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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Subsídio - Lição 3

O ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO
A Doutrina do Espírito Santo, a julga pelo lugar em que ocupa nas Escrituras, está em primeiro lugar entre as verdades redentoras, com exceção de 2 e 3João, os demais livros do N.T contêm referências à obra do Espírito Santo; Todos os Evangelhos iniciam com uma promessa do derramamento do Espírito Santo.
No entanto, devemos reconhecer que assa doutrina vem sendo negligenciada. O formalismo e uma preocupação desnecessária de não nos tornamos "fanáticos" tem produzido uma reação contra a ênfase na obra do Espírito Santo na experiência pessoal. Em decorrência desse e outros fatores, gradativamente extinguimos a manifestação do Espírito Santo, devemos vigiar nesse particular a fim de obedecer à recomendação do Apostolo Paulo "Não extingais o Espírito". 1 Ts 5.19.
Mas, é impossível viver em Paz sem o Espírito Santo, é impossível experimentar Deus sem o Espírito Santo, é impossível haver arrependimento sem o Espírito Santo, assim observamos que o Espírito Santo sustenta e ministra a obra do Reino de Deus em nós, por nós e para nós. Logo, uma vida sem o mover do Espírito Santo de Deus é vazia.

REVESTIMENTO DE PODER
Este tema trata de uma obra do Espírito Santo diferente das que Ele opera no homem para salvá-lo, (regeneração e santificação), ao chegar nesse momento o Espírito Santo já tem convencido o homem do pecado da justiça e do juízo. Jo 16.8. Trataremos, portanto, de outra operação do Espírito, sua obra vivificadora, essa última fase da obra do Espírito é apresentada na promessa de Cristo: "Mas recebereis poder, aos descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...." At 1.8, é por esta obra que o homem exterioriza o mover do Espírito em sua vida para desenvolver as obras inerentes ao Reino de Deus. Estaremos destacando; Seu caráter geral, seu caráter especial, sua evidência inicial, aspecto contínuo e a maneira de sua concepção.

Sua Natureza geral.
A natureza geral da obra vivificadora do Espírito é capacitar o servo de Deus na pregação do Evangelho com ousadia.

a) A característica principal dessa promessa é poder para servir. Sempre que lemos a ação do Espírito Santo sobre as pessoas, enchendo-as, a referência nunca será sobre sua obra salvífica; mas sim poder para servir, um exemplo claro disso pode ser verificado quando o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos, eles anunciavam o Evangelho com ousadia e poder (At 4.33), apesar de os mesmo já terem comunhão com Deus e serem convertidos a Deus (Jo 15.3).
Isso mostra a possibilidade de a pessoa esté em contato como Cristo e ser seu discípulo e, contudo, carecer de revestimento de poder especial, para desenvolver algo para o Reino de Deus.

b) Ao cumprir-se a promessa do revestimento de poder (At 1.8), concomitantemente houve manifestações sobrenaturais (At 2.1-4), onde a mais importante e mais comum é o milagre de falar em outros idiomas (At 10.44-46; 19.1-6).

c) Esse revestimento é descrito como um batismo (At 1.5). Quando Paulo afirma que há apenas um batismo (Ef 4.5), ele se refere ao batismo nas águas em nome da Trindade. A palavra batismo no sentido espiritual é “figurada”, significando imersão no poder vivificador do Espírito Divino, esta palavra foi usada por Jesus figuradamente para descrever sua imersão no sofrimento (Mt 20.22).

SUA EVIDÊNCIA INICIAL. Como sabemos se a pessoa recebeu o batismo no Espírito Santo? Para esta questão, não encontraremos resposta nos quatro Evangelhos, pois estes contêm profecias da vinda do Espírito, e uma profecia torna-se clara somente pelo seu cumprimento; Também não se resolve pelas Epístolas, porque a maioria do seu conteúdo diz respeito à instruções pastorais às igrejas estabelecidas, nas quais se considerava o poder do Espírito com suas manifestações exteriores à experiência normal de todo cristão.
Sendo assim, o assunto sobre o derreamento do Espírito Santo, deve ser discutido a partir do livro de Atos dos Apóstolos, pois é nesse livro que é narrado o cumprimento profético desse derramamento e os seus resultados imediatos, bem como os sinais pertinentes a este evento miraculoso.
A evidência inicial é o falar em outras línguas (glossolalia), línguas essas jamais aprendidas por quem recebe este batismo, o falar em outras línguas era o dom mais comum e popular entre os primeiros cristãos, pois estas línguas era um sinal cabal sobre o cumprimento da profecia sobre o Espírito Santo, assim, era como os primeiros cristãos estivessem acompanhando a atuação do Espírito naqueles dias.

Nótula Homilética. Atos 1.8, O dom de falar em outras línguas é um bem inegociável, não pode ser comprado, não se encontra nas mãos dos homens ricos ou famosos deste mundo. O falar em uma língua que não se aprende em escolas e nem através de repetições, mas é falada conforme a vontade do Espírito (At.2.4), é um privilégio exclusivo dos cristãos, pois esta virtude é concedida pelo Senhor Jesus, O único Deus verdadeiro. Devemos valorizar e falar em mistérios com Deus todos os dias, o interessante é que este falar em outras línguas pode ser em qualquer lugar, andando, dirigindo, na igreja, no serviço em particular, em fim, em qualquer lugar, em qualquer circunstância. O que nós não podemos fazer é apagar a chama do Espírito de Cristo dentro de nós. "Não extingais o Espírito" 1Ts 5.19.

Deus te abençoe.

Fontes:
Bíblia de Estudo - SHEDD, Ed. Vida Nova, 2ª Ed. 2008.
PEARMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo. 2ª Ed. Vida, 2006.


Um comentário:

  1. Nobre amigo Alan Fabiano, paz e parabéns. Esta mensagem ficou muito boa. Concordo que esta promessa é o revestimento de poder para servir...

    Att.,
    Profº Netto, F.A.

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