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sábado, 2 de janeiro de 2010

A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO

Objetivos
Descrever
o contexto histórico e cultural da cidade de Corinto.
Explicar os três objetivos da segunda carta de Paulo aos Coríntios.
Mencionar as três lições aprendidas com Paulo nesta Carta.

INTRODUÇÃO
A segunda carta de Paulo aos Coríntios foi uma resposta ao antagonismo¹ que havia se levantado contra a autoridade apostólica de Paulo, principalmente por sua forma incisiva de doutrinar, tal ensinamento havia chocado alguns conceitos dos cristãos da cidade de Corinto, que por sua vez feriam os ensinos de Cristo, os quais foram ensinados por Paulo.
Mas, qual era a forma de Paulo ensinar?, Quais conceitos dos Coríntios que feriam os ensinos de Cristo?
São estes e outros assuntos que passaremos a identificar neste maravilhoso escrito Sagrado.

I. A CIDADE DE CORINTO
1. Uma metrópole estratégica do século I d.C.
Localização:
Localizava-se em um istmo², controlando o acesso a dois mares: Egeu no oriente e o Jônio no ocidente, facilitando a movimentação dos comerciantes da região.
Era conhecida como “a ponte dos mares”, havia sido destruída pelos romanos em 146 a.C. Ela foi restabelecida em 46 a.C. por Julio César, e habitada por veteranos e homens livres. A localização estratégica da cidade atraiu rapidamente uma grande população, e na época do nascimento de Cristo, Strabão³ escreveu: “ Corinto é tida com uma cidade ‘rica’ por conta do comércio”.
População: Nos dias de Paulo sua população era estimada entre 100 a 500 mil habitantes.
Fontes de prosperidade:
Comércio;
Indústrias bancárias;
Colônia de artesãos;
O bronze a cerâmica e outros produtos eram abundantes na região, e apreciados por todo o Império, as lâmpadas de Corinto era exportada para muitos lugares.
Nos dias de Paulo, Corinto era a capital de Acaia, . Logo, a sua população era bem-sucedida e próspera.
O Canal de Corinto:
O canal possui 6.3 km de comprimento, e foi construído entre 1881 e 1893. Torna a locomoção de barcos pequenos na região mais fácil, uma vez que elas assim não precisam dar a volta em cerca de 400 km, em torno do Peloponeso. Porém, por ter apenas 21 metros de largura, é muito estreita para cargueiros internacionais. O canal é atualmente usado principalmente por barcos turísticos: 11 mil barcos navegam pelo canal anualmente.

2. Uma cidade histórica e libertina.
Muito tem sido as práticas sexuais de Corinto, e o relato de um templo dedicado a Afrodite, e servido por mil prostitutas, é controvertido. Não há dúvidas que a moral era indolente em Corinto, como em qualquer cidade pontuaria.
Portanto, os moradores de Corinto eram em sua maioria depravados, pois, a cultura de prestar culto a Afrodite (deusa da fertilidade) era comum entre eles, o fato de ser uma cidade de economia independente, causava em seus moradores um sentimento de soberba, dificultando assim a submissão aos ensinamentos de Paulo, os quais causaram um forte choque cultural.

3. Local da carta.
Na Macedônia

II. OBJETIVO DA CARTA

1. Autoria e características da carta.
Forma literária de escrever do apostolo Paulo
Identifica-se como apóstolo;
Enfatiza seu chamado;
Endereçamento da Carta;
Seguem pensamentos lógicos.

Talvez a razão dessa forma literária, fossem as constantes oposições e a incredulidade no seu ministério por parte de muitas pessoas.
Ver Gl. 1.1

Aplicação – devemos reconhecer a autoridade eclesiástica nos homens escolhido por Deus para o ministério.

2. A carta tem um caráter pessoal.

Motivos para a carta de 2 Coríntios:
Homens que afirmavam serem apóstolos vieram a Corinto e negaram o apostolado e autoridade de Paulo, onde conseguiram convencer um cristão a voltar-se contra Paulo, exortando os outros a fazerem o mesmo.
Isso deixou Paulo muito perturbado, partiu então de Efeso e foi a Corinto para uma visita breve, tal visita foi desagradável (2 Co 2.1; 12.14; 13.1,2), ele promete então voltar (2 Co 1.16), mas decidiu adiar a sua visita para não causar ainda mais dor (2 Co 1.23; 2,3; 13.2). De volta a Efeso, corria perigo de vida (2 Co 1.8-11), escreveu então uma carta, conhecida como “carta severa” “em muita tribulação e angústia de coração, [...] com muitas lágrimas” (2 Co 2.4; 7.8) enviando-a por Tito. Após o motim em Efeso, partiu para a Macedônia (At 20.1), estando ele na Macedônia em meio a muitas tribulações, chegou Tito (2 Co 7.5-16), que lhe dar notícias de arrependimento por parte da maioria dos cristãos de Corinto, a igreja havia voltado a acreditar no apostolado de Paulo e tratado com o individuo que causou o problema (2 Co 2.5-11; 7.5-13).
A alegria de Paulo com estas notícias e sua constante preocupação o levaram a escrever 2 Coríntios, conhecida como “a carta contristada” ou “dolorosa”, nesta carta o apostolo revela o seu caráter cristão com maior profundidade, revela o seu sofrimento, o seu amor pelos corintos, fala da trajetória do seu ministério (2 Co 6.4-10; 11).

3. A exposição do ministério e apostolado paulinos e coleta para os necessitados. Face as dúvidas geradas pelos falsos apóstolos em relação ao ministério de Paulo, este faz um exposição do seu ministério, para refutar tais acusações.

Estrutura do ministério de Paulo.
a) A exposição do ministério paulino 1-7.
seu caráter
Em virtude das críticas ao seu ministério
Utiliza dois argumentos:
1. A apresentação de sua vida ao exame publico 3.1-4
2. O fato dele padecer por fazer a obra de Deus 6. 1-13

b) A coleta para os necessitados 8-9. seu amor ao próximo
Paulo defende a causa das ofertas enviadas aos cristãos pobres de Jerusalém e ensina os cristãos serem agressivos, usarem a fé para ofertar.

c) A defesa do apostolado paulino 10-13. sua autoridade
Paulo defende o seu apostolado como um ministério recebido de Deus com mais firmeza e expõe o perfil dos falsos apóstolos.

Conclusão.
Objetivos da carta de 2 Coríntios são:
1. afirmar o ministério de Paulo,
2. defender sua autoridade como apostolo e 3.refutar os falsos apóstolos em Corinto.

III. AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO

1. Armar sem ser conivente com o erro.
Paulo, mesmo amando a igreja, não deixou de ser severo com eles.
Agir dessa forma é necessário, porém exige muita sabedoria do pastor da igreja.
O apostolo disciplina e ao mesmo tempo resgata quem sofre a disciplina – 7.8,9; 2.5-11.
Que lição de liderança.
Para nós liderados, devemos amar o irmão, e procurá-lo nos momentos mais difíceis de sua vida, e nos momentos de disciplina.

2. Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas.
Paulo como obreiro do Senhor sofreu tudo que podemos imaginar, mas, por amor ao Reino de Deus. Ver 1.8
Esta luta não é só do obreiro, mas, de todo servo de Deus que ama a sua obra.
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas, tende bom ânimo, eu venci o mundo” Jo 16.33.

3. Paulo não tomou todos por alguns.
Apesar de todo transtorno causado pelos falsos apóstolos, no meio dos crentes em Corinto, resultando em inimizade contra Paulo por parte de um deles. Paulo, por amor a todos os crentes de Corinto, enfrentou lutas de todas as naturezas para livrar das mãos do inimigos aquelas almas, aponto de escrever uma carta muito severa, mas que trouxe resultados positivos, em seguida envia uma carta mostrando seu amor como pai espiritual dos crentes de Corinto (2 Co 12.14).

CONCLUSÃO
Nesta lição fica mais evidente em nós que Deus está presente em toda história da humanidade, que sua Palavra é verdadeira e atual, que é ele quem trás alívio e socorro à nossa vida quando achamos que vamos perecer. É Ele também quem nos chama e nos capacita com sabedoria, ânimo e amor para executarmos a obra que Ele nos confiou.
E assim como o apostolo Paulo, precisamos ampliar a visão para o significado da verdadeira dependência de Deus.

Apêndice

1. Antagonismo, Oposição de idéias ou sistemas.
2. istmo, é uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra.
3.Strabão, (63 a.C. a 24 d.C) foi um historiador, geógrafo e filósofo grego.

Dc. Alan Fabiano.

Bibliografia
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.
HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007

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