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domingo, 10 de janeiro de 2010

O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO

PLANO DE AULA - Lição 2
OBJETIVOS:
Compreender que as aflições nos ensinam a lidar com as circunstâncias e a depender de Deus.
Conscientizar-se de que o crente fiel também enfrenta aflições
Saber que a confiança em Deus é a ganrantia do nosso consolo e vitória.
INTRODUÇÃO
Informações da introdução:
Data da carta – foi escrita quase um ano após a 1ª carta. Logo, no mesmo ano da 1ª.
O que ela contém – apologética da autoridade de apostólica de Paulo;
O estado emocional do apostolo – era de tristeza;
O motivo – era a oposição dos falsos irmãos;
Origem dos opositores – do seu trabalho missionário;
A carta inclui – algumas doutrinas => da morte e ressurreição do crente;
O que Paulo revela em 2 Co 5.1-10 – suas aspirações e sua fé.
Paulo confronta as calunias e a deslealdade dos falsos irmãos (2 Co 11.7); refuta suas atitudes carnais (2 Co 6.16-18; 7.1) e enfrenta os falsos apóstolos (2 Co 11.10,13).
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Interpretação dos versículos de 1-11

I. UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA (1.1,2)
1. Sua identificação pessoal e os destinatários (1.1).
Trata-se de um estilo literário dos escritores gregos.
Que seguia a seguinte forma:
Autor => destinatário => saudação
Paulo destaca seu apostolado como alguém que foi chamado pelo próprio Jesus (At 9.15).
Paulo inclui Timóteo – cooperador em suas viagens.

Timoteo. Que adora a Deus, era evangelista (2 Tm 4.5), esteve com Paulo na 2ª (At 16.3) e 3ª (At 20.4) viagem missionária.
É de grande estima de Paulo – 1 Co 4.17;1 Tm 1.18,19.
Tomava conta da igreja em Efeso (1 Tm 1.3).

Tratamento de Paulo com os crentes de Corinto:
“Bom tratamento levanta a moral...”.

a) “Igreja de Deus”
Igreja, Ekklesia.
Chamados para fora.
Apesar dos erros, Paulo qualifica a igreja, “de Deus”, e a considera como parte da igreja universal.
Usando a mesma expressão para se referir ao Israel espiritual – Gl 6.16 “Israel de Deus”.
A forma de cultuar: era nas casas, sinagogas ou ao ar livre, não havia templos naquela época.

b) .... Santos que estão em Acaia.
Paulo segue uma seqüência lógica de pensamento,
Santo, separado, referindo-se a todos os crente de Acaia.
Formando assim a igreja de Cristo (Mt 16.18).

2. O apostolado paulino e a vontade de Deus (1.1).
Paulo tem certeza do seu chamado e quem o chamou.
Paulo enfatiza o chamado da sua vocação por dois motivos:
1. Para refutar as criticas dos falsos apóstolos contra seu ministério – 11.10,13.
2. Para inspirar confiança para os recém convertidos, pois todas as cartas começam assim.
Deixa claro ainda que não usurpou o título, mas foi lhe dado pelo próprio Jesus.
Para explicar seu chamado usa a expressão “ pela vontade de Deus”.
Diferente de muitos de hoje.

3. Sua saudação especial (v.2)
Paz
– para os judeus
Graça, favor imerecido, para os gregos.
Mais uma vez seqüência de pensamentos, pois a Paz é originada pela graça.
Cristo nos reconciliou com Deus, nos trazendo a Paz.
Em Cristo gregos e judeus não um, formando o corpo de Cristo – Igreja.

II. AFLIÇÃO E CONSOLO (1.3-7)
1. Paulo sua fé e gratidão.
Bendito,
Deus não é mais desconhecido, mas revelado como o Pai e Deus de Jesus Cristo nosso Senhor.
Aqui está implícito toda divindade de Cristo, e que de fato Ele é o Messias.
Pai de misericórdia, é o mesmo que dizer que Deus é a fonte de toda misericórdia.
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” Lm 3.22. .

2. O consolo divino e o consolo comunitário.
Deus Pai se compadece de nós nas tribulações e alivia nossos sofrimentos. (At 9.31)
Em 2 Co 1.3, é o Deus de toda consolação. Encorajamento, conforto,
Paulo dá testemunho do consolo divino, “ nos consola em toda tribulação” v.4; 7.6

Tribulação, sua origem – interação.
Razões das tribulações para o crente.
1. para consolarmos outras pessoas;
2. experimentarmos o conforto de Deus, 12.9
3. para nos fortalecermos no seu poder, 12.9;
4. produz experiência, Rm 5.3-5.
5. sermos mais dependentes de Deus,
6. aprendermos lidar com situações adversas.

3. A aflição na experiência cristã (vv.5,6).
A aflição é a palavra bíblica que anula o falso ensino da prosperidade e do triunfalismo.
Cristo falou “ ...no mundo tereis aflição...”
Devemos sempre observar a origem do sofrimento, luta, dificuldade, provas que passamos. Se for por nossa causa devemos ler Ap.2.5. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras...”

O certo é que se as lutas são grandes; maiores ainda são as bênçãos de Deus.
Ver 2 Co 4.17. Aqui está o ponto mais alto dessa mensagem.

III. AMARGURA E LIBERTAÇÃO (1. 8-11)
1. Paulo enfrenta uma terrível tribulação (v.8)
Você acha que as tribulações são proporcionais ao chamado ministerial? - interação
Acima de nossas forças. “No original” dar a idéia de um animal cansado e sobrecarregado, talvez a origem dessa tribulação esteja em (At.19.23-41), contudo, não se sabe com precisão, após cessar o tumulto, parte para a Macedônia, onde sofre mais tribulações (2 Co 7.5).
Em tudo Deus deu vitória para Paulo e sempre nos dá também. Em tudo somos mais que vencedores em Cristo.

2. Paulo confia em Deus para sua libertação (v.10)
Paulo no "vale da sombra da morte".
Uns dizem que Paulo se refere a grandeza do sofrimento, e conclui que tal sofrimento o levaria a morte.
Outros ainda dizem que seu pressentimento seria de uma morte com grandes torturas.
Porem o nosso comentarista afirma que: Tão grande morte. Indica que o seu fim seria inevitável.

Aplicação: “ao passarmos por lutas tamanhas, temos a nossa fé e o animo aumentados, visto que Deus não tem prazer nos que recuam”.

3. Paulo confiou em Deus e foi liberto (v.11)
Confiança.
Segurança intima, se entregar-se a alguém.
Ilustração.

A confiança em Deus nos garante a vitória completa.
“Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus”. Sl 20.7
Paulo pede oração.
Benefícios da intercessão.
1. é auxilio para que é objeto da intercessão.
2) Produz ações de graças para os que vêem suas orações respondidas.
3) concede benefícios para todos os que oram.
Aplicação: Devemos interceder pelos nossos missionários.

CONCLUSÃO
Neste lição aprendemos que muitas são as aflições dos justos, ainda que estejamos na presença de Deus, ficou claro o quanto Paulo era dependente de Deus, isso nos motiva a continuarmos firmes nesta árdua jornada, sabendo porém que o nosso socorro não vem dos homens, ou de recursos naturais, mas sim de Deus que é o nosso socorro bem presente na angústia.
Por Dc. Alan Fabiano
Bibliografia:
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo, SP: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo, SP: Vida, 29ª Ed. 2000.
GINGRICH, F. Wilbur, DANKER, W. Frederick. Léxico Grego do Novo Testamento. São Paulo, SP: Vida, 1ª Ed. 2008.

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