Páginas

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

TESOUROS EM VASOS DE BARRO

OBJETIVOS
Conscientizar-se de que mesmo frágeis, Deus nos usa para transmitir as Boas Novas e nos dá poder para realizarmos sua obra.
Compreender
as fragilidades dos vasos de barro.
Saber que no final os vasos de barro serão glorificados pelo Senhor

INTRODUÇÃO
Continuando a defesa de sua auto-recomendação, Paulo agora explora a essência do seu caráter e ministério, usando a figura de um vaso de barro para mostrar a sua fragilidade (4.7) e que o Deus que ele servia é o Deus que usa as coisas fracas para surpreender os fortes, usa as coisas pequenas para surpreender as grandes (1 Co 1.27-29), para que ninguém se glorie.
Paulo vai além da imaginação de uma mente natural quando expõe os bens espirituais que trás consigo (vaso de barro), classificando-os de tesouro. Isso fundamenta ainda mais que ele era ministro de um Novo Concerto, não que ele fosse capaz de ser tal ministro; mas porque Deus o capacitou para tal (3.5), são dessas premissas que o apostolo esclarece o significado dessa figura.
EXPOSIÇÃO
Paulo forneceu um exemplo completo de sinceridade e vulnerabilidade e estabeleceu o alicerce para o ministério do Novo Concerto (Cap.1). As boas novas do Evangelho são que Deus está presente na vida do crente, dando a todos nós a esperança da transformação gradual em direção à semelhança de Cristo (Cap.3). Construindo sobre esta realidade, Paulo afirma duas vezes: “Por isso... não desfalecemos” (4.1,16). O ministério do Novo Concerto é incompatível com o uso da “falsidade”, pois ele prega a perfeição de Cristo e não “a nós mesmos” (4.1-6). Somos como vasos de barro que contém um grande tesouro; o que importa não é o que é visto, mas o que não se vê; não o temporário, que está desaparecendo, mas o que perdura para sempre (4.7-18).
I. PAULO APRESENTA O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO (4.1-6)
Comentário de 2 CO 4.1-6

1.PELO que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;

Ministério. Paulo está falando do ministério da Nova Aliança (3.6), tal ministério, é realizado pelo Espírito, trata-se de uma Aliança superior a Antiga Aliança. Onde as leis do Senhor são impressas nos corações e nas mentes (Jr 31.33), trazendo transformação de dentro para fora (Jo 16.8), na Nova Aliança não precisamos que ninguém nos ensine (Jr 31.34) a Lei de Deus, ao levantar, ao caminhar e ao deitar, para que fique gravado na mente; mas o Espírito Santo é quem nos ensina (1 Co 2.13), a Nova Aliança ou Novo Concerto abril para a humanidade uma porta que não se pode fechar (Ap 3.8), este Novo pacto nos garante o novo nascimento (Ez 11.19), perdão dos pecados (Ez 18.31), o privilégio de sermos participantes da ceia do Senhor, que simboliza esta Aliança (Lc 22.20) e vida eterna (Jo 6.51).

Segundo a misericórdia. Paulo, jamais poderia ser ministro de tão excelente ministério por conta própria (3.5), mas, Deus pela sua infinita misericórdia capacitava-o (3.6) para que desenvolvesse o ministério da reconciliação (5.18). Paulo enfatiza a misericórdia de Deus em sua vida, em vários aspectos: em razão dela ele era fiel (1 Co 7.25); salvos pela misericórdia (Tt 3.5) e por fim faz uma retrospectiva e escreve a Timóteo “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade;”1Tm 1.13. Aleluia! O que somos hoje é pela misericórdia de Deus.
Com certeza a lembrança de sua transformação lhe dava mais coragem para prosseguir.

Não desfalecemos. “não se comporta com fraqueza”,e ainda persevera, não desfalecer no exercício do ministério, apesar de toda resistência principalmente por parte dos judaizantes (judeus cristãos que queriam guardar a Torá e as leis rabínicas), os quais se diziam discípulos de Pedro (1 Co 1.12; Hb 11.22), Paulo não desfalece porque o Evangelho é triunfante – é poder de Deus (1 Co 1.18). A barreira que o ministério da Nova Aliança tinha que transpor chamava-se “legalismo”, foi por este motivo que o Apostolo foi muitas vezes atacado, contudo, sem desfalecer, porque o ministério da Nova Aliança é irrefutável. Além disso, Paulo regozijava-se em cada alma convertida, se não vejamos, (At 28.15; 2 Co 7.5-7; Fp 2.17; Cl 1.24).

2.Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia, nem falsificando a palavra de Deus; e, assim, nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.

Neste versículo Paulo contrasta sua personalidade com a dos falsos apóstolos. Note que:
Paulo, rejeita as coisas que por vergonha¹ se ocultam, se referindo aos falsos apóstolos,ele fala que suas obras por vergonha, baixeza, ignomínia, não são dignas de serem repetidas (Ef 5.12), são atitudes condenáveis, as quais são reveladas pela luz do Evangelho (Ef 5.13).

Os Falsos apóstolos, andam com astúcia² e falsificando³ a palavra de Deus. Apesar de Paulo não falar os detalhes das obras desses homens, ele nos revela em outras passagens que tipo de obras eles praticavam, quais sejam: Andavam com falsos discursos, artimanhas que induziam ao erro doutrinário (Ef.4.14); Adulterando, prostituindo, falsificando Palavra, interpretando conforme suas crenças; Corrompendo e explorando alguns irmãos, para atender interesses pessoais (2 Co 7.2); Mercadores da Palavra (2 Co 2.17); era comum em seus discursos, palavras de lisonjas e suaves (Rm 16.18); Eram inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18), ou seja, não sofriam por amor a obra de Deus, mas, se preocupavam com as coisas terrenas, eram materialistas (Fp 3.19).

Diante dessa situação Paulo recomenda a si mesmo à consciência de todo o homem. Paulo, apela para a consciência de “todo o homem”, ou seja, para todos que tivessem acesso à essa carta, para invocar sua integridade diante do Senhor, porquanto a sua teologia, ética e prática missionária eram demonstrada em toda parte por meio da transparência, fidelidade e clareza com que expunha a verdade, sem jamais apelar para a fraude ou qualquer tipo de engano (2 Co 1.12,18-24).

3.Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto,
4.Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos que não crêem, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

Apesar de Paulo ter explicado várias vezes e várias doutrinas elementares do ministérios da Nova Aliança, que é revelado através do Evangelho de Cristo, muitos judeus e gentios estavam com o entendimento “fechado”, “cego”, mesmo Paulo apelando para suas consciências (4.2), afim de manifestar-lhes a verdade, mesmo assim eles não entendiam a mensagem da cruz de Cristo, conseqüentemente estavam se perdendo.

O deus deste século. Satanás, (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ef 2.2; 1 Jo 5.19), ao chamar Satanás de “deus deste século”, a Bíblia revela que o seu tempo e poder de atuação são limitados (Ap 20.10). Paulo mostra uma força sobrenatural – maligna, nos “bastidores” da vida real da humanidade, que emana da pessoa de Satanás, tem cegado todos os que defendem e praticam a impiedade e perversão da Palavra de Deus. O apostolo se refere a “era presente” em contraste com a “era futura” purificada por Jesus para sempre (Gl 1.4), usa a figura do véu sobre o rosto de Moises se referindo aos que não queriam ver a gloria divina pelos olhos da fé e receber o Evangelho, a verdadeira gloria eterna (3.12-18).

Cristo, que é a imagem de Deus. Jesus Cristo, o Filho e a segunda pessoa da Trindade, é o único que pode revelar plenamente a imagem de Deus, pois Ele é o próprio resplendor da glória de Deus (Cl 1.15; Hb 1.3). Ele é a verdadeira imagem de Deus (em latim Imago Dei). É por meio dEle que os crentes são libertos do poder de Satanás e das trevas deste século mal, os cristãos vivem na luz de Cristo e do século por vir (Ef 2.1-7; Cl 1.13).
5.Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus.
6.Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
Sabemos que o apostolo Paulo e seus companheiros não tinham interesse em se auto - promoverem, eles proclamavam o Senhor Jesus, como Senhor divino e digno de toda honra e toda glória, ele afirmava: somos vossos servos ou “escravo” (gr. δούλος, doulous), primeiro de Cristo (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1) e depois da igreja, dados a Jesus como escravos para fazerem a sua vontade, ajudando a igreja por amor dEle e em seu lugar (Ef 4.11-14).

Resplandecesse a luz. Paulo usou a expressão usada por Deus na criação (Gn 1.2-4), da mesma maneira que abençoa o novo nascimento (nova criação) do crente em Cristo, à medida de as trevas e são dissipados pelo poder da luz do Evangelho. A gloria que ilumina o coração de Paulo e dos cristãos fieis é o esplendor do rosto de Cristo.

II. PAULO EXPÕE A FRAGILIDADE DOS VASOS DE BARRO (4.7-12)

7. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

Este tesouro. Refere-se à luz do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo (v.6).

Barro. Nos tempos bíblicos o preparo do barro para ser utilizados na fabricação de utensílios, apos ser extraído era deixado exposto ao tempo até ficar pronto para uso. A seguir era misturado com água e pisado até transformar-se em lama plástica, depois disso o material era levado para uma bancada, onde era adicionado água cuidadosamente, até chegar na consistência ideal para o trabalho desejado pelo o oleiro.

Vasos de barro. Utensílio comum em qualquer casa da época, e nos dias atuais, sendo objeto construído da própria terra, é frágil e quebradiço.
É comum a utilização dessa figura para representar a pessoa humana (1 Ts 4.4; 2 Tm 2.21; 1Pe 3.7), que por sua vez tem muita semelhança com o objeto, a saber:
Ambos são feitos da terra; São frágeis; Podem guardar grandes tesouros; Podem servir para honra (Rm 9.21), “quando exposto em local de destaque em uma casa” (2 Tm 2.20); Podem servir para desonra (2 Tm 2.20); Podem servir para adorar (Mt 26.7; 1 Ts 4.4); Ambos são formados conforme a vontade do seu Criador (Gn 1.26; Jr 18.4), e são utilizados conforme a vontade de quem o detém (Jr 18.6).

Seguindo o raciocínio do apóstolo, onde mostra que a excelência do poder vem de Deus. Nos leva a entender que o mesmo estava se referindo de fato a fragilidade inerente ao “vaso de barro”, que, mesmo ele (Paulo) sendo frágil e limitado (2 Co 6.4-10), era manifesto a luz do conhecimento da glória de Deus (v.6) e poder de Deus (2 Co 12.9-10), constituindo-se assim vaso para honra (Rm 9.23,24). Diante do exposto, fica claro o pensamento de Paulo, ao falar que toda excelência vem de Deus, se não vejamos, apenas dois versículo: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para, da mesma massa, fazer um vaso para honra e outro para desonra?” Rm 9.20,21. Paulo era apenas VASO (At 9.15).

8. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;

Podemos nos perguntar; O que fazia Paulo ser tão encorajado em meio tantos conflitos?
A resposta está em 2 Co 12.9-10, lá é no revelado o segredo do “triunfalismo” de Paulo sobre as freqüentes batalhas interiores e exteriores, (2 Co 7.5; 11.28). A resposta, é a GRAÇA de Deus que agi em meio as aflições trazendo sobre a vida de Paulo, alegria, poder e renovação das promessas.

Esses conflitos são inerentes a carreira cristã, Paulo antes de ser chamado por Cristo não conhecia ou não havia trilhado o caminho do sofrimento (At 9.16), mas, esse sofrimento fazem parte da preparação do caráter cristão, assim como o “barro deve ser pisado, secado no fogo e exposto ao tempo”, assim estava sendo lapidada a vida de Paulo – que foi chamado para ser vaso. Assim o poder de Deus era evidente na sua vida e ministério.
O sofrimento por amor ao Senhor trás: 1) Graça suficiente. 2) Poder aperfeiçoado. 3) Fraqueza substituída pelo poder de Cristo. 4) Orgulho substituído por humildade.

10. Trazendo sempre, por toda a parte, a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste, também, nos nossos corpos;
11. E assim, nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte, por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste, também, na nossa carne mortal.
12. De maneira que, em nós opera a morte, mas, em vós, a vida.

Ao dizer “ Trazendo .... a mortificação (ou a morte ) do Senhor Jesus no nosso corpo”, Paulo queria dizer que os mesmos sofrimentos e perseguições que Jesus sofreu e que culminou em sua morte, estava presente em seu corpo. Pelo fato de Cristo ter morrido por toda humanidade, Paulo estava disposto a arriscar a vida pela mesma causa – as almas.
Os açoites e apedrejamento deixaram cicatrizes de modo que Paulo podia dizer o que está escrito em (Gl 6.17). Entretanto em meio a tudo isso podia revelar a realidade da ressurreição de Jesus no seu corpo. Mesmo quando foi apedrejado e deixado como morto, ele levantou-se e continuou a pregar o Evangelho (At 14.19,20).

E assim, nós. Aqui Paulo inclui os seus companheiros de ministério, que apesar de estarem vivos; entregavam-se à morte por causa de Cristo (Fp 2.30), lutando fortemente contra as hostes infernais (Ef 6.12). Assim Paulo e seus companheiros travavam duas batalhas: uma visivel e outra invisivel, uma terrena e outra nas regiões celestes. Tudo isso por amor as almas.

Para que a vida de Jesus se manifeste, também, na nossa carne mortal. A vida de Jesus, se referindo ao poder que emana do Senhor Jesus Cristo (Mt 28.18), a vida de Jesus era vista em seus corpos “mortais” (sujeitos à morte) quando: testificavam desse poder perante os homens simples e das autoridades (At 9.15), nos dons (Ef 4.8), nos ministérios (1 Co 12.5), com as armaduras de Deus (Ef 6.10-17), sendo “Mas, em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” Rm 8.37.

III. PAULO FALA DA GLORIFICAÇÃO FINAL DESSES VASOS DE BARRO (4.13-18)

Paulo, antes de falar da glorificação final desses vasos de barro, faz uma rápida apresentação da força motriz que o impulsionava (Rm 1.17), e que outrora não a possuía (Rm 10.17). Ele fala de uma peça poderosa que compõe a armadura espiritual (Ef 6.16), a qual passa a ser conhecida no Novo Concerto, embora os homens de Deus da Antiga Aliança a tivesse utilizado (Hb 11). Partindo desse principio, entenderemos os versículos seguintes.
  1. E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos, também, por isso também falamos,

  2. Sabendo que, o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará, também, por Jesus, e nos apresentará convosco.

  3. Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças, para glória de Deus.

E temos, ... , o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei. Paulo cita um texto da Septuaginta (o Antigo Testamento traduzido para o grego), trata-se do Sl 116.10. Todo esse Salmo fala de uma situação que o Salmista enfrentara, semelhante a que o apostolo estava vivenciando, onde o salmista passa momentos de terríveis sofrimentos (Sl 116.3; 2 Co 6.4-10) e laços de morte (Sl 116.3,8; 2 Co 1.8). Paulo, estava passando para os irmãos conríntios que possuía a mesma fé que o salmista expressou no Sl 116, da mesma forma que o Salmista crer (Sl 116.10) que Deus o livraria da morte (Sl 116.8) e o faria beber o cálice da Salvação (Sl 116.13) como um “coroamento” final. Paulo, expressa que é nesse espírito de fé que o cristão vence as aflições do mundo (1 Jo 5.4) e alcança a glorificação vindoura (Rm 13.11).

Conforme Hb 11, esta fé move os cristãos nos seguintes aspectos: Tem certeza das promessas de Deus (11.1); está confiante no poder de Deus (11.1); percebe o desígnio de Deus (11.3); age segundo a vontade de Deus (11.8-22); considera Cristo sobre tudo (11.26); vence tremendas desvantagens (11.29-38).

Nós cremos, também, por isso também falamos. É partindo desse principio que Paulo nos leva ao fundamento e a razão para se crer em Cristo. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. 1 Co 15.14.

Ele começa a falar da ressurreição de Cristo e da glorificação do santos. Sabendo que, o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará, também, por Jesus, e nos apresentará convosco. Paulo olhava adiante, para a libertação da morte, porque o Deus que ressuscitou Jesus dos mortos ressuscitará não só a ele e aos crentes conríntios, mas a todos os que crêem. Junto com Paulo e todos os santos seremos apresentados por Jesus a Deus (1Ts 4.14-18). Paulo afirma que tudo o que ele sofreu foi par benefício dos irmãos de Corinto, levando-nos a entender que fora chamado para esse projeto que já estava no coração do Senhor (At 9.15), desejando que a graça de Deus se multiplicasse sobre os irmãos e por meio deles o nome do Senhor viesse ser glorificado.

  1. Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

  2. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente;

  3. Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Por isso. Baseando-se na esperança segura da ressurreição (14) e no fim dos sofrimentos (15), Paulo fica animado (4.1; 5.6), em saber também que estava obedecendo o chamado do Mestre, sem em nada se eximir (At 9.16). em sua plenitude, sem em nada se omitir, acovardar Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente. Paulo chega em fim na argumentação mais forte, enquanto que muitos pensam em desistir da caminhada cristã, ele apresenta algo que vale a pena perseverar até o fim (Mc 13.13). Alem de mostrar a glorificação desse corpo terreno em uma natureza incorruptível, ele fala de bênçãos inefáveis As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” 1 Co 2.9, dais quais todos que permanecerem firmes sem desanimar irão desfrutar pra sempre.

Não atentando nós nas coisas que se vêem. Por fim o apostolo fala o que deve ser falado por todos nós. Ele mostra o seu desprendimento das coisas materiais, considerando-as simplesmente “produto do meio” do reino de Satanás (1 Jo 2. 15, 16; 5.19), não valem nada face os bens espirituais em Cristo Jesus (Ef 1.3).

Que nós venhamos também a pensar como Paulo, nas coisas do alto.

Nestes três últimos versos ele faz questão de reforçar como em outras vezes (2 Co 4.7-9; 6.8-10;), o contraste da vida cristã; Entre o corpo fraco e o espírito renovado (16); Entre o presente doloroso e o futuro glorioso (17); Entre as coisas visíveis, temporais, e as coisas invisíveis, eternas (18).

CONCLUSÃO

Paulo nos mostra que toda unção, ousadia, capacidade para fazer a obra de Deus, não vem de nós mesmos, e sim de Deus, que nos capacita pelo seu Espírito Santo. Como tudo que provém de Deus é superior em tudo que está no homem. Ele afirma que Deus coloca seus tesouros em vasos de barro - se referindo a fragilidade humana. O apostolo tambem nos ensina que as nossas lutas são semelhantes as "fases de um concurso", são passageiras, logo nos espera uma glória muito superior. Aleluia!

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. 1 Co 15.19.

Por: Dc. Alan Fabiano.

Apêndice
1. αισχύνη, ης, ή, (aischune) Vergonha 2 Co 4.2; desgraça,ignomínia, baixeza Fp 3.19; Hb 12.2;
Ap 3.18; Lc 14.9. ação vergonhosa Jd 13.*
2. πανουργια, (panourgia) Astúcia, artimanha, engano, sabedoria ilusória ou falsa. Lc 20.23; 1 Co 3.19; 2 Co 4.2; 11.3; Ef 4.14.*
3. δολόω, (doloo) Falsificar, adulterar 2 Co 4.2; 1 Co 5.6 v.l.*


Bibliografia.

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo – SP. Vida Nova, 2ª Ed. 1997.RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Plenitude. Revista e Corrigida. Barueri, SP.SBB. 2001.
Novo Testamento, King James, Edição de Estudo. Abba. 1ª Ed.2007.
STRONG. James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Barueri, SP. SBB. 2002
GINGRICH. F.Wilbur, DANKER. W. Frederick. Léxico do Novo Testamento Grego/Português. São Paulo, SP. Vida Nova, 1º Ed. 1984.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A GLÓRIA DAS DUAS ALIANÇAS

INTRODUÇÃO
Apesar de Paulo ser muito conhecido dos irmãos de Corinto (At 18.1,8-11), apesar de eles conhecerem sobre seu ministério e o seu testemunho, eles exigiram carta de recomendação a Paulo, contudo, esta exigência se deu em virtude do surgimento de falsos apóstolos.
Parece uma atitude simples a primeiro momento, entretanto, para o apostolo era indevida, o fato de haver falsos mestres no meio deles não justificaria tal medida. Paulo então inicia uma nova luta, ele começa a defender toda sua carreira, era comum carta de recomendação aos irmãos que viajavam para lugares diferentes, e necessitavam das cartas para ter hospedagem e serem recebidos com alegria.

O que não era o caso de Paulo, ele era a ultima pessoa a necessitar da carta para visitar Corinto, ele fica inconformado e começa sua defesa.

I. PAULO JUSTIFICA SUA AUTORRECOMENDAÇÃO (3.1,2)

1. A recomendação requerida (3.1). Era hábito dos judeus que viajavam com freqüência, levarem cartas de recomendação para que, assim, ao chegar a lugares onde não eram conhecidos, pudessem ser hospedados durante o período em que ali estivessem.

Este não era o caso de Paulo, pois o apóstolo era bem conhecido dos irmãos conríntios, a exigência de “carta de recomendação” dos irmãos em Corinto se deu em virtude do surgimento de falsos apóstolos que se diziam “mestres” da verdade apostólica, daí os irmãos começaram a pedir carta a todos os missionários que surgiam na cidade. Entretanto, apesar de tal exigência alguns desses falsos mestres conseguiam forjar falsas cartas e se infiltravam na igreja de Corinto.
As cartas também eram um instrumento para testificar a veracidade dos cristãos que estavam em viagens em lugares desconhecidos para que os irmãos do respectivo lugar hospedassem o irmão visitante, inclusive o apóstolo Paulo as utilizou em outras ocasiões (Rm 16.1,2; 1 Co 16.10,11; Cl4.10). Sendo assim Paulo não acredita que os irmãos estariam pedindo carta de recomendação para ele, pois já era conhecido de todos. A “carta de recomendação” que recomendaria Paulo, deveria ser expedida pelos anciãos de Jerusalém.

Imagine o fundador da igreja, conhecido de todos, ter de cumprir a exigência de ser portador de "cartas de recomendação", apenas para satisfazer o espírito opositor que dominava alguns judeu-cristãos, que estavam com dúvidas acerca da autenticidade do seu apostolado! Algo injustificável.

Aqui temos os dois motivos suficientes para o apostolo não fazer uso da carta de recomendação, 1. fundador da igreja, 2. conhecido de todos. O objetivo das cartas era garantir a hospitalidade e de receber com alegria o seu portador.
Paulo então, começa a defender sua auto-recomendação.

2. Paulo defende sua auto-recomendação (3.1). Todos em Corinto sabiam que Paulo, mesmo não tendo sido um dos doze que estiveram com Jesus, recebera um chamado de Cristo para ser apóstolo.

Alguns irmãos (2.6) na igreja de Corinto desconfiavam do ministério de Paulo, entretanto, a maioria o reconhecia, Paulo havia testificado do seu encontro pessoal com Cristo (1 Co 15.1-11), e que, mesmo sendo como um apóstolo “fora do tempo”, trabalhou mais do que os outros.

Note que Paulo sustenta a veracidade de que o seu chamado foi diretamente de Cristo, com a argumentação da realidade da ressurreição corpórea do próprio Jesus, listando inclusive uma lista dos irmãos que O viram antes dele. O objetivo da lista desses irmãos é simplesmente para servir de testemunhas caso fosse necessário para alguém, ele ainda fala que muitos deles ainda viviam. Portanto todos os irmãos de Corinto sabiam de fato quem era Paulo.

Seu testemunho pessoal era a prova concreta de que não lhe era necessário nenhuma recomendação. Seus sofrimentos por Cristo evidenciavam seu apostolado entre os gentios e, especialmente em Corinto, dispensando portanto, qualquer tipo de recomendação por escrito.

Vimos aqui dois elementos que definem com precisão um verdadeiro apóstolo de Cristo.
Paulo tinha certeza absoluta do seu chamado e de sua transformação de vida (Gl 2.20), suas atitudes expressavam a sua consciência, como ele mesmo pregava (mudança de mente, gr metanoia, arrependimento que surge de dentro pra fora).

A mente de alguns irmãos de Corinto estava como que fechadas, e não aproveitaram a espiritualidade do apostolo Paulo para crescerem na graça e no conhecimento. Hoje podemos aprender muito e crescer com esse homem de Deus, quando fazemos um paralelo entre o seu testemunho e o testemunho de muitos lideres eclesiásticos brasileiros independente da denominação.

Testemunho pessoal, Paulo era perseguidor do evangelho (At 9.13;Fl 3.6) extremamente zeloso com a lei (Gl 1.14),consente a morte de Estevão (At 22.20), renuncia toda sua forma de viver (2 Co 6.10), passa a ser perseguido (1 Co 4.12) e por fim arriscando a própria vida por amor ao Evangelho de Cristo (At 9.16).

Sofrimentos por Cristo, Nos dias atuais são poucos os que querem realmente pagar o preço, e nós sabemos o quanto é difícil pagar este preço; mas Paulo, pagava este preço (2 Co 6.4-10) com alegria (Fp 2.17;Cl 1.24), o segredo é que ele não perdia o alvo, ele era um homem empreendedor espiritualmente falando (Fp 3.14).

Estes dois elementos é resultado do verdadeiro AMOR, que suporta (1 Co 13.7).

“As vezes fico imaginando se o tamanho da revelação que Paulo teve de Cristo foi maior que a que nós temos hoje ou se nós somos muito precarios no buscar a gloria de Deus”

“Porque estou zeloso de vós, com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” 2 Co 11.2.

No texto de 2 Coríntios 5.11, o apóstolo Paulo faz uma defesa de sua atitude dizendo que "o temor que se deve ao Senhor" lhe dava condições de se auto-recomendar, porque a sua vida e ministério eram manifestos na consciência de cada um daqueles crentes.

Aqui o apostolo usa esse argumento, para mostrar sua sinceridade e transparência para como os irmãos conríntios, ou seja, que não necessita de artifícios para conquistar alguém, como os falsos apóstolos faziam (2 Co 2.17).

Paulo faz um argumento lógico e seqüencial em defesa da sua sinceridade quando afirma: que conhece o temor do Senhor -> é conhecido por Deus -> e espera ser conhecido pela consciência dos irmãos (2 Co 4.2). Em outras palavras, ele havia compreendido o temor do Senhor e esperava que os irmãos conríntios tivessem uma auto compreensão da sua pessoa – da mesma forma que nós compreendemos sem dificuldade que ele era um verdadeiro apostolo de Cristo.

A atitude paulina não tinha por objetivo ofender a ninguém, mas baseava-se na confiança do conhecimento que os coríntios tinham da sua pessoa e ministério.

A atitude de se auto-recomendar baseava-se na certeza que ele tinha, de que a maioria dos irmãos tinham-no como um verdadeiro apostolo.

3. A mútua e melhor recomendação (3.1). Na parte "b" do versículo 1, Paulo questiona: "[...] necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou de recomendação de vós?" Tal questionamento é retórico, pois apela para uma reciprocidade que havia entre ele e a igreja, a qual dispensava a recomendação de Jerusalém requerida por alguns opositores do seu ministério, uma vez que ele o havia desenvolvido entre os coríntios.

Paulo aqui questiona retoricamente, se era de fato necessário ele levar carta de recomendação dos anciãos de Jerusalém quando fosse visitar os irmãos conríntios, e se era necessário levar carta dos lideres da igreja de Corinto quando ele (Paulo) fosse abrir outros trabalhos em outros lugares.

O apóstolo, por sua vez, via-se como insignificante, mas os coríntios eram o seu verdadeiro louvor e glória.

Ele via-se insignificante, porque os irmãos na verdade não estavam dando a Paulo o reconhecimento devido, pois eles deveriam se orgulhar (2 Co 5.12) de serem filhos da fé (1 Co 4.14; 2 Co 12.14) de um homem tão dedicado na obra de Deus como Paulo (2 Co 12.15).

“Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado, no Senhor” 1Co 9.2.

Assim, nem os coríntios precisavam de recomendação escrita, porque, dizia: "vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens" (v.2).

Paulo surpreende seus leitores com esta frase, alem de retratar o laço do amor (ágape), retrata sua qualidade de liderança, que vai muito alem da mesquinharia de pensamento de alguns irmãos de Coríntios, enquanto eles brigavam por algo aparente, Paulo dava-lhes uma resposta com algo abstrato – o amor que ele sentia por eles.

A maior e melhor recomendação que um servo de Cristo pode ter é a evidência do seu ministério no coração e na vida daqueles que foram por ele alcançados para o Senhor Jesus.

O feedback, é essencial para animar o ministério de qualquer servo de Deus, isso não significa dizer que estamos dando honra ao homem e não a Deus, mas o certo é que Paulo gostaria de ver todos irmãos de Coríntios se orgulhando (2 Co 5.12) de haver recebido um evangelho puro, sem mistura, e havia impactado a vida daqueles irmãos com o poder do evangelho, portanto podia dizer que eles eram de fato sua carta escrita. Quando falamos de feedback, podemos também imaginar em nosso ministério de ensino.... será que estamos impactando nossos alunos?

“Se o professor de EBD não impactar o seu aluno no dia da aula, é tempo perdido” Dr. Russel Shedd.
Que nós passamos ver a evidencia do nosso ensino da vida dos nossos alunos.

“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que, tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vo-lo conceda.”Jo 15.16

Quando Paulo diz aos coríntios que sua carta de recomendação foi escrita no coração deles, pelo próprio Cristo, "não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo" (vv.2,3), a preocupação maior de Paulo era referendar como verdadeiro o caráter do seu ministério apostólico (2 Co 3.6).


Este é o clímax da mensagem, é nesse momento que vislumbramos o que é de fato um ministério de PODER e VIDA, é um ministério aprovado por Deus, onde há transformação de vidas, em contraste com a incapacidade da lei escrita em tábuas de pedra. Deus, há muito tempo, prometera que a nova aliança assim se distinguiria (Ez 36.26). O coração era concebido como a fonte de toda ação, pensamento ou palavra.
Paulo percebia a presença do Espírito Santo no meio deles abundantemente, uma prova disso é quando ele fala dos muitos dons que havia na igreja de Coríntios (1 Co 14.20-25). Isso era a assinatura do seu apostolado, era a marca publica do seu ministério, onde todos podiam ver mudanças nas vidas daqueles irmãos. Aleluia!

II. A CONFIANÇA DA NOVA ALIANÇA (3.4-11)
Paulo tinha habilidades naturais e fora treinado nas Escrituras do Antigo Testamento sob a orientação do excelente rabino Gamaliel (At 22.3). Mas nada disso lhe deu a capacidade de pregar o Evangelho. Tudo provinha de Deus e Cristo, inclusive o fato dele ser cheio do Espírito Santo (At 9.17). Assim ele podia dizer: "De sorte que tenho glória em Jesus Cristo, nas coisas que pertencem a Deus. Porque não ousaria dizer coisa alguma que Cristo por mim não tenha feito, para obediência dos gentios, por palavra e por obras; Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que, desde Jerusalém e arredores, até ao lírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo". Rm 15.17-19.

O ministério do Novo Testamento deve ser feito pelo poder do Espírito. Deus deu a ele e a seus companheiros a capacidade como ministros de um Novo Concerto, tal concerto teve efeito com a morte de Jesus e o derramamento do seu sangue (Hb 9.11-28). O Novo concerto foi profetizado em (Jr 31.31-35; Ez11.19), o qual é citado em (Hb 8.8-12 e 10.15-17). Embora fosse dado primeiro a Israel, o Novo Testamento mostra que inclui todos os que crêem em Jesus, não sendo um código prescrito em tábuas, mas sim prescrito em nosso coração e mente conforme o Espírito Santo vai nos revelando.

A lei deu preceitos a seguir, mas não deu poder para cumpri-los. Exigia a morte do ofensor (Dt 30.15-18) e deu até mesmo ao pecado a oportunidade de enganar e, pelo mandamento, trouxe a morte (Rm 7.10.11). Deus permitiu isso para que a lei, que era santa, justa e boa (Rm 7.12), se tornasse um meio de mostrar que o pecado é "excessivamente maligno" (Rm 7.13; 1 Co 15.56). O novo concerto, por causa de Jesus, traz ao crente vida e poder do Espírito de Deus (Jo 3.17; Rm 3.20,24; 5.20,21). O antigo concerto foi escrito em pedra fria e morta, contrastando com o novo, onde o Espírito Santo escreve suas instruções em nosso coração e mente (Jr 31.33).

Deus ainda prometeu um coração novo, um espírito novo e a habitação do Espírito Santo (Ez 36.26,27; Jo 14.23). Agora o crente sob o novo concerto tem um Ajudador semelhante a Cristo (Jo 14.16), que os ajuda a fazer tudo que agrada a Deus. Dizendo que Deus os fez (eles e seus companheiros) "capazes de serem ministros dum Novo Testamento, não da letra", Paulo contrasta o antigo concerto proclamado em pedra, com o novo concerto do "Espírito". Isso não significa que estivesse falando do conhecimento literal das Escrituras, mas estava falando que o simples cumprimento da lei não era o suficiente para salvar.
"Mas, agora, alcançou ele ministério, tanto mais excelente, quanto é mediador dum melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas". Hb 8.6.

III. A GLÓRIA DA NOVA ALIANÇA (3.7-18)
Paulo observa que quando Moisés foi falar com Deus, seu rosto ficou resplandecente. Estar na presença de Deus transformou a aparência de de Moisés. Paulo observa algo a mais: Quando Moisés deixava a presença do Senhor, ele falava com o povo sem o véu. Mas, logo, ele colocava um véu sobre o seu rosto e o deixava ali até entrar novamente na presença de Deus. Ficamos a imaginar por que Moisés comportava-se desta maneira? Mas, Paulo afirma, era para esconder o fato da resplandecência, a glória era temporário e desapareceria! Assim, Moisés punha o véu sobre o seu rosto "para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório". (3.13). Fica claro então que o Antigo Concerto, conforme exemplificado pelo o próprio Moisés, não oferece transformação permanente!

Agora, diz Paulo, comparamos o impacto do Novo Concerto. Em lugar de subir ao Sinai ou entrar na tenda para comparecer à presença de Deus, o Novo Concerto traz o Espírito Santo até o crente, e com o Espírito vem uma glória que, ao invés de desaparecer, aumenta! como diz Paulo:"Mas, todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" 2 Co 3.18.

O judeu que olhava para Moisés e via seu rosto resplandecente como evidência da gloriosa presença de Deus no Antigo Concerto, agora olha para o cristão e não vê este sinal. Mas, diz Paulo, o judeu não entendeu; o véu ainda permanece, de modo que ele não percebe que a glória do antigo concerto é transitória, temporária, ao passo que o Novo Concerto é glória transformadora e crescente.

CONCLUSÃO
Hoje a glória que reflete em nossas vidas, não é transitória e não é por meio de sacrifícios de animais ou por intermédio de sacerdotes; a glória que sentimos hoje é toda oposta àquela da época do patriárcas. Nós a refletimos, aumenta, é permanente, transforma, santifica, sentimos ela em qualquer lugar e está dentro de nós.

Dc. Alan Fabiano

Bibliografia

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.

Novo Testamento, King James, Edição de Estudo. Abba.

HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO

INTRODUÇÃO

Após uma grande vitória sobre as investidas do inimigo, Paulo faz uma defesa da sua conduta aos irmãos de Corinto. Em virtude de não cumprir uma rota de viagem previamente programada, foi acusado de não cumprir com a sua palavra, acusações estas que tinham o objetivo de denegrir sua imagem e ministério diante da igreja em Corinto. Contudo, Paulo sabia que havia no meio da igreja alguns irmãos que acreditavam no seu ministério e na sua sinceridade no trato com a Igreja.

Apesar de já havermos estudado em outras ocasiões I e II Coríntios, com certeza seremos surpreendidos com as novidades que estão por vir nesta aula, pois a versatilidade da Palavra de Deus (Ef 3.10) é a força motriz da vida do cristão.

Interpretando – 1. 12-24

Às vezes lemos as Escrituras e não entendemos algumas palavras ou expressões, contudo, os escritores ao escreverem, utilizaram palavras e expressões locais ou universais, expressões estas que só passa a ter um peso significativo quando nos interamos com o fundo histórico da época e para quem foi escrito o texto. Assim podemos fazer a aplicação correta e na mesma proporção da nossa realidade. As cartas de Paulo são muito ricas em figura de linguagem e no seu estilo literal.

Usaremos muito do contexto histórico e cultural da época dos acontecimentos e alguns significados de palavras em sua linguagem original (Grego Koinê), assim mais uma janela do nosso entendimento se abrirar para o conhecimento, nos fazendo crescer (2 Pe 3.18).

1.12. Porque a nossa glória é esta: O testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e maiormente convosco.

A principal razão de Paulo escrever esta carta foi defender seu ministério de falsas acusações. Embora Tito houvesse trazido um relatório encorajador acerca da atitude arrependida da maioria dos crentes Coríntios (2 Co 7.6) , alguns ainda criticavam Paulo e seu ministério para que severamente. Ele sentia que era necessário defender seu ministério para que estas acusações infundadas não afetassem a expansão do Evangelho.

Porque a nossa glória é esta. Paulo tinha boas razões para gloriar-se. A Bíblia geralmente trata a jactância como pecado, porque esta é natural de falso orgulho. Paulo porém, prossegue em gloriar-se, não por orgulho ou auto-exaltação, mas sim, por ter certeza absoluta que o seu relacionamento com os conrintos era sincero e simples. Sem busca de interesses pessoais.

Nossa consciência. Paulo fala da consciência porque é ela quem nos monitora a todo momento, é ela quem nos acusa quando reprovados ou nos aprova (1 Co 10.25), deixando claro que tinha uma consciência pura (Rm 9.1;1 Tm 3.9). logo, não tinha a mente cauterizada como os falsos apóstolos (1 Tm 4.2).
Sinceridade (gr. eilikrineia). Refere-se ao processo de sacudir cereais numa peneira para separá-los de toda sujeira ou ao processo de declarar imaculado um artigo após ser examinado à luz do sol. Paulo não receia o exame perscrutador de Deus (Sl 139.23s).
Ele mostra esta simplicidade e sinceridade “no mundo”, ou seja, fora da igreja, e ainda mais abundantemente para com os coríntios na igreja.
sabedoria carnal. Desde a primeira carta aos corintos, Paulo deixa bem claro que o evangelho não é uma forma de sabedoria humana (I Co 2.1), mas sim, poder de Deus (I Co 1.18). Paulo chama a atenção para o conteúdo do evangelho, e o identificou como uma expressão da Sabedoria de Deus (I Co 2.7). Pois, no seu contexto cultural muitos possuíam uma sabedoria terrena/carnal (I Co 1.26).
Muitos tinham dificuldade para distinguir a sabedoria divina (expressa através da cruz de Cristo) da sabedoria “carnal”, esse era um problema para alguns irmãos em Corinto. A sabedoria mundana levou a divisão na igreja (1 Co 1.10-4.7), e, de acordo com os padrões dessa sabedoria Paulo não era aceito como um apostolo (10.2-6).
O fato de Paulo falar tanto em sabedoria mais direcionada para o poder da fala/oratória, talvez seja porque na cultura helenista a habilidade de um orador era sempre julgada como mais importante do que o conteúdo do seu discurso, e em muitos casos nos tribunais o veredicto era mais favorável ao advogado cuja oratória era mais “poderosa”, do que aquele que possuía o direito a seu lado.

1.13,14 - Paulo foi alvo de acusações de ser irresponsável.

O problema é que Paulo havia planejado de visitar Corinto. Em 1 Co 16.2-8, ele menciona duas opções: depois de Éfeso ele iria a Macedônia e depois a Corinto a caminho de Jerusalém. Em 2 Co 1, ele menciona outra rota: Éfeso, depois Corinto, depois Macedônia, de volta a Corinto e então a Judéia.

A visita de Timoteo a Corinto (1 Co 16.10) não teve aparentemente muito efeito na situação que 1 Corintios trata. Paulo estava muito preocupado com a reação deles a 1 Corintios e com a visita de Timoteo. Ademais, surgiram falsos apóstolos em Corinto e começaram a denegrir o apostolado de Paulo, isso o deixou muito perturbado, até que ele partiu de Efeso e foi a Corinto para uma visita breve, e um tanto quanto desagradável (2 Co 2.1;12.14;13.1,2), ele promete então voltar (2 Co 1.16), mas decidiu adiar a sua visita para não causar ainda mais dor (2 Co 1.23; 2,3; 13.2). De volta a Efeso, corria perigo de vida (2 Co 1.8-11), escreveu então uma carta, conhecida como “carta severa” “em muita tribulação e angústia de coração, [...] com muitas lágrimas” (2 Co 2.4; 7.8).
1.15-17 - A VISITA DE PAULO ADIADA

Pelo motivo de Paulo estar confiante que os coríntios glorificariam a Deus por sua causa, ele quis visitá-los para que tivessem uma segunda oportunidade de se beneficiarem espiritualmente do seu ministério (cf. Rm 1.11,12). Mas, alguns coríntios tinham certa desconfiança quanto ao fato de Paulo ter seguido o itinerário que anunciara em sua primeira carta (1 Co 4.19;16.5,6). Alguns o denunciavam por esta razão, ainda que ele tivesse feito os planos com a plena intenção d levá-los adiante. Paulo não estava dizendo sim, querendo dizer não, como tantas pessoas mundanas fazem. Ele já os tinha visitado duas vezes, uma vez para evangelizar a cidade e fundar a igreja e a outra vez para uma visita curta e dolorosa (2 Co 2.1). Contudo, quando encontrou Tito e soube que os crentes de coríntio haviam mudado de atitude (2 Co 7.6-13), ele mudou de pensamento e adiou a visita.
1.18-22 - A CONSISTÊNCIA DA PALAVRA DE PAULO.
18-20.
A preocupação de Paulo não era acerca de seu intinerário, mas acerca do Evangelho. Alguns não só criticavam sua mudança de planos, mas diziam que Paulo não era digno de confiança e, portanto, não se podia confiar no Evangelho que pregava. Paulo afirmava que não havia incerteza na mensagem, pois por trás dela está a fidelidade de Deus.
Silvano. O companheiro de Paulo, denominado Silas em Atos.
Sempre.... sim. Da integridade de Cristo e do Evangelho, Paulo argumenta sua própria sinceridade.
Deus fez muitas promessas. Eles tem o permanente "sim" em Cristo. Ou seja, Cristo pôs o "sim" em todas as promessas por todos os tempos. (2 Co 1.3). Paulo, Silas e Timóteo deram o "amém" (hb. "na verdade, na verdade") a elas (promessas) quando proclamaram a glória de Deus m sua primeira visita a Corinto (At 18.1-18). Na verdade, Deus recebe glória quando vemos o cumprimento de suas promessas.
21-22.
prosseguindo na defesa de sua integridade, Paulo usa quatro particípios que descrevem a fidelidade de Deus:
Deus é quem
1) nos confirma em Cristo;
2) nos unge;
3) nos sela e
4) nos dá o seu Espírito Santo como penhor. Paulo não afirmou que sua sinceridade e confiabilidade eram oriundas de algo que estivesse nele (2 Co 1.12).
Nem pôs os crentes coríntios num nível diferente. O poder e a capacidade de confirmar em Cristo (gr. eis Christon, "em Cristo", uma experiência progressiva) veio tudo do próprio Deus. As promessas não só são nossas por Cristo; Deus, pelo seu Espírito, realizou uma obra tríplice em nós que nos faz confirmados em Cristo.
A UNÇÃO, o selo de propriedade e o seu Espirito em nosso coração como penhor, ou depósito, descrevem o que ocorre no batismo com o Espirito Santo. A unção se refere a receber o mesmo Espírito que Jesus (o Messias, o "Ungido") recebeu depois que foi batizado (Is 61.1,2; Lc 3.22; 4.18-21).
O SELO, era uma marca externa de identificação, ou sinal de propriedade, de uma possessão comprada, denota exclusividade e inviolabilidade. No dia de Pentecostes e ao longo do livro de Atos, o selo, o sinal externo, era o falar em outras línguas.
O PENHOR, diz respeito ao Espírito e seus dons como primeira parcela do que teremos em sua plenetude quando Jesus voltar (Ef 1.13,14, onde o selo vem depois de ouvimos e crermos com um ato distinto. Rm 8.23; 1Pe 1.4, 5)
forma.
1.23,24 - BOAS RAZÕES
paulo retorna à razão de não visitar Corinto com tinha planejado. Ele invoca a Deus com testemunha de sua sinceridade. Figurativamente, ele poderia ter ido "com vara" (1 Co 4.21), mas quis poupa-los. Seu desejo era que entendessem o amor e a preocupação que tinha para com eles. Seu propósito era de não agir como ditador, assenhoreando-se da fé deles. Somente um é o nosso Senhor, o Apostolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão (Hb 3.1), o Pastor e Bispo de nossa alma (1 Pe 2.25). Jesus advertiu os discípolos a não serem como tiranos que gostam de dominar as pessoas e o quanto são poderosos. Ele também deu o exemplo pelo serviço humilde (Lc 22.25-27). Paulo queria ajudar os coríntios, trabalhando com eles para fazê-los terem gozo na fé. Era seu desejo que eles pela fé estivessem em pé, não só por sua fé em Deus, mas "pela fé", a verdade, o Evangelho - o que, de fato, eles já estavam fazendo.
CONCLUSÃO
A glória do ministério cristão está na simplicidade, fidelidade e sinceridade com que se prega o Evangelho, o maior exemplo disso é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Ele nos mostrou o quanto é simples o Evangelho. O cristão deve se gloriar na Cruz de Cristo, assim como Paulo o fez. A igreja está nos seus ultimos dias na face da terra, portanto, é hora de deixar a vaidade e a busca por títulos formais instituidos pelo homem, e buscar o que de fato importa, ser cada dia mais paracido com o Senhor Jesus Cristo.
Por Alan Fabiano
Bibliografia
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007

domingo, 10 de janeiro de 2010

O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO

PLANO DE AULA - Lição 2
OBJETIVOS:
Compreender que as aflições nos ensinam a lidar com as circunstâncias e a depender de Deus.
Conscientizar-se de que o crente fiel também enfrenta aflições
Saber que a confiança em Deus é a ganrantia do nosso consolo e vitória.
INTRODUÇÃO
Informações da introdução:
Data da carta – foi escrita quase um ano após a 1ª carta. Logo, no mesmo ano da 1ª.
O que ela contém – apologética da autoridade de apostólica de Paulo;
O estado emocional do apostolo – era de tristeza;
O motivo – era a oposição dos falsos irmãos;
Origem dos opositores – do seu trabalho missionário;
A carta inclui – algumas doutrinas => da morte e ressurreição do crente;
O que Paulo revela em 2 Co 5.1-10 – suas aspirações e sua fé.
Paulo confronta as calunias e a deslealdade dos falsos irmãos (2 Co 11.7); refuta suas atitudes carnais (2 Co 6.16-18; 7.1) e enfrenta os falsos apóstolos (2 Co 11.10,13).
------------------------------------------------------------------------------------------------
Interpretação dos versículos de 1-11

I. UMA SAUDAÇÃO ESPECIAL E INSPIRADORA (1.1,2)
1. Sua identificação pessoal e os destinatários (1.1).
Trata-se de um estilo literário dos escritores gregos.
Que seguia a seguinte forma:
Autor => destinatário => saudação
Paulo destaca seu apostolado como alguém que foi chamado pelo próprio Jesus (At 9.15).
Paulo inclui Timóteo – cooperador em suas viagens.

Timoteo. Que adora a Deus, era evangelista (2 Tm 4.5), esteve com Paulo na 2ª (At 16.3) e 3ª (At 20.4) viagem missionária.
É de grande estima de Paulo – 1 Co 4.17;1 Tm 1.18,19.
Tomava conta da igreja em Efeso (1 Tm 1.3).

Tratamento de Paulo com os crentes de Corinto:
“Bom tratamento levanta a moral...”.

a) “Igreja de Deus”
Igreja, Ekklesia.
Chamados para fora.
Apesar dos erros, Paulo qualifica a igreja, “de Deus”, e a considera como parte da igreja universal.
Usando a mesma expressão para se referir ao Israel espiritual – Gl 6.16 “Israel de Deus”.
A forma de cultuar: era nas casas, sinagogas ou ao ar livre, não havia templos naquela época.

b) .... Santos que estão em Acaia.
Paulo segue uma seqüência lógica de pensamento,
Santo, separado, referindo-se a todos os crente de Acaia.
Formando assim a igreja de Cristo (Mt 16.18).

2. O apostolado paulino e a vontade de Deus (1.1).
Paulo tem certeza do seu chamado e quem o chamou.
Paulo enfatiza o chamado da sua vocação por dois motivos:
1. Para refutar as criticas dos falsos apóstolos contra seu ministério – 11.10,13.
2. Para inspirar confiança para os recém convertidos, pois todas as cartas começam assim.
Deixa claro ainda que não usurpou o título, mas foi lhe dado pelo próprio Jesus.
Para explicar seu chamado usa a expressão “ pela vontade de Deus”.
Diferente de muitos de hoje.

3. Sua saudação especial (v.2)
Paz
– para os judeus
Graça, favor imerecido, para os gregos.
Mais uma vez seqüência de pensamentos, pois a Paz é originada pela graça.
Cristo nos reconciliou com Deus, nos trazendo a Paz.
Em Cristo gregos e judeus não um, formando o corpo de Cristo – Igreja.

II. AFLIÇÃO E CONSOLO (1.3-7)
1. Paulo sua fé e gratidão.
Bendito,
Deus não é mais desconhecido, mas revelado como o Pai e Deus de Jesus Cristo nosso Senhor.
Aqui está implícito toda divindade de Cristo, e que de fato Ele é o Messias.
Pai de misericórdia, é o mesmo que dizer que Deus é a fonte de toda misericórdia.
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” Lm 3.22. .

2. O consolo divino e o consolo comunitário.
Deus Pai se compadece de nós nas tribulações e alivia nossos sofrimentos. (At 9.31)
Em 2 Co 1.3, é o Deus de toda consolação. Encorajamento, conforto,
Paulo dá testemunho do consolo divino, “ nos consola em toda tribulação” v.4; 7.6

Tribulação, sua origem – interação.
Razões das tribulações para o crente.
1. para consolarmos outras pessoas;
2. experimentarmos o conforto de Deus, 12.9
3. para nos fortalecermos no seu poder, 12.9;
4. produz experiência, Rm 5.3-5.
5. sermos mais dependentes de Deus,
6. aprendermos lidar com situações adversas.

3. A aflição na experiência cristã (vv.5,6).
A aflição é a palavra bíblica que anula o falso ensino da prosperidade e do triunfalismo.
Cristo falou “ ...no mundo tereis aflição...”
Devemos sempre observar a origem do sofrimento, luta, dificuldade, provas que passamos. Se for por nossa causa devemos ler Ap.2.5. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras...”

O certo é que se as lutas são grandes; maiores ainda são as bênçãos de Deus.
Ver 2 Co 4.17. Aqui está o ponto mais alto dessa mensagem.

III. AMARGURA E LIBERTAÇÃO (1. 8-11)
1. Paulo enfrenta uma terrível tribulação (v.8)
Você acha que as tribulações são proporcionais ao chamado ministerial? - interação
Acima de nossas forças. “No original” dar a idéia de um animal cansado e sobrecarregado, talvez a origem dessa tribulação esteja em (At.19.23-41), contudo, não se sabe com precisão, após cessar o tumulto, parte para a Macedônia, onde sofre mais tribulações (2 Co 7.5).
Em tudo Deus deu vitória para Paulo e sempre nos dá também. Em tudo somos mais que vencedores em Cristo.

2. Paulo confia em Deus para sua libertação (v.10)
Paulo no "vale da sombra da morte".
Uns dizem que Paulo se refere a grandeza do sofrimento, e conclui que tal sofrimento o levaria a morte.
Outros ainda dizem que seu pressentimento seria de uma morte com grandes torturas.
Porem o nosso comentarista afirma que: Tão grande morte. Indica que o seu fim seria inevitável.

Aplicação: “ao passarmos por lutas tamanhas, temos a nossa fé e o animo aumentados, visto que Deus não tem prazer nos que recuam”.

3. Paulo confiou em Deus e foi liberto (v.11)
Confiança.
Segurança intima, se entregar-se a alguém.
Ilustração.

A confiança em Deus nos garante a vitória completa.
“Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus”. Sl 20.7
Paulo pede oração.
Benefícios da intercessão.
1. é auxilio para que é objeto da intercessão.
2) Produz ações de graças para os que vêem suas orações respondidas.
3) concede benefícios para todos os que oram.
Aplicação: Devemos interceder pelos nossos missionários.

CONCLUSÃO
Neste lição aprendemos que muitas são as aflições dos justos, ainda que estejamos na presença de Deus, ficou claro o quanto Paulo era dependente de Deus, isso nos motiva a continuarmos firmes nesta árdua jornada, sabendo porém que o nosso socorro não vem dos homens, ou de recursos naturais, mas sim de Deus que é o nosso socorro bem presente na angústia.
Por Dc. Alan Fabiano
Bibliografia:
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo, SP: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo, SP: Vida, 29ª Ed. 2000.
GINGRICH, F. Wilbur, DANKER, W. Frederick. Léxico Grego do Novo Testamento. São Paulo, SP: Vida, 1ª Ed. 2008.

sábado, 2 de janeiro de 2010

A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO

Objetivos
Descrever
o contexto histórico e cultural da cidade de Corinto.
Explicar os três objetivos da segunda carta de Paulo aos Coríntios.
Mencionar as três lições aprendidas com Paulo nesta Carta.

INTRODUÇÃO
A segunda carta de Paulo aos Coríntios foi uma resposta ao antagonismo¹ que havia se levantado contra a autoridade apostólica de Paulo, principalmente por sua forma incisiva de doutrinar, tal ensinamento havia chocado alguns conceitos dos cristãos da cidade de Corinto, que por sua vez feriam os ensinos de Cristo, os quais foram ensinados por Paulo.
Mas, qual era a forma de Paulo ensinar?, Quais conceitos dos Coríntios que feriam os ensinos de Cristo?
São estes e outros assuntos que passaremos a identificar neste maravilhoso escrito Sagrado.

I. A CIDADE DE CORINTO
1. Uma metrópole estratégica do século I d.C.
Localização:
Localizava-se em um istmo², controlando o acesso a dois mares: Egeu no oriente e o Jônio no ocidente, facilitando a movimentação dos comerciantes da região.
Era conhecida como “a ponte dos mares”, havia sido destruída pelos romanos em 146 a.C. Ela foi restabelecida em 46 a.C. por Julio César, e habitada por veteranos e homens livres. A localização estratégica da cidade atraiu rapidamente uma grande população, e na época do nascimento de Cristo, Strabão³ escreveu: “ Corinto é tida com uma cidade ‘rica’ por conta do comércio”.
População: Nos dias de Paulo sua população era estimada entre 100 a 500 mil habitantes.
Fontes de prosperidade:
Comércio;
Indústrias bancárias;
Colônia de artesãos;
O bronze a cerâmica e outros produtos eram abundantes na região, e apreciados por todo o Império, as lâmpadas de Corinto era exportada para muitos lugares.
Nos dias de Paulo, Corinto era a capital de Acaia, . Logo, a sua população era bem-sucedida e próspera.
O Canal de Corinto:
O canal possui 6.3 km de comprimento, e foi construído entre 1881 e 1893. Torna a locomoção de barcos pequenos na região mais fácil, uma vez que elas assim não precisam dar a volta em cerca de 400 km, em torno do Peloponeso. Porém, por ter apenas 21 metros de largura, é muito estreita para cargueiros internacionais. O canal é atualmente usado principalmente por barcos turísticos: 11 mil barcos navegam pelo canal anualmente.

2. Uma cidade histórica e libertina.
Muito tem sido as práticas sexuais de Corinto, e o relato de um templo dedicado a Afrodite, e servido por mil prostitutas, é controvertido. Não há dúvidas que a moral era indolente em Corinto, como em qualquer cidade pontuaria.
Portanto, os moradores de Corinto eram em sua maioria depravados, pois, a cultura de prestar culto a Afrodite (deusa da fertilidade) era comum entre eles, o fato de ser uma cidade de economia independente, causava em seus moradores um sentimento de soberba, dificultando assim a submissão aos ensinamentos de Paulo, os quais causaram um forte choque cultural.

3. Local da carta.
Na Macedônia

II. OBJETIVO DA CARTA

1. Autoria e características da carta.
Forma literária de escrever do apostolo Paulo
Identifica-se como apóstolo;
Enfatiza seu chamado;
Endereçamento da Carta;
Seguem pensamentos lógicos.

Talvez a razão dessa forma literária, fossem as constantes oposições e a incredulidade no seu ministério por parte de muitas pessoas.
Ver Gl. 1.1

Aplicação – devemos reconhecer a autoridade eclesiástica nos homens escolhido por Deus para o ministério.

2. A carta tem um caráter pessoal.

Motivos para a carta de 2 Coríntios:
Homens que afirmavam serem apóstolos vieram a Corinto e negaram o apostolado e autoridade de Paulo, onde conseguiram convencer um cristão a voltar-se contra Paulo, exortando os outros a fazerem o mesmo.
Isso deixou Paulo muito perturbado, partiu então de Efeso e foi a Corinto para uma visita breve, tal visita foi desagradável (2 Co 2.1; 12.14; 13.1,2), ele promete então voltar (2 Co 1.16), mas decidiu adiar a sua visita para não causar ainda mais dor (2 Co 1.23; 2,3; 13.2). De volta a Efeso, corria perigo de vida (2 Co 1.8-11), escreveu então uma carta, conhecida como “carta severa” “em muita tribulação e angústia de coração, [...] com muitas lágrimas” (2 Co 2.4; 7.8) enviando-a por Tito. Após o motim em Efeso, partiu para a Macedônia (At 20.1), estando ele na Macedônia em meio a muitas tribulações, chegou Tito (2 Co 7.5-16), que lhe dar notícias de arrependimento por parte da maioria dos cristãos de Corinto, a igreja havia voltado a acreditar no apostolado de Paulo e tratado com o individuo que causou o problema (2 Co 2.5-11; 7.5-13).
A alegria de Paulo com estas notícias e sua constante preocupação o levaram a escrever 2 Coríntios, conhecida como “a carta contristada” ou “dolorosa”, nesta carta o apostolo revela o seu caráter cristão com maior profundidade, revela o seu sofrimento, o seu amor pelos corintos, fala da trajetória do seu ministério (2 Co 6.4-10; 11).

3. A exposição do ministério e apostolado paulinos e coleta para os necessitados. Face as dúvidas geradas pelos falsos apóstolos em relação ao ministério de Paulo, este faz um exposição do seu ministério, para refutar tais acusações.

Estrutura do ministério de Paulo.
a) A exposição do ministério paulino 1-7.
seu caráter
Em virtude das críticas ao seu ministério
Utiliza dois argumentos:
1. A apresentação de sua vida ao exame publico 3.1-4
2. O fato dele padecer por fazer a obra de Deus 6. 1-13

b) A coleta para os necessitados 8-9. seu amor ao próximo
Paulo defende a causa das ofertas enviadas aos cristãos pobres de Jerusalém e ensina os cristãos serem agressivos, usarem a fé para ofertar.

c) A defesa do apostolado paulino 10-13. sua autoridade
Paulo defende o seu apostolado como um ministério recebido de Deus com mais firmeza e expõe o perfil dos falsos apóstolos.

Conclusão.
Objetivos da carta de 2 Coríntios são:
1. afirmar o ministério de Paulo,
2. defender sua autoridade como apostolo e 3.refutar os falsos apóstolos em Corinto.

III. AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO

1. Armar sem ser conivente com o erro.
Paulo, mesmo amando a igreja, não deixou de ser severo com eles.
Agir dessa forma é necessário, porém exige muita sabedoria do pastor da igreja.
O apostolo disciplina e ao mesmo tempo resgata quem sofre a disciplina – 7.8,9; 2.5-11.
Que lição de liderança.
Para nós liderados, devemos amar o irmão, e procurá-lo nos momentos mais difíceis de sua vida, e nos momentos de disciplina.

2. Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas.
Paulo como obreiro do Senhor sofreu tudo que podemos imaginar, mas, por amor ao Reino de Deus. Ver 1.8
Esta luta não é só do obreiro, mas, de todo servo de Deus que ama a sua obra.
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas, tende bom ânimo, eu venci o mundo” Jo 16.33.

3. Paulo não tomou todos por alguns.
Apesar de todo transtorno causado pelos falsos apóstolos, no meio dos crentes em Corinto, resultando em inimizade contra Paulo por parte de um deles. Paulo, por amor a todos os crentes de Corinto, enfrentou lutas de todas as naturezas para livrar das mãos do inimigos aquelas almas, aponto de escrever uma carta muito severa, mas que trouxe resultados positivos, em seguida envia uma carta mostrando seu amor como pai espiritual dos crentes de Corinto (2 Co 12.14).

CONCLUSÃO
Nesta lição fica mais evidente em nós que Deus está presente em toda história da humanidade, que sua Palavra é verdadeira e atual, que é ele quem trás alívio e socorro à nossa vida quando achamos que vamos perecer. É Ele também quem nos chama e nos capacita com sabedoria, ânimo e amor para executarmos a obra que Ele nos confiou.
E assim como o apostolo Paulo, precisamos ampliar a visão para o significado da verdadeira dependência de Deus.

Apêndice

1. Antagonismo, Oposição de idéias ou sistemas.
2. istmo, é uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra.
3.Strabão, (63 a.C. a 24 d.C) foi um historiador, geógrafo e filósofo grego.

Dc. Alan Fabiano.

Bibliografia
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.
HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CONTEXTO HISTÓRICO DE SEGUNDA CORÍNTIOS

EXPOSIÇÃO
A segunda epistola aos corintios foi escrita entre seis e dezoito meses depois da primeira. Aparentemente, a maioria dos problemas com que Paulo teve que lidar ali, tais como ações judaicas e uso indevido da Ceia do Senhor estava, agora, corrigida. Mesmo assim, o relacionamento de Paulo com os corintios começava a se deteriorar, talvez exigindo “visita dolorosa” e rápida do apostolo (2.1; 12.14,21; 13.1,2). Isto não conseguiu resolver o problema, e os oponentes do grupo de Paulo continuavam atacar o apostolo e seus representantes (2.5-8, 10; 7.12), incentivados pelos judaizantes¹ da Palestina (11.4,22).
Embora isto seja discutível, muitos comentaristas acreditam que Paulo então escreveu uma carta curta, mas severa (2.3,4,6,9; 7.8,12), que foi entregue por Tito (2 Co 8.6a). Enquanto isso o próprio Paulo deixou Éfeso para ministrar em Trôade (At 19.23-20.6; 2 Co 1.8-11) e na Macedonia (2.16; 7.5). Ali, Tito uniu-se a ele, e lhe trouxe boas notícias: os coríntios haviam reagido positivamente à severa carta que ele havia entregado (7.5-16). Mas, não se passou muito tempo antes que Paulo ouvisse de mais problemas em Corinto. Frustrado, porém ainda confiante, escreveu então a carta que chamamos de 2 Coríntios. Uma carta que, talvez, seja a mais reveladora, em termos pessoais, de todas as epístolas de Paulo. Apesar deste contínuo conflito com os críticos de Corinto, com grande sinceridade, compartilha sua fraqueza, assim como seus pontos fortes, ao explicar os princípios de seu ministério na Nova Aliança.
A completa sinceridade de Paulo é revelada no primeiro capítulo. Depois da saudações de costume (1.1,2), Paulo louva o Senhor como "Deus de toda consolação" e ao continuar, confessa sua própria angústia e necessidade de consolo (1.3-11). Em lugar de defender-se, aumentando suas credenciais como apóstolo, Paulo expõe sua fraqueza como homem: "Sobremaneira agravado mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos". Esta auto revelação tem um objetivo: somente um homem consciente de suas fraquezas, que tenha sentido o consolo que Deus provê, é capaz de identificar-se com outros que são fracos, e de lhe transmitir o consolo de Deus. As cartas de Paulo expuseram as fraquezas dos conrintíos. Agora ele expõe a própria fraqueza, para garantir que Deus é capaz de resgatar a todos.
A seguir, Paulo responde à acusação de que, apesar de suas promessas de passar algum tempo em Corinto, tenha voltado a trás em sua palavra. A resposta de Paulo é simples: ele havia exposto suas intenções, mas, como servo de Cristo, havia entregado a direção de suas atividades à vontade de Deus. E o Senhor tinha outros planos (1.12-22). Além disto, a demora de Paulo não é evidência de falta de amor pelos coríntios. Ele hesitou, para poupá-los de outra "visita dolorosa", e em lugar de ir, ele escreveu, com grande alição (1.23-2.4) . Aparentemente, a carta de Paulo foi eficaz, e a igreja castigou aqueles que lideraram o ataque contra o apóstolo. Paulo incetiva o grupo a perdoar a pessoa agora arrependida e a recebê-la de volta na comunhão (2.5-11).
A esta altura, Paulo entra no que se denomina "digressão" (divagação), que se estende de 2.12 a 7.16. Divagação ou não, estes capítulos contém assombrosa explicação dos princípios do ministério sobre o Novo Concerto, em contraste com o ministério sob o Antigo Concerto da Lei Mosáica.
Paulo inicia, mostrando-se em marcha vitoriosa, que celebra o triunfo de Jesus sobre todos os inimigos de Deus (2.12-3.6). À medida que esta marcha abre seu caminho pelo mundo, a mensagem do evangelho é como o aroma das ofertas de ações de graças que sopra pelo mundo, aroma que, para os perdidos é como cheiro de morte, mas para os salvos é "cheiro de vida". O impacto desse ministério é visto nos seres humanos que são transformados por ele, pois a Palavra de Deus é escrita pelo Espiríto Santo "não em tábuas de pedra, mas nas tábuas da carne do coração".
Os pensamentos de Paulo são levados a outra comparação (3.7-18). O Antigo Concerto tinha certa glória, mas uma glória que desapareceu, da mesma maneira que o esplendor que brilhava na face velada de Moisés desapareceu quando ele deixou a presença de Deus. Mas o Novo Concerto tem uma glória muito maior. Israel, ainda com seus olhos fixos em Moisés, não pode ver a glória de Cristo, porque o verdadeiro significado da Lei permanece oculto. Como é diferente com os cristãos! Por meio de Cristo, Deus está trabalhando dentro de nós, realizando transformação progressiva e duradoura, e não transformação que desaparece. À medida que nos descobrimos, doando-nos livremente e sinceramente, nós vemos Cristo refletido na transformação que ele está realizando em cada um de nós.
1. Judaizantes, são pessoas que, não sendo etnicamente israelita ou passado por uma conversão formal, seguem parte da religião e tradição judaica.

O termo foi usado no Novo Testamento, para referir-se aos cristãos hebreus que requeriam que os cristãos gentios seguissem leis mosaicas.
CONCLUSÃO
A redescoberta dessa epístola em nossos dias, com sua doutrina da reconciliação em Cristo e seu tema de glória através do sofrimento, significaria uma renovação da visão e da vitalidade do povo de Deus, e, por meio deles, a benção para multidões que ainda se encontram nas trevas espirituais.
Por Dc. Alan Fabiano

Bibliografia
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
RICHARDS, O. Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD. 2007.
HORTON, M. Stanley. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007

ESBOÇO DE SEGUNDA CORINTIOS

I. PAULO JUSTIFICA SUA CONDUTA 1.1–2.11
A. Grato reconhecimento pela bondade de Deus 1.1-14
1. Saudações 1.1,2
2. Encorajamento e sofrimento 1.3-11
a) Consolo e sofrimento compartilhados 1.3-7
b) Livramento de perigo mortal 1.8-11
3. A conduta simples e sincera de Paulo 1.12-14
B. O plano de Paulo visitar Corinto 1.15-2.4
1. Duas visitas foram planejadas 1.15-22
a) A visita de Paulo adiada 1.15-17
b) A consistência da palavra de Paulo 1.18-22
2. A razão de Paulo não ir 1.23-2.4
a) Boas razões 1.23,24
b) O amor de Paulo pelos corintios 2.1-4
C. Perdão àquele que causou tristeza 2.5-11

II. O MINISTÉRIO DE PAULO SOB O NOVO COCERTO 2.12–4.18
A. Uma porta aberta em Trôade 2.12,13
B. Guiado e enviado por Deus 2.14-17
C. Um glorioso ministério do Espírito 3.1-18
1. Um ministério de poder e vida 3.1-6
2. Um ministério melhor que o da lei 3.7-18
D. Um ministério honesto e centrado em Cristo 4.1-18
1. Um ministério genuíno 4.1,2
2. Um ministério eficaz 4.3-15
3. Um ministério sustentado pela esperança 4.16-18

III. AS METAS DE PAULO 5.1–6.13
A. Agradar ao Senhor 5.1-15
1. O Espírito garante um novo corpo 5.1-5
2. Andando por fé 5.6-8
3. O julgamento do Tribunal de Cristo 5.9,10
4. Motivados pelo temor e pelo amor 5.11-15
B. O ministério da reconciliação 5.16-6.13
1. Uma nova criatura 5.16,17
2. Os embaixadores de Cristo 5.18-21
3. Agora é o dia da Salvação 6.1,2
4. Os sofrimentos de Paulo 6.3-10
5. Pedindo uma resposta amorosa 6.11-13

IV. O APELO DE PAULO AOS CORINTIOS 6.14–7.16
A. Não seja participante com os incrédulos 6.14–7.1
1. Chamada a separação 6.14-18
2. Exige-se santidade interior 7.1
B. Consolação trazida por Tito 7.2-16
1. A conduta correta de Paulo 7.2-4
2. Paulo na Macedônia 7.5-7
3. O efeito da carta de Paulo 7.8-13a
4. A felicidade de Tito 7.13b-16

V. INCENTIVO PARA DARA COM GENEROSIDADE 8.1–9.15
A. O exemplo das igrejas da Macedônia 8.1-7
1. A generosidade macedônia, 8.1-5
2. Tito é exortado a incentivar a generosidade 8.6,7
B. O exemplo de Jesus 8.8,9
C. Termine o trabalho 8.10-15
D. O caráter de Tito e seus companheiros 8.16-24
E. Um presente generoso foi prometido 9.1-5
F. Semeando e colhendo 9.6-15
VI. O OFÍCIO APOSTÓLICO E A AUTORIDADE DE PAULO 10.1 – 13.13
A. A autoridade de Paulo será exercida 10.1-6
B. A conduta de Paulo como apóstolo 10.7-11
C. A jactância de Paulo 10.12 – 12.10
1. Os limites da jactância de Paulo 10.12-18
2. Paulo expõe os falsos apóstolos 11.1-4
3. O status apostólico de Paulo 11.5,6
4. A recusa de Paulo em aceitar pagamento 11.7-12
5. Os falsos apóstolos são denunciados 11.13-15
6. O sofrimento de Paulo 11.15-18
7. Paulo comprova-se com seus oponentes em Corinto 11.19-33
8. A visão de Paulo do paraíso 12.1-6
9. O espinho da carne de Paulo 12.7-10
D. O interesse altruísta de Paulo pelos coríntios 12.11-21
E. Advertência renovada 13. 1-10
F. Saudações finais 13. 11-13.