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sábado, 24 de abril de 2010

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR

SUBSÍDIOS PARA A LIÇÃO 4

Objetivos:

Explicar o porque do lamento de Jeremias

Compreender o porque de Jeremias querer o isolamento

Conscientizar-se de que é chegado o momento do povo de Deus lamentar e chorar em favor das nações.


INTRODUÇÃO

Nesta lição aprenderemos sobre uma das características mais importantes do ser humano, em especial para os cristãos. Aprenderemos em linhas gerais sobre “PERTENCIMENTO”, verificaremos que os homens que marcaram a história da humanidade, concernente ao Plano Salvívico, foram homens com o sentimento de pertencimento, mas, o que é pertencimento? Pertencimento é ter a absoluta convicção de que faz parte de algo ou de alguém; sentir-se propriedade de alguém; fazer parte de algo. Assim concluímos que esses homens serviam a Deus com todo seu ser, eram homens que de fato “vestiram a camisa”do Reino de Deus, eram homens que podiam declarar “eu faço parte do Reino dos Céus”. Face tal convicção sofreram e dedicaram suas vidas por amor ao povo de Deus, como declarou o apostolo Paulo em (2 Co 12.15).


Informações complementares:

John Knox – (1513- 1472), Nasceu no povoado de Haddington, às margens do rio Tyne, distrito de Lothain Oriental, cerca de 30 km a leste de Edinburgo, foi um religioso reformador escocês que liderou em 1559 uma reforma religiosa na Escócia segundo a linha calvinista.


I.O LAMENTO DE JEREMIAS ...povo de Judá. Trata-se do reino que fora dividido em 931 a.C. (1 Rs 12), após 80 anos de estabelecimento do reino, sob Davi e Salomão, ele foi dividido definitivamente em dois reinos logo depois da morte desse último. Dez tribos reuniram-se sob Jeroboão, e as duas restantes sob Roboão, com o nome de Israel e Judá. (Na realidade, grande parte das tribos de Simeão e Levi também se uniram a Judá.) Por que um reino tão bem estabelecido fora dividido com tanta rapidez?
Três foram os motivos: espiritual, econômico e político.
a) Espiritualmente, aconteceu como o Senhor havia predito: por causa da idolatria de Salomão causada por suas muitas esposas...., o que em si já era violação (1 Rs 11.11);

b) Economicamente, foi a tirania de Salomão e dos pesados impostos. Ele estabelecera um trono magnífico, mas o povo estava pobre e oprimido (1 Rs 12);

c) Politicamente, havia antiga rivalidade entre Judá e Efraim, a qual foi explorada por Jeroboão, que era efraimita. Essa tribo relutou muitas vezes a inclinar-se à liderança de Judá. A Efraim pertenciam Josué e José, dois grandes lideres do povo Israelita.
Agora vimos que os males espirituais de Judá foram conseqüências desse histórico passado, apesar da grande reforma espiritual feita por Josias (2 Rs 22-23; 2 Cr 34-35), o povo continuou a desobedecer ao Senhor, recusaram-se a guardar a Lei da aliança, recorreram a toda a idolatria e abominações dos gentios (Dt 28.58; 2 Cr 36.14).

A situação do povo de Judá era tão miserável espiritualmente que culminou no cativeiro babilônico que ocorreu em três levas, em 606, 597 e 586, ficando apenas os pobres.
Assim era o estado espiritual de Judá, motivos que o profeta Jeremias sofria tanto pelo povo na presença de Deus.

1. O profeta das lágrimas.Jeremias chorava em face do estado moral e espiritual dos seus contemporâneos, lembre-se que com a divisão do reino, seguiram para Judá os levitas, pois eram administradores do templo e das coisas santas, porém, estes também se corromperam (Jr 1.18).
Estado Moral => Dados à ganância, usam falsidade, oprimiam o estrangeiro, o órfão e viúvas, derramavam sangue inocente, furtais, adultério e injustiça com o próximo (Jr 5-7).


Estado Espiritual => Curam superficialmente a ferida, mentira, cometem abominações, falta de arrependimento, rejeitaram a Lei de Deus, juravam falsamente, andaram após outros deuses e queimavam incenso a Baal. (Jr 5-7).


Diante de tal calamidade moral e espiritual o profeta deseja que sua cabeça se tornasse em águas e seus olhos em fonte de lágrimas, para que pudesse chorar de dia e de noite pelos mortos (espirituais) daquela terra, tamanha era sua tristeza diante do pecado.


2.
O profeta da solidão.
Alguns homens de Deus desejaram a solidão ou até mesmo a morte, diante de algum momento de intensa crise (1 Sm 31; 1 Rs 19.4; Jn 4.8...).

No caso de Jeremias esse desejo de se isolar ou afastar-se, é em virtude do adultério espiritual que o povo estava vivendo (9.2-6).


No cap. 4. 5-31, ele tem a revelação em detalhes da destruição que estava por vir sobre Jerusalém, no cap. 8.21 ele declara está de luto e que o espanto havia se apoderado dele. Apesar de ele ter conhecimento da destruição que estava para vir sobre Jerusalém, este não foi o motivo para que ele desejasse uma estalagem, mas foi unicamente pela miséria espiritual que o povo estava vivendo.

Estalagem. Hospedaria livre para viajantes que tinham de prover seu próprio alimento e leito. Eram lugares imundos, mas Jeremias preferias as mesma à pecaminosa Jerusalém.

II. O LAMENTO DE SAMUEL
Trata-se de um evento que reflete mais uma vez a fraqueza espiritual e a perda de identidade de um povo que deveria ser inteiramente dependente de Deus.

O lamento de Samuel se deu quando da constituição monárquica de Israel, note que após a morte de Josué Deus instituiu juízes para legislar e liderar o povo de Israel (Jz 2.7-23). Essa forma de governo deveria permanecer até se cumprir o tempo de Deus “Kairós”, para então se cumprir a promessa que já existia, ou seja, que um rei segundo a vontade de Deus havia de ser levantado para liderar Israel (Dt 17.15; At 13.20,21), mas no tempo de Deus.


Porem o povo de Israel solicita um rei, e escolhem um rei conforme a aparência física e tempo “chronos” humanos, não esperando a vontade e o "tempo de Deus", então, o reinado de Saul que fora estabelecido no tempo e vontade dos homens não prospera.

O povo havia rejeitado um governo Teocrático, preferindo um governo secular como as demais nações (1 Sm 8.6), desconsiderando todas as bênçãos de provisões que haviam recebido diretamente de Deus.

Samuel lamenta profundamente a decisão do povo, pois como um verdadeiro profeta via que o povo estava rejeitando o próprio Deus (1 Sm 8.7).

Bibliografia
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo, SP: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo, SP: Vida, 29ª Ed. 2000.
AMORA, Soares. Minidicionario da língua portuguesa. São Paulo, SP: Saraiva, 19ª Ed. 2009.

Autores: A. Kenneth Curtis; J. Stephen Lang; Randy Petersen.

Os 100 Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo,Do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China. Ed. Vida.

http://www.monergismo.com/textos/biografias/knox-reformador_helio.pdf

Por Dc. Alan Fabiano.

Um comentário:

  1. Alan, boa noite! Nobre servo de Deus, Paz...
    Parabéns, ficou excelente seu comentário da lição 4. Continue mentendo este nível teológico.

    Deus te abençoe e te guarde

    F. A. Netto

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