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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Lição 4: Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, hábito da Velha Natureza



Lição 4: Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, hábito da Velha Natureza


TEXTO ÁUREO

Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos(Fp 4.4).

VERDADE PRÁTICA

A alegria, fruto do Espírito, não depende de circunstâncias.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Pv 14.30
A inveja faz a alma adoecer

Terça — Gn 30.1
A inveja gera rivalidades e prejudica os relacionamentos

Quarta — Pv 3.31
Não tenhas inveja do homem violento

Quinta — Rm 13.13
Não ande em dissoluções, nem contendas e inveja

Sexta — 1Co 3.3
Não seja um crente invejoso

Sábado — Tg 3.14
Não dê lugar a inveja em seu coração

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 16.20-24.

20 — Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria.
21 — A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.
22 — Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará.
23 — E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.
24 — Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.

HINOS SUGERIDOS

188, 351 e 400 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL

Explicar a alegria como fruto do Espírito e a inveja como obra da carne.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar que Deus é a fonte da nossa alegria;
II. Entender que a inveja traz muitos males para o invejoso;
III. Saber que o crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor, na lição de hoje veremos a oposição entre um aspecto do fruto do Espírito e uma das obras da carne: alegria x inveja. A alegria do crente existe apesar das circunstâncias. Paulo, mesmo aprisionado e acorrentado, estava cheio de alegria porque, independente do que lhe acontecesse, Jesus estava com ele. Já a inveja e o desejo de querer possuir o que o outro tem, pode levar a outros pecados como adultério e assassinato; e dificilmente a pessoa admitirá o seu pecado. Acabe foi um exemplo. Além de invejar e desejar a propriedade de outra pessoa, ele se recusou a admitir o seu pecado contra Deus pois estava cego pela inveja e pelo ódio. O rei acabou cometendo um assassinato contra Nabote. Que a alegria seja evidenciada em sua vida e a inveja não encontre oportunidade em seu coração.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne. Veremos que a alegria que sentimos, e que é resultado do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias.Mesmo enfrentando dificuldades e tribulações, podemos ter alegria em nosso coração. Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento terrível que faz parte da natureza adâmica. Veremos que tal sentimento não agrada a Deus e prejudica o próximo.


PONTO CENTRAL
O crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.

I. FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO
1. A alegria do Senhor. A alegria, como fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais. No texto de João 16.20-24, Jesus afirma que daria uma alegria permanente para os seus servos de maneira que nada, nesse mundo, conseguiria tirá-la, nem mesmo a morte. A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus. Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja. Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria, “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). Zacarias profetizou acerca da entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, dizendo que tal ato traria alegria (Zc 9.9); Paulo incitava os crentes a serem alegres em todo o tempo (Fp 4.4) e o salmista incentiva o povo a servir a Deus com alegria (Sl 100.2). A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará.

2. A fonte da nossa alegria. Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17). O melhor presente que o Senhor já nos concedeu foi à vinda de Jesus a este mundo e o seu sacrifício, na cruz, para perdão dos nossos pecados (Jo 3.16). Talvez você esteja enfrentando uma situação difícil e, por isso, está com o seu coração triste e pesaroso. Mas creia que o Deus que não poupou o seu próprio Filho dará a você todas as coisas que necessita para sua completa alegria no Espírito Santo (Rm 8.32). Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças para enfrentar toda a sorte de perseguição. Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25).

3. A bênção da alegria. Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai. Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum. O crente vive por fé e não por circunstâncias. O profeta Habacuque declarou que ainda que não houvesse provisão, ele se alegraria no Senhor e o exaltaria (Hb 3.17,18). Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
A alegria resulta de ter o Espírito Santo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo em nós. O Espírito produz esses traços de caráter que são encontrados em Cristo, e que são o resultado do controle de Cristo — não podemos obtê-los tentando consegui-los sem a Sua ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir a nossa vida à dEle (veja Jo 15.4,5). Devemos conhecê-lO, amá-lO, lembrá-lO e imitá-lO. Como resultado, cumpriremos o propósito da lei — amar a Deus e aos homens. Quais dessas qualidades você quer que o Espírito produza em você?” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.41,42).

II. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA
1. Definição. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe “a palavra grega phthonos, que designa inveja” é utilizada em todo o Novo Testamento. A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo. Dor diante daquilo que é bom para o outro, por isso, Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem. A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica. Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20).

2. Inveja, fruto da velha natureza. Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne. Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas. Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam. Que o Senhor livre os nossos corações dessa motivação perversa.

3. Os efeitos da inveja. A inveja jamais trará bons resultados, pois é nociva e destruidora. Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade. Tomemos como exemplo os irmãos de José. Foi por inveja que eles o venderam como escravo aos mercadores (Gn 37.28). Alguns dos conflitos existentes entre Raquel e Lia também surgiram por causa da inveja de Raquel (Gn 30.1). A inveja que Saul passou a alimentar em relação a Davi levou-o a adoecer mental e espiritualmente (1Sm 18.7,8). Fez também com que ele perseguisse e desejasse matar a Davi (1Sm 18.10,11). Quantos não estão sendo também perseguidos e até “mortos” pela inveja. Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas.
Em o Novo Testamento, vemos que o Filho de Deus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18). Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3). A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.


SÍNTESE DO TÓPICO (II)
A inveja pode facilmente levar a outros pecados e demonstra falta de confiança em Deus.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
“Cobiçar é desejar a propriedade de outras pessoas. Não devemos fixar nossos desejos em nada que pertença a outra pessoa. Não apenas esses desejos nos fariam infelizes, como também pode nos levar a cometer outros pecados, como adultério e roubo. Invejar os outros é um exercício inútil, porque Deus pode propiciar tudo o que realmente necessitamos, mesmo se não nos der sempre tudo o que queremos. Para deixar de cobiçar, precisamos praticar o contentamento com o que temos. O apóstolo Paulo enfatiza a importância do contentamento em Filipenses 4.11. É uma questão de perspectiva. Em vez de pensar no que não temos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele nos deu, e nos esforçar para ficar satisfeitos. Afinal, o nosso bem mais importante é gratuito e está disponível a todos — a vida eterna, que só é dada por Cristo” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.462).

CONHEÇA MAIS
“Gozo
A palavra grega chara, que traduzimos por ‘gozo’ ou alegria, inclui a ideia de um deleite ativo. Paulo fala em regozijar-se na verdade (1Co 13.6). O termo também está estreitamente ligado à esperança. Paulo fala em regozijar-se na esperança (Rm 12.12). É a expectativa positiva de que Deus está operando na vida dos nossos irmãos na fé, uma celebração da nossa futura vitória total em Cristo. A alegria é o âmago da adoração. Os deveres pesados são transformados em deleite, o ministério é elevado a um plano mais alto e a operação dos dons torna-se cintilante com essa alegria. Para conhecer mais, leia Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.489.

III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA
1. A alegria no viver. Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece. Não se esqueça de que Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10). O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33). Jesus deseja que tenhamos vitória sobre as aflições e tristezas.

2. Alegria no servir. Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2). Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados. Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai. O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).

3. Alegria no contribuir. Você tem entregue seus dízimos e ofertas com alegria? Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio. Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7). O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4). Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor.
Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma. Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus. O Senhor merece o nosso melhor.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Viver a alegria do Espírito em sua plenitude é uma dádiva da vida do crente.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“O contentamento é um dom de Deus
Você está satisfeito, a despeito das circunstâncias que enfrente? Paulo sabia como ficar contente, quer tivesse abundância ou estivesse em necessidade. O segredo era buscar a força e a resistência no poder de Deus. Você tem grandes necessidades ou está descontente porque não tem o que deseja? Aprenda a confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo para ajudar você a ficar satisfeito e contente. Se você sempre quer mais, peça que Deus remova esse desejo e lhe ensine o contentamento em cada circunstância. Ele suprirá todas as suas necessidades, mas de uma maneira que Ele sabe que é melhor para você. [...] Paulo estava contente e satisfeito, porque podia ver a vida do ponto de vista de Deus. Ele se concentrava no que deveria fazer e não no que achava que deveria ter. Paulo tinhas as prioridades corretas e era grato por tudo o que Deus lhe dera. Ele havia se separado do que não era essencial, para que pudesse se concentrar no que é eterno” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.163,164).

CONCLUSÃO
Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações. Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso.

PARA REFLETIR
A respeito da alegria, fruto do Espírito e da inveja; hábito da velha natureza, responda:

Segundo a lição, o que é a alegria do Espírito?
A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus.

Qual é a fonte de nossa real alegria?
Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos.

Defina inveja.
A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo; “a inveja é a podridão dos ossos”. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica.

A inveja é resultado do quê?
A inveja é fruto da velha natureza.

Como deve ser a nossa contribuição?
Devemos contribuir não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento.


Fonte
http://www.estudantesdabiblia.com.br/

Pb Alan Fabiano

Plano de Aula - Lição 3



 PLANO DE AULA
Lição 3: O perigo das Obras da Carne

OBJETIVOS
I. Identificar o que é concupiscência da carne;
II. Mostrar o que é um caráter moldado pelo Espírito;
III. Saber que uma vida que não agrada a Deus vive segundo a carne e é infrutífera.

INTRODUÇÃO 
- A lição deste domingo é um alerta para os que querem agradar a Deus e ter uma vida frutífera.

- Estudaremos o perigo das obras da carne.

Aplicação
- Precisamos ter cuidado, pois dentro de todo crente habita duas naturezas: a natureza adâmica (Rm 7.17,20), a qual foi corrompida na Queda, e a nova natureza, que é resultado da regeneração, do novo nascimento (Jo 3.3).

- Veremos que a natureza adâmica, se não for controlada pelo Espírito, produz frutos que levam o crente à morte espiritual.

I. A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE 
1. A concupiscência da carne.
- Você sabe o significado da palavra concupiscência? Pergunte ao aluno...

- Segundo o Dicionário Wycliffe, este é um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos” (Rm 7.8).

2. A vida guiada pela concupiscência da carne.
- Quem controla seus desejos? Temos anseios, mas estes precisam ser controlados por Deus.

Contexto moral atual
- Vivemos em uma sociedade hedonista, onde a busca pelo prazer tem feito com que muitos sejam dominados por desejos malignos, praticando, sem qualquer pudor, toda sorte de imoralidade sexual e moral, tudo em nome do prazer e da liberdade.

O crente guiado pela concupiscência da carne
- Torna-se uma pessoa sem controle;
- Sem qualquer deferência;
- Sem alegria plena do Espírito;
- Sem fruto do Espírito e etc...

Aplicação/Solução
- Arrepender-se e voltar (Jr 15.19);
- Mortificar nossa natureza (Cl 3.5);
- Permitir que Deus controle nossos pensamentos, vontades e ações (Fp 4.8).  

3. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos.
- Longe de Deus;
- Sem o controle do Espírito Santo;
- Manifesta seus desejos mais perversos;
- Sofre sérios prejuízos (citar alguns) para os relacionamentos na Igreja e fora dela;
- Contraria a Palavra de Deus (Sl. 103.1, Jó 31.1, Ef 2.1-5, ).

Exemplo
- Davi viu e desejou a mulher de Urias, e o seu desejo descontrolado o levou a cometer um adultério e um homicídio (2Sm 11.1-4). Ele não atentou para as consequências dos seus atos.

Aplicação
- Uma vida conduzida pela velha natureza leva as pessoas a olharem apenas para os prazeres momentâneos que o mundo oferece, não atentando para o que é eterno.

- O crente não pode se deixar seduzir pelos prazeres deste mundo (1Jo 2.15-17).

II. A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO 
1. O caráter.
- No grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”. Contudo, é importante ressaltar que esta palavra tem diferentes significados em distintas ciências, como a sociologia e a psicologia.

- Segundo o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais, que caracterizam um indivíduo”. O caráter não é inato e pode ser mudado.

2. O caráter moldado pelo Espírito.
O caráter do crente em Cristo
- Quando aceitamos Jesus e experimentamos o novo nascimento, nosso caráter passa por uma transformação. O Espírito Santo trabalha em nós a fim de que sejamos semelhantes a Jesus (Ef 4.13). Passa a ter uma nova identidade.

Atitudes do crente para ser transformado
- Submeter inteiramente a Deus;
- Produzir frutos de arrependimento (Mt 3.8);
- Dar oportunidade ao Espírito Santo para que Ele trabalhe em nossas vidas produzindo o fruto do Espírito (Gl 5. 22).

Aplicação
- Não adianta apenas dizer que é crente, é preciso evidenciar o nosso caráter cristão mediante as nossas ações (Mt 5.13-16, 2Co 5.17).

3. Ataques ao seu caráter.
- Em sua vida cristã, você terá que lutar com três inimigos que farão de tudo para macular o seu caráter: a carne, o Diabo e o mundo. (três fontes de pecado).

Como vencer?
- Vida de comunhão com o Pai;
- Orar;
- Ler a Palavra de Deus e
- Jejuar.

A nossa luta não é contra a carne e nem sangue (Ef 6.12).

III. UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS 
1. Viver segundo a carne.
- Se o crente vive dominado pelos desejos carnais, ele não pode agradar a Deus (Rm 8.8).

Exortação de Paulo:  1 Co 3.3
- Viver em contendas;
- Viver em ciúmes doentio;
- Viver em pelejas.

Aplicação/Apelo
- Nós que fomos comprados pelo Sangue de Jesus devemos crucificar a carne juntamente com suas paixões (Gl 5.24).

2. Vivendo como espinheiro.
- Sabemos que a árvore é identificada não por suas flores ou folhas, mas por seus frutos (Mt 7.20).
- É impossível um cristão dominado pelo Espírito Santo produzir as obras da carne (Tg 3.12).
- O homem bom tira de seu íntimo, do seu coração transformado, coisas boas, mas o homem mau tira do seu mau coração pelejas, dissensões, prostituição, iras, etc. (Mt 7.18-22).

Parábola de Jotão – (Jz 9. 7-21)
- As árvores representam o povo de Siquém que desejavam um rei;
Eram árvores boas
- Oliveira - produzia azeite que era utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação;
- Figueira - produzia figos que alimentava o povo;
- Videira - produzia vinho, que era usado nos sacrifícios de libações.

Espinheiro. Arbusto inútil, representava Abimeleque.

Aplicação
- Muitos atualmente estão como Abimeleque, não produzem nada de útil para Deus ou para o próximo e ainda ferem as pessoas com seus espinhos.

3. Uma vida infrutífera.
Parábola da figueira estéril (Lc 13.6-9).
- A figueira sem frutos - refere-se a Israel;

- A figueira sem frutos – hoje representa o crente que professa a Jesus e, no entanto, insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa, sem frutos.

- O agricultor (Espírito Santo) - investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando todas as condições para que produza fruto.

- O limite - Caso ela não viesse a frutificar seria cortada (Mt 3.10; Lc 13.9).  

Aplicação
- Deus está investindo em sua vida e dando todas as condições para que você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.

CONCLUSÃO 
Quem vive segundo a carne não pode agradar a Deus. E a vida sem Deus torna-se infrutífera. Longe do Senhor nos tornamos espinheiros, nos ferimos e ferimos ao próximo. Busque a Deus e seja uma árvore frutífera.

Não seja simplesmente crente; Seja discípulo do Senhor Jesus (Jo 8.31).


Fonte
Bíblia de Estudo - SHEDD
Dicionário da Bíblia de Almeida

Pb Alan Fabiano