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terça-feira, 6 de abril de 2010

CENÁRIOS

CENÁRIO HISTÓRICO DA ÉPOCA DE JEREMIAS

CENÁRIO HISTÓRICO

Data em que foi escrito: 627-580 a.C.
1. O ministério de Jeremias começou no reinado de Josias e continuou em Jerusalém durante os dezoito anos da reforma e os vinte e dois anos do colapso nacional.
2. Forçado a ir para o Egito com os rebeldes em 586, ali profetizou durante cinco anos talvez, condenando a idolatria dos judeus (44.8) e anunciando a vinda próxima de Nabucodonosor para a conquistar o Egito (o que ocorreu em 568).

CENÁRIO POLÍTICO
1. No cenário internacional, foi essa uma época das nações manobrarem pela primazia do mundo. As três nações mais envolvidas eram Assíria, Babilônia e Egito. Em 626, Nabopalasa da Babilônia, com o auxílio dos medos, tomou essa cidade das mãos dos assírios, que detinham o poder mundial por quase dois séculos.
Em 612, destruíram Ninive e em 610 tomaram Harã. Em 605, a Babilônia derrotou o exército egípcio em Carquemis e assumiu o controle da Palestina. Desse modo, Nabucodonosor chegou ao auge do poder em 605, ano da morte do seu pai, apesar de o Egito só ser conquistado em 568. Durante a maior parte daquele período, o Oriente Médio esteve em tumulto, e Jeremias advertia em vão os filhos de Josias a submaterem-se à Babilônia.

2. No cenário nacional, o período da profecia de jeremias foi um dos mais tenebrosos da história judaica, pois os pecados dos antepassados (idolatria), foram punidos com o julgamento divino. Esse julgamento consistiu em quetro tragédias nacionais em Israel:

a. Em 609, Josias fooi morto em Megido quando tentava impedir que faraó Neco auxiliasse a Assíria na batalha com a Babilônia. Essa morte foi uma das maiores tragédias ocorridas em Israel, profundamente lamentada por toda a nação;

b. Em 606, Nabucodonosor libertou Jerusalém do domínio egípcio, passando a ser seu controlador, em seguida iniciou a deportação dos judeus, levando alguns membros da família real para a Babilônia, Daniel entre eles. Seu propósito era treiná-los para o serviço do governo;

c. Em 597, Nabucodonosor teve que mandar seu exécito em Jerusalém em duas ocasiões a fim de sufocar a rebelião de judá alinhamento com o Egito. Na promeira vez, o rei Jeoaquim foi morto e "exposto ao calor do dia e à geada da noite" (36.30), na segunda, Jeoaquim fooi levado para a Babilônia depois de um reinado de três meses. Nessa ocasião, Nabucodonosor saqueou a cidade e a cidade e os tesouros sagrados do templo, e exilou para a Babilônia a camada mais nobre da população (2 Rs 24.11-16).

d. Em 586, Jeursalém e o templo foram destruído por Nabucodonosor depois de outra rebelião e um cerco de dois anos à cidade. Essa destruíção doi histórica, repercutiu em todo o mundo, e era quase inconsebível para a mentalidade judaica, que via Jerusalém como parte do destino eterno da nação.

CENÁRIO RELIGIOSO
1. Jeremias nasceu nos últimos anos do reiando de Manassés, quando esse rei procurou inutilmente reformar a nação que levara à idolatria, ao derramamento de sangue e à corrupção moral. Embora se arrependesse quando estava numa prisão na Babilônia e fosse restaurado, seu longo reiando de iniquidade esgotou a pasciência de Deus, fadando o país à destruíção.
2. Depois do curto reinado de dois anos de Amom (também iníquo), filho de Manassés, Josias subiu ao trono em 640 na tenra idade de 8 anos. Foi o começo de um glorioso período de reforma, reavivamento e expansão política para Judá. Observaram-se vários estágios desse tempo de paz e prosperidade:
a. Em 632, Josias (aos 15 anos), começou a procurar o Senhor (2 Cr 34.3).
b. Em 628 (aos 19 anos), começou a purificar Judá e jerusalém, numa completa remoção da idolatria, e impôs a medida até Naftali, no norte, perto da Galiléia (2 Cr 34.3ss).
c. Em 622 (aos 25 anos), depois que o sumo sacerdote Hilquias achou o "Livro da Lei" na estrutura do templo e a profetisa Hulda declarou o julgamento, Josias reuniu os anciãos da nação para intensificar a reforma e impor ao povo a purificação.
d. Em 622, Josias promoveu a maior festa da Páscoa da história do povo judeu desde os tempos de Samuel, observando com cuidado todos os detalhes.
3. O reavivamento do rei Josias, embora promovido com toda a sinceridade, foi evidentemente seguido de modo superficial pelos líderes e pelo povo. O país viu-se na iminência de ser destruído em virtude da prolongada iniquidade de Manassés e da inveterada e profunda decadência dos judeus. Logo após a morte prematura de Josias na batalha de Megido, a nação retornou quase imediatamente à idolatria e corrupção.
Bibliografia
ELLISEN, Stanley. Conheça melhor o Antingo Testamento, Ed. Vida, 2007. São Paulo, SP.
Paginas 270-272.
Alan Fabiano

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