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sábado, 29 de agosto de 2009

O CRENTE E AS BENÇÃOS DA SALVAÇÃO - LIÇÃO 9

O CRENTE E AS BENÇÃOS DA SALVAÇÃO

INTRODUÇÃO

Ao receber Jesus como Salvador e Senhor de sua vida o homem mergulha em um mar de bênçãos espirituais (Ef 1.3), bênçãos essas que se refletem por toda sua maneira de viver em todas as esferas, seja ela material ou espiritual, para entendermos melhor essa maravilhar, fruto da benevolência de Deus distribuiremos em quatro grandes esferas da vida.

1. COM DEUS

Com a morte de Cristo nos foi resgatado a comunhão com o Criador, e conseqüentemente os nossos pecados, que era o mal que nos separava foram lançados no mar do esquecimento, fazendo-nos assim, ou mudando nossa posição de inimigos para amigos de Deus, isso é distribuído a todos quanto aceitarem a Cristo como Salvador.

Agora somos filhos de Deus – Jo 1. 12

Temos livre acesso ao Pai – Ef 2.18

Fomos reconciliados com Deus – 2 Co 5.18

Temos paz com Deus – Rm 5.1

Estamos livres de sua ira de Deus – Rm 5.9; I Ts 1.10

Prestamos culto a Ele – Rm 12.1

Somos abençoados com todas as bênçãos espirituais – Ef 1.2

Concedeu-nos dons Espirituais – Ef 4.8; I Co 12.28

Fez-nos herdeiros do Seu Reino e co-herdeiros com Cristo – Rm 8.17

Viveremos para sempre com Ele – II Tm 2.11.

Geração eleita – I Pe 2.9

Sacerdócio real – I Pe 2.9

Povo adquirido – I Pe 2.9

Nos chamou das trevas – I Pe 2.9

2. CONSIGO MESMO

Com a morte de Cristo foi-nos concedido um dos maiores privilégios do homem, a paz interior, a qual se busca de varias formas, contudo a verdadeira Paz só tem quem aceita a Cristo como Salvador e Senhor da sua vida. Esta Paz surge com o novo nascimento e traz consigo outras bênçãos.

Nascidos de novo – Jo 3.3, I Pe 1.3

Somos filhos da Luz – Ef 5.8

Temos fé em Deus – Ef 2.8

Temos a paz que o mundo não conhece – Jo 14.27

Convictos da salvação em Cristo – I Ts 5.9

Somos mais que vencedores – Rm 8.37

Agora somos adoradores de Deus – Jo 4.23

Somos servos de Deus – Rm 6.22

Somos templo do Espírito Santo – I Co 3.16

Os nossos sentimentos são guardados em Cristo – Fp 4.7

Agora temos viva esperança – I Pe 1.3

Temos o caráter lapidado pelo fruto do Espírito – Gl 5.22

3. COM O PRÓXIMO

Com a morte de Cristo foi-nos possível viver em harmonia entre os homens, foi-nos possível amar o próximo de uma forma diferente, especial. Não importando a cor da pele, a etnia, o poder aquisitivo, a nação em que vive ou onde nasceu, em fim, o amor de Cristo no uni de uma maneira tão surpreendente que às vezes ficamos admirados com este amor.

Quando meditamos na Palavra de Deus, descobrimos que amor é esse – é o amor Ágape tal amor é derramado no coração de quem aceita a Jesus como Salvador, através do Espírito Santo.

É o amor que o mundo não conhece, é um amor exclusivo do povo de Deus, um povo especial e zeloso, um povo que se unem de fato nas diferenças, porque foram feitos um só corpo em Cristo Jesus. Aleluia!

Amá-lo como a nós mesmos – Mt 5.43

Amar aos inimigos – Mt 5.44

Bendizer aos que nos maldizem – Mt 5.44

Fazer bem aos que nos odeiam – Mt 5.44

Orar pelos que vos maltratam – Mt 5.44

Temos paz com os crentes – II Tm 2.22

Agora podemos ter paz com todos os homens – Rm 12.18

Somos o sal da Terra – Mt 5.13

Somos luz do mundo – Mt 5.14

A eles pregamos a Palavra de Deus – Mc 16.15

Devemos agradá-lo – Rm 15.2

Falar a verdade; não a mentira – Ef 4.25

4. COM O PECADO E SATANÁS

Com a morte de Cristo foi quebrado todo poder das trevas, nos possibilitando lutar e sermos mais que vencedor em Cristo Jesus, o cristão não tem prazer em pecar, pois é nascido de Deus para andar em novidade de vida, algo tão nobre, que os mais nobres do mundo não entendem.

Com a morte de Cristo na cruz do calvário, fomos livres da ira futura e a divida que nos era devida foi liquidada, não com ouro, prata, diamante, ou moeda forte. Foi liquidada com o sangue precioso de Jesus, nEle temos a certeza da nossa salvação, pois ela não pode murchar e os que tem essa esperança não serão confundidos, só mais um pouquinho de tempo e estaremos glorificando a Deus, e como Ele é o veremos.

Livres do poder do pecado – Rm 6.14

Foram quitados pelo sangue de Jesus – Rm 3.25; Cl 2.14

Estamos mortos para o pecado – Rm 6.2

Não pode reinar em nosso corpo – Rm 6.12

Não podemos apresentar os nossos membros a ele – Rm 6.13

Devemos mortificá-lo – Cl 3.5

Livres das conseqüências do pecado – Cl 3.6

Fugir dele – I Co 6.18

Não dar lugar ao diabo – Ef 4.27

Lutamos contra ele – Ef 6.11

Devemos resisti-lo – Tg 4.7

Devemos vigiar contra ele – I Pe 5.8

Temos poder para pisar serpentes e escorpiões – Lc 10.19

CONCLUSAO

As bênçãos subseqüentes à salvação é algo sobrenatural e fazem parte exclusivamente de quem aceita Cristo como Salvador, foi Ele que conquistou tudo isso para o seu povo, não foi homem e muito menos as boas obras, foi exclusivamente pelo beneplácito da Sua benevolência.

Se você não está vivendo estas benções percorra o caminho inverso e verifique onde você as perdeu e conquiste-as novamente; Não façamos como Esaú que trocou os bens espirituais pelos manjares que para nada servem se não para o corpo físico.

Mas se você que viver estas bênçãos, aceite a Cristo Jesus como Salvador e Senhor da sua vida e comece hoje mesmo vive-las.

“Porque Deus amou o mundo, de tal maneira, que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.Jo 3.16

Bibliografia

BOYER, Orlando. Pequena enciclopédia bíblica. São Paulo: Vida, 2000.

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada: Plenitude. ERC. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.

Bíblia Sagrada. Online, mundo bíblico.



domingo, 23 de agosto de 2009

A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO

NOSSA ETERNA SALVAÇÃO LIÇÃO - 8

INTRODUÇÃO

A Salvação é o resultado do grandioso propósito de Deus de resgatar a humanidade perdida, onde sistematicamente funciona da seguinte forma: Deus, o Pai, arquitetou a salvação (Gn 3.15); o Filho a consumou na cruz do calvário (Jo 19.30) e o Espírito Santo a aplica, convencendo o homem do pecado da justiça e do juízo (Jo 16. 8-11).
As verdades relacionadas com a aplicação da salvação agrupam-se em três títulos: Justificação, regeneração e santificação, já as verdades relacionadas com a aceitação por parte do homem agrupam-se sob os seguintes títulos: arrependimento, fé e obediência e pode ser vista em tres tempos: passado, presente e futuro.

I. A NATUREZA DA SALVAÇÃO

1. Três aspectos da salvação

Há três aspectos da salvação, e cada um deles se caracteriza por uma palavra que o define ou o ilustra. Para melhor compreendermos a salvação, podemos ilustrá-la da seguinte forma: imagine que ela é um triângulo, e cada um dos seus lados são os seguintes: justificação; regeneração e santificação, portanto são interligados entre si, logo, se faltar uma dessas partes deixará de ser um triangulo e conseqüentemente não será aplicada na vida do cristão plenamente.

JUSTIFICAÇÃO => Denota “o ato de pronunciar justo, justificado, absolvição” (Rm 4.25), se concretiza pela fé em Cristo (Rm 5.1).

REGENERAÇÃO => Gerar de novo, nova vida, novo nascimento (Jo 3.5).

SANTIFICAÇÃO => Usado para aludir a “separação para Deus” (I Co 1.30; II Ts 2.13), é a relação com Deus na qual os homens entram pela fé em Cristo (At 26.18).

2. Condições da salvação
O que significa condições para salvação? Significa o que Deus exige do homem a quem Ele aceita por causa de Cristo e aquém dispensa as bênçãos do evangelho da graça.
A Palavra de Deus apresenta o arrependimento e a fé como condições da salvação; o batismo nas águas (arrependimento) é o símbolo exterior da fé interior do convertido (Mt 1.15; At 22.16; 16.31; 2.38; 3.19), abandonar o pecado e buscar a Deus são as condições para a salvação, bem como os preparativos pra ela.
Contudo não há mérito nem no arrependimento nem na fé, uma vez que tudo já fora providenciado por Deus a favor do pecador que se arrepende, em outras palavras “somo salvos pela graça”.
Pelo o arrependimento, o pecador move os obstáculos que o impede de receber essa dádiva; pela fé, mas para isso acontecer de fato na vida do pecador é necessário que o Espírito Santo o convença do erro do seu caminho (At 11.18), portanto torna-se sem perdão a blasfêmia contra o Espírito Santo, Ele é a única pessoa pela qual podemos chegar ao conhecimento de Deus, conforme está escrito: “Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém, que fala pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema; e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. I Co 12.3.
A diferença entre arrependimento e fé é basicamente a seguinte:
A fé é o instrumento pelo qual recebemos a salvação, fato que não se dá com o arrependimento, este ocupa-se com o pecado e remorso. Não pode haver fé sem arrependimento, pois só o pecador que se arrepende sente a necessidade do Salvador e deseja a salvação de sua alma, da mesma forma não pode haver arrependimento sem fé, ninguém consegue arrepender-se para salvação sem fé na Palavra de Deus, em seus juízos e em suas promessas inclusive de vida eterna.
Portanto os dois elementos para a realização da salvação na vida de um pecador é arrependimento verdadeiro (intelectual, emocional e pratico) e a fé, sem a qual ninguém consegue agradar a Deus (Hb 11.6) e muito menos a Salvação em Cristo.

II. A JUSTIFICAÇÃO

1. Natureza da justificação: absolvição divina

O substantivo “justificação” ou “justiça” significa o estado de aceitação que só se alcança pela fé em Cristo (Rm 1.17;3.21,22), é nesse estado que o crente permanece (Rm 5.2), pois o veredicto divino é “justificado”, e ninguém pode opor-se a ele (Rm 8.34).
Podemos dizer que a doutrina da justificação assim se define: “ Justificação é um ato da livre graça de Deus pelo qual Ele perdoa todos os nossos pecados e, aos seus olhos, somos considerados justos apenas por nos ter sidos creditada a justiça de Cristo, a quem se recebe pela fé”.

2. A fonte da justificação: a graça

Graça significa, primeiramente, favor, ou a disposição bondosa da parte de Deus. Alguém a definiu como a “bondade genuína e favor não recompensados”, ou “favor não merecido”, ou seja o favor que Deus nos concede com o seu favor nunca podemos recompensá-Lo ou pagar-Lhe.
Portanto o serviço cristão não é pagamento pela graça de Deus; é apenas o meio pelo qual o cristão expressa o seu amor por Ele, jamais com sentimento de retribuição como pagamento, mas sim por gratidão, foi Ele quem nos amou primeiro (I Jo 4.19). A graça de Deus aos pecadores revela-se no fato de que Ele mesmo, pela a expiação de Cristo, pagou toda a pena do pecado. Por conseguinte Ele pode justamente perdoar o pecador sem levar em conta os merecimentos ou nao merecimentos do pecador, mas somos perdoados porque existe redenção pelo sangue de Cristo (Rm 3.24; Ef 1.6).

III. A REGENARAÇÃO

A regeneração é o ato divino que concede ao pecador que se arrepende e que ter uma vida nova e mais elevada, mediante a união pessoal com Cristo. O NT descreve a regeneração desta forma:
a) Nascimento – Deus Pai é quem gera, e o crente é “nascido de Deus” (I Jo 5.1), nascido “do Espírito” (Jo 3.8), nascido do alto (tradução literal de Jo 3.3,7). Esses termos referem-se ao alto da graça criadora que faz do crente um filho de Deus.

b) Purificação – Deus nos salvou pelo “lavar regenerador” (literalmente, lavatório ou banho; Tt 3.5). A alma foi lavada completamente das impurezas da vida de antes, recebendo uma nova vida, uma nova roupagem espiritual na presença de Deus, experiência simbolicamente expressa pela água do batismo (At 22.16).

c) Vivificação – Somos salvos não somente pelo “lavar regenerador”, mas também pelo lavar “renovador do Espírito Santo” (Tt 3.5; Cl 3.10; Ef 4.23; Sl 51.10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus Pai, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo.

d) Criação – Aquele que criou o homem no principio e soprou em suas narinas dando-lhe o fôlego de vida, o recria pela operação do Espírito Santo (II Co 5.17; Ef 2.10; Gl 6.15; Ef 4.24; cf Gn 2.7). O resultado pratico é uma transformação radical na natureza, no caráter, nos desejos e nos propósitos da pessoa.

e) Ressurreição – (Rm 6.4,5; Cl 2.13; 3.1; Ef 2.5,6). Do mesmo modo que Deus vivificou o barro inanimado dando-lhe vida para com o mundo físico, vivifica também a alma em seus pecados fazendo-a viva para a realidade do mundo espiritual, este ato de vivificação da alma é simbolizado pelo batismo nas águas, a regeneração é a “grande mudança que Deus opera na alma quando ele a vivifica” (João Wesley).

IV. A SANTIFICAÇÃO

Primeiramente, observa-se que “santificação”, “santidade” e “consagração” são sinônimos, como o são “santificados” e “santos”. Santificar é a mesma coisa que tornar santo ou consagrar. A palavra santo tem os seguintes sentidos:

1. A natureza da santificação

a) Separação. “Santo” é uma palavra que descreve a natureza divina. Seu significado primordial é “separação”; portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus que o torna separado de tudo que é terreno e humano – isto é sua absoluta perfeição moral e sua majestade divina.
Quando o Santo deseja usar uma pessoa ou um objeto para o seu serviço, Ele o separa do seu uso comum e em virtude dessa separação, a pessoa ou o objeto torna-se “santo”.

b) Dedicação. Santificação inclui tanto a separação de quanto a alguma coisa; essa é “a condição dos crentes quando são separados do pecado e do mundo para passar a ser participantes da natureza divina e consagrados à comunhão e ao serviço de Deus”.
A palavra “santo” é mais usada em conexão com o culto. Quando se refere aos homens ou a objetos reflete o sentido de que tais coisas ou pessoas são usados no serviço divino e dedicadas a Deus, no sentido especial de ser sua propriedade.

c) Purificação. Embora o sentido primordial de “santo” seja separação para o serviço, esse sentido inclui também a idéia de purificação. O caráter de Deus age sobre tudo que lhe é devotado. Portanto, os homens consagrados a Ele participam de sua natureza. As coisas que lhe são dedicadas devem ser limpas. Limpeza é condição de santidade, mas não a santidade em si, que é primeiramente separação de dedicação.

d) Consagração. O sentido aqui é de viver uma vida santa e justa. Qual a diferença entre justiça e santidade? A justiça representa a vida regenerada em conformidade com a lei divina; os filhos de Deus andam retamente (I Jo 3. 6-10). Santidade é a vida regenerada em conformidade com a natureza divina e dedicada ao serviço divino, o que pede a remoção de qualquer impureza que obstrua esse serviço.

2. O tempo da santificação

Prática e progressiva
A santificação não acontece instantaneamente na vida de quem se converte a Cristo, mas sim um processo de constante separação, todos somos separados para Deus em Cristo Jesus e dessa separação surge a possibilidade de vivermos para Ele, a qual deve continuar diariamente: o crente deve esforçar-se para conformar-se a imagem de Cristo. A santificação é obra da livre graça de Deus, pela qual o homem todo é renovado segundo a imagem de Deus e capacitado a morrer para o pecado e viver para a justiça.

A santificação é absoluta e progressiva – absoluta, no sentido de que a obra foi feita de uma vez por todas (Hb 10.14); progressiva, no sentido em que o cristão deve perseguir a santidade (Hb 12.14), aperfeiçoando a consagração pela limpeza de todas as impurezas em seu ser (II Co 7.1).
A santificação é posicional e prática – posicional, pois primeiramente significa uma mudança de posição pela qual o pecador cheio de impurezas se transforma em santo adorador; prática, porque exige uma maneira reta de viver. A santificação posicional é indicada pelo fato de que todos os coríntios, os “santificados em Cristo Jesus e chamados para serem santos” (I Co 1.2). A santificação progressiva está implícita no fato de alguns serem descritos como “carnais” (I Co 3.3), o que significa que a presente condição não estava à altura de sua posição concedida por Deus. Em razão disso foram exortados a santificarem suas vidas e, assim melhorar sua consagração até alcançar a perfeição. Esses dois aspectos da santificação estão implícitos no fato de aqueles que foram tratados como santificados e santos (I Pe 1.2; 2.5) são exortados a serem santos (I Pe 1.15).
Aquele que estavam mortos para o pecado (Cl 3.3) são exortados a mortificar (fazer morrer) seus membros pecaminosos (Cl 3.5). Aqueles que se despiram do velho homem (Cl 3.9) são exortados a vestirem-se ou revestirem-se do novo homem (Ef 4.24; Cl 3.10).

3. Meios divino da santificação
Os maios divinos estabelecidos para a santificação é: o sangue de Cristo, o Espírito Santo e a Palavra de Deus. O primeiro proporciona a santificação absoluta e posicional; é uma obra consumada que concede ao pecador que se arrepende, é uma posição perfeita em relação a Deus. O segundo meio é interno, pois efetua transformação na natureza do crente. O terceiro maio externo e prático e diz respeito à conduta prática do crente.

a) O Sangue de Cristo (eterno, absoluto e posicional) (Hb 13.12; 10.10,14; I Jo 1.7). Em que sentido a pessoa é santificado pelo sangue de Cristo? Em resultado da obra consumada por Cristo, o pecador que se arrepende é transformado de pecador impuro em adorador santo. A santificação é o resultado dessa maravilhosa obra redentora do Filho de Deus, ao oferecer-se no Calvário para aniquilar o pecado pelo seu sacrifício.
Em virtude dessa sacrifício o crente é separado para Deus: sua consciência é purificada, e ele próprio é transformado de pecador impuro em santo adorador, unido em comunhão com o Senhor Jesus Cristo, pois, “ tanto o que santifica quanto os que são santificados provem de um só. Por isso Jesus não se envergonha de chamá-los irmãos (Hb 2.11)”.

b) O Espírito Santo (santificação interna) (I Co 6.11; II Ts 2.13; I Pe 1.1,2; Rm 15.16). Nessas passagens, apresenta-se a santificação pelo Espírito Santo no coração como o inicio da obra de Deus no coração dos homens, conduzindo-os ao inteiro conhecimento da justificação pela fé no sangue de Jesus. Assim como o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas (Gn 1.2) e em seguida a Palavra de Deus trouxe ordem ao caos primevo, o Espírito Santo também se move sobre a alma regenerada, fazendo-a abrir-se para receber a luz e a vida de Deus (II Co 4.6).

c) A Palavra de Deus (santificação externa e prática) (Jo 17.17; Ef 5.26; Jo 15.3; Sl 119.9; Tg 1.23-25). Os cristãos são descritos como “regenerados [ ... ], por meio da Palavra de Deus, viva e permanente” (I Pe 1.23). A Palavra de Deus desperta os homens para que compreendam a insensatez e impiedade de sua vida. Quando dão importância à Palavra, arrependendo-se e crendo em Cristo, são purificados por essa Palavra que lhes foi transmitida. Esse é o inicio da purificação que deve continuar ao longo da vida do crente.
No ato de sua consagração ao ministério, o sacerdote israelita recebia um banho sacerdotal completo, banho que nunca se repetia, pois era uma obra feita de uma vez por todas. Contudo todos os dias, ele era obrigado a lavar as mãos e os pés. Da mesma maneira, o regenerado foi lavado (Tt 3.5), mas precisa separa-se diariamente das impurezas e imperfeições conforme lhe foram reveladas pela Palavra de Deus, que serve como espelho para a alma (Tg 1.22-25). Ele deve lavar as mãos, isto é, seus atos devem ser retos; deve lavar os pés, isto é, “guardar-se de imundície que tão facilmente se apega aos pés do peregrino, que anda pelas estradas desse mundo”.

Deus te abençoe, querido irmão.

Alan Fabiano


Bibliografia
Dicionário – Vine;
Bíblia Sagrada – Bíblia e Chave Bíblica – Revista e Corrigida;
Conhecendo as Doutrinas Bíblicas – Myer Pearlman.

sábado, 15 de agosto de 2009

A CHEGADA DO ANTICRISTO

A CHEGADA DO ANTICRISTO

INTRODUÇÃO
- Neste breve estudo veremos alguns acontecimentos que acontecerão com o advento do Anticristo bem como o seu perfil, além do anticristo que há de se revelar nos ultimos dias, veremos também a respeito dos anticristos citados por João “muitos anticristos haviam surgidos do meio deles (I Jo 2.18,19), se referindo principalmente aos Gnósticos que negavam a divindade e humanidade de Jesus.

- Hoje, tanto o Anticristo quanto os anticristos são uma realidade inconteste, obviamente estamos mais perto do fim – existem atualmente muitas seitas e heresias, as quais equiparam o Senhor Jesus aos seus deuses ou a filosofias humanas, não dando a hora e glória devida a Cristo, o Único caminho para a vida eterna (Jo 3.16; 14.6).

I. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NO MUNDO
Anticristo = Anti= “contra” ou “em lugar de", ou seja, contra Cristo ou em lugar de Cristo.
A preparação para a implantação do governo do Anticristo, é um sinal que anuncia a volta de Jesus. 

A palavra é usada cinco vezes no livro de João. No singular, “anticristo” é usada para identificar um indivíduo específico destinado a vir no final da história, usurpando o nome e as prerrogativas que pertencem unicamente a Cristo, levantando-se contra tudo o que se chama Deus (II Ts 2.3,4), ao passo que no plural “anticristos” identifica pessoas contemporâneas de uma mesma geração ou não, movidas por um espírito contrário a Cristo, ao seu povo ou suas obras.

1. O terreno está sendo preparado
Os acontecimentos no cenário mundial revelam o cumprimento das Escrituras Sagradas no tocante o surgimento e manifestação do governo do Anticristo. Segue abaixo alguns sinais precursores para tal, que inclusive está praticamente pronto?

Globalização em meados da década de 1980;
Internet em 1990;
Nova ordem mundial em 1990;
Constante organização Geopolítica;
União de blocos econômicos; 
Perseguição e degolamento em massa de cristãos. 

Outros sinais conforme – II Ts 2.3,4.
A intensificação da injustiça; aumento da iniquidade – 2.7; 
Apostasia das verdades bíblicas – 2.3. 

Por fim, "[...] somente há um que agora resiste, até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda" 2 Ts 2.7,8

Todos estes acontecimentos fazem parte de uma gama de eventos que já surgiram e que irão surgir durante o processo de implantação do governo do Anticristo, trata-se de um pensamento estratégico e demoníaco, onde pessoas estão perdendo a liberdade e podem ser controladas à distancia.

Geopolítica. É uma área da Geografia que tem como objetivo fazer a interpretação dos fatos da atualidade e do desenvolvimento político dos países usando como parâmetro principal as informações geográficas - Dn 7.8.

Blocos Econômicos. Conjunto de países que estão organizados em função de interesses econômicos comuns.

Por exemplo: A Área de Livre Comércio (ALCA E NAFTA); Mercado Comum do Sul (MERCOSUL); A Organização Mundial do Comércio (OMC).

Chip Subcutâneo. Contém todas as informações do portador sobre saúde, dados pessoais, informações bancárias e demais informações desde informações de saúde a entrada em estabelecimentos e custam 200 dólares;

Nova ordem mundial ou Nova Ordem Geopolítica Mundial. Significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria. Tem sido utilizado para se referir a um novo período no pensamento político e no equilíbrio mundial de poder, é principalmente associado ao sistema único de governo mundial. 

O Anticristo assumirá grande poder em todas as áreas da sociedade – político (Dn 7.8), comercial e religioso (Dn 8.25; Ap 13.16,17).

2. Prodígios e sinais

Segundo a eficácia de Satanás – 2 Ts 2.9

A Bíblia registra três períodos de múltiplos milagres:

1º. O tempo do Êxodo;

2º. Época de Elias e Elizeu;

3º. Tempo de Cristo e dos apóstolos. 

- Ainda hoje vivemos um período de muitos milagres, pois constantemente vimos pessoas sendo curadas das mais diversas enfermidades, paralisia e graves doenças, câncer, aids, demência, cegueira entre outras. 

4º. Período de milagres está por vir, contudo atribuídos a Satanás através de prodígios de mentiras (2 Ts 2.9) e para outro grupo de pessoas – “os que perecem” (2 Ts 2.10), eles se aglomerarão em massa, atrás do homem do pecado!

- Acredito que os sinais realizados pelo Iníquo será através da tecnologia, como já estamos vendo. 

- Devemos ficar com a Palavra da verdade, e atentos aos acontecimentos ( Ts 2.9; Mt 24.24).

AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” I Jo 4.1.

3. Sua aparição
- Apesar dos grandes acontecimentos mundiais como já mencionamos acima, sua aparição é incerta, não dar para nomear o Anticristo ainda, existe homens influentes na esfera mundial que poderíamos apontar como precursores do Anticristo, não sabemos se estes governantes têm ou não consciência de suas ações na esfera das profecias bíblicas. O certo é que estamos vendo acordos sendo firmados e outro projetos anunciados, os quais contribuirão diretamente no cumprimento das profecias, os principais são: 
uma só moeda; 
uma só identidade; 
uma só religião e um só governo.

- O que podemos afirmar é que ele irá se manifesta publicamente após o arrebatamento da igreja (2 Ts 2.6,7), contudo já temos visto seu governo se formando.

II. A PESSOA DO ANTICRISTO
Será uma pessoa influente e com inteligência sobrenatural, pois vai impactar o mundo com o seu poder de persuasão (Dn 9.27; Mt 24.24).

1. Sua identidade
- A identidade do Anticristo não é algo simples de saber, pois há muitos anos que homens estudiosos buscam saber quem é o detentor da insígnia 666. Mas até agora não se sabe, contudo, a Palavra de Deus nos mostra algumas características desse homem:

- Terá um número que lhe servirá de identidade – Ap 13.18;
- Será uma personificação do Diabo;
- Intelectualmente poderoso – Dn 7.20;
- Orador impressivo – Dn 7.20;
- Mestre político – Dn 11.21;
- Possuidor de grandes habilidades comerciais – Dn 8.25;
- Gênio militar – Dn 8.24;
- Perito administrador – Ap 13.1,2; 
- Experto em religião – 2 Ts 2.4.

Outras descrições do Anticristo:
- Filho da perdição – 2 Ts 2.3;
- O homem do pecado – 2 Ts 2.4;
- Iníquo – 2 Ts 2.8;
- O Príncipe que há de vir – Dn 7.8;
- A besta que sobe do mar – Ap 13.1-10;
- A besta da cor de escarlate – Ap 17.3 e
- A besta – Ap 17.8,16; 19.19,20; 20.10.

2. Suas atividades
- No inicio da sua atuação fará um pacto com Israel por sete anos, restaurando as práticas antigas dos sacrifícios no templo em Jerusalém – Dn 9.27;

- Declara ser Deus – 2 Ts 2.4;
- Exigirá adoração – Ap 13.8;
- Rompe o pacto na metade dos sete anos – Dn 9.27;
- Proíbe a adoração a Deus – 2 Ts 2.4;
- Perseguirá severamente quem permanecer fiel a Cristo – 2 Ts 2.4.

- Estas coisas ocorrerão após o rompimento do pacto com Israel e iniciará a grande tribulação – Ap 7.14; 12.17; 13.15.

3. Seu fim
- Será na batalha do Armagedon quando o Senhor Jesus vier nas nuvens com a igreja, momento em que o Anticristo será destruído com todo seu exercito e todos quantos lhe seguirem – Mt 24.30; Ap 19.19-21 definitivamente.

III. OS ANTICRISTOS NO MUNDO
Anticristos - Identifica pessoas contemporâneas a qualquer geração, que são movidas pelo espírito do Anticristo, sendo contrários a Cristo e ao seu povo ou à sua obra.

- A Bíblia nos mostra advertências feitas por Jesus (Mt 24.11, 24); Paulo (2 Ts 2.7; 1 Tm4.1); Pedro (2 Pe 2. 1-22); João (1 Jo 2.18; 4.1); Judas (Jd 3,4,12,18) e nas cartas de Cristo às sete igrejas da Ásia (Ap 2.2,6).

Em nossos dias não é diferente, eles estão por toda parte.

Você conhece algum?

1. Saíram do seio da igreja
- É difícil de perceber os falsos mestres, pois as suas iniquidades são cometidas as escondidas, como os fariseus, vivem de uma aparência cristã verdadeira, mas são o joio no meio do trigo, são lobos com pele de ovelhas (Mt 7.15), são pastores que pastoreiam a si mesmo (2 Pe 2.3).

- Fica claro que os “anticristos” ou falsos mestres de quem João escreve se apresentavam como sendo crentes, eles eram descobertos pelas diferenças de ensinos e caráter, quando eram vistos não mais fingiam e saíam da congregação.

- O ímpio não permanece na congregação dos justos – Sl 1.5

2. Negavam à sã e principal doutrina cristã
- Os anticristos, negam a plenitude da divindade e humanidade de Jesus Cristo. 
"Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo" 2 Jo 1.7.

Mas como isso acontece?
- Eles afirmam meias verdades, professam a Cristo mas não na sua plenitude, não a Cristo como o Único caminho para a vida eterna; confessam Jesus como um homem perfeito ou um filho especial de Deus e não como o Cristo, o mais interessante é que usam a Bíblia para fundamentar suas heresias.

- Qualquer cristianismo muito fácil ou muito complicado ou ainda fundado em aparições de seres angelicais não procede de Deus, o evangelho do Senhor Jesus Cristo é simples Gl 1 7-9.

3. Queriam enganar os fiéis
- O objetivo dos anticristos é exatamente tirar o foco do verdadeiro Cristo, Satanás nos últimos dias tem trabalhado e arregimentado um exército de falsos profetas e doutores que usam a Palavra de Deus para pregar um reino material (Mt 6.19-21), um evangelhos sem renuncia (Mt 10.39), sem perseguição (Jo 15.20), um evangelho sem aflição (Jo 16.33), banalizam a graça de Deus (Rm 6.1), pois vivem na prática do pecado, adultério, homossexualismo, ganância, mentiras, sonegação fiscal, negócios fraudulentos entre outros. 

- Portanto devemos examinar os espíritos (1 Jo 4.1) não julgando precipitadamente, mas por amor ao evangelho genuíno e em defesa da fé em Cristo, entretanto, é necessário ter o Espirito Santo e manejar bem a Palavra da verdade (At 17.11).

CONCLUSÃO
Meus queridos e amados irmãos quando estudamos assunto como esses sentimo-nos impactados com a sua atualidade, o quanto esse mal tem se espalhado e tem trazidos grandes prejuízos ao evangelho de Cristo, digo os “anticristos” e o que dizer do Anticristo? Estamos nos últimos momentos, que venhamos a cada dia nos aproximar mais de Cristo, da sua simplicidade e humildade, assim seremos mais parecidos com Ele e não vamos cair nas ciladas de Satanás e seus adeptos.

Deus te abençoe e te guarde para que vc não seja enganado por qualquer vento de doutrina, não se emocione com facilidade; mas use a razão, estamos vivendo em dias trabalhosos e muitos falsos mestre e doutores tentam enganar os ouvintes, mas quem tem a Palavra jamais será confundido. 


Alan Fabiano

Fonte
Bíblia de Estudo Pentecostal;
Bíblia online – Mundo Bíblico;
Bíblia Sagrada – Revista e Corrigida /SBB;
Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer;
Apocalipse – Versículo por Versículo, Severino P. da Silva – CPAD;
Comentário Histórico – Cultural do Novo Testamento, Lawrence O. Richards, CPAD;
http://www.sociedadedigital.com.br/
http://www.suapesquisa.com/
http://veja.abril.com.br/
Roteiro de estudo, Prof Alan Fabiano.