não observava a Lei como os fariseus, era descrito como o povo do Messias, então a Salvação não poderia ser encontrada por intermédio da Lei; ela teria que ser uma dádiva do Messias. Logo, se a salvação Messiânica havia sido outorgada aos judeus à parte da Lei, então a salvação teria que ser universal em seu objetivo final, e ser uma dádiva de Deus a todos os homens. Podemos ver aqui a lógica interna que está por trás da chamada de Paulo para ser apóstolos aos gentios, que lhe chegou por intermédio de Jesus ressurreto.

- Paulo chegou à conclusão que Jesus era de fato o Messias, era algo demasiadamente revolucionário para a avaliação de Saulo em relação a todo significado da Lei, pois foi o zelo extremo pela Lei que o fez odiar os cristãos e o seu Messias. Sabemos que Jesus foi crucificado por judeus devotos, que acreditavam estar defendendo a Lei de Deus, da mesmo forma Paulo acreditava estar executando a justiça de Deus quando perseguia os cristãos.

- Se o esforço de Paulo para estabelecer a justiça por meio da Lei o havia cegado para a verdadeira justiça de Deus no Messias (Rm 10.3), então a Lei não poderia ser um caminho de justiça absoluto, como o achavam os fariseus. Foi essa certeza que trouxe Paulo a convicção de que Cristo era o fim da Lei, como o caminho para a justiça (Rm 10.4). Assim toda a essência da Teologia Paulina – Jesus como o Messias, o Evangelho  para os gentios, a justiça pela fé e não pelas obras da Lei – está contida em sua experiência no caminho de Damasco.  

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A CONVERSÃO DE PAULO

Subsídio - Lição 9

Para melhor entendimento sobre a vida do Apóstolo Paulo, segue o link com um resumo de sua biografia.

COMENTÁRIO

A CONVERSÃO DE PAULO - LIÇÃO 9
TEXTO ÁUREO
“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.” At 9.15,16.

Vaso. A expressão grega usada aqui, pode ser interpretada como “instrumento”. Neste sentido podemos observar a ação de Deus, escolhendo “vasos” (pessoas) para levá-los a executar seus serviços (2 Tm 2.20-21); capacitados para agirem em o Nome de Jesus (    1 Co 11.1); vazios de si mesmo e do poder do pecado, porém, cheios do Espírito Santo (17; Gl 2.20).

Padecer pelo meu nome. Paulo que presenciou a morte e o sofrimento de tantos cristãos, sem entender a loucura daquele suposto fanatismo, agora se torna o judeu, crente em Jesus Crsito, mais brilhante e dedicado da história da Igreja. Seu sofrimento será testemunho de amor ao Senhor e luta pela salvação da humanidade (Cl 1.24; 2Co 11.23). Falará aos reis gentios como  Agripa (26.1) e o “poderoso” César em Roma (25. 11-12; 28.19).

INTERAÇÃO
- Saulo tinha autorização para prender os cristãos;
- No caminho de Damasco Saulo tem um encontro com o Senhor Jesus ressurreto;
- A partir do encontro sua vida muda radicalmente; ele se prostra diante de quem perseguia;
- À semelhança de Saulo, todo joelho se dobrará diante do Senhor;
- Suas convicções religiosas são lançadas por terra;
- Saulo ficou cego fisicamente por três dias; mas, passou a enxergar o sobrenatural;
- Saulo passa três dias sentido os efeitos do poderoso encontro com o Senhor;
- Mais tarde o perseguidor é perseguido; passa a sofrer pela obra do Rei.

OBJETIVOS
Conhecer a respeito da formação cultural de Paulo;

Explicar Como se deu o encontro de Saulo com Jesus;
Compreender os propósitos da vocação de Paulo.

INTRODUÇÃO
Nesta aula falaremos se Paulo, um homem de Deus que é um exemplo de perseverança e de atitudes, pois, todas as nossas decisões para servir a Cristo, exigem de nós uma resposta concreta e muitas vezes esta resposta fica apenas no abstrato.
Aprenderemos com o Apóstolo Paulo o que é de fato ter atitudes para servir a Cristo.
Paulo. 1) Depois de Jesus, o mais importante personagem para a Igreja Cristã, 2) Escreveu quase a metade dos livros do N.T, 3) Foi pioneiro na Evangelização dos gentios, 4) São dedicados mais de 60% dos capítulos do livro de Atos, ou seja, dezessete dos vinte e oito capítulos, os quais incluem sua conversão e ministério (At 9; 13-28). Sabe-se mais sobre ele, do que aos demais apóstolos.

Aprendamos um pouco mais sobre este homem, afim de crescermos na graça e no conhecimento. 

I.    SAULO DE TARSO
Características da vida de Paulo
Paulo era um homem de três mundos: Judaico, helenístico e cristão.
- Naturalidade: Cidade grega de Tarso, a principal cidade da Cilícia (22.3);
- Era judeu, filho de judeus e criado em Jerusalém (22.3; Fp 3.5);
- Cidadão romano (22.25-28);
- Religião: Fariseu (23.6);
- Ofício: Fazedor de tendas (18.3);
- Foi aluno de Gamaliel (22.3);
- Guardava a Lei (26.5);
- Um encontro com Jesus mudou sua vida (9);
- Foi batizado (9.18);
- Suas últimas palavras (2 Tm 4.6-8).
Saulo era um homem extremamente religioso, e exímio conhecedor da Lei, contudo, desprovido de espiritualidade, a religiosidade de Saulo o havia segado, impedindo-o de ver os sinais realizados em nome de Jesus pelos simples apóstolos, além disso, o seu conhecimento e influência no Sinédrio não lhe comunicavam um relacionamento íntimo com Deus.

“Assim como Saulo existem muitos, dotados de conhecimento filosóficos e teológicos, contudo, não conhecem a simplicidade do Evangelho de Cristo Jesus”.  

1.    A formação cultural de Paulo
- Instruído na escola de Gamaliel (At 22.3);
- Pertencia ao partido religioso. Os Fariseus e Saduceus aparecem como partidos políticos na segunda metade do século II a.C.

- Mais conceituado do judaísmo – os fariseus, “separar”. Os fariseus era uma das principais seitas dos judeus, cujo principio fundamental era a separação dos elementos nãos judaicos, era o partido estritamente legal, ou seja, para eles a Lei era completa e final. Tornaram-se um partido popular entre os judeus, em virtude do seu zelo pela Lei e as traduções judaicas. Aceitavam a plena inspiração dos livros proféticos (do A.T), o cerne de sua mensagem profética era a esperança do Messias e a ressurreição dos mortos.

- Eximio conhecedor do A.Testamento (Rm 1.17), das tradições judaicas (At 28.17,18) e da língua hebraica (At 22.1,2);

- As evidencias indicam que Paulo cursou a universidade de Tarso. Não podemos afirmar com certeza que Paulo cursou a universidade de Tarso, pois não há evidências que Paulo tenha tido contato real com a filosofia e literatura grega, como também é improvável que fariseus como eram, tenham mandando seu filho estudar em uma escola pagã.

Contudo, Paulo era conhecedor do idioma grego. (grego coinê, Koiné. que quer dizer comum, era a língua franca ao redor do Mediterrâneo, era um grego simplificado, este é o grego do período do Novo Testamento (+/- 300 a.C a +/- 500 d.C), diferente do grego clássico que foi da época de Platão (700 a.C) e diferente do grego moderno).

- Tinha conhecimento de autores clássicos, Aratos (At 17.28), (um poeta grego, da região da Cilícia) e Epimênides (Tt 1.12), (poeta e filósofo grego, viveu nos meados de 600-500 a.C).

2.    Paulo, cidadão romano
Cidadão. Individuo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.

Podemos concordar que de fato o apóstolo Paulo usufruiu dos direitos civis e políticos, enquanto cidadão judeu, romano e no sentido espiritual, os direitos de um cidadão do céu.

- Paulo, o romano - Era cidadão romano em virtude de haver nascido em Tarso, uma cidade grega dominada pelo o império romano;
- A nacionalidade romana poderia ser adquirida por três formas: Por nascimento (o caso de Paulo), por concessão imperial ou aquisição pecuniária (adquirida por dinheiro).

-Paulo, o judeu – Podemos considerar Paulo como cidadão judeu, em virtude de o mesmo ser um monoteísta inflexível (Gl 3.20; Rm 3.30), rejeitava severamente a religião pagã (Cl 2.8), a idolatria (1 Co 10.14,21) e a imoralidade (Rm 1.26 e ss). Reconhecia o Antigo Testamento como Sagrada Escritura (Rm 1.2; 4.3), a Palavra de Deus divinamente inspirada (2Tm 3.16). Para ele a Lei era completa e final, em outras palavras, para ele a Lei era tudo. Por esses motivos podemos considerar Paulo um cidadão judeu, pois, partilhava dos costumes daquele povo, foi esta cidadania que contribuiu para sua formação religiosa e piodosa.  

- Paulo, o celeste – Do ponto de vista espiritual, após sua conversão Paulo torna-se um cidadão do céu, ou seja, passa a desfrutar dos privilégios e a comportar-se não só como lei ordenava ; mas como Cristo ordenava. Fatores que o determinam como cidadão celeste:
1. Passou a proclamar a Cristo, que antes perseguia; 2) Estava convicto de sua chamada para o ministério do evangelismo aos gentios e 3) Pregou a justificação pela fé, em contraste absoluto com as obras da Lei.

“Esta ultima cidadania foi superior às duas anteriores; elas foram passageiras, esta ultima permanece para sempre”.

II.    A CONVERSÃO DE PAULO
Conversão. Mudança de forma ou de procedimento.
- A Conversão e Paulo narrada em três capítulos de Atos:
9.3-18;
22.6-21 e
26.12-18.

1.    O Encontro com Jesus
- O comentarista fez uma exposição das narrativas bíblicas,  que nos relata o evento ocorrido com Paulo, de um ponto de vista histórico.
Para agregar o seu argumento em sala de aula exporei um argumento mais teológico sobre este evento fenomenal. 
- O encontro com o Senhor Jesus ressurreto no caminho de Damasco, causou em Paulo uma inversão completa de opinião quase que instantaneamente, não sendo resultado de uma transformação gradual que pode ocorrer através de estudos, reflexões, debates ou discussões. Este encontro mudou seu ponto de vista com relação a: Jesus, os discípulos e a Lei.

- Conversão. Não é a melhor palavra para descrever a experiência de Paulo no caminho de damasco, visto que esse termo em nosso idioma carrega uma grande bagagem de transição completa de comportamentos. Além disso, Saulo não foi convertido da descrença à fé; do pecado à retidão; da falta de religião à religião; nem mesmo de uma religião a outra, pois considerava o cristianismo o verdadeiro judaísmo.
Ele foi convertido de um entendimento de justiça a outro – de sua própria justiça pelas obras à justiça de Deus pela fé (Rm 9.30 e ss.).

- A aparição de Jesus provou a Paulo que a proclamação cristã estava correta; que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos; e que Ele, portanto, tinha de ser o Messias, e não só o Messias, mas também o Filho de Deus (At 9.20). Em todos os três relatos da conversão de Paulo, o Jesus glorificado identificou-se como os cristãos: “Eu sou Jesus a quem tu persegues” (At 9.5). Isto demonstrou que a igreja que Saulo estava perseguindo, era de fato o povo do Messias. Mas, se um povo que não observava a Lei como os fariseus, era descrito como o povo do Messias, então a Salvação não poderia ser encontrada por intermédio da Lei; ela teria que ser uma dádiva do Messias. Logo, se a salvação Messiânica havia sido outorgada aos judeus à parte da Lei, então a salvação teria que ser universal em seu objetivo final, e ser uma dádiva de Deus a todos os homens. Podemos ver aqui a lógica interna que está por trás da chamada de Paulo para ser apóstolos aos gentios, que lhe chegou por intermédio de Jesus ressurreto.

- Paulo chegou à conclusão que Jesus era de fato o Messias, era algo demasiadamente revolucionário para a avaliação de Saulo em relação a todo significado da Lei, pois foi o zelo extremo pela Lei que o fez odiar os cristãos e o seu Messias. Sabemos que Jesus foi crucificado por judeus devotos, que acreditavam estar defendendo a Lei de Deus, da mesmo forma Paulo acreditava estar executando a justiça de Deus quando perseguia os cristãos.

- Se o esforço de Paulo para estabelecer a justiça por meio da Lei o havia cegado para a verdadeira justiça de Deus no Messias (Rm 10.3), então a Lei não poderia ser um caminho de justiça absoluto, como o achavam os fariseus. Foi essa certeza que trouxe Paulo a convicção de que Cristo era o fim da Lei, como o caminho para a justiça (Rm 10.4). Assim toda a essência da Teologia Paulina – Jesus como o Messias, o Evangelho  para os gentios, a justiça pela fé e não pelas obras da Lei – está contida em sua experiência no caminho de Damasco. 

2.    Ananias visita a Paulo
- Ananias. Um judeu cristão que cuidadosamente guardava a lei e era respeitado pela comunidade judaica.

- A visita de Ananias a Paulo, derruba por terra toda a especulação sobre o fato ocorrido com Paulo no caminho de Damasco, “muitos tentam explicar o fenômeno como um ataque epilético em virtude de uma ruptura de intenso conflito interior que Saulo experimentou como judeu, este conflito segundo alguns estudiosos, se deu em virtude de ele ser extremamente zeloso pela Lei e no seu sub-liminar (subconsciente) sabia que os cristãos estavam certos e que esta ruptura se deu exatamente no caminho de Damasco, fazendo com que tudo que ele viu não passou de uma fantasia de sua própria consciência ”

- Mas, graças a Deus que o mesmo Deus que chama também se responsabiliza para completar a obra que inicia (Rm 8.30), pois a visita de Ananias a Paulo mostra que de fato foi o Senhor quem apareceu a ele no caminho de Damasco e o chamou para a sua obra, e Ananias confirma este chamado sem que estivesse presente com Paulo no caminho de Damasco, portanto, não temos dúvidas na narrativa bíblica.

- Perseguidor.... vaso escolhido. Aqui vimos que Deus chama e vocaciona seus filhos para uma obra específica, assim como Ele chamou Paulo para um obra especifica também tem nos chamado para uma obra especifica, “não adianta querer fazer na casa de Deus o que não fomos chamados para fazer”.   

3.    Saulo, de perseguidor a perseguido
- Paulo inicia sua trajetória como pregador do Evangelho de Cristo.
- Congrega-se com irmãos em Damasco (At 9.19);
- Após adquirir confiança dos discípulos, passa a testemunhar de Cristo;
- Os judeus pertubaram-se com sua conversão. Os judeus temiam que Paulo estivesse fingindo de cristão para se infiltrar na igreja.
- Muitos judeus e até mesmo os discípulos tiveram dificuldades de entender o discurso de Paulo, em virtude de o mesmo expor o real significado da Lei, pois havia recebido de Deus uma revelação superior aos da sua época, ele entendeu que Cristo é o resultado final da Lei, ou seja, Cristo era o mistério de Deus intrico na Lei de Moisés.
- Paulo interpreta e propaga o evangelho de Cristo de uma forma que fosse compatível com o mundo greco-romano, é ele quem deflagra uma interpretação de uma salvação Messiânica além das fronteiras judaicas, devemos considerar ainda que Paulo é a pessoa quem melhor interpreta o significado da pessoa e o trabalho de Jesus no Novo Testamento. Portanto, os motivos que o levaram a ser perseguido é que ele consegue contextualizar o evangelho de Cristo aos contextos culturais que o mesmo vivia, ou seja, aos judeus, aos gregos e aos cristãos.

- E sua interpretação da Lei, agora ligada à pessoa de Cristo causou um impacto aos que não receberam uma revelação espiritual sobre a pessoa de Jesus, são esses um dos motivos que causaram sua perseguição.

III.    PROPÓSITOS DA VOCAÇÃO DE PAULO
Da mesma forma que Deus escolheu Paulo para um propósito especifico, Ele também chamou e escolheu você e eu, para fazermos algo de muito valor na sua obra.

Da mesma forma que Ele chamou a Paulo e este deu muito frutos; Ele também nos chamou que demos frutos e que o nosso fruto permaneça.
Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que, tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vo-lo conceda”. Jo 15.16.

Abaixo destacaremos alguns desses propósitos, o certo é que não há conversão sem propósito para Deus.

O primeiro propósito foi Conhecer a vontade de Deus. Para que os outros propósitos fossem revelados, era necessário ele conhecer qual era a vontade de Deus para com, Israel, a Igreja e o mundo, assim ele estaria apto para desenvolver os demais e estar dentro da vontade de Deus.
O servo de Deus que conhece qual é a vontade de Deus para sua vida – tem visão de Reino, foi exatamente isso que ocorreu com Paulo, era um servo de Deus que de fato tinha visão do Reino de Deus. Que venhamos aprender com Paulo e crescer um pouco mais sobre os mistérios espirituais.

- Em At. 22.14 temos três alvos que o cristão deve buscar atingir: 1) Conhecer a vontade de Deus – na Palavra; 2) Ver o justo – andar olhando para Cristo ressurreto (Hb 12.2); 3) Ouvir Sua voz (cf Jo 10.3-5) e segui-la.

- Pelo que, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. Ef 5.17.

O segundo propósito é Tornar-se ministro e testemunha de Jesus. At.26.16.
Ministro. Servo, auxiliar, pessoa designada para exercer um ministério.
Testemunha. Dar testemunho de, testificar de.

Paulo foi uma testemunha que viveu um fato importante em toda história da Humanidade, ele não propagou algo que ele ouviu falar, ou que viu acontecer com alguém. Ele foi a testemunha que viveu o fato.

É esse tipo de testemunha que o Senhor Jesus quer que sejamos – testemunhas capazes de dar a própria vida para defender uma verdade experimentada. Foi por esta verdade que Estevão deu a sua vida, ele viveu, experimentou um encontro real com Cristo, note que estas testemunhas que estamos falando, não viram um acontecimento – eles viveram o acontecimento.

- Quando a testemunha vivencia um fato ele defende o que experimentou com todas as suas forças e entendimento, foi o que o Apostolo Paulo fez, defendeu o evangelho de Cristo aonde chegava. E nós temos defendido o evangelho de Cristo, aonde chegamos quando necessário, no nosso contexto social, perante os nossos lideres no meio secular? O nome do Senhor Jesus é superior a qualquer tipo de filosofia e conhecimento, só Ele é O caminho e só Ele é A verdade.

 O terceiro propósito é Sofre a favor de Cristo e do Evangelho. Ao ver a vida de Paulo e a forma como proclamava a Cristo, podemos até nos perguntar – Será que Cristo se revelou mais para ele do que para nós? Mas, logo nos vem a resposta, o Senhor é o mesmo, O Espirito Santo também é o mesmo. Logo, entendemos que não, pois a diferença é a proporcionalidade que chegamos até Deus. Sabemos que os triunfos que Paulo viveu podem ser vivenciados por nós também, logicamente isso exige um preço a pagar, consequentimente trará lutas, perseguições e provações em todas as áreas de nossas vida, e se inicia dentro da nossa casa, da igreja, em fim de onde menos esperamos.
Assim com a vida de Paulo podemos aprender uma lição muito importante – quanto eu quero ser usado por Deus? E quanto eu estou disposto a pagar por isso?
Quando respondermos estas duas perguntas com determinação e veracidade no coração, teremos de Deus a recompensa, e todo sofrimento que passarmos será redundado em glória e em unção sobre nossas vidas.

Vamos pagar o preço! Deus te abençoe.

CONCLUSÃO
Aprendemos muito sobre a vida social de Paulo, sobre suas origens, contudo aprendemos muitos mais sobre a sua cidadania celeste, que possamos colocar em prática e defender ainda mais este cidadania para a qual um dia fomos chamados, não para sermos mais e sim para fazermos a diferença onde estivermos, faça a diferença você também.

Bibliografia
Bíblia de estudo SHEDD.
Novo Testamento. King James, Edição de Estudo.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Hitórico - Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro. CPAD, 2007.
LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo. Hagnos, 1ª Ed. 2003, Reimpressão Revisada 2009. 
VINE. W.E., UNGER. Merril F., JR, William White. Dicionário Vine. Rio de Janeiro. CPAD,  2006, 6ª Ed.  




sábado, 19 de fevereiro de 2011

COMENTÁRIO HISTÓRICO - CULTURAL DA EXPANSÃO DA IGREJA

Atos 5.1 - 11.18
À medida que a jovem igreja se estabelece em Jerusalém, ela enfrenta desafios de dentro e de fora. Apesar da tensão que esses desafios causam, cada um deles resulta no fortalecimento do corpo de Cristo e na definição permanente da sua missão sobre a Terra.

Desafios internos. Ananias e Safira são incentivados por Satanás a introduzir avareza, hipocrisia e fraude na comunidade, desta forma corrompendo a pureza da igreja. Suas mortes deixam claro que Deus está ativo entre estas pessoas que são convocadas a refletirem sua santidade e estimular uma nova onda de milagres e evangelização (5. 1-16). Mais tarde, surge o conflito entre os irmãos de fala grega e os de fala aramaica, sobre a distribuição de alimentos aos necessitados.

Os desafios externos. A reação do povo à pregação dos apóstolos enche de inveja os membros do grupo do sumo sacerdote. Os apóstolos são presos e somente a voz moderada de Gamaliel, talvez o mais honrado dos sábios judeus, até hoje, impede o Sinédrio de provocar a morte deles (5.17-42). Apesar disso, o rápido crescimento da igreja cria grande hostilidade. Frustrados pela ousada pregação de Estêvão, os membros de uma sinagoga conspiram para acusá-lo falsamente de falar contra o tempo e contra a Lei de Moisés – crimes religiosos graves. Arrastado diante do Sinédrio, Estêvão narra os esforços históricos de Deus para alcançar um povo determinado a resistir ao Espírito Santo, um povo que perseguiu os profetas, e que agora traiu e assassinou o próprio Cristo. O incidente leva a uma perseguição intensa, oficial,  e aberta à igreja, o que obriga um grande êxodo de irmãos para fora de Jerusalém. Contudo, isto também produz resultados positivos.

Quando os cristãos param nas pequenas cidades da Judéia e da Galiléia, eles compartilham sua fé (8.1b-4). Então ocorre em Samaria o inesperado resultado da dispersão. Ali, quando Filipe prega Cristo, grandes multidões reagem ao Evangelho. Quando Pedro e João vêm para verificar, percebem que Deus pretende unir judeus e os samaritanos em um única igreja,  e eles também anunciam o Evangelho “em muitas aldeias dos samaritanos” (8.5-25).

Outro desafio da igreja se deu quando Pedro foi enviado a se encontrar com Cornélio, um oficial romano, quando Pedro começa a explicar o Evangelho, o Espírito Santo desce sobre Cornélio e os outros gentios, e eles começam a falar em línguas. Assim a igreja foi avançando em várias camadas sociais, Pedro entende que Deus decidiu aceitar os gentios da mesma forma que os judeus que criam em Jesus (At 10.1 – 11.18), os cristão judeus compreenderam que “até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida” (11.18).

Enquanto isso, o Sinédrio continua a banir o cristianismo onde quer que ele tenha se espalhado. Um fariseu chamado Saulo, um perseguidor implacável da igreja, recebe cartas que o autorizam a prender judeus em Damasco, porem, no caminho tem um encontro com o próprio Cristo, e o que era perseguição se tornou em crescimento da igreja, pois, em lugar de aprisionar os cristãos hebreus, Saulo desconcerta a comunidade judaica proclamando poderosamente a mensagem cristã, assim a igreja continua avançando.

A jovem igreja enfrentou vários estágios de conflitos, tanto internos quanto externos, estes sempre com uma conotação de perseguição, aqueles quando a pureza da igreja estava ameaçada. Mas, apesar desses conflitos ou das perseguições que dispersaram os crentes de Jerusalém, a missão da igreja de espalhar o Evangelho de Cristo ficava cada vez mais definida, explodindo de sua minúscula pátria para espalhar-se, como uma chama, por todo império. 

Bibliografia
Novo Testamento. King James, Edição de Estudo.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Hitóico - Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro. CPAD, 2007.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

QUANDO A IGREJA DE CRISTO É PERSEGUIDA

Lição – 8
Quando a Igreja de Cristo é Perseguida

TEXTO ÁUREO
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa” Mt 5.11

Bem-aventurados. Gr. makarios, “feliz”, “abençoado”. É a felicidade do coração que está em paz com Deus, e se entende aos a) Humildes de espírito; b) Que choram; c) Mansos; d) Que tem fome e sede de justiça; e) Misericordiosos; f) Limpos de coração; g) Pacificadores, e h) Perseguidos, que sofrem qualquer sacrifício para permanecerem dentro da vontade de Cristo. 

Antes de comentar esta aula, a qual será de grande enriquecimento espiritual, conseqüentemente, maior maturidade cristã, uma vez que tratará sobre nossa identidade como cristão, sabemos que muitos cristãos perderam essa identidade, mas, no próximo domingo será um dia propício para resgatá-la ou fortalecida.

Como falei no início, antes de comentar esta aula, deixarei para a meditação dos nobres leitores, o discurso do fariseu Gamaliel, doutor da lei, homem inteligente e prudente, quando aconselhou seus companheiros no Sinédrio, sobre qual atitude deveriam tomar referente aos Apóstolos, e de uma forma racional e sem paixão religiosa ele discursa:
At. 5.34-39.
"34. Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que, por um pouco, levassem para fora os apóstolos,
35. E disse-lhes: Varões israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens,
36. Porque antes destes dias, levantou-se Teudas, dizendo ser alguém: a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.
37. Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas, também, este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.
38. E agora, digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará.
39. Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus. E concordaram com ele."

"Está provado que não há perseguição que possa impedir o avanço da Igreja de Cristo, porque esta obra é de Deus e não dos homens. Aleluia!."
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COMENTÁRIO
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INTERAÇÃO
A interação pode ser dividida em seis partes, podendo ser usada apenas uma frase em cada uma delas:
- Apesar das perseguições por parte das autoridades; os primeiros cristãos continuavam a evangelizar;
- Não tinham a vida terrena como bem maior;
- O testemunho pessoal deles, era compatível com o Evangelho de Cristo;
- Fomos chamados para ser testemunha. Testemunha aqui tem um sentido mais forte, ou seja, é a testemunha que morre por amor a Cristo. “como foi o caso de Estêvão e outros mártires”.
- Temos muitas oportunidades para evangelizar;
- Não se intimide diante das críticas e perseguições; Evangelize e seja testemunha de Cristo.
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Objetivos
Explicar quais foram os efeitos produzidos na igreja após a morte de Estêvão;
Compreender que durante os anos a Igreja de Cristo tem sido perseguida, porém, ela segue vitoriosa;
Conscientizar-se de que devemos proclamar a Palavra mesmo em meio à perseguição.
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INTRODUÇÃO
Perseguição. Tratamento injusto e cruel infligido aos cristãos da Igreja Primitiva. 

Após a morte de Estêvão, a Igreja de Cristo sofre forte perseguição, mas, o que parecia está vencido, aos poucos começa a surgir em outras cidades e regiões mais afastadas de Israel, ou seja o avanço da Igreja de Cristo sobre a Terra.
Um desses perseguidores se converte ao evangelho de Cristo, torna-se perseguido, e em virtude dessa perseguição, leva o evangelho de Cristo às nações gentílicas.
Mas, a morte de Estêvão e de outros após ele não foi em vão, eles foram a “semente” e nós os “frutos”.

Se hoje estamos falando sobre isso – é porque alguém orou, alguém visitou, alguém pregou, alguém jejuou, alguém chorou, alguém clamou, alguém deixou a sua família e sua terra, alguém deu a sua vida por amor a esta grande obra a fim de nos alcançar.

Se a Igreja sofreu fortes perseguições físicas no passado; Hoje as sofre com as afrontas da promiscuidade, da imoralidade, tentando adentrar as portas da Igreja, com aprovação leis diante das quais a Igreja de Cristo é menosprezada e insignificante.
Ainda falando da atualidade, nos chama a atenção é que os padrões morais, a conduta, a santidade, a educação, em fim os princípios da Igreja de Cristo vem sendo fortemente perseguidos através de implantações de falsas culturas, falsos ensinamentos nas escolas seculares, e principalmente na mídia.

Observe que não há perseguição com violência física; há perseguição contra os princípios cristãos da Igreja.

Devemos continuar anunciando o Evangelho do Reino até que Ele venha. Aleluia!

I. OS EFEITOS DA MORTE DE ESTÊVÃO
1º objetivo Explicar quais foram os efeitos produzidos na igreja após a morte de Estêvão.

Toda CAUSA gera um EFEITO, veremos agora os efeitos produzidos após a morte de Estêvão.
São eles:
1) Jornada Evangelística de Filipe aos Samaritanos (8.4-40); 2) A conversão de Paulo (9.1-30); 3) A viagem missionária de Pedro (9.32-11.8); 4) A fundação da Igreja em Antioquia da Síria (11.19). 5) A Expansão da Igreja.

Entre os efeitos acima enfatizaremos a vida de Paulo.

Como foi bem lembrado pelo comentarista .... de fato, Deus levantou muitos ministros de honra sobre as “cinzas” dos mártires da Igreja Primitiva. Para os seus assassinos seria menos um para pregar o Evangelho; no entanto, estavam enganados.

Sem dúvida houve um milagre oculto na morte de Estêvão, foi o milagre da Vida Eterna a muitos que o ouviram, e esse tipo de milagre ainda continua acontecendo, pois a Igreja de Cristo continua crescendo.

1. Sobre Paulo.
Neste subi ponto, devemos ficar atentos para não adiantarmos o assunto da próxima lição, pois vai tratar exatamente sobre Paulo.

- O comentarista nos trás uma reflexão sobre a pregação de Estêvão – como ficar indiferente diante de tal pregação? Para fortalecer a resposta para esta reflexão, podemos correlacionar alguns versículos: Is 55.11; Jr 23.29 e Rm 1.16 “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”

- ...Teimasse em não reconhecer a Jesus como o Messias. Paulo estava vendo os sinais se cumprindo na vida dos apóstolos, o número de pessoas aumentando a cada dia, pessoas sendo libertas, em fim, estava acontecendo algo muito novo naquela época, pois de fato o Reino de Deus havia chegado sobre a terra de Israel. Contudo, Paulo insistia a não reconhecer o Senhorio de Cristo. Mas todas as pessoas que ouvem o Evangelho de Cristo jamais são as mesmas, pois como disse o próprio Paulo “o evangelho (a Palavra) é poder de Deus”, portanto seria impossível alguém não ser impactado com a pregação de Estêvão.

- A evangelização de Saulo. Em face dos acontecimentos que ocorreram com Saulo a caminho de Damasco e a relação que o Senhor faz  com o ministério  que Saulo exerceria  e  o  quanto ele iria sofrer por amor ao nome de Cristo, leva-nos a entender que de fato sua conversão iniciara com o discurso severo de Estêvão, uma vez que este sofreu até a morte, por amor ao nome de Cristo.

- Não podemos prender a Palavra de Deus dentro de nós; ela é dinamus, dinamite, poder, que quebrar as cadeias malignas, Aleluia!

2. Sobre a Igreja
- ...Sabiam os santos apóstolos. Apesar de no primeiro momento logo após o pentecostes, os apóstolos sentirem certo conforto entre a comunidade, em virtude de tudo serem comum entre si e eles verem os sinais os seguindo, sabiam também que deveriam levar o Evangelho do Reino Samaria, Judéia e até os confins da Terra, mas, não sabiam como isso aconteceria e quando aconteceria. Foi então que subitamente, sem planos e sem oração prévia e de maneira forçada chegaram aos lugares que o Mestre havia ordenado que fossem.

- Assim o martírio de Estêvão foi uma semente que imediatamente deu o seu fruto, e frutos bons.

- As perseguições....não ficaram no passado. Sabemos que o mundo (sistema) jaz no maligno, e que a Igreja de Cristo é constantemente perseguida, não fisicamente, mas, moralmente somos atacados e perseguidos, tentam denegrir a Igreja de Cristo com escândalos, praticados por pessoas sem compromisso com a Palavra de Deus.

- Devemos nos encher da graça e do conhecimento da Palavra de Deus, para nos fortalecermos na doutrina dos apóstolos, e que estejamos prontos a morrer por amor Cristo.

II. QUANDO A IGREJA É PERSEGUIDA
2º objetivoCompreender que a Igreja sempre foi e será perseguida, porem, ela é vitoriosa.

Vamos ver pelo menos três formas de perseguição à Igreja de Cristo, com certeza todas elas existem em todo o mundo, variando conforme o contexto sócio cultural de cada nação.

1. Perseguição física
Neste exato momento, ....torturados e até mortos. O que motiva esta perseguição física e agressiva á Igreja de Cristo? Sabemos que a maioria desse tipo de perseguição ocorre em países como, Coréia de Norte, China, Cuba, Arábia Saudita, Vietnã, países muçulmanos, entre outros, são nações com conceitos diferentes quando comparados aos conceitos de um país Cristão, já possuem os seus milhares de  deuses, sua visão de mundo e uma cultura ligada à “cegueira espiritual”.

São esses os motivos que promovem a perseguição ao povo de Deus. Mas, porque insistir com a pregação do Evangelho? A resposta é contundente e irrefutável, o homem busca a verdade, e Cristo é a Verdade que o mundo precisa conhecer, e só Ele perdoa os pecados e reconcilia o homem com Deus, além de conduzir o homem à Verdade que Liberta, o cristianismo é ruptura com as culturas pagãs, e toda tradição dos homens. Em face às qualidades de Cristo, a Sua Igreja continua a lutar contra os seus algozes, crendo que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Sabemos que as igrejas que enviam missionários tem se preocupado com essa situação e tem investido em capacitação dos missionários, mas para que esta capacitação ocorra sem interrupções, é necessário recursos financeiros. Cabe-nos aqui uma pergunta: O que podemos fazer para ajudar esta obra? Talvez não podemos ir; mas podemos enviar recurso, ofertar ou contribuir de alguma outra forma, o que não podemos fazer é “vista grossa” ante esta grande e árdua obra. Seja um colaborador!

2. Perseguição cultural
Se fossemos falar com detalhadamente, sobre a tensão/pressão que a cultura tenta impor sobre o caráter da Igreja de Cristo não sobraria tempo para as demais partes desta aula.

No entanto, podemos refletir sobre que tipo de contexto socio-cultural estamos vivendo, será que é diferente do que viveu ló? ou será que é diferente do que viveram os crentes de Corinto? tire sua própria conclusão.

Apesar de estarmos inseridos num contexto sócio-cultural mundano, não podemos nos associar com as obras infrutuosas que este contexto produz.

“E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as;” Ef 5.11.

Temos que continuar sendo o sal (Mt 5.13) da terra e luz (Mt 5.14) do mundo.

Manifestações culturais. Falando apenas do Brasil; quantas expressões culturais existem? Quantas são benéficas para a Igreja de Cristo? Existem muitas, veja aqui, mas, todas elas têm origem no reino das trevas. Trazem consigo uma liberdade de expressão diabólica, pois, leva o homem para a imoralidade, perversidade sexual e  idolatria. Na realidade, a cultura que estamos inseridos, não tem um padrão moral, é por isso que vemos tantos horrores nos jornais, vivemos em meio a uma sociedade sem rumo pela sua própria cultura, cultura esta que persegue os princípios morais da Igreja de Cristo, tentando impor suas filosofias vãs, através de pessoas influentes na sociedade, afim de transformar a verdade em mentira e a mentira em verdade.

Enquanto uma perseguição física mata o corpo do cristão; a perseguição cultural pode “matar” sua vida espiritual. Servo de Deus, fique atento! não se deixe levar pela aparência, Satanás não consegue jamais nos oferecer nada de bom; ele é a essência de todo mal.

Estamos nos aproximando de uma festa cultural brasileira que literalmente luta contra os princípios bíblicos, a saber, a “festa da carne” o carnaval. Vigiemos pois.

3. Perseguição Institucional
Chegamos à terceira forma de perseguição à Igreja de Cristo.
-A perseguição física – é contra os membros da igreja;
-A perseguição cultural – é contra os principios morais da Igreja e,
-A perseguição institucional – é contra as doutrinas da Igreja.

Vemos que Satanás luta ferozmente contra a Igreja de Cristo sobre três aspectos:
Contra os sevos; Os princípios morais e A doutrina cristã.

Nós que militamos na área do ensino, devemos nos aprofundar sobre estudos apologéticos, pois existem vários assuntos que com igreja de Cristo, temos que ter a nossa opinião formada, veremos alguns assuntos polêmicos, que a sociedade pede uma resposta e muitas vezes não ouvimos a vós da Igreja de Cristo, representada por algum servo de Deus.

O que é então perseguição institucional? É uma perseguição contra as Leis fundamentais que regem uma sociedade. Logo, para a Igreja de Cristo, significa que é uma perseguição contra as doutrina bíblicas sobre determinados assuntos.

Sabemos que os assuntos que estamos ouvindo falar na mídia nos inquieta, pois sabemos que vão contra os princípios bíblicos, os quais dizem respeito ao, homossexualismo, aborto, células tronco, uso de drogas, criação e evolução, entre outros.

São assuntos que exigem de nós uma resposta com fundamentos bíblicos, devemos nos preparar, o conhecimento ilumina e liberta, se por um lado a igreja sofre perseguição no sentido de não ter liberdade em horário nobre de TV, deixar sua opinião; por outro lado, podemos semear a verdade onde estivermos inseridos.

"Para estes e outros assuntos indico o Livro, ÉTICA CRISTÃ, opções e questões contemporâneas, de Norma L. Geisler. Segunda Edição Revista e Atualizada. Editora Vida Nova." 

3º Objetivo.  Apesar de todas as formas de perseguições, enfrentadas pela Igreja de Cristo, devemos  conscientizar-nos que a proclamação da Palavra de Deus, deve continuar.   

III. COMO ENFRETAR A PERSEGUIÇÃO
A Igreja pode enfrentar a perseguição dando uma resposta firme e constante, utilizando armas que Cristo nos concedeu na cruz do Calvário.Sabemos que há várias armas para enfrentar a perseguição, desde físicas (evangelismo, marketing, almoços, movimentos estratágicos, mobilizações sociais, entre outras) até as armas espirituais. Ef. 6.11. Contudo iremos tratar de três dessas formas:

A primeira seria a Evangelização e Missões transculturais, este serviço é de incumbência da Igreja de Cristo, como bem disse o Apóstolo Paulo, “Que pregues a palavra, instes, a tempo e fora de tempo....” 2Tm 4.2. Não devemos esperar que as coisas melhorar para que façamos a obra de Deus, pois, elas tendem a piorar – é bíblico “....não é aqui o vosso descanso...”, caso contrário acontecerá com a Igreja atual à semelhança que aconteceu com a Igreja Primitiva, sendo necessário uma perseguição para darem inicio à Grande Comissão. É hora de plantarmos a semente o Evangelho, não podemos esprar para amanhã, o amanhã não nos pertence, a missão é pregar (Rm 10.13-15), quem faz a obra é o Espírito Santo (Jo 16.8).

A segunda é dando respostas apologéticas da nossa fé, esta arma é extremamente eficiente, tendo em vista que ela ataca o intelecto perseguidor, ou seja, é dar uma resposta racional e compreensiva contra a perseguição cultural e institucional, mas, para que esta arma alcance seu objetivo, é necessário que o cristão esteja preparado intelectualmente, mas, principalmente espiritualmente, sabemos que nos bastidores está Satanás forjando a mente dos seus adeptos para perseguir a Igreja de Cristo.

Mas porque devemos dar uma atenção especial a Apologia da Fé? Existem milhares de pessoas vivendo em culturas, falsas verdades, falsas filosofias, falsas felicidades, falsos cristos, que necessitam ter um encontro real com Cristo Jesus, e muitas vezes é necessário que o cristão chegue até essa pessoa revelando Cristo de uma forma racional, e confrontando o que o pecador professa com as verdades bíblicas.

Quando isso é colocado em prática vemos os resultados, temos uma vantagem infinita sobre todos os falsos ensinamentos e culturas – temos a Palavra de Deus, que é PODER.

A terceira e ultima é conservando nossa identidade como povo de Deus, ora, para que as duas anteriores tenham credibilidade por parte dos que são de fora, é necessário que o povo de Deus der testemunho como tais. Sabemos que o que Satanás quer é apagar o brilho do Espírito Santo em nossas vidas, e a nossa identidade começa na apresentação pessoal, é como um militar, “se ele estiver bem trajado e com postura elegante, automaticamente, inspira respeito e confiança; mas, se ele estiver com o uniforme amarrotado ou estiver em uma postura que não condiz com a sua função, a primeira impressão que nos vem à mente é “mas que militar lixão”. 

Com o crente não é diferente, se darmos mau testemunho vamos ser vistos e criticados. Como povo de Deus devemos primar em primeiro lugar, pela apresentação pessoal, depois o nosso vocabulário, depois nas atitudes, nos relacionamentos, nos negócios, em fim em tudo que nós fazemos, devemos deixar bem claro que somo um povo diferente, Deus nos chamou para fazermos a diferença, para sermos sal da terra e luz do mundo, O Senhor Jesus nos nomeou para darmos fruto e frutos bons, e isso só possível se preservarmos a nossa identidade cristã.

CONCLUSÃO
Sabemos que Satanás luta ferozmente contra a Igreja de Cristo, sabendo que não consegue vencer todo o corpo; luta contra os membros individualmente, e uitas vezes tem  vencido, em virtude de muitos membros do corpo de Cristo, de deixarem levar por suas ofertas. É hora de vestimos a “camisa” e lutarmos com seriedade contra o reino das trevas, temos a convicção de que o que está conosco é mais forte do que o que está no mundo. A Igreja de Cristo é vitoriosa e jamais será destruída.

Satanás vive desesperado porque ele não queria ouvir uma frase " ...Está consumado..." Jo 19.30. Quando Cristo expressou esta frase, ele usou a palavra grega Tetélestai, a mesma palavra utilizada pelos comerciantes, quando fechavam algum negócio. Portanto, quando Cristo fala Tetélestai, significa dizer negócio fechado, a dívida está quitada. Meus irmãos temos motivos para servimos a Deus com mais motivação e alegria, somos livres, o Senhor Jesus Cristo já selou a vitória da Igreja na Cruz do Calvário, a sua vitória está garantida. Glória a Deus!.  

Deus te abençoe,
E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as;” Ef.5.11. 

Fontes:
Bíblia de estudo SHEDD.
Novo Testamento. King James, Edição de Estudo.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Hitóico - Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro. CPAD, 2007.
FRIBERG, B., FRIBERG. T. O Novo Testamento GREGO ANALITICO. São Paulo. Vida Nova, 1ª Ed. 1978, Reimpressão 2007. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

LIÇÃO – 7
ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

Assistência Social - Serviço que promove a mudança social buscando a resolução de problemas nas relações humanas, bem como a promoção do bem-estar das pessoas.

LEITURA DIÁRIA
Argumento forte:
“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.” At 2.44.

INTERAÇÃO
- Contexto de Atos 6, é de pobreza e necessidade social;
- O pentecostes fez a igreja triplicar de tamanho, mas, crescia em o número dos necessitados;
- O número de necessitados aumentou na igreja, em virtude de serem oriundos de uma sociedade carente;
- Essa carência exigiu uma resposta sábia dos lideres da Igreja;
- Uma igreja que cresce em números de membros, deve ter uma atenção especial para a assistência social, pois logicamente quanto mais gente mais problemas – de todas as naturezas;
- A Igreja de Cristo deve crescer homogeneamente; priorizando as pessoas.

OBJETIVOS
Compreender que incômodos e dores acompanham o crescimento da Igreja;
Explicar a instituição do diácono;
Conscientizar-se que a assistencia social é também prioridade do evangelho de Cristo.

INTRODUÇÃO
Na introdução temos uma visão geral do que tratará a aula deste domingo, é importante separar a introdução na seqüência a qual foi exposta; assim será mais fácil de entender o seu desenvolvimento. Vejamos, pois:

a. A instituição diaconal: surgiu a partir de um provável conflito entre os crentes de Jerusalém;
b. Contexto do provável conflito: Os crentes de expressões gregas protestaram contra os cristãos hebreus, porque suas viúvas não estavam sendo atendidas, ou sendo deixadas de lado, na distribuição diária de alimentos

Expressões gregas. Os de fala grega, pertenciam a uma geração nascida em países fora da Palestina, cujos conceitos e hábitos eram mais gregos do que hebreus;

Cristãos hebreus. Pertenciam à geração nascida na Palestina e falava o aramaico, uma língua derivada do hebraico e muito popular entre os mais jovens, usavam a Bíblia hebraica e procuravam manter as tradições e cultura judaicas, contudo, convertidos à Doutrina de Jesus Cristo e batizados no Espírito Santo.

Viúvas. As viúvas tradicionalmente eram protegidas pela Lei, ficaram sob os cuidados da Igreja (4.35; 11.28,29; 1Tm 5.3-16).

c. Solução. Para resolver o impasse, os Apóstolos escolhem sete irmãos com algumas qualidades, para que administrassem a distribuição dos alimentos;
d. Os Apóstolos. Puderam continuar a obra evangelística;
e. Implicações para a atualidade. Se a obra da igreja é fazer discípulos; de igual modo é socorrer ao necessitado.
f. Reflexão. Tem você se preocupado com os demais irmãos? Jesus não os esqueceu. Ordena o Senhor: “Dai-lhes vós de comer”.

I. AS DORES DO CRESCIMENTO
- No dia de pentecostes agregaram-se à Igreja, quase três mil almas, 2.14-39;
- Para manter esse grupo coeso, os discípulos estavam fundamentados na doutrina dos Apóstolos, que incluía: a) Perseverança; b) Comunhão; c) Partilha e d) Oração.
- Isso revela a excelência da administração eclesiástica. Não há possibilidade de manter um grupo coeso quando há: a) Oscilação nos objetivos; b) Divisão; c) Egoísmo e d) Desinteresse pela oração.
- Devemos nos consagrar para evangelizar e ensinar a sã doutrina;
- Devemos ter em mente que os incômodos e as dores, são elementos inerentes a todo grupo que cresce.

1. A urgência da assistência social.
- Esta urgência se deu em virtude do crescimento abrupto da quantidade de membros na Igreja, logicamente, este crescimento trouxe mais problemas a serem administrados;
- Com este crescimento; os Apóstolos não conseguiam dar a devida atenção aos problemas sociais da Igreja;

- Foi necessário constituir um ministério cotidiano, para administrar as distribuições de alimentos de praxe, que eram basicamente duas, a Primeira era uma distribuição diária de comida, fornecida aos pobres sem teto; a Segunda era uma distribuição semanal de comida e roupas às famílias pobres.

- Podemos entender que estava havendo uma reclamação por parte dos cristãos judeus de fala grega;
- A Igreja Primitiva sentia então as dores e conseqüências do crescimento;
- Toda instituição que cresce sente as conseqüências inerentes ao crescimento;
- A assistência social deve ser um departamento na Igreja de Cristo, de forma que todos os irmãos necessitados possam ser atendidos, At 4.34;

“Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.”Gl 6.10.

2. A murmuração dos gregos.
- Os gregos na verdade eram os cristãos judeus de fala grega, pertenciam a uma geração nascida em países fora da Palestina, que segundo consta na história, eram os judeus da diáspora, cujos conceitos e hábitos eram mais gregos do que hebreus;

- Diáspora, "dispersão", define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas.

O termo "diáspora" é usado com muita frequência para fazer referência à dispersão do povo hebreu no mundo antigo, a partir do exílio na Babilônia no século VI a.C. e, especialmente, depois da destruição de Jerusalém em 135 d.C.


O termo foi originalmente cunhado para designar à migração e colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e Mediterrâneo, de 800 a 600 a.C. Associada ao destino do povo hebreu, a palavra foi utilizada na tradução da Septuaginta (em grego) da Bíblia, onde se inscrevia como uma maldição: "Serás disperso por todos os reinos da terra."

- Motivo da murmuração: Os cristãos gregos reclamavam de que suas viúvas vinham sendo esquecidas, na distribuição diária 6.1.

- Solução: Para solucionar o problema que poderia facilmente dividir o grupo, os Apóstolos institui então o diaconato. Ou seja, um grupo de servidores incumbidos de distribuir os recursos diários às viúvas necessitadas e as demais pessoas, note que a distribuição era diária em virtude de eles reunirem-se diariamente e ser um grande número de pessoas e por terem tudo em comum, ou seja vendiam suas propriedades e entregavam aos pés dos Apóstolos para serem repartidos entre si.

II. A INSTITUIÇÃO DO DIACONO
Com a murmuração dos gregos, os Apóstolos ficaram preocupados, pois sabiam, 1) que o problema poderia comprometer a comunhão de todo grupo; 2) que a desigualdade social era intolerável aos olhos de Deus (Dt 15.7,11) e 3) A Igreja Primitiva cuidava do sustento dos cristãos necessitados, por estes motivos houve a necessidade de se instituir um grupo de pessoas para cuidar da distribuição de alimentos diários.

1. A participação da Igreja nas decisões.
- Os Apóstolos agiram rapidamente, sobre qual medida seria eficiente para solucionar o problema, convocaram a Igreja e de uma forma democrática propuseram a escolha de sete homens para administrarem a distribuição dos recursos;

- Para isso os Apóstolos fizeram a seguinte estratégia; 1. Reuniram a comunidade; 2. Definiram seu próprio papel na Igreja; 3. Estabeleceram procedimentos a serem tomados; 4. Tornaram a Igreja responsável por solucionar a disputa de um forma unida, e 5. Confirmaram oficialmente as escolhas da congregação e ordenaram suas tarefas.

- Para assumir a responsabilidade de (gr. diakonein)servir” às mesas, os candidatos deveriam ter as seguintes qualidades: a) boa reputação/testemunho; b) cheios do Espírito Santo e, c) cheios de sabedoria.

- Pois iam lidar com o povo de Deus, a Igreja, o Corpo de Cristo, portanto tinham que ser pessoas que faziam a diferença perante os demais.

2. O ministério diaconal
- O cap 6 de Atos não menciona a palavra diácono em nenhum momento;

- Porque então fundamentar esta passagem para a instituição do cargo?
R. Na verdade a palavra que aparece no original no v.1 é (gr.diakonia) que é o substantivo “distribuição”, já no v.2 a palavra que aparece é (gr. diakonein) que é o verbo “servir”, portanto não aparece a palavra (gr. diakónos) como título, como é usado por Paulo em 1Tm 3.8-11.

Mas, o perfil moral e espiritual, bem como as funções desempenhadas por estes sete varões, são semelhantes às funções dos intitulados diakónos, por Paulo em 1Tm 3.8-11, assim a aplicação do termo “instituição dos diáconos” em At 6, é aplicável corretamente, em virtude de os sete varões terem o caráter e desempenharem as funções dos diakónos.

At 6, revela a função e o caráter dos diakónos; 1 Tm 3.8-11, revela o título diakónos.

- É interessante ressaltar que os varões escolhidos pela a comunidade tinham um nome grego, justamente o grupo que estava reclamando – assim eles não podiam reclamar da distribuição.

III. ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPOSTANTE NEGÓCIO
- Era urgente a dedicação dos apóstolos na oração e no ensino da Palavra;
- Tinham a nobre tarefa de edificar a Igreja de Cristo sobre as bases da sã doutrina;
- Sabiam também que a assistência social entre os novos crentes não podia parar;

- Como crentes e membros de um só corpo, devemos deixar a demagogia de lado e colaborar com a assistência social da igreja local, logicamente, vivemos em outro contexto – é claro que não vamos vender ou distribuir nossos bens, a não ser por ordem de Deus, contudo, podemos fazer várias coisas para ajudar os nossos irmãos necessitados, entretanto, a melhor atitude é entregar os donativos à assistência social da igreja local, pois sabemos que os irmãos necessitados de hoje não falam que realmente estão necessitados, mas, a assistência social é o órgão competente para cadastrar todos que precisam da nossa ajuda.

1. O “importante negócio”.
- Chegamos ao ponto mais alto da aula, inclusive o tema da Lição, temos que ter uma argumentação mais prática aos nossos alunos em sala de aula, sabemos que o nosso sistema capitalista, de uma forma ou de outra tende a afastar as pessoas, pois temos liberdade de comprar o que podemos e o que queremos e sabemos que tem pessoas que não têm condições para adquirir o que gostaria.

- Esta possibilidade de ostentação de bens acaba interferindo nos relacionamentos interpessoais, principalmente entre os que não têm o amor de Deus (ágape) em suas vidas. É hora de mostrarmos para os alunos que bem aventurado não é o que tem e sim o que serve. É ora de mostrar que melhor coisa é servir do que receber, não perca tempo, aplique dentro do seu contexto, contextualize o tema.

- A assistência social foi considerada “um importante negócio”, por quê? Porque une as pessoas; mantém o grupo, é a pratica do amor de Deus (ágape); depõe o materialismo; depõe o egoísmo; depõe o orgulho; depõe as diferenças; aparece a humildade; aparece a fraternidade; todos ficam mais parecidos, não de aparência ou modo de vestir, mas, no caráter. Não adiante ser pentecostal e não ter o coração aberto para ajudar a igreja local, ou contribuir para alguma campanha especifica na igreja.

- Quando repartimos ou ajudamos, destruímos o materialismo, quando repartimos o pão sentimos as bênçãos de Deus sobre nós.

- Para exercer este ministério na igreja, devem ser pessoas que tenham as características elencadas pelos apóstolos, pois devem ser pessoas dinâmicas, pois toda igreja precisa saber que existe um grupo responsável por esta função; devem ser pessoas que guardem sigilo sobre quais irmãos estão necessitados, pois, pode causar constrangimento; devem ser pessoas honestas, pois irão administrar recursos.

- A assistência social pode ainda fazer campanha de arrecadação de alimentos, roupas, brinquedos e outros, para distribuírem em alguma comunidade carente e aproveitar para evangelizar.

- Assim a igreja estará completa, pois demos cuidas das almas com a Palavra alimento espiritual; e do corpo e da saúde com a assistência social.

- “Dai-lhes, vós mesmos, de comer” Mt 14.16.

CONCLUSÃO
Apendemos com esta lição de hoje que a pregação da Palavra, oração, visitas e outras atividade ditetamente ligadas à vida espiritual, são muito importantes, porém, a assistência social é indispensável, a igreja faz sua obra plenamento quando assiste a vida humana no âmbito material e espiritual.

Fontes:
Bíblia de estudo SHEDD.
Novo Testamento. King James, Edição de Estudo.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Hitóico - Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro. CPAD, 2007.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CRIANÇAS SEM PALMADAS

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Este vídeo pode ser usado para comentários em sala de aula, durante a ministração do sub ponto 2 do ponto I. da lição 6.

KIT HOMOFÓBICO

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Kit Homofóbico, veja e tire suas conclusões, se não estamos no fim dos tempos.. (Rm 1.32).