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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

TESOUROS EM VASOS DE BARRO

OBJETIVOS
Conscientizar-se de que mesmo frágeis, Deus nos usa para transmitir as Boas Novas e nos dá poder para realizarmos sua obra.
Compreender
as fragilidades dos vasos de barro.
Saber que no final os vasos de barro serão glorificados pelo Senhor

INTRODUÇÃO
Continuando a defesa de sua auto-recomendação, Paulo agora explora a essência do seu caráter e ministério, usando a figura de um vaso de barro para mostrar a sua fragilidade (4.7) e que o Deus que ele servia é o Deus que usa as coisas fracas para surpreender os fortes, usa as coisas pequenas para surpreender as grandes (1 Co 1.27-29), para que ninguém se glorie.
Paulo vai além da imaginação de uma mente natural quando expõe os bens espirituais que trás consigo (vaso de barro), classificando-os de tesouro. Isso fundamenta ainda mais que ele era ministro de um Novo Concerto, não que ele fosse capaz de ser tal ministro; mas porque Deus o capacitou para tal (3.5), são dessas premissas que o apostolo esclarece o significado dessa figura.
EXPOSIÇÃO
Paulo forneceu um exemplo completo de sinceridade e vulnerabilidade e estabeleceu o alicerce para o ministério do Novo Concerto (Cap.1). As boas novas do Evangelho são que Deus está presente na vida do crente, dando a todos nós a esperança da transformação gradual em direção à semelhança de Cristo (Cap.3). Construindo sobre esta realidade, Paulo afirma duas vezes: “Por isso... não desfalecemos” (4.1,16). O ministério do Novo Concerto é incompatível com o uso da “falsidade”, pois ele prega a perfeição de Cristo e não “a nós mesmos” (4.1-6). Somos como vasos de barro que contém um grande tesouro; o que importa não é o que é visto, mas o que não se vê; não o temporário, que está desaparecendo, mas o que perdura para sempre (4.7-18).
I. PAULO APRESENTA O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO (4.1-6)
Comentário de 2 CO 4.1-6

1.PELO que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;

Ministério. Paulo está falando do ministério da Nova Aliança (3.6), tal ministério, é realizado pelo Espírito, trata-se de uma Aliança superior a Antiga Aliança. Onde as leis do Senhor são impressas nos corações e nas mentes (Jr 31.33), trazendo transformação de dentro para fora (Jo 16.8), na Nova Aliança não precisamos que ninguém nos ensine (Jr 31.34) a Lei de Deus, ao levantar, ao caminhar e ao deitar, para que fique gravado na mente; mas o Espírito Santo é quem nos ensina (1 Co 2.13), a Nova Aliança ou Novo Concerto abril para a humanidade uma porta que não se pode fechar (Ap 3.8), este Novo pacto nos garante o novo nascimento (Ez 11.19), perdão dos pecados (Ez 18.31), o privilégio de sermos participantes da ceia do Senhor, que simboliza esta Aliança (Lc 22.20) e vida eterna (Jo 6.51).

Segundo a misericórdia. Paulo, jamais poderia ser ministro de tão excelente ministério por conta própria (3.5), mas, Deus pela sua infinita misericórdia capacitava-o (3.6) para que desenvolvesse o ministério da reconciliação (5.18). Paulo enfatiza a misericórdia de Deus em sua vida, em vários aspectos: em razão dela ele era fiel (1 Co 7.25); salvos pela misericórdia (Tt 3.5) e por fim faz uma retrospectiva e escreve a Timóteo “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade;”1Tm 1.13. Aleluia! O que somos hoje é pela misericórdia de Deus.
Com certeza a lembrança de sua transformação lhe dava mais coragem para prosseguir.

Não desfalecemos. “não se comporta com fraqueza”,e ainda persevera, não desfalecer no exercício do ministério, apesar de toda resistência principalmente por parte dos judaizantes (judeus cristãos que queriam guardar a Torá e as leis rabínicas), os quais se diziam discípulos de Pedro (1 Co 1.12; Hb 11.22), Paulo não desfalece porque o Evangelho é triunfante – é poder de Deus (1 Co 1.18). A barreira que o ministério da Nova Aliança tinha que transpor chamava-se “legalismo”, foi por este motivo que o Apostolo foi muitas vezes atacado, contudo, sem desfalecer, porque o ministério da Nova Aliança é irrefutável. Além disso, Paulo regozijava-se em cada alma convertida, se não vejamos, (At 28.15; 2 Co 7.5-7; Fp 2.17; Cl 1.24).

2.Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia, nem falsificando a palavra de Deus; e, assim, nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.

Neste versículo Paulo contrasta sua personalidade com a dos falsos apóstolos. Note que:
Paulo, rejeita as coisas que por vergonha¹ se ocultam, se referindo aos falsos apóstolos,ele fala que suas obras por vergonha, baixeza, ignomínia, não são dignas de serem repetidas (Ef 5.12), são atitudes condenáveis, as quais são reveladas pela luz do Evangelho (Ef 5.13).

Os Falsos apóstolos, andam com astúcia² e falsificando³ a palavra de Deus. Apesar de Paulo não falar os detalhes das obras desses homens, ele nos revela em outras passagens que tipo de obras eles praticavam, quais sejam: Andavam com falsos discursos, artimanhas que induziam ao erro doutrinário (Ef.4.14); Adulterando, prostituindo, falsificando Palavra, interpretando conforme suas crenças; Corrompendo e explorando alguns irmãos, para atender interesses pessoais (2 Co 7.2); Mercadores da Palavra (2 Co 2.17); era comum em seus discursos, palavras de lisonjas e suaves (Rm 16.18); Eram inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18), ou seja, não sofriam por amor a obra de Deus, mas, se preocupavam com as coisas terrenas, eram materialistas (Fp 3.19).

Diante dessa situação Paulo recomenda a si mesmo à consciência de todo o homem. Paulo, apela para a consciência de “todo o homem”, ou seja, para todos que tivessem acesso à essa carta, para invocar sua integridade diante do Senhor, porquanto a sua teologia, ética e prática missionária eram demonstrada em toda parte por meio da transparência, fidelidade e clareza com que expunha a verdade, sem jamais apelar para a fraude ou qualquer tipo de engano (2 Co 1.12,18-24).

3.Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto,
4.Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos que não crêem, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

Apesar de Paulo ter explicado várias vezes e várias doutrinas elementares do ministérios da Nova Aliança, que é revelado através do Evangelho de Cristo, muitos judeus e gentios estavam com o entendimento “fechado”, “cego”, mesmo Paulo apelando para suas consciências (4.2), afim de manifestar-lhes a verdade, mesmo assim eles não entendiam a mensagem da cruz de Cristo, conseqüentemente estavam se perdendo.

O deus deste século. Satanás, (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ef 2.2; 1 Jo 5.19), ao chamar Satanás de “deus deste século”, a Bíblia revela que o seu tempo e poder de atuação são limitados (Ap 20.10). Paulo mostra uma força sobrenatural – maligna, nos “bastidores” da vida real da humanidade, que emana da pessoa de Satanás, tem cegado todos os que defendem e praticam a impiedade e perversão da Palavra de Deus. O apostolo se refere a “era presente” em contraste com a “era futura” purificada por Jesus para sempre (Gl 1.4), usa a figura do véu sobre o rosto de Moises se referindo aos que não queriam ver a gloria divina pelos olhos da fé e receber o Evangelho, a verdadeira gloria eterna (3.12-18).

Cristo, que é a imagem de Deus. Jesus Cristo, o Filho e a segunda pessoa da Trindade, é o único que pode revelar plenamente a imagem de Deus, pois Ele é o próprio resplendor da glória de Deus (Cl 1.15; Hb 1.3). Ele é a verdadeira imagem de Deus (em latim Imago Dei). É por meio dEle que os crentes são libertos do poder de Satanás e das trevas deste século mal, os cristãos vivem na luz de Cristo e do século por vir (Ef 2.1-7; Cl 1.13).
5.Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus.
6.Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
Sabemos que o apostolo Paulo e seus companheiros não tinham interesse em se auto - promoverem, eles proclamavam o Senhor Jesus, como Senhor divino e digno de toda honra e toda glória, ele afirmava: somos vossos servos ou “escravo” (gr. δούλος, doulous), primeiro de Cristo (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1) e depois da igreja, dados a Jesus como escravos para fazerem a sua vontade, ajudando a igreja por amor dEle e em seu lugar (Ef 4.11-14).

Resplandecesse a luz. Paulo usou a expressão usada por Deus na criação (Gn 1.2-4), da mesma maneira que abençoa o novo nascimento (nova criação) do crente em Cristo, à medida de as trevas e são dissipados pelo poder da luz do Evangelho. A gloria que ilumina o coração de Paulo e dos cristãos fieis é o esplendor do rosto de Cristo.

II. PAULO EXPÕE A FRAGILIDADE DOS VASOS DE BARRO (4.7-12)

7. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

Este tesouro. Refere-se à luz do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo (v.6).

Barro. Nos tempos bíblicos o preparo do barro para ser utilizados na fabricação de utensílios, apos ser extraído era deixado exposto ao tempo até ficar pronto para uso. A seguir era misturado com água e pisado até transformar-se em lama plástica, depois disso o material era levado para uma bancada, onde era adicionado água cuidadosamente, até chegar na consistência ideal para o trabalho desejado pelo o oleiro.

Vasos de barro. Utensílio comum em qualquer casa da época, e nos dias atuais, sendo objeto construído da própria terra, é frágil e quebradiço.
É comum a utilização dessa figura para representar a pessoa humana (1 Ts 4.4; 2 Tm 2.21; 1Pe 3.7), que por sua vez tem muita semelhança com o objeto, a saber:
Ambos são feitos da terra; São frágeis; Podem guardar grandes tesouros; Podem servir para honra (Rm 9.21), “quando exposto em local de destaque em uma casa” (2 Tm 2.20); Podem servir para desonra (2 Tm 2.20); Podem servir para adorar (Mt 26.7; 1 Ts 4.4); Ambos são formados conforme a vontade do seu Criador (Gn 1.26; Jr 18.4), e são utilizados conforme a vontade de quem o detém (Jr 18.6).

Seguindo o raciocínio do apóstolo, onde mostra que a excelência do poder vem de Deus. Nos leva a entender que o mesmo estava se referindo de fato a fragilidade inerente ao “vaso de barro”, que, mesmo ele (Paulo) sendo frágil e limitado (2 Co 6.4-10), era manifesto a luz do conhecimento da glória de Deus (v.6) e poder de Deus (2 Co 12.9-10), constituindo-se assim vaso para honra (Rm 9.23,24). Diante do exposto, fica claro o pensamento de Paulo, ao falar que toda excelência vem de Deus, se não vejamos, apenas dois versículo: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para, da mesma massa, fazer um vaso para honra e outro para desonra?” Rm 9.20,21. Paulo era apenas VASO (At 9.15).

8. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;

Podemos nos perguntar; O que fazia Paulo ser tão encorajado em meio tantos conflitos?
A resposta está em 2 Co 12.9-10, lá é no revelado o segredo do “triunfalismo” de Paulo sobre as freqüentes batalhas interiores e exteriores, (2 Co 7.5; 11.28). A resposta, é a GRAÇA de Deus que agi em meio as aflições trazendo sobre a vida de Paulo, alegria, poder e renovação das promessas.

Esses conflitos são inerentes a carreira cristã, Paulo antes de ser chamado por Cristo não conhecia ou não havia trilhado o caminho do sofrimento (At 9.16), mas, esse sofrimento fazem parte da preparação do caráter cristão, assim como o “barro deve ser pisado, secado no fogo e exposto ao tempo”, assim estava sendo lapidada a vida de Paulo – que foi chamado para ser vaso. Assim o poder de Deus era evidente na sua vida e ministério.
O sofrimento por amor ao Senhor trás: 1) Graça suficiente. 2) Poder aperfeiçoado. 3) Fraqueza substituída pelo poder de Cristo. 4) Orgulho substituído por humildade.

10. Trazendo sempre, por toda a parte, a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste, também, nos nossos corpos;
11. E assim, nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte, por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste, também, na nossa carne mortal.
12. De maneira que, em nós opera a morte, mas, em vós, a vida.

Ao dizer “ Trazendo .... a mortificação (ou a morte ) do Senhor Jesus no nosso corpo”, Paulo queria dizer que os mesmos sofrimentos e perseguições que Jesus sofreu e que culminou em sua morte, estava presente em seu corpo. Pelo fato de Cristo ter morrido por toda humanidade, Paulo estava disposto a arriscar a vida pela mesma causa – as almas.
Os açoites e apedrejamento deixaram cicatrizes de modo que Paulo podia dizer o que está escrito em (Gl 6.17). Entretanto em meio a tudo isso podia revelar a realidade da ressurreição de Jesus no seu corpo. Mesmo quando foi apedrejado e deixado como morto, ele levantou-se e continuou a pregar o Evangelho (At 14.19,20).

E assim, nós. Aqui Paulo inclui os seus companheiros de ministério, que apesar de estarem vivos; entregavam-se à morte por causa de Cristo (Fp 2.30), lutando fortemente contra as hostes infernais (Ef 6.12). Assim Paulo e seus companheiros travavam duas batalhas: uma visivel e outra invisivel, uma terrena e outra nas regiões celestes. Tudo isso por amor as almas.

Para que a vida de Jesus se manifeste, também, na nossa carne mortal. A vida de Jesus, se referindo ao poder que emana do Senhor Jesus Cristo (Mt 28.18), a vida de Jesus era vista em seus corpos “mortais” (sujeitos à morte) quando: testificavam desse poder perante os homens simples e das autoridades (At 9.15), nos dons (Ef 4.8), nos ministérios (1 Co 12.5), com as armaduras de Deus (Ef 6.10-17), sendo “Mas, em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” Rm 8.37.

III. PAULO FALA DA GLORIFICAÇÃO FINAL DESSES VASOS DE BARRO (4.13-18)

Paulo, antes de falar da glorificação final desses vasos de barro, faz uma rápida apresentação da força motriz que o impulsionava (Rm 1.17), e que outrora não a possuía (Rm 10.17). Ele fala de uma peça poderosa que compõe a armadura espiritual (Ef 6.16), a qual passa a ser conhecida no Novo Concerto, embora os homens de Deus da Antiga Aliança a tivesse utilizado (Hb 11). Partindo desse principio, entenderemos os versículos seguintes.
  1. E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos, também, por isso também falamos,

  2. Sabendo que, o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará, também, por Jesus, e nos apresentará convosco.

  3. Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças, para glória de Deus.

E temos, ... , o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei. Paulo cita um texto da Septuaginta (o Antigo Testamento traduzido para o grego), trata-se do Sl 116.10. Todo esse Salmo fala de uma situação que o Salmista enfrentara, semelhante a que o apostolo estava vivenciando, onde o salmista passa momentos de terríveis sofrimentos (Sl 116.3; 2 Co 6.4-10) e laços de morte (Sl 116.3,8; 2 Co 1.8). Paulo, estava passando para os irmãos conríntios que possuía a mesma fé que o salmista expressou no Sl 116, da mesma forma que o Salmista crer (Sl 116.10) que Deus o livraria da morte (Sl 116.8) e o faria beber o cálice da Salvação (Sl 116.13) como um “coroamento” final. Paulo, expressa que é nesse espírito de fé que o cristão vence as aflições do mundo (1 Jo 5.4) e alcança a glorificação vindoura (Rm 13.11).

Conforme Hb 11, esta fé move os cristãos nos seguintes aspectos: Tem certeza das promessas de Deus (11.1); está confiante no poder de Deus (11.1); percebe o desígnio de Deus (11.3); age segundo a vontade de Deus (11.8-22); considera Cristo sobre tudo (11.26); vence tremendas desvantagens (11.29-38).

Nós cremos, também, por isso também falamos. É partindo desse principio que Paulo nos leva ao fundamento e a razão para se crer em Cristo. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. 1 Co 15.14.

Ele começa a falar da ressurreição de Cristo e da glorificação do santos. Sabendo que, o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará, também, por Jesus, e nos apresentará convosco. Paulo olhava adiante, para a libertação da morte, porque o Deus que ressuscitou Jesus dos mortos ressuscitará não só a ele e aos crentes conríntios, mas a todos os que crêem. Junto com Paulo e todos os santos seremos apresentados por Jesus a Deus (1Ts 4.14-18). Paulo afirma que tudo o que ele sofreu foi par benefício dos irmãos de Corinto, levando-nos a entender que fora chamado para esse projeto que já estava no coração do Senhor (At 9.15), desejando que a graça de Deus se multiplicasse sobre os irmãos e por meio deles o nome do Senhor viesse ser glorificado.

  1. Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

  2. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente;

  3. Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Por isso. Baseando-se na esperança segura da ressurreição (14) e no fim dos sofrimentos (15), Paulo fica animado (4.1; 5.6), em saber também que estava obedecendo o chamado do Mestre, sem em nada se eximir (At 9.16). em sua plenitude, sem em nada se omitir, acovardar Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente. Paulo chega em fim na argumentação mais forte, enquanto que muitos pensam em desistir da caminhada cristã, ele apresenta algo que vale a pena perseverar até o fim (Mc 13.13). Alem de mostrar a glorificação desse corpo terreno em uma natureza incorruptível, ele fala de bênçãos inefáveis As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” 1 Co 2.9, dais quais todos que permanecerem firmes sem desanimar irão desfrutar pra sempre.

Não atentando nós nas coisas que se vêem. Por fim o apostolo fala o que deve ser falado por todos nós. Ele mostra o seu desprendimento das coisas materiais, considerando-as simplesmente “produto do meio” do reino de Satanás (1 Jo 2. 15, 16; 5.19), não valem nada face os bens espirituais em Cristo Jesus (Ef 1.3).

Que nós venhamos também a pensar como Paulo, nas coisas do alto.

Nestes três últimos versos ele faz questão de reforçar como em outras vezes (2 Co 4.7-9; 6.8-10;), o contraste da vida cristã; Entre o corpo fraco e o espírito renovado (16); Entre o presente doloroso e o futuro glorioso (17); Entre as coisas visíveis, temporais, e as coisas invisíveis, eternas (18).

CONCLUSÃO

Paulo nos mostra que toda unção, ousadia, capacidade para fazer a obra de Deus, não vem de nós mesmos, e sim de Deus, que nos capacita pelo seu Espírito Santo. Como tudo que provém de Deus é superior em tudo que está no homem. Ele afirma que Deus coloca seus tesouros em vasos de barro - se referindo a fragilidade humana. O apostolo tambem nos ensina que as nossas lutas são semelhantes as "fases de um concurso", são passageiras, logo nos espera uma glória muito superior. Aleluia!

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. 1 Co 15.19.

Por: Dc. Alan Fabiano.

Apêndice
1. αισχύνη, ης, ή, (aischune) Vergonha 2 Co 4.2; desgraça,ignomínia, baixeza Fp 3.19; Hb 12.2;
Ap 3.18; Lc 14.9. ação vergonhosa Jd 13.*
2. πανουργια, (panourgia) Astúcia, artimanha, engano, sabedoria ilusória ou falsa. Lc 20.23; 1 Co 3.19; 2 Co 4.2; 11.3; Ef 4.14.*
3. δολόω, (doloo) Falsificar, adulterar 2 Co 4.2; 1 Co 5.6 v.l.*


Bibliografia.

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo – SP. Vida Nova, 2ª Ed. 1997.RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Plenitude. Revista e Corrigida. Barueri, SP.SBB. 2001.
Novo Testamento, King James, Edição de Estudo. Abba. 1ª Ed.2007.
STRONG. James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Barueri, SP. SBB. 2002
GINGRICH. F.Wilbur, DANKER. W. Frederick. Léxico do Novo Testamento Grego/Português. São Paulo, SP. Vida Nova, 1º Ed. 1984.

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