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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos a carreira de sucesso de um homem de Deus que fora chamado para executar uma obra de grande envergadura, este homem enfrenta e vence um terrível gigante. Posteriormente passa a conviver no palácio real, onde vive prudentemente e exaltando o nome do Senhor, sempre esperando o tempo (Kairos) de Deus, pois, tinha certeza absoluta qual era o seu papel no cenário da história no seu tempo (chronos).
Após muitas lutas e perseguições este homem é reconhecido como um excelente líder e conquista a confiança de vários homens de guerra resultando em um forte exército... Avançamos mais um pouco no cenário histórico de Israel, nos deparamos com a unificação do reino. Uma conquista cobiçada até em nossos dias por muitos governantes.

“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo suspira”Pv 29.2.

ETAPAS DA UNIFICAÇÃO DO REINO DE ISRAEL
O processo que culminou na unificação da monarquia no reinado de Davi percorreu um longo caminho. Somente com uma visão panorâmica dos fatos ocorridos desde o dia dos Juízes até a instauração da monarquia permite uma compreensão melhor. Para tanto dividiremos estudo em quatro partes:

1. A Monarquia Desejada.
Os israelitas sonhavam com um rei humano teocrático, um líder nacional, até porque havia uma profecia para tal acontecimento (Dt 17.14-19), contudo, este rei seria estabelecido por Deus (teocrático), segundo a sua própria vontade. Após a morte de Josué, Israel passou a ser governado por Juizes (Jz 2.16), ao todo foram 13 (treze) juízes que governaram sobre Israel, sendo Samuel o ultimo deles.
Esta forma de governo é também chamada de Teocracia, pois era o próprio Deus quem orientava esses juízes para livrar Israel das mãos dos inimigos, resolver os problemas de urgência das tribos entre outros, e Deus era com o Juiz (Jz 2.18), assim, o juiz agia por discernimento espiritual. A situação nacional de Israel no período dos juizes (+/- 300 anos) não era das melhores, pois viviam em um ciclo vicioso (RUÍNA => ARREPENDIMENTO => RESTAURAÇÃO => TREGUA), acarretando com isso opressão externa por parte das nações vizinhas e divisões internas, pois os juizes eram lideres locais e havia rivalidade entre as tribos, sendo necessário uma liderança nacional.
2. A Monarquia Instaurada.
Israel vivia em um estado anarquia, isto é, a falta de um governo que pudesse manter a estrutura social e política, mas, a razão da crise não era a falta de rei e sim a desobediência à Lei de Deus, podemos ver a raiz de tal crise na história de Israel em quatro aspectos:
1. Negligencia à Palavra de Deus - “E a palavra do Senhor era de muita avalia” (I Sm 3.1). A palavra do Senhor aqui é a palavra de aliança. A crise espiritual havia se agravado porque o povo negligenciara a orientação da palavra de Deus, esse afastamento da palavra de aliança facilitou a absorção de praticas pecaminosas como vimos acontecendo até mesmo na casa do sacerdote Eli. A negligencia e o afastamento da Palavra de Deus sempre são as vias mais curtas para a confusão espiritual.

2. Ausência dos carismas do Espírito – “ Não havia visão manifesta” (I Sm 3.1). Esse estado anárquico acabou por privar a nação da influencia mais direta do Espírito do Senhor, podemos ver que no período dos juizes não vemos tantas manifestações sobrenaturais como nos tempos dos patriarcas e no tempo de Josué. Apesar de Eli ser sacerdote e ter julgado Israel por quarenta anos (I Sm 4.18), não sabemos quase nada sobre ações do Espírito durante o seu ministério.
3. Incapacidade de ouvir a voz de Deus - “ O Senhor chamou a Samuel” (I Sm 3.4). Um fato interessante é que Deus fala diretamente com Samuel, pois Eli não estava preparado espiritualmente para ouvir a voz de Deus. Deus então fala com Samuel e traz uma palavra de juízo contra Eli, estamos falando de um líder espiritual (I Sm 3.12-14). Portanto o estado espiritual de um povo não pode ser bom se o seu líder não está em comunhão com Deus.

4. Falta de discernimento espiritual – Nos dias de Eli a Palavra (falada) do Senhor era muito rara, notemos que Eli só entende que é Deus quem fala com Samuel na terceira vez que este escuta a voz (I Sm 3.8). Isso mostra que Eli em que pese ser um sacerdote havia perdido a intimidade com Deus, isso refletia na sua casa e sobre o povo de Israel, Eli era juiz e sacerdote.
[O Livro de Samuel tem o objetivo básico de oferecer um relato histórico da transiçãode forma de governo de Israel, ou seja, de anarquia para monarquia teocrática (um rei indicado por Deus) sob Saul e Davi].
Quando Samuel assumiu o lugar de Eli a idolatria e a imoralidade eram predominantes (I Sm 7.3), podemos dizer que Israel vivia em um estado religioso superficial e de práticas imorais. Foi nesse contexto que surgiu o regime monárquico efetivamente, com o objetivo de unir o povo e estabelecer a ordem moral e espiritual, pois, o rei seria indicado por Deus para conduzir o povo conforme a sua vontade (I Sm12. 14).
“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te disseram, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles”. (I Sm 8.7). Então surge Saul, o primeiro rei sobre Israel.
3. A Monarquia Fragmentada.
Daí em diante o povo passa a ter um rei humano teocrático conforme desejavam – surge então Saul, oriundo da tribo (Gibeá de Benjamim), com a grande responsabilidade de transformar uma confederação tribal em uma monarquia unida (I Sm 8.11-17). Saul é ungido rei (I Sm 10.1) e escolhido para reinar sobre Israel (I Sm 10.21), o Espírito de Deus se apossa de dele (I Sm 11.6), momento em que vence os amonitas (I Sm 11.11), logo em seguida é proclamado rei sobre Israel (I Sm 11.15) mesmo havendo duvidas por alguns (I Sm 10.27).

O início do reinado de Saul contava com a presença de Deus em sua vida e o sonho de rei guerreiro e destemido estava se concretizando para o povo de Israel, e aqueles que duvidavam do seu reinado estavam sujeitos a morte (I Sm 11.12) até então, tudo corria bem e o seu reinado tinha tudo para dar certo, até que Saul começou a fazer o que não lhe era permitido e desviar-se da presença de Deus e passaram então a se manifestar os fracassos de Saul os quais eram o reflexo da sua espiritualidade, vejamos alguns:

1. Ao deparar com invasores usurpa a função de sacerdote e oferece sacrifício;

2. Sedento por vitória, tornou-se egoísta nas exigências às tropas;

3. Depois de uma vitória parcial sobre os amelequitas, não os destruiu por completo conforme a ordem de Deus;

4. Quando Davi foi bem sucedido onde ele falhara, teve ciúmes;

5. Quando castigado por Deus em virtude de seus erros, tornou-se amargo, em vez de humilde.

Assim, quando Saul fracassou, os sonhos dos idealizadores da monarquia também caíram por terra, o trágico fim de Saul ao suicidar-se, demonstra a futilidade da mera aparência na execução da obra de Deus.
4. A Monarquia Unificada.
Diante de tal contexto, só um homem com os princípios de Deus gravados em seu coração seria capaz de restaurar a ordem e a paz social, Davi foi um extraordinário homem que viveu em seu tempo (chronos) o Tempo (Kaioros) de Deus.
Davi era exatamente oposto a Saul, vejamos:
1. Tinha um profundo amor por Deus e dedicou-se à sua obra;
2. Tinha confiança em suas convicções e não se atemorizava com a descrença e o negativismo ao seu redor;
3. Assumiu o trono real como um servo de seu povo, e não como senhor (como Saul havia feito);
4. Em seu longo período de provação, aprendeu a esperar no Senhor e a deixar por sua conta quaisquer vinganças pessoais;
5. Aprendeu a delegar responsabilidades e a dar créditos àqueles que bem serviam;
6. Apesar de não ser perfeito em muitas coisas, mostrou uma capacidade notável de assumir a própria culpa e reagir positivamente à correção do Senhor. Enquanto a correção amargou Saul e o levou à violência egoísta, em Davi produziu brandura e bondade de coração. Estas são as qualidades entre outras do caráter de Davi, para se ter sucesso em tudo que fazermos é necessário termos comunhão com Deus.
Veremos agora a trajetória de Davi nesta árdua tarefa de unificação do reino.
Para entender como foi esta unificação do reino é necessário identificarmos os personagens mencionados no texto Sagrado:
Isboset – Filho de Saul, foi proclamado rei de Israel em Maanaim (II Sm 2.8), sobre as tribos do norte de Israel, reinou por dois anos (I Sm 2.10), ao saber que Abner era morto temeu foi morto por dois de seus próprios capitães (II Samuel 4:5).
Abner – Filho de Ner, era capitão do exercito de Saul, faz aliança com Davi (II Samuel 3:6), é morto por Joabe.
Joabe – Genaral do exercito de Davi, mata a Abner por vingança, pois Abner havia matado seus irmãos.
A unificação do reino teve inicio quando houve uma briga entre Isboset e Abner por causa de uma mulher (Rispa), desde então Abner resolve fazer aliança com Davi, Isboset por sua vez tinha medo de Abner, com a morte de Isboset (I Sm 4.7), Davi é aclamado rei sobre todo Israel (II Sm 5. 1-5).
Antes da unificação do reino Davi reinou sete anos e meio sobre Judá, enquanto que Isboset filho de Saul havia sido proclamado rei sobre as tribos do norte de Israel, porem reinou apenas dois anos. Se Saul foi um rei escolhido pelo o povo, Isboset foi um rei colocado.... meio que por força, mas na verdade não tinha capacidade de exercer tão cargo e muito menos fora pronunciado que ele seria o sucessor de Saul, seu pai.
A duração do reino unido de Israel foi de 120 anos, divido da seguinte forma:
40 anos reinou Saul;
40 anos Davi;
40 anos Salomão.
Conclusao
Aprendemos muito com este acontecimentos pois aprendemos a esperar a vontade de Deus, aprendemos mais um pouco com sineridade de Davi, aprendemos ainda que não adianta querer execultar uma obra aqual não somo chamados por Deus para fazer.
Por Alan Fabiano.
Ouça esta melodia, tem haver com a lição.

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