Páginas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS

INTRODUÇÃO
Nesta lição aprenderemos lições fantásticas, em vários aspectos de nossa vida, iremos falar de pecados cometidos por um homem que foi chamado e foi segundo o coração de Deus, aprenderemos também que a Palavra de Deus não faz acepção de pessoas, pois não omitiu da humanidade esta atrocidade cometida por um homem outrora carismático, temente a Deus, conquistador, adorador, cheio do Espírito de Deus. É de nos assustar, como isso ocorre? É o que veremos mais adiante. Contudo, aprenderemos duas lições “pós-queda” de Davi: Verdadeiro arrependimento e as conseqüências do pecado.
“Quanto maior a minha intimidade com Deus; maior é o meu sofrimento espiritual pós-pecado”.

I. DAVI E A TENTAÇÃO ANTES DO PECADO
O pecado tem algo em comum com o ladrão, ambos são oportunistas. Existe um velho provérbio “quem faz o crime é a oportunidade” logo, se não houver oportunidade para o ladrão atuar não haverá crime.
Ao observarmos os momentos antes de Davi pecar, concluímos que houve pelo menos seis oportunidades para a concepção de tal pecado:
1. Davi estava no palácio e não lutando, o que seria o certo;
2. Davi estava ocioso;
3. A posição que ele ocupava (poder de influência);
4.uma mulher tomando banho;
5. formosa (o homem se atrai mais pela que vê);
6. O seu esposo estava na guerra.
Contra tais instrumentos utilizados para originar a tentação e em seguida a concepção do pecado, a Palavra de Deus nos adverte várias vezes, afim de que este não gere a morte.
“Abstende-vos de toda a aparência do mal” 1 Ts 5.22.

1. A realidade da tentação
Tentar: Procurar corromper a fé, a fidelidade;
Tentação: Indução para o mal por sugestões do diabo, do mundo ou da carne;
Tentador: Que solicita para o mal (o diabo) (1 Ts 3.5). Deus a ninguém tenta (Tg 1.13).
Obs: a tentação nos induz para o pecado; a provação para fortalecimento da fé. Logo, Satanás nos tenta e Deus nos prova (1 Pe 1.7).

Três aspectos da tentação: sua possibilidade, origem e sultileza.

a) A possibilidade da tentação. O segundo capítulo de Gênesis relata a queda do homem e fornece informações acerca de seu primeiro lar, sua inteligencia, seu serviço no Éden, as duas árvores e o primeiro matrimônio. As duas árvores do destino – a árvore do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida – são mencionados de forma especial.
Observamos a árvore proibida, porque foi colocada ali? Para prover um teste pelo qual o homem pudesse, amorosa e livremente, escolher a servir a Deus e, dessa maneira, desenvolver seu caráter.
Portanto, a possibilidade da tentação é real a partir do surgimento de um objeto proibido, como aconteceu com Adão e Eva, aconteceu com Davi, ele tinha em sua frente um objeto proibido (Bate-Seba). Mas, assim como Adão e Eva não fez a escolha correta, como a Palavra de Deus nos ordena em várias passagens (Dt 30.15), “Busque o bem, não o mal, para que tenham vida” (Am 5.14,), contudo, o homem sem livre-arbítrio não passaria de uma máquina.

b) A origem da tentação. “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito” (Gn 3.1). Logo, a serpente foi o agente utilizado por Satanás, o qual já havia sido lançado para fora do céu (Ez 28.13-17;Is 14,12-15), assim Satanás trabalha por meio de agentes para concretizar seus desígnios, é através desses agentes que Satanás comunica-se com o homem, que por sua vez possui órgãos sensórias responsáveis por estabelecer a relação com o meio em que vive, são eles: olho, ouvido, paladar, olfato e tato. São por essas “janelas” que a tentação chega até nós.
Assim, o agente utilizado por Satanás para tentar Davi foi Bate-Seba, que teve sua sensualidade percebida através dos olhos (de Davi). Já vimos que o tentador é o Diabo, logo, a origem da tentação é no reino das trevas, que, ao encontrar esses órgãos despercebidos tem o poder de entrar no coração do homem e dá a luz ao pecado.

c) A sutileza da tentação. Agora chegamos na essência da tentação, é o momento crucial, é aqui que ela se concretiza e tem vitória sobre nós. Continuemos a fazer um paralelo entre Adão e Davi – A sutileza é mencionada como característica distintiva da serpente (cf. Mt 10.16). Com grande astucia, ela oferece sugestões que, ao serem aceitas, abrem caminho a desejos e atos pecaminosos. Ela começa falando com a mulher, o vazo mais fragil, alem disso não ouvira diretamente a proibição divina (Gn 2.16,17). A serpente espera até que Eva esteja só. Observe a astúcia em sua aproximação. Ela distorce as Palavras de Deus (Gn 3.1 e 2.16,17) e depois finge surpresa por esta distorção, assim ela, astutamente, semeia duvidas e suspeitas do coração da ingênua mulher e, ao mesmo tempo, insinua que está bem qualificada para ser juiz quanto à justiça de tal proibição.

Por meio da pergunta no versículo 1, lança três duvidas a respeito de Deus:
1.Dúvida sobre a bondade de Deus. Ela diz, com efeito: “Foi isso mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?”.

2.Dúvida sobre a retidão de Deus: “Certamente não morrerão!”(Gn 3.4). Isto é, “isso não foi exatamente o que Deus disse”.

3.Dúvida sobre a santidade de Deus. No versículo 5, a serpente diz, efetivamente: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5).

Bom, vimos no início os órgãos sensoriais pelos quais nos relacionamos com o meio em que vivemos, sabemos, que tudo quanto captamos nos causam efeitos, seja para o bem ou para o mal, o certo é que satanás usa esta oportunidade para tentar convencer o homem que aquilo que é proibido é agradável, assim como dialogou com Eva, ele fez com Davi e faz conosco. Neste momento está instalada a luta entre a carne e o espírito, a batalha espiritual.

Eu considero este momento crítico na vida do crente, pois, é o momento que ele está em cima do muro e pode dar a volta por cima não cedendo a tentação.
Uma vez cedido ao apelo de Satanás, há uma seqüência de acontecimentos pecaminosos, note que Eva deu a fruta para Adão, Davi olha => cobiça => adultera => planeja um homicídio.
Outro detalhe importante da tentação é que ela consegue mover todo nosso ser, a ponto de sermos totalmente dominados por ela, ora, se pecamos. Logo, o nosso corpo foi movido para o pecado, pela tentação que teve sua origem nas trevas.

Algumas referências sobre esses momentos de luta contra a carne os quais servem para crescermos a fim de vencer esse inimigo terrível.
Tg. 1.14; 1 Jo 2.16,17; Rm 8.5-7. etc.

Um antídoto que dar certo, é quando eu condiciono minha consciência na certeza que após a muralha da tentação, o Espirito Santo está me esperando com um pouco mais de unção, fruto do Espírito, Dons Espirituais, bençãos sem medidas e força para continuar até a vinda de Cristo. Glória Deus!
II. DAVI E O SEU PECADO
Pecado:
Erra o alvo.
Reúne as seguintes idéias: 1. Erra o alvo, como um arqueiro que atira, mas, erra; do mesmo modo o pecador erra o alvo final da vida.
2. Errar o caminho, como um viajante que se desvia do caminho certo.
3. Estar em falta ao ser pesado na balança de Deus.

Em Gn 4.7. Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás. Onde a palavra é mencionada a primeira vez, o pecado é personalizado como uma besta feroz pronta para lançar-se sobre quem lhe der oportunidade.

Na primeira parte desse estudo vimos sobre a tentação, que antecede ao pecado, agora vamos falar do “pecado consumado”, ou seja, do pecado propriamente dito. Antes de discorrer sobre o tema, é importante sabermos que todos os homens trazem consigo a possibilidade de pecar; mas, não traz a obrigatoriedade de pecar, portanto o pecado pode ser resistido (Tg 4.7). Paulo escreveu “...o pecado habita em mim. Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Rm 7.17,24. Surge então o nosso Senhor Jesus Cristo para nos regenerar, purificar de todo pecado e transformar essa natureza caída em seu templo.
Face o descrito acima, o pecado é uma realidade da natureza caída do homem, contudo, temos um advogado que nos defende a todo o momento, e um Deus poderoso para trocar nossas vestes, assim como fez com o sacerdote Josué na quarta visão de Zacarias. Zc 3.4.
1. O pecado de Davi no seu contexto histórico-cultural:
Personagens envolvidos nesse evento particular de Davi.
Urias, um herói com grande valor moral, é traído e morto como um cão;
Bate-Seba, uma mulher infiel e ambiciosa que recebe um galardão real, de ser esposa do rei;
Davi, um rei que se desmorona pela imoralidade, traição e covardia;
Joabe, um general inescrupuloso, que compactua com propostas infames e, assassina seu amigo e companheiro de armas.

A bíblia nos fala que esse episódio ocorreu após um ano, no tempo em que os reis costumavam sair para a guerra. Ver 1Rs 20.22,26. No Oriente Próximo, a primavera era um tempo propicio para as campanhas militares, visto que as chuvas de inverno haviam cessado e a colheita que exigia mão-de-obra intensiva não havia começado. Envio então Davi o seu exército a Rabá dos filhos de Amom, que ficava aproximadamente 39 Km a leste do rio Jordão, em frente de Jericó. Nos tempos do N.T era chamada de Filadélfia, e atualmente é Amã, na Jordânia.
Porém, o luxo de Davi que o fez permanecer no palácio real, contrastando com Joabe e seus homens, onde numa tarde viu numa casa vizinha uma linda mulher tomando banho, em seguida mandou chamá-la e cometeu adultério com ela.

A Lei de Deus Não matarás, não adulterarás, não cobiçarás a mulher teu próximo (Dt 20.13,14,17) e “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”(Lv 20.10), no tempo de Davi em relação aos pecados por ele cometidos acarretava algum tipo de punição, o certo é que Davi não as sofreu como era previsto – Morte física.

Surge então a pergunta:
Porque ele não as sofreu?
1. Talvez porque seria rei e o seu tratamento deveria ser diferente dos demais do povo.
2. Deus usou um paliativo não lhe tirando a vida.
3. É provável que esta resposta esteja no Cap. 7, que é o clímax dos livros de Samuel, é nesse ponto que Deus firma sua aliança com Davi, aonde o mesmo profeta “Nata”, vai até Davi e lhe profere as promessas de Deus para sua vida e descendência (7. 8-17), é aqui que Deus cumpre a promessa feita aos seus antepassados, Deus promete que seu reino permaneceria para sempre, fazendo um alusão ao Messias. A Palavra de Deus nos fala “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento”. Rm 11.29, ainda que Davi por um momento foi infiel; Deus permaneceu fiel (2 Tm 2.13).

Tudo nos leva a crer que ele não sofreu a pena prevista, não por ele ser rei ou era bom. Foi pelas promessas que haviam sobre a sua vida.

Davi, ao tomar conhecimento da gravidez de Bate-Seba, preocupa-se, pois ele bem sabia a sentença na Lei de Moisés para mulher adúltera – morte por apedrejamento - ( Jo 8.5). Por este prisma, sugere-se que Davi queria poupar a vida de Bete-Seba, manda chamar Urias e tenta o persuadir para que vá para casa descansar e ficar com a sua esposa, mas Urias não se acha digno de tal descanso, assim como Davi não se achou digno de tomar a água trazida pelos seus soldados na caverna de Adulão. Davi então tenta embriagá-lo, mas ainda assim ele não atende a falsa bondade de Davi. Então o rei encolerizado com a fidelidade de Urias, faz a maior atrocidade de sua vida, no melhor memento do seu reino, planeja a morte desse combatente.
2. O pecado de Davi é descoberto.
11.27 Passado o luto. O período costumeiro para o luto era, provavelmente de sete dias (Gn 50.10; 1 Sm 31.13). Os lideres nacionais as vezes eram pranteados por períodos maiores (Nm 20.29; Gn 50.3). Passado esses dias Davi manda chamar Bate-Seba, que se tornou sua mulher, após um período de mais ou menos 10meses, “um mês para descobrir que estava grávida (ciclo menstrual) e mais nove meses (considerando uma gravidez normal)”, o pecado é descoberto.
Havia quase um ano que esse mal estava encoberto, mas, conforme está escrito em Nm 32.23, um dia o pecado será revelado e então o pecador será colocado frente a frente com o próprio pecado. Foi o que aconteceu com Davi, que havia quebrado pelo menos quatro dos Dez Mandamentos (Ex 20.2-17; Dt 5.6-21), a saber: assassinato, adultério, mentira e cobiça da mulher do próximo e pensava ter encoberto o tal. A Bíblia tem exemplos de homens e mulheres que pecaram e não assumiram de imediato a responsabilidade, o primeiro foi Adão e Eva (jogou a culpa para Eva, Gn 3.12), Ananias e Safira (reteram parte da herdade, At 5.3).

Natã “Dádiva”. Um profeta enviado por Deus para revelar o pecado de Davi (1-7). Após ouvir a parábola que retratara os seus atos pecaminosos, Davi se enfurece com o homem rico e logo propõe uma sentença de morte e pela cordeirinha deverá ser restituído quatro vezes mais. Davi então demonstra boas intenções (2 Sm 12.5.6), foi o que fez também Zaquel, o publicano (Lc 19.8).

Características de quem insiste em esconder o pecado cometido:
- Demonstra justiça;
- Falsa santidade perante os outros;
- Exige dos outros o que ele mesmo não faz ou não vive;
- Requer compromisso;
- Exige dedicação. De repente a surpresa, Natã revela que tal homem era o próprio Davi e lista os seus pecados como ato de justiça de Deus, declarando também a sentença para casa de Davi (12.10). Davi de fato merecia a morte, conforme ele mesmo falou, mas veremos em seguida que a angustia de espírito que ele passou foi pior do que a morte.
III. CONSEQUENCIAS DO PECADO
Data do evento e idade de Davi aproximadamente: Davi estava com 45 a 48 anos de idade quando cometeu esse pecado, considerando que ele começou a reinar com a idade de 30anos (2 Sm 5.4) no ano 1010 a.C e o fato aconteceu aproximadamente 995 a.C.
O pecado de Davi é o divisor de águas no seu reinado de sucesso, é a separação dos seus triunfos e suas dificuldades. Davi por alguns minutos esqueceu-se do seu passado de glória; maculando-o. Esqueceu-se da aliança que o Senhor fizera com ele (7. 8-17); ofuscou o brilho da sua carreira. Esta queda de Davi veio exatamente no período de suas maiores conquistas (2 Sm caps 8-12), por tanto, Davi estava em um condição muito confortável em todas as áreas de sua vida, mas, a Palavra de Deus nos recomenda “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” 1 Co 10.12.
Davi então recebe a sentença dos seus pecados, 12.10 Não se apartará a espada jamais da tua casa. Quanto Davi não sofreu por causa do seu pecado!Morre a ciança (18); Tamar é violentada (13.10-17); morre Amnom (13.23-29); revolta-se Absalão (15.1-14); morre Absalão (18.14-15); morre Adonias (1Rs 2.25).

Segue-se as conseqüências do pecado:
12.1 Natã “Dádiva”. Um profeta de Deus colocado na corte de Davi (7.3) e na de Salomão (1 Rs 1.11,34).Lista dos acontecimento pós – pecado de Davi:
1) Deus lhe enviou Natã (“Dádiva”), para revelar o seu pecado (1-7);
2) Morte da criança (18), para lhe mostrar o salário do pecado (Rm 6.23);
3) Incesto, dos seus filhos, Tamar e Amnom (13.1-23), para lhe lembrar a podridão moral que ele mesmo semeou (11.4);
4) Morte de Amnom (13.28-29), para lhe lembrar a morte de Urias (9; 11.15);
5) Usurpação do trono por seu filho Absalão (15.1-18), para lhe lembrar que usurpou o lugar de Urias (11.3);
6) Vergonha e afronta quando Absalão coabita com suas concubinas (16.21-22), para lembrar o que ele fez à mulher de Urias (11.2-4);
7) Morte traiçoeira de Absalão (18.12-15), para lhe lembrar a traição na morte de Urias (9;11.14-17);
8) Praga (24.10-17), para lembrar-lhe do seu orgulho e torná-lo humilde. Estas são algumas das conseqüências do pecado de Davi.

Paulo diz “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” Rm 8.28.

Como vimos, as conseqüências do pecado é algo sem precedentes, e o tempo de duração dessas conseqüências não podem ser medidos, só Deus sabe o seu fim. Note que: para o pecado ocorrer pode ser marcado no tempo, ou seja, dia,mês e ano, isso é o tempo “chronos” porém suas conseqüências ocorrem no tempo de Deus “kairos”, é um tempo que não temos controle. Logo, podemos impedir que o pecado ocorra; mas suas conseqüências não podemos impedir, pois elas ocorrem no mundo sobre natural, pertencem a Deus.
No caso de Davi, um homem que havia experimentado do Espírito Santo de Deus, agora encontrava-se no fundo do poço, quando ouve o profeta “cai em si”, se arrepende amargamente e suplica a Deus que não retire o seu Espírito de sua vida e teme ser expulso da presença de Deus (Sm 51). Até nesse momento aprendemos com Davi, pois de fato ele se arrependeu e alcançou misericórdia. Uma coisa que é reprovável se deu antes da visita do profeta, é o fato dele não ter confessado antes do profeta er ter com ele, notemos que o pecado ficou oculto por quase um ano.

CONCLUSÃO
Quando uma pessoa está na ociosidade e deixa que os outros façam as sua obrigações (1), passando o seu tempo a dormir e a passear (2), começa a ver coisas que não devem ser vistas (2), a cobiçar coisas proibidas (2; Ex 20.17) e a cometer atos condenados por Deus (4; Ex 20.14), que a partir dessa aula possamos ser mais vigilantes. O cargo que ocupamos na igreja não é sinônimo de intimidade com Deus e imunização a queda, todos de igual modo estamos sujeitos a tropeçar, mas se isso acontecer temos um advogado em nosso favor (1 Jo 2.1).
Bibliografia:
GONÇALVES, José; MOISÉS, César; BENTO, Esdras; COELHO, Alexandre. Davi, As vitorias e as derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2009.
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo, SP: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Genebra. Revista e Atualizada. São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2ª Ed. 1999.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo, SP: Vida, 29ª Ed. 2000.
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Vida, 2007.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo, SP: Vida, 2006.
JOSEFO, Flávio, História dos Hebreus. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 11ª Ed. 2007.
Por. Dc. Alan Fabiano.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO

INTRODUÇÃO
Nesta fase da vida de Davi, aprendemos algo muito útil para nossa vida cristã, nele vemos a prática da frase “regra de fé e prática”, pois é exatamente isso o que Deus representa para Davi, de fato, Deus era para Davi sua regra de fé e prática.
Mesmo em meio as adversidades, Davi mostra para os seus contemporâneos que ele era mesmo um exemplo de homem dependente de Deus, exemplo este, que se perpetua na história da humanidade até os nossos dias.

Segue informações sobre os lugares e palavras chaves da lição:
JERUSALÉM, hb. Habitação de Paz: Cidade do sul da Palestina, capital de Israel e Judá, e, em tempos mais recentes, capital da Palestina. Desde 1948 dividida entre Árabes (a parte da cidade antiga) e a republica de Israel (a parte nova). É mencionada pela primeira vez nas escrituras em Js 10.1, também chamada por estes nomes: Jebus, Jz 19.10; Sião, Sl 87.2; Lareira de Deus, hb. Ariel, Is 29.1; Cidade de Justiça, Is 1.26; Santa Cidade, Is 48.2, Mt 4.5; 27.53; a cidade do grande Rei, Mt 5.35; a cidade de Davi, 2Sm 5.7. Jerusalém é a cidade principal da Palestina, a cidade santa dos cristãos, dos judeus e dos maometanos. Qual é o segredo da sua grandeza? Não tinha um porto marítimo, como Alexandria e Roma, nem estava situada num rio, como Mênfins e Babilônia, e nem tinha uma rota comercial entre o mar Mediterrâneo e o vale do Jordão. Contudo, enquanto Roma era o centro político, e Atenas o centro intelectual, Jerusalém era o centro espiritual do mundo, a cidade da maior influência sobre a esperança e o destino do gênero humano. Era a cidade escolhida do único e verdadeiro Deus, o centro dos seus cultos, leis e revelação, com a missão de proclamá-lo em todo mundo. Tem uma altitude de 800 metros acima do nível do mar, assim a vista está dominada em todas as partes, exceto as partes que dá para o deserto e os montes de Moabe.A cidade circundada na maior parte de profundas ravinas, era uma fortaleza natural, ao mesmo tempo, dificilmente podia abastecer-se de água um grande exercito que a cercasse 2 Cr 32.4,5,30. Nos grandes cercos, quando os sitiados sofriam grande fome, não consta que eles sofriam se sede. As fontes de água eram suplementadas por cisternas.Grandes reservatórios recolhiam as águas das chuvas, além disso aquedutos subterrâneos traziam águas de grandes distancias. Mencionam-se os canais subterrâneo, 2 Sm5.8; o aqueduto de Ezequiel (2 Rs20.20); o aqueduto do açude superior (Is 7.3). Havia, também, o açude do rei Salomão, Ne2.14; Ec 2.6; o tanque de Betesda, Jo 5.2; o tanque de Siloé (Jo 9.7). Sob a liderança de Josué as tropas Israelenses enfrentaram e venceram o rei de Jerusalém, Adoni-Zedeque (Js 10.1-27), após a “conquista” foi concedida como herança aos descendentes da tribo de Benjamim, mas, não conseguiram expulsar por completo os jebuseus (Jz 1.21), vindo estes depois, lograr êxito, recuperaram sua independência como cidade cananita (Jz 19.11.12).

O exército de Davi expulsou os jebuseus, subindo pelo aqueduto (canal subterrâneo), pois, Jerusalém era uma cidade fortificada e os jebuseus acreditavam que jamais seriam ultrajados por qualquer exercito inimigo, inclusive puseram pessoas com “deficiências físicas” sobre os muros da cidade, como desprezo com o exercito de Davi, afirmando que só essas pessoas eram suficientes para derrotá-los (2 Sm 5.6), mas o exercito de Davi subiu por este canal até chegar aonde os moradores alcançavam a água, assim conseguiram entrar na cidade (2 Sm 5.8; 1 Cr 11.6).

SINOPSE HISTÓRICA DE JERUSALÉM
Às vezes ficamos a pensar o porque de tantas lutas políticas e militares para entre os reinos antigos para conquistarem Jerusalém, o que este lugar tem de tão especial? A partir de agora faremos uma viagem no tempo e concluiremos que este lugar tem um valor muito grande no mundo sobrenatural.
Há provas do próprio sítio da cidade de Jerusalém estar habitada, muitos séculos antes de Davi, por grande número de homens pré-históricos. A tradição de que Jerusalém era a cidade de Salem, do reino de Melquisedeque (Gn 14.18), parece confirmada em Sl 76.2. O primeiro registro certo da cidade de Jerusalém, aparece nas inscrinçoes cuneiformes, descobertos em Tell-Amarna (Alto Egito). No tempo desse registro, o nome da cidade era Urusalém e seu Abd Khiba. No tempo da conquista de Canaã, por Josué, o rei de Jerusalém era Adoni-Zedeque, (Js 10.3). Davi, cerca de 1000 a.C., tomou a cidade e depois de ter reinado 7anos em Hebrom, reinou lá 33 anos (2 Sm 5.5; 1 Rs 2.11), fez de Jerusalém a capital do seu reino e o centro religioso do país. Salomão alargou os muros da cidade e construiu o templo com grande magnificência. Edificou também um palácio real. Roboão, seu filho continuou a reina em Jerusalém sobre as duas tribos, depois do reino dividido. No quinto ano do seu reinado foi tomado por Sisaque, rei do Egito (1 Rs 14.25). No reinado de Jeorão, foi tomada novamente pelos filisteus e arábios (2 Cr 21.16). No tempo do rei Amazias, o rei de Israel Jeoás, rompeu uma grande parte do muro, e levou muito despojo, (2 Cr 25.23). Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, fracassaram na tentativa de tomar Jerusalém, no reinado de Acaz (2 Rs 16.5). Semelhantemente, fracassou a tentativa de Senaqueribe, no reinado de Ezequias (2 Rs caps.18 e 19). Os pecados de Manasses foram a causa da sua prisão e da sua deportação para Babilônia (2 Cr 33.9). Josias, neto de Manassés, realizou em Jerusalém uma grande reforma moral e religiosa (2 Cr 34.3). No reino de Joaquim, a cidade foi cercada tomada por Nabucodonozor em 587 a.C (2 Rs 25.9, 13-17), que deportou para a Babilônia a maior parte do povo (2 Rs 24.12-16). No nono ano do reinado de Zedequias, a cidade foi sitiada, ele foi preso, seus olhos vazados e ele levado à Babilônia. Todas as casas foram queimadas, inclusive o templo (2 Rs 25). No tempo de Ciro, como se acha marcado em Esdras, o povo voltou do cativeiro e reedificou o templo. As muralhas foram levantadas por Neemias (Ne 3). Alexandre Magno visitou a cidade quando Jadua (Ne 12.11,22) exercia o sumo-sacerdócio. Ptolomeu Soter, tomou a cidade pelo ano 320 a.C. Antíoco o Grande conquistou-a em 203 a.C. Scopas, o general alexandrino, retomou-a em 199 a.C. Foi tomada e o templo profanado, por Antíoco Epifanes (Dn 11.31). Foi reconquistada por Judas Macabeu, em 165 a.C. Pompeu apoderou-se dela em 65 a.C. Foi saqueada pelos partos em 40 a.C. Herodes Magno retomou-a em 37 a.C, em 19 a.C, iniciou a terceira reconstrução, chamada de Templo de Herodes. No ano 70 A.D, o exército romano, de 100.000 homens comandados por Tito, depois de um cerco de cinco meses, tomou e incendiou a cidade, removendo as pedras dos alicerces para colher o ouro derretido que se infiltrara nas junções.O comandante romano deixou apenas um resto da muralha, como símbolo do aniquilamento de Israel, conhecido hoje como o “Muro das Lamentações”, mais de um milhão de judeus morreram naquela época. Os Judeus sob Bar Coceba, retomaram a cidade em 131 A.D. O imperador romano Adriano, conquistou-a e devastou-a em 132 A.D. Cosróes II, rei da Pérsia, conquistou-a e saqueou-a em 614 A.D. Heráclio retomou-a em 628 A.D. Omar, sucessor de Maomé, ocupou-a em 637 A.D. Revolucionários mussumanos conquistaram-na em 842. Os edifícios dos cristãos foram destruídos em 937. A dinastia fatimita ocupou-a em 969. Calif Hakim destruiu-a em 1010. Os turcos seljuk ocuparam-na em 1075. Afdul a sitiou e a conquistou em 1096. Godofredo, chefe da primeira cruzada, sitiou-a, conquistou-a e massacrou os habitantes, em 1099. Saladino chefe da terceira cruzada, ocupou-a em 1187. Os muros foram destruídos em 1219. O Emir de kerak conquistou-a em 1229. Entregou-se a Frederico II, na sexta cruzada, em 1239. Os kharesmians conquistaram-na e os árabes saquearam-na em 1240. Foi ocupada pelos turcos em 1547. Ibrahim Pachá, do Egito, ocupou-a em 1831. Os turcos bombardearam-na em 1835, foi ocupada novamente pelos turcos em 1841. General Allenby libertou-a em 1917. Em 14 de maio 1948, renasceu a nação de Israel com sua capital em Tel Aviv.
Hoje uma mesquita mulçumana ocupa o local do templo. Sob a plataforma da mesquita é possível ver os arcos que a suportam, eles são conhecidos como “estribarias de Salomão”, é possível ver também a eira de Araúna, a rocha de Moriá, que fica no interior do Domo da Rocha.
“E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. O sermão profético continua: a volta do Filho do homem” Lc 21.24.

No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.

Se você conseguiu ler o panorama da História de Jerusalém, por certo terá uma visão mais espiritual sobre esta cidade. Porque tantas nações lutariam para possuí-la? Podemos imaginar uma série de vantagens visíveis que poderiam ser o motivo de tantas batalhas e mortes, quem sabe pela, altitude, posição geográfica ou porque faz parte de uma Hitória bíblica. Mas não isso.., o motivo é o valor espiritual.

Alguns Fatos históricos-espirituais ocorridos em Jerusalém
1. Jerusalém é a cidade de Davi, onde ele governou como rei durante 33 anos sobre todo o Israel e Judá (2 Sm 5.5).
2. Jerusalém está situada no centro da terra não apenas geograficamente, mas também tem importância central quanto ao Plano de Salvação (Ez 5.5).
3. O Senhor habitará em Jerusalém (Zc 8.3).
4. Conforme as palavras de Jesus, Jerusalém é a cidade do Grande Rei (Mt 5.35).
5. Só existe uma cidade no mundo pela qual Jesus chorou: Jerusalém (Lc 19.41ss).
6. Em Jerusalém ocorreu o maior acontecimento de todos os tempos: ali Deus reconciliou o mundo consigo mesmo por intermédio de Jesus Cristo (2 Co 5.19; Hb 13.12).
7. Foi lá onde Cristo foi cruscificado, seputado de onde ressucitou;
8. Do Monte das Oliveiras em Jerusalém Jesus Cristo subiu ao céu (At 1.9-12).
9. Em Jerusalém aconteceu o primeiro Pentecoste e foi ali que os discípulos ficaram cheios do Espírito Santo (At 2).
10. Em Jerusalém surgiu a igreja primitiva, quando cerca de 3000 pessoas se converteram. Ali foi fundada a base da Igreja de Jesus (At 2.41-47).
11. A partir de Jerusalém o Evangelho foi espalhado por todo o mundo (At 1.8).
12. Exclusivamente a cidade de Jerusalém é comparada a Jerusalém celestial (Gl 4.26; Hb 12.22; Ap 21.2).
13. Em Jerusalém aparecerão as duas testemunhas no tempo da Grande Tribulação e testemunharão durante 1260 dias. No fim desse tempo elas serão mortas pela besta, ressuscitarão depois de três dias e meio, e de Jerusalém subirão ao céu (Ap 11.3-13).
14. No fim do tempo do anticristo todas as nações da terra se ajuntarão para lutar contra Jerusalém (Zc 12.2; 14.2).
15. Jesus Cristo voltará sobre Jerusalém para salvar o Seu povo, e todo o remanescente de Israel se converterá ao Senhor (Zc 14.4ss).
16. A seguir, Jesus Cristo estabelecerá o Seu reino de paz em Jerusalém e será Rei sobre toda a terra (Is 2.2-4; Zc 14.9).
17. Então, sob o abençoado domínio de Jesus Cristo, Jerusalém será uma cidade donde correrão águas vivas (Zc 14.8).
18. Depois do Milênio, Satanás tentará mais uma vez conquistar e destruir Jerusalém, seduzindo os povos para lutarem contra Jerusalém. Fogo do céu consumirá essas nações, e o diabo será lançado no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 20.7-10).
Agora sabemos o valor dessa cidade no mundo espiritual.

JEBUSEUS, hb. Habitantes de Jebus: Os jebuseus eram uma das sete nações que habitavam Canaã, antes da conquista pelos israelitas, Gn 10.16; 15.21; Ex 3.8; Dt 7.1.

Jebus, hb. Lugar que é pisado: O nome de Jerusalém, quando ainda no poder dos jebuseus, Js 18.28. Uma cidade da herança de Benjamim, Jz 19.10.

Filístia: Um país a beira do mar Mediterrâneo, de 80km de comprimento e 25km de largura, que estendia de Jope até o sul de Gaza. Chamava-se também, a Terra dos filisteus, Gn 21.32,34; as regiões dos filisteus, Js 13.2, suas cidades principais eram: Gaza, Asdode, Ascalom, Gate e Ecrom.

Filisteus: O povo incircunciso, que migrara da Caftor, isto é, a ilha de Creta (Am 9.7), habitantes da Filístia. Eram descendentes de Cão, Gn 10.14. Adoravam dois deuses dos babilônicos: Dagom e Astarote, 1 Sm 5.2; 31.10. Dominavam as técnicas para construção de ferramentas metálicas (I Sm 13.19), oprimiram os israelitas por quarenta anos (Jz 13.1). Depois foram derrotados pelos israelitas durante o reinado de Saul (I Sm 14. 1-17), mataram Saul e Jônatas (I Sm 31), depois foram derrotados por Davi (I Cr 14. 10,11).

JUDÁ , a maior tribo de Israel, da qual veio Davi e o Senhor Jesus Cristo segundo a carne.
UNÇÃO DE DAVI: O rei Davi foi ungido três vezes:
1. quando chamado para ser rei (1 Sm 16);
2. Quando tornou-se rei de Judá (2 Sm 2);
3. Na ocasião em que todas as tribos foram a Hebrom e o consagraram rei sobre todo o Israel (2 Sm 5).
Concretizando portanto, o ministério MONÁRQUICO-TEOCRÁTICO, conforme vontade de Deus.

UNÇÃO RECONHECIDA: Notemos que a concretização do reinado de Davi foi gradativo, cada degrau a ser conquistado era posterior a uma batalha, porém, sem esmorecer Davi firma sua visão no alvo.
Concomitantemente a unção que estava sobre ele era reconhecida por todos ao seu redor (2 Sm 2.4; 3.8-10; 5.1-2), em resposta a este reconheimento Davi se portava como um homem aprovado por Deus.
Podemos aplicar isso em nossa vida cristã com muita propriedade, pois há também uma unção sobre nossa vida, isso é muito interessante, pois tal unção é visível, as pessoas que estão ao nosso lado nos falam... olha vc tem dom pra isso....., vc tem facilidade para desenvolver tal obra, e assim por diante. Meu querido irmão, nós não precisamos fazer propaganda daquilo que está sobre nós e nem tão pouco fazer aquilo que não nos compete fazer na obra de Deus.
A unção que está sobre a sua vida é especial, valorize-a, não a troque por nada do mundo, ela é um bem espiritual que não tem preço material - foi conquistada na cruz (Ef 1.3), assim como fez Davi, deixe a Glória de Deus se manifestar na sua vida naturalmente, seja você mesmo, não tente imitar fulano, ciclano ou beltrano, Deus vai te usar naquilo que você foi chamado. Abrace a causa, vale a pena.
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" 1 Co 15.58 .
CONCLUSAO
Nesta lição vimos que Davi foi um homem que muitos lideres gostariam de ser, contudo, não conseguem, pois lhes falta o Espirito de Deus. Por outro lado, nós os servos de Deus, podemos ser imitadores de Davi, mas Davi é uma sobra do nosso maior Mestre, Ele mesmo falou que nós faríamos obras maiores que as dEle, isso não é maravilhoso?, que apartir do estudo dessa lição possamos expandir as nossas possis espirituais, crescer na graça e no conheimento do Senhor, ser de fato empreendedores do Reino de Deus, sermos pessoas que buscam o conhecimento para propagação do Reino do Senhor Jesus.
"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" Fp 3.13.14.
Bibliografia
GONÇALVES, José; MOISÉS, César; BENTO, Esdras; COELHO, Alexandre. Davi, As vitorias e as derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2009.
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo: Vida, 29ª Ed. 2000.
Novo Testamento, King James, Edição de Estudo. São Caetano do Sul, SP: Abaa Press, 1ª Ed. 2007.
GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, CPAD.
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Vida, 2007.
MONEY, Netta Kemp. Geografia Histórica do Mundo Bíblico. São Paulo, SP: Vida, 15ª Ed. 2006.

por Alan Fabiano.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos a carreira de sucesso de um homem de Deus que fora chamado para executar uma obra de grande envergadura, este homem enfrenta e vence um terrível gigante. Posteriormente passa a conviver no palácio real, onde vive prudentemente e exaltando o nome do Senhor, sempre esperando o tempo (Kairos) de Deus, pois, tinha certeza absoluta qual era o seu papel no cenário da história no seu tempo (chronos).
Após muitas lutas e perseguições este homem é reconhecido como um excelente líder e conquista a confiança de vários homens de guerra resultando em um forte exército... Avançamos mais um pouco no cenário histórico de Israel, nos deparamos com a unificação do reino. Uma conquista cobiçada até em nossos dias por muitos governantes.

“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo suspira”Pv 29.2.

ETAPAS DA UNIFICAÇÃO DO REINO DE ISRAEL
O processo que culminou na unificação da monarquia no reinado de Davi percorreu um longo caminho. Somente com uma visão panorâmica dos fatos ocorridos desde o dia dos Juízes até a instauração da monarquia permite uma compreensão melhor. Para tanto dividiremos estudo em quatro partes:

1. A Monarquia Desejada.
Os israelitas sonhavam com um rei humano teocrático, um líder nacional, até porque havia uma profecia para tal acontecimento (Dt 17.14-19), contudo, este rei seria estabelecido por Deus (teocrático), segundo a sua própria vontade. Após a morte de Josué, Israel passou a ser governado por Juizes (Jz 2.16), ao todo foram 13 (treze) juízes que governaram sobre Israel, sendo Samuel o ultimo deles.
Esta forma de governo é também chamada de Teocracia, pois era o próprio Deus quem orientava esses juízes para livrar Israel das mãos dos inimigos, resolver os problemas de urgência das tribos entre outros, e Deus era com o Juiz (Jz 2.18), assim, o juiz agia por discernimento espiritual. A situação nacional de Israel no período dos juizes (+/- 300 anos) não era das melhores, pois viviam em um ciclo vicioso (RUÍNA => ARREPENDIMENTO => RESTAURAÇÃO => TREGUA), acarretando com isso opressão externa por parte das nações vizinhas e divisões internas, pois os juizes eram lideres locais e havia rivalidade entre as tribos, sendo necessário uma liderança nacional.
2. A Monarquia Instaurada.
Israel vivia em um estado anarquia, isto é, a falta de um governo que pudesse manter a estrutura social e política, mas, a razão da crise não era a falta de rei e sim a desobediência à Lei de Deus, podemos ver a raiz de tal crise na história de Israel em quatro aspectos:
1. Negligencia à Palavra de Deus - “E a palavra do Senhor era de muita avalia” (I Sm 3.1). A palavra do Senhor aqui é a palavra de aliança. A crise espiritual havia se agravado porque o povo negligenciara a orientação da palavra de Deus, esse afastamento da palavra de aliança facilitou a absorção de praticas pecaminosas como vimos acontecendo até mesmo na casa do sacerdote Eli. A negligencia e o afastamento da Palavra de Deus sempre são as vias mais curtas para a confusão espiritual.

2. Ausência dos carismas do Espírito – “ Não havia visão manifesta” (I Sm 3.1). Esse estado anárquico acabou por privar a nação da influencia mais direta do Espírito do Senhor, podemos ver que no período dos juizes não vemos tantas manifestações sobrenaturais como nos tempos dos patriarcas e no tempo de Josué. Apesar de Eli ser sacerdote e ter julgado Israel por quarenta anos (I Sm 4.18), não sabemos quase nada sobre ações do Espírito durante o seu ministério.
3. Incapacidade de ouvir a voz de Deus - “ O Senhor chamou a Samuel” (I Sm 3.4). Um fato interessante é que Deus fala diretamente com Samuel, pois Eli não estava preparado espiritualmente para ouvir a voz de Deus. Deus então fala com Samuel e traz uma palavra de juízo contra Eli, estamos falando de um líder espiritual (I Sm 3.12-14). Portanto o estado espiritual de um povo não pode ser bom se o seu líder não está em comunhão com Deus.

4. Falta de discernimento espiritual – Nos dias de Eli a Palavra (falada) do Senhor era muito rara, notemos que Eli só entende que é Deus quem fala com Samuel na terceira vez que este escuta a voz (I Sm 3.8). Isso mostra que Eli em que pese ser um sacerdote havia perdido a intimidade com Deus, isso refletia na sua casa e sobre o povo de Israel, Eli era juiz e sacerdote.
[O Livro de Samuel tem o objetivo básico de oferecer um relato histórico da transiçãode forma de governo de Israel, ou seja, de anarquia para monarquia teocrática (um rei indicado por Deus) sob Saul e Davi].
Quando Samuel assumiu o lugar de Eli a idolatria e a imoralidade eram predominantes (I Sm 7.3), podemos dizer que Israel vivia em um estado religioso superficial e de práticas imorais. Foi nesse contexto que surgiu o regime monárquico efetivamente, com o objetivo de unir o povo e estabelecer a ordem moral e espiritual, pois, o rei seria indicado por Deus para conduzir o povo conforme a sua vontade (I Sm12. 14).
“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te disseram, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles”. (I Sm 8.7). Então surge Saul, o primeiro rei sobre Israel.
3. A Monarquia Fragmentada.
Daí em diante o povo passa a ter um rei humano teocrático conforme desejavam – surge então Saul, oriundo da tribo (Gibeá de Benjamim), com a grande responsabilidade de transformar uma confederação tribal em uma monarquia unida (I Sm 8.11-17). Saul é ungido rei (I Sm 10.1) e escolhido para reinar sobre Israel (I Sm 10.21), o Espírito de Deus se apossa de dele (I Sm 11.6), momento em que vence os amonitas (I Sm 11.11), logo em seguida é proclamado rei sobre Israel (I Sm 11.15) mesmo havendo duvidas por alguns (I Sm 10.27).

O início do reinado de Saul contava com a presença de Deus em sua vida e o sonho de rei guerreiro e destemido estava se concretizando para o povo de Israel, e aqueles que duvidavam do seu reinado estavam sujeitos a morte (I Sm 11.12) até então, tudo corria bem e o seu reinado tinha tudo para dar certo, até que Saul começou a fazer o que não lhe era permitido e desviar-se da presença de Deus e passaram então a se manifestar os fracassos de Saul os quais eram o reflexo da sua espiritualidade, vejamos alguns:

1. Ao deparar com invasores usurpa a função de sacerdote e oferece sacrifício;

2. Sedento por vitória, tornou-se egoísta nas exigências às tropas;

3. Depois de uma vitória parcial sobre os amelequitas, não os destruiu por completo conforme a ordem de Deus;

4. Quando Davi foi bem sucedido onde ele falhara, teve ciúmes;

5. Quando castigado por Deus em virtude de seus erros, tornou-se amargo, em vez de humilde.

Assim, quando Saul fracassou, os sonhos dos idealizadores da monarquia também caíram por terra, o trágico fim de Saul ao suicidar-se, demonstra a futilidade da mera aparência na execução da obra de Deus.
4. A Monarquia Unificada.
Diante de tal contexto, só um homem com os princípios de Deus gravados em seu coração seria capaz de restaurar a ordem e a paz social, Davi foi um extraordinário homem que viveu em seu tempo (chronos) o Tempo (Kaioros) de Deus.
Davi era exatamente oposto a Saul, vejamos:
1. Tinha um profundo amor por Deus e dedicou-se à sua obra;
2. Tinha confiança em suas convicções e não se atemorizava com a descrença e o negativismo ao seu redor;
3. Assumiu o trono real como um servo de seu povo, e não como senhor (como Saul havia feito);
4. Em seu longo período de provação, aprendeu a esperar no Senhor e a deixar por sua conta quaisquer vinganças pessoais;
5. Aprendeu a delegar responsabilidades e a dar créditos àqueles que bem serviam;
6. Apesar de não ser perfeito em muitas coisas, mostrou uma capacidade notável de assumir a própria culpa e reagir positivamente à correção do Senhor. Enquanto a correção amargou Saul e o levou à violência egoísta, em Davi produziu brandura e bondade de coração. Estas são as qualidades entre outras do caráter de Davi, para se ter sucesso em tudo que fazermos é necessário termos comunhão com Deus.
Veremos agora a trajetória de Davi nesta árdua tarefa de unificação do reino.
Para entender como foi esta unificação do reino é necessário identificarmos os personagens mencionados no texto Sagrado:
Isboset – Filho de Saul, foi proclamado rei de Israel em Maanaim (II Sm 2.8), sobre as tribos do norte de Israel, reinou por dois anos (I Sm 2.10), ao saber que Abner era morto temeu foi morto por dois de seus próprios capitães (II Samuel 4:5).
Abner – Filho de Ner, era capitão do exercito de Saul, faz aliança com Davi (II Samuel 3:6), é morto por Joabe.
Joabe – Genaral do exercito de Davi, mata a Abner por vingança, pois Abner havia matado seus irmãos.
A unificação do reino teve inicio quando houve uma briga entre Isboset e Abner por causa de uma mulher (Rispa), desde então Abner resolve fazer aliança com Davi, Isboset por sua vez tinha medo de Abner, com a morte de Isboset (I Sm 4.7), Davi é aclamado rei sobre todo Israel (II Sm 5. 1-5).
Antes da unificação do reino Davi reinou sete anos e meio sobre Judá, enquanto que Isboset filho de Saul havia sido proclamado rei sobre as tribos do norte de Israel, porem reinou apenas dois anos. Se Saul foi um rei escolhido pelo o povo, Isboset foi um rei colocado.... meio que por força, mas na verdade não tinha capacidade de exercer tão cargo e muito menos fora pronunciado que ele seria o sucessor de Saul, seu pai.
A duração do reino unido de Israel foi de 120 anos, divido da seguinte forma:
40 anos reinou Saul;
40 anos Davi;
40 anos Salomão.
Conclusao
Aprendemos muito com este acontecimentos pois aprendemos a esperar a vontade de Deus, aprendemos mais um pouco com sineridade de Davi, aprendemos ainda que não adianta querer execultar uma obra aqual não somo chamados por Deus para fazer.
Por Alan Fabiano.
Ouça esta melodia, tem haver com a lição.