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quarta-feira, 29 de julho de 2009

LIÇÃO 5 - A FORÇA DO AMOR CRISTÃO

LIÇÃO 5 – A FORÇA DO AMOR CRISTÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição nos deparamos com o atributo mais elevado da vida cristã – o amor, que a cada dia tem sido “bombardeado” com sentimentos e práticas perniciosas, oriundas de uma sociedade cada vez mais entrelaçada com a vida material (temporal).
João nos mostra que o amor é o firme fundamento para ter uma vida cristã genuína e próspera, levando-nos gradativamente ao envolvimento absoluto com o segundo maior mandamento – o amor ao próximo (Mt 22. 39), é sobre este amor que iremos estudar.

I. O MANDAMENTO ATEMPORAL

Atemporal – Independente do tempo.

Para entendermos melhor a lição é necessário compreendermos sobre qual tipo de amor estamos falando, segue as quatro expressões do amor:
1. O AMOR “PHILEO” - É o amor expresso em amizade, afeição e fraternidade;
2. O AMOR “STERGO” - É o amor conjugal, o amor em família. É uma expressão do amor que une uma Família, é o chamado amor familiar.
3. O AMOR “EROS” – É o amor físico e sensual, aplicado à relação entre um homem e uma mulher, na perspectiva conjugal.
4. O AMOR “ÁGAPE” - I Jo 4:8 - Amor divino; amor cristão.

O Amor Ágape
Usado no Novo Testamento para descrever:
a) Descrever a atitude de Deus para com o Seu Filho (Jo 17.26); para com o gênero humano em geral (Jo 3.16; Rm 5.8); e para com aqueles que crêem em Jesus em particular (Jo 14.21);
b) Transmitir Sua vontade aos seus filhos concernente à atitude deles uns para com os outros (Jo 13.34), e para com todos os homens (I Ts 3.12; I Co 16.14; 2 Pe 1.7);
c) Expressar a natureza essencial de Deus (I Jo 4.8).
Este é um amor incondicional que só existe nas pessoas que passaram pelo novo nascimento em Cristo, portanto o amor cristão é a essência do verdadeiro Cristianismo, este amor não flui com os impulsos e sentimentos naturais; mas tem sua força motriz em Cristo Jesus.

1. Mandamento “antigo” e “novo”.
Comparando o mandamento no Antigo e Novo Testamento
A ordem de amar no A.T.
No Antigo Testamento podemos encontrar a força do amor de Deus revelado na legislação mosaica (Lv 19.18, Dt 6.5, Dt 7.7,8), onde é revelado um dos atributos morais de Deus – o Amor, desde então o homem tem a consciência que Deus é amor, contudo encontramos muitas referencias no A.T em que vimos atitudes por parte dos homens de Deus e até mesmo na Lei, que inspiram vingança aos inimigos (Sl 139:19-22; 140:9-11; Pv 24:28-29; Pv.25:21,22; Lm. 3:30-31; Ex 21.24/Mt 5.38-42), contrastando com as do N.T.

A ordem de amar no N.T.
No Novo Testamento a força do amor recebe uma nova roupagem revelada por Jesus, “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos amei. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:34-35). Jesus mostrou esta questão de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22:36-40), Jesus nos mostra um amor incondicional, alem disso é um amor que flui naturalmente do interior de um cristão verdadeiro.
Considerando que o amor é atemporal e que Deus é imutável, logo entendemos que se trata de um assunto que já era conhecido na Antiga Aliança, mas foi apenas aperfeiçoado e completamente revelado aos homens na Nova Aliança, e esta revelação foi manifestada em Cristo (Jo 3.16).
Quando o cristão pratica esse amor que emana da graça de Deus, a lei é cumprida (Mt 22.34-40, Rm 13.8-10).

2. Em que sentido que o mandamento de amar é antigo e novo
Se analisarmos o “amor” desde o A.T perceberemos que de fato é antigo, mas é novo ao mesmo tempo, por quê?
Porque Cisto nos revelou uma dimensão maior e mais excelente do amor que já existia (conhecido através da lei), a prova disso é o fato de toda lei se resumir no “amor” (Mt 22.34-40), João também enfatiza que Cristo nos trouxe um novo mandamento (Jo 13.34 ).
Quando analisamos a epístola de I João isoladamente podemos aplicar outra interpretação sem prejuízos para a exegese, pois é direcionada a uma comunidade cristã, e enfatiza o amor como fundamento básico e essencial do cristianismo, apontando sempre para Cristo – autor desse amor.
Portanto é “antigo” quando se refere ao inicio da vida cristã desses irmãos (I Jo 3.11) e “novo” porque eles passaram a conhecê-lo em maior profundidade, ou seja, era algo que eles conheciam, mas não sabiam o seu real significado (I Jo 3.16), eles conheciam vagamente, João vai alem e mostra que é possível viver nesse amor.

3. O Senhor Jesus é o nosso exemplo de amor
Cristo é a razão da existência do cristianismo, portanto todo cristianismo que suplanta o poder do Senhor Jesus Cristo não é verdadeiro (Gl 1.8), portanto Ele é o nosso exemplo de vida “E andai em amor, como, também, Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.” Ef. 5.2.
“Jesus quebrou os conceitos antigos (Mt 9.17) e nos revelou outro paradigma (Jo 13.34 ) do amor”.
Exemplos do amor do Senhor Jesus Cristo:
- Ele comeu com pecadores e publicanos – Mt 9.10,11;
- Ele tem amor pelo pecador desprezível – Lc 15.7,10;
- Ele não faz acepção de pessoas – Lc 10. 29-37;
- Ele entra na casa de um chefe dos publicanos – Lc 19.5, e entra na casa de um discípulo – Mt 8.14;
- Ele entra na casa de um fariseu – Lc 7.36, e recebe adoração de uma mulher pecadora – Lc 7.38;
- Ele cura um servo de um centurião – Mt 8.5 e cura um marginalizado – Mt 8.1-4;
- Ele trouxe o Reino de Deus para todos os povos independente de língua, cor da pele, cultura, classe social ou etnia – Mt 5.1-12.
Este é o exemplo que nós cristãos devemos buscar, amar sem diferença, não fazer acepção de pessoas, mas deixar que a luz de Cristo resplandeça em nós e os homens da sociedade vejam que somos diferentes.

II. O CONTRASTE ENTRE LUZ E TREVAS
João usa a luz como figura de linguagem para representar de maneira simples e precisa o reino das trevas e o Reino de Deus.

1. Os Filhos da luz
Porque somos chamados de “filhos da luz”?
Na primeira epistola de João existem várias passagens que facilita nosso entendimento sobre o significado figurado da luz e ao mesmo tempo leva-nos a refletir se o nosso estilo de vida condiz com a luz que estamos estudando.

Seguem as passagens:
“... Deus é luz e não há nele trevas nenhumas.” I Jo 1.5;
“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” I Jo 1.7;
“... vão passando as trevas, e já a verdadeira luz alumia.” I Jo 2.8;
“Aquele que diz que está na luz, e aborrece o seu irmão, até agora está em trevas.” I Jo 2.9;
“Aquele que ama o seu irmão está na luz, e nele não há escândalo.” I Jo 2.10;
“... aquele que aborrece o seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.” I Jo 2.11.
Somos chamados filhos da luz por somos filhos de Deus (Jo 1.12); Deus é Luz (I Jo 1.5)e pai das luzes (Tg 1.17), Portanto se estamos em Cristo devemos praticar as obras da luz e não das trevas, devemos aperfeiçoar o amor cristão a cada dia.

2. Evitando o ódio e mantendo-se na luz
O ódio não faz parte do cristianismo; ele está presente nas obras da carne (Gl 5.19-21), isso não significa que o cristão não tenha seus momentos de ira contra seu irmão, o que João está falando é do ódio como estilo de vida ou habitual. Um exemplo claro disso é quando ouvimos alguém falar “eu não agüento olhar na cara desse irmão...” isso torna-se um embaraço para o avança na vida espiritual do crente (Hb 12.1).
Se odiamos o nosso irmão como esperamos que Deus vai receber a nossa oferta de adoração, será que vai ser como cheiro suave? (Mt 5.23). Mas agora sabemos que Cristo uniu o seu povo universalmente com o seu amor, devemos tão somente permanecer na luz e buscar sempre a comunhão uns com os outros (Jo 13:34-35).

3. Em relação ao pecado, os princípios da graça são mais profundos que as exigências da lei.
A lei apontava a transgressão e não oferecia solução imediata ao transgressor e sim punição, com a graça somos livres para viver em santidade de coração, ou seja, somos transformados de dentro pra fora, não temos que seguir um lei imposta, mas sim expressar a presença do Espírito Santo dentro de nós.

Enquanto que a lei condenava o adultério com a graça sabemos que a cobiça é pecado;
Se a lei condena o homicídio com a graça sabemos que o ódio habitual é pecado;
Se a lei dizia .... dente por dente, pé por pé ... , com a graça temos que oferecer a outra face;
Se a lei condenava o adultério, com a graça temos que resgatar das trevas os que se prostituem.
Isso tudo sabemos por que o véu foi rasgado e temos livre acesso ao lugar santíssimo e o próprio Deus habita dentro de nós (Jo 14.23).

III. A DEMONSTRAÇÃO COMUNITÁRIA DO AMOR
A prática do amor na vida do cristão deve ser evidente, é o mesmo que refletir a luz.
Ora se somos filhos da luz, logo somos luz e temos que refletir as bênçãos do evangelho de Cristo.

1. O primeiro motivo para demonstrarmos o amor.
Joao nos lembra em sua carta que estávamos em trevas e que passamos da morte para a vida (I Jo 3. 14.16), portanto o primeiro motivo é que Cristo pagou a cédula que estava contra nós (Cl 2.14) nos resgatando das trevas para sua divina luz (Cl 1.13).
Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Jo 13.34.

2. O desenvolvimento progressivo do amor.
Sabemos que todos profissionais independente do seu oficio, gradativamente vão se aperfeiçoando naquilo que fazem, na vida cristã não é diferente, sabemos que a ética cristã também é algo que deve ser aprendido a cada dia, com as experiências, com as lutas e provações aperfeiçoamos o nosso caráter cristão, e aprendemos amar mais os nossos irmãos.
É interessante lembrar que a carreira cristã é dinâmica em todos os relacionamentos do crente, ou seja, no relacionamento com Deus, com o próximo e consigo mesmo – deve haver constante melhora.
Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. Ef 4.13.

3. A necessidade do ensino sobre o amor cristão.
O senhor Jesus é exemplo de Mestre (Mt 9.35) e nos manda que ensinemos também (Mt 28.20).
É necessário o ensino constante do amor cristão, uma vez que vivemos em uma época onde o relativismo está cada vez mais próximo da igreja, e muitos são os conceitos que já não se praticam mais, porque “estamos vivendo em outra época e isso não se aplica mais”, esta frase é muito comum em nosso meio.
Mas se deixarmos de ensinar as verdades da vida cristã podemos ser cobrados.

"Mas se, quando o atalaia vir que vem a espada, não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e levar uma vida de entre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue demandarei da mão do atalaia." Ez 33.6.
Sejamos um atalaia para ensinarmos o amor de Cristo.
CONCLUSÃO
Devemos ensinar e motivar os nossos alunos a serem multiplicadores desse amor incondicional, fazendo assim estamos cumprindo um dos mandamentos de Cristo, e praticando o amor ao próximos estamos vivendo nEle.
Deus te abençoe.
Bibliografia
Dicionario da Biblia de Almeida - SBB, Edição 2001;
Dicionário Vine - CPAD, 6ª Edição;
Biblia Sagrada Almeida Século 21;
Bilbia online - Mundo Biblico;
Roteiro de estudo - Prof. Alan Fabiano

Um comentário:

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