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sábado, 6 de março de 2010

RESUMO DA BIOGRAFIA DO APÓSTOLO PAULO

RESUMO DA BIOGRAFIA DO APOSTOLO PAULO - Igual a Saulo.

Nasceu mais ou menos na mesma altura que Cristo. O seu nome da circuncisão era Saulo e provavelmente foi-lhe também dado na infância o nome de Paulo “para que o usasse no mundo gentílico”, assim como “Saulo” seria o nome hebraico. Era natural de Tarso, a capital da Cilícia, uma província romana, a sudeste da Ásia Menor. Esta cidade ficava nas margens do Rio Cidro, que era navegável até aqui, formando-se, assim, um vasto centro de tráfego comercial com muitos países ao longo das praias mediterrânicas e também com países da Ásia Menor Central. Tornou-se, deste modo, numa cidade que se distinguiu pela riqueza dos seus habitantes.

Tarso era também a sede de uma famosa universidade com uma reputação ainda maior do que as universidades de Atenas e Alexandria, as outras universidades que existiam na altura. Aqui nasceu Saulo e aqui passou a sua juventude, sem dúvida gozando da melhor educação que a sua cidade natal podia oferecer. O seu pai pertencia à facção judaica mais estrita - os Fariseus. Era da tribo de Benjamim, de sangue judeu puro e não misturado (At 23:6; Fp 3:5). Nada sabemos sobre a sua mãe; mas existem razões para concluir que ela era uma mulher pia e que exerceu toda a sua influência materna na moldagem do caráter do seu filho. É isso que, mais tarde, ele pôde dizer de si mesmo: que, desde a sua infância, era “segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Fp 3:6).

Lemos sobre a sua irmã e o filho desta (At 23:16) e sobre outros familiares (Rm 16:7, 11, 12). Embora judeu, o seu pai era um cidadão romano. Não se sabe como conseguiu este privilégio. “Pode ser comprado, ou ganho através de serviços notáveis para o Estado, ou adquirido de várias outras maneiras; de qualquer maneira, o seu filho nascera livre. Era um privilégio valioso e que se provou ser muito útil para Paulo, embora talvez não da maneira que o seu pai imaginara.” Talvez a carreira mais natural para ele seguir fosse a de mercador. “Mas ficou decidido que… ele deveria ir para a universidade e tornar-se um rabi, ou seja, um ministro, um professor e um advogado, tudo congregado sob um único título.”

De acordo com o costume judeu, contudo, ele aprendeu um ofício antes de entrar propriamente na preparação mais direta para aquela sagrada profissão. O ofício em que se formou foi o de fazer tendas a partir de tecidos de pele de cabra, um ofício que era muito comum em Tarso.

Tendo-se completado a sua educação preliminar, Saulo foi enviado, quando tinha cerca de treze anos, para a grande escola judaica relacionada com a instrução sagrada, em Jerusalém, como estudante da lei. Foi aluno do aclamado Rabi Gamaliel e lá passou muitos anos num estudo elaborado das Escrituras e das muitas questões relacionadas com elas e com as quais os rabis se exercitavam. Durantes estes anos de estudo diligente, ele viveu “em toda a boa consciência”, sem se deixar corromper por qualquer dos vícios daquela grande cidade.

Quando terminou os estudos, ele terá deixado Jerusalém e voltado para Tarso, onde é provável que, por alguns anos, se tenha envolvido em algo relacionado com a sinagoga. Volta a Jerusalém pouco depois da morte de Cristo. Aí, inteira-se dos pormenores relacionados com a crucificação e o nascimento da nova seita dos “Nazarenos”.

Durante os dois anos a seguir ao Pentecostes, o Cristianismo foi calmamente espalhando a sua influência em Jerusalém. Estevão, um dos sete diáconos, deu um testemunho público mais aguerrido de que Jesus era o Messias e isto conduziu a uma maior excitação entre os judeus e a uma maior disputa nas suas sinagogas. Estevão e os seguidores de Cristo foram perseguidos e Saulo teve, nessa altura, um papel proeminente. Nesse momento, era provável que ele fosse membro do Grande Sinédrio e se tivesse tornado num líder ativo na furiosa perseguição, através da qual os governantes procuravam exterminar os Cristãos.

Mas o objetivo desta perseguição também falhou. “Os que fugiram, iam por todo o lado pregando o Evangelho.” A fúria do perseguidor foi, desse modo, ainda mais estimulada. Ouvindo que alguns fugitivos se tinham refugiado em Damasco, ele obteve do sumo sacerdote cartas que o autorizariam a perseguir esses cristãos. Era uma viagem de 208 Km e que duraria talvez seis dias. Durante esse tempo, ele e os seus ajudantes caminharam com um passo firme, “respirando ameaças e morte.” Mas a crise da sua vida estava ali à mão. Ele chegara ao último estádio da sua viagem e Damasco já aparecia no horizonte. Saulo e os seus companheiros continuaram mas foram rodeados por uma luz brilhante. Saulo caiu por terra, aterrorizado. Uma voz soou aos seus ouvidos: “Saulo, Saulo, porque me persegues?” O Salvador ressuscitado ali estava, vestido com o traje da sua humanidade glorificada. Em resposta à ansiosa pergunta do perseguidor atingido, ‘Quem és tu, Senhor?’, Ele respondeu: “Eu sou Jesus a quem tu persegues” (At 9:5; At 22:8; At 26:15).

Este foi o momento da sua conversão, o mais solene da sua carreira. Cego por causa da luz ofuscante (At 9:8), os seus companheiros conduziram-no para a cidade onde, absorto em profundos pensamentos durante três dias, ele não bebeu nem comeu (At 9:11). Ananias, o discípulo que vivia em Damasco, foi informado, através de uma visão, da mudança que ocorrera na vida de Saulo e foi enviado para lhe devolver a vista e batizá-lo na igreja de Cristo (At 9:11), talvez para o “Sinai da Arábia,” provavelmente com o propósito de estudar e meditar na maravilhosa revelação que lhe fora feita. “Um véu de profunda escuridão paira sobre a sua visita à Arábia. Nada se sabe dos locais por onde andou, dos pensamentos e ocupações em que se envolveu enquanto lá esteve, nem das circunstâncias da crise que deve ter modelado todo o curso da sua vida posterior. Diz Paulo: “Imediatamente me dirigi à Arábia.”
O historiador passa por cima deste incidente (comparar com At 9:23 e 1Rs 11:38, 39). É uma pausa misteriosa, um momento de suspense na história do apóstolo, uma calma que precede a tumultuosa tempestade que foi a sua ativa vida missionária.” Voltado, depois de três anos, a Damasco, ele começou a pregar o Evangelho “ousadamente no nome de Jesus” (At 9:27) mas logo foi obrigado a fugir (At 9:25; 2Co 11:33) dos judeus e a refugiar-se em Jerusalém. Ali ele se demorou durante três semanas mas foi novamente forçado a fugir (At 9:28, 29) da perseguição. Volta à sua Tarso natal (Gl 1:21) onde, durante provavelmente cerca de três anos, o perdemos de vista. Ainda não chegara o tempo em que ele deveria iniciar o seu trabalho de pregação do Evangelho aos gentios.

Com o tempo, a cidade de Antioquia, a capital da Síria, tornou-se no cenário de uma grande atividade cristã. Aí, o Evangelho andou firmemente pelo seu próprio pé e a causa de Cristo prosperou. Barnabé, que fora enviado de Jerusalém para Antioquia, a fim de aí superintender toda a obra, viu que era trabalho demais para si e, lembrando-se de Saulo, dirigiu-se a Tarso à sua procura. Saulo respondeu prontamente ao chamado que lhe foi dirigido e foi para Antioquia que, durante “um ano inteiro” se tornou no centro dos seus trabalhos, tendo sido coroado de êxito. Os discípulos foram aí chamados “cristãos” pela primeira vez (At 11:26).

A igreja de Antioquia propôs-se, então, a enviar missionários aos gentios e Saulo e Barnabé, com João Marcos como auxiliar, foram os escolhidos. Esta foi uma época áurea na história da igreja. Os discípulos deram real cumprimento à ordem do Mestre: “Ide a todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.”Os três missionários partiram para a sua primeira viagem missionária. Saíram de Seleucia, o porto de Antioquia e passaram por Chipre, que ficava a cerca de 128 Km a sudoeste. Em Pafos, Sérgio Paulo, o pró cônsul romano, converteu-se, Saulo assumiu o comando e passou a ser conhecido por Paulo.
Os missionários dirigiram-se depois para o continente e percorreram 10 ou 11 Km pelo Rio Cestro acima até Perge (At 13:13), onde João Marcos abandonou a obra que faziam e voltou para Jerusalém. Os dois homens percorreram depois mais cerca de 160 Km, passando pela Panfília, pela Pisídia e por Licaónia. As três cidades mencionadas fazem parte da Antioquia da Pisídia, onde Paulo pronunciou o seu primeiro sermão (At 13:16-51; comparar com At 10:30-43). Passaram também por Icónio, Listra e Derbe. Voltaram, depois, pelo mesmo caminho, a fim de visitarem e encorajarem os conversos e ordenarem anciães em cada cidade, para que velassem pelas igrejas que se tinham formado. De Perge, foram diretamente para Antioquia, de onde tinham partido.

Depois de aí permanecerem “durante muito tempo”, provavelmente até 50 ou 51 d.C, surgiu uma grande controvérsia na igreja por causa da relação dos gentios com a lei mosaica. Com o propósito de resolverem esta questão, Paulo e Barnabé foram enviados como delegados, a fim de consultarem a Igreja em Jerusalém. O Concílio ou Sínodo que aí se reuniu (At 15), decidiu-se contra a ala judaizante; e os delegados, acompanhados por Judas e Silas, voltaram a Antioquia, levando consigo o decreto do Concílio.

Após uma pequena pausa em Antioquia, Paulo disse a Barnabé: “Vamos visitar novamente os nossos irmãos em todas as cidades onde pregamos o Evangelho do Senhor e vejamos como eles estão.” Marcos propôs-se a acompanhá-los; mas Paulo recusou-se a deixá-lo ir. Barnabé estava resolvido a levar Marcos e, assim, ele e Paulo tiveram uma grande discussão. Acabaram por se separar e nunca mais se encontraram. Paulo, contudo, mais tarde, fala de Barnabé com respeito e pede a Marcos que venha ter com ele a Roma (Cl 4:10; 2Tm 4:11).

Paulo leva Silas consigo, em vez de Barnabé e inicia a segunda viagem missionária em 51 d.C. Desta vez foi por terra, revisitando as igrejas que já tinha fundado na Ásia. Mas ele ansiava por pregar em “regiões mais distantes” e ainda foi até à Frígia e à Galácia (At 16:6). Contrariamente às suas intenções, ele foi obrigado a permanecer na Galácia por causa de uma “fraqueza da carne” (Gl 4:13, 14). A Bitínia, uma populosa província nas margens do Mar Negro, estava agora no seu horizonte e Paulo desejou lá ir; mas foi-lhe vedado o caminho, pois o Espírito o guiou noutra direção. Dirigiu-se às margens do Egeu e chegou a Troas, na costa noroeste da Ásia Menor (At 16:8). Da viagem entre Antioquia e Troas não existe qualquer registro, a não ser algumas referências que lhe são feitas na Epístola de Gálatas (At 4:13).

Enquanto esperava em Troas pelas indicações de Deus quanto ao que deveria fazer a seguir, ele teve uma visão de um homem natural da Macedónia. Este apareceu perante ele e disse-lhe: “Passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16:9). Paulo reconheceu na visão uma mensagem de Deus. Passou por Helesporto, que o separava da Europa e levou as novas do Evangelho até ao mundo ocidental. Na Macedônia, abriu igrejas em Filipos, Tessalônica e Beréia. Deixando esta província, Paulo seguiu para Acaia, “o paraíso das pessoas de renome e gênio.” Chegou a Atenas mas partiu depois de uma breve estadia (At 17:17-31).
Os atenienses receberam-no com um frio desdém e ele não visitou mais a cidade. Seguiu para Corinto, a sede do governo romano na Acaia e aí permaneceu durante um ano e meio, sendo bastante bem sucedido. Enquanto lá esteve, escreveu as suas duas epístolas à igreja de Tessalônica, as suas primeiras cartas apostólicas e depois viajou para a Síria, a fim de conseguir chegar a tempo da realização da festa do Pentecostes, em Jerusalém. Estava acompanhado por Áquila e Priscila, que ficaram em Éfeso, onde ele chegou após uma viagem de treze ou quinze dias. Aportou em Cesareia e dirigiu-se a Jerusalém. Tendo “saudado a Igreja” que ali se encontrava, festejou o Pentecostes e partiu para Antioquia, onde permaneceu “por algum tempo” (At 18:20-23).

Iniciou, então, a sua terceira viagem missionária. Viajou por terra, percorrendo as “regiões superiores” (as regiões mais orientais) da Ásia Menor e chegando a Éfeso, onde ficou durante três anos, envolvido constantemente na obra de Deus. “Esta cidade era, naquele tempo, a Liverpool do Mediterrâneo. Possuía um porto esplêndido, onde se concentrava todo o tráfico marítimo, sendo, também, uma importante via marítima para todo o mundo; e, assim como Liverpool tem à sua volta as grandes cidades do condado de Lancashire, também Éfeso tinha a rodeá-la as cidades que são mencionadas, juntamente com ela própria, no livro de Apocalipse: Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardo, Filadélfia e Laodicéia. Era uma cidade muito rica e dada a toda a espécie de prazer, sendo famosa pelos seus teatros e hipódromos.” Ali se lhe abre uma porta bem eficaz. Os seus auxiliares ajudaram-no na sua obra, levando o Evangelho até Colosso e Laodicéia e a outros lados onde conseguiram chegar.

Pouco depois da sua partida de Éfeso, o apóstolo escreveu a sua Primeira Epístola aos Coríntios. Os ourives que trabalhavam a prata e faziam pequenas imagens, sentiram-se em perigo e organizaram um motim contra Paulo. Este saiu da cidade e seguiu para Troas (2Co 2:12), donde partiu para se encontrar com Tito na Macedônia. Aqui, em consequência do relatório que Tito lhe trouxera de Corinto, ele escreveu a sua Segunda Epístola àquela igreja.
Tendo passado, provavelmente, a maior parte do Verão e do Outono na Macedônia visitando aí as igrejas, especialmente as de Filipos, Tessalônica e Bereia, talvez até penetrando mais para o interior, até às margens do Adriático (Rm 15:19), dirigiu-se à Grécia, onde permaneceu durante três meses, passando talvez a maior parte do seu tempo em Corinto (At 20:2). Durante a sua permanência na cidade, escreveu a sua Epístola aos Gálatas e também a grande Epístola aos Romanos. Três meses depois, deixou a Acaia e foi para a Macedônia, passando pela Ásia Menor e chegando a Mileto, onde discursou para os presbíteros efésios, a quem ele mandara dizer que desejava reunir-se com eles (At 20:17). Viajou depois para Tiro, chegando finalmente a Jerusalém, talvez na primavera de 58 d.C.

Enquanto esteve em Jerusalém, na festa do Pentecostes, quase foi morto pelos judeus, no templo. Salvo daquela violência pelo comandante romano, foi levado como prisioneiro para Cesareia onde, por diversas razões, ele ficou detido durante dois anos no pretório de Herodes (At 23:35). “Paulo não foi mantido em total reclusão; ele tinha, pelo menos, a fileira de barracas onde estava detido. Podemos imaginá-lo a percorrer as plataformas que o levavam até ao Mediterrâneo e a olhar melancolicamente por sobre as águas na direção da Macedônia, da Acaia e de Éfeso, onde os seus filhos espirituais se sentiam quebrantados por causa dele, ou talvez se deparassem com perigos e, desse modo, precisassem desesperadamente da sua presença. Foi uma providência misteriosa que assim salvaguardou as suas energias e condenou o ardente obreiro à inatividade, embora nós agora possamos ver qual a razão para que tal acontecesse. Paulo necessitava de descanso.
Após 22 anos de incessante evangelização, ele precisava de tempo livre para recolher a colheita da experiência… Durante estes dois anos, ele nada escreveu; foi um tempo de atividade mental e de um progresso silencioso.” Ao fim desses dois anos, Pórcio Festo sucedeu a Félix no governo da Palestina e o apóstolo foi novamente ouvido por ele. Mas julgando ter o direito de reclamar o privilégio de um cidadão romano, ele apelou para o imperador (At 25:11). Tal apelo não podia ser passado por alto e Paulo foi enviado para Roma, à guarda de um tal Júlio, um centurião da “Corte Augusta.” Após uma longa e perigosa viagem, ele acabou por chegar à cidade imperial provavelmente no princípio da primavera de 61 d.C. Aqui, foi-lhe permitido que ocupasse a sua própria casa alugada, sob constante custódia militar. Este privilégio foi-lhe concedido, sem dúvida, porque ele era um cidadão romano e, por isso, não poderia ser preso sem antes ter sido julgado.
Os soldados que guardavam Paulo eram mudados frequentemente e, assim, ele teve oportunidade de pregar o Evangelho a muitos deles durante esses “dois anos inteiros”, obtendo a bênção de ver o interesse pelo Evangelho espalhar-se por entre a guarda imperial e até mesmo chegar à casa de César (Fp 1:13). Ele era procurado tanto por judeus como por gentios (At 28:23, 30, 31) e, deste modo, o seu encarceramento “tornou-se num meio de propagação do Evangelho” e a sua “casa alugada” transformou-se no centro de uma influência piedosa que se espalhou por toda a cidade. De acordo com a tradição judaica, a casa estava situada perto do atual bairro de residência obrigatória para os judeus, que tem sido o bairro judeu em Roma desde os tempos de Pompeu até aos dias de hoje. Durante este período, o apóstolo escreveu as suas Epístolas aos Colossensses, aos Efésios, aos Filipenses, a Filémon e provavelmente aos Hebreus.

O primeiro encarceramento terá chegado ao fim e Paulo foi declarado inocente, talvez porque não surgiram testemunhos contra ele. Mais uma vez ele voltou à sua obra missionária, indo visitar a Europa Ocidental e Oriental e a Ásia Menor. Durante este período de liberdade, ele escreveu a sua Primeira Epístola a Timóteo e a Epístola de Tito. O ano da sua libertação coincidiu com o incêndio de Roma, que Nero achou conveniente atribuir aos cristãos. Paulo é preso e é mais uma vez levado para Roma como prisioneiro. Durante este encarceramento, terá escrito a Segunda Epístola a Timóteo, a última que ele escreveu. “Não poderá haver grandes dúvidas sobre o fato de ele ter comparecido novamente no tribunal de Nero e de, desta vez, ter sido considerado culpado.
Em toda a história, não pode haver mais aterradora ilustração da ironia da vida humana do que a cena de Paulo perante o tribunal de Nero. No julgamento, vestido de púrpura, estava um homem que, num mundo perverso, atingira a fama de ser o pior e o mais malvado ser que existia, um homem maculado com todos os crimes, um homem cujo ser estava tão impregnado de todos os vícios imagináveis e inimagináveis, que o seu corpo e a sua alma eram, tal como disse alguém naquele tempo, nada mais do que um conjunto de lama e sangue; e no banco dos acusados estava o melhor homem que o mundo conheceu, os seus cabelos encanecidos pelos trabalhos que realizara para o bem dos homens e para a glória de Deus. O julgamento terminou: Paulo foi condenado e entregue ao carrasco. Foi levado para fora da cidade, levando atrás de si a população mais baixa. Chegaram ao local fatal; ele ajoelhou-se ao lado do tronco; o machado do carrasco brilhou ao sol e caiu; e a cabeça do apóstolo do mundo rolou na poeira” (provavelmente em 66 d.C.), quatro anos antes da queda de Jerusalém.

Conclusão
Esta sinopse da biografia de Paulo, nos dá uma visão panorâmica da vida desse homem de Deus, facilita o entendimento e detalhes que às vezes ficamos em duvida, e muitas vezes não temos um “link” para unir os pensamentos ou organizá-los.
Alem da biografia de Paulo, temos ainda nessa sinopse, acontecimentos e personagens da época os quais podemos usa para um estudo mais detalhado, o que nos dará maior habilidade ao discursar sobre o contexto histórico do Novo Testamento.
Pequenas modificações - Por Dc. Alan Fabiano
Bibliografia
Enciclopédia da Bíblia online - Mundo Bíblico.

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