Páginas

domingo, 30 de janeiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA
Lição - 6

Dica! Antes de iniciar a aula, acredito ser importante o professor, destacar em apenas 2min, uma das partes iniciais da revista, até mesmo para valorizar o exelente trabalho do nosso comentarista.
Pode ser o Texto Áurio, Verdade Prática ou um dos versículos da Leitura Diária, este é importante, pois pode despertar o aluno para a leitura da revista.

Destacarei dessa vez o versículo da sexta - Hb 12.6.
"Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe".
Corrige. (gr. paideia, "treino" "educação para a vida" "catigo"). A correção e responsabilidade recebidas de Deus produzem vantagens futuras na maturidade alcançada, ou seja, a disciplina tem o objetivo de fortalecer o nosso carater e nos prepara para novas experiências. cf. 5.13,14.

INTERAÇÃO
-Destacar o tema da Lição;
- A disciplina é necessária para manter a ordem;
- A disciplina pode ser: Coerciva e Educativa;
- A disciplina está presente deste o Éden (V.T, N.T e Atualmente);
- A disciplina foi criação de Deus - Ele é o nosso Pai Eterno.

Objetivos
Reconhecer que a disciplina é uma prova do amor de Deus;
Explicar a necessidade da disciplina;
Saber que todo ato gera uma consequencia - "ação/reação"

INTRODUÇÃO
Após ler a introdução em sala de aula, o nobre professor pode destacar alguns aspectos do episódio Ananias e Safira, quais sejam,
- Uma Igreja descompromissada com a Palavra de Deus é facilmente enganada;
- Há muitos crentes como Ananias e Safira ainda hoje, os quais acham que podem comprar a justiça de Deus com ofertas volumosas; entretanto, praticam coisas ilícitas (sonegação de impostos; estelionato; contrabando; cheque sem fundo; negociam mal intencionados; não são dizimistas e etc...) para os servos de Deus;
- Uma Igreja que prima pela sã doutrina, tem o mover do Espírito e nada fica oculto e a justiça de Deus é executada;
- Uma Igreja que não prima pela sã doutrina como um padrão a ser seguido, facilmente cai na hipocrisia -> mentira -> engano -> e por fim, apostasia.
- A disciplina tem a função de manter a equilíbrio do grupo; sem disciplina o grupo se corrompe e perde o alvo. “... Cristo autor e consumador da fé. Hb 12.2.

I. A DISCIPLINA E SUA NECESSIDADE
1. Definindo a disciplina
- Disciplina. Educar, ensinar, corrigir.
- Ela pode ser: Preventiva e Corretiva.
-Jamais pode ter cunho Repressivo, pois seu objetivo principal é recuperação, resgate, restauração do transgressor, pois ela é próprio de quem ama. (Hb 12.6)
- Seu objetivo principal é: Conscientizar-nos quanto às conseqüências de nossas atitudes (Gl 6.7), a disciplina deve nos levar à reflexão.
- A falta de disciplina, em todas as áreas da nossa vida, nos trás grandes prejuízos, uma pessoa indisciplinada, é uma pessoa sem um padrão para sua vida, o cristão deve nortear os seus passos na pessoa do Senhor Jesus Cristo, que é o nosso padrão.

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” Ef 4.13.

2. A disciplina no Antigo Testamento
Nesse tema o comentarista apenas fez referência de alguns versos do A.T e em seguida fez a aplicação para os nossos dias, para mostrar que a disciplina deve ser utilizada até hoje. Assim não precisamos nos ater sobre a disciplina exclusiva no A.T, uma vez que é apenas para mostrar que ela sempre fez parte da sociedade em especial o povo de Deus.”

- Deus nos revela a importância da disciplina (Jo 5.17);
- Desde os tempos do V.T, Deus requer do seu povo disciplina. Assim, fica claro que Deus exige uma conduta específica para o seu povo, onde o próprio Deus é o paradigma a ser seguido (Lv 11.44-45; 1Pe 1.16).

Essa exigência de Deus para com o seu povo nos leva a entender que o padrão que o mundo segue é ERRADO, que as orientações de conduta do sistema atual não agradam a Deus, pois o mundo “jaz no maligno”.

Infelizmente muitas Igrejas, perderam o padrão requerido por Deus e estão adotando padrões mundanos para si, trazendo esfriamento espiritual, observe o que diz o Sl 101.6, “Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo: o que anda num caminho reto, esse me servirá.”

No Brasil a faixa etária da criminalidade é dos 15 aos 24 anos, todos os dias somos “bombardeados” por orientações educacionais e culturais contrários à Palavra de Deus, veja o vídeo, se não bastasse surge ainda Projeto de Lei como esse, que sugere que os pais não corrijam seus filhos de maneira mais enérgica, logicamente não defendemos e não apoiamos as agressões, mas as vezes temos que disciplinar os nossos filhos com resposta “física” é claro que moderada.

Caro professor, temos uma rica oportunidade de alertamos os nossos irmãos (pais) a observarem seus filhos, com quem está andando, o que estão estudando, se estão havendo mudanças em seu comportamento e etc. Aproveite.

Devemos primar pela ortodoxia bíblica, pois a sociedade atual luta para derrubar o “fundamentalismo” e levantar a bandeira do “liberalismo”.

Fundamentalismo é a estrita aderência a um conjunto específico de doutrinas teológicas tipicamente em reação à teologia, foi originalmente designado por seus defensores para descrever uma lista específica de credos teológicos que se desenvolveu em um movimento na comunidade protestante dos Estados Unidos na primeira parte do século XX, ou seja, é uma visão que tem suas bases nas Escrituras Sagradas.

Liberalismo é um sistema político-econômico baseado na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, religioso e intelectual.

Apesar de a nossa forma de governo ser a Democracia; vivemos um Liberalismo contextualizado, ou seja, não existe na forma de governo, mas existe em outras esferas da sociedade.

Não podemos esquecer a recomendação do próprio Deus, “quem ama disciplina” Pv 13.24; Hb 12.6.

“A disciplina é matéria emanada do nosso Criador; não pode deixar de existir”. Alan Fabiano.

3. A disciplina no Novo Testamento
- Mesmo nos termos da Nova Aliança, Deus requer a disciplina do seu povo;
- Seguindo o raciocínio do sub-ponto 2, vimos que a disciplina requerida por Deus é irrevogável, atravessou 42 gerações num período de cerca de 2000 anos, sendo ratificada pelo Senhor Jesus Cristo, dessa vez trazendo uma exigência ainda maior, ou seja, a disciplina deixa de ser ritualística, formal, cerimonial e passa a ser consciente, interna, no coração, no sentimento do homem, trazendo imediato sentimento de culpa ao pecador por um pecado cometido, exigindo de nós um coração puro. Em o Novo Testamento Cristo “deflagra” o Reino de Deus, que por sua vez está dentro de nós (Lc 17.21), somos agora templo dEle (Jo 14.23) na pessoa do Espírito Santo (1 Co 6.19). Portanto a disciplina passou a ser consciente, ou seja, o cristão sabe o que é e o que não é pecado, conforme a Palavra de Deus.

II. A OFERTA DE ANANIAS E SAFIRA
Para o professor que trabalha mais com aplicação pessoal em sala de aula, este ponto é excelente, contudo, é prudente o professor primeiro expor o conteúdo Teológico da lição e em seguida aplicação na direção do Espírito Santo, o certo é que os alunos devem ser tocados pela Palavra.

O tema principal desse ponto é oferta. Como deve ser oferecida ao Senhor? Quais as consequencias advindas da minha forma de ofertar algo para Deus?

Quando observamos At 4.34-35, vemos um sentimento de comunidade muito forte, é como se os novos cristãos quisessem viver em igualdade social. Note que os que tinham propriedades, vendiam-nas e entregavam o dinheiro aos apóstolos e estes administravam da melhor forma.

Na prática de Ananias e Safira, é visto um sentimento contrário ao pretendido pelos demais irmãos.

Um paralelo entre a atitude tomada por Barnabé e Ananias e safira:

O que vemos em Barnabé – 2 Co 9.7
- Vende sua propriedade;
- Entrega todo dinheiro aos apóstolos;
- Há um sentimento de gratidão pela obra de Deus;
- Há sinceridade;
- Total desprendimento materialista;
- Há uma voluntariedade completa; interna e externa;
- Disposição para viver na dependência de Deus;
- Visão de Reino de Deus.

O que vemos em Ananias e Safira – Mt 15.19
- Venderam sua propriedade;
- Reteve parte do dinheiro;
- Há engano;
- Falsidade;
- Há mentira;
- Má fé;
- Insegurança de viver na dependência de Deus;
- Uma bondade aparente;
- Não há desprendimento total das coisas materiais;
- Visão materialista.

Resposta moral de Deus para eles:
Barnabé - Sucesso na obra de Deus. 11.24;
Ananias e Safira – Repreensão, vergonha e morte. 5.5,10.

Há muitos que estão ofertando algo de valor material para a obra de Deus, mas, estão retendo a fidelidade, a sinceridade, a santidade, a verdade, o coração quebrantado diante de Deus, estão
vivendo enclausurados em um materialista, aparência.

Deus nos convida através desta aula a sermos mais dependentes dEle.


1. O pecado contra o Espírito Santo e a Igreja
- O pecado de Ananias e Safira contra o Espírito santo, não foi o de “blasfêmia”, mas, o da mentira, foi uma atitude carregada de sentimento de engano, e de corrupção.

- Não foi um capricho ou ajeitamento de negócio, pois se fosse não haveria necessidade de omitir o valor recebido pela propriedade; - “Com Deus não se barganha”.

- A prática de Ananias culminou em ofensa ao Espírito Santo, que exigiu da parte de Deus uma disciplina corretiva, para que a corrupção e o engano não se infiltrassem no seio da Igreja de Cristo;

- Hoje temos muitos Ananias e Safira? Temos, mas ao seu tempo Deus os trará uma resposta moral, assim como fez com aqueles;

- Devemos andar diligentemente na presença de Deus, pois a todo o momento recebemos as recompensas de nossas práticas, muitas vezes essas recompensas vêem como um prêmio - uma resposta positiva de algo que estamos esperando, ânimo, alegria e etc..; mas, as vezes vêem como um justo juízo - é um projeto que tinha tudo para dar certo e não deu, é tristeza, desânimo, medo, insegurança e etc.
- Se agimos com fidelidade de corpo, alma e espírito, seremos irrepreensíveis (Ef 1.4), e Deus nos envolverá com a Sua essência.


2. Uma oferta como a de Caim
- Nesse tema pode ser feita várias aplicações pessoais, extraindo o “estado espiritual” de cada ofertante: Os que suas ofertas foram aceitas;
Os que suas ofertas não foram aceitas.

- A estado interior do ofertante, é mais importante que a oferta apresentada;
- Exemplos de oferta recebida:
Abel – Gn 4.4;
A Viúva pobre – Mc 12.42
Barnabé – At 4.36-37

Exemplos de oferta não recebida:
Caim – Gn 4.5;
Nadabe e Abiú – Lv 10.1,2

- Partindo do principio que Deus vê o coração e não apenas a aparência (1 Sm 16.7), devemos pois ter cuidado de nós mesmos ao oferecer alguma oferta para o Senhor. Esta oferta pode ser algo visível, mas, pode ser uma oferta de adoração, vejamos pois, a exigência feita pelo Senhor Jesus aos ofertantes.

“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali, diante do altar, a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e, depois, vem e apresenta a tua oferta”. Mt 5.23.


III. O EXTREMO DA DISCIPLINA
Quando estudamos o episódio Ananias e Safira, pode até nos vir à mente.... será que eles tinham conhecimento sobre o poder e a justiça de Deus?

Pelo contexto dos acontecimentos, concluímos que eles tinham sim conhecimento do que estavam fazendo, pois, a Palavra de Deus naquela época também era bem divulgada, vejamos:
- Nas sinagogas, todos os sábados eram lidos a Lei, dos Escritos e Profetas;
- Provavelmente tinham conhecimento da Pessoa de Jesus.
Tendo eles conhecimento, não foram punidos inocentemente.

1. A sentença de morte
1. A sentença de morte
Ao ver esta sentença sendo proferida para Ananias, lembramos o caso de Davi, quando o profeta Natã, profere juízo contra ele, e diz “...Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso” 2 Sm 12.15.

Ambos sentiram-se desmascarados e julgados por Deus naquele momento.

Notemos que Satanás por certo tentou contra a vida de Ananias, mas ao invés de recusar a proposta de Satanás, Ananias a alimentou e premeditou as palavras para falar com Pedro.
Assim Deus vendo a má fé no coração de Ananias e Safira, envia uma resposta severa, esta resposta extrema de Deus, tem o objetivo de manter a ordem, a disciplina e manter o grupo coeso.

2. A maldição é retirada do arraial dos santos

- O motivo principal de Ananias e Safira serem punidos. Foi a preservação da santidade na Igreja primitiva, este pecado se não fosse tratado, nos mesmos moldes de Acã, traria prejuízos espirituais para a Igreja Primitiva.

- Quando o pecado é revelado, deve ser tratado imediatamente, com disciplina proporcional, e com visitas à pessoa que cometeu o erro, sabemos que Deus nos perdoa tão logo haja arrependimento, contudo, a disciplina é para manter a ordem na casa de Deus.

- A disciplina, portanto, deve ser pautada na Palavra de Deus, sendo assim, não haverá prejuízos para os demais cristãos e o faltoso será curado.
- Caso contrário a Igreja será prejudicada em sua intimidade com Deus.

- O curioso é que Deus sempre alerta o seu servo sobre a falta cometida ou a que está prestes a cometer, infelizmente, muitos não obedecem a voz de Deus quando vem por meio de um sonho, da Palavra pregada e etc..., sendo necessário Deus enviar um profeta para mostrar-lhe o seu pecado.

- Não podemos esquecer que Deus corrige a quem ama, devemos tão somente sermos obedientes à sua Palavra, fazendo assim seremos vasos de honra na sua casa.

CONCLUSÃO
Vimos nessa revista que Deus de fato corrige a quem ama, essa correção está ligada á Sua santidade, justiça, soberania e imutabilidade. Portanto, se somos chamados pelo Seu nome, devemos aceitar a correção, quando nos for oferecida já na primeira vez, para que Deus não use conosco sua MISERICÓDIA SEVERA, ou seja, leva um servo por amor à sua alma, para que ficando com vida saia da sua presença.

Face o exposto, desejo que todos sejam ricamente abençoados, e que venhamos a acatar os conselhos do nosso Mestre, o Senhor Jesus Cristo.

Deus te abençoe.


COMENTÁRIO DA LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Subsídio - Lição 6


At 5.1-11
1. MAS um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade;
2. E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
- Reteve. A mesma palavra que aparece na tradução grega do A.T (Septuaginta) para descrever o pecado de Acã (Jz 7.1-25). O pecado de avareza, gerou hipocrisia (desejo de manter uma falsa imagem de santidade) e mentira, culminando em afastamento de Deus e destruíção. Ananias queria ser bem visto por ter sacrificado tudo.

Outro aspecto sobre o pecado de Acã, Ananias e Safira, é que o povo de Deus havia acabado de iniciar um novo: Em Josué, a fundação de uma nação; Em Atos, a fundação da Igreja de Cristo.

A mesma falsa santidade demosntraram Nadabe e Abiú (Lv 10.2) e Uzá (2 Sm 6.7). Mas, porque essas pessoas morreram fuminantimentes? Vejamos:
No caso de Nadabe e Abiú (Lv 10.2), eles ofereceram fogo estranho no altar do Senhor;
No caso de Uzá (2 Sm 6.7), tocou na Arca da Aliança irreverentemente;
No caso de Ananias (At 5.1-11), usou de engano ao ofertar.

Podemos ver claramente que se trata da mesma natureza de pecado, ou seja, são pecados cometidos contra as coisas do Senhor ou Lhe são dedicadas , e essas coisas ou ofertas são santas ao Senhor (Nm 4.15).

Ananias e Safira foram os primeiros exemplos de "falta de sinceridade no serviço cristão" ocorridos nos primórdios da Igreja do Senhor Jesus Cristo, essa experiência mostrou à Igreja em formação que "de Deus não se zomba" (Gl 6.7).

3. Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?
4. Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
- Ananias, por que encheu Satanás o teu coração. No sentido geral da frase, nos leva a perceber uma ação continuada de Satanás tentando por diversos meios, persuadir o ser humano a cair no pecado.

Ainda que Satanás conheça todas as fraquezas humanas e frequêntimente nos sugira maneiras de expressá-las em pecado, os cristãos contamos com a poderosa presença de Deus em suas vidas, na pessoa do Espírito Santo, e podem - pela fé - rejeitar todos os ardis e propostas do inimigo, vencendo assim as tentações.

Os textos de At 4.36,37 - 5.1, 4 deixam claro que as ofertas eram atos voluntários, segundo a generosidade de cada um. Os apóstolos não haviam pedido nada, foi o Epírito Santo quem moveu cada pessoa a contribuir conforme a alegria do coração (2 Co 9.7). Ananias e Safira não pecaram por ficar com parte do dinheiro da venda de sua propriedade, mas sim por haver mentido ao Espírito Santo (Deus) e suporem arrogantemente que é possível ao ser humano pensar ou realizar qualquer coisa fora do pleno conhecimento do Senhor. A ofensa contra a Igreja, habitada pelo Espírito Santo, é insulto e pecado contra o próprio Deus (9.5).


5. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
- Caiu e expirou. A disciplina da Igreja, em grande parte, depende da ação corretiva de Deus (1Co 11.30-32; Hb 12.5-11; 1Jo 5.16,17). O poder disciplinador de Deus está em harmonia com seu poder de curar, ressuscitar e conceder a vida eterna. Esta severa correção se dar em virtude de Ananias à semelhança de Acã, tentaram introduzir corrupção no meio do povo de Deus, que se crescesse, ofuscaria o poder do Espírito Santo no meio do povo de Deus.

6. E, levantando-se os mancebos, cobriram o morto, e, transportando-o para fora, o sepultaram.
7. E, passando um espaço quase de três horas, entrou, também, sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.
8. E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? Ela disse: Sim, por tanto.
9. Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí, à porta, os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.
10. E logo caiu aos seus pés, e expirou. E, entrando os mancebos, acharam-na morta, e a sepultaram junto do seu marido.
11. E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas.
- Grande temor. Essa consequênca drastica, foi necessária principalmente porque a Igreja estava dando os seus primeiros passos, era fundamental que todos soubessem que o Espírito Santo é a própria pessoa de Deus habitando o corpo do crente, e não um tipo de energia qualquer. Além disso a Igreja do Senhor Jesus, não é uma empresa comércial, tampouco um negócio onde a hipocrisia, fraude ou corrupção possa ser aceita, é necessário portanto, uma ação corretiva de Deus em alguns casos.

O temor provocado em virtude da correção, se dar justamente porque revela a presença real de Deus em nosso meio, sendo assim temos a certeza absoluta que Ele está vendo tudo, e todas as coisas estão patentes ao Seus olhos (), e que Ele está ativo envolvido nos assuntos humanos, pois Ele é pessoal, sendo Ele um Deus que se relaciona com o seu povo, logo entendemos que Ele está nos assistindo com aprovação ou reprovação.

Mas, o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 1.7; 9.10), simplesmente quer dizer que vivemos diante da presença real de Deus, e isso faz uma grande diferença em como nós decidimos levar nossas vidas.

- Igreja. Esta é a primeira vez que aparece a palavra "Igreja" no livro de Atos, gr. (Ekkesia), significava os cidadãos de uma cidade reunidos com poder legislativo. Porém no N.T, refere-se a congregação dos crentes locais ou o povo de Deus Universal sem distinção de raça ou língua.


Fontes:
Bíblia de estudo SHEDD.
Novo Testamento. King James, Edição de Estudo.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Hitóico - Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro. CPAD, 2007.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA

LIÇÃO – 5
SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA

Texto Áureo
“Testificando, também, Deus, com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo [...]” (Hb 2.4).

Testificando, Deus testifica do Seu Reino e da Salvação destinados para toda raça humana.

...por sinais, e milagres, e várias maravilhas, Deus Testifica a veracidade do Seu Reino, através dos SINAIS, MILAGRES e MARAVILHAS, dos mesmos realizados pelo próprio Messias. Conforme profetizado por Isaías (Is 35.5,6; 61.1), quem iria realizar tais SINAIS seria o Messias.

Tal profecia é condensada nesta passagem “Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o Evangelho”. Lc 7.22. Note que Jesus não afirmou claramente que Ele era o Messias, mas, mencionou que estava realizando os SINAIS que o Messias iria realizar ao iniciar seu Ministério. Logo, Ele era de fato o Messias.

Assim, a maior prova de que os discípulos estavam vivendo o Reino de Deus, era a realização dos SINAIS e o derramamento do Espírito Santo, este condicional à ascensão de Cristo (Jo 16.7), aqueles deixados pelo próprio Messias. Logo, negar a atualidade desses SINAIS é negar o Reino de Deus.

INTERAÇÃO
A interação em sala de aula, pode ser dividida em cinco partes:
1. O Professor para dar uma aula convicente, deve estar convencido da atualidade dos milagres;
2. Mostrar o lado negativo, qual seja: muitos cristãos não crêem na atualidade dos milagres. Mostrando o lado negativo, a argumentação positiva ganha força.
3. Mostrar que Deus é imultável - "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente" Hb 13.8.
4. Mostrar os propósitos dos milagres: Glorificar o Nome de Deus e Expandir seu Reino;
5. Mostrar que o maior milagre é a Salvação do homem.

Objetivos
Compreender porque os milagres e maravilhas eram sinais tão comuns à Igreja Primitiva.
Explicar quais os objetivos de Deus ao realizar milagres e maravilhas.
Conscientizar-se de que a proclamação da Palavra é mais importante que milagre.

INTRODUÇÃO
Nesta aula trataremos de um assunto muito comum no meio dos cristãos, é comum porque ainda temos em nossos dias, sinais e maravilhas da parte de Deus. Mas, porque eles eram tão comuns à Igreja Primitiva? Porque pregavam intensamente o Evangelho de Cristo, note que Mc 16.15, é dada a ordem “Ide... pregai”, no v.16 tem uma condição “quem crer”, no verso v.17 temos uma conseqüência aos que “crêem”, qual seja, os sinais do Reino os acompanham. Logo, à medida que os apóstolos pregavam o Evangelho, o Espírito Santo ia executando a sua tarefa (Jo 16.8-11), as pessoas iam crendo e os sinais iam se realizando.

Alguém poderia perguntar – Qual o segredo daqueles cristãos? Eu diria, o segredo é uma entrega de corpo, alma e espírito ao Reino de Deus, o segredo daqueles homens é que eles tinham “Visão de Reino”.

Se abraçarmos ardentemente o Reino de Deus, à semelhança dos apóstolos, Deus fará se cumprir em nós todas as bênçãos inerentes ao Seu Reino (Is 35.5,6; 61.1).

I. SINAIS E MARAVILHAS, A AÇÃO SOBRENATURAL DA IGREJA
Os milagres não podem ser visto como eventos apenas nos tempos bíblicos, e nem com saudosismo “há no meu tempo... há na época do falecido pastor... e etc.”
Devem ser vistos como um recurso espiritual, atual e exclusivo da Igreja de Cristo, exclusivo porque os milagres são bênçãos exclusivas do Reino Messiânico (Is 35.5,6; 61.1). Logo, não reconhecemos cura ou milagres de outras fontes.

1. Definição
Sinais, Indícios, prova, vestígio, marca
Maravilhas, Ação extraordinária que causa admiração

Assim, os sinais ou a provas de que o Reino de Deus havia chegado, era os acontecimentos extraordinários, admiráveis, inéditos, algo impossível aos homens, os quais se realizaram nos tempos da Igreja Primitiva

Assim, podemos concordar que são operações extraordinárias e sobrenaturais de Deus no âmbito das coisas naturais.

Quando o comentarista usa a frase “são uma suspensão das leis naturais” se refere a milagres óbvios, ou seja, é uma intervenção divina no curso da natureza, exemplo, um cego vê, um surdo ouvir, um morto ressuscitar e etc. São eventos que a palavra “milagre” deve ser aplicada, até porque o homem não é capaz de realizá-los; são exclusivos do Criador.

Se há milagres óbvios; há também milagres ocultos.

Os milagres ocultos, são os que envolvem a configurações de eventos usando unicamente processos naturais, ou seja, Deus opera milagres secretamente em nossas vidas através de processos naturais. O maior exemplo, é o nascimento e vida de Jesus e outros eventos relacionados à sua morte e ressurreição, os quais aconteceram exatamente conforme profetizado, contudo, Deus estava no controle dos eventos “ocultamente”, até suas conclusões, afim de realizar o maior milagre, a Salvação da raça. Portanto, os milagres ocultos são reconhecidos pelos olhos da fé, e facilmente descartados pela falta de fé.

Nótula Homilética.
No milagre óbvio, Deus intervém no curso da natureza; no milagre oculto Deus intervém através da natureza, não se preocupe Deus está intervindo em seu favor ocultamente.

2. Objetivos do milagre
Existem vários objetivos, mas, destacarei cinco:
a) Glorificar a Deus.
Esta glorificação a Deus acontece por parte de quem recebe e por parte de quem presencia ou toma conhecimento de um milagre.
b) Expansão do Reino de Deus.
O Reino de Deus não cresce sem a pregação da Palavra, a fé salvadora vem por meio da Palavra (At 6.7; Rm 10.14,17).
c) Testificar a veracidade da divindade de Jesus.
Conforme fora profetizado no Velho Testamento sobre o Messias e suas obras, podemos entender que os milagres de Jesus têm o objetivo de revelar sua divindade (Jo 2.11; 20.30,31).
d) Edificação.
Muitas pessoas precisaram ver ou receber um milagre, para renovarem suas forças espirituais, sua fé, sua esperança, o ânimo (1 Rs 19.8). Isso é fato, às vezes precisa-se de um milagre para que possamos retomar os “remos” da nossa vida com Deus.
e) Beneficiar o ser humano.
O milagre tem a capacidade de beneficiar o homem em todas as áreas da sua vida, financeira, familiar, profissional, conjugal, ministerial, em fim em qualquer área.
O milagre restituir os sonhos.

NÃO é objetivo do milagre
Espetáculos;
Exaltação humana;
Enriquecimento ilícito – (comércio da fé – 2Pe 2.3).

II. O MILAGRE NA PORTA FORMOSA
O milagre da porta formosa, é um marco para os cristãos que almejam experimentar o sobrenatural de Deus. Notaremos basicamente dois aspectos desse evento de um modo geral.

O primeiro será o PANO DE FUNDO, informações básicas do contexto histórico, acredito ser importante o professor conhecer um pouco. Sobre o Pano de Fundo, postagem abaixo ou aqui.

O outro aspecto será voltado para a aplicação pessoal.
Pedro e João – dirigiam-se ao Santo Templo;
Objetivo – orar;
Depararam-se com um coxo (deficiente de uma perna ou ambas, impossibilita a locomoção);
O coxo estava a mendigar todos os dias;
Pedro e João – subiam juntos para buscar o Senhor;
Pedro e João – estavam juntos quando ocorreu o milagre;
Mas, quem ministra o milagre é Pedro – “...eu não tenho...” e não nós não temos.

1. Oração e Milagre
Temos um efeito de causa e conseqüência
Com oração – milagres
Sem oração – sem milagres
É através da oração que o crente cresce espiritualmente e recebe poder e autoridade para a operação de milagres.

Exemplos de pessoas que realizaram milagres.
Observando a vida dos homens (V.T, N.T e Atualmente) que experimentaram e experimentam o sobrenatural de Deus, constatamos que a oração, jejum e a devoção a Deus são os elementos ou o caminho que conduz o crente ao sobrenatural.
São homens como Moisés, Elias, Elizeu, Jesus, os Apóstolos (Êx 24.12-18; Mt 4.2; At 3.6, 14.10) e muitos do nosso tempo (YouTube).

Se quisermos entrar no sobrenatural e ter uma vida espiritual robusta, pujante; basta romper com os embaraços dessa vida (Hb 12.1 ) e chegar com ousadia ao Trono da graça de Deus (Hb 4.16), feito isso, viveremos os milagres (Mc 16.17) .

Esta autoridade foi nos outorgada, ou seja, Jesus nos deu poder em Seu nome – Mt 10.1, tome posse.

2. Quando nem ouro nem prata fazem a diferença
Ao os apóstolos o coxo esperava receber algo material para o seu sustento;
Apesar de João está junto com Pedro, a descrição bíblica está no singular, Pedro falou por si mesmo; Intimidade com Deus é individual.

Observações na fala de Pedro:
E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta-te e anda”.At 3.6.
... Não tenho prata nem ouro, desprovido de bens; ricos da graça de Deus;
...mas o que tenho isso te dou, os bens celestiais são distribuídos gratuitamente, "... de graça recebestes, de graça daí..” Mt 10.8.
Em nome de Jesus Cristo, Pedro, mediante a fé ministra a cura ao coxo em nome de Jesus, pois o próprio Jesus havia prometido aos seus discípulos o que haveria de acontecer quando usassem o Seu nome, e Pedro apenas tomou posse dessa autoridade. Tomemos posse também dessa autoridade.

Situação de muitas igrejas hoje:
Ricas, poderosas, influentes, famosas, muitas propriedades no Brasil e no exterior, influencia na política nacional, em fim, possui prata e ouro. Contudo, desprovidas dos bens espirituais (poder, cura, milagres, fruto do Espírito Santo, profecia, discernimento de espíritos, unção, revelação da Palavra, adoração verdadeira, amor não fingido e etc...), isso nos assusta, mas, infelizmente existem algumas igrejas que estão vivendo Apocalípse 3.17, fazendo do povo de Deus negócio (2 Pe 2.3) e mercadejando a sua Palavra (2 Co 2.17).

Os bens materiais das igrejas e sua influencia na sociedade e na política, devem ser voltados para o Reino de Deus.

3. O milagre na Porta Formosa.
Temos uma imagem de um forte contraste;
Uma Porta Formosa e um mendigo – analisaremos ambos individualmente e para no final fazer a aplicação correta.

A Porta Formosa, era todo revestido de bronze fino, principal acesso para o átrio do templo, era o “cartão de visitas” do Templo, ostentava vaidade e poder, com certeza causava admiração a todos que adentravam o templo.

O mendigo, era coxo desde o seu nascimento, era uma pessoa inválida, improdutivo, desprezado pela sociedade da época, pois, se recorrermos ao contexto cultural, desde o V.T, os coxos eram inábeis para o sacerdócio (Lv 21.18), não se podei sacrificar animal coxo (Dt 15.21; Ml 1.8,13), ser coxo; era ser o desprezo personificado.

Assim, porque esse coxo uma atenção tão especial pelos discípulos? vejamos, pois:

Na ótica de Cristo essa situação se inverte;
Com Cristo,
As riquezas são desprezadas – Mt 6.19;
As riquezas sufocam a Palavra – Mt 13.22;
A vaidade transformada em humilhação – Mt 23.12;
A riqueza, a vaidade, o orgulho não podem fazer nada para comunicar cura ao doente.

Com Cristo,
O coxo é amado – Lc 7.22;
Sua alto estima restaurada – Lc 14.21;
Seus sonhos restaurados – At 3.4;
Recebe convite para as bodas do Cordeiro - Lc 14.21;
É reconhecido semelhante aos demais da sociedade – Mt 11.28; 12.15;
Recebe a atenção do senhor Jesus – Mt 15.31.

Assim, nada pode impedir o agir de Deus, diante do Eu Sou, a oposição cai por terra (Jo 18.6).

III. O MILAGRE ABRE A PORTA DA PALAVRA
Neste ponto destaca-se pelos menos nove temas que são inerentes à vida cristã, porém, devemos atacar o foco principal, qual seja: Porta da Palavra como conseqüência do milagre:
Sendo assim o professor deve conscientizar os alunos que é mais importante pregar a Palavra do que ministrar milagres sem a pregação da Palavra.

Os temas elencados abaixo foram extraídos da revista, não é necessário falar sobre todos, até porque não daria tempo e perderia o foco principal, mas, se der tempo, vale apena mencioná-los, de uma forma panorâmica e em seguida passar ao tema principal.

Temas extraídos:
a) Que os dons sempre são para a glória de Deus;
b) Nunca para a glória do homem;
c) A proclamação do Evangelho é mais importante que o milagre;
d) Aproveitaram a oportunidade para pregar o Evangelho;
e) Não precisamos criar dias específicos para receber milagres;
f) Devemos pregar a Palavra de Deus todos os dias;
g) O Senhor está conosco todos os dias, operando milagres; óbvios e ocultos;
h) Quantas e quais portas foram abertas após o milagre?;
j) Aplicação pessoal.

Tema Principal:
Para melhor desempenho na ministração da aula aconselho o nobre professor, ler At 3 e 4.

Porque a proclamação da Palavra é mais importante que o milagre?
R - A Palavra trás ao homem o maior milagre que a humanidade pode conhecer, a Salvação da ira futura.
Vimos isso no discurso de Pedro:
3.19. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados.
4.12. E não há salvação em nenhum outro; ...nome, ....pelo qual importa que sejamos salvos.

Observamos então que Pedro não oferece milagres sem compromisso com a Palavra, como vimos em nossos dias, sem transformação de vida, mas, oferece o dono do milagre, pois só Cristo pode nos salvar e nos conceder vários milagres.

As portas que foram abertas após o milagre do coxo:
Abriram-se as portas para Pedro pregar a vários grupos de pessoas em pouquíssimo tempo:
1.Aos povos comuns; os que estavam presentes, e que não ocupavam posição social de destaque.
2. Aos sacerdotes; sacrificador, dos animais oferecidos nos holocaustos.
3. Ao capitão do templo; o segundo oficial no poder político e religioso judaico depois do sumo sacerdote.
4. Aos saduceus; negavam a ressurreição dos mortos.
5. Autoridades; seriam os lideres religiosos (anciãos) e os mestres da lei (escribas).
6. Caífas; sumo sacerdote no tempo de João Batista, Lc 3.2.
7.Todos que eram da linhagem do sumo sacerdote; o principal dos sacerdotes judaicos.

Podemos ver que diante desse milagre abriram-se as portas para a pregação do evangelho, a pelo menos cinco classes de pessoas:
Pessoas comuns, aos lideres religiosos, às autoridades do Sinédrio, aos membros de uma seita que não cria na ressurreição dos mortos, e aos sumo sacerdotes.

Diante dos acontecimentos Pedro não negou o que havia ocorrido, até porque contra fatos não há argumentos (4.16), Pedro então fortalecido pelo Espírito Santo, pregou-lhes a Palavra de Deus com ousadia e poder, pois a porta já estava aberta.

“Deus quer que a sua Palavra seja pregado a todos os grupos de pessoas, seja um atalaia da última hora aonde você convive, não se preocupe, a obra é do Espírito Santo, apenas pregue”.

CONCLUSÃO
Esta lição nos fez crescer um pouco mais, no que se refere aos sinais do Reino de Deus, sabemos, que estes sinais devem nos seguir, e nunca o inverso, mas para que isto aconteça é necessário crermos na atualidade dos mesmos, sabemos que os objetivos dos milagres, são para a glorificação do nome do Senhor Jesus, edificação da Igreja e principalmente para a proclamação do Evangelho de Cristo, estes sinais emanam do Seu Reino e nós pela sua infinita graça fomos alcançados, prossigamos pois, na proclamação das Boas Novas.

“Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Ámem” Rm 11.36.

Fontes:
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo. 7ª Ed. Vida, 2000.
Bíblia de estudo SHEDD.
Novo Testamento. King James, Edição de Estudo.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Hitóico - Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro. CPAD, 2007.
AMORA, Soares. Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo. 19ª Ed. Saraiva, 2009.



SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA

SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA
PANO DE FUNDO

INTRODUÇÃO
Nesta aula falaremos sobre os sinais e maravihas que seguiam os apóstolos do Senhor Jesus, o tema está baseado em At 3.1-11, farei um breve comentário sobre os versos, afim de trazer um contúdo a mais para ministração da aula.

At. 3.1-11

1. E PEDRO e João subiram juntos, ao templo, à hora da oração, a nona.

Pedro, João e Tiago (irmão de João) naturalmente passaram a liderar o grupo dos apóstolos e discípulos por causa da intima comunhão que tiveram com o Senhor Jesus (Mc 9.2; 13.3; 14.33; Lc 22.8; Gl 2.9). O judaísmo antigo obedecia a três horários fixos de oração: no meio da manhã (terceira hora, ou nove horas); a hora em que se oferecia sacrifício vespeertino (hora nona, ou quinze) e ao pôr-do-sol.

2. E era trazido um varão que, desde o ventre da sua mãe, era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

Esse portão, também chamado de "Porta Formosa" ou "Portão de Nicanor", era todo revestido de bronze fino (coríntio) e principal acesso para o átrio do templo, oferecendo passagem entre o pátio dos gentios e o das mulheres.

3. O qual, vendo Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.
4. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.
5. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa.
6. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou.
Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta-te e anda.

Em nome.... isto é, pela autoridade e poder de Jesus Cristo.

7. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.
8. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

Do pátio exterior entraram no pátio das mulheres (onde ficava as caixas coletoras de ofertas - Mc 12.41-44), e depois passaram para o pátio de Israel. Desde o pátio exterior, foram atravessados nove portões até os pátios interiores.

9. E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;
10. E conheciam-no, pois era ele o que se assentava, a pedir esmola, à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.
11. E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atónito, para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão.

O Pórtico de Salomão ficava ao longo do lado interno do muro que cercava o pátio exterior, com fileiras de altas colunas de pedra de nove metros de altura e um teto todo trabalhado em cedro maciço (Jo 10.23).

Fonte
Novo Testamento - King James
Bíblia de Estudo - SHEDD

sábado, 22 de janeiro de 2011

O PODER IRRESISTÍVEL DA COMUNHÃO NA IGREJA

Lição – 4
O PODER IRRESISTIVEL DA COMUNHÃO NA IGREJA
Objetivos
Definir o termo comunhão
Reconhecer a necessidade da verdadeira comunhão
Saber que através da unidade a obra de Deus prospera.


INTRODUÇÃO
Estamos diante de uma característica exclusiva do povo de Deus, iremos tratar da comunhão na Igreja, tenho certeza que muitos servos de Deus serão curados, pessoas serão saradas com esta revista. Tenho certeza que pessoas vão ter seu amor ao próximo renovado, fortalecido, quando descobrirem e alimentar-se desse estudo, pois é através do estudo que descobrimos as riquezas que recebemos em Cristo Jesus, e uma dessas riquezas é a comunhão, na Igreja local e na Igreja invisível, ou seja, é ter comunhão com um irmão que conheço e ter comunhão com um irmão de uma nação que não conheço, contudo, somos unidos no amor de Cristo, na pessoa do Espírito Santo, fazendo de todos, um só corpo. (Rm 12.15, 1 Co 10.17; 12)

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio” Ef 2.14.

A COMUNHÃO DOS SANTOS
A comunhão na Igreja de Cristo não é fenômeno social;
A comunhão é resultado da ação individual e coletiva sobre os cristãos (Ef 2.19);
A comunhão em Cristo Jesus ultrapassa os limites da cultura, etinias, posição social, valores econômicos, intelectualidade, analfabetismo e etc.
A comunhão em Cristo é ruptura com os preconceitos humanos e vai muito alem do que podemos imaginar.
A comunhão em Cristo é um bem que todo cristão deve compartilhar.

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. 1 Jo 1.7

Mas, o que é Comunhão?
“É o vinculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo” (definição Teológica);

Definição do Minidicionário – Soares Amora
Comunhão é administrar, participar ou receber os sacramentos (Corpo e Sangue de Jesus).

Em outras palavras, comunhão é uma palavra própria do meio cristão, pois participam de um só corpo, um só batismo, um só Espírito, um só Senhor, uma só fé, um só propósito, uma só esperança, um só Deus e Pai de todos. (Ef 4.4-6).

Comunhão é caminhar junto e em união.

Comunhão é uma palavra que pode significar muito mais do que acima foi citado, pois esta comunhão é fruto do Espírito Santo, quem tem comunhão participar do Amor de Deus – Ágape.

A comunhão é o caminho para A unidade do Corpo de Cristo.
É através da comunhão que podemos falar de unidade, pois esta inexiste sem aquela. Este é de fato um grande mistério, que Paulo compreendeu e nos repassou para que experimentemos como Igreja de Cristo (Ef 4.1-7).

Somente pelo Espírito Santo podemos entender a união de várias nações, com várias culturas, com tradições humanas milenares podem se unirem com um único objetivo e se tratarem como irmãos.

Esta unidade o mundo não a conhece e nem a compreende, porque é gerada dentro dos servos de Deus pelo o Espírito Santo que habita em nós (Jo 14.17).

Mas, porque tantas culturas são mudadas, tradições quebradas, valores que outrora eram tidos como verdadeiros se tornam falsos, valores antigos que se tornam insignificantes, pontos de vistas totalmente mudados, e pessoas que outrora tinham um posicionamento mudam completamente? São transformações necessárias para que haja a unidade do Corpo de Cristo, isso acontece por que o Evangelho é ruptura severa com as tradições dos homens, leia e medite na parábola de Lc 5.36 -39, precisamos romper com as coisas que os impede de estarmos mais unidos como um só corpo em Cristo Jesus (1 Co 12.12-27).

Somos um no Calvário – Ef 2.16.

Ser participante desta união significa compartilhar da alegria e da dor do meu irmão, é caminhar junto com ele e está unido a ele; caminhar junto com alguém nem sempre significa estar unido a esse alguém. Mas, a verdadeira união compartilha dos mesmos sentimentos; não é aparente; vai além.

Esta comunhão na Igreja agrada a Deus.
Porque esta comunhão agrada a Deus?
É da vontade de Deus que seu povo permaneça unido – 1 Co 1.10;
Reflete o amor de Deus em Cristo Jesus – 2 Co 5.14;

Sabendo que esta comunhão agrada a Deus; O Senhor Jesus roga a Deus que mantenha os discípulos unidos – Jo 17.11;
A unidade é o vínculo da paz – Ef 4.3.

Uma casa divida não prospera – Lc 11.17.

A COMUNHÃO CRISTÃ CARACTERIZA-SE PELA UNIDADE

At 2.42
A comunhão cristã caracteriza-se em várias situações, vamos uma das características principais, que é a unidade, veremos pelo menos quatro situações em que esta unidade se revela, quais sejam: Na doutrina, na comunhão, no partir do pão e na oração.

Para melhor compreensão do texto, unidade quer dizer entre outras coisas: Qualidade do que é uno ou único, homogeneidade, conformidade;

União, conformidade de esforços ou de pensamentos.

Unidade doutrinária.
A doutrina dos apóstolos incluía tudo o que o Senhor Jesus ensinava (Mt 28.20), sendo o mais importante o Evangelho, o qual se fundamentava em sua vida e obra, morte e ressurreição (v.23,24; 3.15; 4.10; 1Co 15.1-4), esta doutrina da qual compartilhamos em nossos dias foi incompreensível e continua sendo incompreensível porque é inspirada por Deus e estar revestida de autoridade, autoridade esta aos apóstolos outorgada pelo próprio Senhor Jesus Cristo (2Co 13.10; 1Ts 4.2), esta doutrina ou ensinamento nos transmite a presença de Deus nos trazendo comunhão e unidade no amor de Cristo.

A unidade na Comunhão
Este aspecto da unidade na comunhão parece no primeiro momento “redundante”, mas não é, estamos falando de unidade em tudo, sabemos que os cristãos primitivos tinham tudo em comum, cresceram em números de forma miraculosa, por que eram unidos entre si em tudo.

Em At 2.41 -47, nos mostra alguns aspectos da vida que eles eram unidos, na doutrina, na comunhão, no partir do pão, nas orações, tinham tudo em comum, distribuíam os seus bens entre todos, na perseverança, na freqüência nos cultos, na sinceridade, na alegria, nas visitas, enquanto isso os sinais iam os acompanhando dia-a-dia.

Assim para se ter uma comunhão perfeita é necessária ter união em todas as áreas, que estamos envolvidos, isso significa que entre os cristãos não havia divisão ou pensamentos contrários aos ensinamentos dos apóstolos.

Será que hoje estamos tendo a igreja primitiva como nossa célula mater.?

"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, num mesmo sentido, e num mesmo parecer." 1 Co 1.10.

Unidade no partir do pão
Os primeiros cristão tinham intensa comunhão no partir do pão, se reuniam de casa em casa com sinceridade e singeleza de coração (v.42).
Nesse contexto é que é revelado o verdadeiro significado da palavra comunhão – administração e participação nos sacramentos – no Corpo e no Sangue de Jesus. É estar unidos e em comunhão para celebrar a Ceia do Senhor, esta comunhão se manifesta no Ágape.

É no partir do pão que Cristo se revela – Lc 24.30,31.

Devemos viver de fato os bens que Cristo conquistou para nós no calvário, e resgatar o primeiro amor, simples e fervoroso.

Nas orações
A comunhão se fortalece com oração;
Os cristãos eram freqüentes e unanimes nos clamores e intercessões – At 12.5,12;
Sem oração a comunhão da Igreja fica enfraquecida;
Devemos nos ater como servos de Deus, para que possamos manter acesa a chama da oração em conjunto.

Faça uma reflexão, a partir dessa aula, como estão os nosso cultos de oração? Será que a freqüência nesses cultos é proporcional ao número de membros da nossa igreja local?

"Uma igreja sem oração não tem ousadia; uma casa divida não prospera".

OS FRUTOS DA COMUNHÃO
Após estudarmos sobre a comunhão e onde ela estar presente, falaremos agora de uma parte interessante, é sobre os resultados, sobre o que ela gera na minha vida, o ganho quando compartilho dessa comunhão, o que ela trás de novo para a minha vida após ter me entregado a Cristo, são esses aspectos que vamos ver.

O primeiro fruto é Temor a Deus.
A comunhão verdadeira trás consigo um temor individual e coletivo, mas, como era o esse temor a Deus?

O temor aqui referido está relacionado com (estado de adoração continua) que existia no coração dos crentes daquela época, era uma mistura de pavor, êxtase e perplexidade diante da presença majestosa de Deus, operando milagres, prodígios e sinais maravilhosos entre a multidão dos que iam sendo convertidos pelo Espírito Santo e acrescentados à Igreja.

Segundo fruto é Sinais e maravilhas
Cremos na atualidade dos milagres de Cristo, pois “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Hb 13.8.

Contudo, para que eles aconteçam são necessárias algumas atitudes nossas, e uma delas é estarmos unidos de verdade no amor de Cristo, assim como era os primeiros cristãos.

Algo interessante é que a Bíblia não nos ensina a correr em busca desses sinais; pelo contrário, são eles quem nos seguem (Mc 16.17,20; At 2.43; 5.12; 6.8; 8.6), entre outros.

Quer ver sinais na sua vida, quer ver milagres sobrenaturais, quer ter uma vida de intima comunhão com Deus? Perdoe, libere perdão, viva em comunhão com Deus e com o seu irmão.

Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” 1 Jo 4.20.

Terceiro fruto é a Assistência Social
Uma Igreja que compartilha de verdadeira comunhão é diferenciada:
Não permite que seus membros passem necessidade;
Tem visão social;
Pratica ação global nos bairros carentes nas áreas (jurídica, alimentação, roupas, saúde, impressão de documentos grátis e etc...) é ainda uma excelente oportunidade par o evangelismo.
Tem contribuição de alimentos por parte de todos os membros;
Tem uma equipe para atender os irmãos necessitados.

A igreja que tem comunhão – tem amor aos irmãos da Igreja local e aos pecadores – Gl 6.10; 1 Tm 5.8.

A assistência social quebra o materialismo e o egocentrismo.

O quarto é o Crescimento
Já diz o velho ditado “a união faz a força”, este é um dito popular, que tem muito sentido para o nosso assunto.

Comece a observar na igreja local, como estão indo os departamentos, quantas pessoas tem se entristecido e deixado os seus cargos, migraram para outras igrejas – enquanto isso a Igreja local não cresce, não deslancha, está estagnada, está sem ânimo para viver em comunhão, estamos vivendo num momento que precisamos rever os nossos conceitos, e valorizar mais as pessoas que estão do nosso lado.

O crescimento é resultado da comunhão, a comunhão, confraternização, reuniões de oração em conjunto, mantém o grupo unido, quando faltam esses elementos o individualismo invade a igreja, a tristeza também procura um lugar para se enraizar, o orgulho renasce, o materialismo aparece.

Para haver crescimento é necessário mais união, mais amor, mais comunhão – Lc 11.17.

O quinto fruto é a Adoração
A Igreja primitiva era uma comunidade que adorava a Deus coletivamente, esta adoração é resultado do amor de Deus, experimentados pelos irmãos daquela época, imagine você o que é viver em comunhão sincera coletivamente, experimentar o poder do Espírito Santo nos milagres, nos dons espirituais, nas revelações, na unção, no poder da Palavra, na autoridade sobre os demônios, em fim a igreja primitiva adorava a Deus porque foi pioneira no cumprimento da promessa, foi pioneira na propagação do Reino de Deus, a Igreja adorava a Deus porque receia o feedback do Espírito Santo.

Hoje logicamente também adoramos a Deus, mas, muitas vezes somos chamado a adorar a adorá-Lo, quando na realidade Ele que uma adoração voluntária e sincera.

CONCLUSÃO
Para concluir esta maravilhosa aula deixarei uma reflexo, Cl 3.11-17, Quando Cristo é tudo em todos: 1) As divisões desaparecem; 2) As qualidades aparecem; 3) A compreensão e o perdão tem êxito; 4) O amor une a todos; 5) A paz e a gratidão dominam os corações; 6) A vida se torna exemplar aos outros; 7) Deus é plenamente glorificado.

Somos um no Calvário – Ef 2.16

“Porque dEle, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele, eternamente. Ámem”. Rm 11.36.

Deus te abençoe ricamente.

Fontes:
Bíblia de Estudo - SHEDD, Ed. Vida Nova, 2ª Ed. 2008.
Novo Testamento - King James - Edição de Estudos
AMORA. Soares. Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo. 19ª Ed. Saraiva, 2009.