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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

OS FALSOS PROFETAS

OS FALSOS PROFETAS

INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade existem falsos mestres, ensinamentos, profetas e profecias, os quais têm o propósito de confundir e destruir os incautos servos de Deus 2 Pe 2.1,2. Nesta lição aprenderemos a nos defender contra este mal que fora profetizado pelos apóstolos e pelo próprio Senhor Jesus, portanto, devemos usar as armaduras de Deus (Ef 6.11-18), para não sermos enganados por estes falsos cristãos. Porque eu sei isto, que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho” At 20.29.

I. CONCEITOS

1. Profeta.

Significado – Aquele que é chamado por Deus para entregar a mensagem divina ao povo, em outras palavras “porta vozes de Deus” – Dt 18.18

Sua responsabilidadeEz 3.11; 33.6; (ler)

Sua missão - Expor com unção os padrões da santidade divina para o povo;

O que eles transmitem?

A vontade e desígnios de Deus, alem de desvendar o futuro segundo a inspiração do Espírito Santo.

Através deles - os santos regozijam-se no Senhor; faz o ímpio estremecer reconhecer o seu mau caminho At 24.24,50.

Qual a orientação bíblica sobre eles?

Devemos nos acautelar dos falsos profetas (Mt 7.15) e provar os espíritos se são ou não de Deus

(1 Jo 4.1).

2. Profecia

Profecia – declaração da mente e do conselho de Deus.

Tipos de profecia no Velho e no Novo Testamento:

Declarativa e Preditiva

Preditiva – Revela o plano divino em relação a Israel, a Igreja, aos gentios e a plena chegada do Reino de Deus. É Escatológica (futuro), definida e inerrante, pois o plano divino já está profeticamente definido – Ap 22.18.

Declarativa – É constituída de exortação, admoestação, encorajamento, promessa, advertência, Julgamento, consolo. (para edificação e aperfeiçoamento dos santos) – 1 Co 14.3,4; Ef 4.12.

Objetivo da profecia para os incrédulosProvar a presença de Deus no meio do seu povo – 1 Co 14.24,25.

a) Aspectos da atividade profética.

Aspecto=> aparência, modo como uma coisa se apresenta a nós.

A Bíblia mostra a profecia basicamente em três aspectos:

1. Ministério permanente recebido por Deus – (2 Rs 17.13; Jr 7.25; Lc 16.16; Hb 1.1);

2. Um dom ministerial na igreja – (Ef 4.11-13; 3.5);

3. Um dom espiritual na congregação – (At 2.17,18; 1 Co 12.10; 14. 1-4)

b) A profecia como um dom ministerial em o Novo Testamento.

A profecia como ministério profético não é uma pregação comum; é uma mensagem vinda diretamente do Espírito Santo.

A pregação habitual geralmente é produto do estudo da revelação existente, é preparada entecipadamente.

Características do ministério profético no Novo Testamento – (Ef 4.11-13):

a) Proclamava e interpretava a Palavra de Deus, cheio do Espírito Santo por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 1 Co 14.3);

b) Exerciam o dom de profecia (At 21.10-11);

c) Era dever do profeta no NT desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro, combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus. (Lc 1 14-17, At 13.10,11)

c) O dom de profecia (1 Co 12.10; 14.3,31)

Dom de Profecia – É uma capacidade sobrenatural do Espírito Santo concedida para transmitir a mensagem divina.

É o dom que edificar a Igreja (1 Co 14.4);

A profecia é um sinal para igreja. – Reconhece que se trata de uma obra sobrenatural do Espírito Santo e uma prova de que Deus está operando. (1 Co 14.22);

As línguas são sinais para os infiéis. – Como sinal de julgamento, pois ao ouvirem as línguas, logo chegam à conclusão que estão afastados de Deus, por isso não compreendem. (1 co 14.21.22; Is 28.11,12), ainda pode ser um sinal para os incrédulos no sentido de lhe chamar a atenção, como foi o caso do pentecostes (At 2.6).

d) A natureza da profecia.

DUAS NATUREZAS

Profecia da Escritura

Profecia da Igreja

Inerrante – 2 Pe 1.20

Deve ser julgada – 1 Co 14.29

A profecia e a Ordem no culto

- Deve ter limites de profetas – dois ou três. 1 Co 14.29;

- Deve ser um após o outro – 1 Co 14.31. Deus não é Deus de confusão.

A maior parte do culto deve ser ocupada com a exposição da Palavra de Deus que é soberana.

II. A FALSA PROFECIA

A busca por profecia e revelações, para as respostas dos problemas pessoais é uma realidade em nossos dias, porem o propósito da profecia é exortar, consolar e edificar – 1 Co 14.3. Logo, qualquer profecia que não se enquadre nesses três propósitos não se cumprirá – Dt 18.22

1. Julgando as profecias pela Palavra.

Necessita ser julgada – 1 Co 14.29;

Por quê?

Pode ser:

Deus – At 21.10,11

Do Homem – Jr 23.16

Satanás – At 13.6

Qual o parâmetro para conhecê-la?

É a Palavra de Deus, que nossa regra de Fé e Prática – “Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça.” 2 Tm 3.16.

Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo.” 2 Pe 1.20,21

Mas.... O que fazer para não se deixar enganar?

Orar; ler e meditar na Palavra de Deus;

Comparar o que ouve com o que está escrito na Bíblia.

Mas não podemos duvidar de todas as profecias –Não extingais o Espírito; Não desprezeis as profecias 1 Ts 5.19. 20.

2. Julgando o falso profeta pelos frutos.

Que frutos são esses?

Seu caráter, seu estilo de vida, o teor da sua mensagem, suas amizades, o ele defende, seus ensinamentos e etc..

Não é fácil desconfiar de um “profeta” e ver que é um falso “profeta”

Jesus falou...

Infiltram-se em nosso meio – “... eles são o joio que deve ser separado do trigo no fim da colheita...” Mt 13.30.

Tem aparência de piedade (2 Tm 3.5), mas “São emissários de Satanás...” Jo 8.44.

Sua missão:

Corromper a fé dos salvos – Rm 16.17;

Destruir a unidade da igreja – 2 Pe 2.1,2

Enganar o povo de Deus sem “conhecimento” – Rm 16.18; Os 4.6.

Características de um falso profeta:

Têm aparência de piedade – 2 Tm 3.5

São lobos vestidos de ovelhas – Mt 7.15

São mestres e doutores (inteligentes, cultos, influentes) – 2 Pe 2.1

Por baixo dessa bela aparência são:

“.... amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” 2 Tm 3.2-5.

Como identificá-los? Como saber se estão em nosso meio?

R – Conhecendo a Palavra de Deus, oração, discernimento Espiritual e por seus frutos – Mt 7.20.

III. ENSINO FALSO

Os falsos mestres ensinam o que as pessoas querem ouvir (1 Rs 22.12-14).

O verdadeiro mestre usado por Deus fala o que o povo precisa ouvir, se preocupando com a vida espiritual das ovelhas e com a verdade bíblica (Hb 12.4-13).

“...Se alguém vos anunciar outro evangelho, além do que já recebestes, seja anátema”.

Gl 1.9.

1. A busca do ser humano pela prosperidade

A busca incessante pelas riquezas tem sido o alvo da maioria das pessoas em nossos dias.

Fatores que contribuem para essa busca:

- Crise econômica mundial;

- Anseio por manter-se a salvo da miséria;

- O incentivo da mídia pelo consumismo;

- Incertezas do amanhã;

- Manter a aparência;

- Sentimento de competitividade e etc.

Tais fatores têm feito surgir falsas doutrinas e profecias, as quais são parecidas com as verdadeiras – (Mt 7.15; 6.20, 25-33).

A Bíblia adverte-nos:

- Contra a busca desenfreada pelos bens materiais – 1 Tm 6. 6-11;

- e contra os que ensinam tal Teologia – 1 Tm 6.17-19.

2. O menosprezo da gloria de Cristo

Em 1 Jo 1-3 João refuta – contesta, combate a heresia gnóstica, uma forte heresia da sua época.

Gnosticismo – Afirmam que a matéria é má. (refutação Gn 1.31)

Sendo a matéria má, Jesus não poderia ser verdadeiro homem e verdadeiro Deus, afirmavam que Cristo apenas "parecia" homem, mas na verdade era um fantasma ou um corpo ilusório, negava o seu sofrimento, o valor do seu sacrifício para expiação dos pecados e na salvação dos pecadores. Refutação – 1 Pe 2.21-24; Rm 5.5-9; 2 Co 5.21

Sendo assim, negavam a encarnação do Verbo de Deus – Jo 1.1; 1 Jo 4.3.

A Palavra de Deus é verdade:

Os dois elementos que provam a verdadeira humanidade de Jesus são o seu sofrimento e sua morte.

A ressurreição e glorificação de Cristo é ponto Máximo do cristianismo:

Sua ressurreição justifica a afirmação de que Ele é de fato Senhor e Cristo (Messias) – At 2.36;

Simboliza a ressurreição e glorificação dos santos – 1 Co 15.20-28;

Sua ressurreição é a certeza da ressurreição do que dormem nEle – 1 Co 15.20;

Sua ressurreição aniquilou o poder da morte – 1 Co 15.55.

Argumentos contra a ressurreição de Cristo:

Muitos argumentos racionalistas surgiram no século XIX, tentando explicar a ressurreição de Cristo, dizem que Cristo na verdade não chegara a morrer na cruz, havendo recobrado os sentidos no sepulcro. Depois, conseguiu escapar dali e reapareceu aos discípulos antes de morrer algum tempo depois.

Outros repetiram a contra argumentação judaica de que os discípulos de Jesus haviam roubado o seu corpo (Mt 28.13), ou talvez eles tinham ido ao sepulcro errado, que, no caso, se encontrava vazio. Entre outras.

Cremos em sua ressurreição corpórea, Paulo afirma “... se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé” 1 Co 15.14.

A Bíblia afirma que Jesus:

Foi visto – Lc 24.39

Alimentou-se – Jo 21.12,13;

Foi tocado – Lc 24.39;

Mostrou seu corpo cicatrizado – Jo 20.20;

Foi assunto aos céus – Lc 24.51;

E em breve voltará – At 1.10,11.

Enviou-nos o outro Consolador – At 2.1-4.

Em breve cantaremos o hino da vitória “... tragada foi a morte na vitoria”. 1 Co 15.54.

CONCLUSÃO

Deus sempre advertiu os seus servos, com relação a falsificação dos profetas, profecias e ensinos, que tentam ser parecidos com o verdadeiro. Entretanto estamos de antemão avisados, basta estudarmos sua Palavra, pedir discernimento Espiritual e analisar os profetas e profecias com a Palavra de Deus.

Não esquecendo que os tais se apresentam como velhas, mestres, doutores e com aparência de piedade.

Bibliografia:

BOYER, Orlando. Pequena enciclopédia bíblica. São Paulo: Vida, 2000.

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Plenitude. ERC. São Paulo: SBB, 1995.

Bíblia Sagrada. Online, mundo bíblico.

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. São Paulo: Vida, 2006.

BLOMBERG, Graig. Jesus e os evangelhos. São Paulo: Vida Nova, 1ª Ed. 2009.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios, Os problemas da Igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 4ª Ed. 2007.

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Pentecostal. RC. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

Modificado por: Alan Fabiano.