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sábado, 31 de outubro de 2009

DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS


INTRODUÇÃO
Nesta lição aprenderemos algo magnífico através da pessoa de Davi. Nos últimos dias temos visto uma “tempestade” de publicações sobre liderança, na verdade, queremos sim ser lideres, formadores de opiniões, fazer a diferença no nosso contexto social, ser lembrado como alguém que quebrou paradigmas ou que instituiu algo que contribua para o bem comum. Mas, como conseguir esses objetivos?. Davi é um servo de Deus e uma excelente pessoa, de quem podemos absorver algumas atitudes indispensáveis à liderança exercida por um servo de Deus, ao final desta lição teremos a convicção de que o governo é um Dom de Deus.


1. DEFININDO LIDERANÇA
Liderar é influenciar. Quem lidera influencia pessoas à sua volta. A capacidade de envolver pessoas em projetos, trabalhos e fazer com que elas cheguem ao fim desejado é uma forma adequada de influenciar. Liderar e influenciar não são o mesmo que gerenciar, pois liderança e gerenciamento têm sido considerados como atitudes distintas em suas definições. Um gerente pode com facilidade organizar os trabalhos e dividi-los entre o grupo, mas isso não significa que ele esteja influenciando pessoas. Gerenciar está ligado ao cumprimento de objetivos e ao controle de processos administrativos.
Quem gerencia planeja e executa, mas que dá as direções, orienta e inspira as pessoas é o líder. Portanto o líder está mais voltado a convergir pessoas em torno de relacionamentos e compromissos.


1.1 PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS
Caro leitor, é com muita alegria que discorrerei sobre os princípios fundamentais para uma liderança eficiente e sobre os princípios fundamentais de uma boa administração, veremos que tais princípios já eram praticados por Davi, esse homem de Deus era eficiente por que tinha o Espírito de Deus em sua vida (I Sm 16.13) e porque tinha as qualidades necessárias para uma liderança eficiente.


1. 2 - PRINCIPIOS DE UMA LIDERANÇA EFICIENTE – Secular.
Os pilares de sustentação de uma liderança eficaz são atitudes básicas que o líder deve adotar, para que possa começar a gerar ótimos resultados para o trabalho que desenvolve. Veja esses princípios por uma ótica bíblica. Vejamos:


1. Conquiste o respeito da equipe – lembre-se: primeiro você respeita as pessoas, depois será respeitado;


Davi tinha 400 homens, logo era 600 (1 Sm 22.2; 25.13).

2. Preocupe-se com os colaboradores – demonstre seu carinho e preocupação por suas virtudes e defeitos. Cabe aqui salientar que estamos tratando de pessoas, que em algum momento cometerá erros. Trate essas falhas como uma fonte de aprendizado;


Davi demonstra carinho e admiração por três dos seus valentes, os quais arriscaram suas vidas para lhe trazerem água, mesmo com muita cede ele não bebe a água (2 Sm 23.17).

3. Aja com sinceridade – ninguém espera um líder super-herói, mas que seja sincero e honesto em sua postura e atitudes. Você é o espelho da sua equipe;

Quando Davi pecou não tentou esconder o seu pecado e nem a sua hediondez, nem ainda atribuí-los a causas inevitáveis da sua situação (Sl 51).

4. Lidere pela influência – você conquistou a sua posição através de muito trabalho, dedicação e suor. Se conseguir influenciar seus colaboradores a ter a mesma postura, com certeza fará uma liderança eficaz;


Davi influenciou pessoas no seu contexto, no seu tempo (1Sm 18.5,7), e até hoje aproximadamente 3033 anos depois - “DAVI – As vitórias e as derrotas de um homem de Deus”. – 2009.


5. Seja humilde – essa é uma das grandes características do líder eficaz. Humildade faz com que as pessoas abracem e briguem por suas idéias. Sendo humilde, você também pode reconhecer que está sujeito a erros e reconhecê-los trará mais credibilidade junto à equipe.


Esta é uma virtude que muitos almejam, outros, não fazem questão de tê-la, porém, é indispensável para uma liderança de sucesso.


Davi a possuía, (1Cr 19.2).


6. Reconheça os acertos de sua equipe – o melhor momento para brindar o sucesso é na hora que ele acontece.
Quando um colaborador acerta ou conclui uma tarefa que fará toda a diferença, não tenha medo de reconhecê-lo perante os outros colaboradores. Essa é uma atitude em que o colaborador se sentirá importante para a equipe e que seu trabalho faz a diferença;


Um líder precisa motivar seus liderados, Davi o fazia (1 Cr 11.6).


7. Crie um clima de festividade e harmonia em sua equipe – não deixe que a tensão causada pelas preocupações tome conta do dia-a-dia do seu setor. Ninguém gosta de trabalhar em um campo de concentração;


Davi proporcionava esse clima agradável – (2 Sm 6. 14-19).


8. Seja transparente – Não deixe que fofocas rondem o seu setor. Sendo transparente, os colaboradores irão lhe procurar para tirar dúvidas e obter informações.
Assim você não deixará espaço para a rádio-peão, que pode acabar com a liderança eficaz e seus resultados.
O colaborador tem que se preocupar com o que realmente interessa, ue é fazer o seu trabalho com a máxima eficiência e não ficar preocupado com fofocas e intrigas que não leva a equipe a lugar nenhum;

Davi é transparente na frente de todos, o maior exemplo de sua transparência, é reconhecer a unção de Deus sobre a vida de Saul, (1 Sm 24.1-6; 2 Sm 1.14)


9. Sirva à sua equipe – Nos últimos tempos temos observado que a pirâmide da liderança vem sofrendo mudanças, ainda que tais mudanças sejam aos poucos, pois sempre foi ensinado que o líder deveria ocupar o pico da pirâmide, porém vem sendo discutido uma pirâmide invertida – onde o líder assume o lugar da base, ou seja o líder eficiente não é aquele delega funções; mas, é aquele que serve.
Nós temos o maior exemplo nesse tipo de liderança, o nosso Senhor Jesus Cristo deixou-nos o exemplo.

“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” Mt 20.28.


Na equipe podemos servir de diversas formas: ensinando, treinando, lutando para melhorar as condições de nossos colaboradores, reconhecendo-os e corrigindo-os através de feedbacks, desafiando-os etc.


Davi também era um líder que servia aos seus liderados, lutava junto com eles (1 Sm 25.13; 2 Sm 6. 18,19).

2. CARACTERÍSTICAS DE DAVI QUE O DESTACA COMO LIDER
Antes de discorrermos sobre as características de liderança eficaz na vida de Davi, é necessário destacarmos que esse homem foi levantado por Deus para liderar o seu povo, contudo, suas qualidades já existiam na sua vida, mesmo antes de ser nomeado rei sobre Israel.

a) O líder deve ser temente a Deus
A Palavra de Deus nos fala que o temor do Senhor é o principio da sabedoria – Pv 9.10.

“E SUCEDEU que, voltando Saul de perseguir os filisteus, lhe anunciaram, dizendo: Eis que David está no deserto de Engedi. Então tomou Saul três mil homens, escolhidos de entre todo o Israel, e foi à busca de David e dos seus homens, até aos cumes das penhas das cabras montesas. E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés: e David e os seus homens estavam aos lados da caverna. Então os homens de David lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o Senhor te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem aos teus olhos. E levantou-se David, e mansamente cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, o coração doeu a David, por ter cortado a orla do manto de Saul. E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor”. I Sm 24. 1-6.

Está aí uma passagem que nos mostra o temor que Davi tinha ao Senhor, as ficamos a nos perguntar: Por que Davi não resolveu aquela situação no “mano –a –mano” com Saul? Mas, a resposta aparece de imediato. Saul, apesar de está destituído do cargo, não deixou de ser um ungido de Deus, ou seja, quando Davi olhava para Saul, via um homem que teve um relacionamento com Deus, e não simplesmente como uma pessoa que havia perdido o reinado, Davi sabia que Deus estava tratando com Saul em particular.

Este temor ao Senhor que Davi tinha é claramente mostrado e ensinado por ele, conforme ele mesmo escreveu em (Sl 34. 9,11).

Para visualizarmos melhor esta questão do temor ao Senhor, devemos olhar para a história de Saul e compará-la com a de Davi, notemos que os dois começaram debaixo da benção de Deus, mas, Saul perdeu o temor ao Senhor em pouco tempo. Deus era para Saul uma pessoa secundaria para o seu reinado, isso acarretou seu fracasso. Todavia, Davi manteve seu temor no Senhor, quando perseguido fugitivo e em aperto, manteve sua confiança em Deus e teve temor dEle,. Mesmo quando foi repreendido por Deus quando pecou, arrependeu-se e encontrou o caminho de volta para a presença de Deus. Isso nos mostra que o temor ao Senhor deve acompanhar nossa carreira em todo tempo, e não somente no inicio da nossa chamada.

b) O líder deve ser prudente
“E temia Saul a David, porque o Senhor era com ele e se tinha retirado de Saul. Pelo que Saul o desviou de si, e o pôs por chefe de mil: e saía e entrava diante do povo. E David se conduzia com prudência em todos os seus caminhos, e o Senhor era com ele. Vendo, então, Saul que tão prudentemente se conduzia, tinha receio dele. Porém, todo o Israel e Judá amava a David, porquanto saía e entrava diante deles”. I Sm 18. 12-16.

Entre as virtudes de um líder de sucesso encontramos a prudência, após Saul vislumbrar que Davi seria uma ameaça para o seu reinado, planejou várias formas para denegrir sua reputação, mas Davi tinha uma virtude em sua vida que era abstrata, mas os seus resultados eram concretos – PRUDÊNCIA, e isso incomoda os adversários.
O que mais irritava Saul nessa peleja é que ele não conseguia êxito sobre a vida de Davi, ora, Davi não fazia nada por conta própria, sempre consultava Deus para tomar decisões, conduzir seu exército, buscava auxílio espiritual quando precisava, buscava orientações de Samuel e etc. Isso era uma das razões do sucesso de sua liderança. Hoje não é diferente, para um líder ter sucesso, deve agir com cautela para tomar decisões, principalmente com as que são para toda vida.


c) O líder deve saber ouvir
“Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”. Tg 1.19.

“Vendo, pois, Abigail a David, apressou-se, e desceu do jumento, e prostrou-se sobre o seu rosto diante de David, e se inclinou à terra. E lançou-se aos seus pés, e disse: Ah, senhor meu, minha seja a transgressão; deixa, pois, falar a tua serva aos teus ouvidos, e ouve as palavras da tua serva. Meu senhor, agora não faça este homem de Belial, a saber, Nabal, impressão no teu coração, porque tal é ele qual é o seu nome. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele, e eu, tua serva, não vi os mancebos do meu senhor, que enviaste. Agora, pois, meu senhor, vive o Senhor, e vive a tua alma, que o Senhor te impediu de vires com sangue, e de que a tua mão te salvasse; e, agora, tais quais Nabal sejam os teus inimigos e os que procuram mal contra o meu senhor”. I Sm 25. 23-23.

Saber ouvir é uma arte que o líder deve desenvolver, o líder que sabe ouvir, raramente toma decisões erradas e/ou precipitadas. Ouvir é muito difícil. É uma habilidade que poucas pessoas dominam, mas é igualmente importante para a liderança.
Para se ter uma liderança eficiente em todos os aspectos, é necessário que o grupo esteja em conformidade com as decisões tomadas, mas o líder não conseguirá esta meta se ele não estabelecer uma boa comunicação. Mas, como é formada uma comunicação? É formada basicamente por três elementos:
1. Emissor;
2. Mensagem e;
3. receptor.
Quando o líder se preocupa com o aspecto e a importância da comunicação, o seu grupo tende a ser coeso e próspero (Mt 112.25). A nossa prontidão maior deve ser pra ouvir, na hora de falar devemos meditar muito (tardio), portanto o líder deve valorizar a audição conforme nos ensina a Palavra de Deus.

Vejamos a resposta de Davi para Abigail:
“Então David disse a Abigail: Bendito o Senhor, Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro. E bendito o teu conselho, e bendita tu, que hoje me estorvaste de vir com sangue, e de que a minha mão me salvasse. Porque, na verdade, vive o Senhor, Deus de Israel, que me impediu de que te fizesse mal, que se tu não te apressaras e me não vieras ao encontro, não ficaria a Nabal, até à luz da manhã, nem mesmo um menino. Então David tomou da sua mão o que tinha trazido, e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; vês aqui que tenho dado ouvidos à tua voz, e tenho aceitado a tua face” I Sm 25. 32-35.

a) O líder deve esperar o tempo de Deus
O tempo de Deus é diferente do tempo do homem, o tempo do homem é chronos, ou seja, algo determinado cronologicamente, definido, passado, presente e futuro. O tempo de Deus é Kairos, é um tempo indefinido, indeterminado, não se limita ao tempo do homem, mil anos pode ser como um dia e um dia pode ser como mil anos (2 Pe 3.8).

“E SUCEDEU que, voltando Saul de perseguir os filisteus, lhe anunciaram, dizendo: Eis que David está no deserto de Engedi. Então tomou Saul três mil homens, escolhidos de entre todo o Israel, e foi à busca de David e dos seus homens, até aos cumes das penhas das cabras montesas. E chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou nela Saul, a cobrir seus pés: e David e os seus homens estavam aos lados da caverna. Então os homens de David lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o Senhor te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem aos teus olhos. E levantou-se David, e mansamente cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, o coração doeu a David, por ter cortado a orla do manto de Saul. E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor”. I Sm 24. 1-6.


Quando falamos do fator tempo na vida de Davi, fica claro que ele esperava o tempo de Deus (Kairos) no seu tempo (chronos), essa é uma grande virtude de um líder, Davi nos deu grandes exemplos nesse aspecto. Quando foi ungido para ser rei, esperou o tempo de Deus se cumprir em sua vida, quando se movimentava com seu exército perguntava pra Deus se estava na hora de sair ou de permanecer onde estava (I Sm 23.12), sabia que Saul iria deixar o reinado para ceder o lugar pra ele, porém, esperou o agir de Deus, esperou o Tempo de Deus.
Um líder dependente de Deus toma decisões no Tempo de Deus.

b) O líder controla os seus liderados
“Sucedeu, porém, que, depois, o coração doeu a David, por ter cortado a orla do manto de Saul. E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor”. I Sm 24. 5-7.

Manter sob controle um grupo de pessoas de bem não é muito complicado. Alem das leis sociais contamos com a boa educação e o bom censo das pessoas, no caso de Davi tinha vários agravantes – a situação social do povo que se uniu a ele não era das melhores, conforme está escrito no texto Sagrado “E ajuntou-se a ele todo o homem que se achava em aperto, e todo o homem endividado, e todo o homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles: e eram com ele uns quatrocentos homens”. I Sm 22.2.

Davi liderava pessoas que viviam em crise social, homens que haviam fugido de suas terras por contraírem dívidas as quais não podiam quitá-las, dá pra ter uma pequena noção o quanto Davi era de fato um líder eficiente.
Percebemos que Davi recebeu esses homens os controlou em momento difícil, os capacitou e os influenciou, e conquistou a confiança deles. O líder deve saber exercer o controle sobre aqueles que estão sobre o seu comando, ou não será verdadeiramente um líder.


c) O líder motiva os seus liderados
“E partiu o rei com os seus homens a Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que falaram a David, dizendo: Não entrarás aqui, a menos que lances fora os cegos e os coxos; querendo dizer: Não entrará David aqui. Porém David tomou a fortaleza de Sião: esta é a cidade de David. Porque David disse naquele dia: Qualquer que ferir aos jebuseus, e chegar ao canal, e aos coxos e aos cegos, que a alma de David aborrece, será cabeça e capitão. Por isso, se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa. Assim habitou David na fortaleza, e lhe chamou a cidade de David: e David foi edificando em redor, desde Milo até dentro”. 2 Sm 5. 6-9.

“Porque disse David: Qualquer que primeiro ferir os jebuseus será chefe e maioral. Então Joab, filho de Zeruia, subiu primeiro a ela; pelo que foi feito chefe”. I Cr 11.6.


Uma das características mais importantes de um líder é a sua capacidade de motivar as pessoas. A capacidade de motivação está para a liderança assim como os pneus estão para um carro. Um carro não conduz ninguém se não estiver com os pneus, ele pode ser “completo” possuir todos acessórios internos, ar condicionado, direção hidráulica e etc.. se não tiver pneu não será útil.

O líder que não sabe motivar pessoas, jamais conseguirá conduzi-las a algum lugar; causará divisão. Infelizmente é isso que temos visto no meio evangélico, pessoas desmotivadas para fazerem a obra de Deus, lideres despreparados e muita divisão. O líder não pode esquecer que a motivação é apenas um lado da moeda, o outro é o cumprimento da promessa feio em virtude de um esforço desprendido por parte dos liderados, de nada adianta motivar as pessoas apenas com palavras, Davi trouxe a existência um sonho e uma carreira para aqueles homens, hoje não é diferente os seus liderados querem ascender na carreira, no ministério e você é a pessoa competente para isto acontecer.

Foi por esses motivos que Davi sagrou-se um excelente líder em sua época. Que possamos trazer para obra de Deus essas qualidades para que a obra de Deus não sofra por nossa causa.


2.1 OS 14 PRINCIPIOS DA ADMINISTRAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES, APLICADAS AOS LIDERES CRISTÃOS.
Henry Fayol, considerado o “pai” da Escola Clássica da Administração, tornou-se famoso pelo desenvolvimento da tese dos 14 princípios da administração das organizações, com o objetivo de guiar o líder na solução de problemas reais e em gerenciamento de crise no seu ambiente de trabalho.


Tais princípios podem ser adaptados aos serviços eclesiásticos, proporcionando à liderança as ferramentas necessárias para o exercício do papel que representam diante da comunidade cristã. Não vou discorrer sobre cada um, mas deixarei um versículo onde se refere a tal assunto.

1. Divisão do trabalho – I Co 12.28;
A divisão do trabalho leva à especialização, onde o trabalho é separado em tarefas básicas e dividido entre diversas pessoas.

2. Autoridade – Ex 18.21,22;
Autoridade é o poder de dar ordens e poder de esperar obediência.


3. Disciplina – Ex 18.20;
Depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito às regras estabelecidas.


4. Unidade de comando – Ex 18.19b;
A unidade de comando evita os conflitos e promove maior clareza de comunicação.


5. Unidade de direção – Ex 18.18b;
A organização como um todo deve ter uma meta em comum e procurar realizar essa meta em todas as suas atividades.


6. Subordinação do individuo – Ex 18.23b;
Os interesses gerais da organização devem sobrepor-se aos interesses paticulares.


7. Remuneração – I Tm 5.18;
Cada cooperador deve receber compensação de acordo com normas gerais aplicáveis a todos, segundo as variáveis particulares a cada organização.


8. Centralização – Ex 18.15;
Refere-se a centralização da autoridade no topo da hierarquia da organização.

9. Hierarquia – Ex 18.22a;
A autoridade e a responsabilidade são delegadas de cima para baixo e se tornam menores à medida que descem a cadeia de comando.

10.Ordem – I Co 14.40;
A disposição ordenada dos recursos organizacionais asseguram a otimização da eficiência. Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.


11.Equidade – Ex 18. 22b;
Todos que se envolvem nas atividades na igreja devem sentir que são tratados com justiça.

12.Estabilidade de pessoal – Ex 18.26a;
O obreiro qualificado e bem treinado é um recurso importante para o sucesso da igreja.


13.Iniciativa – Ex 18.26b;
A capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso.


14.Espírito de Equipe – Jo 17.23a;
A harmonia e união entre pessoas são grandes forças para a organização.


CONCLUSÃO
Esta lição abriu os nossos olhos para a questão da liderança na obra de Deus, tenho certeza que você foi ricamente abençoado, assim como eu fui, vimos que Davi não foi apenas um servo de Deus, um adorador, um guerreiro, vimos que ele foi um excelente líder, que agia com justiça para com os seus liderados e fazia a vontade de Deus durante o seu grande ministério governamental.


Bibliografia:
GONÇALVES, José; MOISÉS, César; BENTO, Esdras; COELHO, Alexandre. Davi, As vitorias e as derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2009.
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.
DAMIÃO, Valdemir. A Igreja no Século XXI. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2005.
Por Alan Fabiano.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA

INTRODUÇÃO
Nos deparamos aqui com uma posição comportamental de Davi diante de uma magnífica promessa, mas, ao mesmo tempo diante de grandes adversidades, perseguições e de uma grande possibilidade de tomar decisões por conta própria. Nesta lição aprenderemos que o tempo de Deus não é o nosso tempo, enquanto o nosso tempo “chronos” pode ser medido cronologicamente e seqüencial, o tempo de Deus “Kairos” refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo aconteça, este é o “tempo de Deus”.
É maravilhoso quando aprendemos viver no tempo de Deus, e não no nosso, é maravilhoso quando vivemos na inteira dependência de Deus.

I. DAVI ESPERA O TEMPO DE DEUS EM MEIO ÀS AMEAÇAS
Apesar das constantes perseguições, por Saul, Davi não perdeu o controle, mantendo-se firme na promessa que recebera de Deus, além de passar por perseguições ele teve a possibilidade de se rebelar contra Saul e assumir o reinado, em outro momento teve a possibilidade de ser o sogro de Saul, contudo, não o fez, pois estava esperando a promessa se cumprir conforme a vontade de Deus, mas, afinal, que tempo de Deus é esse?.

A noção de tempo na antiguidade judaica do ponto de vista teológico é muito importante, sobretudo no que diz respeito a algumas profecias (Jr 31.1; 33.15; 46.21; 50.4,27, 31, etc.). É o que se conhece como o “tempo de Deus”, ou seja, o momento em que o Eterno realizará o cumprimento de determinada promessa. Em sentido pleno, todo tempo pertence a Deus, pois Ele não apenas o precede (Is 43.13; Dn 7.9), transcende (Sl 90.4), mas também o criou (Gn 1) e domina (Sl 74.16), entretanto, quando se fala em “tempo de Deus” se refere ao momento da intervenção direta em ocasiões especificas, as quais demonstram de maneira explicita sua soberania.

O judeu sabia, pelas lições da prática histórica, que o Eterno no momento dEle, entraria com providencia e agiria mudando a configuração de qualquer quadro (tanto no sentido positivo quanto negativo, humanamente falando).

Um exemplo prático do tempo de Deus e o tempo dos homens, é o caso da constituição monárquica de Israel, note que após a morte de Josué Deus instituiu juízes para legislar e liderar o povo de Israel (Jz 2.7-23), essa forma de governo deveria permanecer até se cumprir o tempo de Deus “Kairós”, para então se cumprir a promessa que já existia, ou seja, que um rei segundo a vontade de Deus havia de ser levantado para liderar Israel (Dt 17.15; At 13.20,21), mas no tempo de Deus.

Porem o povo de Israel solicita um rei, e escolhem um rei conforme a aparência física e tempo “chronos” humanos, não esperando a vontade e o "tempo de Deus", então, o reinado de Saul que fora estabelecido no tempo e vontade dos homens não prospera, chega então o tempo de Deus e Davi é levantado para manifestar a vontade de Deus para o seu povo, no tempo de Deus, portanto Davi encontrave-se no tempo e va direção do Todo-Poderoso. Aleluia!
II. OS LOCAIS DE REFUGIO DE DAVI DURANTE A ESPERA DO TEMPO DE DEUS

Seguindo o raciocínio do tempo de Deus e o tempo dos homens, entendemos facilmente o por que da fuga de Davi, vimos que nesse momento Davi enfrenta várias situações conflitantes, as quais podemos destacar partindo da narrativa bíblica.

Primeiro, ele estava esperando o tempo de Deus, até ai tudo bem, mas o problema se deflagra quando durante esta espera começam acontecer as perseguições e ameaças;

Segundo, ele sabia que uma ação repressiva contra Saul poderia ser mal interpretada pelo povo, ainda que ele tivesse razão;

Terceiro, com a certeza absoluta que havia sido ungido para reinar sobre Israel, não poderia jamais agir pelos seus instintos guerreiro, pelo contrário, agiu como um ungido de Deus, ou seja, renunciou o seu bem-está, sofrendo perseguições, para não sair dos propósitos de Deus. O interessante é que Davi não tinha nada haver com o fracasso de Saul. Logo, estava sofrendo perseguição injustamente;

Quarto, ele sabia que Saul fora ungido por Deus e que a mesma autoridade espiritual que o ungiu para reinar em Israel foi a mesma que ungiu a Saul, isso aumentou mais ainda sua luta interior, pois como ungido de Deus, tinha seus valores espirituais e a Lei de Deus bem arraigados em sua vida, por tanto não poderia ir contra tais principios, ou seja Davi tinha personalidade espiritual.
Reflexão: Será que estamos com nossa personalidade cristã definida ou será que ela é volúvel ou se conforma com o mundo de vez em quando?

Em dado momento se refugia na casa do seu líder espiritual, num momento de pressão psicológica e espiritual – podemos fazer uma analogia – de um lado a perseguição humana, física, visível e com o intento de dar cabo a sua vida causando-lhe insegurança e ameaçando sua integridade física podendo causar naturalmente dúvidas, quem sabe até se perguntando.... será Deus está nesse negócio?. Por outro lado, no plano espiritual os demônios que estavam atuando na vida de Saul, trabalhavam contra o plano de Deus que seria realizado na vida de Davi, ou seja, Davi estava envolvido em uma batalha visível e invisível ao mesmo tempo.

Podemos afirmar que Davi estava passando por um momento de crise não podemos definir em qual área de sua vida, o certo é que ele procurou ajuda e orientação espiritual, o interessante e a grande lição que tiramos é que Davi procurou as pessoas certas no momento certo, ele se refugiou na casa de Samuel e do sacerdote Aimeleque, ou seja, pessoas que poderiam orientá-lo, e ajudá-lo a cumprir os desíguinios de Deus para o seu povo, naquela época.

Hoje não é diferente as vezes saímos do planos de Deus por não buscarmos orientação espiritual adequada em momentos de grandes conflitos pessoais. Com um sentimento de "super homem", acham que não precisam de orientação e de oração, muitos tem perdido a visão espiritual que outrora receberam.
Mas, enquanto a vida há esperança, faça a diferença no seu tempo "chronos" quem sabe já é o tempo de Deus "Kairos", tome posse da benção de Deus para sua vida, faça a difernça no seu contexto social.
Conclusão
Podemos dizer que Davi foi um homem que viveu no seu tempo o tempo de Deus, experimentou os pensamentos de Deus que são maiores que os nossos, observamos que Davi esperou a vontade de Deus se cumprir em sua vida, não se precipitou ou tentou "ajudar" Deus.
Podemos aplicar em nossa vida o comportamento de Davi como servo de Deus e uma pessoa dependente inteiramente de Deus e vazia de seus conceitos e posições diante de determinadas situações.
Que nós sejamos mais dependente de Deus e mais vazios de conceitos humanos, os quais nos levam a precipitações que trazem consequências indesejaveis.
Deus te abençoes ricamente em toda sua maneira de viver e que você viva no seu tempo o Tempo de Deus.
Por: Prof. Alan Fabiano.
Bibliografia:
GONÇALVES, José; MOISÉS, César; BENTO, Esdras; COELHO, Alexandre. Davi, As vitorias e as derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2009.
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Shedd. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida Nova, 2ª Ed. 1997.

sábado, 17 de outubro de 2009

DAVI NA CORTE REAL - VIVENDO COM SABEDORIA

Introdução:
Nesta lição cresceremos mais um pouco em nossa vida espiritual, pois aprenderemos sobre as qualidades de um homem aprovado e escolhido por Deus. No tempo em que Davi fora escolhido era comum que os Jovens escolhidos morassem no Palácio, vemos isso em Dn 1:3-4 Ester 2: 7,12 esse tempo no palácio servia para estudar os costumes reais, educação, leis etc… Neste quesito Ester, Sadraque, Mesaque, Abdenego e Daniel foram ótimos alunos, com Davi não foi diferente, foi aluno exemplar, a ponto de conquistar a confiança de todos no palácio Real deste o Grande até o mais humilde serviçal ISm 18:5.
I – As Qualidades e virtudes de Davi

1. Um homem talentoso.
I Rs 2:1-3
– Nesta passagem bíblica, observamos a fonte de sua Sabedoria e do seu Talento. Hoje Não estamos mais pedindo sabedoria a Deus para nos conduzir, dar entendimento para abrirmos a boca na hora certa. No início vemos em I Sm 16.18b as qualidades de Davi na sua juventude, Chamo a atenção dos irmãos que quem deu testemunho de Davi foi outra pessoa.

Vejamos os seus talentos:

Sabe tocar
– Tocar é diferente de Saber tocar, o saber é mais profundo pois além do tocar este som era acompanhado pela unção (I Sm 16: 23) pois o louvor era para o Deus altíssimo.

É animoso – Além de ser animado, animava os outros;

Homem de guerra – Davi sempre estava pronto para toda a obra, qualquer batalha, o homem cheio do Espírito é valente e enfrenta qualquer batalha, (obs. Valente não é ausência de medo, mas é enfrentar as adversidade confiando no Senhor).

Sisudo de palavras - muitos não sabem nem o que é sisudo, associa com trancado, bravo, porém é o contrário, vejamos o que diz o dicionário.
Sisudo - Que tem siso, que tem juízo, sensato, sério, prudente. Que qualidades maravilhosas para um homem de guerra.
Logo, podemos deduzir que Davi era um homem de uma só fala, conforme Tg 5.12.

2. Um homem com muitas habilidades.
Neste tópico vamos detalhar mais, cada habilidade deste homem que tanto temos a aprender com sua vida.

a) Músico:
Os músicos exercem uma atividade muito importante na congregação, pois ao tocar seus instrumentos cheios de unção cumpre-se a palavra do Senhor que diz que Deus habita no meio dos louvores Sl 22.3 e essa presença quebranta o coração dos irmãos preparando para receber a revelação do Senhor através da sua Palavra pregada.
b) Forte:
Não é forte no físico, pois Davi era o menor na casa de seu pai, mas um homem esforçado, com muita intensidade e energia em todas as batalhas que enfrentava.
Devemos ser fortes para empreendermos as obras do Reino de Deus, conforme está escrito “Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te, Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos.” Ag 2.4. Aleluia!

c) Valente:
adj. Que tem valor e coragem, Davi, por confiar inteiramente no Senhor, era um homem destemido em seu desempenho como rei de Israel. Porem esta valentia já o acompanhava antes de tomar posse do trono, jamais Davi imaginou que Deus iria colocá-lo em um posto tão elevado. Mas é o que está escrito em Mt 25. “... ser fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.” Mt 25.21.

d) Homem de guerra:
Quando falamos homem de guerra, não significa que é uma pessoa grossa, brava, mal. Podemos defini-lo como “homem de guerra” pois usava de estratégias para vencer seus inimigos, conquistar seus superiores, pares e subordinado, inteligência militar. A posição de comandante exige do homem muitas habilidades não só no ciclo de sua atuação, mas, com todo resto da sociedade, esta é uma habilidade indispensável para o cristão, é um instrumento para uma evangelização eficiente – ter um bom relacionamento interpessoal.

e) Sisudo em palavras:
como falamos a cima, Sisudo é o Que tem siso, que tem juízo, sensato, sério, prudente. Observamos em Davi essa qualidade quando tinha o poder de matar Saul e não o fez 1 Sm 24:4-6 e 26:5.

f) Boa aparência:
A boa, cuidada e equilibrada aparência e compostura de uma pessoa influencia a visão das demais a respeito dela. Observamos que se Deus não interviesse, o próprio Samuel teria ungido Eliabe. 1Sm 16: 6.
A apresentação pessoal é o “cartão de visita” de qualquer pessoa, mas, deve ser observado principalmente por quem está na frente de um povo.

O que deve ser observado: vestes, sapatos engraxados e limpos, roupas passadas, cabelos e barbas bem feitas, ouvidos e narizes limpos e etc. Mas, esses cuidados não significa santidade e nem deve ser motivo para julgarmos o próximo, entretanto, são higiênicos e devem fazer parte da vida dos homens e mulheres de Deus.

g) O Senhor era com ele:
Este é o principal motivo das vitórias de Davi. “O Senhor era com ele” 2 Sm 7: 3 E disse Natã ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo.
2 Sm 7: 8 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o soberano sobre o meu povo, sobre Israel. 9 E fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a teus inimigos diante de ti; e fiz grande o teu nome, como o nome dos grandes que há na terra.
O eterno era tudo para Davi (Sl 18:2) e isso fez toda a diferença em sua vida. Sua inteira e voluntária submissão ao Senhor fez dele o maior monarca da história bíblica.

II – O talento de Davi na corte.
Nesse tópico destacaremos que nada acontece por acaso na vida de um homem ou de uma mulher de Deus. Antes de Davi enfrentar o gigante Golias ele teve que enfrentar um Urso e um leão, talvez você irmão esteja enfrentando um urso ou um leão mas lembre-se que o melhor de Deus para sua vida ainda está por vir.

1. Davi como escudeiro do rei.
Esta posição é um cargo de confiança, é aquele que defende o rei em todas as ocasiões, Como Davi chegou a essa posição? Podemos imaginar alem das qualidades acima mencionadas, um jovem educado e disposto a aprender, e isso fazia parte do plano de Deus para com Davi. Temos aqui uma lição preciosa, quando começamos de cima não entendemos o que se passa em baixo, mas quando conhecemos o trabalho mais insignificante que pareça aprendemos a valorizar do menor ao maior. Quantos pisam em cima do menor, eu sou militar e comecei de soldado recruta hoje sou sargento e posso afirmar que sem soldado não existiria exército. Davi foi o melhor Rei que Israel teve, pois começou de baixo, aprendendo com humildade. Um bom pastor geralmente foi um bom evangelista, um bom presbítero, um bom diácono e certamente um bom membro.

2. Como comandante das tropas.
Davi não foi um chefe e sim um bom líder, o chefe manda, dar ordens é temido, um líder é respeitado, ele conquista com seu carisma e todos lhe seguem 2 Sm 23:15 – E teve Davi desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta! 16 Então aqueles três poderosos romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o SENHOR. O que Davi tinha para aqueles três homens arriscarem suas vidas passando Por dentro de um exército só para levar um pouco de água para que lhe matasse o desejo?
Carisma meu querido, era um verdadeiro líder.

III. O carisma de Davi no Palácio Real.
A palavra carisma fignifica força ou dom conferido por graça divina. Quando dizemos que alguém é carismático, estamos dizendo que esta pessoa tem dom, é cativante, consegue ser simpática e ganhar a confiança dos demais. Como era Davi no palácio principalmente com os outros.

1. Nos relacionamentos.
…e era aceito aos olhos de todo o povo e até aos olhos dos servos de Saul. (1 Sm 18:5b) Que exemplo maravilhosos de Davi para nós, os seus relacionamentos ia do maior ao menor, do rico ao podre, do mais influente ao que não tinha nenhuma influencia. Davi demonstrava empatia (capacidade de identificar-se totalmente com o outro) principalmente com as três principais classes de pessoas no reino:

a) O filho do Rei
Davi se identificou com Jonatas de uma tal maneira que ficou registrado na bíblia sagrada como uma das mais belas história de amizade. Jonatas como filho do rei tinha potencial para reinar depois de Saul seu Pai, era valente (1 Sm 13:2,3) e era herdeiro direto do rei, mas conhecia o seu amigo Davi e ambos fizeram aliança (1 Sm 18:3,4) Saul manda Jonatas matar Davi, porém Jonatas esta mui afeiçoado por Davi. (obs.) A nossa amizade para com os ricos, ou influentes não pode ser intereceira, eu não posso ter uma amizade com o Pr presidente com interesse que ele vai mim consagrar, vai levar-me ao pastorado e por fim serei o seu substituto, cada um deve ter convicção da sua chamada, e esperar o tempo do Senhor. Davi esperou no tempo do Senhor e Deus o preparou para a hora certa.

b) Todo o povo.
Davi era benquisto pelo povo 1Sm 18:5 Uma característica de quem não deixou subir para a cabeça a fama, a sua posição era de humildade cativando a amizade, e caindo na graça de todo o povo, em várias ocasiões o povo demonstrou essa admiração por Davi. 1Sm 18:5 … e era aceito aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul. 6 …quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria, e com instrumentos de música.
7 E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares.
c) Servos de Saul.
Como é importante o relacionamento do crente com todos, isso do menor ao maior, dentro do palácio Davi dava uma lição de simpatia, não importando a classe social, se tinha dinheiro ou não, pois ele via a pessoa humana, um trabalhador um filho de Deus. Como você está vendo seu funcionário, apenas um empregado ou uma pessoa que tem alma, tem famílias, podemos tratar a todos igualmente, pois não sabemos o dia de amanhã, lembre-se que hoje você é patrão mas não se sabe o que acontecerá depois.

d) Para administrar conflitos.
Como podemos administrar conflitos se não tivermos o Espírito Santo de Deus agindo em nós, nos dando sabedoria? Davi antes de ir ao palácio do Rei era cheio do Espírito como vemos logo que Samuel ungiu com o óleo 1 Sm 16:13 …e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Quando as mulheres saíram cantando que Saul feriu seus milhares porém, Davi os seus dez milhares 1 Sm 18:7 cabe uma reflexão na atitude de Davi, ao receber um elogio, que era verdadeiro:
a) Não subiu para a cabeça, ele não deixou atingir seu ego mudando seu comportamento, nem seu relacionamento com os outros. (obs. Quantos não tem se deixado levar pelos elogios? Esse é um homem de Deus. É um profeta que Deus usa…etc.) Cuidado com elogios, tudo que fizermos seja para glória de Deus.
b) Davi administrou muito bem essa situação por não levar adiante esses elogios, pois isso não faria bem a ele muito menos ao rei. Que nós sejamos como Davi, que se vierem os elogios que sejamos a ultima estação.
A bíblia mostra que Davi fez o possível para que o seu relacionamento com Saul fosse mantido amistosamente, no entanto, a condição espiritual e emocional do rei não permitiu isso. Mesmo quando sofreu tentativas de assassinato por parte do rei, Davi não revidou, mas preferiu fugir (1 Sm 18:11; 19.1). Quando teve oportunidade para matar o rei, mais uma vez ele procurou reatar as relações rompidas e não tocou no ungido do Senhor. (1 Sm 26.9-25).

Conclusão:
Ao final desta lição aprendemos que é necessário prestarmos um serviço para Deus de melhor qualidade, com mais dedicação, com objetivo, com determinação, levando todos os nossos propósitos e pensamentos para que Deus faça em nós o Seu querer, assim como Ele escolheu Davi para uma grande obra, da mesma forma Ele quer colocar em nossas mãos uma grande obra para desenvolvermos, mas, precisamos estar vivendo a sua Palavra Poderosa.

Modificado por
Prof. Alan Fabiano.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE

INTRODUÇÃO
Estamos diante de um evento que marcou a história do povo de Deus, não só os Judeus, mas, em todo o mundo, é uma passagem bíblica que nos edifica, alegra, fortalece e nos renova na presença de Deus.
Tal evento retrata em todos os detalhes a batalha espiritual do cristão com o reino das trevas e/ou as lutas que nos parecem muitas vezes indissolúveis. Contudo ao meditarmos nessa passagem bíblica verificamos que o nosso inimigo, apesar de parecer tão poderoso e imponente, ele tem um ponto fraco e fatal, assim como Davi venceu o gigante Golias em nome do Senhor dos Exércitos, nós também venceremos o Golias que luta contra nossa alma.


"Mas, em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. " Rm 8.37.

I. OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS

1. Inimigos numerosos

Pelas características de lutas dos filisteus e o território por eles ocupados e as narrativas bíblicas não há duvidas que eram de fato um povo numeroso, segue algumas características desse povo:

Nome: Filisteus;
Origem: Descendentes de Cão (Gn 10.14);
Oriundos da Cidade de: Caftor (ilha de Creta) – (Am 9.7);
Passaram a habitar: A beira do Mar Mediterranêo - Atual Palestina, com uma extensão de 80Km de comprimento e 25Km de largura;
Área Geográfica ocupada: Desde Jope até o Sul de Gaza,
Cidades que governavam: Gaza, Asdode, Asquelom, Gate e Ecrom;
Religião: Adoravam dois deuses dos babilôniosDagom e Astarote, (I Sm 5.2; 31.10);
Golias teve sua origem em: Gate (I Sm 17.4).


Os filisteus eram numerosos (I Sm 13.5), oprimiram Israel por 40 anos (Jz 13.1) no período de (1095 - 1055) a.C.
O exército dos filisteus causava medo em Saul (I Sm 28.5) e nos judeus, em virtude de seus instrumentos de guerra serem os melhores que exitiam na época e seu contingente ser expressivo. No livro de Samuel observamos que os filisteus encontra-se em constante guerra contra Israel, nos dando a impressão que o povo filisteus não teria fim.
Os filisteus eram um inimigo de Israel que não perdiam pelejas contra Israel, exceto por intervenção divina (I Sm 7.7-17).
Hoje a Igreja de Cristo passa por várias investidas de Satanás, seja na política, mídia, comentários em revistas e etc.., porém, sempre está conosco o Cordeiro de Deus para nos santificar, O Leão da tribo de Judá que nos garante a vitória final. Aleluia!.
2. Inimigo poderosos

Vimos que os inimigos dos hebreus eram numerosos, agoram veremos sua supremacia, que se dava em razão de alguns fatores:
  • Dominavam a técnica de instrumentalizar o ferro e outros metais (I Sm 13.19-20);
  • Os Israelitas dependiam deles para afiar seus instrumentos agrícolas(I Sm 13.21);
  • Eram organizados para guerreiar (I Sm 4.2);
  • Possuiam em seu exército o maior guerreiro época;
  • O povo de Israel era mais agrícula e pastoril.
Além de terem esses fatores ao seu desfavor, Israel contava ainda com a mão de Deus "contra" eles, pois, sempre que havia um desvio espiritual por parte dos judeus, Deus usava as nações vizinhas para oprimi-los levando-os assim ao arrependimento e trazendo a correção (I Sm 7.3).
No momento da retratação espiritual a vitória era certa (I Sm 7. 7-12), não de maneira natural, mas sim, sobrenatural, quando Israel se concertava Deus pelejava por eles .
II. O INIMIGO DE DAVI

O inimigo de Davi amedrontava basicamente através de três instrumentos a saber:
1. Tamanho; (impacto visual)
2. Armas; (impacto visual/pscicologico)
3. Discursos. (impacto pscicológico)
Os filisteus não possuíam somente o domínio da técnica, mas possuíam também o maior guerreiro da sua época. Golias, o gigante de Gate, impressionava com a sua estatura, ele não tinha rival nesse quesito, sua altura estava entre 2,75m e 3,20m. A armadura, de acordo com as nossas medidas, pesava entre 60 e 70Kg, a ponta de sua lança, cerca de 7Kg. Golias era uma montanha que se movia.
Golias confiante na sua força física, supremcia de suas armas e na pressão pscicológica, estava contando com mais uma votória sobre o povo de Israel, porém, foi humilhado e morto. Assim acontce até hoje, muitos tem exaltado e confido em seu dinheiro, fama, riquesas e etc. mas Deus abateu a soberba de Golias e de todos os Filisteus (Zc 9.5), e com você não vai ser diferente. A Biblia tambem menciona outros gigantes assim como Golias, mas com outros nomes: Nefil (Gn 6.4), Refaim (Dt 3.11), Anquins (Nm 13.32,33), Emins (Dt 2.10), Zanzumins (Dt 2.20).
Pelo que se sabe os filisteus não descendiam de gigantes, o que tem levado muitos estudiosos ao entendimento de que Golias era um dos descendentes dos refains que haviam migrado pra Gate. De fato, o relato de Deuterônomio 2. 20,21, mostra qu os descendentes dos refains foram dispersos pelos amorreus.

III. A VITORIA DE DAVI

A vitória de Davi sobre o gigante filisteu se deu em razão de alguns motivos:

1. Estava sob direção e orientação de Deus;

2. Teve fé e confiança em Deus;

3. Porque teve atitudes de vencedor.

Na nossa vida espiritual não é diferente, mutas vezes temos que refletir sobre esses aspectos quando estamos em meio as lutas e batalhas espirituais.

Não é difícil de nos depararmos com algumas atitudes que muitas vezes não condizem com o cristianismo verdadeiro, muitas vezes falamos e pregamos o correto, mas, agimos fora da orientação de Deus, querendo que os nossos planos saiam como nós queremos e não conforme a vontade de Deus; As vezes não lançamos aos pés do Senhor todos os nossos planos e sonhos, e ficamos ansiosos, querendo "ajudar" Deus a tomar aitudes que nos agradam ou que resolvem os nossos anseios; Muitas vezes não agimos como vencedores que somos - a Palavra de Deus nos ensina que nós não somos vencedores, ela nos ensina que somos MAIS QUE VENCEDORES Rm 8.37, isto é confirmdo pela presença do Espírito Santo dentro de nós, Ele é o nosso Ajudador, é Ele quem nos conduz e nos garante a vitória sobre nosso inimigos, sejam visiveis ou invisiveis Ef 6.12, em Ef 1.3, está escrito que já somos abençoados com todas as bençãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo Jesus.

Davi venceu Golias não com uma simples pedra ou por sua habilidade. Ele venceu o gigante porque sua fé em Deus não era dúbia, era uma confiança inabalavél, é isso que precisamos fazer, a fé e a prática devem caminhar unidas, essa é a diferença entre o que serve em espírito e em verdade e o que serve relachadamente ou é tímido consernente ao mundo espiritual.

CONCLUSÃO

Esta lição trouxe ensinamento maravilhosos para nossa vida espiritual, ela nos ensina grandes verdades que muitas vezes não são vistas, a não ser quando passamos por lutas ferrenhas, ou quando estudamos sobre o assunto, nesse caso aprendemos muito apartir de uma luta física entre dois homens, contudo um representa as trevas literalmente e o outro representa a igreja que não recua, mas segue em frente olhando para o alvo que é Cristo.

Aprendemos que o nosso inimigo por mais que ele seja desproporcionalmente superior a nossa capacidad humana, temos armas que nos garante vitória, são as armaduras espirituais " Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçado os pés com o Evanglho da paz; Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos o dardos inflamados do maligno. Tomai, também o cpacete da salvação, e a espada do Espirito, que é a palavra de Deus;" Ef 6.14-17.

Deus te abençoe ricamente,

Bibiografia

BOYER, Orlando. Pequena enciclopédia bíblica. São Paulo: Vida, 2000.Bíblia Sagrada. Online, mundo bíblico.
GONÇALVES, José; MOISÉS, César; BENTO, Esdras; COELHO, Alexandre. Davi, As vitorias e as derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2009.
ELLISEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Vida, 2007.
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Pentecostal. RC. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
Por prof. Alan Fabiano.

sábado, 3 de outubro de 2009

DAVI E SUA VOCAÇÃO

INTRODUÇÃO
Não há dúvida de que a história de Davi é uma das mais belas e instrutivas da Bíblia. Somente ele é denominado nas Escrituras de o homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13.14). O motivo dessa consideração deve-se ao fato de que Davi sempre estava disposto a cumprir a vontade do Todo-Poderoso (At 13.22). Para nós, que conhecemos a providência divina, sabemos que Davi surge como um homem escolhido pelo Senhor para cumprimento de seus propósitos.

CONTEXTO HISTORICO QUE ANTECEDE DAVI

Para que possamos entender mais a historia de Davi, é necessário uma visão panorâmica do contexto histórico e religioso do povo de Israel. Uma vez livres da escravidão egípcia e de vagar quarenta anos por causa da incredulidade
(Nm 14.34), contudo, os israelitas entraram na Terra prometida, o tempo foi passando, e o povo esquece-se de cumprir os mandamentos do Senhor aprendidos com os seus antepassados.

Após a morte de Josué os israelitas ficaram sem um líder nacional por mais de 300 anos. As tribos mostravam-se independentes, e cada individuo era a lei perante si mesmo (Jz 17.6), nesse tempo o Senhor levantou juizes, principalmente nas emergências, para livrar o povo de inimigos invasores e defender a justiça civil (Jz 2.18), contudo, quando o juiz falecia o povo voltava a se corromper (Jz 2.19) caindo em um ciclo de apostasia que se projeta da seguinte forma: ruína => arrependimento=> restauração => trégua => apostasia=> ruína. Os israelitas caíram em uma situação crônica de apostasia.

Até então não havia rei em Israel (Jz 17.6; 18.1), o povo por sua vez andava desordenado, e ao mesmo tempo sofrendo por falta de um rei, que na verdade já havia sido prometido por Deus quando entrassem na Terra prometida em Dt 17. 14-20, mas a escolha deveria seguir as orientações de Deus.

Nesse momento da Historia do povo hebreu é solicitado um rei, de modo que eles ficassem parecidos com as demais nações (I Sm 8.20), surge Saul, indicado pelo povo mais por sua aparência física do que espiritualidade (I Sm 9-10) para reinar sobre Israel, Saul tem o seu reinado confirmado quando conquista uma vitória nacional contra os amonitas (I Sm 11), uma vez instituído um rei sobre Israel, Samuel (profeta e juiz) resigna o seu cargo (I Sm 12) e o povo fica sob o comando do rei.

Reinava então Saul o segundo ano sobre Israel, até que foi reprovado por fraquezas espirituais como se evidencia:
1. Ao derrotar os filisteus, ele usurpa da função de sacerdote ( I Sm 13.8-22);
2. Depois de uma vitória parcial sobre os amalequitas, deixou de obedecer a ordem de Deus para destruir todos.

Saul deixou de ouvir a voz de Deus, se tornou uma pessoa desobediente e independente do Senhor que o escolheu para estar no trono, a crise estava novamente formada e Deus então escolhe a Davi para ser o substituto da linhagem real.

A VOCAÇÃO DE DAVI

“ENTÃO disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? enche o teu vaso de azeite, e vem; enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque de entre os seus filhos me tenho provido de um rei. Porém disse Samuel: Como irei eu? pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o Senhor: Toma uma bezerra das vacas nas tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao Senhor. E convidarás a Jessé ao sacrifício: e eu te farei saber o que hás-de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.”I Sm 16.1-3.

Com a rebeldia de Saul em obedecer a Deus, e o coração de Samuel inclinado aos rogos pelo monarca, Deus questiona o profeta quanto a sua visão do que estava acontecendo. Samuel sentia pena de Saul, o que contratava com o sentimento do Senhor, pois Deus o havia rejeitado, portanto estava na hora de ser destituído do cargo, e a pessoa competente para aplicar tal sentença era o profeta e juiz Samuel. Então Deus o envia até Belém para ungir o rei segundo o coração de Deus, que até então estava no anonimato.

A chamada de Davi nos traz algumas lições:

Deus nem sempre dá as informações completas acerca de suas ordens.

Samuel tivera ordens claras para onde deveria ir, o que deveria levar e o que deveria fazer no local, mas faltava uma informação importante: quem seria ungido. “Enche o teu vaso de azeite, e vem; enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque de entre os seus filhos me tenho provido de um rei”(I Sm16.1). Samuel dependeria de Deus para saber quem seria o futuro de Israel.
Até descobrir quem era, teve de esperar a confirmação de Deus.

Deus dá as orientações necessárias para que sua obra seja feita.

Samuel pergunta para o Senhor: Como irei eu? Pois, ouvindo-o Saul me matará (I Sm 16.2), é curioso notar que Samuel, o profeta respeitado em todo Israel, que receberia as revelações de Deus, temeu ser morto por Saul, agora Samuel tem sua segurança ameaçada pelo homem que sentia pena.

Alem desse fator complicador (insegurança) Ramá, onde morava Samuel distava de Belem onde morava Davi cerca de 24Km. Como explicar o motivo porque um profeta com a idade de Samuel faria uma viagem tão longa? Basta a nós saber que Deus há de mandar as orientações na medida em que obedecermos: “.... eu te farei saber o que fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser” (I Sm 16.3b).

“Mas porque Deus não revelou quem seria ungido? Por sabia o estado emocional de Samuel, pois já havia ungido um rei que Deus também o havia ordenado para que o ungisse, e agora esta vendo o fracasso de um rei que ele mesmo o constitui segundo a vontade de Deus.
Se Deus revelasse quem seria ungido, com certeza Samuel iria questionar a Deus, para saber por qual razão estaria chamando Davi para ocupar o lugar de Saul, tendo em vista que esses dois homens eram diferentes na aparência.”

Conclusão
A vocação de Davi foi um socorro, um escape, para o povo judeu se livrar da opressão dos inimigos vizinhos e da idolatria que tão de perto os rodeavam. O surgimento de Davi no senário judeu foi um marco tanto material quanto espiritual para este povo, ele surge com o objetivo de restaurar a comunhão do povo como Deus, e de executar a justiça de Deus sobre eles com o propósito de serem nação santa e eleita do Senhor.
Bibliografia
GONÇALVES, José; MOISÉS, César; BENTO, Esdras; COELHO, Alexandre. Davi, As vitorias e as derrotas de um homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1ª Ed. 2009.
ELLISEN, Stanley. Conhecendo melhor o Antigo Testamento. Vida, 2ª Ed. 2008.
Deus te abençoe ricamente.
Alan Fabiano.