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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A ASCENSÃO DE CRISTO

A ASCENSÃO DE CRISTO - subsídio para lição 2

INTRODUÇÃO
Falar da Ascensão do Senhor Jesus Cristo é muito maravilhoso e de grande edificação espiritual, pois é a prova cabal de que Ele á a Verdade que os homens precisam para serem salvos.
A Ascensão de Cristo nos fornece subsídios em vários sentidos, sobre a pessoa de Cristo e sobre sua Divindade, que por muitos é questionada ou não recebe credibilidade. No entanto, veremos com maior profundidade o que de fato significa a Ascensão de Cristo aos Céus e o que o nosso Mestre é para nós.

1. O CRISTO CELESTIAL
Jesus representa para nós em primeiro lugar que veio do Pai e que deixou o mundo porque chegou a hora de regressar ao Pai. Ele, que desceu, agora subiu para onde estava antes. E como sua entrada no mundo foi sobrenatural, assim também o foi a sua partida.
Consideremos como foi sua partida. Suas aparições e desaparições depois da ressurreição foram instantâneas; a ascensão foi, no entanto, gradual - "eles olhavam" [At 1.9]. Não foi seguida por novas aparições, como ocorrera outrora, onde o Senhor apareceu e se alimentou com os discípulos; aparições desse tipo terminaram com a sua ascensão.
Dessa hora em diante, os discípulos não podiam pensar nele mais como o "Cristo encarnado" isto é, o que vive uma vida terrena, e sim como o Cristo glorificado, o que vive uma vida celestial na presença de Deus e que temos contato com Ele por meio do Espírito Santo.
Antes da ascensão o Mestre aparecia, desaparecia e reaparecia de tempos em tempos para fazer com que, paulatinamente, os discípulos perdessem a necessidade de um contato visual e terreno com Ele, a fim de acostumá-los a uma comunhão espiritual e invisível com Ele.
Desse modo a ascensão vem a ser a linha divisória entre dois períodos da vida de Cristo: do nascimento até a ressurreição, Ele é o Cristo da história humana perfeita sob condições terrenas; desde a ascensão, Ele é o Cristo da experiência espiritual, que vive no céu e se relaciona com os homens através do Espírito Santo.

2. O CRISTO EXALTADO
Certa passagem diz que Cristo "subiu" (Ef 4.8-10), e outra diz que foi "elevado aos céus" (At 1.2). A primeira representa Cristo entrando na presença do Pai por sua própria vontade e direito, e a segunda acentua a ação do Pai pela qual Ele foi exaltado em recompensa por sua obediência até a morte.
Sua lenta ascensão diante dos olhares dos discípulos trouxe-lhes a compreensão de que Jesus estava deixando sua vida terrena e os fez testemunhas oculares de sua partida.
Foi em vista de sua ascensão e exaltação que Cristo declarou: "Foi-me dada toda autoridade nos céus e na terra" (Mt 28.18; cf. Ef 1.20-23; 1 Pe 3.22; Fp 2.9-11; Ap 5.12).

N. Hom. Sendo assim podemos descansar no Senhor Jesus, que uma vez elevado ao Céu, vive por nós e não nada que Ele não possa fazer por nós, uma vez que Ele tem todo poder nos céus e na terra. Devemos tão somente adorá-Lo, pois Ele é o nosso refúgio e fortaleza. Aleluia!

3. O CRISTO SOBERANO
Cristo ascendeu a um lugar de autoridade sobre todas as criaturas. "O cabeça de todo homem é Cristo" (1 Co 11.3), "o Cabeça de todo poder e autoridade" (1 Co 2.10); todas as autoridades do mundo invisivél, assim como as do mundo dos homens, estão sob seu domínio (1 Pe 3.22; Rm 14.9; Fp 2.10, 11). Esta soberania universal é exercida por Ele para o bem da Igreja, que é o seu corpo. Deus "colocou todas as coisas debaixo de seus pés e O designou cabeça de todas as coisas para a Igreja" (Ef 1.22). Portanto Cristo é Cabeça da Igreja.
Esta autoridade se manifesta de duas maneiras:

1. Pela autoridade exercida por ele sobre os membros da Igreja.
Podemos observar que esta autoridade é tão real, que Paulo usou a figura de um matrimônio para se referir a autoridade de Cristo sobre a Igreja e o que a Igreja representa para o Senhor (Ef 5.22-23). Mostrando que da mesma forma que a esposa está sujeita ao esposo; assim a igreja deve está em sujeição a Cristo. Assim para os cristão o matrimônio revela a união espiritual entre Crsito e a Igreja.

2. O Cristo assunto aos céus não é somente o poder que dirige e governa, mas também a fonte de vida e poder.
O que a videira é para o ramo, o que a cabeça é para o corpo, assim é o Cristo para sua Igreja. Apesar de estar no céu, o Cabeça da Igreja, Crsito, está na mais íntima união com seu corpo na terra, e o Espírito Santo é o vínculo entre eles (Ef 4.15,16; Cl 2.19).

4. O CRISTO QUE PREPARA O CAMINHO
Revela-se aqui um significado muito importante para os cristãos, pois trata-se da mais viva esperança para o crente, Cristo foi no preparar lugar! Glória Jesus.
A separação entre Cristo e a Igreja ocasionada pela ascensão, não é permanente. Ele subiu como precursor, para preparar o caminho para aqueles que o seguem. Sua promessa foi: "e, onde estou, o meu servo também estará" (Jo 12.26). O termo "precursor" é primeiramente aplicado a João Batista, como aquele que prepararia o caminho de Cristo (Lc 1.76). Como João preparou o caminho para Cristo, assim também o Cristo ressurreto prepara o caminho para a Igreja. Essa esperança é comparada a uma "âncora da alma, firme e segura, aqual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus, que nos prescedeu, entrou em nosso lugar" (Hb 6.19,20).
Assim a ascensão de Cristo nos dar a certeza de que a doutrina da vida eterna é segura e não pode perecer. Espiritualmente a Igreja já está seguindo o Cristo glorificado, assim a Igreja está assentada nos lugares celestiais em Cristo (Ef 2.6). Por meio so Espírito Santo, os crentes, espiritualmente, seguem o Senhor ressuscitado, entretanto, haverá uma ascensão literal como a de Cristo (1 Ts 4.17; 1 Co 15.52), esta esperança é o nosso combustível nessa caminha rumo ao céu. Com esta esperança Jesus confortou os discípulos antes de sua partida (Jo 14.1-3).

5. O CRISTO INTERCESSOR
Outro sentido espiritual inerente à vida do crente no seu relacionamento com o Senhor Jesus é que Ele é o nosso intercessor. Em virtude de ter assumido nossa natureza e ter morrido por nossos pecados, Jesus é o mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). Mas o mediador é também um intercessor, e a intercessão é mais que mediação. Um mediador pode reunir duas partes e depois deixá-las a si mesmas para que resolvam suas dificuldades; um intercessor, porém, diz alguma coisa a favor da pessoa pela qual se interessa. A intercessão é um ministério importante do Cristo assunto aos céus (Rm 8.34). A intercessão forma o apogeu das suas atividades salvadoras. Ele morreu por nós, ressuscitou por nós, ascendeu por nós e vive por nós intercedendo à destra do Pai. Nossa esperança não esta em um Cristo morto, mas em um Cristo que vive; e não somente em um Cristo que vive; mas que vive e reina com Deus. O sacerdócio de Cristo é eterno, portanto sua intercessão é permanente.

CONCLUSÃO
Temos a certeza que a ascensão com a sua ressurreição é a base para a permanência do evangelho, após dois mil anos desses acontecimentos muitas pessoas deram suas vidas, enfrentaram leões, abandonaram filhos, cônjuges e pais, por que tinham certeza absoluta que o Senhor Jesus de fato era o Cristo de Deus, que salvaria a humanidade das chamas do inferno e conseqüentemente da morte eterna.
Podemos elencar alguns valores práticos da doutrina da ascensão, os quais são irrefutáveis e servem ainda para os cristãos se defenderem dos falsos mestres, desses, há muitos que não reconhecem a sua divindade ou sua humanidade (Jo 4.2).
Esses valores são: 1. O reconhecimento do Cristo glorificado, a quem esperamos ver brevemente, é um incentivo à santidade (Cl 3.1-4). 2. O reconhecimento da ascensão proporciona um conceito correto da Igreja. A crença em um Cristo meramente humano levaria o povo a considerar a igreja uma sociedade meramente humana, apenas útil para os trabalhos filantrópicos e morais, porem destituída de poder e autoridade sobrenaturais. Por outro lado um reconhecimento de um Cristo assunto aos céus resultará no reconhecimento da Igreja como um organismo, um organismo sobrenatural cuja vida divina emana da cabeça – o Cristo ressuscitado.

Fontes:
PEARMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo. 2ª Ed. Vida, 2006.
Bíblia de estudo SHEDD.

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