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sábado, 18 de julho de 2009

LIÇÃO 3 - JESUS, A LUZ DO CRENTE

JESUS, A LUZ DO CRENTE – LIÇÃO 3

Introdução:

Nenhum dos Escritores bíblicos nos fala tanto sobre o que Deus realmente é do que o apóstolo João. Todos falam sobre o que Ele faz. Alguns descrevem a glória que o cerca. Mas João relata o que Deus é em sua real natureza. Sobre quem é Deus João deu uma resposta que ao mesmo tempo é simples e profunda. O que é Deus? João responde: “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma”.

I - Jesus o Filho de Deus ( Humano e Divino)

A união entre as naturezas humana e divina na Pessoa única de Jesus. Entender adequadamente esta doutrina depende da completa compreensão de cada uma das duas naturezas e de como se constituem na única pessoa.

Paulo oferece um testemunho claro da divindade de Jesus: “Haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo forma de Deus, não teve usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, (Fp 2.5-7).

As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era pela Deidade no próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais. Vemos que a natureza divina e a natureza humana estão juntas na Pessoa única de Jesus Cristo.

A expressão “Filho de Deus” nas Escrituras indica claramente a natureza divina de Jesus. Sua procedência revela que Ele compartilha a mesma essência e natureza do pai. O Mestre mesmo o disse: “Saí e vim do Pai ao mundo”, (Jo 16.28).

II - Jesus é a Luz

A Palavra de Deus ensina enfaticamente que Deus é Luz (1 Jo 1.5; Sl 27.1) e que “habita na luz inacessível”, ( 1Tm 6.16). Esse título divino seria também uma designação do Messias, o Servo do Senhor ( Is 42.6,7; 9.2; Mt 4.16) O termo “Luz” aparece cerca de 20 vezes no evangelho de João (1.4,5;3.19;8.12;12.46), e , na maioria das ocasiões, refere-se a Jesus como a Luz do mundo (Jo 8.12). No relato da criação, lemos que Deus, pelo poder de sua Palavra, fez surgir a luz, que desfez o caos, (Gn 1.2,3). O Senhor Jesus é a “Luz do Mundo”, e por isso desfaz o caos da vida humana ( 2Co 4.6). Nos dois primeiros capítulos João expõe à luz de Deus, contrastando a pureza deslumbrante da sua natureza (Jo 1.5,6). O teste para sabermos se habitamos ou não na luz é se amamos ou não nossos irmãos.

III - As trevas se opõem a luz

Tanto no evangelho quanto na epístola, o termo luz é colocado em contraste direto coma a treva. Aqui está o propósito da auto-revelação de Deus - que a treva seja invadida e desafiada pela luz.

Tanto luz como treva são termos espirituais que denotam qualidades opostas santidade e pecado. Deus é Luz, Santidade e Pureza, e é a natureza da Luz revelar-se a si mesma. Mas a luz não pode ser revelada a qualquer coisa incapaz de recebê-la. Deus tem se revelado por meio do mundo físico mas não para ele. A revelação somente pode vir seres racionais, capazes de fazer uma escolha. Eles podem aceitar ou rejeitar uma certa revelação. “Somente o homem é capaz de ser luz, isto é, ele pode receber a natureza do Logos que emana em sua direção, para que seja conscientemente transformado nela”.

Deus se revelou com o propósito de dar sua vida e luz ao homem, para que o caráter do homem possa estar em harmonia com a natureza divina. Nenhuma tem comunhão com Deus - a comunhão da vida eterna compartilhada - enquanto viver nas trevas. Se uma pessoa afirma ter esse tipo de comunhão, vive uma vida não afetada pela luz, ela está enganado a si mesmo. João declara que esse homem é mentiroso. Não é uma questão de opinião, nem de testemunho, mas da verdade da auto-revelação de Deus. Um homem escolhe viver na escuridão, não conhece a comunhão com Deus e com seus filhos.

Essa luz de Deus revelada é semelhante ao sol, que dissipa as trevas. Essa figura, no entanto, não se encaixa no pensamento de João. Ela havia dito que ” as trevas não a derrotaram” (Jo 1.5, NVI), mas ele nunca diz que a luz derrotou completamente as trevas. O mundo continua nas trevas do pecado e não há promessas que essas trevas serão destruídas enquanto durar o tempo. Analogia melhor é a de um holofote que penetra a escuridão traçando um caminho no meio dela. João fala desse tipo de caminhar na luz, mesmo no meio de trevas circundantes. Mas as trevas não podem derrotar a luz; aquele que anda na luz desfruta da comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

IV Vivendo como Filhos da Luz

No Evangelho escrito por João, ele explica que para sermos filhos da luz precisamos crer na luz, obviamente que Jesus é a luz.

Conduzir a vida e alguém em amor dá dinamismo à vida. Não há motivo mais forte a nos fazer agir. Mas o amor deve ter direção, também. Por isso o apóstolo Paulo conclama aos amados: “Andai na luz” ( Ef 5.8). Paulo contrasta a mudança espiritual usando um linguajar surpreendente: “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas agora, sois luz no Senhor”. Antigamente, os efésios não só andavam às apalpadelas nas trevas, mas eram parte das trevas, sendo contribuintes para as trevas do pecado. Hoje, pela graça, eles são participantes da luz. Possuir luz ou estar na luz também indica a plena graça de Deus para viver de modo santo. Jesus falou sobre todo cristão ter todo o copo luminoso, não tendo em si parte alguma em trevas, (Lc 11.34-36).

Conclusão

Jesus é a luz que dissipa as trevas e como filhos da luz devemos refletir a Cristo, tendo uma vida reta e santa diante de dEle e dos homens. O cristão deve ter em sua mente o que o apóstolo ensinou que devemos andar como filhos da luz. Não podemos participar das obras das trevas. Os filhos da luz têm que reprovar os caminhos dos pecadores e não fazer parte dele.

Extraído de:

HORTON,Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD.

PHILLIPS, John. Explorando as Escrituras. Rio de Janeiro: CPAD.

Comentário Bíblico Beacon. Vol. 9 e 10. Rio de Janeiro: CPAD.

BOICE, James Montgomery. As Epístolas de João. Rio de Janeiro: CPAD.

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