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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS

"E, pela cruz, reconciliar ambos com Deus, em um corpo, matando com ela as inimizades".Ef 2.16. 
SOMOS UM NO CALVÁRIO
A Igreja entre os gentios, página 4 do livro abaixo

História+da+igreja+cristã

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         A conversão de Paulo ao Senhor Jesus Cristo, foi a força motriz para que este evangelho chegasse até nós, foi Paulo quem "decodificou" a Lei em uma perspectiva espiritual (Rm 7.14), e pode então mostrar para os Judeus que a Lei serviu de aio, para conduzir todos a Cristo, para que pela fé todos fossem justificados (Gl 3.24), assim não haveria distinção entre judeus e gentios.

- O encontro com o Senhor Jesus ressurreto no caminho de Damasco, causou em Paulo uma inversão completa de opinião quase que instantaneamente, não sendo resultado de uma transformação gradual que pode ocorrer através de estudos, reflexões, debates ou discussões. Este encontro mudou seu ponto de vista com relação a: Jesus, os discípulos e a Lei.

- Conversão. Não é a melhor palavra para descrever a experiência de Paulo no caminho de damasco, visto que esse termo em nosso idioma carrega uma grande bagagem de transição completa de comportamentos. Além disso, Saulo não foi convertido da descrença à fé; do pecado à retidão; da falta de religião à religião; nem mesmo de uma religião a outra, pois considerava o cristianismo o verdadeiro judaísmo.
Ele foi convertido de um entendimento de justiça a outro – de sua própria justiça pelas obras à justiça de Deus pela fé (Rm 9.30 e ss.).

- A aparição de Jesus provou a Paulo que a proclamação cristã estava correta; que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos; e que Ele, portanto, tinha de ser o Messias, e não só o Messias, mas também o Filho de Deus (At 9.20). Em todos os três relatos da conversão de Paulo, o Jesus glorificado identificou-se como os cristãos: “Eu sou Jesus a quem tu persegues” (At 9.5). Isto demonstrou que a igreja que Saulo estava perseguindo, era de fato o povo do Messias. Mas, se um povo que não observava a Lei como os fariseus, era descrito como o povo do Messias, então a Salvação não poderia ser encontrada por intermédio da Lei; ela teria que ser uma dádiva do Messias. Logo, se a salvação Messiânica havia sido outorgada aos judeus à parte da Lei, então a salvação teria que ser universal em seu objetivo final, e ser uma dádiva de Deus a todos os homens. Podemos ver aqui a lógica interna que está por trás da chamada de Paulo para ser apóstolos aos gentios, que lhe chegou por intermédio de Jesus ressurreto.

- Paulo chegou à conclusão que Jesus era de fato o Messias, era algo demasiadamente revolucionário para a avaliação de Saulo em relação a todo significado da Lei, pois foi o zelo extremo pela Lei que o fez odiar os cristãos e o seu Messias. Sabemos que Jesus foi crucificado por judeus devotos, que acreditavam estar defendendo a Lei de Deus, da mesmo forma Paulo acreditava estar executando a justiça de Deus quando perseguia os cristãos.

- Se o esforço de Paulo para estabelecer a justiça por meio da Lei o havia cegado para a verdadeira justiça de Deus no Messias (Rm 10.3), então a Lei não poderia ser um caminho de justiça absoluto, como o achavam os fariseus. Foi essa certeza que trouxe Paulo a convicção de que Cristo era o fim da Lei, como o caminho para a justiça (Rm 10.4). Assim toda a essência da Teologia Paulina – Jesus como o Messias, o Evangelho  para os gentios, a justiça pela fé e não pelas obras da Lei – está contida em sua experiência no caminho de Damasco.  

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